sábado, maio 27, 2006

DECLARAÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

DECLARAÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO

Os militares australianos estão desde ontem a patrulhar o perímetro de segurança. Hoje também os da Malásia. Esta zona de intervenção das forças internacionais definida pelo Governo, em coordenação com o Presidente da República, está a ser operacionalizada pelos comandos das Forças de Defesa de Timor-Leste, australiano e malasiano.

A decisão de solicitar o apoio internacional foi uma medida naturalmente muito ponderada e teve na sua essência a vontade inequívoca do Governo de travar a onda de violência, evitando mais derramamento de sangue.

Obviamente, que em primeiro lugar esperamos que esta intervenção ponha termo à violência que temos vivido nos últimos dias. Isto demorará o seu tempo. Os militares e os polícias estrangeiros acabaram de chegar e começam agora a tentar controlar Díli – uma cidade que ainda não lhes é familiar.

Estou crente, no entanto, que a partir do momento que os timorenses começarem a sentir a presença constante destes homens e mulheres, os níveis de confiança subirão possibilitando um gradual regresso à normalidade, essencial para a preservação quer do Estado de Direito Democrático, quer dos bens e da população em geral.

Grande parte da violência ocorrida na capital de Timor-Leste nas últimas horas, ao contrário do que possa parecer a algumas pessoas e interesses, já não está relacionada com um problema muito grave que se traduziu em confrontos entre as nossas Forças de Defesa e alguns elementos da Polícia, mas trata-se sim de uma violência derivada da acção concertada e oportunista de grupos de marginais, que têm pilhado e queimado casas e haveres, e ameaçado o nosso martirizado povo.

As forças internacionais têm recebido indicações da parte do Governo para porem termo a estes incidentes. Aguardamos que em breve se possa dizer que já controlam a situação, revelando eficácia nas suas acções.

O Governo em momento algum deixou de trabalhar. Ainda esta manhã, sob a minha presidência, reuniu-se o Conselho de Ministros. Fizemos o ponto da situação. E aprovámos decisões importantes para dar eficácia à coordenação das autoridades de Timor-Leste com as forças internacionais.

Acusam-nos agora de não sabermos governar. Contudo, lembro aqui que as políticas delineadas e seguidas pelo Governo de que me orgulho chefiar têm recebido os mais insuspeitos elogios de toda a comunidade internacional. Destaco apenas a título de exemplo o aplauso sincero que o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, no mês passado e que repetiu agora no dia 25, fez às políticas deste Governo, aqui nesta mesma sala. Será que apenas num mês deixámos de ser um caso de exemplar sucesso, passando a ser um caso de manifesta incapacidade? Que fique claro: em todo este processo temos algumas culpas, nomeadamente na dificuldade de resolver atempadamente quaisquer injustiças que eventualmente existam no seio das Forças de Defesa de Timor-Leste. Mas garanto que o Governo saberá sempre assumir as suas responsabilidades. Espero que outros órgãos de soberania o façam também.

Eu, primeiro-ministro de Timor-Leste, mantenho as minhas declarações anteriores. Está em marcha uma tentativa de um golpe de Estado. Contudo, estou confiante que o senhor Presidente da República, com quem tenho mantido contacto, não deixará de respeitar a Constituição da República Democrática de Timor-Leste, que jurou cumprir. E não esquecerá nunca os interesses do povo de Timor-Leste, pelos quais todos lutámos durante 24 anos e milhares de irmãos deram a vida.


Díli, 27 de Maio de 2006

O primeiro-ministro
Mari Alkatiri

Comentários (4)

"Parabens sr. Ministro.

neste momento dificil e' necessario unidade e coesao. A s/figura como Nobel de Paz e' importante para contribuir para a estabilidade da nacao. Aos PR e PM que estejam unidos e levem este pais para a vitoria final para recuperar a sua dignidade e credibilidade ja conquistada. A Sra Kristy que ajude o PR a tomar decisoes correctas para uma solucao correcta do problema DO PAIS. "

Hoje In Lusa

...
Acerca da pergunta da Agência Lusa, se considerava Xanana Gusmão um dos responsáveis pela alegada tentativa de golpe de Estado, Mari Alkatiri respondeu que não e destacou "a coordenação que continua a existir" entre os dois órgãos de soberania.

Muitas das perguntas versaram a alegação do golpe de Estado, tendo Mari Alkatiri considerado que "insurrectos armados, que geram o medo e o pânico, tentam controlar instituições do Estado".

"Virá o tempo em que todos vamos saber quem está por trás (da alegada tentativa de golpe de Estado", frisou.
...

Voltou a calma

Neste momento pararam os distúrbios na cidade de Díli. O resto do país está tranquilo.

Boatos circulam para ajudar (2)

É MENTIRA QUE O PRIMEIRO-MINISTRO TENHA ACUSADO O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ESTAR POR DETRÁS DO GOLPE DE ESTADO!

Boatos circulam para ajudar

Foram postos a circular vários boatos, incluindo que vinha um avião da Austrália para evacuar timorenses, o que fez com que muitos corressem para o aeroporto.

É mentira.

PM Mari Alkatiri confia que PR Xanana Gusmão respeite Constituição

Díli, 27 Mai (Lusa) - O primeiro-ministro Mari Alkatiri está confiante que o presidente Xanana Gusmão "não deixará de respeitar a Constituição que jurou cumprir", durante uma conferência de imprensa realizada hoje num hotel da capital timorense.

Depois de referir que estava "em marcha uma tentativa de golpe de Estado", que garantiu não envolver o presidente da República mas cujos responsáveis afirmou desconhecer, o chefe do governo, referindo- se de novo a Xanana, afirmou-se convicto que o chefe de Estado "não esquecerá nunca os interesses do povo de Timor-Leste, pelos quais todos lutámos durante 24 anos e milhares de irmãos deram a vida".
EL.

Mari Alkatiri acusa de estar em marcha tentativa de golpe de Estado

Díli, 27 Mai (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, acusou hoje numa conferência de imprensa em Díli de estar em marcha "uma tentativa de golpe de Estado".

"Se soubesse quem são os responsáveis já tinha tomado medidas", respondeu Mari Alkatiri quando questionado pela agência Lusa sobre quem eram os responsáveis pelos ataques.
EL.

Dos leitores (4)

"Caros amigos:

Estou fora mas muito dentro da situação e angustiado por não poder voltar a ajudar-vos, já! Parabéns a vós que se mantêm aí com uma coragem e serenidade dignas de verdadeiros heróis (elas e eles!). Quem não deve não teme!(é mesmo piada)

Com este vosso comportamento na adeversidade mais respeiro e admiração (não é que falte) ganharão dos nossos amigos timorenses que tanto sofrem.

Força malais, o pior já passou! Estamos (há muitos) convosco todos!
Um abraço muito forte! "

Dos leitores (3)

"Quando se fizerem as contas desta ferida do crescimento de Timor-Leste uma pessoa vai ser justamente recordada.

Dr.Ramos Horta! Reparem na calma, ponderação, bom senso e visão estratégica que este SENHOR tem demonstrado! Há que confiar nele. A "SUA" GNR está a caminho...

Parabéns Dr. Viva T-L! "

Portugueses todos bem

Nações Unidas ajudam a paralisar o país

Nações Unidas mandaram TODOS os seus advisers irem para dentro da sede "Obrigado Baraks" e váo ser evacuados amanhã para Darwin. Quer queiram ou não queiram, incluindo os assessores dos ministros, juizes, cooperação técnica-militar e advisers de segurança.

Comentários (2)

"Caros Leitores

O Ramos Horta sabe o que diz. Nesta Hora dificil a unidade e importante. Senao forem unidos entao a quem esteja preparado para interferir na vida interna do pais e depois nao se queixem.

Se virem o exemplo em Nova Guine Solomon Island e as condicoes dos Aboriginas na Australia e um bom exemplo do Neocolonialismo."

GOLPE DE ESTADO EM TIMOR-LESTE!

Houve confrontos violentos e várias casas incendiadas em Comoro e no Bairro Pité esta manhã

As tropas australianas a assistirem NADA fizeram

O Primeiro-Ministro deu uma conferência de imprensa no Hotel Timor (que fica dentro do perímetro de segurança que deveria estar seguro pelos militares australianos) e um grupo de civis armados chegou praticamente à porta do Hotel.

Uma patrulha a pé de soldados australianos detiveram-nos. Não mandaram reforços e o PM continuou sem segurança internacional

Deixaram que outro grupo entrasse dentro do porto de Díli (em frente ao Hotel Timor) provocando o pânico

Ontem o médico australiano do batalhão que chegou, foi a casa do Presidente da República escoltado por quatro jipes cheios de tropa especial, e dois helicópteros "Black Hawk" ARMADOS COM ROCKETS

Não apareceram a sobrevoar os confrontos de hoje

ONDE ESTÃO OS MILITARES AUSTRALIANOS E PORQUE NÃO ESTÃO A MANTER A ORDEM?
ONDE ESTÃO AS FORÇAS ESPECIAIS AUSTRALIANAS?
ONDE ESTÃO OS HELICÓPTEROS "BLACK HAWK" QUE TODA A NOITE SOBREVOARAM A CIDADE E QUE DESAPARECERAM HOJE?

PORQUE É QUE 1500 MILITARES AUSTRALIANOS, INCLUINDO FORÇAS DE ELITE, NÃO CONSEGUEM HOJE PARAR A VIOLÊNCIA NA CIDADE?


PORQUE PRESSIONA O PRESIDENTE A DEMITIR O PRIMEIRO-MINISTRO

Embaixada de Portugal informa:

Persistem razões de insegurança em Díli, devendo as pessoas permanecer nas suas residências.

Se alguém se sentir inseguro:

Poderá deslocar-se com cautela para o bairro de Vila Verde (residências dos professores) ou para o bairro da Cooperação (residências da Cooperação junto ao Hotel Timor).

Estes dois locais são protegidos pelos GOEs que tem condições de assegurar condições de segurança. Os GOEs estão equipados e preparados para defenderem estes locais.

Amanhã chegam mais reforços dos GOEs.

A situação tende a normalizar-se. As forças militares internacionais estão a controlar os focos de distúrbios e a garantir a segurança na cidade.


Para os nossos amigos timorenses, informa-se:

À frente do Obrigado Barak está um campo protegido pelas forças australianas para recolher e proteger cidadãos timorenses, com condições para estarem o tempo que for preciso.

Caso haja alguém que precise de informações contacte-nos por email.

Obrigado, José Ramos-Horta.

Ramos-Horta apela a "prudência" e "coesão" nos órgãos de Estado

Lisboa, 27 Mai (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Ramos-Horta, apelou hoje à "prudência" e "coesão" dos órgãos de Estado tim orense, afirmando que agir de outra forma apenas permitirá agravar a situação no país.

"A minha principal preocupação, que eu tenho manifestado ao governo e a o presidente da República, é que nesta fase, com a situação em que o país vive, deve haver muita prudência e coesão nos órgãos do Estado", afirmou, contactado t elefonicamente pela Lusa.

Questionado directamente sobre se o presidente da República, Xanana Gus mão, pretende demitir o governo liderado por Mari Alkatiri, José Ramos-Horta dis se: "Não tenho essa informação directamente dele".

"Neste momento a prioridade é a cooperação entre os órgãos do Estado e com as forças internacionais de forma a garantir uma maior e mais eficaz normali zação da situação. Qualquer outra forma de agir só vai agravar a situação", diss e.

Na eventualidade do presidente da República vir a avançar com essa deci são, e questionado sobre o que diria a Xanana Gusmão, o chefe da diplomacia timo rense disse que lhe diria que essa ideia "é errada".

Num curto contacto telefónico com a Agência Lusa, que teve que ser inte rrompido por dificuldades na comunicação, José Ramos-Horta garantiu que mantém " total confiança no PR e no PM".

"Continuo a manter confiança total no PR e no PM. As duas entidades dev em continuar a procurar colaborar", afirmou.

Nos últimos dois dias tem-se agudizado a tensão entre os dois órgãos de soberania, com comentários contraditórios sobre quem manda actualmente na segur ança interna do país e sobre o papel das forças de segurança timorense.

Xanana Gusmão continua a recusar entrevistas ou declarações à imprensa, permanecendo na sua residência privada nos arredores da capital timorense, tend o passado os últimos dias com fortes dores nas costas, um problema de que sofre há vários anos.

Segundo a Lusa pode apurar, deverá chegar hoje a Díli, procedente de Ba li, o médico coreano que tem acompanhado o caso do líder timorense.
ASP."

P.S. E obrigado, Lusa. Até que enfim alguém faz as perguntas certas.

Boa, rapazes!

Quatro indivíduos com catanas detidos bairro professores portugueses

Díli, 27 Mai (Lusa) - Quatro indivíduos armados com catanas foram hoje surpreendidos no interior do bairro dos professores portugueses na Vila Verde e, depois de desarmados, entregues à Polícia Militar, em Díli, disse fonte militar à Lusa.

Os quatro alegaram que estavam a tentar proteger-se dos confrontos no bairro, vizinho do Bairro Pité, onde durante a madrugada e ainda durante a manhã se registam graves incidentes, que incluem o incêndio de várias casas, e que obrigaram à intervenção de militares australianos.
Testemunhos dos professores no local garantiram à Lusa que em nenhum caso os cidadãos portugueses estiveram sob ameaça, apesar do susto.

As catanas que os quatro indivíduos empunhavam foram apreendidas pelos efectivos do Grupo de Operações Especiais (GOE), da PSP, presentes no local.

Cerca de 60 professores portugueses, designadamente os que trabalham em Díli, bem como os que trabalham nos distritos de Bobonaro e Ermera, encontram-se presentemente no bairro da Vila Verde, um complexo de casas pré-fabricadas, situado junto à Sé Catedral da capital.

Os professores portugueses que trabalham no distrito de Liquiça encontram-se noutro bairro de docentes portugueses, o chamado bairro da FUP, situado ao lado do Hotel Timor.

Muitos populares residentes no bairro da Vila Verde refugiaram- se entretanto na Sé Catedral, e numa volta pela cidade a Lusa testemunhou a aglomeração de milhares de pessoas junto a igrejas e instituições ligadas à Igreja Católica.

CNN - Earthquake toll in Indonesia's central Java reaches 15 dead, hundreds hurt, according to Reuters.

Helicópteros sobrevoam centro da cidade a baixa altitude

Recebido dos leitores (1)

"Acabo de falar pelo tetefone com um amigo que mora no Bairro Pite. Ele diz que houve ha bocadinho uma tentativa de assalto ao Bairro por individuos vestidos com roupas civis, armados com pistolas e duas ou tres armas maiores, mas a populacao organizou-se e com armas tradicionais conseguiram repelir o ataque e os tipos retiraram ao encontraram resistencia. "

Mas porque é que falas nisso?

"Austrália não intervirá na política interna, garante MNE australiano

Camberra, 26 Mai (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Alexander Downer, garantiu hoje que apesar da presença de tropas australianas em Timor- Leste o seu governo vai manter-se à margem da política interna timorense.

"No que toca a quem é o primeiro-ministro, ou o Presidente ou o ministro dos Negócios Estrangeiros, isso é uma tema que cabe aos timorenses", afirmou Downer à rádio ABC.
"Não vamos entrar na decisão sobre quem é o primeiro-ministro ou quem é aceitável ou não é aceitável. É algo que eles próprios têm de resolver", afirmou."

...

Governo reunido para fazer ponto de situação

Vários ministros encontram-se reunidos com o Primeiro-Ministro. Entre eles o Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Administração Estatal, Saúde, Finanças, Interior, Defesa, Transportes e Comunicações.

Segundo fontes próximas do palácio do Governo o Presidente está incontactável esta manhã.

Bom dia Timor-Lesteeeeeeeee!

Registaram-se vários incidentes em alguns bairros de Díli.

Confrontos no Bairro Pité...

Díli, 27 Mai (Lusa) - Confrontos no bairro Pité, a norte da capital timorense, obrigaram na manhã de hoje à intervenção de militares australianos, enquanto a população está a abandonar o local.
Os tiros no bairro, incluindo de armas pesadas, começaram a ouvir-se ainda durante a noite, a partir das 03:40, e cerca das 08:00 (00:00 em Lisboa) estavam a arder diversas casas no local, constatou a Agência Lusa.
Em confronto estão grupos com armas de fogo e jovens com armas tradicionais (catanas e zagaias, entre outras).
Cerca de duas dezenas de soldados australianos estão no local, onde vivem cerca de 15.000 pessoas, a tentar controlar a situação.

...

São seis e trinca e cinco

Continua tudo calmo.

Agora é que é.

Até já.

Dos leitores (14)

"agora tudo volta á estaca zero...

agora é tempo de sarar feridas arrumar a casa...

poucos são os querem arregaçar mangas...

muitos de fora opinam se devemos limpar assim, ou assado...

até há quem ache que os vizinhos que vieram parar a briga, já deviam se ir embora amanhã...

pois assim sobraria tempo, para os ajustes de contas...

a casa esta todo virada ao contrario, não há mesa nem cadeira, para que as pessoas se sentem a falar...
acalmemo-nos...árrumamos primeiro, mesmo com a ajuda dos vizinhos, pois não somos capazes de a governar sózinhos...

depois de tudo mais ou menos calmo e arrumado sentemenos no chão e choremos aqueles que morreram, estupidamente.que se julgue aqueles que mandaram atirar com balas reais, que se julgue os desertores armados em sindicalistas,que se julgue os assassinos de gente inocente, que se julgue os criminosos que mataram gente que se rendia, que se julgue os mandantes do bandos de civis armados, que se julgue os ladrões de casas, que se julgue os governantes por aquilo que fizeram ou não fizeram...
estamos na estaca zero...
com uns vizinhos do lado de lá da fronteira a rir cinicamente...

a coisa que mais me doi é ver que um militar indonesio que me torturou, hoje em Bali dizer que afinal , nós logo que tivessemos a dita da liberdade , nos matariamos uns aos outros...

vi um companheiro morrer ás suas mãos e jurei para mim que aquilo seria mentira...

não quero acreditar...

tenho que ter esperança que afinal isto foi um sonho mau, mas que os irmãos amanhã vão dar futuro a esta Patria...

Eu quero acreditar naquilo que Ray Kala dizia " Pátria ou morte...."

estes dias morremos todos um bocadinho...

Eu quero acreditar que ainda há Pátria....

arrumemos a casa...

Te Leke"

Em todos os posts aparece o seguinte comentário:

"Mas este Blog é uma correia transmissora de Alkatiri? Porque será que há tantos comunicados oriundos do Governoe criticas veladas á Presidencia? Não chega o que se passa nas ruas? A competencia da Segurança não era do Governo? Sejam imparciais...e aproveitem para serenar animos! Já agora alguém sabe explicar porque razão há várias horas que ninguém consegue contactar com Xanana Gusmão?"

Nota da Redacção: Apesar de ninguém lhe responder, já todos lemos. Não ocupe espaço a escrever sempre o mesmo. Se não tem mais nada para dizer, poupe espaço, por favor.

Até já

Parece tudo calmo. É de madrugada. Já se ouvem os galos a cantar.

Dos leitores (13)

"MEIA HORA EM IRABERA

Escondem o céu e disfarçam as nuvens
altíssimas árvores com centenas de anos.
Há nuvens e céu, mas de folhas gratuita
se pássaros isentos de desenganos
A meio o ar, verde e imóvel,
Que nenhum vento perturbou,mas um ar jovem, puro, virgem,que a chuva (ou o tempo infinito) lavou.
E, em baixo adormecida, uma lagoa verde,
sereia fugida do mar e do mundo,
com translúcidos seios amamentade água fria os peixes e as pedras do fundo,
e estende os longos braços, dois ribeiros que afagam e bichos da mata,
e tem a cabeleira de espuma alva e crespa
pousada na montanha, a fingir de cascata.
Aqui valia a pena a eternidade,
Sem passado ou futuro, atento ou inerme.
Árvores, pedras, ar e água,
Peixes e pássaros anónimos,
- tudo isto irá sobreviver-me…e há que beber depressa este verde silêncio!
O rumor de água e de aves é mentira:
em Irabera há só a sereia que dorme
e sonha e se espreguiça e de leve respira.

In MEMÓRIA DE TIMOR-LESTE, Leonel Neves, 1966"

Dos leitores (12)

"Prezados amigos timorenses

Espero que pela manhã a situação esteja mais calma, por mais que me preocupe ter um bando armado nas montanhas a espera de um incauto.

Acredito que daqui para frente o debate se pautará pela construção de uma mentalidade de convivência democrática, respeito às leis e fidelidade aos legítimos direitos de uma vida digna para o povo de Timor-Leste.

Talvez a primeira questão a ser abordada passe pelo sentimento da população frente ao governo constituido. O sr. Mari não deve confundir a vontade de seu partido com a vontade da população, nem o Estado deverá estar a serviço de corregilionários do seu partido.

São questões difíceis de serem tratadas, mas são vitais em um sistema democrata representativo e que não se veja eterno no poder.

Não custa registrar o belo poema de Leonel neves, de 1966, o que só me faz agussar a vontade de conhecer TL.

Saudações e um Bom Dia!
Alfredo (Brasil)
"

Dos leitores (11)

"Creio não restarem dúvidas de que há um golpe em curso.

Lamentavelmente, o MNEC Ramos-Horta acaba de sair com um comunicado a colocar-se ao lado do PR ... o PR, mal informado e aconselhado (pela voz da sua esposa, fala na acção conjunta com os dois Bispos - quando D. Basílio encontra-se em Lisboa desde ontem!!!!).

Querem destituir o Governo legítimo de Timor-Leste, coordenado por Mari Alkatiri ... a mesma pessoa que jurou defender a Constituição, está agora a desrespeitá-la, a desconsiderá-la.

Receia executar os poderes constitucionais de acordo com a letra da Constituição, nomeadamente no que respeita o estado de sítio (que seria o desfecho final deste golpe) que, em conformidade com o artº 85º g) só pode ser declarado "mediante autorização do Parlamento Nacional, ouvidos o Conselho de Estado, o Governo e o Conselho Superior de Defesa e Segurança".

Como não pode destituir o Primeiro Ministro (v. artº 86º g)), dá o golpe na esperança que o PM se demita.

Xanana Gusmão é um herói da Pátria que lutou abnegadamente pela liberdade do país e a indepenência.

O Presidente da República Democrática de Timor-Leste não revela a sabedoria do Comandante da Resistência brilhante que foi.

Revela ausência de sentido de Estado, desrespeito pelas instituições de Estado, desconhecimento e falta de informação em relação aos acontecimentos, aceitando qualquer versão que surja sem a preocupação da confirmação e é manipulado facilmente, neste caso, pelo Sr. Hermenegildo Pereira, seu chefe de gabinete, cujo ódio de há décadas pelo PM Mari Alkatiri é conhecido e notório, e tudo fará para ter poder, influência e dinheiro.

Está a conseguir, mas quanto mais alto se sobe, de mais alto se cairá! O Presidente TEM de entender que já não é o Comandante da guerrilha. Os poderes estão definidos num documento reconhecido nacional e internacionalmente - a Constituição, cujo garante de respeito é o próprio que a desrespeita.

É com profunda tristeza que escrevo estas palavras mas já não as poderia conter por muito mais tempo, ao verificar o rumo dos acontecimentos e a cobardia dos actos que estão a ser cometidos ... e indirectamente encorajados pelo homem que tem o dever absoluto, por juramento, de defender a Constituição!

Ainda acredito no bom senso da liderança timorense que se encontra dividida. Sei que terão os melhores interesses da Pátria em consideração no momento final da decisão (decisões) que tomarem.

PR: não se deixe levar pelo impeto do desejo de poder que está a revelar. Uma vez confessou ter "tendência para ser ditador", que não seja este o momento em que a está a revelar.

Alguém tem de lhe dizer NÃO. Não se deixe levar pelos 'Sim' à sua volta que todos se vergam em pronunciar para ter o seu sorriso. Não basta ser charmoso. Tem de ser um Estadista!

É a Pátria e o Povo que disso precisam de si neste momento!

Dos leitores (10)

"GEOESTRATÉGICAS

Timeline: Unrest in East TimorHere are some of the key dates in East Timor's history.

2006

May 25: First wave of Australian troops arrive in Dili.

May 25: The UN opens a refugee camp near Dili for those fleeing the violence.

May 24: East Timor requests assistance from Australia, New Zealand, Malaysia and Portugal to quell the unrest. Australia says it will send up to 1,300 troops. Portugal agrees to send 120 military police.

May 23: Clashes between rebel soldiers and Army troops kill two people and wound five.

May 11: The mandate for a UN mission of 130 administrators, police and military advisers is extended beyond its May 20 finish date.
Australia puts the warships HMAS Manoora and HMAS Kanimbla on stand-by should East Timor require assistance.

May 9: East Timor's Prime Minister Mari Alkatiri says the violence is an attempted coup.

April 28: A rally in support of the sacked soldiers turns into a riot when security forces fire on the crowd. Five people are killed and 21,000 people flee their homes.

March: The East Timorese Government sacks 600 soldiers from its 1,400-strong force when they deserted their barracks complaining of regional discrimination in promotions.

CADA SAXÓNICO, CONTA A HISTÓRIA À SUA MANEIRA... COMO ERA BOM QUE ESTE PESADELO FOSSE UM SONHO MAU, MAS INFELIZMENTE NÃO É - MY FRIENDS."

Faz destas as suas palavras, Presidente?

ABC Local Radio

East Timor violence underpinned by fractured government
PM - Friday, 26 May , 2006 18:26:00


Reporter: David Hardaker

"MARK COLVIN: With Australian troops working to bring law and order back to East Timor, the focus is falling on the future of the Prime Minister Mari Alkatiri. Once promoted as a figure of unity, Mr Alkatiri now appears to have become a symbol of division.

One clear goal of the forces his Government sacked, and whose subsequent actions led to the current troubles, is to remove Mr Alkatiri from his job.

But the Prime Minister is refusing to budge, even though it's now pretty clear that there's been a complete breakdown between him and President Xanana Gusmao.


David Hardaker reports on the political drama behind the scenes.

DAVID HARDAKER: The extreme violence which has been tearing East Timor apart might have started out as a dispute over soldiers' conditions. Now though, it appears that it's all about getting rid of Prime Minister Mari Alkatiri.

JOHN BRUNI: Yeah, look, I think that one of the things that we have to understand is that Alkatiri had all the time in the world to try to head this crisis off. It was a crisis that could have been prevented, had they treated the Loromonu soldiers - or the soldiers that come from the Loromonu western districts of East Timor - had he treated these grievances seriously, it is highly likely that this whole thing may not have escalated.

DAVID HARDAKER: John Bruni is a lecturer in Asian Studies at the University of Adelaide.

JOHN BRUNI: The only thing is that since 2002 the East Timorese Government, they were certainly busy partying, once they had achieved their aim and become a legitimate representative of the East Timorese people, but from that point on they really didn't do a great deal to alleviate the poverty, which is endemic in East Timor. They didn't do too much to try to weed out or root out corruption, which basically was one of the opening hallmarks of the East Timorese Government.

And of course when it comes to the ethnic divide in the East Timorese military, Alkatiri in particular, I mean, his problem was that he just simply didn't listen to the soldiers.

DAVID HARDAKER: Mari Alkitiri is 56-years-old and a one-time chartered surveyor.

He signed up early to the fight for East Timor's independence and joined the armed Fretilin movement. But he was forced to leave East Timor and for more than 15 years he lived in Mozambique, where he worked as a teacher.

He returned to East Timor when the country gained its independence, but he and East Timor's President Xanana Gusmao have had sharp political differences. Now those differences are out in the open.

President Xanana Gusmao and the Prime Minister, it appears, did not speak to each other yesterday after the President assumed control of the country's security forces.

The President's Australian born wife, Kirsty Sword, was at a meeting in Dili last night with Vice-Chief of the Australian defence force, Lieutenant General Ken Gillespie.

Kirsty Sword was speaking today on behalf of her sick husband.

KIRSTY SWORD: Xanana gave him a briefing on the situation on his dismay at the failure of the Government in addressing the underlying causes of the unrest that's been unfolding in the past few weeks… and made it very clear that he has assumed control of the Defence Forces.

DAVID HARDAKER: If it comes down to a straight out choice between Alkatiri and Gusmao, then Mr Alkatiri is in trouble. His personal style, as much as anything else, has angered East Timorese.

JOHN BRUNI: I think aloofness would be one of the things that certain people have been saying… you know, he has a rather aloof style, and he obviously thinks very highly of his ability to rule, which is fine, I mean, you want to have a reasonably confident Prime Minister, but not at the exclusion of actually trying to listen to the various people that you're meant to be representing. And this is where, I think, Alkatiri's whole political reputation basically fell apart.

DAVID HARDAKER: Is he autocratic?

JOHN BRUNI: Maybe too strong a word to use, autocratic, but he does certainly have some leanings towards that aspect, yeah.

DAVID HARDAKER: Last year thousands of demonstrators, backed by the Catholic Church, confronted the Alkatiri Government and called for "an end to the dictatorship".

Last week the Prime Minister headed off a challenge to his leadership after he forced a change in voting rules. Rather than a secret ballot in his party, he wanted a show of hands. His challenger withdrew.

Now a military uprising has become the rallying point for the nation's grievances. So will he step aside? Xanana Gusmao's wife, Kirsty Sword, hinted that he should.

KIRSTY SWORD: I think there are clearly going to be some significant changes. I think the Government has lost the trust of the people. Clearly in this situation people have very little faith in the Government, and there are going to have to be some sweeping changes to be able to restore people's confidence and trust.

DAVID HARDAKER: Prime Minister Alkatiri's response?

MARI ALKATIRI: Never, I only will do it if my party asks me to do it.

DAVID HARDAKER: But according to Adelaide University, John Bruni, removing Mr Alkatiri may be the only solution.

JOHN BRUNI: Well, I think that if Alkatiri doesn't have a real sea change in his own attitude in terms of being able to sit down around the negotiating table, discuss things with the Loromonu soldiers, but also not only discuss things but actually act out whatever their grievances are, and ensure that those grievances do not fester any further, then perhaps we can see that there's going to be some form of stability back in East Timor.

But if he chooses to go back to his old autocratic and aloof ways, I think that whatever we're seeing in terms of trying to put stability on the ground in East Timor will just be that, it'll just be temporary.

DAVID HARDAKER: Does it mean that there needs to be fresh elections to... for Alkatiri if needs be to get a new mandate?

JOHN BRUNI: Well, certainly I think that that would be a very good idea if that can be done.

MARK COLVIN: Adelaide University academic Dr John Bruni ending David Hardaker's report."

World Vision staff want to stay in Dili

"ABC News Online

Staff from aid agency World Vision say they do not want to be evacuated from East Timor if the situation deteriorates.

The staff were forced to move from their compound in Dili yesterday because of safety concerns.

But Australian project officer, Fiona Hamilton, says it is feared more than 20,000 people have been displaced by the violence and they want to stay and help.

"It's preferable that we aren't because we want to be available to assist the displaced people to provide humanitarian response ... we prefer not to be evacuated," she said."

Muito bem. É assim mesmo.

Por Timor-Leste

A única solução passa pelo Presidente da República e o Primeiro-Ministro entenderem-se.

Sentido de estado e muita lealdade a Timor-Leste, ambos têm.

"Esperemos que nem Xanana Gusmão, nem Mari Alkatiri, queira ficar para a história como o responsável de mais um banho de sangue." - confessou-nos uma observadora atenta.

Verdade e Reconciliação. É aqui e agora.

The campaign to oust the democraticly elected Timor-Leste government is underway in Australia

"The campaign to oust the democraticly elected Timor-Leste government is underway in Australia.

John Howard has fired the first shot.

I say this to John Howard: Maybe he should think about giving to Timor-Leste what rightfully belongs to Timor-Leste under the international law!!! Australia exploited more than US$2 Billion in revenues from the Timor Gap between 1999 and 2004 (Laminaria and Coralina oil fields).

John Howard withdrew Australia from the international court on the eve of Timor-Leste gaining its sovereignty in 2002, denying the Timor-Leste the only avenue to resolve the maritime border between the two countries fairly. Australia bullied Timor-Leste into accepting on 50% of what rightfully belonged to it under international law in the Greater

Sunrise negotiations.

The people of Timor-Leste inherited a country literally from the ashes after 1999.

The US$2 Billion that Australia robbed from Timor-Leste's oil resources would have made many differences. Instead, faced with a poor, conflict torn neighbour, Australia became a bully instead and denied Timor-Leste precious funds which would have placed the country on a good footing.

Timor-Leste is moving towards a path of self reliance despite various setbacks, despite Australia's bullying behaviour. But today John Howard is only too happy to see Timor-Leste on its knees.

But Timor-Leste will raiseonce again. And this time she will be stronger. John Howard is on his way out soon. Timor-Leste will contiue to stand and the East Timorese will soon rub it on John Howard's face.

Johny, you are a bully but we overcame.

Timorese living in Australia"

São 3 e 58 da manhã e tudo calmo

Seis militares australianos foram vistos juntos ao Palácio do Governo em patrulha a pé. Não se ouvem tiros, nem galos. Apenas um helicóptero de vez em quando por cima de nós.

GNR não será envolvida em eventual conflito institucional

Lisboa, 26 Mai (Lusa) - A missão da GNR não será envolvida num eventual conflito institucional entre o presidente e o governo de Timor-Leste, porque é uma missão própria com um comando próprio, disseram hoje os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Administração Interna.

Diogo Freitas do Amaral e António Costa estiveram hoje nas comissões parlamentares de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e de Negócios Estrangeiros para explicar o envio de 120 efectivos da GNR para Timor-Leste.

Ambos os ministros desvalorizaram as notícias sobre um possível conflito entre o presidente timorense, Xanana Gusmão, e o primeiro-ministro, Mari Alkatiri, a propósito da decisão presidencial de assumir o controlo da segurança.

"Esse eventual conflito é um problema político interno de um Estado independente sobre o qual Portugal não tem de se pronunciar nem intervir", disse.

"Mas, se vier a haver um tal conflito, de que resulte algum problema para as forças da GNR, o comando da missão reporta directamente ao Governo português", acrescentou.


Também António Costa, que repetidas vezes sublinhou a importância para o Governo de a missão da GNR em Timor-Leste ser exercida num contexto de apoio à unidade timorense, assegurou que a GNR não será envolvida.

Segundo explicou, o acordo celebrado com Timor com o aval da ONU prevê que "o contingente português dependa directamente do Presidente da República e do primeiro-ministro" timorenses, excluindo todas as outras instituições, designadamente os Ministérios da Defesa e do Interior timorenses.

"A missão é uma missão própria, com um comando próprio, o que significa que não é quebrada a cadeia de comando que tem no vértice o governo português. Ou seja, será o governo português a decidir o que fazer, caso a situação evolua para um conflito dessa ordem", explicou o ministro da Administração Interna.

A questão do eventual conflito entre a presidência e o governo timorenses foi suscitada pelos deputados António Filipe, do PCP, e Luís Fazenda, do Bloco de Esquerda, que questionaram os ministros sobre o que vai fazer o governo português, caso a situação evolua para um claro conflito institucional.

MDR.


Nota da redacção: Conflito em curso.

sexta-feira, maio 26, 2006

Chefe de gabinete de Xanana reagiu a "insinuação" de PM Mari Alkati

Díli, 26 Mai (Lusa) - Agio Pereira, chefe de gabinete do Presidente da República, classificou de "insinuação" a afirmação hoje feita pelo primeiro-ministro Mari Alkatiri de que "há chefes de gabinete que se acham vice-presidentes".

"Essa declaração parece uma insinuação indirecta ao chefe de gabinete d o Presidente da República, que por lei é o porta-voz do Chefe de Estado", coment ou Agio Pereira à Lusa.

Mari Alkatiri, em declarações feitas antes à Lusa, e a propósito do rel acionamento que mantém com o presidente da República, - em particular na sequênc ia de noticias contraditórias sobre de quem era a responsabilidade pela seguranç a interna - o primeiro-ministro afirmou "não haver problema de parte a parte".

Depois, sem nunca o referir pelo nome, o chefe do governo teceu no enta nto críticas ao chefe de gabinete do presidente da República, Agio Pereira.

"Sei que o problema maior é que todos os chefes de gabinete deveriam se r como o meu, que não se pronunciam sobre assuntos políticos. Há chefes de gabin ete que se acham vice-presidentes", disse.

ASP/EL.

Pedimos desculpa pelo intervalo

Mas não conseguíamos parar de rir.

Assuntos de Estado

Tentámos obter, sem sucesso, um comentário da mulher do Primeiro-Ministro, Marina Alkatiri.

Esta, afirmou remeter qualquer assunto de Estado para o seu marido.

Hilariante!!!

Mulher de Xanana Gusmão insiste que é ele quem controla segurança

Díli, 26 Mai (Lusa) - Xanana Gusmão sente que o governo de Mari Alkatiri é "claramente incapaz de controlar a situação" e por isso assumiu o controlo da s egurança e a coordenação com as forças internacionais em Timor-Leste, afirmou ho je a mulher do presidente timorense.

"Penso que Xanana sente que, claramente, o governo é incapaz de controlar a situação. Não é claro quem é que está a comandar as forças armadas, que parece m estar agora a alvejar as famílias de agentes da polícia em Díli", disse a aust raliana Kirsty Sword numa entrevista à rádio australiana ABC.


"Depois do grave surto de violência de ontem (...), Xanana deixou bem clar o que assumiu o comando das forças internacionais que chegaram ontem (quinta-fei ra). E pudémos reunir-nos com o general Ken Gillespie e com respresentantes do g overno australiano e do governo neo-zelandês", acrescentou.


Nesse encontro, segundo a mulher do presidente timorense, Xanana Gusmão "f ez-lhes um ponto da situação, falou de que como ficou chocado com o fracasso do governo em resolver as causas subjacentes da agitação das últimas semanas e deix ou bem claro que assumiu o controlo das forças de defesa".


Kirsty Sword afirma ainda ter percebido que o primeiro-ministro, Mari Alka tiri, "não está a aceitar a situação", mas acrescenta que não houve contactos di rectos entre o presidente e o primeiro-ministro durante o dia de quinta-feira, d ia em que Xanana anunciou a decisão de assumir o controlo.


Sobre as informações de que elementos das forças armadas estarão a atacar as famílias de agentes da polícia, a mulher de Xanana considera "difícil de acre ditar" que estejam "a receber ordens de cima", pelo que conclui que "aparentemen te as forças armadas estão a actuar arbitrariamente e sem qualquer controlo dos seus superiores".


MDR.
Lusa/Fim

Alkatiri: forças timorenses e internacionais «coordenadas»

Público 26.05.2006

A segurança interna de Timor-Leste é da respons abilidade do governo e as forças timorenses actuam em «coordenação» com as internacionais, no âmbito das «regras de actuação» definidas nos acordos assinados, disse à Lusa o primeiro-ministro Mari Alkatiri.

«A segurança interna da responsabilidade do governo. Neste momento temos forças internacionais a ajudarem na segurança interna», referiu em entrevista à Lusa.

«O comando das forças internacionais não está nas mãos nem do governo n em de nenhuma instituição timorense, mas há coordenação entre o comando das forças institucionais e das F-FDTL e coordenação política feita pelo governo», sublinhou.

Mari Alkatiri referiu à Lusa que o acordo assinado com a Austrália prevê que as forças internacionais actuem em Timor-Leste »em cooperação com a F-FDTL e com a PNTL«, as forças militares e policiais timorenses.«As armas das duas forças continuam sob responsabilidade dessas duas instituições», referiu, explicando que a natureza das próprias F-FDTL é de que «são uma força de quartel» onde estarão «se não tiverem que travar qualquer combate ».

«Mas o comando das F-FDTL está directamente envolvido na coordenação da s operações», frisou.Relativamente à polícia timorense, Mari Alkatiri explica que a situação é diferente, admitindo que os efectivos policiais timorenses vivem hoje «uma situação de trauma«, depois dos confrontos de quinta-feira que causaram a morte de pelo menos nove polícias e 27 outros feridos.

«Os agentes da polícia estão a reviver um trauma. Estamos a reorganizar o comando da polícia que foi muito afectado por isto para cooperar depois com a polícia internacional», disse, referindo que o contingente policial da Malásia esta instalado na Academia da Polícia em Díli «para iniciar essa cooperação».Em comunicado distribuído hoje, o gabinete do primeiro-ministro refere que as forças de defesa timorenses (F-FDTL) em coordenação com as forças austral ianas estabeleceram hoje um perímetro de segurança na capital, com o patrulhamen to a ser garantindo por militares da Austrália.A nota de imprensa refere que o perímetro de segurança «envolve as sedes dos quatro órgãos de soberania» e as residências dos seus titulares, «as instalações da central eléctrica, das telecomunicações, da água, do Hospital Nacional Guido Valadares e do aeroporto, entre outros».

«A decisão política sobre o perímetro de segurança foi tomada pelo Governo, em coordenação com o Presidente da República», explica a nota de imprensa enviada à Lusa.

Os comentários de Mari Alkatiri sobre o papel das F-FDTL contradizem as do ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos-Horta, que hoje disse a uma rádio neozelandesa que as forças australiana, vão tomar posição nos principais locais da cidade, confinando os militares rebeldes, enquanto os soldados das força s governamentais estão a recolher aos quartéis de Baucau e Metinaro

.«As forças armadas timorenses concordaram em retirar completamente da cidade, para a zona leste da capital, onde está o seu quartel», referiu.«Quaisquer outros elementos armados serão conduzidos para acantonamento s controlados pela força australiana«, indicou.

Os comentários sugerem que no primeiro dia de operações das tropas australianas em Timor-Leste permanece alguma confusão sobre o seu mandato, sobre as responsabilidades de comando da operação e sobre o eventual papel que as F-FDTL e as restantes estruturas de segurança timorenses terão no terreno.

O responsável da Força Aérea australiana, Angus Houston, disse hoje que o governo timorense ordenou os soldados da F-FDTL a regressarem aos quartéis, entregando responsabilidade da segurança aos australianos e ordenando os rebeldes a entregarem as armas.Houston explicou que a função das tropas australianas seria separar as forças em confronto, retorná-las aos quartéis e «gerir» as suas armas para permitir conversações de paz.

«Queremos ser a parte imparcial, alguém em que todos confiam e que é capaz, essencialmente, de estabelecer um ambiente estável», disse, garantindo que as suas tropas permanecerão «neutras».Se alguém atacar soldados australianos, estes responderão.

«Usaremos força letal apenas quando for absolutamente necessário fazer isso», disse.Michael Mumford, tenente-coronel do 3RAR de paraquedistas australianos reiterou que os australianos se defenderão de qualquer ataque.

Os últimos dados indicam que já estão no terreno mais de 650 soldados a ustralianos, com os restantes elementos da força de 1.300 esperados até ao final de sábado.Diário Digital / Lusa

Comunicado à Imprensa - MNE

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS E COOPERAÇÃO


26 May 2006


DR RAMOS-HORTA: “I KNOW THE PEOPLE OF TIMOR-LESTE AND I HAVE FAITH IN MY PEOPLE”

Timor-Leste’s Senior Minister and Minister for Foreign Affairs and Cooperation and Nobel Peace Laureate José Ramos-Horta said today he hoped the current crisis in his country would jolt the leaders into a more inclusive, sensitive and humble form of leadership.

“I would hope as well that those responsible for the violence can take stock of the cost to the country both financially and psychologically and embark on action that is based on the spirit of reconciliation and inclusion,” Dr. Ramos-Horta said.

“The deterioration of our security has shocked everyone.

“It was so serious yesterday that our President Xanana Gusmão, was forced to take the grave step of taking over control of the security affairs of State. This move was welcomed by the people who have enormous trust in our President, a national hero.

“I have also said publicly many times that the issues leading up to the demonstrations in April that escalated into the violence we have suffered in the past few days, were issues capable of resolution. They still are and despite our situation I have continued to talk to all aggrieved parties in the hope we all can find a lasting peaceful solution.

“We all came to Government, including me, with little or no experience of governance and therefore need to be more humble in our approach in listening to our people, seeking advice and ensuring our people are listened to and get good hearings on issues that concern them,” he said.

Dr Ramos-Horta has paid tribute to the enormous contribution of the Church during the current crisis.

“I have to thank particularly the Bishop of Dili, Dom Alberto Ricardo da Silva, and our wonderful Sisters from various orders for the role they are playing in both feeding and sheltering people in helping to keep people calm and to even talking to some of the persons causing trouble, thus avoiding further bloodshed,” Dr Ramos-Horta said.

Commenting on the current deployment of defence and security forces, Minister for Foreign Affairs said that he wants to express his deep appreciation to the Australian Defence Forces who yesterday arrived in Dili to help with Timor-Leste’s immediate task to restore security.

He further expressed his appreciation to Malaysia, Portugal and New Zealand who along with Australia comprise the deployment contingent and to the UN Security Council that lent its support by way of a resolution that supports these governments that have deployed defence and security forces.

“I want all our friends to know that we deeply appreciate their strong support in our hour of need.

“It breaks my heart when I look at my beleaguered country, and see young children, mothers, grandmothers, men - old and young , all innocent people, fleeing in fear of their lives.

“ But I know the people of Timor-Leste and I have faith in my people and I know that we all will rise and be a peaceful and proud country. I do also have faith in our friends, who I ask for their continued support,” Dr Ramos-Horta concluded. – ENDS.

Entrevista Kristy Gusmão - mulher do Presidente Xanana à TSF hoje

Disse que a solução para Timor-Leste passa pelo Presidente da República, pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Ramos-Horta, e pelos Bispos?

Não falta ninguém? E o governo e o Parlamento Nacional?

Pois é, vem aí a factura...

Reuters 26.05.2006
...

GOVERNANCE PROBLEM

Australian Prime Minister John Howard was critical of the way East Timor has been run.

"There is a significant governance problem inside East Timor. There's no point in beating about the bush, the country has not been well governed," he told Australian Radio on Friday.

The truth and friendship commission's Soares said: "The parliament plans to convene today to decide further steps that need to be taken by the president and the prime minister.""

East Timor fighting eases

By David Fox

DILI (Reuters) - The streets of Dili were quiet and nearly deserted on Friday afternoon, a day after violent clashes between rival East Timorese factions, with no local police or military presence seen.

Foreign Minister Jose Ramos-Horta told New Zealand Radio the warring parties in the tiny nation might be brought together for talks over the weekend, and that in the meantime government forces and the fighting factions had agreed to leave the city.

"By Sunday, I hope for a roundtable chaired by the President, Xanana Gusmao," he said.

Nine people were killed and 27 wounded on Thursday in clashes sparked by a government's decision to sack almost half the country's military after they protested against poor conditions.
Most of those killed were shot when rebel army elements opened fire on unarmed police being escorted out of Dili police headquarters after a negotiated ceasefire, officials said.

At least six people had already been killed in Dili, the capital, before Thursday as protests by many of the almost 600 dismissed soldiers spiraled into violent clashes with government troops and police.

Officials said the fighting appeared to have quieted down after commandos from Australia, one of several countries asked to help, landed on Thursday.

The Australian military presence at the airport was strong on Friday and more troops were arriving. Those already there appeared relaxed, smoking and lounging in the shade of trees.

Forças timorenses e internacionais "coordenadas" - PM Alkatiri

Lisboa, 25 Mai (Lusa) - A segurança interna de Timor-Leste é da respons abilidade do governo e as forças timorenses actuam em "coordenação" com as inter nacionais, no âmbito das "regras de actuação" definidas nos acordos assinados, d isse à Lusa o primeiro-ministro Mari Alkatiri.

"A segurança interna da responsabilidade do governo. Neste momento temo s forças internacionais a ajudarem na segurança interna", referiu em entrevista à Lusa.

"O comando das forças internacionais não está nas mãos nem do governo n em de nenhuma instituição timorense, mas há coordenação entre o comando das forç as institucionais e das F-FDTL e coordenação política feita pelo governo", subli nhou.

Mari Alkatiri referiu à Lusa que o acordo assinado com a Austrália prev ê que as forças internacionais actuem em Timor-Leste "em cooperação com a F-FDTL e com a PNTL", as forças militares e policiais timorenses.

"As armas das duas forças continuam sob responsabilidade dessas duas in stituições", referiu, explicando que a natureza das próprias F-FDTL é de que "sã o uma força de quartel" onde estarão "se não tiverem que travar qualquer combate ".

"Mas o comando das F-FDTL está directamente envolvido na coordenação da s operações", frisou.

Relativamente à polícia timorense, Mari Alkatiri explica que a situação é diferente, admitindo que os efectivos policiais timorenses vivem hoje "uma si tuação de trauma", depois dos confrontos de quinta-feira que causaram a morte de pelo menos nove polícias e 27 outros feridos.

"Os agentes da polícia estão a reviver um trauma. Estamos a reorganizar o comando da polícia que foi muito afectado por isto para cooperar depois com a polícia internacional", disse, referindo que o contingente policial da Malásia esta instalado na Academia da Polícia em Díli "para iniciar essa cooperação".

Em comunicado distribuído hoje, o gabinete do primeiro-ministro refere que as forças de defesa timorenses (F-FDTL) em coordenação com as forças austral ianas estabeleceram hoje um perímetro de segurança na capital, com o patrulhamen to a ser garantindo por militares da Austrália.

A nota de imprensa refere que o perímetro de segurança "envolve as sede s dos quatro órgãos de soberania" e as residências dos seus titulares, "as insta lações da central eléctrica, das telecomunicações, da água, do Hospital Nacional Guido Valadares e do aeroporto, entre outros".
"A decisão política sobre o perímetro de segurança foi tomada pelo Gove rno, em coordenação com o Presidente da República", explica a nota de imprensa e nviada à Lusa.

Os comentários de Mari Alkatiri sobre o papel das F-FDTL contradizem as do ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos-Horta, que hoje disse a uma r ádio neozelandesa que as forças australiana, vão tomar posição nos principais lo cais da cidade, confinando os militares rebeldes, enquanto os soldados das força s governamentais estão a recolher aos quartéis de Baucau e Metinaro.

"As forças armadas timorenses concordaram em retirar completamente da c idade, para a zona leste da capital, onde está o seu quartel", referiu.

"Quaisquer outros elementos armados serão conduzidos para acantonamento s controlados pela força australiana", indicou.

Os comentários sugerem que no primeiro dia de operações das tropas aust ralianas em Timor-Leste permanece alguma confusão sobre o seu mandato, sobre as responsabilidades de comando da operação e sobre o eventual papel que as F-FDTL e as restantes estruturas de segurança timorenses terão no terreno.´

O responsável da Força Aérea australiana, Angus Houston, disse hoje que o governo timorense ordenou os soldados da F-FDTL a regressarem aos quartéis, e ntregando responsabilidade da segurança aos australianos e ordenando os rebeldes a entregarem as armas.

Houston explicou que a função das tropas australianas seria separar as forças em confronto, retorná-las aos quartéis e "gerir" as suas armas para permi tir conversações de paz.
"Queremos ser a parte imparcial, alguém em que todos confiam e que é ca paz, essencialmente, de estabelecer um ambiente estável", disse, garantindo que as suas tropas permanecerão "neutras".

Se alguém atacar soldados australianos, estes responderão. "Usaremos fo rça letal apenas quando for absolutamente necessário fazer isso", disse.

Michael Mumford, tenente-coronel do 3RAR de paraquedistas australianos reiterou que os australianos se defenderão de qualquer ataque.

Os últimos dados indicam que já estão no terreno mais de 650 soldados a ustralianos, com os restantes elementos da força de 1.300 esperados até ao final de sábado.

ASP.

Confrontos armados no bairro de Taibessi, em Díli

Díli, Mai 26 (Lusa) - O bairro de Taibessi, na zona oriental de Díli, foi hoje palco de confrontos entre civis na posse de armas de fogo e jovens timorens es armados com catanas e arcos e flechas.

Cerca das 18:00 locais (10:00 em Lisboa) ouviram-se várias sequências de t iros de pistolas e de M16, automáticas, bem como disparos de artilharia pesada, disseram à Agência Lusa residentes no bairro de Taibessi, que testemunharam os c onfrontos. Não há conhecimento de vítimas resultantes destes confrontos. Segundo test emunhas no local, não houve qualquer intervenção das forças de segurança timoren ses ou dos militares australianos nestes confrontos.

Duas horas antes registaram-se também disparos nas imediações da Igreja de Balide, perto do bairro de Taibessi. Estão neste momento a decorrer ajuntamentos de jovens na posse de armas tr adicionais no bairro de Comoro, na zona ocidental da cidade, referem residentes do bairro.
RBV.

They are back...

Dos leitores (8)

"Não é situação inesperada, embora seja tudo muito triste.

Não podemos esquecer que o País tem 4 anos, apenas. E que renesceu das cinzas.

Todas as suas estruturas são ainda frageis- como esta crise prova.

A Comunidade Internacional é que não pode ser hipocrita., e julgar que ao fim de 4 anos fez o que havia a fazer e lava dai as mãos.

E preciso dar tempo ao tempo, e continuar o esforço conjunto de reconstrução.Um País é uma obra de seculos! "

Failed Coup Blamed For Timor Unrest

Failed Coup Blamed For Timor Unrest

Friday, 26 May 2006, 6:27 pm
Article: The Scoop Team

Timor Update: Failed Coup To Blame For Timor Leste Violence
Compiled by Selwyn Manning - Scoop co-editor

U.S-based security monitors are reporting that a failed coup is to blame for the clashes between Timor Leste security forces and former soldiers, Prime Minister Mari Alkatiri said Friday, May 26. Stratfor, a leading security consulting intelligence agency, reports Australian special forces have secured Dili airport, but lack approval from Alkatiri or President Xanana Gusmao to activate the remaining troops on standby.

Informação à imprensa - gabinete do PM

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
INFORMAÇÃO À IMPRENSA

Perímetro de segurança definido

O comando das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), em coordenação com o comando das forças australianas, que desde ontem começaram a desembarcar em Díli, estabeleceram, nesta sexta-feira, 26 de Maio, um perímetro de segurança na capital timorense, cujo patrulhamento está a ser assegurado por militares australianos.

O perímetro de segurança envolve as sedes dos quatro órgãos de soberania – o que inclui as residências dos seus titulares –, as instalações da central eléctrica, das telecomunicações, da água, do Hospital Nacional Guido Valadares e do aeroporto, entre outros.

A decisão política sobre o perímetro de segurança foi tomada pelo Governo, em coordenação com o Presidente da República.

A inclusão das instalações dos órgãos de soberania no perímetro de segurança foi decidida não por se tratarem de eventuais alvos, mas por ser essencial à preservação da estrutura e funcionamento do Estado.

Ainda assim, quando circularam esta manhã rumores sobre um hipotético ataque ao Palácio das Cinzas, onde está instalado o gabinete do Presidente da República, no centro de Díli, o primeiro-ministro decidiu que se empregasse imediatamente tropas australianas para protecção àquele palácio.

A disposição das forças pela capital timorense segue-se à assinatura entre Timor-Leste e as autoridades australianas do acordo relativo aos termos da sua actuação.

Os neozelandeses já acordaram também com o Governo a forma e o modo da sua intervenção.

Entretanto, está desde as 8h00 em Timor-Leste, o destacamento avançado dos polícias da Malásia, cuja chegada esteve prevista para ontem. Trata-se de um grupo de 25 elementos, especializado em luta anti-subversiva.

Uma equipa de três oficiais da GNR de Portugal é esperada chegar a Díli, no domingo, 28, para fazer uma avaliação das necessidades. Entre eles, virá o comandante da companhia, composta por 120 elementos. Portugal anunciou entretanto que o seu destacamento avançado deverá chegar durante a próxima semana.

Comandante das F-FDTL garante que autor de disparos está detido

Após os confrontos de ontem no centro de Díli, perto dos quartéis da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e da Polícia Militar, que envolveram elementos das F-FDTL e da PNTL, o comandante das F-FDTL, brigadeiro general Taur Matan Ruak, garante que o militar que alegadamente disparou sobre vários polícias, que tinham entretanto deposto as suas armas, após mediação de observadores militares das Nações Unidas, foi imediatamente desarmado, está detido e será a seu tempo julgado. Prosseguem investigações no seio das F-FDTL para apurar se haverá outros militares envolvidos.

Governo mantém poderes ao nível da segurança

O Governo mantém a totalidade dos seus poderes ao nível da segurança interna. Depois de o Presidente da República ter declarado numa comunicação que havia assumido aqueles poderes, o primeiro-ministro contactou o Presidente da República e foi informado de que o entendimento do Presidente da República é que nas questões de segurança tem de haver coordenação entre os dois órgãos de soberania. O primeiro-ministro respondeu que assim tem sido até agora e vai continuar a ser. A coordenação entre os dois órgãos de soberania tem sido total e exemplo disso foi a decisão de o Estado, enquanto tal, ter requerido o auxílio das forças internacionais para resolver esta crise. Embora a proposta da decisão pertença ao primeiro-ministro, o Presidente da República e o presidente do Parlamento Nacional concordaram com a ideia, tendo as cartas dirigidas aos chefes de governo da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal sido assinadas pelos três.


Díli, 26 de Maio de 2006

Alguns supermercados abertos

O "Singapura Congelados" aberto.

Obrigado, leitores

Agradecemos a todos os nossos leitores a participação activa neste blogue.

Obrigado a todos.

Dos leitores (7)

"É com grande amargura q vou ouvindo as informações q chegam de Timor.

Eu e a minha mulher estivemos desde o início no combate q aqui em Portugal se fez nos finais da década de 90, e muito antes disso, já nos idos 70s sempre estive ao lado dos timorenses contra a ocupaçao indonésia.

Quando estudei em Paris entre 94 e 95, fiz parte dum grupo com timorenses q divulgava a causa, e membros das Falintil chegaram a ir à Casa de Portugal fazer uma conferência.

Logo q fiz o meu blog Ego na Lua, coloquei uma imagem de mulheres de Timor com o título "Isto fez-me chorar".
E agora deparamo-nos com isto... Depois de tanta luta e tanto sangue derramado, os timorenses entregam-se ao fratrícidio.

Do fundo do meu coração, apelo aos timorenses q mostrem ao mundo q sao capazes de fazer uma nação, e q se entendam para q mais sangue nao corra no solo martirizado de Timor.

Ao autor deste blog, q penso ser timorense, envio um abraço solidário.

Q saiba q aqui em Portugal estamos a sofrer convosco e q nunca vos abandonaremos.

Viva Timor! "

Dos leitores (6)

"Ja ha aussies na cidade, passaram agora pelo ACAIT."

Jornalistas invadem Timor-Leste

Díli mostra sinais de regresso a uma normalidade ainda muito frágil.

Não se ouvem tiros há horas.

Dos leitores (5)

"Senhor Presidente da República Democrática de Timor Leste será que tantas mortes já são suficientes para que entenda que as questões politicas internas de um pais não se discutem na praça p'ublica nem na comunicação social?!

Ou será que o Palácio das Cinzas não tem um gabinete onde possa reunir com o PM?? "

Dos leitores (4)

"O QUE SE VAI DIZENDO...O PIOR É OCORRIDO EM DÍLI É COMO UMA PEDRA NO CHARCO - AS ONDAS REFLECTEM-SE E A RECAÍDA DE TIMOR PODERÁ SER TOTAL...

MENOS CONVERSA E ESSA TROPA QUE VÁ JÁ PARA BAUCAU, LIQUIÇA, ALIEU E SUAI...

A INDONÉSIA JÁ FECHOU AS FRONTEIRAS COM TIMOR (ver Lusa)

Quanto à possibilidade do Conselho de Segurança voltar a criar a Força de Manutenção de Paz da ONU que esteve no território até à independência, o emba ixador Oshima disse apenas: "Esperemos que não tenhamos de enfrentar uma situaçã o desse tipo.

As coisas estão tão incertas que temos agora de esperar para ver o que vai acontecer".

O Conselho de Segurança das Nações Unidas saudou também a decisão do se cretário-geral da ONU, Kofi Annan, de enviar Ian Martin para Timor-Leste com a m issão de avaliar a situação e "facilitar o diálogo político".

Ian Martin foi o representante especial de Annan em Timor-Leste em 1999 .

O subsecretário-geral para os Assuntos Políticos, Ibrahim Gambari, diss e numa entrevista que Timor-Leste "tem sido uma história de êxito para as Nações Unidas e para a comunidade internacional", pelo que é de todo o interesse "evit ar agora uma recaída".

Gambari referiu que as Nações Unidas vão avaliar as recomendações que I an Martin vai apresentar, mas, disse, a prioridade agora é restabelecer a ordem e a segurança.

NÃO ESPEREM MUITO MAIS...POR FAVOR!... "

Dos leitores (3)

"Andei pela cidade hoje de manha (Audian, Bidau, Comoro, Bee To'o...) e as ruas estavam calmas.

Pouco transito, nao se via nenhum policia em parte nenhuma, havia bastantes FDTL nas suas instalacoes em Caicoli, ruido de disparos nas colinas em torno da cidade (nao posso precisar onde, talvez para os lados de Lahane).

Os militares australianos, fortemente armados e com carros blindados apareceram ha bocadinho a frente do Hotel Timor (junto ao Porto?Ponte-Cais), talvez para mostrar apenas a sua presenca, mas com efeitos positivos sobre a moral da populacao que assistiu.

As pessoas estao fartas de guerra e so querem alguem que venha de fora para controlar a situacao... "

Dos leitores (2)

"Caro Amigo Rogério Lobato

A tua Família e o teu País (esses sorrisos maravilhosos das vossas crianças!...), não mereciam esta desgraça.
Tanto inocente, que morre sem saber porquê, nem para quê...

É este o maior drama ... da violência gratuita e sem rosto.

Eu um, não sei quem, nesta miséria - nem as lágrimas saem, tal é a raiva contida.

Porquê deixaram chegar a situação a este ponto?Olha Lobato, nada de vinganças, antes cultiva a esperança que é a última a morrer...
POR FAVOR, GUARDA-A NO CORAÇÃO, não a abandones.

Espero também que o vosso governo, tenham a humildade de analisarem friamente esta miséria, não ponham essa tarefa na mãos (ainda que generosas) dos malais.

Nem culpem os malais desta desgraça, todos nós sabíamos que se não houvesse senso e doçura com os filhos generosos do teu País...Mauberes orgulhosos e guerreiros, seria o fim - a vossa dignidade é um valor, mas quando beliscada é terrível e cega.

Quem governa, tem que ter este condão, saber ser duro, mas meigo, muita ternura para com as pessoas - que de forma alguma são fraldas descartáveis.

Um sentido abraçodeste amigo de sempre. "

Dos leitores (1)

"Um grupo de militares australianos fortemente armados e com carros de combate blindados fizeram uma breve aparicao em frente ao Hotel Timor - presumo que para a fotografia, ja que o Hotel esta sempre cheio de jornalistas.

A populacao reagiu com entusiasmo, e e bom esse efeito que permite alguma esperanca de dias mais calmos ao povo que ja nao sabe quem sao "os maus" e quem sao "os bons"...
JP "

Lusa

26-05-2006 6:22:00. Lusa - Ramos-Horta espera conversações de paz este fim-de-semana

Auckland, 26 Mai (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor -Leste, Ramos-Horta, afirmou hoje esperar que as facções em confronto no país ch eguem a acordo para a realização de conversações de paz, lideradas pelo presiden te Xanana Gusmão, este fim-de-semana.

Numa entrevista a uma cadeia de rádio neo-zelandesa, Ramos-Horta referi u que as forças australianas, que começaram a desembarcar quinta-feira em Díli, vão tomar posição nos principais locais da cidade, confinando os militares rebel des, enquanto os soldados das forças governamentais estão a recolher aos quartéi s de Baucau e Metinaro.

"As forças armadas timorenses concordaram em retirar completamente da c idade, para a zona leste da capital, onde está o seu quartel", referiu.

"Quaisquer outros elementos armados serão conduzidos para acantonamento s controlados pela força australiana", indicou.

"Até domingo espero ser possível efectuar uma mesa redonda (com as facç ões em confronto), dirigida pelo presidente Xanana Gusmão", disse o ministro tim orense, sem mais pormenores.
Ramos-Horta afirmou ainda ter pedido ao comandante das forças australia nas que seja dada prioridade à protecção aos hospitais e aos abrigos onde a popu lação civil se refugiou.

A situação de insegurança que se vive em Timor-Leste desde Abril, e que hoje teve novos desenvolvimentos com tiroteios dispersos por vários locais da c apital, agravou-se nos últimos três dias, com confrontos em Díli e arredores ent re militares e quinta-feira entre elementos das forças armadas e efectivos da po lícia nacional, envolvendo populares, de que resultaram já vários mortos e ferid os.

JPA.
Lusa/fim

26-05-2006 6:19:00. Lusa - Militares australianos garantem segurança ao Palácio das Cinzas

Díli, 26 Mai (Lusa) - Militares australianos estão a garantir a segurança da residência oficial do Presidente da República, no bairro de Caicoli, na sequência de uma tentativa de assalto que estava a ser preparada por grupos com armas de fogo e armamento tradicional.

Apoiados por duas viaturas blindadas de transporte de pessoal M113, os militares australianos estão também a garantir a segurança das instalações das Nações Unidas em Díli, no mesmo bairro.

Cerca de 70 agentes das forças de segurança timorenses estiveram refugiados nas instalações da ONU mas saíram ao início da tarde (madrugada de hoje em Lisboa).

Na sequência das notícias dos preparativos do assalto, o gabinete do Presidente Xanana Gusmão deu indicações para que todos os funcionários da Presidência abandonassem rapidamente o local.

Entretanto, os primeiros efectivos militares australianos que passaram em frente do Hotel Timor, a caminho de Caicoli, acederam a deixar-se fotografar e foram recebidos com palavras de incentivo pelos populares com que se cruzavam.
EL.
Lusa/Fim

26-05-2006 6:10:00. Lusa - Militares australianos guardam missão da ONU

Díli, 26 Mai (Lusa) - Militares australianos assumiram hoje a segurança da missão das Nações Unidas (UNOTIL) em Caicoli, no centro da cidade, local dos confrontos que quinta-feira opuseram as forças armadas e elementos da polícia t imorense.

Cerca das 14:00 locais (06:00 em Lisboa) dois carros blindados e cerca de 30 soldados assumiram a segurança da UNOTIL, seguidos por uma fila de motoriz adas e populares em festa pela chegada dos militares australianos.

Um "capacete azul" australiano da UNOTIL confirmou à Agência Lusa que o s cerca de 70 elementos da Polícia Nacional de Timor-Leste que se encontravam re fugiados na missão das Nações Unidas pediram para sair, alegando "não se sentire m seguros lá dentro", com a chegada das tropas australianas.

A porta-voz das Nações Unidas em Díli, Donna Cosumano, disse à Lusa que os polícias manifestaram o desejo de "regressar a casa", adiantando ainda que " não havia condições para que eles permaneçam aqui", referindo-se à falta de cond ições logísticas nas instalações da UNOTIL.

RBV Lusa/Fim

26-05-2006 5:51:00. Lusa - Mãe e 5 filhos morrem carbonizados após ataque a casa particular

Díli, 26 Mai (Lusa) - Os corpos carbonizados de uma mulher e cinco filhos, as primeiras vítimas civis dos confrontos de quinta- feira em Díli, foram descobertas hoje por funcionários da organização de ajuda internacional australiana AUSAID.

As seis pessoas, a mais nova com três anos, morreram na quinta- feira durante um ataque incendiário à casa onde viviam, no bairro de Comoro, a cerca de quatro quilómetros do centro de Díli.

Uma das vizinhas das vítimas, Henriqueta da Silva, declarou hoje a mãe das crianças, que teria entre 40 e 50 anos, era familiar do ministro do Interior, Rogério Lobato, que tutela a polícia nacional.

Os corpos das seis pessoas, totalmente carbonizados, encontravam-se hoje nos locais e posições onde morreram, com a mãe ainda a abraçar o filho mais novo na casa de banho da residência.
Na mesma divisão estava ainda um segundo filho enquanto os outros três filhos estavam caídos entre a casa de banho e o que resta da sala de estar.

Segundo vizinhos da família no bairro de Comoro, os cinco filhos assassinados tinham três, 13, 15, 16 e 20 anos.

Dois outros filhos, de dez e 17 anos, conseguiram fugir para a embaixada australiana durante o ataque.

"O ataque aconteceu ontem [quinta-feira], mas como todo o bairro estava refugiado em casa não conseguimos ver quem é que queimou a casa deles" disse Henriqueta da Silva.

"O que ouvíamos gritar era 'é aqui, eles vivem aqui` e depois pegaram fogo à casa", disse Henriqueta da Silva, referindo o parentesco da mulher com o ministro Rogério Lobato.

"Mas ninguém no bairro sabe se essa foi a razão do ataque," acrescentou Henriqueta da Silva.

Outras duas casas no bairro foram atacadas quinta-feira por desconhecidos ao mesmo tempo que elementos das Forças Armadas timorenses atacavam o quartel-general da polícia nacional.

O ataque ao quartel-general polícia causou pelo menos 13 mortos, segundo os relatos mais actualizados, não havendo ainda nenhum balanço oficial.

RBV.
Lusa/Fim

Em Balide

Grupo de civis armados vestidos de preto disparam para a população.

Agora, neste momento

Ainda não se veêm militares australianos na cidade.

O Palácio das Cinzas não foi, nem está sob ataque.

Barbárie

Fontes próximas confirmam que durante a noite um grupo de civis armados pegaram fogo à casa de familiares do Ministro do Interior Rogério Lobato.

Uma concumhada e os quatro filhos morreram.

FDTL

As FDTL receberam instruções para não se envolverem em combates excepto em situações de ataque por parte dos rebeldes. Segundo Fontes governamentais.

Assalto em Hera

Hoje de manhã o quartel das FDTL em Hera foi assaltado, segundo fonte próxima do governo.

CGD continua a funcionar normalmente, outros bancos fecharam portas

Díli, 26 Mai (Lusa) - A Caixa Geral de Depósitos é a única instituição bancária comercial que se mantém em funcionamento em Timor-Leste, disse hoje à A gência Lusa fonte da Autoridade Bancária de Pagamentos, entidade equivalente ao Banco Central.

Segundo uma fonte da instituição, os dois outros bancos comerciais que operam no país, o Mandiri (indonésio) e o ANZ (australiano), encerraram as insta lações e só as vão reabrir quando "existirem condições".

"Contudo, a Caixa Geral de Depósitos tem todas as suas instalações no p aís abertas e em funcionamento normal", disse a mesma fonte.

EL.

Aprovada declaração Presidencial do Conselho de Segurança na UN

Conselho de Segurança das Nações Unidas apoia formalmente o envio de forças de segurança internacionais.

Bom-dia Timor-Lesteeeeeeeee

Esperamos que seja um dia melhor que ontem.

Há tiros em Lahane, neste momento.

East Timor: Australia's Shame

East Timor: Australia's Shame

Thursday, May 25 2006 @ 09:14 AM PDT

What can you do if your country is tiny and poor and your wealthy neighbor shamelessly exploits commonly shared area rich in natural resources depriving you of funds so much needed to feed your people?

East Timor – Australia’s ShameBy Andre Vltchek

What can you do if your country is tiny and poor and your wealthy neighbor shamelessly exploits commonly shared area rich in natural resources depriving you of funds so much needed to feed your people?

...

Right from the beginning, East Timor also feels deeply humiliated by its mighty neighbor - Australia. Both countries are locked in a long, bitter dispute over enormous oil and gas reserve beneath the Timor Sea.

Potential profits from this reserve are so high that, if fairly divided, they could easily guarantee East Timor's full economic self-sufficiency and tackle most of its urgent social problems.

However, Australia had opted for bullish and intimidating approach, disregarding international law, often openly and directly laughing to the face of a relatively helpless East Timorese government. Until now, it accepts only one border agreement signed by Suharto's government and Australia during the time when East Timor was still firmly under brutal Indonesian occupation.

The Economist, British weekly newsmagazine, summarized the situation by saying:

'Some of the disputed resources lie in a zone known as the Timor Gap that Australia and Indonesia excluded when they delineated their seabed boundary in 1972. Seventeen years later the two countries signed a deal to divide government revenues from this zone evenly between them. Mr. Gusmao now describes that deal as 'illegal and illegitimate' because of Indonesia's occupation of East Timor at the time.

At independence, Australia signed an interim treaty with East Timor, giving the nation 90% of revenues from within the 'joint development area', as the gap is now called, and Australia 10%.
This agreement covers the Bayu-Undan gas field, due to start production this year. But it excludes most of Greater Sunrise, a more lucrative gas field that lies mostly outside the area, and all of the Laminaria-Corallina oil field, from which Australia has been taking all revenues since it started pumping in 1999'.

'President of East Timor, Xanana Gusmao, offered several solutions, one of them being potential arbitration by the third party. However, Australia refused to negotiate. Arbitration by the International Court of Justice is now also impossible, because Australia withdrew from its jurisdiction on maritime boundary questions right before East Timor gained independence.

East Timorese Prime Minister, Mari Alkatiri, claims that 'East Timor would get access to up to US $12 billion worth of oil and gas' if the resources would be divided fairly. For the present time, his government is suggesting that Australia and East Timor form an escrow account to which money from oil and gas exploration will be deposited until the issue is resolved. But, according to The Star, Australian newspaper, 'Australia refuses to accept maritime boundary in the middle of 600 miles of sea separating two countries' ' exactly what East Timor is demanding.

In the meantime, the Australian government is using insulting language towards its East Timorese counterpart. Alexander Downer recently declared on the ABC (Australian Broadcasting Corporation) News: 'East Timor poverty is no reason for Australia to give ground in a maritime border dispute involving energy reserves' With the greatest of respect, grow up.

We are enormously rich compared to Papua New Guinea. We would be six or seven times richer than New Zealand. That doesn't mean that solution to that problem is to cede a lot of our territory to those countries. You address that issue of economic disparity through your aid program.'And aid programs there are, including coming from Australia. However, they amount to approximately 10 percent of the profits made by Australia from exploring gas and oil in the disputed area. And exploration is only at an infantile stage.

After the fruitless April meeting between two governments (East Timor is insisting on monthly meetings, but Australia agreed on only two meetings a year, therefore the next one will not take place before September), Alexander Downer threatened: 'East Timor made a very big mistake trying to shame Australia, accusing us of being bullying and rich and so on, considering all we've done for East Timor'.

Australia likes to brag about its 'help' to East Timor, often forgetting about the not too distant past.

In February 1942 the Japanese Imperial Army landed an army of 20 thousand men in Dili (the capital of East Timor) and occupied the then Portuguese colony. The Japanese were ready to launch an attack on Australia from there. East Timorese, alongside a small Australian force, fought fiercely against Japanese invaders, inflicting tremendous losses. This resistance is often described as an act that saved Australia from a terrible war on its own territory.

After Australians were evacuated, the Japanese performed a terrible revenge. The population of East Timor declined from 472 thousand in 1930 to 403 thousand in 1946 (the two closest available censuses).

After gaining short-lived independence from Portugal, East Timor was occupied by Indonesian troops on December 7, 1975. During the occupation, the country lost more than one third of its population in one of the most brutal genocides known to the 20th century. The US and Australia gave an unmistakable green light to Suharto and his military clique. Until now, East Timor received no substantial compensation from Indonesia or from those countries which encouraged invasion.

It is true that Australia led a multi-national force that helped East Timor after the independence referendum and consequent massacres by pro-Jakarta militias. However, Australia's withdrawal from the International Court of Justice's jurisdiction on maritime boundary questions just before the full independence of East Timor may lead to many unfavorable speculations about the motives for such help. It is easier to bully a small and defenseless nation over the issue of enormous natural resources, then to confront the fourth most populous nation on earth -- Indonesia.

...

But it has oil and gas that can pay for new schools and hospitals, roads, and housing. It doesn't need aid ' it needs a fair deal arbitrated by international institutions. The trouble is that it is being told, directly and squarely, by its mighty neighbor to 'forget about it', to take what it's being offered (a pittance) and shut up. And it seems that no international body is able or willing to challenge a huge economic power like Australia, no matter how wrong it may be, how arrogantly and unjustly it behaves.

'We are not shaming Australia. We are only telling the truth', said Mr. Gusmao, recently. The question is whether anyone is willing to listen and above all, to take action in defense of the penniless but proud nation that suffered tremendously due to our geo-political interests.

ANDRE VLTCHEK -- writer, journalist and filmmaker, recently living and working in Southeast Asia. He can be reached at: andre-wcn@usa.net

Maioria 1.300 efectivos australianos no país até final sexta-feira

Camberra, 25 Mai (Lusa) - A maioria dos cerca de 1.300 soldados australianos que integrarão a força multinacional - enviada para Timor-Leste a pedido das autoridades timorenses para ajudar a restabelecer a ordem pública - devem estar no terreno até ao final de sexta- feira.

Blogues nascem com a crise

Público 25 de Maio 2006


“Toda a verdade” sobre a crise, promete um blogue ontem surgido em Timor. Chama-se “timor-verdade” (http://timor-verdade.blogspot.com) e propõe-se veicular “a verdade absoluta, analisada e consciente”. É o segundo em menos de uma semana, inteiramente dedicado à situação política que Timor-Leste atravessa.

O primeiro a surgir, intitulado “Timor Online-Em directo de Timor-Leste”
(http://www.timoronline.blogspot.com/) , apresenta-se, por seu lado, como uma tentativa de corrigir “boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não”.

Ambos anónimos, um deles assumindo a natureza malai (isto é, estrangeira) do seu autor, que não esconde alguma hostilidade à agência Lusa, os dois blogues são escritos num português irrepreensível e revelam um conhecimento profundo dos mecanismos do poder timorense."

São cinco e vinte...

e agora além dos aviões militares, ouvem-se helicópteros "black hawks" australianos.

Não me demitirei do Governo - Entrevista com Mari Alkatiri

Público 25 de Maio de 2006
"Não me demitirei do Governo - Entrevista com Mari Alkatiri

O primeiro-ministro timorense garante que não se demite enquanto tiver o apoio do seu partido, a Fretilin.

Num contacto telefónico com o PÚBLICO, ontem ao princípio da tarde, Mari Alkatiri, 56 anos, renovou críticas à comunidade internacional, que aponta como responsável pela
"má formação" das forças armadas e policiais do seu país. E informou ainda que a duração do mandato das forças multinacionais, ontem chamadas a intervir em Timor-Leste, ou as missões concretas que cumprirão estão ainda por definir.
...
"Enquanto tiver o apoio da Fretilin, a minha demissão não será nunca uma solução, antes
provocará um aumento da instabilidade em Timor-Leste."

Por Adelino Gomes."

Quem é o nosso inimigo?

Público 25 de Maio.

"Mas Elizabete Oliveira também tem medo, ou não estaria nas Madres Canossianas.

Tem mais medo agora do que teve em 1999, quando as milícias pró-Indonésia deixaram Timor com uma geografia irreconhecível, quando morreram, segundo as estimativas da ONU, mais de mil pessoas.

Nessa altura, “distinguia-se o inimigo. Agora é tudo igual, não se distingue quem vem”."

Obrigado, Portugal

PS, PSD, PCP, CDS e "Verdes" favoráveis à missão da GNR

Lisboa, 25 Maio (Lusa) - PS, PSD, PCP, CDS-PP e "Os Verdes" manifestara m-se hoje, após reunião com o primeiro-ministro, favoráveis ao envio de uma forç a da GNR para ajudar a restabelecer a ordem pública em Timor-Leste, a pedido das autoridades de Díli.

As únicas reservas ao envio da companhia da GNR foram manifestadas pelo coordenador da Comissão Política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã.

O governo aprovou hoje o envio de uma força de 120 elementos da GNR par a Timor-Leste, 40 dos quais partem já na próxima quarta-feira, estando previsto que os restantes estarão em Díli, o mais tardar até 23 de Junho.

...

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou ter recebido "garantias do primeiro-ministro sobre as característ icas da missão da companhia da GNR em Timor-Leste".

Segundo Jerónimo de Sousa, essas garantias foram extensivas "quanto à m anutenção da soberania das instituições legítimas e democráticas de Timor-Leste e sobre a cadeia de comando da força portuguesa".

"A companhia da GNR não ficará condicionada por uma força militar estra ngeira", adiantou o líder comunista, dizendo que, "a manterem-se estas garantias , o PCP conserva o seu apoio" ao envio de uma força nacional para Timor-Leste.

"O PS está identificado com as opções do Governo, com os procedimentos e com as condições para a intervenção da GNR no sentido de manter a ordem públic a em Timor-Leste", referiu o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

O presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, mostrou-se a favor "da respos ta favorável dada pelo Governo" português ao pedido de auxílio feito por Timor-L este, "na condição que fosse na sequência de um mandato internacional".

"Portugal está a responder no prazo devido e com as cautelas inerentes à delicadeza da situação em Timor-Leste", acrescentou Ribeiro e Castro.

O vice-presidente do PSD Azevedo Soares manifestou "preocupação com a s ituação em Timor-Leste, país que diz muito aos portugueses".

"A companhia da GNR deverá prestar auxílio à independência de Timor-Les te e à manutenção da ordem pública e da democracia no país. Os prazos da interve nção da companhia da GNR são compatíveis com as nossas possibilidades", adiantou Azevedo Soares.

PMF Lusa/Fim

São quatro horas e vinte minutos

Não se ouve vivalma. Apenas de vez em quando um avião que sobrevoa a cidade.

Imagens

Avisa-se que as imagens são chocantes.

Portugal envia 120 elementos da GNR, primeiro grupo parte 4ªfeira

Lisboa, 25 Mai (Lusa) - O ministro de Estado e da Administração Interna , António Costa, anunciou hoje que Portugal vai enviar para Timor-Leste, a parti r de quarta-feira, uma companhia com 120 elementos da GNR, que terá comando próprio.

"Os elementos da companhia da GNR ficarão na directa dependência do Presidente da República de Timor-Leste, Xanana Gusmão, e do primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, tendo comando operacional próprio, ou seja da GNR", declarou António Costa.

As declarações do membro do Governo foram proferidas após uma reunião d o primeiro-ministro, José Sócrates, com representantes dos partidos com assento parlamentar.

Segundo António Costa, a companhia estará toda em Timor-Leste até 23 de Junho, mas um primeiro pelotão parte já na próxima quarta-feira.

"O mais tardar todos os elementos da GNR estarão no terreno até 23 de Junho e vão actuar na zona de Díli", acrescentou.

PMF Lusa/Fim

Timor Leste PM not to hold talks with rebel leader

www.chinaview.cn
2006-05-25 21:36:23

CANBERRA, May 25 (Xinhua) -- Timor Leste Prime Minister Mari Alkatiri said Thursday night that he was not prepared to hold talks with rebel military commander Alfredo Reinardo.
"This is not a political issue because above all two days ago he became a criminal," Alkatiri told Australia's SBS TV.

He also said he was prepared to take responsibility for the situation in his country, which has been plagued by unrest since nearly 600 soldiers were fired earlier this year.
"Of course the fault is mine and I will take responsibility," he said.

Meanwhile, Reinardo said Australian soldiers on deployment have nothing to fear from the troops he commands.

Australia has decided to send troops to Timor Leste at its request for military assistance to help restore order. The first group of 150 Australian troops arrived in Timor Leste's capital of Dili Thursday afternoon to secure the perimeter of Dili international airport.

"They didn't worry about my side. Don't worry, I'm with you. I'm with Australia. I'm with peacekeeping forces. I'm ready to cooperate with them based on any agreement that will be reached by our President," Australian Broadcasting Corporation radio quoted Reinardo as saying.

Reinardo said he is willing to listen to Timor Leste President Xanana Gusmao, but has rejected the authority of the government as a whole.

Australian Foreign Minister Alexander Downer said Thursday night that an Australian delegation is currently in talks with Gusmao over the rules of engagement for Operation Astute, code of Australia's military action in Timor Leste.

The delegation would also hold talks with Alkatiri after meeting with the president.

Comentário (4)

"Ligeira correcção: os primeiros 40 chegam a Dili até ao final de Maio e os restantes 80 até 23 de Junho. (Ministro António Costa dixit há 3 mins atrás) ."

GNR

Amanhã saiem de Lisboa 3 oficiais e 12 elementos dos COE (Corpo de Operações Especiais) da GNR.

Os primeiros 40 elementos da GNR , de um total de 120 que virão, chegam a Díli até ao final deste mês.

Aguarda-se o anúncio oficial destes números.

GNR a caminho

Seguem amanhã 3 oficiais da GNR para preparar recepção e estabelecer contactos. Vão com um reforço de mais 8 elementos dos GOEs.

Segundo fontes governamentais portuguesas.

Tiros na montanha em Lahane

CE acompanha situação "com grande preocupação" - Durão Barroso

Sotchi, Rússia, 25 Mai (Lusa) - O presidente da Comissão Europeia declarou hoje estar a acompanhar "com grande preocupação" a situação em Timor-Leste e exprimiu satisfação por alguns países, entre os quais Portugal, estarem dispostos a ajudar "na manutenção da ordem".

Em declarações à agência Lusa em Sotchi, cidade balnear russa no Mar Negro onde participa na cimeira UE-Rússia, Barroso indicou que o seu gabinete manteve hoje contactos com o governo de Portugal e o presidente em exercício do Conselho Europeu. "Para ver aquilo que podemos fazer", precisou.

Lembrou, neste passo, que já há algum tempo a comissão Europeia decidiu desbloquear ajuda económica a Timor-Leste.

"Precisamente quando nos apercebemos de que a situação estava a deteriorar-se, decidimos antecipar uma ajuda económica para Timor- Leste", disse.

A partir do próximo ano, informou, Timor-Leste vai receber um fundo europeu de desenvolvimento como um país da ACP - África, Caraíbas e Pacífico, grupo de parceiros privilegiados.

"Na semana passada - assinalou - , desbloqueámos 18 milhões de euros a título absolutamente excepcional, dos quais 12 milhões de euros são para as zonas rurais, para lutar contra a pobreza, e seis milhões de euros são precisamente para a administração".

"Compreendemos - acrescentou - que Timor-Leste tinha urgente necessidade de fundos para acorrer a determinadas situação com que estava a defrontar-se".

Barroso referiu ainda que a Comissão Europeia acolheu com satisfação o facto de determinados países, nomeadamente Portugal, "terem anunciado que querem dar ajuda para a manutenção da ordem em Timor-Leste".

EMO.

Calmaria

Tudo calmo em Colmera, Comoro, Farol, Balide, Bidau e Vila Verde. Verificado in loco.

Foram-nos reportados confrontos na montanha em Dare.

Militar que abriu fogo sobre polícias desarmados vai ser castigado

Díli, 25 Mai (Lusa) - O militar timorense que abriu fogo sobre uma coluna de polícias, enquadrados por oficiais das Nações Unidas que tinham negociado previamente a rendição dos agentes da força de segurança timorense, vai ser castigado, disse fonte castrense à Lusa.

A fonte, que solicitou o anonimato, acrescentou que o acto do militar timorense, que foi seguido por mais três efectivos das forças armadas de Timor-Leste, "poderia ter resultado num massacre".

A coluna, dirigida pelo coronel Fernando José Reis, oficial superior português e responsável pela componente militar da UNOTIL, dirigia-se desarmada e a pé para as instalações das Nações Unidas, na sequência de negociações em que participou o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, comandante das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F- FDTL).

Face ao cerco a que estavam sujeitos cerca de 80 agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), no Quartel-General da corporação, em Caicoli, já com feridos no interior das instalações, o coronel Fernando Reis contactou o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, que deu de imediato ordens para que se observasse um cessar-fogo.

Este cessar-fogo deveria permitir que os agentes da PNTL, desarmados, enquadrados pelos polícias da ONU, e o coronel Fernando Reis, chegassem em condições de segurança às instalações da UNOTIL, a algumas centenas de metros.

Em determinada altura do trajecto, quando a coluna passou defronte de um grupo de quatro militares das F-FDTL, um destes alçou a arma e visou o grupo de 80 agentes da PNTL.

Ao abrir fogo, o seu comportamento foi seguido pelos restantes três militares, que provocaram de imediato sete mortos e 16 feridos.

Dos 16 feridos, três viriam a morrer já nas instalações da UNOTIL.

Além dos polícias, foram ainda feridos dois polícias da ONU, um filipino e outro paquistanês.
Contactado de imediato e informado do sucedido, o brigadeiro- general Taur Matan Ruak "apresentou desculpas pelo sucedido e deu ordens para que fosse desarmado o militar que tinha iniciado os disparos", garantindo que o mesmo iria ser castigado pela violação do acordo de cessar-fogo alcançado com o coronel Fernando Reis.

"Aquando dos disparos, o oficial português e os seis agentes da PSP, entre os quais o subintendente Nuno Anaia, estiveram debaixo de fogo, mas nenhum deles ficou ferido. Os únicos oficiais da ONU feridos foram os polícias filipino paquistanês", precisou a fonte contactada pela Lusa.

Transportados os feridos para o hospital Nacional Guido Valadares, ficaram cerca de 70 agentes da PNTL refugiados na UNOTIL, onde ainda se encontram, para garantia da sua segurança, disse a fonte.
EL.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.