terça-feira, fevereiro 12, 2008

Asia's newest nation reeling after coup attempt on president and prime minister

By Andrew Buncombe, Asia Correspondent
Tuesday, 12 February 2008

The President of East Timor was in a serious but stable condition in hospital last night after rebel soldiers launched a coup attempt that targeted the political leadership of the tiny Asian country.

Jose Ramos-Horta, a Nobel Prize laureate, was flown to Darwin in Australia after being hit in the stomach and chest by bullets when would-be assassins opened fire at his home in the city of Dili. Just an hour later, the motorcade of the Prime Minister, Xanana Gusmao, was also attacked, but he escaped unhurt.

"I consider this incident a coup attempt against the state ... and it failed," said Mr Gusmao, who for years led the armed struggle for East Timor's independence from Indonesia. "This government won't fall because of this."

Officials said the attack on Mr Ramos-Horta was plotted by the rebel leader, Alfredo Reinada, who was killed with one of his men in the assault on the President's house. Another rebel leader, Gustao Salsinha, is said to have committed the attack on Mr Gusmao.

East Timor is Asia's newest nation, having gained independence only in 2002 after years of brutal occupation by the Indonesian authorities that was at least tacitly supported by some in the West. Despite opposition by campaigners, Britain sold Hawk jets to the Indonesian military that were reportedly used against civilians during this time.

But the half-dozen years of independence have not been easy. In 2006, more than 600 mutinous soldiers were sacked, triggering unrest that killed 37 people and led to the displacement of more than 150,000. While most of the soldiers eventually returned home, Mr Reinado did not, remaining in hiding. He was wanted for several alleged attacks on police, and Mr Ramos-Horta had met him several times, urging him to give himself up.

Doctors treating Mr Ramos-Horta in Darwin said they hoped he would make a "very good recovery" after surgery. Dr Len Notaras, manager of the Royal Darwin Hospital, told the Associated Press: "The abdominal injury is very straightforward, I understand, but there is some concern about his chest injuries. His vital signs are all very stable and I understand, before he was sedated, he was speaking in a very clear frame of mind."

The attack on Mr Ramos-Horta, who did much to bring the suffering of East Timor to the attention of the outside world when it was occupied by Indonesia, came at about 7am when two cars carrying rebel soldiers passed his house on the outskirts of the city and began shooting.

Guards returned fire and one of them was killed in the exchange, said a military spokesman.
In the short-term, Mr Gusmao last night ordered a curfew in Dili in an effort to secure stability, although reports said that the city was calm. But in the longer term, East Timor's problems are not going to disappear. Experts say bad feeling remains in the aftermath of the 2006 violence and that there is a need for more inclusive politics.

"Although the new government has sought to establish a broad political consensus after Gusmao was appointed by President Ramos-Horta ... high-level political disputes persist between the government and the opposition Fretilin, which won a majority in [last July's] elections and feels that victory was snatched from them," said Tanja Vestergaard, an analyst with Global Insight. "Such tension is not conducive to establishing a positive peace involving all parties."

Australia, which has considerable energy interests in the oceans off Timor's coast, said it would sent more troops to the international peacekeeping force it currently heads, bringing the total to about 1,000. It also promised to send more police officers. The Australian Prime Minister, Kevin Rudd, said: "Someone out there tried to assassinate the political leadership of our friend, partner and neighbour. They have asked for some help, and we are about to provide it."

Mr Gusmao was appointed prime minister last summer by Mr Ramos-Horta, who succeeded him as president. The appointment was controversial because Mr Gusmao's CNRT party was able to form a government only by creating a coalition. The political opposition Fretelin, of which he was once a member, claimed it should have formed the government. That controversy has not been settled.
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A mais nova nação da Ásia vacila depois de tentativa de golpe contra o presidente e primeiro-ministro

Por Andrew Buncombe, Correspondente na Ásia
Terça-feira, 12 Fevereiro 2008

O Presidente de Timor-Leste está numa condição estável mas séria ontem à noite, no hospital depois de soldados amotinados terem lançado uma tentativa de golpe que visou a liderança política no pequeno país Asiático.

José Ramos-Horta, um laureado do Nobel, foi aerotransportado para Darwin na Austrália depois de ter sido baleado no estômago e peito por balas quando alegados assassinos abriram fogo na sua casa na cidade de Dili. Apenas uma hora depois, a caravana do Primeiro-Ministro, Xanana Gusmao, foi também atacada, mas escapou ileso.

"Considero este incidente uma tentativa de golpe contra o Estado... e falhou," disse o Sr Gusmão, que liderou durante anos a luta armada pela independência de Timor da Indonésia. "Este governo não cairá por causa disto."

Fontes oficiais disseram que o ataque ao Sr Ramos-Horta foi urdido pelo líder amotinado, Alfredo Reinada, que juntamente com um dos seus homens foi morto no assalto à casa do Presidente. Diz-se que outro líder amotinado, Gastão Salsinha, cometeu o ataque contra o Sr Gusmão.

Timor-Leste é a mais nova nação da Ásia, tendo ganho a independência apenas em 2002, depois de anos de ocupação brutal pelas autoridades Indonésias que foram, pelo menos tacitamente apoiadas por alguns no Ocidente. Apesar da oposição de activistas a Grã-Bretanha vendeu aviões Hawk aos militares Indonésios que foram usados contra civis durante esse tempo.

Mas a meia dúzia de anos de independência não têm sido fáceis. Em 2006, mais de 600 soldados amotinados foram despedidos, desencadeando desassossego que matou 37 pessoas e levou à deslocalização de mais de 150,000. Enquanto a maioria dos soldados regressaram às suas casas, o Sr Reinado não o fez, mantendo-se escondido. Era procurado por vários alegados ataques à polícia e o Sr Ramos-Horta tinha-se encontrado com ele várias vezes, pedindo-lhe que se entregasse.

Os médicos que estão a tratar o Sr Ramos-Horta em Darwin disseram que esperavam que ele fizesse uma "recuperação muito boa " depois da operação. O Dr Len Notaras, gestor do Royal Darwin Hospital, disse à Associated Press: "A ferida abdominal é muito clara, sei, mas há algumas preocupações com as feridas no peito. Os seus sinais vitais são muito estáveis, e sei que antes de ter recebido o sedativo que falava com consciência."

O ataque ao Sr Ramos-Horta, que muito fez para chamar a atenção do mundo para o sofrimento de Timor-Leste, quando estava ocupado pela Indonésia, aconteceu por volta das 7 am quando dois carros que transportavam soldados amotinados passaram frente à sua casa nos subúrbios da cidade e começaram a disparar.

Os guardas responderam e um deles foi morto numa troca de tiros, disse um porta-voz dos militares.


A curto prazo, o Sr Gusmão na noite passada ordenou um recolher obrigatório em Dili num esforço para garantir a estabilidade, apesar das notícias dizerem que a cidade estava calma. Mas a mais longo prazo, não vão desaparecer os problemas de Timor-Leste. Peritos dizem que se mantém ressentimentos depois da violência de 2006 e que há necessidade de políticas mais inclusivas.

"Apesar do novo governo ter procurado um consenso politico alargado depois de Gusmão ter sido nomeado pelo Presidente Ramos-Horta ... persistem disputas políticas de alto nível entre o governo e a Fretilin da oposição, que ganhou a maioria nas eleições [Julho passado] e que sente que a vitória lhe foi roubada," disse Tanja Vestergaard, uma analista na Global Insight. "Tal tensão não conduz ao estabelecimento de paz positive envolvendo todos os partidos."

A Austrália, que tem consideráveis interesses de energia no oceano da costa de Timor, disse que mandará mais tropas para a força militar internacional que lidera correntemente, levando o total para cerca de 1,000. Prometeu também mandar mais polícias. O Primeiro-Ministro Australiano Kevin Rudd, disse: "Alguém lá tentou assassinar a liderança política do nosso amigo, parceiro e vizinho. Eles pediram ajuda, e vamos dá-la."

O Sr Gusmão foi nomeado primeiro-ministro o varão passado pelo Sr Ramos-Horta, que o sucedeu na presidência. A nomeação foi controversa porque o partido do Sr Gusmão, o CNRT apenas foi capaz de formar governo com a criação duma coligação. A Fretilin, a oposição política, de que há tempos foi membro, reclama que devia formar o governo. Esta controvérsia não foi resolvida.
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Mentira:

"O ataque ao Sr Ramos-Horta, que muito fez para chamar a atenção do mundo para o sofrimento de Timor-Leste, quando estava ocupado pela Indonésia, aconteceu por volta das 7 am quando dois carros que transportavam soldados amotinados passaram frente à sua casa nos subúrbios da cidade e começaram a disparar."

Reinado não entrou em casa de Ramos-Horta a disparar.

1 comentário:

Margarida disse...

A mais nova nação da Ásia vacila depois de tentativa de golpe contra o presidente e primeiro-ministro
Por Andrew Buncombe, Correspondente na Ásia
Terça-feira, 12 Fevereiro 2008

O Presidente de Timor-Leste está numa condição estável mas séria ontem à noite, no hospital depois de soldados amotinados terem lançado uma tentativa de golpe que visou a liderança política no pequeno país Asiático.

José Ramos-Horta, um laureado do Nobel, foi aerotransportado para Darwin na Austrália depois de ter sido baleado no estômago e peito por balas quando alegados assassinos abriram fogo na sua casa na cidade de Dili. Apenas uma hora depois, a caravana do Primeiro-Ministro, Xanana Gusmao, foi também atacada, mas escapou ileso.

"Considero este incidente uma tentativa de golpe contra o Estado... e falhou," disse o Sr Gusmão, que liderou durante anos a luta armada pela independência de Timor da Indonésia. "Este governo não cairá por causa disto."

Fontes oficiais disseram que o ataque ao Sr Ramos-Horta foi urdido pelo líder amotinado, Alfredo Reinada, que juntamente com um dos seus homens foi morto no assalto à casa do Presidente. Diz-se que outro líder amotinado, Gastão Salsinha, cometeu o ataque contra o Sr Gusmão.

Timor-Leste é a mais nova nação da Ásia, tendo ganho a independência apenas em 2002, depois de anos de ocupação brutal pelas autoridades Indonésias que foram, pelo menos tacitamente apoiadas por alguns no Ocidente. Apesar da oposição de activistas a Grã-Bretanha vendeu aviões Hawk aos militares Indonésios que foram usados contra civis durante esse tempo.

Mas a meia dúzia de anos de independência não têm sido fáceis. Em 2006, mais de 600 soldados amotinados foram despedidos, desencadeando desassossego que matou 37 pessoas e levou à deslocalização de mais de 150,000. Enquanto a maioria dos soldados regressaram às suas casas, o Sr Reinado não o fez, mantendo-se escondido. Era procurado por vários alegados ataques à polícia e o Sr Ramos-Horta tinha-se encontrado com ele várias vezes, pedindo-lhe que se entregasse.

Os médicos que estão a tratar o Sr Ramos-Horta em Darwin disseram que esperavam que ele fizesse uma "recuperação muito boa " depois da operação. O Dr Len Notaras, gestor do Royal Darwin Hospital, disse à Associated Press: "A ferida abdominal é muito clara, sei, mas há algumas preocupações com as feridas no peito. Os seus sinais vitais são muito estáveis, e sei que antes de ter recebido o sedativo que falava com consciência."

O ataque ao Sr Ramos-Horta, que muito fez para chamar a atenção do mundo para o sofrimento de Timor-Leste, quando estava ocupado pela Indonésia, aconteceu por volta das 7 am quando dois carros que transportavam soldados amotinados passaram frente à sua casa nos subúrbios da cidade e começaram a disparar.

Os guardas responderam e um deles foi morto numa troca de tiros, disse um porta-voz dos militares.
A curto prazo, o Sr Gusmão na noite passada ordenou um recolher obrigatório em Dili num esforço para garantir a estabilidade, apesar das notícias dizerem que a cidade estava calma. Mas a mais longo prazo, não vão desaparecer os problemas de Timor-Leste. Peritos dizem que se mantém ressentimentos depois da violência de 2006 e que há necessidade de políticas mais inclusivas.

"Apesar do novo governo ter procurado um consenso politico alargado depois de Gusmão ter sido nomeado pelo Presidente Ramos-Horta ... persistem disputas políticas de alto nível entre o governo e a Fretilin da oposição, que ganhou a maioria nas eleições [Julho passado] e que sente que a vitória lhe foi roubada," disse Tanja Vestergaard, uma analista na Global Insight. "Tal tensão não conduz ao estabelecimento de paz positive envolvendo todos os partidos."

A Austrália, que tem consideráveis interesses de energia no oceano da costa de Timor, disse que mandará mais tropas para a força militar internacional que lidera correntemente, levando o total para cerca de 1,000. Prometeu também mandar mais polícias. O Primeiro-Ministro Australiano Kevin Rudd, disse: "Alguém lá tentou assassinar a liderança política do nosso amigo, parceiro e vizinho. Eles pediram ajuda, e vamos dá-la."

O Sr Gusmão foi nomeado primeiro-ministro o varão passado pelo Sr Ramos-Horta, que o sucedeu na presidência. A nomeação foi controversa porque o partido do Sr Gusmão, o CNRT apenas foi capaz de formar governo com a criação duma coligação. A Fretilin, a oposição política, de que há tempos foi membro, reclama que devia formar o governo. Esta controvérsia não foi resolvida.
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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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