terça-feira, fevereiro 12, 2008

Os "BLÁ... BLÁ... BLÁ"s não são só aqui...


PM pede desculpa por "atentado à dignidade" dos aborígenes

Camberra, 12 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro australiano, que deve proferir quarta-feira um discurso de desculpas à comunidade aborígene, sublinhará o "atentado à dignidade e a humilhação" de que foram vítimas os primeiros habitantes da Austrália, disseram fontes oficiais.
...

NOTA DE RODAPÉ:

Que tal começar AGORA a ter respeito pelo povo timorense, em vez de um dia vir pedir desculpas...

24 comentários:

Anónimo disse...

Concordo !!! Respeito e o que o povo timorense merece
FORA Australianos e outros incompetentes similares ...

Margarida disse...

Timor-Leste: FRETILIN reclama demissão de secretários Estado

Diário Digital / Lusa
12-02-2008 18:43:14

A FRETILIN, o maior partido no parlamento timorense, mas na oposição, exigiu hoje a demissão dos secretários de Estado da Defesa, Júlio Tomás Pinto, e da Segurança, Francisco Guterres, disse à Lusa fonte partidária.

A fundamentar a exigência, a FRETILIN apontou o facto daqueles dois governantes terem falhado quanto à garantia da segurança do Presidente, José Ramos-Horta, e do primeiro-ministro, Xanana Gusmão

Na mesma sessão parlamentar, a FRETILIN defendeu a formação de uma Comissão Internacional de Inquérito "para investigar com transparência e independência" os acontecimentos de segunda-feira.

Antes, em declarações à Lusa, o secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, tinha já referido que o seu partido iria defender no parlamento uma investigação à actuação das forças internacionais em Timor-Leste e "exigir responsabilidades ao governo".

A pasta da Defesa é acumulada pelo chefe do executivo, Xanana Gusmão.

O ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri ecoou preocupações do comandante das forças armadas timorenses, Taur Matan Ruak, que também exigiu essa investigação criticando, em declarações à Lusa, a actuação das forças internacionais no terreno

Anónimo disse...

Timor Leste está numa situação complicada, nomeadamente, Falta de
> Estabilidade no país. Alguns partidos políticos estão a utilizar ex-
> maijor Alfredo Reinado como meios para atingir os seus objectivos.
> Houve noticias recentemente, que informavam que alguns dirigentes
> políticos financiaram ao Alfredo fardas militares e algumas verbas
> monetárias. Estes dirigentes estão a ser identificados pelas
> autoridades competentes.
>
> Estes dirigentes actuaram de forma mesquinha, aplicando uma
> política tão baixa para impedir o desenvolvimento e o progresso do
> país. Estes pessoas não têm noções de estado e muito menos sentido
> de estado. Eles actualmente estão a vadiar por aí em Portugal a
> partir de 10 até 13 de Fevereiro de 2008. Vamos acompanhar a par e
> passo as movimentações deles.
>
> Muito Obrigado.
>
> Francisco Vicente Guterres.

(FÓRUM LORIKU,9FEV2008)

Anónimo disse...

Sou contra estes "pedidos de desculpa". Certamente que, pessoalmente, este PM australiano não tem nada que ver com a política desumana de que os aborígenes foram alvo.

O mais importante, isso sim, seria o PM anunciar medidas concretas e eficazes para devolver aos aborígenes a sua dignidade, as suas terras, as suas línguas, etc, e integrá-los verdadeiramente na sociedade australiana (ou vice-versa).

E, já agora, subscrevo a nota de rodapé do Malai Azul: mais vale prevenir do que remediar. Por isso, em relação aos timorenses, pede-se respeito e não desculpas.

Anónimo disse...

Tropas australianas alvo de críticas em Timor

Público, 13.02.2008
Jorge Heitor

Fretilin exigiu no Parlamento
a demissão dos secretários de Estado da Defesa e da Segurança

O MNE australiano, Stephen Smith, afirmou em Darwin que os assaltantes de segunda-feira eram ao todo 20
a O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak (o que em tétum significa "dois olhos agudos"), afirmou ontem em conferência de imprensa que as tropas australianas adicionais que acabavam de chegar a Díli deveriam contribuir para a solução e não para o agravamento dos problemas em Timor-Leste. "Espero que as forças internacionais não sejam um cancro ou uma úlcera", sublinhou o oficial, habitualmente circunspecto.
Taur Matan Ruak, que há um ano chegara a ser encarado pela imprensa australiana como um possível candidato à sucessão de Xanana Gusmão na Presidência da República, pediu "uma completa investigação internacional, para apuramento de todos os factos trágicos ocorridos, que chocaram o país e que visaram os pilares do Estado democrático timorense".
Face ao elevado número de forças internacionais presentes em Timor--Leste, em particular na área da capital, o brigadeiro-general perguntou como foi possível que viaturas com elementos armados se tenham aproximado das residências do Presidente, José Ramos-Horta, e do primeiro-ministro, Xanana, sem terem sido detectadas. E lembrou de igual modo que nenhuma perseguição imediata foi encetada para deter os autores dos ataques.
Em Lisboa, o general José Alberto Loureiro dos Santos, especialista em estratégia militar, ouvido pela RDP--Antena Um, concordou que tinha havido em Díli evidentes falhas de segurança, apesar de Matan Ruak ter alertado com uma semana de antecedência que os rebeldes visavam atentar contra os principais dirigentes do país.
Entretanto, no Parlamento, em Díli, a Fretilin, principal força actualmente na oposição, exigia a demissão dos secretários de Estado da Defesa, Júlio Tomás Pinto, e da Segurança, Francisco Guterres, por não terem tomado as medidas necessárias para proteger o presidente e o primeiro-
-ministro. Actualmente em Portugal, o líder do Partido Social Democrata (PSD), Mário Viegas Carrascalão, antigo governador do território, nomeado pela Indonésia, recordou ao PÚBLICO que Ramos-Horta não tinha grandes cuidados de segurança, chegando a andar por vezes em transportes públicos, como um vulgar cidadão.
Onze interrogados
Para além das tropas e dos polícias extra que ontem chegaram a Díli, para reforçar o contingente australiano, também um vaso de guerra enviado por Camberra apareceu frente à cidade. O chefe interino da missão das Nações Unidas no território, Finn Reske-Nielsen, anunciou em conferência de imprensa que 11 pessoas já foram interrogadas a propósito dos acontecimentos de segunda-feira. E o ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, Stephen Smith, que se reuniu em Darwin com o seu homólogo Zacarias da Costa, afirmou que duas dezenas de rebeldes participaram nas tentativas de assassínio, divididos em dois grupos de 10.
Mark Aarons, um dos autores do livro East Timor: A Western Made Tragedy, escreveu ontem no jornal The Australian que, nas últimas semanas, haviam surgido divisões entre os chamados peticionários: os perto de 600 soldados desmobilizados em 2006 e que têm actuado sob o comando do tenente Salsinha, aliado do major rebelde Alfredo Reinado.
The Australian falou pelo telefone com Salsinha, no seu esconderijo a oeste de Díli, que desmentiu ter participado no ataque à residência de Xanana e ao cortejo automóvel em que o mesmo procurou fugir com a família. Salsinha referiu ainda que no domingo à noite tivera uma acalorada discussão com Reinado.
Hoje é aguardado de regresso a Timor-Leste, depois de uma rápida deslocação a Lisboa, o presidente do Parlamento, Fernando Lasama de Araújo, que de imediato deverá assumir a chefia do Estado, até à recuperação de Ramos-Horta. Algumas horas depois deverá cessar o estado de sítio, decretado por 48 horas, durante o qual foram suspensos os direitos de livre circulação e de reunião e manifestação. Desde os incidentes de segunda-feira, aquele lugar tem estado a ser assegurado pelo segundo-vice-presidente do Parlamento, Vicente da Silva Guterres.

Anónimo disse...

Ramos-Horta nos Cuidados Intensivos

Público,13.02.2008
Jorge Heitor

Mesmo depois de sair do coma induzido o Presidente timorense deverá ficar sob vigilância dos médicos do hospital de Darwin até à próxima semana

O chefe de Estado de Timor-Leste, José Ramos-Horta, segunda-
-feira de manhã baleado na sua residência, em Díli, continua numa situação "extremamente grave, mas estável", segundo disse ontem o director-geral do Royal Darwin Hospital, Len Notaras. Ramos--Horta terá de ser submetido pelo menos a outra intervenção cirúrgica, nas próximas 36 horas. "Estará em coma induzido pelo menos até quinta-feira e nos Cuidados Intensivos até domingo ou segunda-feira", acrescentou.
A chefe de gabinete presidencial, Natália Carrascalão, disse, por seu lado, ao PÚBLICO, pelo telefone, que Ramos-Horta regista "melhorias" e que a sua evolução "está a correr bem". Junto do doente encontram-se sua mãe, Natalina, que reside actualmente na Austrália; o irmão, Arsénio Horta; e duas irmãs. Em Darwin também esteve ontem o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, Zacarias da Costa, presidente do Conselho Nacional do Partido Social Democrata (PSD), um dos parceiros da actual coligação governamental. O Presidente foi na segunda-feira operado ao pulmão direito e tem nas costas uma incisão de 30 centímetros. O coma induzido visa reduzir os seus movimentos e evitar que sinta dores. Dos resíduos de bala que lhe foram extraídos foram enviadas amostras para os serviços de peritagem policial. No ataque de segunda-feira de manhã (domingo à noite em Lisboa), Ramos-Horta sofreu três ferimentos e ficou a sangrar profusamente, mas mesmo assim ainda conseguiu fazer pelo menos dois telefonemas, um deles para o chefe do Estado--Maior da Defesa, brigadeiro-
-general Taur Matan Ruak, a dizer: "Preciso da tua ajuda!". Tem havido grande polémica em Timor-Leste sobre o tempo durante o qual o ferido ficou a aguardar assistência médica, mas uma porta-voz das Nações Unidas em Díli, Allison Cooper, procurou ontem minimizar a questão, dizendo que duas unidades haviam seguido para o local da agressão mal foram avisadas. Um dos guardas que tentaram protegê-lo também foi ferido a tiro e ficou em estado grave, enquanto por terra jaziam os corpos de dois dos assaltantes: o major Alfredo Alves Reinado e o antigo polícia militar Leopoldino, segundo explicou o jornal The Australian. Ontem de manhã, um grupo em que se integrava Victor Alves, pai do oficial rebelde, foi à morgue do Hospital de Díli reclamar o corpo, o que lhe foi negado, por ainda não existir autorização para o funeral. Mas foi possível apurar que tinha três ferimentos de bala: um no olho esquerdo, outro no lado esquerdo do tórax e o terceiro no pescoço. Jorge Heitor

Anónimo disse...

ONU pede ao Governo de Díli que julgue os culpados

Público, 13.02.2008

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou na segunda-feira à noite as tentativas de assassínio do Presidente e do primeiro-ministro de Timor-Leste, e pediu ao Governo de Xanana Gusmão que julgue os culpados.
A declaração condenatória foi lida, em nome do Conselho, pelo diplomata que este mês a ele preside, o embaixador panamiano Ricardo Alberto Arias, falando de um "acto odioso" e exortando todos os partidos timorenses a colaborarem com as autoridades para que este caso se deslinde.
O Conselho de Segurança pediu também a todos os cidadãos timorenses que se mantenham calmos e tudo façam para que a estabilidade predomine no país; para além de ter solicitado a todas as partes que resolvam as suas divergências por meios políticos e pacíficos, "no quadro das instituições democráticas".
Em Jacarta, o ministro indonésio dos Negócios Estrangeiros, Hasssan Wirayuda, afirmou por seu lado que o seu Governo estava preocupado com os acontecimentos de Díli. "Como vizinhos, esperamos que a segurança possa ser restaurada de imediato", disse Wirayuda, segundo o qual a Indonésia não tem planos para colocar tropas em Timor-Leste, uma vez que sente que a situação se encontra aí devidamente controlada pelos militares da Austrália e da Nova Zelândia, bem como pelas forças da ONU.
No entanto, o chefe do Estado-Maior do Exército indonésio, tenente-general Agustadi Sasongko Purnomo, afirmou que vai ser apertada a segurança em áreas ao longo da fronteira comum.
Entretanto, o ministro português da Administração Interna, Rui Pereira, disse ontem que é "prematuro" falar num reforço do contingente da GNR em Timor-Leste, considerando que tem de ser tomada uma decisão no âmbito das Nações Unidas. Rui Pereira elogiou a actuação da GNR em Timor-Leste, particularmente na operação de socorro, na segunda-feira, ao Presidente da República timorense, José Ramos-Horta.

Anónimo disse...

Incompetência e inutilidade do aparato internacional

Público, 13.02.2008
Pedro Bacelar de Vasconcelos


Estes ataques directos a José Ramos-Horta e Xanana Gusmão desmontam todas as teorias da conspiração que têm sido urdidas desde Maio de 2006 e demonstram a insensatez da posição da Fretilin em não reconhecer a legitimidade e em persistir em declarar a inconstitucionalidade do Governo timorense, continuando a referir-se ao actual executivo chefiado por Xanana Gusmão como "Governo de facto".
Considero reconfortantes, porém, as declarações de repúdio proferidas por Mari Alkatiri [secretário-geral da Fretilin e antigo primeiro ministro] e por Lu-Olo [presidente da Fretilin e antigo presidente do Parlamento Nacional]. Mostram que há uma fronteira entre democracia e instituições do Estado, por um lado, e a acção de um grupo de rebeldes insensatos e criminosos. Só a psicologia poderá explicar este acto de loucura por parte de Reinado e (embora sem confirmação) de Salsinha, os quais, ao longo deste processo, que se iniciou ainda durante o Governo da Fretilin, têm sido tratados com infinita paciência.

Há muitos factos que carecem de esclarecimento, ainda, mas a facilidade com que Reinado e os seus homens chegaram à casa do Presidente indicia uma grande incompetência e a inutilidade do aparato militar internacional. Foram elementos das F-DTL [Forças de Defesa de Timor-Leste] que defenderam Ramos-Horta e foi a GNR - a quem Ramos-Horta terá ele próprio telefonado, segundo foi noticiado - quem salvou o Presidente, indo a sua casa e procedendo ao seu transporte, através do INEM, para o hospital [de campanha do contingente australiano]. Foi a GNR ainda quem colocou a família do primeiro-ministro a salvo. Professor de Direito Público, antigo conselheiro da ONU junto da presidência timorense
"Há uma fronteira entre a democracia
e a acção
de um grupo de rebeldes insensatos
e criminosos"

Anónimo disse...

O filme de uma acção golpista

Público, 13.02.2008

O líder rebelde Alfredo Alves Reinado foi morto antes de o Presidente Ramos-Horta ser alvejado

Ao alvorecer de segunda-feira (domingo à noite em Lisboa), o chefe rebelde Alfredo Alves Reinado foi abatido a tiro, quando chefiava um comando que acabaria por ferir gravemente o Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta. Os homens que dispararam contra este estariam a fugir da casa, depois de um tiroteio com os guardas e quando o seu chefe já jazia por terra, numa poça de sangue.
Segundo Lindsay Murdoch, do Sydney Morning Herald, Ramos-Horta regressara a casa, dos exercícios matinais na praia, depois de uma sobrinha de 17 anos lhe ter ligado para o telemóvel a dizer que a casa fora invadida por um grupo de homens, aviso esse que teria sido repetido por um diplomata estrangeiro.
Pelas 07h18 (22h18 de domingo em Lisboa) chegaram ao local duas unidades da polícia da ONU, que fora alertada para o que se estava a passar. E cinco minutos depois o Presidente estava numa ambulância, a caminho do hospital.
Cerca de uma hora depois do tiroteio na residência presidencial era o ataque à casa do primeiro-ministro Xanana Gusmão, cuja mulher, a australiana Kirsty Sword-Gusmão, vestiu rapidamente os filhos e os meteu debaixo da cama, segundo a própria contou à televisão pública do seu país (ABC). Mas nesse caso a reacção foi mais eficaz, ninguém tendo ficado ferido.
À tarde, já o primeiro-ministro australiano Kevin Rudd anunciava ter falado por duas vezes ao telefone com Xanana e outras duas com Kirsty, depois do que concordara aumentar o número de militares e de polícias destacados no país. À noite, depois da assistência inicial num hospital de campo que a Austrália tem em Díli, Ramos-Horta era transportado para a cidade australiana mais próxima, Darwin, a fim de ser operado ao pulmão direito.
Ontem à tarde já os reforços prometidos por Camberra estavam na capital timorense, incluindo um navio, para protecção aos soldados e polícias chegados por via aérea. E o ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, Stephen Smith, recebia em Darwin o seu homólogo timorense, Zacarias da Costa, a fim de lhe garantir que ainda esta semana o primeiro-ministro Kevin Rudd irá a Díli. Entretanto, vigorava desde segunda-feira um recolher obrigatório das 22h00 às seis
da manhã, sendo a situação calma. J.H.

Anónimo disse...

Ataques provocam reforço de presença australiana

Timor pede soldados, Austrália acrescenta polícias

DN, 13/02/08
PEDRO ROSA MENDES, em Díli
Especial Lusa para o DN
Dois aviões militares australianos aterraram ontem à tarde em Díli, com o reforço do contingente da Austrália em Timor-Leste. Um dos aparelhos trazia soldados. No outro vinham polícias.

O duplo pacote reflecte uma abordagem nova sobre a utilização da Polícia Federal Australiana (AFP) como instrumento de política externa de Camberra - com uma "citação" directa da GNR portuguesa em Timor-Leste enquanto modelo operacional.

Este reforço do contingente australiano acontece na sequência do duplo atentado contra o Presidente da República e o primeiro-ministro, segunda-feira.

A Austrália desembarcou ontem em Timor-Leste 200 soldados das Forças de Defesa (ADF), na maioria provenientes de uma Companhia de Caçadores do 3º Regimento Real Australiano (RAR).

Pouco antes tinha aterrado no aeroporto internacional de Díli a guarda-avançada do reforço australiano: 30 elementos da AFP, oferecendo uma imagem literal da nova abordagem dos contingentes policiais como instrumento directo de projecção da força e dos interesses de um país no exterior.

A Austrália, através do Grupo de Intervenção Internacional (IDG), é pioneira desta transformação da manutenção de paz clássica para um novo tipo de contingentes em que a polícia está inserida no grupo militar, como é o caso do reforço que ontem chegou a Díli.

O governo do ex-primeiro-ministro John Howard operou a transformação do IDG numa ambiciosa força paramilitar, com um investimento de quase 500 milhões de dólares australianos nos próximos 5 anos.

No final de 2008, o IDG terá uma força total de 1200 homens, equipados com material bélico pesado e meios de desembarque fora da Austrália, incluindo veículos blindados de transporte de tropas. A expansão do IDG absorve um terço do orçamento anual da AFP.

A AFP está, ou esteve recentemente, em missões no Iraque, Afeganistão, Sudão, Chipre, Camboja, Ilhas Salomão, Vanuatu, Nauru, Tonga - e Timor-Leste, o segundo maior contingente da AFP no exterior.

Fontes do Governo timorense e da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) afirmaram ontem, sob anonimato, que "a Austrália aproveitou o pedido timorense de ajuda militar para enviar também um contingente policial que não estava pensado inicialmente. Aconteceu o mesmo em 2006".

Na carta assinada em nome dos órgãos de soberania de Timor-Leste, o Estado pediu à Austrália "assistência na segurança", nomeadamente das ADF.

A carta, com três assinaturas, inclui também um pedido de "uma contribuição separada de polícia", com elementos da AFP.

O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Zacarias da Costa, explicou ontem que, na realidade, Díli aceitou o que Camberra sugeriu, formalizando o "pedido". "Para ser mais preciso, foi Camberra que ofereceu. Não fomos nós que pedimos. A Austrália voluntarizou-se para apoiar imediatamente na sequência dos incidentes. Agradecemos muito esse apoio", disse Zacarias da Costa.

"Disseram-nos que estavam prontos e depois concordámos apenas com a vinda. Falámos primeiro de reforço militar e depois a polícia foi uma oferta deles", acrescentou.

Esta atitude política, reflectida no conceito de "interoperacionalidade" da ADF e AFP, não é estranha para analistas e académicos que, na Austrália, têm seguido a "transformação da AFP em instrumento de política externa" e publicado ensaios e livros.

A expansão da AFP e a musculação do IDG numa força com capacidade militar foi, aliás, objecto de uma comissão de inquérito no Senado australiano.

A colocação em prática da AFP em cenários de "desestabilização" levanta problemas acrescidos no caso de Timor-Leste, segundo o académico Andrew Goldsmith, da Universidade de Adelaide, que lidera há 3 anos um estudo co-financiado pela AFP sobre a expansão da instituição.

"A Austrália enfrenta uma percepção na região de ser uma espécie de Grande Irmão simbólico", disse no Senado australiano e concluiu: "O envolvimento australiano no petróleo e gás de Timor tingiu a nossa capacidade de operar tão eficazmente quanto gostaríamos em Timor-Leste."

O desembarque de ontem foi precedido pela chegada a águas timorenses da fragata HMS Perth, com 150 homens.

Anónimo disse...

Timor-Leste: a versão da imprensa australiana
Ramos-Horta foi tentar salvar sobrinha
O jornal Sydney Morning Herald diz que o presidente timorense voltou a casa para salvar a sua sobrinha Lily do ataque de Reinado, acabando depois por ser baleado

Micael Pereira
Expresso, 19:00 | Terça-feira, 12 de Fev de 2008




De acordo com fontes da polícia das Nações Unidas que já iniciaram as investigações às circunstâncias do atentado ao presidente da República timorense, e que são citadas pelo jornal australiano Sydney Morning Herald, Ramos-Horta recebeu uma chamada de telemóvel da sua sobrinha Lily, que trabalha em sua casa, enquanto estava a fazer jogging na praia, antes das sete da manhã (hora local), tomando assim conhecimento do tiroteio entre os seus seguranças e o grupo rebelde do major Alfredo Reinado.
O correspondente do jornal em Timor, Lindsay Murdoch, conta que o presidente ficou preocupado com a salvaguarda de Lily e resolveu voltar para trás na esperança de apelar à razão e ao bom senso do líder rebelde. Foi então que terá começado uma segunda vaga de tiros em casa de Ramos-Horta, com a chegada prematura, uma hora antes do previsto, dos seguranças que iam render o turno da noite. Terá sido nessa altura que Reinado foi atingido na cara, durante um tiroteio de 20 minutos.
O Sydney Morning Herald fala ainda de um diplomata estrangeiro, que prefere não ser identificado e que se terá cruzado com Horta por também estar a fazer jogging. O diplomata vira o tiroteio a caminho da praia e pensou tratar-se de um exercício, alertando o presidente para o facto e oferecendo-lhe boleia. Horta recusou a oferta e disse-lhe que estaria tudo "OK". Passado alguns minutos, no entanto, ao aproximar-se de casa a pé na companhia de dois seguranças, acabaria por ser baleado três vezes por homens do major.

Anónimo disse...

Este Bla...Bla...já cá está há montes de tempo como last news.
Como está o presidente?
Será que querem de verdade apanhar os grupos de Salsinha? Escondem-nos em casa para quê? Manobrar melhor? Ao menos podiam expressar..Eu acho que a segurança internacional tem poucas competências...não sabe actuar sem estarmos todos enclausurados...e o País se calhar paga o mesmo...?

Anónimo disse...

..em vez de proprietário do blog ..não seria mais simpático dizer criador do blog?

Anónimo disse...

olha Bla..Bla...também podemos pensar que os Australianos precisam de treinar em casa como lidar com Timor Leste ..não?
Coitados ...não tem experiência nenhuma! Então deixam os aborígenes desabrochar a sua personalidade....pagando..pagando

Anónimo disse...

the people must avoid to say sorry...think first

Anónimo disse...

..but it's better to say then never say...I dont know why

Anónimo disse...

e proferiu...

Anónimo disse...

Transcrição (da Margarida) por não estar online:

Timor-Leste é, afinal, viável?

DN, 13/02/08

António Perez Metelo, redactor principal

A pergunta, que muitos põem, tem desde logo uma linha de resposta: sim, é viável, já que sustenta uma população de um milhão de habitantes, em rápido crescimento demográfico (3% ao ano), três quartos dos quais vivem da agricultura tradicional de subsistência. Mas a incógnita mantém-se sobre a capacidade de os timorenses, agora independentes, conseguirem arrancar para um processo sustentado de crescimento económico, capaz de reduzir os níveis altíssimos de pobreza absoluta (41% da população) e relativa (o PIB por habitante, mesmo ajustado à paridade de poder de compra, não chega aos 800 dólares dos EUA por ano!).

A resposta é, de novo, afirmativa. O Fundo Petrolífero - considerado o terceiro mais bem gerido do mundo, à frente do norte-americano e do australiano...-, atingiu, em fins de 2007, os 2.086 milhões de dólares, o equivalente a seis anos de produto interno. E está a crescer a uma média de cem milhões de dólares ao mês. Capitais próprios para investir não faltam, pois.

Ideias, também não! Em Março de 2006 foi aprovada a versão actualizada do Plano de Desenvolvimento Nacional, um documento detalhado, que se propunha, então, duplicar o investimento público até atingir os 600 milhões de dólares entre 2006 e 2010. As infra-estruturas, estradas e pontes, electrificação, água potável, centros de saúde, escolas, agricultura, eram os sectores prioritários para 400 projectos já estabelecidos, espalhados por 17 sectores económicos. O investimento na indústria e nos serviços, hoje incipientes, viria do investimento estrangeiro directo, ao qual se dariam todas as devidas garantias.

O objectivo é fazer crescer a economia de Timor-Leste a 7-8% ao ano, para reduzir a pobreza a metade. O Plano é bom, disse-o o Banco Mundial e o FMI, em Abril de 2006. Só que...uma semana depois de tudo isto acordado, rebentou a sedição dos 600 peticionários das FFDTL. A partir de então, nada passou do papel à prática.

Conclusão: Timor-Leste é viável, sim, desde que encontre a estabilidade e pacificação internas, que permitam pôr mãos a uma imensa obra.

Anónimo disse...

Transcrição (da Margarida) por não estar online:



Da crise de 2006 ao futuro da política timorense

Algumas questões sobre a actual crise timorense e as implicações do duplo ataque à liderança.

DN, 13/02/08
Por: Luís Naves

Os antecedentes e o contexto são complexos. Uma tentativa de encontrar algumas pistas:

Até que ponto os incidentes de segunda-feira estão ligados à crise de 2006?

Aparentemente, estão ligados. Alfredo Reinado era desertor do exército e o tenente Gastão Salsinha um peticionário (expulso das forças armadas). à frente de um grupo de homens armados, que nunca foi grande, os dois mantiveram o país em constante instabilidade política. Por outro lado, pode haver um elemento de vingança no duplo ataque ao Presidente Ramos-Horta e primeiro-ministro Xanana Gusmão. Ainda na semana passada, Xanana admitia que Reinado não era “ameaça real à estabilidade” de Timor.

Porque razão o major Reinado actuou com impunidade durante ano e meio?

É um dos grandes mistérios da história recente do país. Segundo uma explicação dada por Xanana Gusmão, em recente entrevista à Lusa (anterior a esta crise), “discutimos todas as opções possíveis, mas sempre chegámos à opção moderada”, o que pode significar que as autoridades quiseram actuar com prudência. Nessa entrevista, Xanana afirmava que reinado tinha apoios de “uma geração velha da parte oeste” do país. O major foi guardado por australianos e cercado por forças internacionais, mas conseguiu fugir, angariando a admiração de muitos jovens. Preso pela GNR, evadiu-se da prisão protegida por australianos. Nos últimos meses, o Governo de Xanana tentou separar os peticionários dos desertores. Mas, no início da crise de 2006, quando Xanana era presidente, a rebelião levou à queda do executivo então liderado por Mari Alkatiri, da Fretilin. Este último chegou a acusar Xanana de envolvimento; e, pouco antes de morrer, Reinado fez a mesma acusação. Um mandato de captura do major, emitido por um juiz português, foi desautorizado por Ramos-Horta.

Qual é a situação de Timor-Leste no contexto regional?

Timor-Leste depende da ajuda internacional e é um pequeno país encravado entre duas potências regionais: Austrália e Indonésia. Esta última manteve uma ocupação violenta de 24 anos e, ao sair, deixou dois terços da infraestrutura em ruínas. Entretanto, houve uma mudança de regime e Timor tem boas relações com a nova democracia. Para se perceber a importância da Indonésia, basta lembrar que o primeiro-ministro Xanana Gusmão, ex-líder da resistência, esteve no funeral do ditador Indonésio que decidiu a invasão de Timor: o general Suharto. Na Austrália também houve mudança de Governo. O novo executivo trabalhista foi eleito com a promessa de mudar a política externa. A crise de 2006 que provocou a queda do Governo de Alkatiri surgiu pouco depois dos timorenses terem concluído com os australianos um acordo petrolífero que lhes era favorável. Por outro lado, a Austrália tem fornecido o grosso das forças militares que garantem a segurança de Timor-Leste.

Os problemas sociais foram importantes nesta crise?

O major rebelde tinha apoio entre sectores da população, nomeadamente jovens desenraizados. Há cem mil deslocados internos (num país com 1,5 milhões de habitantes) e a economia cresce devagar. Em resumo, não há empregos e metade da população mais jovem não tem nada para fazer. Alguns observadores também mencionam divisões de tipo quase tribal, entre habitantes do leste e do ocidente do território. Esta visão é controversa mas, no mínimo, há problemas entre diferentes comunidades e clãs.

Que cenários são possíveis?

Tudo depende da resposta que a elite timorense vai dar a esta crise. A aliança que sustenta o governo de Xanana Gusmão tem maioria no parlamento e o Presidente interino, durante o impedimento de Ramos-Horta, é Fernando Lasama, que chefia o Partido Democrático. Nas legislativas de Junho de 2007, o partido mais votado foi a Fretilin, com 29%. Um cenário de luta pelo poder pode levar à queda do Governo.

Anónimo disse...

Timor: Estado de sítio prolongado por mais 10 dias

O Parlamento de Timor-Leste aprovou hoje o prolongamento do estado de sítio com recolher obrigatório por mais 10 dias.
Dos 44 deputados presentes, entre os 65 eleitos, 30 votaram a favor e 14 abstiveram-se.
O estado de sítio tinha sido decretado segunda-feira por um período de 48 horas, na sequência dos dois atentados contra o presidente timorense, José Ramos Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
Na sequência do atentado, Ramos Horta foi submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Dili e a outras duas no Royal Hospital de Darwin, Austrália, para onde foi transferido horas depois do ataque.
13-02-2008 12:02:06
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=318407

Anónimo disse...

Timor: Xanana propôs prolongamento do estado de sítio

O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, propôs, esta madrugada de quarta-feira, ao Presidente da República interino, o prolongamento do estado de sítio por mais uma semana. Ao mesmo tempo, foram já emitidos 18 ordens de detenção de soldados rebeldes, alegadamente envolvidos nas tentativas de assassinato.
Segundo avança a SIC, a justiça timorense está a preparar para hoje a detenção de vários suspeitos supostamente relacionados com os atentados contra o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Com as ruas de Díli patrulhadas pelas forças internacionais de segurança, agora reforçadas com mais soldados australianos, os investigadores pediram à Procuradoria-Geral da República a emissão de mais quatro mandatos de captura, além dos 18 já emitidos.
Entretanto, com as investigações a decorrerem, o primeiro-ministro Xanana Gusmão apresentou já um requerimento ao Presidente da República interino pedindo o prolongamento do estado de sítio por mais uma semana. Pedido que, no entanto, terá de ser autorizado pelo Parlamento de Timor-Leste, cuja próxima sessão está agendada para hoje à tarde.
Segundo a Lusa, ainda antes da sessão parlamentar, terá lugar uma reunião simultânea do Conselho de Estado e do Conselho Superior de Defesa e Segurança, órgãos que, de acordo com a Constituição timorenses, têm de ser ouvidos pelo Presidente da República sobre a instauração de medidas de excepção.
Recorde-se que o estado de sítio que actualmente vigora em Timor-Leste, instaurado na sequência das tentativas de assassinato do Presidência da República e do Primeiro-Ministro, começou às 22h00 de segunda-feira (hora local), tendo sido inicialmente decretado por 48 horas.
13-02-2008 8:57:43

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=318360

Anónimo disse...

12h07 13/02/08 - Testemunhas do ataque a PR "identificaram alguns atacantes"

Alguns elementos do grupo de Alfredo Reinado que atacaram segunda-feira o Presidente da República de Timor-Leste, em Díli, "foram reconhecidos" pelas testemunhas interrogadas até agora, afirmou à Agência Lusa fonte ligada à investigação.

"Algumas das testemunhas do ataque identificaram elementos do grupo de Alfredo Reinado e disseram que outros elementos usaram máscaras" na operação contra José Ramos-Horta, afirmou a mesma fonte.

Três comissões de inquérito estão actualmente formadas para investigar o duplo ataque à residência do Presidente da República e à caravana do primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

Duas comissões integram elementos da Polícia Nacional e da Polícia das Nações Unidas e outra foi constituída terça-feira, pelas Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).

A comissão de inquérito das F-FDTL integra três tenentes-coronéis, incluindo o chefe da Casa Militar do Presidente da República e o chefe dos Serviços de Inteligência das Forças Armadas, além de três elementos escolhidos pelo secretário de Estado da Defesa, Júlio Tomás Pinto.

Entre o contingente policial que a Austrália fez chegar terça-feira a Díli, reforçando as suas forças em Timor-Leste, estão especialistas que "poderão contribuir para o progresso das investigações", anunciou hoje o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Atul Khare.

Onze pessoas foram até agora ouvidas no âmbito da investigação e a emissão de quatro mandados de captura foi pedida à Procuradoria-Geral da República, informou hoje o comandante interino da UNPol, Hermanprit Singh.

Ramos-Horta foi ferido a tiro no ataque de segunda-feira, encontrando-se hospitalizado em Darwin, Austrália, e Xanana Gusmão escapou ileso.

O major Alfredo Reinado foi abatido a tiro durante o ataque à residência do chefe de Estado, realizando-se o seu funeral quinta-feira, em Díli.

Anónimo disse...

Notícias da agência Lusa sobre os atentados em Timor
Notícias Lusa sobre a tentativa de golpe de Estado
Timor: Actualização permanente

12h07 13/02/08 - Testemunhas do ataque a PR "identificaram alguns atacantes"
Alguns elementos do grupo de Alfredo Reinado que atacaram segunda-feira o Presidente da República de Timor-Leste, em Díli, "foram reconhecidos" pelas testemunhas interrogadas até agora, afirmou à Agência Lusa fonte ligada à investigação.
"Algumas das testemunhas do ataque identificaram elementos do grupo de Alfredo Reinado e disseram que outros elementos usaram máscaras" na operação contra José Ramos-Horta, afirmou a mesma fonte.
Três comissões de inquérito estão actualmente formadas para investigar o duplo ataque à residência do Presidente da República e à caravana do primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Duas comissões integram elementos da Polícia Nacional e da Polícia das Nações Unidas e outra foi constituída terça-feira, pelas Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
A comissão de inquérito das F-FDTL integra três tenentes-coronéis, incluindo o chefe da Casa Militar do Presidente da República e o chefe dos Serviços de Inteligência das Forças Armadas, além de três elementos escolhidos pelo secretário de Estado da Defesa, Júlio Tomás Pinto.
Entre o contingente policial que a Austrália fez chegar terça-feira a Díli, reforçando as suas forças em Timor-Leste, estão especialistas que "poderão contribuir para o progresso das investigações", anunciou hoje o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Atul Khare.
Onze pessoas foram até agora ouvidas no âmbito da investigação e a emissão de quatro mandados de captura foi pedida à Procuradoria-Geral da República, informou hoje o comandante interino da UNPol, Hermanprit Singh.
Ramos-Horta foi ferido a tiro no ataque de segunda-feira, encontrando-se hospitalizado em Darwin, Austrália, e Xanana Gusmão escapou ileso.
O major Alfredo Reinado foi abatido a tiro durante o ataque à residência do chefe de Estado, realizando-se o seu funeral quinta-feira, em Díli.


11h05 13/02/08 - Estado de sítio com recolher obrigatório prolongado por mais 10 dias
O parlamento nacional de Timor-Leste aprovou hoje o prolongamento do estado de sítio com recolher obrigatório por mais 10 dias.
Dos 44 deputados presentes, entre os 65 eleitos, 30 votaram a favor e 14 abstiveram-se.
Votaram a favor todas as bancadas parlamentares, excepto a Fretilin e o Partido de Unidade Nacional.
O estado de sítio tinha sido decretado segunda-feira por um período de 48 horas, na sequência dos dois atentados contra o presidente timorense, Ramos Horta, e contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
Na sequência do atentado, Ramos Horta foi submetido a uma primeira operação no hospital de campanha australiano em Díli e mais duas no Royal Hospital de Darwin, Austrália, para onde foi transferido horas depois do ataque.


10h15 13/02/08 - Onze testemunhas ouvidas, emitidos quatro mandados de captura
O comandante interino da Polícia da ONU (UNPol) em Timor-Leste afirmou hoje que duas equipas de investigação aos ataques de segunda-feira interrogaram 11 testemunhas e que foram emitidos quatro mandados de captura relacionados com o duplo atentado.
As duas equipas de investigação, que integram elementos da polícia das Nações Unidas e da Polícia Nacional de Timor-Leste, recolheram também "vários documentos e apreenderam vários cartões SIM", declarou o comandante interino da UNPol, Hermanprit Singh.
Atul Khare, representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, considerou, na mesma conferência de imprensa em Díli, que a chegada ao país de um contingente australiano que inclui elementos da polícia "vai contribuir decerto para o progresso da investigação".
Alfredo Reinado liderou segunda-feira um ataque contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, em que o major fugitivo acabou por morrer, juntamente com um dos seus homens.
Logo depois, um grupo alegadamente liderado pelo lugar-tenente de Alfredo Reinado, Gastão Salsinha, atacou a coluna de viaturas em que seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Ferido a tiro no ataque, Ramos-Horta foi ainda operado no hospital militar australiano em Díli, tendo sido depois transferido para o Royal Hospital de Darwin, Norte da Austrália, onde hoje foi submetido a outra intervenção cirúrgica, a terceira desde o atentado.
Phil Carson, chefe da equipa de cirurgiões, disse que o presidente timorense está a recuperar "bastante bem" e que apesar de permanecer em estado grave, mas estável, poderá recuperar "sem problemas funcionais" no prazo de seis meses.
"Se tudo correr bem, em duas semanas começará a poder movimentar-se e antecipamos seis semanas para se sentir melhor e seis meses para ter ultrapassado totalmente o seu ferimento", sublinhou.
Na sequência da dupla tentativa de assassínio dos chefes de Estado e do Governo, o presidente interino, Vicente Guterres, decretou o estado de sítio por 48 horas, que hoje deverá ser prolongado por mais uma semana, a pedido do governo.


09h55 13/02/08 - Chefe de missão da ONU concorda com comissão internacional de inquérito
O chefe da missão da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, afirmou hoje em Díli que será a favor de uma comissão internacional de inquérito aos ataques de segunda-feira "se as autoridades timorenses fizerem esse pedido".
"Eu, como pessoa que sempre defendeu a transparência e a responsabilização, sempre fui, em todas as circunstâncias, a favor de uma comissão internacional independente de inquérito", declarou Atul Khare, na sua primeira conferência desde os atentados contra o presidente e primeiro-ministro timorenses, que ocorreram quando estava em Nova Iorque, Estados Unidos.
"No entanto, em vez de pedirmos uma comissão de inquérito nova aos incidentes de segunda-feira, que eu também apoio, podemos implementar até ao fim as recomendações da Comissão Independente Especial de Inquérito" aos acontecimentos de 2006, referiu.
"Embora tenha havido progresso, ainda há muitas recomendações que precisam de ser aplicadas e devia haver esforços renovados para a sua concretização completa", acrescentou o chefe da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT).
"Penso que todos temos uma responsabilidade pela paz e pela estabilidade e prosperidade neste país", respondeu Atul Khare quando questionado sobre as acusações de que as forças internacionais presentes no país não impediram o duplo ataque contra titulares do Estado timorense.
O brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior General das Forças de Defesa de Timor-Leste, afirmou terça-feira que tinha informações que apontavam para a realização do atentado e pediu a responsabilização das forças internacionais.
"Não comento as declarações de outras pessoas", disse, a esse propósito, Atul Khare.
O chefe da missão internacional afirmou que o esquema de segurança à residência do Presidente da República e a segurança pessoal durante o exercício matinal do chefe de Estado correspondem àquilo que foi pedido por José Ramos-Horta.
"O Presidente quis que a segurança nesses dois casos fosse feita por militares timorenses e nós respeitámos essa indicação porque Timor-Leste é um Estado soberano", explicou Atul Khare.
O representante especial do secretário-geral das Nações Unidas chegou a Nova Iorque sábado passado, para acompanhar a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Timor-Leste.
Atul Khare soube do duplo ataque contra o Presidente da República e o primeiro-ministro timorenses cerca das 18:00 de domingo (23:00 em Lisboa e 08:00 de segunda-feira em Díli).
"Um país não é definido pelo facto de haver ou não uma crise, mas pela resposta que dá perante uma crise", afirmou Atul Khare.
O chefe da UNMIT considerou os ataques contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão "um teste sério" para o país.
"No entanto, o primeiro relatório é muito bom. O povo manteve-se calmo. O Governo timorense reagiu de maneira sóbria", frisou.
O grupo que estava com Alfredo Reinado, o militar fugitivo que liderou e morreu no ataque à casa do Presidente da República, "é uma ameaça", disse ainda.
Atul Khare recordou as reacções do Conselho de Segurança e afirmou que o embaixador da África do Sul na ONU considerou "uma ironia" que o ataque de Alfredo Reinado tenha sido contra alguém que "procurou resolver o problema pela via do diálogo".


09h07 13/02/08 - Fernando "La Sama" Araújo assume presidência interina e vai criar comissão internacional de investigação
O presidente do Parlamento timorense, Fernando "La Sama" de Araújo, vai assumir nas próximas horas a presidência interina do país e ordenar a constituição de uma comissão internacional para investigar os atentados de segunda-feira.
Em declarações hoje à agência Lusa no avião que o transportou de Bali para Díli, Fernando "La Sama" de Araújo disse que pretende que a GNR faça parte dessa comissão.
"Falei em Lisboa com o comandante-geral da GNR, força que possui uma unidade de investigação para estes casos, a quem pedi apoio", acrescentou.
Fernando "La Sama" classificou também o acto do grupo de Alfredo Reinado como uma "tentativa de golpe de Estado muito grave que tem de ser investigada profundamente" e é por isso que "vai convidar especialistas internacionais" como portugueses, ingleses, indonésios e filipinos.
Independentemente da investigação, "La Sama" considerou que o "diálogo acabou" e que os rebeldes que possuem armas "têm de entregar as armas e renderem-se".
Questionado se dará ordens às forças internacionais para prender os rebeldes, Fernando "La Sama" disse apenas : "sim" porque perante o que aconteceu "não há mais diálogo, não há mais aproximações e o Estado vai dar ordens".
Constitucionalmente, Fernando "La Sama" de Araújo é o substituto legal do presidente timorense, Ramos Horta, que se encontra hospitalizado em Darwin, Austrália, na sequência do atentado de que foi alvo segunda-feira em Díli.
Uma vez que se encontrava em Portugal, numa visita a convite do seu homólogo português, Jaime Gama, Fernando "La Sama" de Araújo não pôde ser investido nas funções, tendo sido interinamente substituído por Vicente Guterres, vice-presidente do parlamento, que irá, assim, assumir o cargo de presidente interino do Parlamento Nacional.
Fernando "La Sama" considerou também que Timor-Leste, como "Nação Nova, nunca tinha pensado muito nas questões protocolares e de segurança mas que o acidente de segunda-feira vai obrigar a repensar a situação.
"Sentimos que não é necessário. O povo ainda está a sofrer e não queremos entrar na vida rígida do protocolo, mas depois do que aconteceu temos de montar um sistema para dar segurança à soberania do Estado", disse.
Sobre Alfredo Reinado, que nas presidencias de 2006 declarou o seu apoio a "La Sama", o mesmo responsável disse apenas "desconhecer" as razões que levaram o major rebelde a querer a sua vitória e explicou que "apenas uma vez no ano 2000 em Maubisse" se encontrou com Reinado.
Relativamente aos peticionários e ao envolvimento de Alfredo Reinado na defesa dos alegados direitos dos antigos militares, Fernando "La Sama" sustentou que o major "nunca fez nada nem deu qualquer contribuição, apenas clamou nas montanhas", mas quando as principais figuras do Estado o chamaram para ele conversar e encontrar uma solução para o assunto "ele não apareceu".
José Ramos Horta foi ferido a tiro segunda-feira, na sua residência em Díli, num ataque em que morreu o major Alfredo Reinado, e menos de uma hora depois, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência para a capital.
Depois de operado no hospital militar australiano em Díli, Ramos-Horta foi transferido para o Royal Hospital de Darwin, Norte da Austrália, cujo director, Len Notaras, manifestou confiança na recuperação completa do presidente timorense.
Ramos Horta foi hoje submetido a terceira intervenção cirúrgica para retirada de alguns fragmentos de bala alojados no corpo.
Na sequência da dupla tentativa de assassínio dos chefes de Estado e do Governo, o até agora presidente interino, Vicente Guterres, decretou o estado de sítio por 48 horas, tendo sido já pedido o prolongamento da situação por mais uma semana.


08h29 13/02/08 - Soldado timorense ferido no ataque a casa de Ramos Horta em Darwin
Um soldado das forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), o tenente Selestino (sic) Gomes, deu hoje entrada no Royal Darwin Hospital para onde foi transferido de Díli com três ferimentos, um deles na cabeça, confirmou um responsável médico.
"É um heróico jovem soldado que esteve envolvido directamente nos trágicos eventos de segunda-feira e que foi baleado na cabeça e tem ferimentos nas pernas e no ombro", disse Len Notaras, director do hospital onde também está a ser tratado o presidente timorense.
"São ferimentos extremamente graves e a sua condição é grave mas estável", frisou.
Notaras saudou a "cirurgia exemplar" a que o soldado foi sujeito em Díli antes da transferência para Darwin, explicando que vai agora ser tratado pela mesma equipa que está a acompanhar Ramos Horta.
Para fortalecer a equipa o governo australiano enviou para Darwin uma neurocirurgiã que acompanhará o caso, explicou Notaras.
Informações parciais indicam que Selestino Gomes estaria na porta de entrada da casa de Ramos Horta aquando do ataque da manhã de segunda-feira.
José Ramos Horta foi ferido a tiro segunda-feira, na sua residência em Díli, num ataque em que morreu o major Alfredo Reinado, e menos de uma hora depois, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência para a capital.
Depois de operado no hospital militar australiano em Díli, Ramos-Horta foi transferido para o Royal Hospital de Darwin, Norte da Austrália.
Na sequência da dupla tentativa de assassínio dos chefes de Estado e do Governo, o presidente interino, Vicente Guterres, decretou o estado de sítio por 48 horas, cujo prolongamento por uma semana foi hoje solicitado pelo governo.


08h00 13/02/08 - Corpo de Alfredo Reinado transportado para casa de pai adoptivo sob escolta da GNR
O caixão com o corpo do major Alfredo Reinado foi transportado hoje sob escolta da GNR para a casa do seu pai adoptivo, Vitor Alves, em Díli, onde se encontram centenas de pessoas.
Simultaneamente, foi transportado para a mesma casa o caixão com o corpo de Leonardo, um elemento do grupo de Reinado que também foi abatido durante o ataque de segunda-feira à residência do presidente timorense, José Ramos-Horta.
O funeral do major Alfredo Reinado realiza-se quinta-feira em Díli e "provavelmente será enterrado no quintal da casa do seu pai adoptivo no bairro Marconi", em Díli, anunciou hoje em conferência de imprensa o chefe da missão da ONU em Timor-Leste, Atul Khare.


07h20 13/02/08 - Fernando "La Sama" Araújo assume presidência interina e vai criar comissão internacional de investigação
O presidente do Parlamento timorense, Fernando "La Sama" de Araújo, vai assumir nas próximas horas a presidência interina do país e ordenar a constituição de uma comissão internacional para investigar os atentados de segunda-feira.
Em declarações hoje à agência Lusa no avião que o transportou de Bali para Díli, Fernando "La Sama" de Araújo disse que pretende que a GNR faça parte dessa comissão.
"Falei em Lisboa com o comandante-geral da GNR, força que possui um unidade de investigação para estes casos, a quem pedi apoio", acrescentou.
Constitucionalmente, Fernando "La Sama" de Araújo é o substituto legal do presidente timorense, Ramos Horta, que se encontra hospitalizado em Darwin, Austrália, na sequência do atentado de que foi alvo segunda-feira em Díli.
Uma vez que se encontrava em Portugal, numa visita a convite do seu homólogo português, Jaime Gama, Fernando "La Sama" de Araújo não pôde ser investido nas funções, tendo sido interinamente substituído por Vicente Guterres, vice-presidente do parlamento.
A delegação parlamentar cancelou a visita e regressou hoje a Timor-Leste.
Chegado hoje à tarde a Díli (hora local), Fernando "La Sama" de Araújo vai ser empossado como presidente interino nas próximas horas.
José Ramos Horta foi ferido a tiro segunda-feira, na sua residência em Díli, num ataque em que morreu o major Alfredo Reinado, e menos de uma hora depois, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência para a capital.
Depois de operado no hospital militar australiano em Díli, Ramos-Horta foi transferido para o Royal Hospital de Darwin, Norte da Austrália, cujo director, Len Notaras, manifestou confiança na recuperação completa do presidente timorense.
Ramos Horta foi hoje submetido a terceira intervenção cirúrgica para retirada de alguns fragmentos de bala alojados no corpo.
Na sequência da dupla tentativa de assassínio dos chefes de Estado e do Governo, o até agora presidente interino, Vicente Guterres, decretou o estado de sítio por 48 horas, tendo sido já pedido o prolongamento da situação por mais uma semana.


06h18 13/02/08 - Funeral de Alfredo Reinado realiza-se quinta-feira em Díli - Xanana Gusmão
O funeral do major Alfredo Reinado, morto durante o ataque à residência do presidente de Timor-Leste, realiza-se quinta-feira, em Díli, anunciou hoje o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que pediu calma aos jovens.
O anúncio foi feito por Xanana Gusmão no Palácio do Governo, na companhia de Atul Khare, Representante Especial do Secretário-Geral da ONU em Timor-Leste, e Vítor Alves, pai adoptivo do major Alfredo Reinado.
Vítor Alves apelou para a calma dos apoiantes e simpatizantes de Alfredo Reinado.
Horas antes deste anúncio, Vítor Alves tinha dito à Lusa não saber se o funeral seria em Díli ou em Maubisse (a sul da capital), devido a informações de que havia um "grupo que pretende raptar o corpo" do major.
"Recebemos essas ameaças de raptar o cadáver de pessoas que querem impedir que o Alfredo Reinado seja enterrado, não sei porquê", disse então Vítor Alves.
Alfredo Reinado morreu no ataque à residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, a 11 de Fevereiro, em Díli.


06h03 13/02/08 - Xanana Gusmão propõe prolongamento do estado de sítio por uma semana
O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, propôs hoje ao Presidente da República interino o prolongamento do estado de sítio por uma semana, disse à Lusa fonte governamental.
O pedido terá de ser autorizado pelo Parlamento Nacional de Timor-Leste, que se reunirá para o efeito ainda hoje à tarde (hora local).
A reunião do Parlamento será antecedida de uma reunião simultânea do Conselho de Estado e do Conselho Superior de Defesa e Segurança, órgãos que, no quadro da Constituição, têm de ser ouvidos pelo Presidente da República sobre medidas de excepção.
O estado de sítio está em vigor desde as 22:00 de segunda-feira (hora local), e foi decretado inicialmente por 48 horas.
A medida foi tomada na sequência dos ataques de segunda-feira contra o presidente da República, José Ramos Horta, que ficou ferido, e Xanana Gusmão, que escapou ileso.


05h35 13/02/08 - Ramos Horta operado de novo, médicos
O presidente de Timor-Leste, Ramos Horta, alvo de atentado segunda-feira, foi hoje submetido a uma terceira operação, encontrando-se em "estado grave mas estável", anunciou fonte hospitalar.
Esta foi a segunda operação a Ramos Horta no hospital de Darwin, depois de uma primeira intervenção cirúrgica no hospital de campanha australiano em Díli.
Um porta-voz do hospital de Darwin não deu mais pormenores sobre a operação mas disse que os médicos estavam "satisfeitos" com o evoluir do estado de saúde do presidente timorense.
Horas antes, uma fonte do hospital tinha explicado que operação teria por objectivo continuar o tratamento aos ferimentos de bala e retirar estilhaços que ainda permanecem no corpo e que a equipa médica preferiu não retirar na operação a que foi sujeito pouco tempo depois de chegar a Darwin, na tarde de segunda-feira.
José Ramos Horta foi ferido a tiro segunda-feira, na sua residência em Díli, num ataque em que morreu o major Alfredo Reinado, e menos de uma hora depois, Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência para a capital.
Depois de operado no hospital militar australiano em Díli, Ramos Horta foi transferido para o Royal Hospital de Darwin, Norte da Austrália, cujo director, Len Notaras, manifestou-se confiante que o presidente timorense deverá recuperar plenamente.
Na sequência da dupla tentativa de assassínio dos chefes de Estado e do Governo, o presidente interino, Vicente Guterres, decretou o estado de sítio por 48 horas.


04h52 13/02/08 - Relatório provisório pede 4 mandados de captura à PGR
O relatório preliminar da investigação ao duplo ataque contra o Presidente da República e o primeiro-ministro de Timor-Leste pede à Procuradoria-Geral da República a emissão de quatro mandados de captura, afirmou à Lusa uma fonte oficial.
"Uma operação de captura dos suspeitos deverá em seguida ser desencadeada pelas forças de segurança, incluindo a Polícia das Nações Unidas e a Polícia Nacional", acrescentou a mesma fonte oficial, que pediu o anonimato.
"Uma vez que se trata da perseguição de homens armados, a operação de "caça ao homem" deverá ser efectuada pelas Forças de Estabilização Internacionais", segundo a fonte oficial, que acompanha directamente a investigação dos atentados de 11 de Fevereiro em Díli.
O major Alfredo Reinado atacou a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, tendo sido morto no início do ataque, juntamente com um dos seus homens, de nome Leonardo.
O resto do grupo fiel a Reinado "reagrupou na zona de Dare", nas montanhas imediatamente a sul da capital, afirmou uma fonte da missão internacional à Lusa.
Na sequência do ataque ao Presidente da República, um grupo liderado pelo tenente Gastão Salsinha atacou a caravana do primeiro-ministro Xanana Gusmão, em Balíbar, também a sul de Díli.


04h06 13/02/08 - Reinado ainda no hospital, caixões vazios em casa família
A Procuradoria-Geral da República timorense autorizou a saída do corpo do major Alfredo Reinado do hospital central de Díli, mas os dois caixões que estão na residência da família estão vazios, afirmou o pai adoptivo do militar à Agência Lusa.
"Os caixões vão ser levados agora para o hospital. Já temos a autorização da Procuradoria mas o corpo do Alfredo, que já foi autopsiado, tem que ser vestido pelo pessoal do hospital", afirmou à Lusa o empresário Vítor Alves, pai adoptivo do major Reinado.
Alfredo Reinado morreu no ataque à residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, a 11 de Fevereiro, em Díli.
O segundo caixão vazio na residência da família Alves, no Bairro Marconi, em Díli, é para a outra vítima do ataque, Leonardo, elemento do grupo de Alfredo Reinado também natural de Maubisse (oeste).
Segundo Vítor Alves, "ainda não é possível dizer se o funeral vai ser em Díli ou em Maubisse, porque temos informação de que há um grupo que pretende raptar o corpo do Alfredo Reinado".
"Recebemos essas ameaças de raptar o cadáver de pessoas que querem impedir que o Alfredo Reinado seja enterrado, não sei porquê", acrescentou Vítor Alves à Lusa, no Bairro Marconi.
"Para Maubisse está difícil. Outra dificuldade é realizar a missa a tempo, porque os padres pediram para lhe rezarem uma missa. Mas o Alfredo vai ser enterrado, nem que seja no meu quarto, se posso falar assim", concluiu o empresário e membro do Conselho de Estado.


02h52 13/02/08 - Reinado ainda no hospital, caixões vazios em casa família
A Procuradoria-Geral da República timorense autorizou a saída do corpo do major Alfredo Reinado do hospital central de Díli, mas os dois caixões que estão na residência da família estão vazios, afirmou o pai adoptivo do militar à Agência Lusa.
"Os caixões vão ser levados agora para o hospital. Já temos a autorização da Procuradoria mas o corpo do Alfredo, que já foi autopsiado, tem que ser vestido pelo pessoal do hospital", afirmou à Lusa o empresário Vítor Alves, pai adoptivo do major Reinado.
Alfredo Reinado morreu no ataque à residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, a 11 de Fevereiro, em Díli.
O segundo caixão vazio na residência da família Alves, no Bairro Marconi, em Díli, é para a outra vítima do ataque, Leonardo, elemento do grupo de Alfredo Reinado também natural de Maubisse (oeste).
Segundo Vítor Alves, "ainda não é possível dizer se o funeral vai ser em Díli ou em Maubisse, porque temos informação de que há um grupo que pretende raptar o corpo do Alfredo Reinado".
"Recebemos essas ameaças de raptar o cadáver de pessoas que querem impedir que o Alfredo Reinado seja enterrado, não sei porquê", acrescentou Vítor Alves à Lusa, no Bairro Marconi.
"Para Maubisse está difícil. Outra dificuldade é realizar a missa a tempo, porque os padres pediram para lhe rezarem uma missa. Mas o Alfredo vai ser enterrado, nem que seja no meu quarto, se posso falar assim", concluiu o empresário e membro do Conselho de Estado.

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/238971

Anónimo disse...

Eu vou dizer o que voçes precisam.

G.N.R

E porque que nao a têm? Porque alguem aí acha que era uma ameaça, e que Portugal podia vir a ter tentaçoes colonialistas. Absurdo. Assim o que têm? Forças militares , da regiao, que sao dos paises com interesses na regiao.

A diferença entre a G.N.R e a policia internacional, e que um G.N.R é um policia com aptidoes militares mas é sempre um policia ate aos 60 anos, enquantos esses militares internacionais daqui a 1 ou 2 anos(ou mesmo agora) podem vender os seus serviços a uma qualquer companhia de petroleo.

Uma frase:
Timorense em Portugal e tratado como rei, isso devia-vos dizer qualquer coisa.

Abracos e deus vos ajude e guarde.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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