domingo, abril 20, 2008

Alarm at China's influence in E. Timor

The Australian

Mark Dodd April 16, 2008

IMPOVERISHED East Timor has signed a $28 million deal with China to
buy two advanced patrol boats in a move that will alarm Australia and
Indonesia about increasing Chinese influence in the struggling nation.

The deal was signed on April 12 by Prime Minister Xanana Gusmao,
Secretary of State for Defence Julio Pinto and Hao Yantan from the
Chinese defence company Poly-Technic.

China has been steadily increasing its presence in East Timor. It is
involved in oil and gas exploration and was responsible for compiling
a geological survey of the half-island state.

China has also recently built a massive Foreign Ministry office on
Dili's waterfront.

The contract for the patrol boats provides for 30 East Timorese
defence force personnel to undergo training in China. Foreign policy
experts yesterday expressed concern at the deal and said money would
be better spent on social infrastructure.

According to the Department of Foreign Affairs and Trade, East Timor
is the poorest country in the Asia-Pacific region. It was ranked
142nd of 177 countries in the 2006 UN Human Development Report, and
fared poorly on key indicators such as life expectancy, literacy and
GDP per capita. About 44 per cent of the population lives on less
than $1 a day.

Details of the agreement were confirmed yesterday by Dili-based
diplomatic sources.

The patrol boat purchase was foreshadowed in an East Timor defence
blueprint called the Force 2020 Report, details of which were first
revealed in The Australian last June.

A DFAT spokesman said it had no public comment to make about the
deal. But respected defence strategist Paul Dibb said if the patrol
boats came armed, it would be a concern for Canberra, which is
expected to provide more than $72 million in foreign aid to East
Timor this year.

"It's a matter of how much further it goes, and what sort of
footprint China sees it has the right to have in our immediate
neighbourhood where clearly we (Australia) see ourselves as the
leading power with the most influence," Professor Dibb said.

"If they are basically civilian-type Customs patrol boats, then
that's one thing. But if they are built by the PLA (People's
Liberation Army) and were armed, then that might start to raise a
deal more interest (in Canberra)," he added.

Defence expert Alan Behm said East Timor would learn quickly that
patrol boats were expensive to operate and maintain. He said a better
investment would have been for the Gusmao-led Government in Dili to
improve social infrastructure.

The East Timor deal follows moves by Indonesia to acquire Russian
submarines and other military equipment, part of a $1.2 billion line
of credit offered by President Vladimir Putin on a visit to Jakarta
last September.

Former foreign minister Alexander Downer described as "totally
unrealistic" the Force 2020 military blueprint, which called for a
3000-strong defence force backed by missile-equipped warships.

He said East Timor's priorities should be to focus on improving
living standards rather than spending on sophisticated military equipment.

A report this week in East Timor's Diario Nacional newspaper quoted
government officials as saying the boats would be 43m long and would
be used to patrol East Timor's fishing grounds that, like Australia's
northern coast, suffer from poaching.

Former colonial power Portugal gave East Timor two ageing
Albatross-class patrol boats armed with 20mm cannon but both ships
are in need of repairs. The East Timorese defence force was also
hard-pressed to find the $500,000 a year required to keep the boats running.

"Nobody is arguing that East Timor needs to be able to control its
own waters, but to sign a $28 million patrol boat contract with the
Chinese raises questions about affordability and says much about the
expanding role of China here," said a Dili-based Western security
analyst, who asked not to be named.

Tradução:

Alarme com a influência da China em Timor-Leste

The Australian

Mark Dodd Abril 16, 2008

O empobrecido Timor-Leste assinou um negócio de $28 milhões com a China para comprar dois barcos de patrulha avançados num gesto que alarmará a Austrália e a Indonésia acerca da crescente influência Chinesa na nação em luta.

O negócio foi assinado em 12 de Abril pelo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, o Secretário de Estado da Defesa Júlio Pinto e Hao Yantan da companhia de defesa Chinesa Poly-Technic.

A China tem estado solidamente a aumentar a sua presença em Timor-Leste. Está envolvida na exploração do petróleo e gás e foi responsável por compilar uma investigação geológica no Estado da meia-ilha.

A China também construiu recentemente um enorme Ministério dos Negócios Estrangeiros na frente marítima de Dili.

O contracto para os barcos de patrulha prevê que 30 membros da Força de Defesa Timorense façam formação na China. Peritos de política estrangeira expressaram ontem a preocupação com o negócio e disseram que o dinheiro seria melhor gasto em infraestruturas sociais.

De acordo com o Departamento dos Negócios Estrangeiros e Comércio, Timor-Leste é o mais pobre país na região da Ásia-Pacifico. Foi classificado em 142 em 177 países no Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU para 2006, e teve pobre desempenho em indicadores chave tais como expectativa de vida, alfabetização e GDP per capita. Cerca de 44 por cento da população vive com menos de $1 por dia.

Detalhes do acordo foram confirmados ontem por fontes diplomáticas baseadas em Dili.

A compra dos barcos de patrulha estava prevista no programa da força de defesa de Timor-Leste chamado Projecto Força 202, detalhes do qual foram revelados em primeira mão pelo The Australian em Junho passado.

Um porta-voz do DFAT disse que não tinha comentários públicos a fazer acerca do negócio. Mas o respeitado estratego da defesa Paul Dibb disse que se os barcos vierem armados, isso pode ser uma preocupação para Canberra, que se espera venha a providenciar mais de $72 milhões em ajuda estrangeira a Timor-Leste este ano.

"É uma questão de quanto mais longe isso vai, e de que tipo de pegada a China vê que tem direito na nossa imediata vizinhança onde claramente nós (Austrália) nos vemos a nós próprios como o poder de liderança com maior influência," disse o Professor Dibb.

"Se forem basicamente do tipo de barcos de patrulha da Alfândega, então isso é uma coisa. Mas se forem construídos pelo PLA (Exército de Libertação Popular) e estiverem armados, então isso pode começar a levantar um negócio de maior interesse (em Canberra)," acrescentou.

O perito de defesa Alan Behm disse que Timor-Leste aprenderá rapidamente que barcos de patrulha são dispendiosos para operar e manter. Disse que um melhor investimento seria para o Governo liderado por Gusmão em Dili melhorar as infraestruturas sociais.

O negócio de Timor-Leste segue-se a movimentações da Indonésia para adquirir submarinos Russos e outros equipamentos militares, parte duma linha de crédito de $1.2 biliões oferecidos pelo Presidente Vladimir Putin numa visita a Jacarta em Setembro passado .

O antigo ministro dos estrangeiros Alexander Downer descreveu o projecto militar Força 2020 como "totalmente irrealista", que designa uma força de defesa de 3000 elementos suportada por navios de guerra equipados com mísseis.

Ele disse que as prioridades de Timor-Leste deviam focar-se na melhoria das condições de vida em vez de gastar em sofisticsdo equipamento militar.

Uma notícia no Diario Nacional de Timor-Leste citava fontes do governo como dizendo que os barcos teriam 43m de comprimento e seriam usados para patrulhar as áreas de pesca de Timor-Leste que como as da costa norte da Austrália sofrem de invasão.

A antiga potência colonial Portugal deu a Timor-Leste dois idosos barcos patrulha da classe Albatross armados com canhões de 20mm mas ambos os navios precisam de reparações. A força de defesa Timorense estava também bastante pressionada para encontrar os $500,000 por ano necessários para manter os barcos a andar.

"Ninguém está a argumentar que Timor-Leste precisa de poder controlar as suas próprias águas, mas assinar um contracto de $28 milhões para barcos de patrulha com os Chineses levanta questões acerca da capacidade e diz muito acerca do papel em expansão da China aqui," disse um analista de segurança Ocidental baseado em Dili, que pediu para não ser identificado.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Alarme com a influência da China em Timor-Leste
The Australian

Mark Dodd Abril 16, 2008

O empobrecido Timor-Leste assinou um negócio de $28 milhões com a China para comprar dois barcos de patrulha avançados num gesto que alarmará a Austrália e a Indonésia acerca da crescente influência Chinesa na nação em luta.

O negócio foi assinado em 12 de Abril pelo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, o Secretário de Estado da Defesa Júlio Pinto e Hao Yantan da companhia de defesa Chinesa Poly-Technic.

A China tem estado solidamente a aumentar a sua presença em Timor-Leste. Está envolvida na exploração do petróleo e gás e foi responsável por compilar uma investigação geológica no Estado da meia-ilha.

A China também construiu recentemente um enorme Ministério dos Negócios Estrangeiros na frente marítima de Dili.

O contracto para os barcos de patrulha prevê que 30 membros da Força de Defesa Timorense façam formação na China. Peritos de política estrangeira expressaram ontem a preocupação com o negócio e disseram que o dinheiro seria melhor gasto em infraestruturas sociais.

De acordo com o Departamento dos Negócios Estrangeiros e Comércio, Timor-Leste é o mais pobre país na região da Ásia-Pacifico. Foi classificado em 142 em 177 países no Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU para 2006, e teve pobre desempenho em indicadores chave tais como expectativa de vida, alfabetização e GDP per capita. Cerca de 44 por cento da população vive com menos de $1 por dia.

Detalhes do acordo foram confirmados ontem por fontes diplomáticas baseadas em Dili.

A compra dos barcos de patrulha estava prevista no programa da força de defesa de Timor-Leste chamado Projecto Força 202, detalhes do qual foram revelados em primeira mão pelo The Australian em Junho passado.

Um porta-voz do DFAT disse que não tinha comentários públicos a fazer acerca do negócio. Mas o respeitado estratego da defesa Paul Dibb disse que se os barcos vierem armados, isso pode ser uma preocupação para Canberra, que se espera venha a providenciar mais de $72 milhões em ajuda estrangeira a Timor-Leste este ano.

"É uma questão de quanto mais longe isso vai, e de que tipo de pegada a China vê que tem direito na nossa imediata vizinhança onde claramente nós (Austrália) nos vemos a nós próprios como o poder de liderança com maior influência," disse o Professor Dibb.

"Se forem basicamente do tipo de barcos de patrulha da Alfândega, então isso é uma coisa. Mas se forem construídos pelo PLA (Exército de Libertação Popular) e estiverem armados, então isso pode começar a levantar um negócio de maior interesse (em Canberra)," acrescentou.

O perito de defesa Alan Behm disse que Timor-Leste aprenderá rapidamente que barcos de patrulha são dispendiosos para operar e manter. Disse que um melhor investimento seria para o Governo liderado por Gusmão em Dili melhorar as infraestruturas sociais.

O negócio de Timor-Leste segue-se a movimentações da Indonésia para adquirir submarinos Russos e outros equipamentos militares, parte duma linha de crédito de $1.2 biliões oferecidos pelo Presidente Vladimir Putin numa visita a Jacarta em Setembro passado .

O antigo ministro dos estrangeiros Alexander Downer descreveu o projecto militar Força 2020 como "totalmente irrealista", que designa uma força de defesa de 3000 elementos suportada por navios de guerra equipados com mísseis.

Ele disse que as prioridades de Timor-Leste deviam focar-se na melhoria das condições de vida em vez de gastar em sofisticsdo equipamento militar.

Uma notícia no Diario Nacional de Timor-Leste citava fontes do governo como dizendo que os barcos teriam 43m de comprimento e seriam usados para patrulhar as áreas de pesca de Timor-Leste que como as da costa norte da Austrália sofrem de invasão.

A antiga potência colonial Portugal deu a Timor-Leste dois idosos barcos patrulha da classe Albatross armados com canhões de 20mm mas ambos os navios precisam de reparações. A força de defesa Timorense estava também bastante pressionada para encontrar os $500,000 por ano necessários para manter os barcos a andar.

"Ninguém está a argumentar que Timor-Leste precisa de poder controlar as suas próprias águas, mas assinar um contracto de $28 milhões para barcos de patrulha com os Chineses levanta questões acerca da capacidade e diz muito acerca do papel em expansão da China aqui," disse um analista de segurança Ocidental baseado em Dili, que pediu para não ser identificado.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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