quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Focus on vehicle used by Reinado

Smh.com.au

Lindsay Murdoch in Dili
February 21, 2008

A GROUP of men with political connections in Dili met the rebel leader Alfredo Reinado hours before the attacks on East Timor's two top political leaders, investigators say.

The men's vehicle was one of two that took Reinado and his heavily armed men to the home of the President, Jose Ramos-Horta, shortly after dawn on February 11.

The vehicles were abandoned at the house after Mr Ramos-Horta was shot and seriously wounded. He is recovering after surgery in Royal Darwin Hospital.

Witnesses have told investigators the men arrived at a house in the mountain coffee-growing town of Gleno late on the afternoon before the attacks. Reinado was at the house.

The investigation is now centred on the men and how their vehicle came to be used in the attacks. Witnesses have said that Reinado, a former Australian-trained Timorese Army officer, appeared distracted when the men arrived and cut short a social lunch.

Many East Timorese political leaders have said publicly that they believe Reinado and his men were not acting alone in the attacks on Mr Ramos-Horta and the Prime Minister, Xanana Gusmao. Mr Gusmao escaped unhurt.

Australian Federal Police forensic experts have examined the two vehicles that Reinado's men abandoned after the rebel was shot dead at Mr Ramos-Horta's house.

They will deliver their findings to the Australian-led International Stabilisation Force, which has been given authority to hunt the rebels, who have vowed never to surrender.

The hunt is being led by SAS commandos. East Timor's army chief, Brigadier-General Taur Matan Ruak, said yesterday its military had pulled out of the search.

Official sources in Dili said the Government was set to extend a state of siege, which includes a dusk-to-dawn curfew, for a further 30 days to help the troops find the rebels.

The Government is also worried about a violent reaction from the supporters of Reinado, a cult-hero figure for many disaffected Timorese youths. He was buried in Dili last week.

Meanwhile, Fretilin, the former ruling party, has claimed the investigation into the attacks is being used for political purposes to intimidate and discredit party officials.

Jose Teixeira, a senior minister in the former Fretilin government, was taken to a police station in Dili after six carloads of police went to his home on Tuesday night. He was released after the Fretilin leader, Mari Alkatiri, lodged a complaint with senior police.

"It is a disgraceful attempt to politicise the police force and use the investigation into the shooting of the President for party-political gain," Mr Alkatiri said.

■ The Irish Foreign Minister, Dermot Ahern, arrived in East Timor yesterday for a three-day visit, Agence France-Presse reported. He has said he will offer guidance from Irish experts with experience in brokering the peace deal in British-ruled Northern Ireland.



Tradução:

Foco no veículo usado por Reinado

Smh.com.au

Lindsay Murdoch em Dili
Fevereiro 21, 2008

Um grupo de homens com conexões políticas em Dili encontrou-se com o líder amotinado Alfredo Reinado horas antes dos ataques aos dois líderes políticos de topo de Timor-Leste, dizem investigadores.

O veículo dos homens foi um dos dois que levaram Reinado e os seus homens fortemente armadas à casa do Presidente, José Ramos-Horta, pouco antes do nascer do dia em 11 de Fevereiro.

Os veículos foram abandonados na casa depois do Sr Ramos-Horta ser baleado e ferido com gravidade. Está a recuperar depois de operações no Royal Darwin Hospital.

Testemunhas disseram aos investigadores que os homens chegaram a uma casa na cidade produtora de café na montanha de Gleno no fim da tarde antes dos ataques. Reinado estava na casa.

A investigação está agora centrada nos homens e como é que aconteceu o veículo ser usado nos ataques. Testemunhas têm dito que Reinado, um antigo oficial das forças armadas Timorenses formado pelos Australianos, pareceu atrapalhado quando os homens chegaram e encurtou um lanche social.

Muitos líderes políticos Timorenses têm dito publicamente que acreditam que Reinado e os seus homens não estavam a actuar sozinhos nos ataques ao Sr Ramos-Horta e Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão. O Sr Gusmão escapou ileso.

Peritos forenses da Polícia Federal Australiana examinaram os dois veículos que os homens de Reinado abandonaram depois do amotinado ter sido morto a tiro na casa do Sr Ramos-Horta.

Entregarão as suas conclusões à Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos, a quem foi dada autoridade para caçar os amotinados, que prometeram nunca se entregarem.

A caçada está a ser liderada pelos comandos das SAS. O chefe das forças armadas de Timor-Leste, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, disse ontem que os seus militares se tinham retirado da busca.

Fontes oficiais em Dili disseram que o Governo estava determinado em prolongar o estado de sítio, que inclui recolher obrigatório do pôr ao nascer do sol, durante mais 30 dias para ajudar as tropas a encontrar os amotinados.

O Governo está também preocupado com a reacção violenta dos apoiantes de Reinado, uma figura com culto de herói para muitos jovens Timorenses desafeiçoados. Ele foi enterrado em Dili na semana passada.

Entretanto, a Fretilin, o antigo partido do governo, afirmou que as investigações aos ataques estão a ser usadas para propósitos políticos para intimidar e desacreditar membros do partido.

José Teixeira, um ministro de topo no antigo governo da Fretilin, foi levado para uma estação da polícia em Dili depois de seis carros carregados de polícias terem ido a sua casa na Terça-feira à noite. Ele foi libertado depois do líder da Fretilin, Mari Alkatiri, ter apresentado uma queixa ao polícia de topo.

"É uma tentativa desgraçada para politizar a força da polícia e usar a investigação aos tiros contra o Presidente para ganhos político partidários," disse o Sr Alkatiri.

■ O Ministro dos Estrangeiros Irlandês, Dermot Ahern, chegou ontem a Timor-Leste para uma visita de três dias, relatou a Agence France-Presse. Disse que vai oferecer aconselhamento de peritos Irlandeses com experiência na feitura do acordo de paz na Irlanda do Norte governada pela Grã-Bretanha.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:

Foco no veículo usado por Reinado
Smh.com.au

Lindsay Murdoch em Dili
Fevereiro 21, 2008

Um grupo de homens com conexões políticas em Dili encontrou-se com o líder amotinado Alfredo Reinado horas antes dos ataques aos dois líderes políticos de topo de Timor-Leste, dizem investigadores.

O veículo dos homens foi um dos dois que levaram Reinado e os seus homens fortemente armadas à casa do Presidente, José Ramos-Horta, pouco antes do nascer do dia em 11 de Fevereiro.

Os veículos foram abandonados na casa depois do Sr Ramos-Horta ser baleado e ferido com gravidade. Está a recuperar depois de operações no Royal Darwin Hospital.

Testemunhas disseram aos investigadores que os homens chegaram a uma casa na cidade produtora de café na montanha de Gleno no fim da tarde antes dos ataques. Reinado estava na casa.

A investigação está agora centrada nos homens e como é que aconteceu o veículo ser usado nos ataques. Testemunhas têm dito que Reinado, um antigo oficial das forças armadas Timorenses formado pelos Australianos, pareceu atrapalhado quando os homens chegaram e encurtou um lanche social.

Muitos líderes políticos Timorenses têm dito publicamente que acreditam que Reinado e os seus homens não estavam a actuar sozinhos nos ataques ao Sr Ramos-Horta e Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão. O Sr Gusmão escapou ileso.

Peritos forenses da Polícia Federal Australiana examinaram os dois veículos que os homens de Reinado abandonaram depois do amotinado ter sido morto a tiro na casa do Sr Ramos-Horta.

Entregarão as suas conclusões à Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos, a quem foi dada autoridade para caçar os amotinados, que prometeram nunca se entregarem.

A caçada está a ser liderada pelos comandos das SAS. O chefe das forças armadas de Timor-Leste, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, disse ontem que os seus militares se tinham retirado da busca.

Fontes oficiais em Dili disseram que o Governo estava determinado em prolongar o estado de sítio, que inclui recolher obrigatório do pôr ao nascer do sol, durante mais 30 dias para ajudar as tropas a encontrar os amotinados.

O Governo está também preocupado com a reacção violenta dos apoiantes de Reinado, uma figura com culto de herói para muitos jovens Timorenses desafeiçoados. Ele foi enterrado em Dili na semana passada.

Entretanto, a Fretilin, o antigo partido do governo, afirmou que as investigações aos ataques estão a ser usadas para propósitos políticos para intimidar e desacreditar membros do partido.

José Teixeira, um ministro de topo no antigo governo da Fretilin, foi levado para uma estação da polícia em Dili depois de seis carros carregados de polícias terem ido a sua casa na Terça-feira à noite. Ele foi libertado depois do líder da Fretilin, Mari Alkatiri, ter apresentado uma queixa ao polícia de topo.

"É uma tentativa desgraçada para politizar a força da polícia e usar a investigação aos tiros contra o Presidente para ganhos político partidários," disse o Sr Alkatiri.

■ O Ministro dos Estrangeiros Irlandês, Dermot Ahern, chegou ontem a Timor-Leste para uma visita de três dias, relatou a Agence France-Presse. Disse que vai oferecer aconselhamento de peritos Irlandeses com experiência na feitura do acordo de paz na Irlanda do Norte governada pela Grã-Bretanha.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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