terça-feira, fevereiro 12, 2008

A insensatez das palavras de Pedro Bacelar de Vasconcelos



Bacelar de Vasconcelos diz ainda que os atentados contra o Presidente José Ramos-Horta e contra o primeiro-ministro Xanana Gusmão “demonstram a insensatez da posição da Fretilin em não reconhecer a legitimidade e em persistir em declarar a inconstitucionalidade do Governo timorense”.

Público

Quem nos últimos tempos se preocupou tanto em sustentar que Alfredo Reinado não deveria ser preso pelas forças de segurança nacionais ou internacionais, dando razão às ilegalidades cometidas por Ramos-Horta e Xanana Gusmão que "mandaram" suspender os mandados de captura a estes criminosos, é normal que precise de desviar as atenções e tentar responsabilizar outro qualquer.

Pois, meu caro... Pura e dura, a verdade é que nada disto teria acontecido num Estado de Direito, em que as forças de segurança cumprem o seu dever e respeitam a Justiça e as ordens dos tribunais. Num Estado de Direito onde o PR e o PM respeitam os tribunais, a Justiça, e o Povo.

Errou. A negociação não pode ser confundida, ou degenerar, na cedência com terroristas e chantagistas.

Não só não o assumir, como tentar desviar as atenções para os disparates que defendeu só fazem com que perca cada vez mais a sua credibilidade e lucidez em relação a Timor-Leste..

Isto de se ter dois pesos e duas medidas em relação a o que é um Estado de Direito, os Direitos Humanos, etc, consoante se está a falar de uma situação no hemisfério Norte ou Sul, é muito feio e de uma arrogância que não lhe fica nada bem.

E o que é realmente insensato, é responsabilizar a FRETILIN pelas suas posições políticas, que nunca incitaram à violência, à laia de que a FRETILIN deveria desistir das posições políticas, para não dar ideias aos terroristas que XANANA GUSMÃO CRIOU PARA PROVOCAR A CRISE que derrubou com um golpe de Estado a FRETILIN.

1 comentário:

h correia disse...

Não percebo onde está o nexo de causalidade entre os atentados contra o PR e PM e o direito que assiste à Fretilin de não concordar com o actual Governo ou de pôr em causa a sua constitucionalidade.

Será que PBV concorda com a ameaça de prisão recentemente feita por Xanana aos jornalistas. Será que temos que andar (quase) todos com uma rolha na boca?

Para além disso, a Fretilin é apenas um partido político, sem responsabilidades nas decisões do País, por mais "insensatez" que tenha. O mesmo já não se pode dizer do PR ou do PM,que têm poderes de Estado. Eles, sim, podem influenciar o rumo dos acontecimentos, como aliás veio a acontecer.

FACTO 1: PR e PM não respeitaram a Constituição, a Lei e a Justiça ao interferirem com esta e ordenarem às forças de segurança para não cumprirem um mandado do tribunal. Inclusive um juíz de Direito foi insultado publicamente pelo PR.

FACTO 2: Se Reinado tivesse sido julgado, condenado e preso, não teria liberdade para assaltar esquadras de polícia e fazer atentados contra a vida do PR e do PM.

Juntando estes dois factos, pela lógica concluimos que a conduta ilegal e antidemocrática de PR e PM criaram as condições para que ocorresse o atentado de que ambos foram vítimas.

É estranho que isto não incomode PBV.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.