Voltamos dia 26 de Maio.
Don't go away. We will be back soon... with a new cartoon!!!
Quarta-feira, Maio 21, 2008
INTERVALO
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Malai Azul
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Rogério Lobato pode pedir liberdade condicional
Díli, 21 Mai (Lusa) - O ex-ministro do Interior, Rogério Lobato, está habilitado a pedir a liberdade condicional, após a publicação em Jornal da República do decreto de indulto presidencial.
Rogério Lobato, a cumprir uma pena de sete anos e meio de prisão, é um dos nomes incluídos na lista publicada em Jornal da República, do decreto presidencial 53/2008, de 19 de Maio, que hoje deu entrada no Tribunal Distrital de Díli.
O indulto presidencial, com cinco listas diferentes para outras tantas situações de cumprimento de pena, inclui Rogério Lobato entre os presos a quem é concedido o indulto parcial de metade da pena.
O ex-ministro do Interior ficou inicialmente em prisão domiciliária em 26 de Junho de 2006.
Ministro entre 2002 e 2006, Rogério Lobato foi condenado em 2007 a sete anos e meio de prisão por homicídio, na sequência de um processo sobre os acontecimentos relacionados com a crise política e militar de Maio e Agosto de 2006.
Lobato foi julgado sob a acusação de 18 crimes de homicídio, 11 de homicídio na forma tentada e um crime de peculato.
Foi absolvido do crime de peculato, de 14 crimes de homicídio e dos 11 crimes de homicídio na forma tentada, mas foi condenado como autor indirecto de quatro crimes de homicídio, tendo o tribunal dado como provado que entregou armas a civis "para eliminar peticionários e líderes da oposição" em Abril e Maio de 2006.
Conduzido à cadeia de Becora, em Díli, a 10 de Maio de 2007, depois de o Tribunal de Recurso ter confirmado a pena, Rogério Lobato foi autorizado, em Agosto do ano passado, a sair da prisão e ausentar-se do país para ser submetido a um tratamento médico na Malásia, onde se encontra desde então.
PRM
Lusa/fim
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Timor Leste - O Dossiê Secreto 1973-1975
A versão reduzida do meu 1º livro sobre timor está de novo disponível em linha gratuitamente.
Timor Leste - O Dossiê Secreto 1973-1975
Chrys CHRYSTELLO
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Rogério Lobato teve "bom comportamento" na prisão
Díli, 21 Mai (Lusa) - O ex-ministro do Interior Rogério Lobato teve “bom comportamento” na prisão de Becora, afirmou hoje a ministra da Justiça, Lúcia Lobato, à agência Lusa em Díli, Timor-Leste.
“Falei com a minha directora (dos Serviços Prisionais) quando vi o ficheiro do Rogério (Lobato). Perguntei: mas porque põem aqui o bom comportamento? Vocês não sabem, (porque) ele está lá na Malásia”, contou a ministra da Justiça sobre a sua reacção perante as informações sobre Rogério Lobato.
A resposta dos Serviços Prisionais foi que o ex-ministro do Interior teve “bom comportamento” como preso no Estabelecimento de Becora, Díli, e o registo no seu ficheiro não pode ser apagado.
“Essa é a informação dos guardas que tomaram conta dele. Nós não podemos mudar o parecer dos guardas prisionais”, responderam os Serviços Prisionais a Lúcia Lobato, ainda segundo o relato feito hoje à Lusa pela ministra da Justiça.
“Os guardas deram informações e o Governo passou essas informações ao Presidente da República”, acrescentou Lúcia Lobato, sobre o caso do ex-ministro do Interior e de todos os restantes presos abrangidos pelo indulto presidencial.
“É um bocadinho complicado porque se trata de um assunto que toda a gente quer saber. Algumas vezes as pessoas não compreendem que estamos a cumprir a lei, com uma decisão do tribunal”, declarou Lúcia Lobato à Lusa.
“Agora depende do Presidente. Se ele tem a sua própria opinião, é competência exclusiva dele”, concluiu a ministra da Justiça, que hoje acompanhou José Ramos Horta numa visita à prisão de Becora.
Além de Lúcia Lobato, José Ramos Horta fez-se acompanhar pelo primeiro chefe de Estado timorense, Francisco Xavier do Amaral, fundador e presidente da Associação Social Democrática Timorense (ASDT).
José Ramos Horta recebeu do ministério da Justiça recomendações sobre os presos em condições de serem abrangidos pelo indulto, anunciado pelo chefe de Estado no âmbito do Dia da Independência.
“Eu sigo as informações vindas do sistema prisional, do ministério da Justiça, no tocante a cada preso que poderia beneficiar de redução de pena”, explicou o Presidente à Lusa no interior da prisão de Becora.
“Nalguns casos, a redução leva à sua imediata libertação, (n)outros à libertação sob liberdade condicional durante alguns anos”, acrescentou o Presidente da República.
“O caso do Rogério Lobato está incluído nos indultos. Exactamente em que é que o indulto que eu dou resulta para ele, sinceramente não sei. Não fiz as contagens. O sistema decidirá”, declarou José Ramos Horta.
O chefe de Estado considera “provável” que para o cálculo de cumprimento de pena conte os quase dez meses que Rogério Lobato já passou em Kuala Lumpur, na Malásia, por razões de saúde.
Lúcia Lobato explicou à Lusa que o Governo enviou à Presidência da República duas listas diferentes.
Uma, de dezassete reclusos que já cumpriram metade da pena e podem beneficiar de liberdade condicional.
Outra, de 83 nomes, incluindo Rogério Lobato, para os quais é recomendada uma redução de três meses.
Na primeira lista, “a recomendação da remissão da pena é variável, de seis meses a um ano. Nos casos de violação sexual e violência doméstica, o Governo apenas recomendou dois meses. São dois tipos de crimes muito complicados em Timor-Leste”, afirmou a ministra da Justiça.
A visita à prisão de Becora serviu para o Presidente da República verificar o andamento das obras de recuperação do estabelecimento, um projecto acelerado pela queda de vinte metros de um dos muros exteriores.
“É melhor do que as prisões em Portugal”, comentou José Ramos Horta dentro de um dos blocos de celas recuperados.
O chefe de Estado agradeceu aos três guardas prisionais portugueses que estão em Timor-Leste para dar formação e reorganizar os serviços, no âmbito da cooperação na área judicial.
A população prisional em Timor-Leste é de 197 detidos, catorze dos quais em Gleno (a sudoeste de Díli) e 183 em Becora.
O colectivo do Tribunal de Recurso confirmou a condenação de Rogério Lobato num processo aberto por recomendação da Comissão Especial Independente de Inquérito aos eventos de Abril e Maio de 2006, que culminaram em confrontos armados e na queda do Governo dirigido por Mari Alkatiri.
O ex-ministro do Interior foi absolvido do crime de peculato, de 14 crimes de homicídio e dos 11 crimes de homicídio na forma tentada, sendo condenado como autor indirecto de quatro crimes de homicídio.
Rogério Lobato foi colocado em prisão domiciliária em Junho de 2006, entrou na prisão de Becora em Maio de 2007 e abandonou o país para tratamento na Malásia em Agosto do mesmo ano.
PRM
Lusa/fim
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Malai Azul
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20:09
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UNMIT Daily Media Review - 21 May 2008
UNMIT
(International news reports and extracts from national media. UNMIT does not vouch for the accuracy of these reports)
Ramos-Horta: 20 May, National Day of Forgiveness – Timor Post
In his speech on 20 May, President José Ramos-Horta said that the country's national day was a day of forgiveness and clemency when people could forego vengeance and concentrate on the nation’s development.
“I encourage all the political leaders to work hand in hand to open the ways to the development of the nation. We have to forgive each other as it is easy to fall into vengeance,” said PR Ramos-Horta on Tuesday (20/5).
Afraid if ASDT runs away: AMP try to respond Xavier’s demands – Timor Post
The Government of AMP is trying to fulfill the demands of ASDT President Francisco Xavier do Amaral in order to win back ASDT’s sympathy and its participation in the AMP coalition.
AMP President and the president of the National Parliament Fernando Lasama said that the AMP Government is trying to carry out its programme, not only as demanded by ASDT’s president, but also for the national interest.
“We will follow whoever need us to solve the nation’s problem to the end, not stop midway,” said Mr. Lasama.
ASDT President Xavier do Amaral said that for his part, he will always encourage the Government to improve itself in order to pay more attention to the nation’s problems.
Ed: after Rogerio, who will be next to be pardoned? – Timor Post
The President of the country Dr. José Ramos-Horta has said that the pardon he gave to 80 prisoners, including the former Minister of Interior Rogerio Lobato, will be realized based on the constitution and the Government’s recommendations.
There is no citizen who could change the decision of the president, as he has the legal power to grant pardons.
Let the President use his [legal] authority, even though many people are concerned and do not agree with his decision about the Rogerio case.
We have a big question: Which big criminal will follow Rogerio to receive a pardon? There are still many well known people from the 2006 crisis and the attacks of February 11.
On the surface everyone is talking about who has the legal authority in such matters. But behind the scenes we all know that it is politics which is motivating the quick decision making.
We should avoid this attitude, if not then Timor-Leste will always lose confidence in its law. We wait …
Xanana to implement promises to the people – Timor Post
This year the AMP Government is going to realize its promises to the people as stated during the political campaign last year.
PM Xanana Gusmão said that the Government has an enormous responsibility to do this by creating more fields of jobs and employment for the youth.
“I thank the young people who demonstrate a good attitude. There was no violence during a big concert in Dili. This shows to the world that we need to move forward and create peace and stability in our country,” said PM Gusmão on Tuesday (20/5) on the 6th anniversary of Timor-Leste independence day in the Government Palace, Dili.
PM Gusmão said that the Government has signed an accord with the Korean Government to send 500 workers to Korea. Furthermore, he said that the Government will also send 1,000 people to Philippines for capacity building prior to going overseas for work.
Xanana Gusmão: national unity needed for development – Diario Nacional
Prime Minister Gusmão said that national unity is needed for the nation’s development, as the objective of national unity is to improve people's lives and bring them together.
Vice Prime Minister José Luis Guterres said that PM Xanana was the resistance leader who is starting to strengthen national unity.
“That’s why today the Timorese people celebrate the Independence Day as many people contributed to the national liberation,” said Mr. Guterres on Tuesday (20/5) on the 6th anniversary of Timor-Leste Independence Day in the Government Palace, Dili.
Mari Alkatiri: Fretilin-ASDT defend self determination – Diario Nacional
On the speech of 34th anniversary of the founding of ASDT/Fretilin held in the Central Committee of Fretilin in Comoro, Dili on Tuesday (20/5), Fretilin Secretary-General Mari Alkatiri said that his party and ASDT are the only ones defending the nation's self determination.
From now on, he said, Fretilin will work hard to improve the party’s structure.
“Today we are gathering her to celebrate the 34th anniversary of ASDT-Fretilin’s life. Glance back at our history to see how we reached today.
We pay homage to our founders and remember our history. We are preparing for early elections. Fretilin with his coalition partner ASDT will step forward for early elections and we will win the elections. We demand early elections for the legislature not presidency,” said Mr. Alkatiri.
The anniversary's ceremony was attended by SRSG Atul Khare and his deputy, the diplomatic corps, members of neighbouring governments such as Indonesia, Brazil, Portugal, the Executive Secretary of CPLP and Fretilin sympathizers.
AMP Government holds a meeting with MCC – Suara Timor Lorosa’e
After the former government failed to get assistance from the Millennium Challenge Corporation (MCC), the current government led by the Prime Minister Xanana Gusmão held a meeting with MCC where they discussed aid from MCC to Timor Leste in 2009.
Minister of Finance Emilia Pires said that the meeting between a representative from America who is responsible for the MCC project was attended by the Vice President himself, in order to discuss ways to work together better to benefit Timor Leste.
Past the two years, Fretilin held meetings with MCC but support was not forthcoming because MCC observed that the Fretilin Government did not have a good dialogue process with the civil society and others. Now the new government has created a better relationship with MCC which should help the process.
MCC has not discussed what projects they will invest in. The AMP government only consulted with civil society groups and all other partners to identify the key areas for investment.
“There should be a feasibility study carried out by the AMP government to create a base on which to make a decision about possible areas of investment for MCC,” said Minister of Finance Emilia Pires to the journalists on Monday (19/15).
Horta: Rogerio Lobato positively receives pardon – Suara Timor Lorosa’e
It has been a confirmed that Rogerio Lobato will receive a pardon along with others from President Jose Ramos-Horta.
The list includes former Minister of Interior Rogerio Lobato who was sentenced by the court of his involvement in providing weapons to civilians in 2006.
“I will still assess the recommendation that has already been made by my advisors and the director of the prisons on the number of prisoners who will receive pardons. But the pardon itself commute 100 percent of the sentence,” President Jose Ramos Horta told journalists after attending a mass ceremony held on Monday 19/5 at Dili’s Cathedral church.
Regarding how many years the Rogerio Lobato will have to serve in prison, Ramos Horta said, “To give pardon is my decision as president and the authority to do so is contained in the constitution. I cannot make people happy 100 percent of the time,” said Horta.
UNMIT MEDIA MONITORING
www.unmit.org
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Malai Azul
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TIMOR-LESTE: Rice price hike leads to government subsidies
Irin, 20 May
DILI, 20 May 2008 (IRIN) - It is 8am and Star King in Dili, Timor-Leste's capital, is about to open. For most of the year, Star King, a dimly lit warehouse that sells tinned milk, noodles and cooking oil, is a store among a dozen just like it. But today police have been called to help manage the 100 or so anxious people waiting outside.
After weeks of rising global food prices, the government has agreed to subsidies rice and Star King is only one of about eight stores in Dili where rice is cheap enough for the average family - though the discounted supply does not last long.
Rice is the primary staple food for the population of about one million. According to the Ministry of Agriculture, Timorese eat 83,000 metric tonnes of rice annually but only 40,000 MT is locally produced; the rest is imported from Indonesia, Thailand or Vietnam.
A 35kg bag of imported rice should cost about US$16, in line with local produce. However, over the past six months, the price of rice globally has risen from 40 US cents/kg to $1.20-$1.30/kg, pushing the cost of imported rice well beyond the means of most families, who subsist on only a few dollars a day.
The UN Mission in Timor (UNMIT) has blamed rising costs on environmental disasters, greater population demands, increasing fuel prices and a shortage of reserves. A rice crisis hit Timor last year and then as now, the government responded with subsidized rice. A 35kg bag of subsidized rice is $17.
Epifánio Faculto, the Timor-Leste director of domestic trade under the Ministry of Tourism, Commerce and Industry, told IRIN the plan had been well received: "The people are happy with the price, but we still have some complaints about the [insufficient] stock."
Indeed, every morning there is a queue outside Star King. Lay Siu Kiat, the owner, said he sells 25 tonnes of subsidized rice - his entire daily ration - in about two hours.
Limited discount stocks
Isabelle Soares, 57, came from Aileu District, three hours away, to Dili for subsidized rice. She said her bus did not leave until 8am and by the time she got to Star King the subsidized rice was gone.
Soares, a mother of six, ended up buying a $25 bag, which she said would have cost her $35 in Aileu; a bottle of cooking oil and some instant noodles. She had traveled six hours to and from Aileu to save $10.
"The government doesn't help us," she told IRIN. "I have to come to Dili just to buy rice and then take it back to Aileu."
Faculto acknowledged the subsidized rice had been slow to reach the districts, but he said 1,360kg of rice would be delivered to all 13 districts by the third week of May.
UNMIT has praised the government's efforts at providing discount food. UN acting special representative for the Secretary-General Finn Reske-Nielsen said, "[T]here is no cause for alarm as the situation we are seeing elsewhere is not the situation we are seeing in Timor-Leste."
Beyond the short term, the UN Food and Agriculture Organization (FAO) in Timor is encouraging farmers to take advantage of the extended rainy season and plant additional rice and maize, the second staple crop.
Push for maize
"We will make good seed, planting material and fertilizer available for roughly 30,000 families," said Chana Opaskornkul, FAO's country director in Timor-Leste. "We think by these measures we will encourage people to plant a second crop and we will increase the food production by around 30,000MT in the country."
Compared with the rest of Asia, Timor-Leste has a robust maize yield. Because of the mountainous terrain and low rainfall, maize can be grown more easily than rice in many areas, but many Timorese prefer to eat rice and rely on maize when rice is not available.
Reske-Nielsen said the rice crisis could be an opportunity to change eating habits, which could spur better nutrition and give economic advantage to maize farmers.
"If handled correctly this could, in fact, have a positive impact on poverty alleviation in the rural areas, including on nutritional standards in the country," UNMIT's acting chief said.
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Malai Azul
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Condecorações em todos os distritos assinalam dia da independência
Díli, 20 Mai (Lusa) - Treze cerimónias de condecoração em todos os distritos de Timor-Leste assinalaram hoje a restauração da independência, com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, a dirigir a homenagem no distrito de Díli.
O chefe do Governo, ex-comandante da guerrilha timorense, presidiu em Díli à condecoração de 127 heróis da luta pela independência, dos quais cinco a título póstumo, com a Ordem Nicolau Lobato.
A Ordem Nicolau Lobato destina-se a distinguir "honrosos serviços prestados à Nação".
As treze cerimónias integraram-se nas comemorações do sexto aniversário da restauração da independência, iniciadas de manhã com o hastear da bandeira de Timor-Leste em frente ao Palácio do Governo, em Díli, e com um discurso do Presidente da República, José Ramos-Horta.
As cerimónias de condecoração, com a homenagem de 1.513 cidadãos registados na Base de Dados dos Combatentes da Libertação Nacional, continuam o processo de reconhecimento dos heróis e mártires timorenses, iniciado a 28 de Novembro de 2006.
Desde 28 de Novembro de 2006, em 24 cerimónias públicas solenes, foram condecorados, por Decreto Presidencial, em sete das oito ordens honoríficas timorenses, 13.889 cidadãos que participaram na resistência contra a ocupação estrangeira.
Desses, 11.688 (84 por cento) morreram na luta pela independência timorense.
PRM
Lusa/fim
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Rogério Lobato incluído no indulto do PR
Díli, 20 Mai (Lusa) - O ex-ministro do Interior Rogério Lobato está na lista de presos com indulto presidencial, afirmou hoje o chefe de Estado timorense, José Ramos-Horta, após o seu discurso do dia da restauração da independência.
"Recebi uma lista que me foi submetida pelo sistema prisional com nomes dos que estão em condições de beneficiar do indulto e decidi reduções de penas", afirmou o Presidente da República aos jornalistas.
"Alguns desses presos ficarão livres" depois de aplicada a redução da pena, acrescentou o chefe de Estado.
"Não sei quantos (ficarão em liberdade). Não fiz a matemática. Isso, o sistema prisional faz com base no meu decreto", explicou José Ramos-Horta.
A lista dos beneficiários do indulto ainda não é conhecida.
Fontes judiciais contactadas pela Lusa em Díli admitem que é "muito provável" que Rogério Lobato fique em liberdade, uma vez que cumpriu há poucos dias um quarto da pena.
O ex-ministro do Interior foi condenado a sete anos e meio de prisão. O tempo de cumprimento de pena é contado desde a data em que ficou em prisão preventiva, 26 de Junho de 2006.
Para a contagem deverá contar, também, o tempo que Rogério Lobato esteve na Malásia, por motivos de saúde, desde que saiu de Díli para Kuala Lumpur a 09 de Agosto de 2007.
"Falta saber como se vai avaliar o bom comportamento de um preso que apenas esteve cerca de um mês na prisão", referiu hoje à Lusa uma fonte ligada ao processo, sublinhando que Rogério Lobato esteve primeiro na sua residência e depois várias semanas hospitalizado em Díli antes de lhe ser permitido deixar o país por motivos de saúde.
O ex-ministro do Interior foi conduzido à prisão de Becora a 10 de Maio de 2007, depois de o Tribunal de Recurso ter confirmado a pena de sete anos e meio de prisão por homicídio que tinha sido proferida pelo Tribunal Distrital de Díli.
"Não sei se o tribunal decide se conta o tempo na Malásia ou não. Se não contar, Rogério Lobato ainda tem mais um ano de prisão" a cumprir, afirmou hoje o Presidente da República.
Para a concretização do indulto, o decreto presidencial tem que ser publicado no Jornal da República, após o que o juiz do processo formaliza a redução de pena.
José Ramos-Horta anunciara um perdão presidencial no seu discurso ao Parlamento após o regresso da Austrália, em Abril, singularizando o caso de Rogério Lobato por se tratar do fundador das Falintil e por toda a sua família mais próxima ter sido morta nos primeiros anos da ocupação e na crise de 2006.
O perdão anunciado para o ex-ministro do Interior foi debatido e criticado em Díli, no Parlamento e na imprensa, além de ser objecto de análise de assessores jurídicos na Presidência, no Governo e na Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), afirmaram à Lusa diferentes fontes envolvidas.
O Governo do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, fez finalmente chegar a José Ramos-Horta uma lista de nomes passíveis de redução de pena, esclarecendo que um perdão do tipo anunciado pelo Presidente era da competência do Parlamento.
"Uma amnistia é um assunto político (…) que só o Parlamento pode atribuir (…) e o Presidente só pode reduzir ou comutar penas, mais nada", afirmou a ministra da Justiça, Lúcia Lobato, citada hoje nos jornais do grupo australiano Fairfax.
"A Constituição dá poderes ao Presidente para indultar um prisioneiro e hoje é a terceira vez que indulto presos, seguindo os critérios do sistema prisional", esclareceu hoje José Ramos-Horta.
O colectivo do Tribunal de Recurso confirmou a condenação de Rogério Lobato num processo aberto por recomendação da Comissão Especial Independente de Inquérito aos eventos de Abril e Maio de 2006, que culminaram em confrontos armados e na queda do Governo dirigido por Mari Alkatiri.
Rogério Lobato, ministro do Interior no I Governo Constitucional (de 2002 a 2006), foi julgado sob a acusação de 18 crimes de homicídio, 11 de homicídio na forma tentada e um crime de peculato.
O ex-ministro do Interior foi absolvido do crime de peculato, de 14 crimes de homicídio e dos 11 crimes de homicídio na forma tentada, sendo condenado como autor indirecto de quatro crimes de homicídio.
PRM.
Lusa/fim
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Launch of the Timor-Leste Online Procurement Database
Public Announcement.
To commemorate Restoration of Independence Day Peace Dividend Trust announces the launch of the <http://www.buildingmarkets.org/>Timor-Leste Online Procurement Database.
As of 20 May 2008 the database has approximately 948 business profiles online, and is growing every week.
Using this database at website <http://www.buildingmarkets.org/>www.buildingmarkets.org you can:
* Quickly source goods and services locally throughout[1] Timor-Leste.* Organize catering for an event in a District, whilst sitting in Dili.* Buy farming tools in manufactured in rural areas.* Obtain a wider range of products, services, quotes, and/or knowledge about the domestic private sector.* Access the private sector in the most distant reaches of Timor-Leste.* Find real estate agents, gravel dealers, VSAT suppliers, bed and breakfasts in the districts, and even veterinarian services.
In cooperation with
Ministry of Tourism, Commerce and Industry, Democratic Republic of Timor-LesteMinistério do Turismo, Comércio e Indústria, República Democrática de Timor-Leste
Funded by
AusAID
And supported by
Merpati
The database is under constant review. To post your profile on the database or to report errors please contact Peace Dividend Trust via <mailto:timordatabase@peacedividendtrust.org>timordatabase@peacedividendtrust.org and +670 332 2825.
To learn about buying locally see <http://www.buylocaltimorleste.blogspot.com/>www.buylocaltimorleste.blogspot.com.
[1] Currently Lautem, Viqueque, Baucau, Dili, and Manatuto have been surveyed. Remaining districts will be completed by August 2008. The database will then undergo regular validation.
Anuncio ba Publico
Atu comemora loron Restaurasaun Independencia, Peace Dividend Trust anuncia lancamento <http://www.buildingmarkets.org/>base dadus (database) procuramento on line.
To iha loron 20 de Maio de 2008 kontiudu base dadus mais u menus sei kobre 948 profile negocios online, no numeru ne’e sei aumenta ba beibeik semana-semana.
Ho usa basedadus iha website ida ne’e <http://www.buildingmarkets.org/>www.buildingmarkets.org ita bot bele:
* Bele iha acesu lalais liu ba informasaun kona ba sasan ho servisu rai laran iha Timor laran tomak. Quickly source goods and services locally throughout[1] Timor-Leste.* Organize servisu catering ba evento iha Distrito, husi Dili.* Hola equipamento agricultura nian nebe halo iha area rural.* Bele hetan produtos o’oin, services, quotasaun, no/ka matenek kona ba sector privadu domestico..* Acesu ba sector privadu iha fatin dok liu iha Timor Leste.* Descobre agencies buka realstate/ka aluger propriedade uma ka rai, fornecedores ba “kerikil” ba konstrusaun, servisu telekomunikasaun VSAT, kama no matabisu iha distritu no mos servisu veterinario.
Iha kooperasaun ho
Ministry of Tourism, Commerce and Industry, Democratic Republic of Timor-LesteMinistério do Turismo, Comércio e Indústria, República Democrática de Timor-Leste
Ho fundus husi:
AusAID
Ho ajuda husi
Merpati
[1] Distritu sira nebe survey tiha ona maka Lautem, Viqueque, Baucau, Dili, no Manatuto. Distritu sira seluk sei kompleta iha fulan Augusto 2008. Basedadus ne’e sei hetan validasaun regular iha tempo ba tempo.
Peace Dividend TrustEstrada da Balide, PO Box 368 Balide Dili, Timor-Leste+670 332 2823<http://www.peacedividendtrust.org/>www.peacedividendtrust.org
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6:56
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MENSAGEM À NAÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Presidência da República
MENSAGEM À NAÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
DR. JOSÉ RAMOS-HORTA
POR OCASIÃO DO 6º ANIVERSÁRIO
DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA
20 DE MAIO DE 2008
Exmo. Senhor Presidente do Parlamento Nacional
Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Exmo. Senhor Presidente do Tribunal de Recurso
Exmo. Senhor ex-Presidente da República Democrática de Timor-Leste, Francisco Xavier do Amaral,
Exmo. Senhor ex-Presidente do Parlamento Nacional Francisco Guterres Lu’Olo
Exmo. Senhor ex-Primeiro-Ministro Dr. Mari Alkatiri
Exmo. Senhor ex-Primeiro-Ministro Eng. Estanislau da Silva
Exmo. Senhor Procurador-Geral da República
Exmo. Senhor Chefe do Estado-Maior-General das F-FDTL
Exmo. Senhor Comandante-Geral da PNTL a.i.
Exmas. Senhoras e Senhores Deputados
Exmas. Senhoras e Senhores Membros do Governo
Exmos. Membros de Autoridades Civis e Religiosas
Exmo. Senhor Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, Dr. Atul Khare
Exmos. Membros do Corpo Diplomático e Consular,
Exma. Senhora Ministra da Defesa Nacional de Cabo Verde, Dra. Maria Cristina Fontes Lima
Exmo. Senhor Ministro da Defesa Nacional da Guiné-Bissau, Senhor Marciano Silva Barbeiro
Exmo. Senhor Vice-Ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Senhor Agostinho Mondlane
Exmo. Senhor Secretário da Aviação Civil do Ministério da Defesa do Brasil, Tenente Brigadeiro do Ar Jorge Godinho Barreto Nery
Exmo. Senhor Director-Geral de Políticas de Defesa Nacional de Portugal, Dr. Paulo Viseu Pinheiro
Exmo. Senhor Secretário Executivo da CPLP, Embaixador Luís Fonseca
Exmas. Senhoras e Senhores Convidados,
Povo de Timor-Leste,
Excelências,
Celebramos hoje a data do sexto aniversário da restauração da nossa independência que traduz um marco fundamental na afirmação e busca da paz e do bem-estar para todos os timorenses.
Os 24 anos de árdua luta de libertação nacional, após a declaração da nossa independência em 1975, culminam com a restauração da nossa independência que sabiamente conquistámos.
Todos nós devemos esta honra aos nossos heróicos irmãos e irmãs que com espírito de muito sacrifício e patriotismo souberam pautar-se para a dignificação e edificação da nossa soberania.
Neste momento de celebração, devemos homenagear os obreiros da nossa luta que, voluntária e incondicionalmente, deram as suas vidas para hoje sermos homens e mulheres livres usufruindo da merecida soberania conquistada com o martírio e a vida de muitos milhares de timorenses.
Os seus nomes foram, são e serão referências da nossa História e memória viva da nossa existência, pois é graça ao amor deles por Timor-Leste e o desejo de mudar a situação do nosso país que nos encontramos aqui presentes para celebrar a nossa liberdade.
Hoje quero homenagear esses grandes filhos da nossa pátria amada, nomeadamente o Presidente Nicolau Lobato, António Carvarino “Mau Lear”, Vicente Reis “Sahe”, Hélio Pina “Mau Kruma”, Juvenal Inácio “Sera Key”, Guido Valadares, Hamis Bassarewan, Mau Laka, Eduardo dos Anjos, Fernando Carmo, Domingos Ribeiro, David Alex, Isabel Lobato, Guido Soares, Hermenegildo Alves, Rosa Muki Bonaparte, Maria Tapo, Soimali Boavida, Nino Koni Santana, Kilik Uaigai, Mau Hodu Ran-Kdalak, Nuno Horta, meu irmão, Saba Lae, o poeta Francisco Borja da Costa, Afonso Redentor de Araújo, o comandante Aquiles, para citar que alguns nomes, bem como a todos os outros irmãos e irmãs que tombaram pelo dia de hoje, eternamente vos seremos reconhecidos pelo exemplo de coragem e determinação que nos souberam legar.
Também quero, em nome de todos nós, louvar o mesmo sacrifício e coragem dos nossos irmãos e irmãs que durante esses 24 anos permaneceram nas montanhas, muitos deles aqui presentes, como o Gen. Taur Matan Ruak e os oficiais do seu Estado-Maior que combateram durante 24 anos – graças aos quais somos hoje um país livre e independente – e, em especial, ao “Maun Bo’ot”, Xanana Gusmão, pela forma distinta e singular como soube liderar a nossa luta, após a queda das bases de apoio quando mais de 90% dos membros do Comité Central foram mortos em 1978/79.
Xanana e Ma Huno, únicos sobreviventes do Comité Central na época, percorreram o país de lés-a-lés, com o objectivo de reorganizar a resistência. Eleito líder, é nomeado Comissário Político Nacional e, com o apoio de Ma Huno e Mau Hodu, lidera uma resistência difícil, mas sabiamente a faz crescer de ano a ano, com o importante apoio da Igreja Católica.
Em Novembro de 1992, Xanana é capturado, julgado e preso em Cipinang. Mesmo a partir da sua cela, continua a orientar as três frentes da nossa resistência, ou seja, a frente armada, clandestina e diplomática.
Deste modo, Xanana Gusmão provou ser um líder incontestável da resistência de Timor-Leste. Esta sua herança é eterna e nos inspira no nosso dia-a-dia.
Também quero louvar a Igreja Católica pela sua contribuição durante o período da luta de libertação. O seu papel foi fundamental durante esse período difícil, através dos seus ensinamentos de solidariedade humana, dos valores éticos e morais. A Igreja Católica, à qual a identidade timorense está intimamente ligada, merecerá eternamente o nosso apreço e respeito.
Não posso deixar de agradecer à comunidade internacional pela forma como nos apoiaram durante esse período, especialmente os países de expressão de língua portuguesa.
Os países irmãos que hoje com Timor-Leste constituem a CPLP, situam-se entre os poucos países que desde a primeira hora batalharam connosco na trincheira diplomática pelo respeito ao nosso direito sagrado à livre auto-determinação.
Caros compatriotas,
Senhoras e senhores,
Duma análise retrospectiva sobre a caminhada que fizemos, o patamar onde hoje nos encontramos só nos deve orgulhar pelo percurso feito e pelos inúmeros obstáculos que, entretanto, conseguimos superar.
A quantidade dos desafios superados confere outro significado aos ganhos conseguidos, que devem fortalecer a auto-estima da nossa Nação, estimulando-a a encarar os desafios do futuro com confiança acrescida, lucidez e coragem.
É importante termos o sentido da vida e da história. Cada homem deve ter o sentido da vida e cada povo o sentido da história. Termos o sentido de que estamos a construir o futuro e de que só nós podemos construir esse futuro. Não podemos viver só o presente, temos de ser capazes de projectar o amanhã.
De 2002 até hoje muitos sucessos foram alcançados. Exemplo vivo desse sucesso é a reconhecida boa gestão macroeconómica e fiscal que permitiu minimizar a crise de 2006 em termos socio-económicos. Para tal, basta lembrarmo-nos de como o Governo, com o apoio generoso da comunidade internacional, conseguiu responder às necessidades imediatas de mais de 100 mil deslocados durante esse período.
Ainda na minha qualidade de 1º Ministro, tive noção clara do funcionamento das instituições e da necessidade de as reformar. Mas, também tive a consciência de que a reforma deve ser feita dentro do processo da evolução permanente e contínua de modo a não provocar quebras e desmantelamentos.
Por outro lado, devemos reconhecer o sucesso da negociação sobre o petróleo que culminou com o Tratado do Mar de Timor e a criação do fundo de petróleo, instituição reconhecida internacionalmente como uma das melhores no mundo.
Neste momento, temos no Fundo do Petróleo quase 3 mil milhões de dólares americanos que podem ser utilizados pelo actual Governo, sem que para tal haja necessidade de alterar a lei em vigor, contanto que o Governo demonstre a sua capacidade em realizar uma boa gestão e execução orçamental, e apresente planos e programas convincentes às instituições competentes.
Neste sentido, repito a afirmação que fiz no Parlamento Nacional no mês passado, a saber: “a grande crise financeira e alimentar mundial que vivemos, associada à subida do preço dos combustíveis e dos alimentos de primeira necessidade, está a afectar milhões de pessoas em todo o Mundo e, em Timor-Leste, ameaçam agravar perigosamente os índices de pobreza, se nada for feito para mudar a situação.”
Esta constatação leva-me a formular a seguinte pergunta: “quais são as alternativas que um pequeno país como o nosso pode preconizar para minimizar o impacto desta crise, criar um ambiente favorável ao desenvolvimento económico e proteger os mais desfavorecidos?”
A nossa Constituição consagra a obrigação do Estado em garantir o direito à segurança social de todos os cidadãos. Esta obrigação, por si só, e caso necessário, permite o recurso ao fundo petrolífero de modo a criar as condições de segurança tão necessárias à criação de postos de trabalho como consequente meio de rendimento para os nossos concidadãos.
Timor-Leste ainda é um país que carece de estradas, infra-estruturas, acesso a tecnologias, investigação e investimento agrícola, um bom sistema de crédito e comercialização, entre outros.
O Governo deve continuar a intensificar os programas de apoio aos agricultores com fertilizantes e boas sementes, de modo a aumentar a nossa produção agrícola, contribuir para melhorar a dieta alimentar, fomentar a formação profissional e profissionalizante de que o país tanto carece.
Neste apelo que lanço à luta contra a pobreza, é importante a conjugação de esforços de todas as forças vivas da nação, desde as instituições do Estado, aos partidos políticos, a sociedade civil, a comunidade internacional, e as confissões religiosas, para que conjuntamente possamos encontrar e desenvolver um clima de paz e prosperidade de que todos nós deveremos beneficiar.
O combate à pobreza e o reforço da coesão nacional e social são duas faces do mesmo dever do Estado timorense – promover o desenvolvimento da nossa sociedade e consolidar as instituições.
Caros compatriotas,
Senhoras e Senhores,
Os eventos de 11 de Fevereiro são provas evidentes da fragilidade do nosso Estado. Não obstante esta constatação, quero louvar as F-FDTL e a PNTL pelos bons serviços prestados à Nação.
Ao General Taur Matan Ruak e, através dele, a todos os oficiais e efectivos das Forças de Defesa, uma palavra de parabéns do Comandante Supremo das Forças Armadas.
Para a PNTL, através do seu comandante-geral interino Afonso de Jesus, igualmente as minhas felicitações a todos os efectivos policiais.
Mais uma vez apelo às duas forças para que nunca mais haja desconfianças entre si e falsas divisões. As F-FDTL e a PNTL são forças nacionais, com o dever de defender a Pátria e todo o povo. Não devem cair na teia daqueles que as querem dividir para desestabilizarem a nossa nação.
Deixo também o meu reconhecimento ao Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Sua Excelência Sr. Atul Khare, e, através dele, o meu apreço aos efectivos da UNPOL, bem como a todas as agências que integram a organização que representa.
Ao Governo da Austrália e da Nova Zelândia registo, uma vez mais, os meus mais sinceros agradecimentos pela presença em Timor-Leste dos seus homens e mulheres, das Forças Armadas, cuja contribuição para a estabilidade do nosso país tem sido notável.
Do mesmo modo, agradeço também ao Governo da Malásia e de Portugal pela contribuição das suas forças policiais na reposição da ordem pública no nosso país, após a crise de 2006.
Além dos problemas relacionados directamente com a segurança, Timor-Leste tem à sua frente outros desafios importantes.
O mais urgente é a condição dos deslocados internos que o Governo está a resolver de forma muito positiva com o apoio da sociedade civil e Igreja.
Outro desafio importante é a questão dos peticionários que, neste momento também, está a ser resolvida pelo Governo com sucesso, embora as causas do problema ainda estejam por solucionar.
Dum olhar atento à situação da nossa juventude observamos a falta de medidas suplementares nas alocações orçamentais do Estado para este sector, desde o 1º Governo até ao 4º Governo Constitucional, para responder às necessidades e expectativas desta significativa componente da nossa sociedade.
A nossa juventude precisa de mais apoio do Governo nos sectores da educação, desporto, formação, cultura e trabalho. Devemos tudo isso aos jovens e é possível realizarmos esses objectivos.
Caros compatriotas,
Senhoras e senhores,
Timor-Leste é um pequeno e jovem Estado soberano hoje inserido na sociedade das nações. Por isso, as questões internas do país encontram-se intrinsecamente ligadas às questões internacionais. Enquanto jovem democracia, queremos distinguir-nos por uma cultura de tolerância e promover a unidade na diversidade, impulsionando uma verdadeira cultura democrática.
Neste contexto, temos vindo a ampliar e a consolidar relações de cooperação com vários países do mundo, com especial atenção ao contexto regional. A adesão à ASEAN é uma prioridade do nosso Estado, porque consideramos de vital importância pertencer a esta “família” e extrair as implícitas vantagens que dela derivam: segurança, estabilidade, desenvolvimento económico e cooperação regional.
Quero agradecer, em nome do Povo Timorense, a todos as mulheres e homens, civis e militares das Nações Unidas, que, desde Setembro de 1999 até então, têm estado a prestar um grande contributo ao processo de garantir a paz e a estabilidade no nosso país. A todos vós, dos mais variados e longínquos países, que serviram e servem a organização, durante todos estes anos, um abraço de muita amizade e de gratidão de todo o nosso humilde povo.
O nosso povo pobre e humilde, mas genuíno e intrinsecamente generoso, numa solidariedade manifestada, aliás, aquando do tsunami na região, vai de novo manifestar a sua generosidade para com o povo de Myanmar pelo trágico evento de que foram vítimas. O Governo, em nome do povo timorense, vai, ainda que modestamente, contribuir para ajudar os mais necessitados dessa catástrofe natural.
A China, onde brevemente se realizarão os Jogos Olímpicos, acaba também de ser vítima dum violento abalo sísmico que dizimou milhares de vidas. Em nome do Povo Timorense, bem como em meu nome pessoal, quero expressar as nossas condolências aos familiares das vítimas desta catástrofe e manifestar a solidariedade para com o Povo e Governo Chinês.
Por ocasião dos Jogos Olímpicos, Timor-Leste será representado pelos nossos atletas e, na qualidade de Chefe do Estado, estarei presente nesse grandioso evento.
É ainda importante relembrar que o desporto não só fortalece o corpo como também beneficia o espírito para uma óbvia paz e unidade nacional.
Neste sentido, o Estado deve atribuir maior atenção ao desporto e à cultura.
Caros compatriotas,
Senhoras e senhores,
Para concluir, quero relançar o desafio já formulado a todas as forças políticas para o diálogo e para o entendimento. Estou convicto de que é possível construirmos a paz à volta das prioridades mais importantes do país e cultivar o entendimento político para afastarmos de nós a pobreza.
Acreditarmos em nós mesmos, no melhor que cada um tem dentro de si próprio, é afinal o verdadeiro desafio. Amar o nosso país não é nenhum pecado; a afirmação da nossa identidade não é a negação da identidade de qualquer outra, é tão só a afirmação do direito de existir para se relacionar, em pé de igualdade, com os outros. É isso que justifica a existência do Estado de Timor-Leste.
Apesar dos retrocessos que têm condicionado o desenvolvimento sustentável do nosso país, considero que Timor-Leste tem todo o potencial para ser um Estado com sucesso e ser motivo de orgulho para todos nós, bem como para aqueles que nos apoiam e acreditam em nós.
Finalmente, para celebrar a Fé e renovar a Esperança nos Timorenses, declaro oficialmente hoje, o dia em que foi restaurada a nossa independência, dia 20 de Maio, como o Dia Nacional do Perdão e da Clemência entre os timorenses.
Saber perdoar é uma virtude que nós precisamos de cultivar no nosso coração, bem como sermos humildes e estarmos atentos aos sentimentos dos nossos irmãos.
Conto, com o mesmo espírito de sacrifício que orientou os fundadores da nossa merecida liberdade, com todas as minhas irmãs e irmãos, incluindo os que se encontram na diáspora, na reconstrução da Paz e do Desenvolvimento da nossa Pátria amada Timor-Leste.
Que o Senhor Todo-Poderoso e Todo Bondoso nos abençoe!
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Primeiro-Ministro Xanana diz aos peticionários envolvidos no caso de Fatuahi e no atentado 11 de Fevereiro que seria melhor optarem pela vida civil
JN Semanario - Primeiro-Ministro Xanana diz aos peticionários envolvidos no caso de Fatuahi e no atentado 11 de Fevereiro
O Primeiro-Ministro, Kay Rala Xanana Gusmão, pediu aos peticionários que estiveram envolvidos no caso de Fatuahi (23 de Maio de 2006) e no atentado de 11 de Fevereiro de 2008 para optarem por regressar à vida civil.
Xanana Gusmão referiu-se a esta questão na cerimónia de diálogo com os peticionários, segunda-feira (12/5) no Ginásio de Díli.
Afirmou que os envolvidos nestes casos seria melhor não regressarem à vida militar porque nesta os militares devem ser profissionais.
Xanana salientou que dos mais de 600 peticionários que preencheram formulários, 356 decidiram regressar à vida civil, enquanto 339 optaram por participar no recrutamento para as F-FDTL. Três membros não apresentaram as suas opções.
Após o recrutamento, os membros que eram sargentos voltarão aos seus postos como sargentos, os oficiais como oficiais e os soldados regressam como soldados.
«Não é bem uma formalidade, mas não pode ser uma formalidade, um membro deve participar no recrutamento. O que o Governo anterior não conseguiu fazer este Governo pode fazer. Desde o início, os peticionários não concordaram com as opções, fiquei arrependido quando todos vós não concordáveis mas quando alguns como representantes não concordavam arrependia-me ainda mais.
Como militar profissional deve-se saber o que é um profissional, alguns membros foram formar em Caicoli, toda a manhã, uma Força profissional não pode sair do quartel desesperadamente.
Como Chefe do Governo desejo resolver os vossos problemas, se hoje se quiserem ouvir uns aos outros. Os deslocados gritaram-me que enquanto o problema do Alfredo e dos peticionários não forem resolvidos não abandonarão os campos», Xanana explicou.
«Alguns peticionários chegaram a Caicoli e pediram-me autorização para saírem das Forças, eu respondi que não, mas no fim saíram». Digamos que anteriormente o Presidente da República fazia um serviço ilegal e legal porque o anterior Governo suspendeu a Lei Orgânica.
«No princípio ouvíamos comentários de que as F-FDTL eram de Xanana e a Polícia era do Rogério Lobato e alguns veteranos vieram pedir-me a confirmação disso a mim e eu respondi que não.
No questionário há perguntas como a de se desejam trabalhar no País ou no exterior, a questão não é levar-vos para fora do País mas procurarmos meios de dar atenção a esse assunto criando condições necessárias. Se não quiserem trabalhar no exterior muitos jovens o desejarão», disse Xanana.
Xanana explicou ainda que a Coreia assinou um acordo na sexta-feira, pois necessitará de 500 pessoas para trabalhar lá. Macau precisará de 100 pessoas para trabalhar lá, a Austrália precisará de trabalhadores com o modelo “rolling”.
«Não é uma maneira de expulsar-vos do País mas é uma maneira de criar mecanismos, se vocês não quiserem ir, muitos jovens o desejarão. Este é um esforço do Governo para vos criar campo de trabalho», salientou Xanana.
Caso pretendam trabalhar na Coreia, devem aprender a língua coreana, se desejam trabalhar em Macau devem também aprender a língua macaense e na Austrália devem aprender inglês.
Para quem não for trabalhar no exterior, receberá também atenção, mas segundo os dados, os membros que optaram pelo processo de recrutamento, um, dois ou três membros não sabem escrever. Neste caso digo francamente que estes membros não podem optar por este processo. Os que apenas acabaram o ensino primário também não serão necessários, seria melhor não perderem tempo. O Governo procurará outros meios para vos dar atenção.
JNSemanário.
Resultado dos questionários
339 peticionários optam por voltar às F-FDTL e 356 à vida civil
O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, pede aos peticionários que estiveram envolvidos no caso de Fatuahi, a 23 de Maio de 2006, e no atentado de 11 de Fevereiro de 2008, que seria melhor optarem por regressar à vida civil.
Xanana Gusmão referiu-se a esta questão no diálogo com os peticionários, segunda-feira (12/5), no Ginásio de Díli.
O PM Xanana afirmou que face aos 356 membros que decidiram regressar à vida civil, isso significa que um soldado, ao fazer o cálculo do seu salário ao fim de três anos, obterá 3,600.00 USD. A isso, o Governo adicionará 1,500.00 USD, pelo que um soldado irá obter, no final, 4,560.00 USD, um Cabo calculará o seu salário adicionando 1,500.00 USD, para obter 4,920.00, 1 Furriel, 5,006.00, um Segundo Sargento 5,208.00, um Primeiro Sargento 5,080.00, um Sargento Ajudante 5,982.00, um Alferes 6,252.00, um Tenente 6,296.00, um Capitão 6,874.00 e um Major 7,260.00 USD.
«O caso dos peticionários é um caso complexo que é necessário resolver mas antes disso fui insultado como “traidor”», disse Xanana, acrescentando que «devem ter consciência para com o Estado e este País, mas porque, como timorenses, falávamos suavemente uns aos outros, aconteceu o atentado de 11 de Fevereiro. Se não acontecesse o atentado, muitos de vós estaríeis lá fora». Portanto Xanana disse-lhes que os dados registados de 709 membros em Aitaraklaran são reconhecidos por todo o mundo.
Xanana disse ainda que o problema de 2006 e de 2008 não é igual porque este Governo não era o Governo que governava em 2006.
«Os problemas não foram anteriormente resolvidos porque nos encontros falávamos uma coisa e na prática acontecia outra, porque alguns líderes que representam o povo não são consistentes. Neste momento todos gritam pelos direitos mas esquecem-se das suas responsabilidades, uma instituição militar não é uma universidade, na qual, quando um estudante não tem dinheiro, deixa os estudos e regressa a eles quando tiver dinheiro. Dantes falámos dos 511.
Portanto venham todos mostrar-se como filhos do povo. Devem respeitar o Estado e não participar nos actos negativos contra o Estado. Os que saíram antes de 2006, 115 membros, estão também aqui. Eram faltosos que foram expulsos mas agora estão aqui», concluiu.
JNSemanário.
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Malai Azul
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Terça-feira, Maio 20, 2008
Dos leitores
Comentário na sua mensagem "PR não pode conceder perdões como o de Rogério Lob...":
Indulto
Acto próprio do Presidente da República, pelo qual outorga aos réus condenados por sentença transitada em julgado a extinção da pena, no todo em parte, ou a sua substituição por outra prevista na lei.
Amnistia
Causa objectiva de extinção de procedimento, da responsabilidade penal ou da execução da pena, caso já tenha havido condenação, determinada pela abolição da incriminação de certos factos passados.
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Malai Azul
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17:34
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A day to remember for Timor
Melbourne Herald Sun - May 20, 2008 12:00am
Xanana Gusmao
TODAY is Timor-Leste Independence Day - a day of great celebration for all Timorese.
It is the sixth anniversary of the restoration of our sovereignty and independence.
After 24 years of struggle against illegal occupation, and three years of United Nations governance, we finally achieved democratic self-government on May 20, 2002.
Today we remember the sacrifice of our brothers and sisters, sons and daughters, and celebrate the liberation for which they fought.
While we commemorate our liberation, it reminds us of the great responsibility we have to reconstruct our country and ensure lasting peace and prosperity.
The challenges confronting Timor-Leste are very serious ones - food shortages, poor education, inadequate sanitation, limited infrastructure and high unemployment.
More than 40 per cent of Timorese people live on less than 55 cents a day.
We are working hard to address these challenges but it is taking time. Nations are not built in a day and our country is only six years old.
After the 1999 vote for independence, our country was literally destroyed - people were killed and most of our infrastructure destroyed.
Building our country and democratic institutions from the ground up takes time and patience. We are proud that we are heading in the right direction with vision and conviction.
When I became Prime Minister of the new Government in August 2007, we inherited serious problems.
They stemmed from the political crisis of 2006, in which lives were lost, homes were destroyed and people suffered.
The crisis left more than 100,000 displaced people living in makeshift camps, a third of the army departing with grievances against the state, the police and the army fighting each other and a group of armed dissidents roaming the country.
We are tackling these issues. In less than a year, almost all the departing army personnel have returned to Dili and we are working on their reintegration into civilian or military life.
The police and army, who were once confrontational, are working successfully together.
The armed dissidents who attacked the President and me have surrendered peacefully.
People are leaving the camps and returning to their residences.
A key priority is to address poverty and free our people from subsistence agriculture and food shortages.
We are focusing on improving access to basic services such as water, sanitation, health, education and justice. And we are pursuing economic development to create jobs and prosperity, and building a society based on tolerance and human rights.
With our petroleum revenue, each year we are investing a modest but sustainable amount in health care, education and critical infrastructure.
We are also implementing reforms to improve public sector standards and minimise the risks of corruption.
In this task, we are fortunate to have the help of my good friend and former premier of Victoria, Steve Bracks, who is volunteering his time as my special adviser.
In 2006 we were plagued with civil unrest. Today we have achieved stability and are looking towards the future.
Symbolic of this future, last weekend tens of thousands of our youth gathered peacefully for a rock concert in Dili where they celebrated in a spirit of solidarity and optimism.
We are humble enough to acknowledge that we cannot achieve what we have to without our friends. One of our closest friends is Australia, a country with which we share a deep and special bond.
Only days after the assassination attempts on February 11, Prime Minister Rudd visited Dili and committed Australia to protecting our shared values of democracy and the rule of law.
We also have a special bond with the Australian people, with relationships at all levels, including between our schools, our churches, our hospitals and our community groups.
I am confident that together, and with our friends' help, the East Timorese will achieve true freedom through peace and prosperity.
Kay Rala Xanana Gusmao is the Prime Minister of East Timor
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Malai Azul
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17:19
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PR não pode conceder perdões como o de Rogério Lobato, diz ministra da Justiça
Díli, 19 Mai (Lusa) - O Governo timorense recordou ao Presidente da República, José Ramos--Horta, que não pode conceder perdões como o do ex-ministro do Interior Rogério Lobato, afirmou hoje a ministra da Justiça à imprensa australiana.
"Uma amnistia é um assunto político (…) que só o Parlamento pode atribuir (…) e o Presidente só pode reduzir ou comutar penas, mais nada", afirmou hoje a ministra Lúcia Lobato à jornalista australiana Jill Jolliffe.
As declarações da ministra da Justiça timorense são reproduzidas na edição de terça-feira dos jornais australianos do grupo Fairfax, The Age e The Sydney Morning Herald.
José Ramos-Horta anunciou a 23 de Abril, no seu discurso à nação após o regresso da Austrália, no Parlamento Nacional, que no dia 20 de Maio, dia da independência timorense, iria conceder um perdão a cerca de 80 presos que tiveram bom comportamento, incluindo a Rogério Lobato.
José Ramos-Horta recordou, no plenário e fora do discurso escrito, que Rogério Lobato perdeu toda a sua família mais próxima durante a ocupação indonésia e em 2006, além de recordar a sua contribuição para a independência timorense como fundador das Falintil.
Lúcia Lobato, citada pelos jornais australianos, afirmou hoje que o Governo enviou ao Presidente da República uma lista de presos que estariam apenas em condições de ter a sua pena reduzida em três meses por cada ano de sentença cumprida, por bom comportamento.
José Ramos-Horta participa nas cerimónias da restauração da independência, com o içar da bandeira e um discurso do chefe de Estado, às 09:00 locais de terça-feira (01:00 em Lisboa).
Ministro entre 2002 e 2006, Rogério Lobato foi condenado em 2007 a sete anos e meio de prisão por homicídio, na sequência de um processo sobre os acontecimentos relacionados com a crise política e militar de Maio e Agosto de 2006.
Lobato foi julgado sob a acusação de 18 crimes de homicídio, 11 de homicídio na forma tentada e um crime de peculato.
Foi absolvido do crime de peculato, de 14 crimes de homicídio e dos 11 crimes de homicídio na forma tentada, mas foi condenado condenado como autor indirecto de quatro crimes de homicídio, tendo o tribunal dado como provado que entregou armas a civis "para eliminar peticionários e líderes da oposição" em Abril e Maio de 2006.
Conduzido à cadeia de Becora, em Díli, a 10 de Maio de 2007, depois de o Tribunal de Recurso ter confirmado a pena, Rogério Lobato foi autorizado, em Agosto do ano passado, a sair da prisão e ausentar-se do país para ser submetido a um tratamento médico na Malásia, onde se encontra desde então.
PRM
Lusa/Fim
NOTA DE RODAPÉ:
Os disparates da Ministra da Justiça:
1. MENTIRA: "tendo o tribunal dado como provado que entregou armas a civis "para eliminar peticionários e líderes da oposição" em Abril e Maio de 2006"
Basta ler a sentença. Não foi provado que as armas entregues a civis fossem para eliminar peticionários e líderes da oposição. Ou a Ministra é burra ou mentirosa.
2. MENTIRA: Que o Presidente queria dar uma amnistia. O Presidente disse que iria dar um perdão presidencial, isto é, através da redução de penas a pessoas já condenadas. As amnistias são para aqueles que ainda não foram condenados ou sequer acusados. Mais uma vez a burra ou mentirosa da ministra...
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Malai Azul
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17:13
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Ramos-Horta conhece "rumor" de indicação para alto cargo da ONU
Díli, 20 Mai (Lusa) - O Presidente da República timorense e Prémio Nobel da Paz, José Ramos Horta, confirmou hoje em Díli conhecer os "rumores" da indicação do seu nome para Alto Comissário dos Direitos Humanos da ONU.
"São provavelmente rumores. Não sei o que se passa. A ser verdade que sou um dos nomes indicados, sensibiliza-me pela confiança", adiantou o chefe de Estado timorense.
José Ramos Horta respondia aos jornalistas durante um "cocktail" no Parlamento Nacional, após a cerimónia principal comemorativa da restauração da independência de Timor-Leste.
"Têm chegado alguns rumores mas, como às vezes acontece, o marido é o último a saber. Esta deve ser uma dessas situações em que eu sou o último a saber", declarou o Presidente da República.
"A ser verdade, a minha preocupação primeira é o meu papel aqui no país", acrescentou, no entanto, o chefe de Estado.
A indicação do nome de José Ramos Horta para o Alto Comissariado dos Direitos Humanos, "com apoios muito fortes", chegou ao conhecimento do círculo mais restrito de José Ramos Horta, incluindo da família, confirmou a agência Lusa em Díli.
O cargo de alto comissário de direitos humanos da ONU é actualmente ocupado por Louise Arbour, nomeada em Julho de 2004, e que deverá terminar o seu mandato dentro de um mês.
No seu discurso de 20 de Maio, "um dia de grande carga simbólica", José Ramos Horta decretou a data como "um dia de reflexão, clemência, perdão, reconciliação".
José Ramos Horta completou hoje um ano como chefe de Estado timorense, depois de ser eleito na segunda volta de eleições presidenciais realizadas a 09 de Maio de 2007.
Prémio Nobel da Paz em 1996, com o bispo D. Ximenes Belo, com um longo percurso como representante da resistência timorense no exterior, José Ramos Horta foi ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo Constitucional (2002/06) e chefiou o II Governo (2006/07), antes de vencer as eleições presidenciais.
PRM
Lusa/fim
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Malai Azul
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Poor and unstable, ETimor to mark six years of independence
19.05.08
1 day ago
DILI (AFP) — East Timor is set to celebrate six years of independence Tuesday, with bursting national pride and dreams for the future contending with the harsh realities of poverty, violence and instability.
As the government puts the finishing touches to the planned Independence Day ceremonies featuring fireworks donated by China, doubts persist about the former Indonesian territory's ability to stand on its own.
The celebrations come just over three months after East Timorese President Jose Ramos-Horta was shot and wounded in rebel attacks that also targeted the prime minister, and amid political infighting that has driven the ruling coalition to the brink of collapse.
The attacks on the country's leadership, which also saw rebel leader Alfredo Reinado killed, raised fears of a return to violence similar to 2006 fighting between police, soldiers and militia that killed at least 37.
But against the worst predictions, calm has prevailed for this week's celebrations. The rebels surrendered last month, and on the streets of East Timor's somnolent capital people are cautiously looking forward to the party.
"We're happy and proud about our day of independence but we want calm and for the situation to be normal. We don't want there to be problems. We want peace and calm," said Veronica Amaral, a 24-year-old resident of one of Dili's camps for people displaced by the 2006 unrest.
Around 100,000 people who fled the violence two years ago still live in camps, and although the UN is slowly closing them down some can still be seen near the city's waterfront which has been spruced up for Independence Day.
The camps are a reminder of the price East Timor has paid for its independence, and of the ongoing fragility of the infant state.
Even with the support of a United Nations mission and the presence of thousands of foreign police and soldiers, some analysts warn that the mainly Catholic country's highly factionalised politics could spill onto the streets.
"My reading of the situation is that it's unstable," said Dennis Shoesmith, an East Timor expert at Australia's Charles Darwin University.
"The UN and international stabilisation presence keep it on track (but) if that presence was run down in the next year or so it would quickly deteriorate. And it could deteriorate with the presence there anyway," he said.
Roughly half the population of one million is unemployed and the majority of people live off subsistence farming. The country's baby boom -- the average birthrate is 7.7 -- is also straining meagre resources.
"The economy for us is not great. Everything is very expensive and it's difficult for those who don't work and the poor. We can't do anything," said Amaral.
Bernardo Almeda, a 35-year-old graduate in civil administration who earns up to three dollars a day selling cigarettes and mobile phone credit on the street, said the government had to provide work for the unemployed.
"It's clear that East Timor in the future will get better, the economy will probably move along well," he said.
But economic growth needs stability, and East Timor has had precious little of that.
The former Portuguese colony was invaded by Indonesia in 1975 and saw more than 200,000 of its people die as a result of violence and hunger that ensued.
East Timor voted for independence at the ballot box in 1999, but was soon ravaged during a scorched earth campaign by the Indonesian military that saw much of the country razed to the ground and hundreds of thousands seek refuge.
It formally gained independence in 2002 only to be plunged back into chaos when factional tensions within the security forces erupted into open fighting in 2006.
Foreign peacekeepers, who had left after intervening to restore order in 1999, returned to quell the unrest but could not stop hundreds of members of the security forces taking to the hills behind rebel leader Reinado.
With Reinado dead and the last of his rebels having surrendered, analysts say at least one major roadblock to long-term peace has been removed.
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Malai Azul
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17:06
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Comemorações do VI ANIVERSÁRIO da RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS
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CERIMÓNIAS de COMEMORAÇÃO
do VI ANIVERSÁRIO da RESTAURAÇÃO da INDEPENDENCIA
DIA 20 de MAIO de 2008
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Informação à Imprensa
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“Com a Celebração do VI aniversário do dia 20 de Maio,
Fortalecemos a Unidade Nacional e Juntos construímos a Nação”
Dili, 19 de Maio de 2008
O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão estará presente amanhã, dia 20 de Maio, no Palácio do Governo em Dili, onde irão decorer os principais actos solenes da Comemoração do sexto aniversário da Restauração da Independência, com o seguinte programa:
09h00 - Cerimónia do Içar da Bandeira Nacional
16h00 - Cerimónia Solene de Homenagem a Combatentes e Mártires da Libertação Nacional
17h00 - Cerimónia do Arrear da Bandeira Nacional
18h00 - Exibição Cultural
Às 20h00, o Chefe do Governo participará ainda na Recepção Nacional, que terá lugar no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Díli, cujo edifício será oficialmente inaugurado na ocasião e onde se irá proceder ao Lançamento de Selos Nacionais.
O Programa Oficial da Comemoração do sexto aniversário da Restauração da Independência prevê ainda no dia 20 de Maio, às 20h30, o Lançamento de Fogo de Artifício no Terraço da Estátua de Cristo Rei – Inur Fatu Kama.
A abertura oficial do Programa Geral de Festividades do sexto aniversário da Restauração da Independência, decorreu na passada sexta-feira, dia 16 de Maio, com a apresentação dos atletas que participaram - e os que ainda irão participar - nas competições desportivas e culturais.
No passado fim de semana decorreram Corridas de Cavalos no Circuito de Tasi Tolu e corridas de Moto-Cross, no circuito Delta Speed.
No sábado à noite, milhares de jovens acorreram ao Estádio Municipal de Díli para assistir ao Concerto do grupo indonésio SLANK, no final do qual o Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão – que se deslocou ao palco para cumprimentar os músicos do grupo – afirmou que o dia 20 de Maio representa um tempo para todos os timorenses reafirmarem a paz para o futuro.
Um jogo amigável de futebol entre a Coreia do Sul e Timor-Leste (Sub 16) terá lugar no dia 21 de Maio às 16h00 no Campo da Democracia, em Dili e no dia 22 de Maio às 16h00 no Estádio Municipal realizar-se-á outro jogo de futebol, desta vez entre a Coreia do Sul e a Equipa Vencedora da Pascoa CUP.
Integrada ainda nas Cerimónias Oficiais de Comemoração do sexto Aniversário da Restauração da Independência irá decorrer a Inauguração do Monumento do Papa João Paulo II, no dia 30 de Maio às 16h00, no Alto de Tasi Tolu – Inur Tasi Tolu.
#FIM#
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Malai Azul
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17:03
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Cabo Verde: Instituto Língua Portuguesa comemora independência de Timor-Leste
Cidade da Praia, 19 Mai (Lusa) - O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) assinala o dia da independência de Timor-Leste (20 de Maio) com uma semana de actividades na capital cabo-verdiana, entre exposições, palestras, música e dança.
Terça-feira, exactamente seis anos depois de em Díli ter sido declarada a criação do mais jovem Estado do mundo, começa na Cidade da Praia um ciclo de conferências sobre o país com o tema "Enquadramento histórico da identidade timorense".
Até dia 27, serão apresentados na sede do IILP vídeos e documentários sobre Timor-Leste e na terça-feira haverá uma sessão de música e dança, apresentada pelo grupo cultural da Associação Timorense de Coimbra.
Para o público mais jovem, o IILP organiza também sessões de vídeos e de contos infantis, sempre com Timor-Leste como pano de fundo.
De terça-feira até dia 30 estará aberta ao público uma exposição de fotografias e de artesanato de Timor-Leste.
Anexada pela Indonésia em 1975, a antiga colónia portuguesa lutou contra o domínio de Jacarta até 1999, quando num referendo a esmagadora maioria da população escolheu a independência em vez da autonomia proposta pelo governo indonésio.
Como retaliação, milícias armadas pró-indonésias destruíram quase todos os edifícios do território e semearam o terror, levando à intervenção de uma força internacional (INTERFET), chefiada pela Austrália.
Timor-Leste foi administrado por um representante do secretário-geral da ONU, Sérgio Vieira de Mello, até 20 de Maio de 2002, dia em que os eleitos locais assumiram a governação, constituindo-se formalmente o mais novo país do mundo.
FP
Lusa/fim
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Malai Azul
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17:03
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Delegação norte-americana incentiva candidatura timorense à Conta do Milénio
Díli, 19 Mai (Lusa) - Uma delegação da Millennium Challenge Corporation (MCC), uma agência da Administração norte-americana que financia programas de redução da pobreza e de crescimento económico, está em Timor-Leste para incentivar uma candidatura do país à Conta do Milénio.
A elegibilidade do país para apoio da MCC depende da conjugação de 17 indicadores e Timor-Leste regista para 2008 uma avaliação negativa em dois dos mais importantes: o controlo da corrupção e os direitos de propriedade.
"A avaliação de 2008 reflecte, de facto, o ano de 2006", explicou hoje o vice-presidente da MCC, John Hewko, no escritório de Díli da USAID, a agência de apoio ao desenvolvimento norte-americano.
"Os diferentes indicadores demoram cerca de um ano, ano e meio a entrarem no sistema e a reflectir-se na avaliação anual", acrescentou John Hewko.
Timor-Leste foi seleccionado inicialmente em 2005 como país elegível para apoio de programas de redução da pobreza, também conhecido por "compacto".
"A continuação de Timor-Leste no programa depende do seu bom desempenho nas categorias de políticas medidas pela MCC", explicou John Hewko, adiantando que a selecção de um país é apenas o primeiro passo, não estando automaticamente garantido o financiamento.
A delegação da MCC encontrou-se já com a ministra das Finanças timorense, Emília Pires, e com João Saldanha, o nome indicado pelo Governo para dirigir o grupo de trabalho que estudará a candidatura de Timor-Leste, anunciou John Hewko.
A MCC, criada pela Administração norte-americana em 2004, trabalha em parceria com países em desenvolvimento, através do financiamento de um programa escolhido após um processo de consulta alargada.
"Não emprestamos dinheiro. Damos o financiamento. E não fazemos ajuda humanitária nem de emergência. Valorizamos o desempenho em boa governação de um país, avaliado segundo uma metodologia despolitizada", explicou o vice-presidente da MCC.
"São os países que gerem o dinheiro e o programa", frisou também o vice-presidente da MCC.
John Hewko sublinhou que a abordagem da MCC "não é melhor mas é nova" em relação a agências como a USAID, oferecendo o incentivo de o país apoiado pela Conta do Milénio "não ter que pagar nada de volta".
Darius Nassiry, director da MCC para Timor-Leste, salientou que, por regra, um país eleito pela agência recebe quantias muito grandes, "não de dez milhões mas na ordem dos cem milhões de dólares".
Educação e saúde são duas das áreas possíveis de financiamento e a das infraestruturas é, até agora, a área em que maior número de países seleccionou para o programa submetido à MCC. Segurança e defesa não são áreas abrangidas nos programas da MCC.
"A MCC apoia um programa muito específico. Queremos resolver cem por cento de um problema. Não queremos resolver dez por cento de dez problemas", explicou John Hewko.
O primeiro passo de uma candidatura à Conta do Milénio da MCC é a avaliação da elegibilidade do país segundo "critérios objectivos" nas categorias de governação justa, investimento na população e liberdade económica.
Cada uma destas três categorias tem vários indicadores, num total de dezassete, que fornecem a grelha de avaliação de desempenho de cada país, incluindo o controlo da corrupção, liberdades cívicas, primado da lei, direitos políticos, despesas em saúde, despesas no ensino básico, gestão de recursos naturais, direitos da terra e propriedade, política comercial e inflação.
A avaliação anual de cada indicador resulta num gráfico com o percentil de desempenho do país, por relação à média do grupo de países com o mesmo rendimento em que se insere o candidato.
Os gráficos dos 17 indicadores resultam, por sua vez, naquilo a que a MCC chama o quadro de avaliação do país, com a coloração a vermelho (negativo) ou a verde (positivo) do percentil em cada indicador.
Para ser elegível, um país tem que ter percentil positivo ("verde") em pelo menos três indicadores de cada categoria. De momento, há 26 países na lista de "elegíveis" da MCC, nove na Europa e Ásia, quatro na América Latina e treze em África.
No grupo de países de Timor-Leste estão a Arménia, Geórgia, Jordânia, Mongólia, Moldova, Filipinas, Ucrânia e Vanuatu.
Os fundos usados pela Conta do Milénio da MCC são atribuídos pelo Congresso dos EUA, que votará uma proposta de atribuição de 2,25 mil milhões de dólares norte-americanos para o ano fiscal de 2009.
"Timor-Leste poderá beneficiar de parte deste montante, em competição com oito países", salientou.
A MCC concretiza o compromisso do Presidente George W. Bush com a declaração de Monterrey, de 2002, em "providenciar mais recursos a países que assumam maior responsabilidade pelo seu desenvolvimento", recordou a delegação da MCC.
Os 17 indicadores usados pela MCC são provenientes de diferentes fontes e instituições, incluindo o Banco Mundial, a Unesco, a Organização Mundial de Saúde, o Centro da Universidade de Columbia (EUA) para a Rede de Informação de Ciências da Terra, o Centro de Lei e Política do Ambiente da Universidade de Yale (EUA), o Fundo Internacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento Agrícola.
PRM
Lusa/fim
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Malai Azul
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11:30
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Segunda-feira, Maio 19, 2008
UNMIT Daily Media Review - 19 May 2008
UNMIT-MEDIA
(International news reports and extracts from national media. UNMIT does not vouch for the accuracy of these reports)
234 petitioners return to civilian life: recruitment mechanism not helpful – Timor Post
A meeting held in Dili few days ago between Prime Minister Xanana Gusmão and 600 petitioners made good progress regarding the petitioners who decided to return to F-FDTL, the institution they abandoned during the 2006 crisis.
According to the questionnaires filled out the petitioners, 339 petitioners chose to return to the military. However, 234 of them withdraw their decision to rejoin the military as they thought that the recruitment mechanism would not help to solve their problems.
The coordinator of the petitioners, Augusto de Jesus [Major Tara], said that the 234 petitioners have re-registered themselves to become civilians.
“Two hundred and thirty-four petitioners have registered and declared that they wanted to change their decision. In two or three days they all will prepare declarations that they want to return to civilian life,” said Major Tara on Friday (16/5) in Aitarak-Laran, Dili.
Cesar Valente de Jesus, one of the petitioners who chose to return to military, said he had questions regarding the mechanism, management and the rules of the recruitment.
“We had meetings with the Government but we were never informed whether we would be accepted back along with the new young recruits,” said Mr. de Jesus.
Xavier accuses CNRT, PD and PSD of trying to break ASDT – Timor Post
ASDT President Francisco Xavier do Amaral said that his party decided to sign an accord with Fretilin as CNRT, PD and PSD are trying to break the party.
Mr. Xavier do Amaral is questioning how power is apportioned in the Government, which is dominated by CNRT, PD and PSD. He also said that the three parties are going to have to engage in dirty politics in order to catch the attention of ASDT followers and recruit them.
“They went to the rural areas to get people’s attention with money. They may succeed in attracting people.
During the elections, CNRT stole many of our supporters, as well as those from PSD and PD. We have good cooperation on the surface but inside something is bad and it makes us sad,” said Mr. Xavier on Friday (16/5) in his residence in Lecidere, Dili.
Mr Xavier do Amaral said that before forming the AMP Government, the leaders of ASDT, CNRT, PD and PSD agreed that whoever will become the Prime Minister should consult within AMP. Sadly, PM Xanana Gusmão never consulted with them.
Mr. Xavier also said that even though AMP has a lot of programs, ASDT is questioning how they are being implemented.
Furthermore, Mr. Xavier do Amaral said although that he never agreed to an early election, he would welcome it if it happened.
Pardon to Rogerio: will be a strongly rejected by Timorese people – Timor Post
President José Ramos-Horta's pardon of former Minister of Interior Rogerio Tiago Lobato on 20 May 2008 will be strongly rejected by the East Timorese people.
According to the Government, civil society and the National Parliament, prisoner Lobato does not deserve to a pardon as he has not fulfilled the requirements specified by the legal code.
Based upon the judicial criteria, a prisoner should fulfill one-third of his/her sentence and demonstrate a good attitude during this period. Mr. Rogerio, however, was imprisoned for just one month in Becora prison. He then went to Malaysia for medical treatment where he is now.
Minister of Justice Lucia Lobato stated last week that it was too early to pardon to Mr. Rogerio as he had only served one month of his prison sentence.
According to Minister Lobato, at present the Government is making efforts to bring Rogerio Lobato back to Timor-Leste to continue medical treatment in Dili National Hospital.
National Parliament MP Vital dos Santos said that as a representative of the people he does not question the competence of the president. However, the president must not give a pardon but instead should shorten Mr. Rogerio's sentence.
On the part of civil society, the Director of Yayasan Hak José Luis de Oliveira, said that there are important points that the State, including the Government, need to be studied before make a decision.
Xanana: it is time to embrace peace – Timor Post
Prime Minister Xanana Gusmão said that it is time for Timor-Leste to embrace peace for the future. PM Gusmão is asking all Timorese people to commemorate Restoration Day, 20 May, as a day for all people to go ahead to develop the nation.
PM Gusmão also said that it was not time to create violence, but to contribute to the nation’s future.
“Young people want peace. It is time to prepare yourself to develop because you are the future of the nation,” said PM Gusmão on Saturday night (17/5) on an Indonesian band concert in Dili.
Horta: Australia and Portugal support Timor Leste – Suara Timor Lorosa'e
President José Ramos Horta said that Australia and Portugal CPLP strongly support Timor Leste in the defence area. The two nations have agreed to provide advisory training for Timor Leste