terça-feira, fevereiro 12, 2008

O que não incomoda a PBV...

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "A insensatez das palavras de Pedro Bacelar de Vasc...":

Não percebo onde está o nexo de causalidade entre os atentados contra o PR e PM e o direito que assiste à Fretilin de não concordar com o actual Governo ou de pôr em causa a sua constitucionalidade.

Será que PBV concorda com a ameaça de prisão recentemente feita por Xanana aos jornalistas.

Será que temos que andar (quase) todos com uma rolha na boca?

Para além disso, a Fretilin é apenas um partido político, sem responsabilidades nas decisões do País, por mais "insensatez" que tenha. O mesmo já não se pode dizer do PR ou do PM,que têm poderes de Estado. Eles, sim, podem influenciar o rumo dos acontecimentos, como aliás veio a acontecer.

FACTO 1: PR e PM não respeitaram a Constituição, a Lei e a Justiça ao interferirem com esta e ordenarem às forças de segurança para não cumprirem um mandado do tribunal. Inclusive um juíz de Direito foi insultado publicamente pelo PR.

FACTO 2: Se Reinado tivesse sido julgado, condenado e preso, não teria liberdade para assaltar esquadras de polícia e fazer atentados contra a vida do PR e do PM.

Juntando estes dois factos, pela lógica concluimos que a conduta ilegal e antidemocrática de PR e PM criaram as condições para que ocorresse o atentado de que ambos foram vítimas.

É estranho que isto não incomode PBV.

27 comentários:

Anónimo disse...

A posição do PBV, enquanto "SOS e Private Advisor" de Xanana não poderia deixar de ser outra, como tem vindo a demonstrar desde sempre.
Engraçada é a opinião de Ana Gomes, que parece ter aterrado na terra repentinamente e que fala da forma mais "simplória" do mundo sobre apaziguar...é de morrer a rir, no mínimo, se a situação não vier a assumir contornos mais graves.
Ana Gomes parece que esteve noutro planeta, com a internet desligada, é inacreditável que se possa ignorar desta forma, tudo o que se passou em Timor-Leste desde Abril de 2006, e acreditar (ou por puro oportunismo tentar fazer acreditar) que tanto Xanana Gusmão como Ramos Horta não estiveram implicados.
A prova é que estão agora a pagar por isso.
"0s cães não devem ser abandonados... muito menos na proximidade do dono...".

Paz à alma de quem pereceu.

Margarida disse...

Timor-Leste: Taur Matan Ruak alertou há uma semana de que PR e PM poderiam ser alvos

Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque.

Expresso, 22:38 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008
Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O comandante das forças de Defesa de Timor-Leste, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, alertou, há semana, os responsáveis de segurança no país, incluindo as forças internacionais, de que o presidente e primeiro-ministro poderiam ser alvos de um ataque.
"Disse há uma semana, na reunião do grupo de alto nível de segurança, que havia dois alvos fundamentais: os líderes, o presidente e primeiro-ministro, e zonas vitais do país", afirmou Taur Matan Ruak em declarações à Lusa.
Nas primeiras declarações públicas desde o ataque de domingo (madrugada de segunda-feira em Díli), Taur Matan Ruak afirmou que tinha informações que chegaram às forças de Defesa de Timor-Leste, incluindo fornecidas por populares, que apontam para uma eventual acção do grupo de Reinado.
ASP.
Lusa/Fim

Margarida disse...

Timor-Leste: Tropas e polícias australianos a caminho, fragata chega terça-feira ao porto de Dili

Sidnei, Austrália 11 Fev (Lusa) - Os 120 militares e 70 polícias australianos enviados de emergência para Díli já partiram da cidade australiana, devendo chegar a Díli, em três aviões C-130, terça-feira, confirmou o ministro da Defesa australiano.


Expresso, 22:34 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

Sidnei, Austrália 11 Fev (Lusa) - Os 120 militares e 70 polícias australianos enviados de emergência para Díli já partiram da cidade australiana, devendo chegar a Díli, em três aviões C-130, terça-feira, confirmou o ministro da Defesa australiano.
Joel Fitzgibbon disse à rádio pública ABC, em Sidnei, que além das tropas está também a caminho a fragata HMAS Perth que ficará no porto de Díli como "mensagem clara" para quem possa querer destabilizar a situação no terreno.
"A situação está calma mas a experiência histórica demonstra que os efeitos de casos como este em Timor-Leste se sentem um pouco mais tarde", disse.
"A decisão de posicionar tantos efectivos no terreno é de deixar uma mensagem clara aos rebeldes ou a qualquer outro que possa estar a pensar mudar essa situação calma, de que estamos muito apostados em manter a calma e de que tomaremos qualquer medida para garantir isso", afirmou.
O envio das tropas, polícias e da fragata é, segundo Fitzgibbon, um "sinal sério" de que Camberra está empenhada em "ajudar a manter a lei e a ordem", demonstrando a eventuais elementos problemáticos que "há uma força significativa no terreno".
Questionado sobre se com mais um reforço de tropas e polícias a Austrália era agora "a lei" em Timor-Leste, Fitzgibbon insistiu que "o governo timorense é soberano" e que Camberra apoia "os esforços de consolidar a democracia", estando preparada, através do espaço internacional, "para ajudar rapidamente se esse apoio for pedido".
Recorde-se que as autoridades timorenses solicitaram a Camberra o envio de um reforço de militares, tendo o primeiro-ministro australiano Kevin Rudd confirmado uma resposta favorável a esse pedido, poucas horas depois.
Sobre o futuro no terreno, Joel Fitzgibbon manifestou-se esperançado que os apoiantes de Alfredo Reinado - morto no ataque á casa do presidente timroense José Ramos-Horta, que foi baleado - "percebam que estão sem líder e que o jogo está perdido, entregando-se".
"Espero que o sentido comum prevaleça mas não podemos garantir isso e daí o reforço de tropas, para qualquer eventualidade", afirmou.
Joel Fitzgibbon escusou-se a avançar detalhes operativos sobre as funções dos efectivos adicionais, limitando-se a afirmar que a força em Timor-Leste é "bem treinada, flexível e com meios", estando "preparada para fazer o que for pedido pelo governo soberano e o que seja necessário para manter a lei e a ordem".
"Estamos determinados a fazer o que seja necessário para garantir que a democracia prevalece, que o governo soberano está sólido e seguro e que a lei e ordem perdura", afirmou.
O governante recordou que a Austrália tinha antecipado já uma presença a médio prazo em Timor-Leste ainda que "há apenas dois dias" a situação suscitasse alguns debates sobre se deveria haver uma redução de tropas australianas, dada a situação calma.
"Não queremos para já falar de um calendário. Há dois dias pensávamos que Timor-Leste estava calmo e estável e até podíamos pensar em retirar tropas. Agora decidimos não fazer isso. Teremos que reavaliar isso", afirmou.
Apesar da situação em Díli, manifestou-se esperançado que os ataques de domingo (segunda-feira, data local) tenham sido "um evento isolado" e que os rebeldes se possam agora "entregar", mantendo-se a calma "em Díli e no resto do país.
ASP.
Lusa/Fim

Margarida disse...

Timor-Leste: PR José Ramos-Horta deverá reocupar cargo dentro de um mês - presidente Parlamento Nacional

Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O chefe de Estado timorense, José Ramos-Horta, deverá reocupar o cargo dentro de um mês, disse hoje em Lisboa o presidente do Parlamento Nacional, Fernando de Araújo "Lasama".


Expresso, 21:46 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O chefe de Estado timorense, José Ramos-Horta, deverá reocupar o cargo dentro de um mês, disse hoje em Lisboa o presidente do Parlamento Nacional, Fernando de Araújo "Lasama".
O dirigente timorense, que falava no final da audiência de 55 minutos no Palácio de Belém com o presidente Aníbal Cavaco Silva, manifestou-se satisfeito com a evolução do estado de saúde de José Ramos-Horta, alvo de um atentado em Díli.
"Espero que o Presidente (Ramos-Horta) recupere (...) que não leve muito tempo, espero que dentro de um mês o presidente regressará para assumir as suas responsabilidades", destacou.
Homens armados tentaram matar José Ramos-Horta e o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, em dois ataques concertados.
O ataque contra Ramos-Horta foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que foi morto no incidente.
Ramos-Horta foi ferido a tiro e teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Díli e foi transferido para uma unidade de cuidados intensivos do hospital de Darwin, Austrália, onde foi sujeito a uma segunda operação.
De acordo com um elemento da segurança do primeiro-ministro, o tenente Gastão Salsinha, um dos peticionários que abandonaram as forças armadas em 2006, comandou o ataque contra Xanana Gusmão, que saiu ileso.
Devido à incapacidade actual de Ramos-Horta, Fernando de Araújo deverá assumir interinamente, no regresso dentro de dias a Díli, o cargo de Presidente da República.
Na audiência com Cavaco Silva, o presidente do parlamento timorense disse à saída aos jornalistas que informou o chefe de Estado português da melhoria do estado de saúde de Ramos-Horta.
"O presidente Ramos-Horta está a melhorar e o Presidente Cavaco Silva manifestou preocupação e a sua solidariedade com o povo de Timor-Leste", disse.
"Os dirigentes timorenses, de que eu faço parte, continuam a contar sempre com o apoio do Presidente de Portugal, com o povo português e com os amigos jornalistas que estão sempre atentos à situação em Timor-Leste", acrescentou.
Fernando de Araújo "Lasama" acredita que os acontecimentos em Díli evidenciam uma tentativa de golpe de Estado.
"Foi uma tentativa de golpe de Estado. Se eu estivesse em Timor-Leste também seria um alvo", considerou, salientando que a situação criada pela acção de Alfredo Reinado e Gastão Salsinha "é muito grave".
"A situação é muito grave. Foi um crime muito sério contra o Estado de Timor-Leste", adiantou.
EL.
Lusa/Fim

Margarida disse...

Timor-Leste: MNE australiano viaja a Darwin para encontros com homólogo timorense

Darwin, Austrália, 11 Fev (Lusa) - O ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, Stephen Smith, chega hoje, dentro de poucas horas, à cidade de Darwin, onde está hospitalizado o presidente timorense, José Ramos-Horta, para contactos com o seu homólogo timorense, Zacarias da Costa.


Expresso, 21:00 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

Darwin, Austrália, 11 Fev (Lusa) - O ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, Stephen Smith, chega hoje, dentro de poucas horas, à cidade de Darwin, onde está hospitalizado o presidente timorense, José Ramos-Horta, para contactos com o seu homólogo timorense, Zacarias da Costa.
Smith confirmou aos jornalistas, em Camberra, que espera em Darwin recolher informações mais precisas sobre o estado de saúde do líder timorense, que foi sujeito a um intervenção cirúrgica à chegada a Díli e que está na unidade de cuidados intensivos.
Deverá ainda reunir-se com Zacarias da Costa que acompanhou Ramos-Horta no voo de transporte médico até Darwin.
O chefe da diplomacia australiana explicou que pretende reafirmar "pessoalmente" o empenho da Austrália em ajudar as autoridades timorenses, nomeadamente através do envio de uma companhia de infantaria e de cerca de 70 agentes policiais.
Smith explicou que os efectivos adicionais podem ser utilizados nas operações de busca e captura dos elementos que integram o grupo responsável pelos ataques de hoje contra Ramos-Horta e o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão.
"Uma das razões pelas quais enviamos o complemento adicional de tropas e policiais é de que podem ser necessários para deter os apoiantes de Reinado", disse, referindo-se ao homem que alegadamente liderou os ataques e que foi morto durante o assalto à casa do presidente timorense.
"Esperamos que agora que o líder está morto possa haver uma forma pacifica dos seus apoiantes deporem as armas", afirmou.
Smith explicou que não acompanhará o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, na sua visita esta semana a Díli, preferindo contactos directos em Darwin com Zacarias da Costa.
"Comunicar-lhe-ei, de ministro a ministro, o empenho forte do governo australiano em apoiar o governo eleito democraticamente em Timor-Leste. Respondemos muito rapidamente com este complemente adicional de tropas ao pedido timorense", explicou.
"Queremos deixar claro que a Austrália apoia Timor-Leste neste momento muito, muito difícil e queríamos enviar uma mostra de força, de apoio, já que a segurança e estabilidde em Timor-Leste é muito importante para a Austrália", frisou.
Fonte do Ministério australiano da Defesa disse à Lusa que o contingente de 120 militares e 70 agentes policiais australianos deverá chegar a Díli terça-feira à tarde, estando já a ser ultimados os preparativos para a sua viagem.
O reforço de militares e polícias foi anunciado hoje pelo primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, em resposta a um pedido nesse sentido do seu homólogo timorense.
O grupo que parte para Díli é formado por uma companhia de infantaria, do 3º batalhão do Royal Australian Regiment, sediado em Sydney, que será apoiado pela fragata HMAS Perth, que ficará no porto de Díli em apoio.
Seguem também para Díli, 70 agentes da Polícia Federal Austrália, corpo que já tem uma presença em Timor-Leste onde estão actualmente 780 efectivos das forças australianas de segurança.
"Para já, não há calendário para a permanência destes elementos. Isso ainda não está planeado", disse á fonte do Ministério da Defesa em Camberra, contactada telefonicamente pela Lusa.
"Trata-se de uma companhia de infantaria. Foi escolhida porque, rotativamente, era a que estava preparada para reagir em qualquer momento", afirmou.
O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, anunciou hoje o reforço "imediato e forte" das forças militares e policiais da Austrália em Timor-Leste.
"Vamos responder de forma imediata com o envio de uma companhia (das forças de Defesa) e o destacamento de entre 50 a 70 agentes policiais", disse em Camberra.
O chefe do governo australiano classificou os incidentes de hoje em Timor-Leste como "uma tentativa coordenada de assassinar toda a liderança" timorense, o que classificou como "um desenvolvimento preocupante".
"Quando se tem algo tão grave como a tentativa de assassínio de toda a liderança democraticamente eleita de um dos nossos vizinhos, é um momento destabilizador que requer a resposta de uma força apropriada e necessária", afirmou.
ASP.
Lusa/Fim

Margarida disse...

Timor-Leste: PCP condena atentados e alerta para eventual "ingerência externa" no país

Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O PCP condenou hoje "os ataques" contra o presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, e primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e alerta para "possíveis manobras" de "ingerência externa" no país.


Expresso, 19:44 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

Lisboa, 11 Fev (Lusa) - O PCP condenou hoje "os ataques" contra o presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, e primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e alerta para "possíveis manobras" de "ingerência externa" no país.
O PCP considera, em comunicado, que os atentados "apenas podem visar o aprofundamento da instabilidade política timorense criada com os acontecimentos de 2006 e 2007" e com as últimas eleições legislativas em Timor-Leste.
Os comunistas condenam "os noticiados ataques a Ramos-Horta e a Xanana Gusmão, não obstante as informações e notícias de carácter impreciso e mesmo contraditório".
O PCP "considera indispensável uma aprofundada investigação que, dentro do quadro legal e constitucional timorense, identifique e puna os principais responsáveis por tais ataques".
No comunicado, é ainda feito o "alerta para as possíveis manobras que (...) visem justificar novos desenvolvimentos na acção de ingerência externa que ponham em causa a independência e soberania de Timor-Leste", mas o PCP não identifica a quem se refere.
Homens armados tentaram hoje matar José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, em dois ataques concertados.
O ataque contra Ramos-Horta foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que foi morto no incidente.
Ramos-Horta foi ferido a tiro e teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Díli, tendo seguido para um hospital na cidade australiana de Darwin.
De acordo com um elemento da segurança do primeiro-ministro, o tenente Gastão Salsinha, um dos peticionários que abandonaram as forças armadas em 2006, comandou o ataque contra Xanana Gusmão, que saiu ileso.
NS.
Lusa/Fim

Margarida disse...

Timor-Leste: Bush denuncia ataque, diz que democracia não pode ser desencaminhada

Washington, 11 Fev (Lusa) - O presidente norte-americano denunciou hoje os atentados contra o presidente e o primeiro-ministro de Timor-Leste e lembrou aos seus mentores que não podem desencaminhar a democracia na pequena nação do Pacífico.


Expresso, 23:22 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

Washington, 11 Fev (Lusa) - O presidente norte-americano denunciou hoje os atentados contra o presidente e o primeiro-ministro de Timor-Leste e lembrou aos seus mentores que não podem desencaminhar a democracia na pequena nação do Pacífico.
"Condeno energicamente os violentos ataques contra José Ramos-Horta", presidente de Timor-Leste e o seu primeiro-ministro, Xanana Gusmão, disse George W. Bush num comunicado.
"Aqueles que são responsáveis têm de saber que não podem descarrilar a democracia" em Timor-Leste " e que serão responsabilizados pelas suas acções", salientou.
Bush lembra que os Estados Unidos estão empenhados em trabalhar com o povo de Timor-Leste para reforçar a democracia.
Acrescenta que ele e a mulher, Laura, enviam condolências às famílias dos mortos nos ataques e deseja a Ramos-Horta e aos outros feridos uma rápida recuperação.
Homens armados tentaram matar domingo à noite (início da manhã de segunda-feira em Dili) o Presidente José Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão, em dois ataques concertados.
O ataque contra Ramos-Horta foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que foi morto no incidente.
Ramos-Horta foi ferido a tiro e teve de ser submetido a uma intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Díli sendo depois transferido para uma unidade de cuidados intensivos do hospital de Darwin, Austrália, onde foi sujeito a uma segunda operação.
O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o ataque ao Prémio Nobel da Paz é uma tentativa de fazer voltar para trás o relógio em Timor-Leste.
TM.
Lusa/Fim

Margarida disse...

Timor-Leste: Conselho de Segurança da ONU condena atentados

Nova Iorque, 11 Fev (Lusa) - O Conselho de Segurança da ONU condenou hoje as tentativas de assassínio do presidente e primeiro-ministro timorenses e apelou ao governo de Timor-Leste para que sejam julgados os responsáveis dos atentados.


Expresso, 22:49 | Segunda-feira, 11 de Fev de 2008

Nova Iorque, 11 Fev (Lusa) - O Conselho de Segurança da ONU condenou hoje as tentativas de assassínio do presidente e primeiro-ministro timorenses e apelou ao governo de Timor-Leste para que sejam julgados os responsáveis dos atentados.
O Conselho "condena veementemente o atentado contra a vida do presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, assim como o ataque contra a caravana do primeiro-ministro, Xanana Gusmão", declarou o embaixador do Panamá, Ricardo Alberto Arias, que preside ao órgão.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas, acrescentou Ricardo Alberto Arias, "apela ao governo de Timor-Leste para que sejam julgados os responsáveis deste acto horrível e exorta todas as partes timorenses a cooperarem com as autoridades neste propósito".
A declaração foi proferida à saída de uma reunião de emergência do Conselho, após os atentados, já condenados pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
ER.
Lusa/Fim

Anónimo disse...

É uma atitude tipicamente portuguesa da esquerda diletante ou mesmo da esquerda que deixou de o ser, e que acreditou no totalitarismo da FRETILIN, como sendo um mal a derrotar, por ignorância pura a tentar estabelecer um paralelismo com o passado nas outras antigas ex-colónias. O PBV não é de todo isento, atendendo à sua relação com antiga presidência.

Dr. Kolimau 2000 disse...

Bahasa Indonesia > Gema Warta > Asia Pasifik > Timor Leste

José Ramos-Horta Ditembak, Reinado Tewas
Tapi Bukan Jaminan Pemberontakan Akan BerhentiRadio Nederland Wereldomroep

11-02-2008
Wawancara dengan José Luis de Oliveira

Timor Leste terguncang akibat penembakan Presiden José Ramos-Horta. Baku tembak tersebut juga menewaskan pemberontak Alfredo Reinado Alves. Selain itu Perdana Menteri Xanana Gusmão juga menjadi sasaran penembakan. Mengapa peristiwa itu terjadi? Betulkah ini merupakan puncak semua gerakan pemberontakan di Timor Leste? Apakah tewasnya Alfredo akan meredam pemberontakan di Timor Leste? Ikuti penjelasan José Luis de Oliveira dari yayasan HAK, di Dili, ibukota Timor Lorosa'e.

José Louis de Oliveira [JLO]: Sementara ya hanya diduga-duga bahwa itu berkaitan dengan pengembangan dari penyelesaian kasusnya Alfredo yang tidak kunjung-kunjung selesai. Keadaan sementara di sini masih seperti biasa walaupun tegang. Lalulintas di jalan agak sedikit berkurang, karena ada juga pengumuman perdana menteri yang mengatakan akan diberlakukan semacam jam malam, jadi ada pembatasan untuk warga untuk bergerak. Belum atau tidak terjadi situasi kacau setelah kejadian tadi pagi. Ada dua peristiwa, terjadi sekitar jam delapan.

Banyak Kelemahan Pemerintah
Radio Nederland Wereldomroep [RNW]: Kenapa rekonsiliasi dengan pemberontak ini berjalan alot? Apa sebetulnya yang salah dalam pemerintah menangani Alfredo selama ini?

JLO: Ada beberapa faktor. Pertama yaitu sikap kedua tokoh politik ini yang kadang-kadang cenderung segala sesuatunya dilakukan dengan berdialog dan berkonsiliasi.

RNW: Sikap mereka terlampau lemah maksudnya?

JLO: Sebenarnya bukan juga lemah tapi ya kadang-kadang naif dalam melihat kasus-kasus kriminal nggak bisa membedakan antara kriminal dan politik dan semua digeneralisir bahwa itu kasus politik dengan ditempuh seperti itu. Yang kedua adalah kapasitas pemerintah Timor Leste untuk menyelesaikan masalah terlalu lemah. Banyak sekali kelemahan dalam pemerintahan Timor Leste baik yang dulu maupun yang sekarang.

Karena aparat penegak hukumnya lemah dan juga karena krisis yang terjadi tahun lalu. Itu juga melumpuhkan institusi keamanan dan kemampuan aparat pemerintah untuk menyelesaikan masalah juga masih lemah. Kurang punya pengalaman begitu. Itu juga merupakan salah satu faktor yang membuat orang-orang yang seharusnya harus ditindak kemudian dibiarkan. Kemudian menjadi kuat dan lain sebagainya. Dari awal tidak bisa mengambil sikap yang tegas bahwa ada hal subtansi yang bersifat politik dan ada hal yang bersifat tindakan kriminal itu kan harus diselesaikan secara terpisah.

RNW: Tadi anda mengatakan ada kriminal dan politik. Lalu apa yang dilakukan Alfredo ini sampai ada tindakan kriminal dan politik. Dan mengingat Alfredo ini banyak juga mendapat dukungan rakyat?

JLO: Pada saat Alfredo ini menjadi aktor dalam krisis ini sesungguhnya itu adalah bisa dianggap institusi militer di Timor Leste sehingga ada penyalahgunaan di dalam institusi militer dan Alfredo memberontak terhadap itu. Jadi bisa dianggap saat itu dari sisi politik ia mendapat dukungan yang cukup kuat. Tapi kemudian kemampuan pemerintah untuk menyelesaikan masalah dia itu lemah, sangat lamban. Akhirnya kemudian dia terlibat dalam kasus yang bisa diduga bersifat kriminal, karena penyerangan terhadap tentara terus pengambilan senjata dari pos polisi dan sebagainya.

Tidak Ada Jaminan
RNW: Alfredo sudah tewas ya. Apa menurut anda pemberontakan juga akan teredam. Dan kapan masalah ini akan berakhir?

JLO: Saya kira tidak. Ini juga suatu catatan untuk pemerintah dan siapa saja. Bahwa kalau pemerintah ini tidak serius menyelesaikan akar persoalannya maka bisa saja timbul Alfredo-Alfredo lain. Karena tidak ada jaminan kalau krisis ini diselesaikan tanpa menyentuh akar persoalan yang sesungguhnya.


Kata Kunci: alfredo, alfredo reinado, pemberontakan, ramos-horta, timor leste, timor lorosa'e, xanana gusmao



Reaksi:

Dr. Kolimau 2000, 11-02-2008 - Republik Maluku Selatan.

Reaksi: Kontol Loyo Nana Chunk, 11-02-2008 - Germany Hei keparat yg bernama di atas tersebut, apakah kamu berani datang kpd kami, jangan2 kamu akan di kroyok oleh Bruno Magalhaes, kalau itu seperti apa yg kamu telah menyatakan bawah cuma bisa ngomong. Mulutnya terlalu besar. Apakah kamu adalah waria dan selalu dihiburin oleh bapak2mu yg dari benua afrika de zingkong yg sant besar dan panjang itu. kalau kamu bersedia menerima sebuah zingkong dari Bruno kamu sambil teriak dg sang histeris dan akan menyangkal nanti dg delirius yg kaya kamu sudah ingin alias menpim di dlm orgasmemu yg sangat manis bagi mu keparat imoril itu.


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Nana Chunk, 11-02-2008 - Germany

Bruno Magalhaes cuma bisa ngomong. Mulutnya terlalu besar


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Dr. Kolimau 2000, 11-02-2008 - Republik Maluku Selatan

Kawan sejati Alfredo, engkau telah meninggalkan dunia ini dg jiwa dan ragamu gara2 kecuranan dan tidak keadilan yg engkau telah mengetahui di dlm institusi FDTL maupun di dlm puncak kepimpinan negara RDTL pd saat2 terakhir ini. Semua orang yg bertidak menungkai engkau telah melongtorkan kata2 yg sangat tidak bermoril sama sekali dg apa yg kamu telah berjuangan demi kejujuran dan keadilan. Namun di dl kelompokmu yg kamu telah menpimpinai ada yg telah penghinat engkau seperti kelompoknya si tuleh major Tara. Tara dan kelompoknya adalah kaki tangannya sih para lider psykopatha seperti Xanana dan Horta Csnya. Oleh karena itu pd saat2 terakhir ini engkau telah menjadi "kambing hitam" utk mengadu domba bagi kepentingan mereka di Tanah Air Rakyat miskin dan kecil dari seluruh Timor Timur. Dan kemudian pd titik terakhirnya yg akan selalu menulis di sejarah berdarah yg telah ber-registrasi pd hari ini di Tanah Air yg memillik engkau dan sekawan2nya, tetapi bukan dari orang2 yg saleh itu seperti Xanana, Horta dan Cs. Engkau telah tiada tetapi jiwamu akan menginsaf semua pahlawan2 yg pengikutmu dan mereka akan tetap berani utk menperjuangan s/d kejujuran dan keadilan akan berkibar benderanya di bumi Timor Loro Sae. Ukt hal itu kami mengimbau sekawan perjuangan Salsinha Gastao, agar tidak bisa menyerahkan diri kpd siapa2pun di bumi Timor Loro Sae dan tetap berkok dg se-spirit sephalawan utk perjuangkan s/d merebut kembali haknya Rakyat kecil dan miskin yg telah di tindas oleh kelompok2 yg menjadi kaki tangan penjajahanya asing yg sedang dg aparat militernya tetap berkuasa di seluruh bumi Timor Loro Sae. Kematian engkau adalah pahlawan demi kejujuran dan keadilan, oleh karena itu isu2 lainnya yg telah menyatakan bahwa engkau adalah pasukan pembrontakan dan itu anhya demi kepentingan dikau sendiri, itu sama sekali tidak ada pernah tertulis di buku bagi kita orang2 sejati yg telah dan sedangkan perjuangan demi kepengtinan rakyat kecil dan miskin di seluruh dunia dan khususnya bagi Indonesia dan Timor Loro sae. Ai semua pemuda dan pemudi dari seluruh Timor Loro Sae, bangkitlah dan marilah kita bersama sama berteguh di dlm prinsip2 kita yg jujur dan adil utk tetap mewarisan kultura dan tradisi dari nenek moyang kita sampai kita sendiri yg menentukan nasibnya sendiri dari pd kita akan tetap tunduk kpd sih tulen2 kaki tanganya penjajahan itu. Rakyat Timor Loro sae yg mencintai sang kawan sejati Alfredo dan Cs, kematian Alfredo akan menjadi sebuah inspirasi bagi kalian dan kalian akan semua banga berdiri dan bahu menbahu memakai senjata kalian dan sambil melawan sih kolonialisme dan neo-kolonialisme dan keparat2nya di Tanah Air Timor Loro Sae supaya kita berbumi bisa menyentukan nasibnya kita sendiri di bumi kita. Utk kata terakhir bagi digkau, kawan sejati Alfredo, engkau di hadapan mata TME, engkau akan di terima di dlm kerajaan Allah yg kita semua umat manusia menembahaannya. Goodbye my friend, your blood with your death will be honour by your people and your fellows till we should get our total and complete freedom in our Homeland. We do sowrn our compromise dan we will never to surrender to the puppits leadership of the DRET as they are most monsters immoral and butcheries in the East Timor society. So long Alfredo your soul will be happy to be glorified in the Kingdom of the our Almighty Lord and God , Holy Trinity. Dari kawan sejati, Dr. Kolimau 2000.


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Dr. Kolimau 2000, 11-02-2008 - Republik Maluku Selatan

Kawan sejati Alfredo, engkau telah meninggalkan dunia ini dg jiwa dan ragamu gara2 kecuranan dan tidak keadilan yg engkau telah mengetahui di dlm institusi FDTL maupun di dlm puncak kepimpinan negara RDTL pd saat2 terakhir ini. Semua orang yg bertidak menungkai engkau telah melongtorkan kata2 yg sangat tidak bermoril sama sekali dg apa yg kamu telah berjuangan demi kejujuran dan keadilan. Namun di dl kelompokmu yg kamu telah menpimpinai ada yg telah penghinat engkau seperti kelompoknya si tuleh major Tara. Tara dan kelompoknya adalah kaki tangannya sih para lider psykopatha seperti Xanana dan Horta Csnya. Oleh karena itu pd saat2 terakhir ini engkau telah menjadi "kambing hitam" utk mengadu domba bagi kepentingan mereka di Tanah Air Rakyat miskin dan kecil dari seluruh Timor Timur. Dan kemudian pd titik terakhirnya yg akan selalu menulis di sejarah berdarah yg telah ber-registrasi pd hari ini di Tanah Air yg memillik engkau dan sekawan2nya, tetapi bukan dari orang2 yg saleh itu seperti Xanana, Horta dan Cs. Engkau telah tiada tetapi jiwamu akan menginsaf semua pahlawan2 yg pengikutmu dan mereka akan tetap berani utk menperjuangan s/d kejujuran dan keadilan akan berkibar benderanya di bumi Timor Loro Sae. Ukt hal itu kami mengimbau sekawan perjuangan Salsinha Gastao, agar tidak bisa menyerahkan diri kpd siapa2pun di bumi Timor Loro Sae dan tetap berkok dg se-spirit sephalawan utk perjuangkan s/d merebut kembali haknya Rakyat kecil dan miskin yg telah di tindas oleh kelompok2 yg menjadi kaki tangan penjajahanya asing yg sedang dg aparat militernya tetap berkuasa di seluruh bumi Timor Loro Sae. Kematian engkau adalah pahlawan demi kejujuran dan keadilan, oleh karena itu isu2 lainnya yg telah menyatakan bahwa engkau adalah pasukan pembrontakan dan itu anhya demi kepentingan dikau sendiri, itu sama sekali tidak ada pernah tertulis di buku bagi kita orang2 sejati yg telah dan sedangkan perjuangan demi kepengtinan rakyat kecil dan miskin di seluruh dunia dan khususnya bagi Indonesia dan Timor Loro sae. Ai semua pemuda dan pemudi dari seluruh Timor Loro Sae, bangkitlah dan marilah kita bersama sama berteguh di dlm prinsip2 kita yg jujur dan adil utk tetap mewarisan kultura dan tradisi dari nenek moyang kita sampai kita sendiri yg menentukan nasibnya sendiri dari pd kita akan tetap tunduk kpd sih tulen2 kaki tanganya penjajahan itu. Rakyat Timor Loro sae yg mencintai sang kawan sejati Alfredo dan Cs, kematian Alfredo akan menjadi sebuah inspirasi bagi kalian dan kalian akan semua banga berdiri dan bahu menbahu memakai senjata kalian dan sambil melawan sih kolonialisme dan neo-kolonialisme dan keparat2nya di Tanah Air Timor Loro Sae supaya kita berbumi bisa menyentukan nasibnya kita sendiri di bumi kita. Utk kata terakhir bagi digkau, kawan sejati Alfredo, engkau di hadapan mata TME, engkau akan di terima di dlm kerajaan Allah yg kita semua umat manusia menembahaannya. Goodbye my friend, your blood with your death will be honour by your people and your fellows till we should get our total and complete freedom in our Homeland. We do sowrn our compromise dan we will never to surrender to the puppits leadership of the DRET as they are most monsters immoral and butcheries in the East Timor society. So long Alfredo your soul will be happy to be glorified in the Kingdom of the our Almighty Lord and God , Holy Trinity. Dari kawan sejati, Dr. Kolimau 2000.


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Dr. Kolimau 2000, 11-02-2008 - Republik Maluku Selatan

Kawan sejati Alfredo, engkau telah meninggalkan dunia ini dg jiwa dan ragamu gara2 kecuranan dan tidak keadilan yg engkau telah mengetahui di dlm institusi FDTL maupun di dlm puncak kepimpinan negara RDTL pd saat2 terakhir ini. Semua orang yg bertidak menungkai engkau telah melongtorkan kata2 yg sangat tidak bermoril sama sekali dg apa yg kamu telah berjuangan demi kejujuran dan keadilan. Namun di dl kelompokmu yg kamu telah menpimpinai ada yg telah penghinat engkau seperti kelompoknya si tuleh major Tara. Tara dan kelompoknya adalah kaki tangannya sih para lider psykopatha seperti Xanana dan Horta Csnya. Oleh karena itu pd saat2 terakhir ini engkau telah menjadi "kambing hitam" utk mengadu domba bagi kepentingan mereka di Tanah Air Rakyat miskin dan kecil dari seluruh Timor Timur. Dan kemudian pd titik terakhirnya yg akan selalu menulis di sejarah berdarah yg telah ber-registrasi pd hari ini di Tanah Air yg memillik engkau dan sekawan2nya, tetapi bukan dari orang2 yg saleh itu seperti Xanana, Horta dan Cs. Engkau telah tiada tetapi jiwamu akan menginsaf semua pahlawan2 yg pengikutmu dan mereka akan tetap berani utk menperjuangan s/d kejujuran dan keadilan akan berkibar benderanya di bumi Timor Loro Sae. Ukt hal itu kami mengimbau sekawan perjuangan Salsinha Gastao, agar tidak bisa menyerahkan diri kpd siapa2pun di bumi Timor Loro Sae dan tetap berkok dg se-spirit sephalawan utk perjuangkan s/d merebut kembali haknya Rakyat kecil dan miskin yg telah di tindas oleh kelompok2 yg menjadi kaki tangan penjajahanya asing yg sedang dg aparat militernya tetap berkuasa di seluruh bumi Timor Loro Sae. Kematian engkau adalah pahlawan demi kejujuran dan keadilan, oleh karena itu isu2 lainnya yg telah menyatakan bahwa engkau adalah pasukan pembrontakan dan itu anhya demi kepentingan dikau sendiri, itu sama sekali tidak ada pernah tertulis di buku bagi kita orang2 sejati yg telah dan sedangkan perjuangan demi kepengtinan rakyat kecil dan miskin di seluruh dunia dan khususnya bagi Indonesia dan Timor Loro sae. Ai semua pemuda dan pemudi dari seluruh Timor Loro Sae, bangkitlah dan marilah kita bersama sama berteguh di dlm prinsip2 kita yg jujur dan adil utk tetap mewarisan kultura dan tradisi dari nenek moyang kita sampai kita sendiri yg menentukan nasibnya sendiri dari pd kita akan tetap tunduk kpd sih tulen2 kaki tanganya penjajahan itu. Rakyat Timor Loro sae yg mencintai sang kawan sejati Alfredo dan Cs, kematian Alfredo akan menjadi sebuah inspirasi bagi kalian dan kalian akan semua banga berdiri dan bahu menbahu memakai senjata kalian dan sambil melawan sih kolonialisme dan neo-kolonialisme dan keparat2nya di Tanah Air Timor Loro Sae supaya kita berbumi bisa menyentukan nasibnya kita sendiri di bumi kita. Utk kata terakhir bagi digkau, kawan sejati Alfredo, engkau di hadapan mata TME, engkau akan di terima di dlm kerajaan Allah yg kita semua umat manusia menembahaannya. Goodbye my friend, your blood with your death will be honour by your people and your fellows till we should get our total and complete freedom in our Homeland. We do sowrn our compromise dan we will never to surrender to the puppits leadership of the DRET as they are most monsters immoral and butcheries in the East Timor society. So long Alfredo your soul will be happy to be glorified in the Kingdom of the our Almighty Lord and God , Holy Trinity. Dari kawan sejati, Dr. Kolimau 2000.

Anónimo disse...

O que isto do PBV? Sera outra marca de cerveja Australiana? E que eu so conheco a VB!
BEBADO

Margarida disse...

Ataques condenados

Público, 12.02.2008

Ban Ki-moon
Secretário-geral da ONU
Condenou nos termos mais enérgicos possíveis os "ataques inaceitáveis" ao Presidente José Ramos-Horta e ao primeiro-ministro Xanana Gusmão, tendo o seu representante especial Atul Khare, que se encontrava em Nova Iorque, partido de imediato de regresso a Díli. Ban pediu ainda aos timorenses que permaneçam calmos e evitem actos violentos.

Ana Gomes
Eurodeputada socialista
A antiga embaixadora de Portugal em Jacarta considerou que os ataques foram o resultado de uma "atitude contemporizadora" das autoridades para com o major Reinado; e esperar uma melhor aplicação da justiça, para além de ter manifestado "algum alívio" pelo que aconteceu ao rebelde.

Mari Alkatiri
Secretário-geral da Fretilin
Deu todo o apoio do seu partido às forças de segurança para que se "mantenham a paz e a estabilidade". E disse que tinha havido recentemente "desenvolvimentos positivos, na sequência dos incansáveis esforços do Presidente para encontrar um mecanismo de consenso político nacional".

Luís Fonseca
Secretário executivo da CPLP
Afirmou que "a não-violência, o diálogo e o respeito pelos direitos do homem têm sempre norteado a vida e a acção política do dr. Ramos-Horta".

José Sócrates
Primeiro-ministro português
Manifestou "completa solidariedade com as instituições democráticas de Timor-Leste"; mas considerou "prematuro" falar num reforço do contingente da GNR: "Qualquer alteração terá de ser equacionada em função da avaliação que a ONU fizer."

East Timor Action Network
Nova Iorque
Lamentou que "Reinado e os seus seguidores tivessem continuado livres durante tanto tempo", até as suas ameaças "terem sido concretizadas com consequências trágicas".

Richard Tanter
Nautilus Institute (Austrália)
Notou que a crise se deve ao poder das armas, ao crescente empobrecimento e corrupção e à "legitimidade profundamente minada de todos os principais actores políticos". J.H.

Margarida disse...

Tantas perguntas, quantos mistérios

Público, 12.02.2008
Por Adelino Gomes


Não se conhecem ainda os termos exactos em que os dois atentados da madrugada de ontem se desenrolaram. Nem se os seus alvos directos eram os dois líderes históricos timorenses ou as entidades simbólicas que os cargos de cada um representam: a casa do Chefe do Estado e a caravana do primeiro-ministro.
Foi um acto de loucura de Reinado?

Uma acção isolada de um grupo de rebeldes desesperados e que se sentiram sem alternativa face a um iminente acordo político entre altos cargos do Estado e as principais forças políticas?
Ou, pelo contrário, uma acção de âmbito mais vasto e de participações mais alargadas?
Porquê o envolvimento activo nela do discreto tenente Salsinha?
Como foi possível os rebeldes, sobre quem os australianos exerciam há mais de um ano uma constante acção de monitorização, aproximarem-se tão à vontade da casa do Presidente da República? E tão facilmente, já agora, da capital do país onde, facto não negligenciável, decorria um encontro com ministros e outras altas figuras dos PALOP?
A aproximação interpartidária no sentido da grande unidade, defendida por Ramos-Horta desde o início da crise e que finalmente parecia iminente, após discussões de alto nível a semana passada, continha algum ponto sobre o destino a dar a Reinado e aos ex-peticionários? Em que termos?
Por que demorou tanto a reacção das ISF?
Por que demorou tanto o socorro ao Presidente?
O pouco que se sabe mostra-se insuficiente para responder ao muito que se continua a desconhecer. E para ajudar a entender verdadeiramente o que se passou no contexto político-militar timorense e o seu alcance no futuro.
Desde praticamente a crise de 2006 que Xanana e Ramos-Horta vinham a ser acusados pelos seus adversários de protegerem, contra a própria lei, os dois homens que agora dispararam sobre eles.
Ironia trágica, as vítimas das balas de Reinado foram, na verdade, não os inimigos de sempre deste - Alkatiri e a Fretilin -, mas aqueles que defendiam uma solução política que passava pela entrega voluntária do ex-líder rebelde.
Esta intentona de contornos mal definidos vem juntar-se a um conjunto de tropeções, todos graves, na construção do Estado de direito democrático em Timor-Leste: a revolta de jovens, no final de 2002, levava a independência apenas meio ano; a prolongada contestação nas ruas pela Igreja Católica, dois anos depois; e a crise dos peticionários, que humilhou as F-DTL (Forças de Defesa de Timor-Leste) e provocou o desmoronamento da Polícia Nacional, arrastando o país, em particular Díli, para uma situação de caos social e de sofrimento que ainda hoje permanece para largas dezenas
de milhares de desalojados.
A "protecção" dada por Xanana e Horta a Reinado, subtraindo-o ao braço da justiça, deu fundamento a acusações de cumplicidade que os adversários lhes dirigiram. Reinado, a quem nunca se ouviu um discurso com ponta de consistência política, terá alimentado, com ela, um sentimento de impunidade favorável à prática de todos os excessos e ao desenvolvimento de todas as ambições. Sem surpresa, nasceu um mito entre uma certa juventude, marginalizada pela independência e que passou a ver-se representada na figura meio clown, meio cowboy de um major em fuga com lugar cativo nos jornais e televisões do mundo.
Apesar de uma infinidade de iniciativas, a paz e a segurança não regressaram à capital timorense. Embora à partida estimável, pois assente na aposta de que se impunha evitar mais derramamento de sangue, a polémica opção de Xanana e de Horta não só não resultou como redundou neste duplo atentado, que só por milagre não causou mais vítimas.
A independência e a liberdade, conquistadas à custa de tanto sofrimento, não podem coexistir com o desrespeito pelas leis do Estado e com a permanência, consentida, de grupos armados.
O caminho seguido pela Fretilin, ao contestar a legitimidade do Governo, dificultou também a necessária pedagogia pública a que os líderes históricos estão obrigados, dado que foi na sua esteira que o povo timorense referendou a independência e a democracia.
Qualquer acto ou comportamento que tenda a ultrapassar a lei, declarações de ódio que chegam por vezes ao ponto de sugerir a eliminação física dos adversários, ecoam pelas planícies e pelas montanhas timorenses, degradando a ideia da democracia.
Sem a unidade no essencial - que os dirigentes históricos souberam praticar sob a ocupação, ganhando do povo e do mundo - a crise de 2006 continuará por resolver, como o infeliz e trágico episódio de anteontem demonstrou.

Margarida disse...

De resistente a rebelde

Público, 12.02.2008
Francisca Gorjão Henriques

Alfredo Reinado, morto no ataque, "não era uma ameaça" para Xanana

Foi apenas há quatro dias: o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, dizia à agência Lusa que o major Alfredo Reinado "não é uma ameaça à estabilidade" do país. Ontem, poucos tinham dúvidas de que, por pouco, o major de 40 anos não conseguia colocar (novamente) Timor-Leste a ferro e fogo. Mas a morte deixa uma sombra a pairar sobre quem foi este homem que passou de refugiado a chefe militar e de chefe militar a rebelde.
O International Crisis Group chamou-lhe obstinado e desafiador, "um sintoma abrasivo da situação difícil timorense", num relatório do princípio do mês. Afinal, trata-se de alguém que, sabendo que as forças australianas estariam a aproximar-se para o capturar, "dormia sem sequer ter as botas calçadas", escrevia em Julho de 2007 o correspondente da Lusa em Díli, Pedro Rosa Mendes. David a desafiar abertamente Golias?
Reinado estava fugido das autoridades por homicídio, rebelião e posse ilegal de armamento. No entanto, arrastava atrás de si cada vez mais jovens, que o viam como o seu Che Guevara, segundo disse à Lusa o activista de direitos humanos José Luís Oliveira. "Alfredo é pintado e retratado como Che, porque há um culto de Che em Timor e os jovens vêem em Reinado o único timorense a lutar contra uma potência". "Eu entrego-me à justiça, mas a nenhum comando e a nenhuma força", afirmou.
Não foi indolor para ele a ocupação indonésia (1975-1999), tendo que trabalhar aos 11 anos como correio para os ocupantes. A AFP escrevia que nesse período viu crianças serem sequestradas depois de verem os pais assassinados. Aos 13 anos foi obrigado a ir para a Indonésia, onde ficou por cinco anos; regressou a Timor em 1985 e dois anos depois participava na luta contra o ocupante. Ficou dez anos. Com um grupo de amigos, a mulher, Maria, e o filho de cinco meses, fugiu num barco de pesca para a Austrália com o estatuto de exilado político.
Foi lá que se tornou no "amigo dos australianos", segundo acusaram muitos em Díli. Ainda assim, voltou com a independência ao seu país, tornando-se comandante da Marinha, ou seja, de dois navios. Foi depois transferido para o Exército, e acabou por ser major da polícia militar.
Foi alvo de alguns processos disciplinares e a obediência nunca foi o seu forte. O movimento dos peticionários (ver texto na pág. 4) foi apenas o rastilho, que só ontem se apagou.

Margarida disse...

Forças no terreno

Público, 12.02.2008

Mais australianos
e neozelandeses

A Austrália dirigiu no fim de Maio de 2006 uma força de 3200 soldados estrangeiros que foram ajudar a pacificar Timor-Leste, depois de o país ter sido levado ao caos por seis centenas de soldados amotinados que eram comandados pelo tenente Gastão Salsinha, o mesmo que ontem atentou contra o primeiro-ministro Xanana Gusmão.
Alguns meses depois o número de militares australianos acabou por ser reduzido para um milhar, mas vai agora ser reforçado, na sequência dos incidentes das últimas 48 horas.
A Nova Zelândia, por seu turno, tem mais de 200 soldados e polícias no território, havendo agora colocado mais alguns de prevenção, para a eventualidade de a situação se precipitar, como alguns temem, e de se ficar na iminência de novos incidentes.
A GNR tem lá 120 militares, com seis viaturas blindadas e seis carrinhas, entre outro material, havendo o presidente do Parlamento timorense, Fernando Lasama de Araújo, solicitado ontem a Lisboa o reforço desse contingente.
Em Junho do ano passado um estudo encomendado pelo Governo timorense propôs a formação no país, durante os próximos 20 anos, de uma força nacional de 3000 homens, incluindo lanchas equipadas com mísseis.

Anónimo disse...

Foi extraída uma bala dos pulmões do Presidente José Ramos-Horta

Público, 12.02.2008
Por Jorge Heitor

Só dentro de 48 horas é que deverá haver um prognóstico clínico mais seguro quanto à recuperação do político vítima do major rebelde Alfredo Reinado

Quando Lasama de Araújo voltar de Portugal, de onde hoje parte, será ele a ficar
na presidência até que Ramos-
-Horta recupere
a O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, eleito em Maio do ano passado, encontra-se hoje a recuperar num hospital da cidade australiana de Darwin dos graves ferimentos sofridos ao amanhecer de ontem (domingo à noite em Lisboa) na sua residência, em Díli. E no país está em vigor, pelo menos durante 48 horas, o estado de sítio, com recolher obrigatório das 20h às 6h da manhã.
Quanto ao primeiro-ministro Xanana Gusmão, ao qual Ramos-Horta sucedeu na chefia do Estado, conseguiu escapar ileso a um atentado posterior àquele que atingiu o político que em 1996 partilhou o Nobel da Paz de 1996 com o então bispo de Díli, Carlos Filipe Ximenes Belo, por ambos terem lutado de forma pacífica pela independência.
A tentativa de assassínio de José Ramos-Horta pelo grupo do major Alfredo Alves Reinado, morto no decurso da mesma, e a de Xanana por Gastão Salsinha, do grupo de peticionários que estiveram no centro da crise de há dois anos (ver texto na pág. 4), foi vista por alguns analistas como mais um perigo de violência e de caos na pequena nação. Salsinha conseguiu fugir e encontra-se agora a monte.
A Austrália, que sempre se tem posicionado como uma potência regional, aliada dos Estados Unidos, decidiu enviar um número "substancial" de tropas extra, aparentemente duas centenas de operacionais de uma força de reacção rápida, a juntar aos mil soldados que já tem em Timor-Leste, e, ainda, mais sete dezenas de polícias.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas marcou para ontem à tarde (já de noite em Lisboa) uma reunião de emergência, com vista a avaliar a necessidade de mais forças estrangeiras em Timor-Leste.
Rudd vai a Díli
O próprio primeiro-ministro trabalhista australiano, Kevin Rudd, anunciou que por toda esta semana se deslocará a Díli, correspondendo a um apelo de Xanana nesse sentido. E o presidente do Parlamento timorense, Fernando Lasama de Araújo, que estava a iniciar uma visita a Lisboa, manifestou interesse em também ver reforçado o contingente da GNR.
Rudd contou ter falado ontem por duas vezes com Xanana e, também, com a mulher deste, a australiana Kirsty Sword-Gusmão, directora da fundação humanitária Alola e um grande elo de ligação entre os dois países: o de origem e o de adopção.
Depois de uma primeira intervenção ontem de manhã num hospital de campanha, a um ferimento no estômago, Ramos-Horta foi transportado ao fim da tarde para Darwin e induzido em coma, a fim de lhe ser extraída uma bala que se lhe alojara nos pulmões.
Com ele viajou para a Austrália uma irmã, Rosa, mulher de João Carrascalão, líder da União Democrática Timorense (UDT), um dos partidos mais antigos do país, mas que obteve uma escassa votação nas legislativas do ano passado.
O chefe do Estado-Maior australiano, Angus Houston, reconheceu que as tropas australianas no território não conseguiram travar o passo aos elementos rebeldes que, sob o comando de Reinado e de Salsinha, trataram de alvejar Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
Forças ineficazes
Esta é uma das críticas mais comuns que se escutam em Timor-Leste: a da ineficácia das forças internacionais aí destacadas perante a contestação de que o regime tem vindo a ser alvo por parte do agora neutralizado major Alfredo Reinado, que conseguiu sair da zona de Ermera e atravessar a capital sem que ninguém lhe travasse o passo.
A Austrália, devidamente apoiada pela Nova Zelândia, sempre tem dito que pretende colaborar na segurança de Timor-Leste, para que não tenha de testemunhar nenhuma guerra civil ali mesmo ao pé da porta, pois que isso perturbaria a exploração de petróleo e de gás natural no Mar de Timor. Os neozelandeses colocaram algumas tropas de prevenção, para a eventualidade de também eles reforçarem a sua presença, conforme disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Phil Goff.
Na chefia do Estado ficou a título interino o vice-presidente do Parlamento, Vicente da Silva Guterres, do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), liderado por Xanana. Mas logo que Lasama de Araújo regressar de Portugal, de onde hoje parte, abreviando a sua visita oficial, será ele a ficar na presidência da República até que Ramos-Horta recupere, o que não se sabe ainda quanto tempo é que irá demorar.
"As próximas 24 a 48 horas dir-nos-ão do seu progresso. Estamos optimistas de que as boas capacidades cirúrgicas que aqui temos signifiquem que teremos uma boa hipótese de recuperação", disse à Reuters o director-geral do Royal Darwin Hospital, Len Notaras.
"O primeiro-ministro Xanana Gusmão terá agora de trabalhar muito para garantir que o Governo se mantém coeso", considerou Damien Kingsbury, professor associado da Universidade Deakin, que funciona em Melbourne e outras cidades australianas.

Margarida disse...

O ataque do major que foi intocável por dois anos terá sido crime ou golpe de Estado?

Público, 12.02.2008
Por Francisca Gorjão Henriques

A morte do major rebelde Alfredo Reinado lança algumas perguntas: porquê tentar matar o homem que lhe estendeu a mão? Foi crime ou golpe de Estado?

Quem assistisse à cena, por certo não acreditaria: um preso deixava a penitenciária, saindo pela porta principal acompanhado de outros 56 detidos. O preso era o major Alfredo Reinado, acusado de homicídio e posse ilegal de material de guerra. O episódio passou-se em Agosto de 2006, na prisão de Díli. Antes disso, já Reinado tinha sido fotografado no seu refúgio em Ermera com soldados australianos ao lado. Depois, daria entrevistas a vários órgãos de comunicação social. E veria o próprio Presidente José Ramos-Horta a entrar em guerra com juízes internacionais por ter dado ordens para que não fosse cumprido o mandado de captura contra si. Mas afinal, o homem que parecia intocável (ver perfil na pág. 3) morreu ontem, baleado pelas forças do chefe de Estado.
Vale a pena recuar ainda mais, até aos meses de Abril e Maio de há dois anos. Um grupo de soldados denuncia discriminação dentro das Forças Armadas; a revolta cresce em poucos dias e os já 600 peticionários são expulsos do Exército pelo Governo de Mari Alkatiri. Ao grupo liderado pelo tenente Gastão Salsinha junta-se o major Alfredo Reinado. O que se seguiu foi um período negro na história pós-independência de Timor-Leste que ainda hoje não está sanado. A violência não se esgotou nos confrontos entre os ex-soldados e as forças de segurança; espalhou-se a civis, provocou 37 mortos e mais de cem mil refugiados.
Reinado e os seus homens conseguem escapar às operações de busca. Mas o major é depois detido, a 25 de Julho de 2006. Por pouco tempo. Ainda muitos se interrogam como é que, um mês depois, conseguiu sair da prisão como saiu. "Dava a impressão de que as portas da prisão foram abertas propositadamente para o libertar", comentou ontem ao PÚBLICO a embaixadora timorense Pascoela Barreto.
"Porquê ser alvo agora?"
Há um ano, o ainda Presidente (e agora primeiro-ministro) Xanana Gusmão autorizava uma operação de captura, depois de um assalto do grupo rebelde a três postos da polícia. Sem êxito. Reinado não só não caía nas mãos das autoridades, como criara entretanto um séquito de jovens seguidores. E se antes garantia que só respondia a Xanana, agora pede também o seu afastamento. No mês seguinte, em Março de 2007, as tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) lançavam uma operação em Same, no litoral Sul do país, com blindados e helicópteros Black Hawk. Cinco pessoas morreram, alegadamente leais a Reinado. Mas o major continuou a monte.
Em Junho, o ainda primeiro-ministro José Ramos-Horta mandou cancelar as buscas para dar início a uma polémica negociação. Depois das eleições de Julho, Ramos-Horta e Xanana passam a ocupar os mais altos cargos do país, e é já o novo Presidente quem, em Agosto, se encontrava com Reinado para tentar acabar com a instabilidade. Manda as forças australianas não cumprirem o mandado de captura contra o major, o que para o juiz internacional português Ivo Rosa constituiu uma decisão "ilegal" e uma "manifesta interferência no poder judicial".
E tudo isto levanta mais uma questão: "O Presidente Ramos-Horta tem vindo a fazer um esforço de diálogo entre Reinado e o Governo e a sociedade timorense. Porquê ser agora o alvo?", lança Pascoela Barreto. "Há vários interesses em jogo e não podemos afastar as hipóteses de os interesses regionais e do petróleo" terem sido decisivos para o tratamento dado a Reinado, continua a diplomata.
Mas ainda que Reinado seja o rosto do rastilho para a tragédia, foi com surpresa que alguns observadores assistiram ao desfecho da sua saga. "Não esperava que chegasse a este patamar de violência", confessou ao António Almeida Serra, professor do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa, especialista em economia asiática. "Houve erros de avaliação por parte de dirigentes máximos de Timor Leste, das forças internacionais e da própria ONU, que está sempre ao lado do Governo". E continua: "A prisão dele iria desencadear um processo violento de derramamento de sangue, não só pelo acto da detenção (ele tinha bazucas e uma componente psicológica de Rambo) como da parte da população, dos grupos mais jovens".
Quanto à operação de ontem: "Não se percebe se actuou por vingança pessoal - os timorenses são dados a isso - ou se foi articulado com alguém por trás." Mas a causa terá importância para a sequência dos acontecimentos: "Será diferente se isto foi um acto criminoso de um bandido com armas pesadas, ou uma coisa mais complicada, [com vista a] um golpe de Estado, embora duvide desta última hipótese."
Ainda assim, o editorial do Sydney Morning Herald sentenciava: "A saída de Reinado da equação timorense é uma das coisas boas que saíram da loucura de ontem."
Há um ano, o Presidente (agora primeiro--ministro) Xanana Gusmão autorizou uma
operação para
capturar Reinado

Margarida disse...

A vida para além de Reinado

PEDRO ROSA MENDES, em Díli
DN, 12/02/08
Atentados alteram quadro político timorense
A sala do Conselho de Ministros no Palácio de Governo, em Díli, e a cafetaria do Hotel Timor, antro oficioso da política do país, fervilhavam ontem com a mesma dúvida existencial que ocupa, e divide, as opiniões tanto do "povo kiik" timorense (a arraia miúda, em língua tétum) como da elite que governa o país, a saber: o que aconteceria, e com que gravidade, se o major levasse um tiro.

Alfredo Reinado levou um tiro, ironicamente disparado por um elemento da sua antiga unidade, a Polícia Militar. E agora? É desta perspectiva - a do atirador potencial, mesmo que ninguém cometa o indecoro de o dizer alto - que todo o país, afinal, olhava para Alfredo Reinado.

Foi possível ouvir, na classe política timorense, nos assessores internacionais e no aparelho judicial, ao longo do dia de ontem, as reacções que correspondem ao que cada um pensava, afinal, do major. "No final do dia, com Xanana ileso e Ramos-Horta fora de perigo, o que Timor-Leste resolveu foi um dos problemas que impedia a resolução da crise", comentava um assessor estrangeiro do Governo.

"O caso judicial (contra Alfredo Reinado) está fechado por ordem divina", comentou, lacónico, um jurista do Ministério Público, depois de a morte do militar ter sido oficializada. Outros comentadores eram mais apreensivos, avançando com a tese, que sempre prevaleceu na estratégia do Estado com Reinado, segundo a qual a morte do major vai libertar forças que apenas ele controlava.

É para este último cenário que o aparelho de segurança timorense e internacional foi preparado: uma presença policial e militar potente, visível nas ruas.

Para o confronto previsível entre forças da ordem e agentes de desestabilização, há apenas uma referência: 3 de Março de 2007, ataque por tropas australianas a Same (Sudoeste) contra Reinado, que escapou, e que desencadeou em Díli uma onda de violência.

Nessa noite, dois pelotões operacionais da GNR serviram para controlar a situação, sem aliás, "nunca ter permitido que a desordem ganhasse a mó de cima", como recordou ontem um oficial das forças internacionais.

Não começaram ontem, com o duplo ataque contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, as especulações e análises sobre se há vida em Timor- -Leste para além da morte do major rebelde, ex-comandante da Polícia Militar. Em abono da verdade, é essa a questão - ou o cálculo, porque se trata de política e de segurança - que ocupa toda a gente que é alguém em Díli, desde, pelo menos, a crise de 2006.

A generalidade dos comentadores ouvidos pela Lusa, dentro e fora da classe política, concordam que a paisagem política timorense não será a mesma sem Alfredo Reinado - o "joker" imprevisível num "jogo" de poker estratégico onde nunca é claro quem está sentado à mesa, como explicava recentemente um assessor de defesa australiano em Díli.

Reinado nunca foi eleito, sempre foi nomeado. Era, portanto, impossível avaliar o seu peso eleitoral. O "eleitorado" potencial de Alfredo Reinado situava-se numa balança diferente: a de uma camada jovem que, com uma franja alienada dos veteranos da resistência, o tinha como herói rebelde e que podem, agora, tentar vingar nas ruas a morte do seu ídolo ou do seu peão.

O desaparecimento de Alfredo Reinado concretiza um dos cenários que, em termos teóricos, sempre esteve em cima da mesa durante os quase dois anos em que o Estado timorense procurou resolver o caso do major rebelde.

Alfredo Reinado morreu cerca de 45 minutos antes de o próprio Presidente da República ter sido alvejado com três tiros. Entre os dois tiroteios que houve na residência do chefe de Estado, nenhum sinal de alarme foi dado a partir dela.

Surpreendidos pela ausência de Ramos-Horta na residência, os homens de Reinado "arrombaram várias portas a pontapé, à sua procura", relatou fonte oficial. Não o encontraram - e não se sabe o que fizeram na meia hora seguinte.

Nem se sabe por que razão não foi lançado um alerta de segurança que impedisse o ataque, 01.30 depois, ao primeiro-ministro Xanana Gusmão. São outras tantas perguntas sobre a capacidade de Timor-Leste lidar com o legado póstumo de Reinado. Especial Lusa para o DN

Margarida disse...

CINZAS E NEVOEIRO NA POLÍTICA TIMORENSE

António Perez Metelo
redactor principal
DN, 12/02/08

No auge da crise político-militar de meados de 2006, Xanana Gusmão sai do seu Palácio das Cinzas e dirige-se à multidão exultante, concentrada na praça central de Díli: "Ganhámos porque fomos mais espertos!" O que tinham ganho era a demissão de Mari Alkatiri da chefia do Governo. A quem Xanana erguia o braço triunfante era o tenente peticionário Gastão Salsinha. O mesmo que, agora, o tentou matar.

O outro fugitivo, Alfredo Reinado, celebridade internacional via media australianos, andava há mais de um ano a ser protegido pelo actual Presidente da República, José Ramos-Horta, da execução de uma ordem de captura emitida pelo tribunal de Díli. Inúmeras foram as diligências de mediação para convencer Reinado e as duas dezenas dos seus irredutíveis armados a entregaram-se à Justiça pelos crimes de Maio de 2006 de que vêm acusados. Tudo em vão. E é o próprio Reinado quem conduz o comando de ataque a Ramos-Horta.

Os operacionais do golpe-por-etapas- -em-câmara-lenta, iniciado em Abril de 2006, viraram-se, agora, contra os líderes políticos, que lhes deram cobertura política. Porquê? Ou se trata de tresloucados com delírios de poder ou se adensa o nevoeiro de uma luta política opaca, que substitui a luta democrática nas urnas, pela conspiração golpista, nostálgica das figuras míticas dos guerrilheiros do passado.

A resultante conduz sempre ao mesmo: declarar Timor-Leste um Estado falhado, incapaz de se autodeterminar, dependente de um protector amigo...

Margarida disse...

O major rebelde que provocou dois anos de instabilidade

LUÍS NAVES
DN, 12/02/08
Desertor desde 2006, Alfredo Reinado era um mito imprevisível
A figura do major Alfredo Reinado era tão complexa que quase se torna incompreensível. Citando uma frase que Winston Churchill aplicou à Rússia de 1939, Reinado era uma "adivinha, embrulhada num mistério, dentro de um enigma". O mais difícil, nesta personagem, é encontrar sentido nas suas acções.

Sabe-se que o major rebelde tinha à volta de 40 anos, que gostava de fardas, que se dizia insubmisso. Porque ninguém quebrou o grupo por ele liderado, mereceu a admiração incondicional de muitos jovens desenraizados. Mas a sua agenda política continua incoerente e apenas ele a parecia compreender. Haverá também motivações sociais na base de alguma simpatia popular, mas nada de concreto.

A carreira deste desertor golpista, fanfarrão, "rambo" sem causa acabou ontem de manhã em Díli (madrugada em Lisboa), num tiroteio cujos detalhes são tão contraditórios como era o actor principal do drama. Foi pela violência que este major da polícia militar se tornou famoso, em 2006, ao criar uma crise que levou à queda do Governo liderado por Mari Alkatiri, o qual pouco antes negociara um acordo petrolífero com a Austrália, em termos muitos favoráveis para Timor.

A violência estalou em Abril de 2006, com um incidente envolvendo os chamados peticionários (600 homens que tinham sido expulsos das forças armadas). Reinado desertou nesse altura, com 20 dos 33 efectivos da unidade que comandava. E tentou tornar-se rapidamente o líder de um grupo vasto de homens armados, que incluiria os peticionários. Na qualidade de rebelde, Reinado iludiu as forças internacionais (militares australianos), foi preso pela GNR e depois fugiu da prisão, guardada por australianos. Enquanto esteve nas montanhas, encontrou-se com o então presidente Xanana Gusmão. Passados dois anos, apenas no mês passado, Reinado acusou Xanana de ter sido o "instigador" da crise de 2006.

A relação com as vítimas de ontem sempre foi enigmática. A queda de Alkatiri tirou a Fretilin do poder. Reinado conhecera na Austrália, nos anos 90, o homem que ontem tentou matar José Ramos-Horta. Foi por intermédio do futuro presidente que o major entrou na resistência. No passado, servira, com sofrimento, como transportador das tropas indonésias.

Para conhecedores da actualidade timorense, Alfredo Reinado não era suficientemente "inteligente" para ser ele o verdadeiro autor das suas façanhas. Há quem diga que era "facilmente manipulável" e há quem use, para o definir, a palavra "marioneta".

Neste "teatro de sombras" da política timorense, Reinado era a carta vinda do nada e usada em momentos propícios para manter a efervescência. O Governo tentou negociar com o rebelde, numa estratégia de dividir peticionários e desertores. Isto, aparentemente, exacerbou o conflito. Além das acusações de homicídio (no ataque de Fatuahai contra viaturas das Falintil, em 2006), Alfredo Reinado era acusado de deserção e rebelião. Muito pouco para justificar o mito.

Margarida disse...

Declarado o estado de sítio em Timor



JN, 12/02/08

Paulo F. Silva *

Com 45 minutos de diferença, nos arredores de Díli, o presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, foram alvo de um duplo atentado às primeiras horas da manhã. O regime timorense esteve à beira de cair às mãos do major rebelde Alfredo Reinado, que foi abatido pelas forças de segurança do presidente. Alvejado por duas balas, Ramos-Horta foi submetido a duas intervenções cirúrgicas (em Díli e em Darwin, na Austrália). Xanana Gusmão saiu ileso e, ao fim da manhã, declarou o estado de sítio em todo o território, com o correspondente recolher obrigatório entre as 20 e as 6 horas locais. A comunidade internacional uniu-se num raro coro unânime de protesto, com a condenação "nos mais fortes termos possíveis" do Conselho de Segurança das Nações Unidas à cabeça.

Aparentemente, Ramos-Hortas está livre de perigo (ver texto ao lado) e as próximas 24 a 48 horas, na unidade de cuidados intensivos do Royal Darwin Hospital, serão determinantes.

As circunstâncias estranhas em que o duplo atentado ocorreu constituem, de momento, um grande mistério. A escolta presidencial não pediu sequer socorro em tempo útil, para evitar que Ramos-Horta (no seu "jogging" matinal e avisado de um primeiro tiroteio) fosse vítima de uma segunda carga (ver página 4). E estranha-se que ninguém tenha ouvido os alertas de há uma semana do comandante das forças de Defesa de Timor, brigadeiro-general Taur Matan Ruak.

Na impossibilidade de Ramos--Horta, Timor é presidido interinamente por Vicente Guterres, vice-presidente do Parlamento timorense, visto que o presidente daquele órgão de soberania, Fernando "La Sama" Araújo, está em Lisboa, onde, ontem, foi recebido pelo presidente da República, Cavaco Silva.

A pedido de Timor, que deseja um aumento "substancial e significativo" de forças militares e policiais, a Austrália anunciou um reforço "imediato e forte". "Vamos responder de forma imediata com o envio de uma companhia (das Forças de Defesa) e o destacamento de entre 50 e 70 agentes policiais", disse o primeiro-ministro Kevin Rudd em Camberra. Os primeiros homens chegam hojea Díli. A caminho, vai uma fragata, também.

Posição ligeiramente diferente assumiu Portugal. Numa reunião de 30 minutos com o primeiro-ministro,"La Sama" Araújo ouviu que, neste momento, é prematuro falar em novos apoios de Portugal. Segundo Sócrates, um eventual aumento do número de militares da GNR em Timor terá de passar por uma avaliação que será necessariamente feita no âmbito das Nações Unidas.

A condenação internacional, além de unânime, foi rápida. O presidente das Comissão Europeia, Durão Barroso, classificou os atentados como um "ataque brutal" contra a "jovem democracia de Timor-Leste".

Para Ana Gomes, antiga embaixadora de Portugal na Indonésia, os ataques de ontem resultam de uma "atitude contemporizadora" para com Reinado.

* com agências

Margarida disse...

Timor: FRETILIN exige investigação internacional

Diário Digital / Lusa
12-02-2008 1:05:00

A FRETILIN vai exigir hoje no parlamento uma investigação à actuação das forças internacionais em Timor-Leste e «exigir responsabilidades ao governo», disse hoje à agência Lusa o secretário-geral do partido, Mari Alkatiri.

O ex-primeiro-ministro ecoou preocupações do comandante das forças armadas timorenses, Taur Matan Ruak, que também exigiu essa investigação criticando, em declarações à Lusa, a actuação das forças internacionais no terreno.

«Hoje é dia do plenário e o tema tem que ser discutido. a Fretilin vai intervir de forma clara e dura mas com sentido de estado», disse.

Depois de, segunda-feira, «ser um momento de todos ficarem unidos», Mari Alkatiri diz que chegou a altura de perceber o que se passou, sendo por isso essencial avançar com uma investigação rapidamente.

«Temos que perceber o que falhou e porquê. Tudo tem que ser investigado. Houve tiroteio, o Alfredo Reinado foi morto no primeiro tiroteio quando o Horta estava fora mas depois é abatido e é ele próprio que avisa ao telefone que foi ferido e depois o socorro chega tarde», afirmou.

Mari Alkatiri insistiu porém que o próprio José Ramos-Horta agiu mal na forma como lidou com Reinado, continuando a apostar no diálogo e «ingerindo-se» em decisões judiciais que incluiam mandados de captura ao militar timorense.

O secretário-geral da Fretilin diz que essa é outra das questões «muito intrigantes» deste caso«, já que Reinado ataca «a única pessoa que o estava a tentar salvar».

«Aquilo que sei é que o governo já não estava a apostar no diálogo. Quem continuava a apostar no diálogo era o presidente Ramos-Horta. Esta é a parte intrigante de toda a história: como o Alfredo ataca a única pessoa que acha que a única solução era o diálogo e não a justiça», afirmou.

Questionado sobre as motivações do ataque, Alkatiri insistiu que Alfredo Reinado foi um instrumento militar de «intenções políticas» que diz serem «internas» a Timor-Leste e «externas».

Instado a elaborar, comparou a situação actual com a de 2006, referindo que depois de Reinado ter sido «usado», em Maio, para atacar as F-FDTL em Dare, depois do ataque ao quartel em Tacitolo e à residência de Taur Matan Ruak e ao confronto entre policiais, «o resultado foi pedir a intervenção das forças internacionais».

«Desta vez com presença de forças internacionais aqui, o próprio Presidente é atingido, o primeiro-ministro sai ileso também de um ataque misterioso e imediatamente o governo e o presidente interino assinam uma carta já redigida em inglês a pedir mais forças australianas», afirmou.

Instado a comentar a situação actual e o que pode acontecer com os apoiantes de Alfredo Reinado, Mari Alkatiri considerou que o militar «morreu duplamente com este ataque».

«Não é mártir nem herói porque morreu quando tentou atacar a pessoa que estava a procurar caminhos para o salvar. Penso que, por isso, também perdeu muita da sua base social de apoio, nomeadamente os jovens», afirmou.

Apesar disso manfiesta-se preocupado sobre um eventual ataque dos restantes elementos armados do grupo, em especial porque agora também eles são criminosos.

«Até aqui o Reinado era o único procurado pela justiça mas agora os outros elementos do grupo também cometeram crimes e terão agora que responder perante a justiça», afirmou.

«Não afasto hipótese de um novo ataque. Antes pelo contrario», disse.

Alkatiri manifesta-se igualmente surpreendido pelo facto de não ter havido de imediato uma operação de caça ao homem no intuito de procurar os responsáveis pelo ataque, explicando que «as FDTL quiseram actuar mas foram travados pelas forças internacionais».

Ao mesmo tempo criticou a forma com as medidas de segurança estão a ser implementadas em Díli, dando como exemplo o facto de agentes policiais nas ruas estarem a parar táxis e a obrigá-los a retirar os filtros negros de vidro que limitam a visão para o interior.

«Estes filtros custam 400 ou 500 euros e a polícia chega ali e simplesmente rasga-os. São precisas medidas de segurança mas, da forma como estão a ser implementadas, só vão criar mais problemas», afirmou.

Margarida disse...

Asia's newest nation reeling after coup attempt on president and prime minister

By Andrew Buncombe, Asia Correspondent
Tuesday, 12 February 2008
The President of East Timor was in a serious but stable condition in hospital last night after rebel soldiers launched a coup attempt that targeted the political leadership of the tiny Asian country.
Jose Ramos-Horta, a Nobel Prize laureate, was flown to Darwin in Australia after being hit in the stomach and chest by bullets when would-be assassins opened fire at his home in the city of Dili. Just an hour later, the motorcade of the Prime Minister, Xanana Gusmao, was also attacked, but he escaped unhurt.
"I consider this incident a coup attempt against the state ... and it failed," said Mr Gusmao, who for years led the armed struggle for East Timor's independence from Indonesia. "This government won't fall because of this."
Officials said the attack on Mr Ramos-Horta was plotted by the rebel leader, Alfredo Reinada, who was killed with one of his men in the assault on the President's house. Another rebel leader, Gustao Salsinha, is said to have committed the attack on Mr Gusmao.
East Timor is Asia's newest nation, having gained independence only in 2002 after years of brutal occupation by the Indonesian authorities that was at least tacitly supported by some in the West. Despite opposition by campaigners, Britain sold Hawk jets to the Indonesian military that were reportedly used against civilians during this time.
But the half-dozen years of independence have not been easy. In 2006, more than 600 mutinous soldiers were sacked, triggering unrest that killed 37 people and led to the displacement of more than 150,000. While most of the soldiers eventually returned home, Mr Reinado did not, remaining in hiding. He was wanted for several alleged attacks on police, and Mr Ramos-Horta had met him several times, urging him to give himself up.
Doctors treating Mr Ramos-Horta in Darwin said they hoped he would make a "very good recovery" after surgery. Dr Len Notaras, manager of the Royal Darwin Hospital, told the Associated Press: "The abdominal injury is very straightforward, I understand, but there is some concern about his chest injuries. His vital signs are all very stable and I understand, before he was sedated, he was speaking in a very clear frame of mind."
The attack on Mr Ramos-Horta, who did much to bring the suffering of East Timor to the attention of the outside world when it was occupied by Indonesia, came at about 7am when two cars carrying rebel soldiers passed his house on the outskirts of the city and began shooting. Guards returned fire and one of them was killed in the exchange, said a military spokesman.
In the short-term, Mr Gusmao last night ordered a curfew in Dili in an effort to secure stability, although reports said that the city was calm. But in the longer term, East Timor's problems are not going to disappear. Experts say bad feeling remains in the aftermath of the 2006 violence and that there is a need for more inclusive politics.
"Although the new government has sought to establish a broad political consensus after Gusmao was appointed by President Ramos-Horta ... high-level political disputes persist between the government and the opposition Fretilin, which won a majority in [last July's] elections and feels that victory was snatched from them," said Tanja Vestergaard, an analyst with Global Insight. "Such tension is not conducive to establishing a positive peace involving all parties."
Australia, which has considerable energy interests in the oceans off Timor's coast, said it would sent more troops to the international peacekeeping force it currently heads, bringing the total to about 1,000. It also promised to send more police officers. The Australian Prime Minister, Kevin Rudd, said: "Someone out there tried to assassinate the political leadership of our friend, partner and neighbour. They have asked for some help, and we are about to provide it."
Mr Gusmao was appointed prime minister last summer by Mr Ramos-Horta, who succeeded him as president. The appointment was controversial because Mr Gusmao's CNRT party was able to form a government only by creating a coalition. The political opposition Fretelin, of which he was once a member, claimed it should have formed the government. That controversy has not been settled.
The struggle for freedom
* A Portuguese colony until 1975, the people of East Timor suffered decades of suppression after their country was invaded by neighbouring Indonesia that same year, a move that was given the green light by the West.
* Until it was granted autonomous status in 1999, and full independence three years later, East Timorese rebels fought Indonesian troops, launching classic guerrilla attacks from their mountain hideaways. One of the most important, and certainly the most famous independence fighter was, Xanana Gusmao, who went on to serve as the new country's first president and is now its Prime Minister.
* Estimates of how many people were killed during those years of occupation range from 60,000 to 200,000. The Commission for Reception, Truth and Reconciliation in East Timor, established under an interim UN administration in the country, placed the death toll at 100,000 for the period 1974-99. Of those, 18,600 were killed and a further 84,200 "excess" deaths were caused by hunger and illness.
* A key turning-point in drawing international attention and condemnation to the illegal occupation of the country by Indonesian forces was the Santa Cruz massacre of 1991. It is believed that several hundred civilian demonstrators were killed, mown down by government troops. Some video footage of the atrocity was smuggled out by Western journalists. The date of the killings – November 12 – is now marked by a public holiday in East Timor.
http://www.independent.co.uk/news/world/asia/asias-newest-nation-reeling-after-coup-attempt-on-president-and-prime-minister-781033.html

Margarida disse...

From The Times
February 12, 2008
Stand-off in East Timor after 'coup plotters' shoot President

Video: Bronwen Maddox on the East Timor shootings
Democracy in East Timor was under siege last night after coordinated assassination attempts on the President and Prime Minister. Fears of further bloodshed in Asia’s newest nation prompted the dispatch of Australian peacekeepers to the tiny country.
José Ramos-Horta, the President and winner of the Nobel Peace Prize, was shot three times outside his house in the capital, Dili, and was in a coma after emergency surgery in Australia.
Xanana Gusmão, the Prime Minister and former rebel commander who fought against Indonesian occupation for 20 years, survived unhurt after his car was attacked by gunmen.

Dr Ramos-Horta’s condition was described as “very serious but stable” after he arrived in Darwin, Australia, on an emergency flight to be treated for wounds to the abdomen and chest.
Australia announced that it was sending about 190 army and police reinforcements to East Timor at the request of Mr Gusmão amid fears of reprisal attacks after the President’s guards killed the rebel leader, Alfredo Reinado, during the attack. The Royal Australian Navy frigate HMAS Perth, with 170 crew, was also diverted to support the peacekeeping mission.
Ban Ki Moon, the UN Secretary-General, called for calm in the aftermath of the “brutal and unspeakable attack”. President Bush echoed his condemnation but insisted that the attack would not “derail democracy” in the fledgeling state.
Fighting between factions within the East Timorese security forces in 2006 resulted in the deaths of 37 people, displaced more than 150,000, and led to the collapse of the Government. Last night Mr Gusmão, who described the attacks as an “organised operation”, declared a 48-hour state of emergency. Vincento Gutteres, the Vice-President, has been installed as acting president.
An army spokesman said that two cars carrying rebel soldiers passed Dr Ramos-Horta’s house at 7am and began shooting as he returned home from his regular early-morning walk.
An hour and a half later the back window of Mr Gusmão’s vehicle was shot out and two bullets hit the car’s bonnet as he was driven to his government offices to deal with the crisis. His home also came under automatic gunfire as rebels exchanged fire with bodyguards. Mr Gusmão said he believed that the rebels had been trying to overthrow the Government. “I consider this incident a coup attempt against the State by Reinado, and it failed,” he said.
Dili remained calm as Australian and New Zealand troops and 1,600 United Nations police guarded main roads and government buildings. Stephen Smith, the Australian Foreign Minister, said that he wanted Australian troops to round up Reinado’s followers.
Norman Day, from RMIT University, said: “It’s going to be bad. [Reinado] has a strong following – he’s now [achieved] a sort of Che Guevara status.” East Timor’s leaders fear that the attacks are part of a wider conspiracy to bring down the Government.
Three MPs who met Reinado in the mountains last week reportedly will be asked what he told them when parliament sits today. Reinado’s men fired warning shots when an Australian patrol entered the area during their meeting, forcing the soldiers to retreat. “We want to find out everything that Reinado did and said leading up to the attacks,” one MP said. “There is strong suspicion that Reinado was not acting alone.”
There was also alarm that the attack on Mr Gusmão was apparently led by Gastão Salsinha, the commander of soldiers who were discharged in 2006, prompting the violent upheaval. Salsinha and two carloads of his men escaped and are believed to have fled into the mountains.
The Age newspaper in Melbourne reported that Dr Ramos-Horta and Reinado held a meeting near the capital on Sunday night that ended acrimoniously. The encounter came after several recent meetings during which Dr Ramos-Horta had been trying to persuade the fugitive rebel leader to give himself up.
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/asia/article3348169.ece

Margarida disse...

from the February 12, 2008 edition - http://www.csmonitor.com/2008/0212/p04s02-woap.html
Failed Timor assassination may lessen rebels' sway
The bold attack on President Ramos-Horta raises key concerns about efforts to rebuild security forces.
By Simon Montlake and Nick Squires | Correspondents of The Christian Science Monitor

BANGKOK, THAILAND; and Sydney, Australia

A foiled dawn attack Monday by rebel soldiers on East Timor's President Jose Ramos-Horta, who was shot and seriously wounded, has roiled this fledgling Southeast Asian country. But it may also signal the end of a rebel movement that had plagued efforts to restore stability.

Prime Minister Xanana Gusmao, who survived a separate ambush shortly after as he drove to his office, appealed for calm as Timorese security forces, backed by Australian-led peacekeepers, patrolled the capital, Dili. Mr. Ramos-Horta was evacuated Monday to Australia for further treatment after emergency care. At press time, doctors said he was in critical condition but were hopeful of a good recovery.

Australian Prime Minister Kevin Rudd said Monday he was sending 200 extra soldiers and police to East Timor, raising Australia's deployment to around 1,000 personnel. "Deeply shocked" by the violence, he also said he had agreed to an invitation from Gusmao to visit the country later this week in a show of support.

"For there to be a coordinated attempt to assassinate the democratically elected leadership of a close friend and neighbor of Australia's is a deeply disturbing development," Mr. Rudd told a news conference in Canberra, Australia.

Gusmao said the attacks were organized by Alfredo Reinado, an Army major who deserted in 2006 during a mutiny that plunged the country into turmoil and prompted the arrival of international peacekeepers. Mr. Reinado died in Monday's assault on the president's house, along with one of his soldiers, Gusmao said. "I consider this incident a coup attempt against the state by Reinado and it failed," he told a press conference.

The involvement of Reinado came as little surprise, say analysts, as he had recently threatened to confront the government, which has tried but failed to negotiate his surrender and disarm his men. His death could weaken the cohesion of his faction, while rallying popular sympathy for Ramos-Horta and Gusmao, allowing the country to move on.

But the boldness of Monday's attack on the country's two most powerful figures may undermine confidence in East Timor's security forces, which foreign trainers have tried to rebuild after their meltdown two years ago.

It also pointed up the complexities of reconciliation in Asia's poorest country, where tens of thousands are still living in shelters after fleeing that fighting, and where criminal gangs recruit idle youth left adrift in a stricken economy.

The 2006 unrest led to a realignment among Timor's political elite, whose divisions were shaped by a bitter independence struggle against Indonesian occupation, which ended in 1999. Ramos-Horta and Gusmao forced out former Prime Minister Mari Alkatiri, who was blamed for the Army mutiny, paving the way for largely peaceful elections last year that put the longtime allies in charge of the shaky government.

But various initiatives to bring Reinado back into the fold failed to jell, to the mounting frustration of Gusmao – a former resistance leader and independence hero. Reinado, who was wanted on murder charges, was blamed for a recent spate of nonlethal attacks on Australia troops. Yesterday's apparent assassination plots may have been a sign of desperation by a rebel whose popularity was waning.

"In the short-term there will be a lot of fearfulness because some of his supporters are still running around with guns, but for the long-term one of the government's major headaches is now out of the way," says Helen Hill, an East Timor expert at Victoria University in Melbourne, Australia.

Sophia Cason, an analyst for the International Crisis Group, says other renegade factions had tired of hiding out and sought a settlement without Reinado and other hold-outs.

"His support was definitely dwindling. Some of the other [ex-soldiers] had already come for dialogue with Xanana Gusmao. [Reinado] may have been feeling that he had fewer options available," she says.

Other observers warned, however, that Reinado loyalists may stage reprisals and seize on his death as a form of martyrdom, further destabilizing the country.

"There's a sense among people in the security sector that we've been in the eye of the storm for the last few weeks and it's going to get more turbulent," says a US aid worker in Dili.

That status as a martyr may be burnished by rumors that Reinado was betrayed by Gusmao and other negotiators. One story circulated Monday by Reinado supporters claimed that he had died before the attacks took place. Perhaps to debunk such rumor, Gusmao has pledged that a full autopsy will be carried out.

East Timor is part of what military strategists call an "arc of instability" to Australia's north, including states such as Papua New Guinea and the Solomon Islands. Its modern history has been marked by violence, upheaval, and internal strife. Ramos-Horta and Gusmao were key players in much of the drama.

After Indonesia seized the former Portuguese colony in 1974, former journalist Ramos-Horta became a roving diplomat for Timorese independence. He campaigned in exile to keep his nation's occupied status on the agenda and highlight Indonesia's military rule. In 1996, he shared the Nobel Peace Prize with Bishop Carlos Belo for his work. Meanwhile, Gusmao led a ragged resistance to Indonesia's rule until his capture in 1992 and detention in a Jakarta jail.

Gusmao and Ramos-Horta returned to their homeland in 1999, after Timorese voted overwhelmingly to secede from Indonesia in a UN-sponsored referendum. The result of the ballot triggered widespread violence by Indonesian-backed militia and a scorched-earth retreat by Indonesian troops. East Timor declared independence in 2002, after three years of United Nations rule, the first new nation-state of the 21st century.

Margarida disse...

Who are East Timor's rebel soldiers?
Last Updated: Monday, 11 February 2008, 12:02 GMT
By Philippa Fogarty
BBC News
The rebels who attacked East Timor's President Jose Ramos-Horta had been on the run from the authorities for some time.
Their leader, Alfredo Reinado - who was killed in the attack - leapt to prominence during the unrest that paralysed East Timor in 2006.
The violence was triggered by then Prime Minister Mari Alkatiri's decision to sack 600 striking soldiers - about a third of the entire army.
The soldiers, who were mainly from the west of the country, complained of discrimination against them by leaders from the east.
They began rioting and, as the violence intensified, armed gangs of soldiers, police and youths from different parts of the country took each other on.
By late May, when Australian troops arrived to keep the peace, at least 37 people had been killed and more than 150,000 forced to leave their homes.
Reinado, an Australian-trained soldier who had climbed the ranks of the military police, was one of several commanders who joined the rebellion.
He headed one of the rebel factions and demanded that his troops be reinstated into the army.
After the peacekeepers arrived and an uneasy peace returned to East Timor, several of the rebel leaders abandoned their fight.
Reinado was briefly one of them - he even took part in a ceremony to hand over weapons to international troops and pledged loyalty to then President Xanana Gusmao.
But he was then arrested for possession of illegal firearms and detained in a Dili jail. More charges followed, including eight counts of attempted murder linked to the wave of street violence.
A month later, he was one of more than 50 prisoners to escape from the jail. He and a group of followers - the numbers are still unknown - fled to the mountains, rejecting calls to surrender.
Reinado said that he would only turn himself in if certain conditions were met, including the departure of foreign troops from East Timor. He said that he would rather die than be forced to surrender.
Dialogue process
His presence in the mountains - and popular support for him in some areas - was an ongoing worry for East Timor's leaders as they worked to get the desperately poor nation back on track.
In March 2007, after Reinado and his men raided a police post and stole weapons, Mr Gusmao ordered Australian-led troops to track them down.
Troops found the group in the town of Same, 50 km (30 miles) south of Dili. Five members of the rebel force were killed in the ensuing clash, but Reinado escaped.
There were, however, intermittent signals that the rebel leader was prepared to negotiate.
He met the army chief in December 2006 and later Mr Ramos-Horta, only a few months after he became president, in August 2007 as part of a Swiss-mediated dialogue process.
By then Mr Ramos-Horta had ordered troops to stop pursuing Reinado, but he wanted the rebel leader to give up his arms. A task force was formed to co-ordinate the dialogue.
The renegade soldier continued to hold out, however, telling people in November 2007 that he would take his troops to the capital, Dili, if they were not reinstated into the army.
"The situation and stability of this country will be worse than last year's crisis," he promised the crowd at the rally in his stronghold of Gleno.
Murder trial
The attack on Mr Ramos-Horta - and its timing - leaves many questions unanswered.
After all, Reinado's argument was primarily with former Prime Minister Mari Alkatiri and his Fretilin party - neither of which are in power any more.
The rebel leader had also spoken positively of Mr Gusmao in the past - yet he was fired on by gunmen in an apparently synchronised attack shortly after Mr Ramos-Horta was shot.
One possible answer is a clash last week.
Reinado-led rebels fired warning shots near Australian troops inspecting roads for storm damage. Perhaps the rebels feared imminent arrest.
Another potential factor which could have caused Reinado to act is his trial, which was due to start in early March.
The only certainty is that today's events will deepen concerns about the stability of the fledgling nation of East Timor.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/7238677.stm

Anónimo disse...

Coitadinho, o homem como sendo cego nos truques politicos cedeu-se as lisonjarias dos derrotados na corrida democratica. Nao soube bem do perigo que estava a espreitar quando aceitou as ofertas. Tendo liquidado os 2 lideres com Chefe do Parlamento ausente constituiria um vazio a ser bem aproveitado, e de certeza para Reinaldo o Comandante em Chefe das Forcas Armadas. Morreu coitado por ser ingnorante na politica

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.