segunda-feira, janeiro 28, 2008

General Suharto divides Indonesia in death

Telegraph.co.uk
By Marianne Kearney in Jakarta and Thomas Bell in Bangkok
Last Updated: 2:48pm GMT 27/01/2008

The former Indonesian dictator General Suharto died on Sunday, leaving countrymen struggling to define the legacy of one of the 20th century's biggest killers and greatest thieves.

· Obituary: General Suharto

After being admitted to hospital with a long list of failing organs three weeks ago, the public was transfixed by his battle for survival, provoking renewed discussion of his 32 year rule.

Visitors to his bedside included today's rulers from President Susilo Bambang Yudhoyono down.

"I invite all the people of Indonesia to pray that may the deceased's good deeds and dedication to the nation be accepted by Allah the almighty," Mr Yudhoyono said.

More than one million people were killed under Suharto's rule, which began with the massacre of at least 500,000 communists in 1965.

When he annexed the former Portuguese colony of East Timor in 1975, around 200,000 people died.

Calls for forgiveness have come from some unlikely quarters.

"It is impossible for us to forget the past, but East Timor should forgive him before he dies and I ask people to pray for Suharto as former president of Indonesia," said Jose Ramos-Horta, the East Timorese president who lost four siblings under Indonesian rule.

As Suharto lay dying many rejected the call. And to the anguish of his victims, Suharto never acknowledged his crimes or made a plea for forgiveness. "He has to tell us all, confess his sins," said Jose Belo, a former Timorese political prisoner.

Suharto's friends among Western governments, won through his strong anti-communism, helped protect him in office. In retirement he was protected by friends and allies throughout the Indonesian establishment.

Wimar Witoelar, a commentator and formerly the spokesman for one of Suharto's successors as president, said that 90 per cent of Indonesians disapproved of the dictator's record.

Ten years after Suharto's fall, he said, "people who are on the side of the truth are discussing him in quite open terms".

Yet many of today's top people rose through politics, the army and judiciary under Suharto's patronage.

Suharto is given credit for bringing stability and economic growth to Indonesia and the region. A parade of retired strongmen including Singapore's Lee Kuan Yew and Mahathir Mohamad of Malaysia paid their respects at his death bed.

They belonged to a generation of authoritarian rulers that stretched across Asia from Burma to the Philippines and South Korea. The best of them offered their people rapid economic development in exchange for a loss of liberty.

But while Suharto's Indonesia grew quickly, it came at the cost of massive corruption.

Estimates by Transparency International suggest Suharto and his family stole between $15 billion and $35 billion - more than any other ruler in history. This aspect of his legacy is the most keenly contested.

Several attempts to bring Suharto to court failed over the last decade, ostensibly because he was too ill to stand trial. Many believed behind the scenes influence protected him.

An attempt to recover some of the money through civil proceedings is still pending, and the government has rejected calls from sympathisers to rule out future legal action against his six, fabulously wealthy, children.

Some opponents even suggested that the drawn out death of the man once known as the "puppet master" was an attempt to manipulate public sympathy and get the cases dropped.

TRADUÇÃO:

General Suharto divide na morte a Indonésia

Telegraph.co.uk
Por Marianne Kearney em Jacarta e Thomas Bell em Banguecoque
Última actualização: 2:48pm GMT
27/01/2008

O antigo ditador Indonésio General Suharto morreu no Domingo, deixando os conterrâneos a lutar para defenirem o legado do maior assassino e ladrão do século XX.

· Obituário: General Suharto

Depois de ter sido admitido no hospital com uma longa lista de órgãos a falhar à três semanas atrás, a população ficou silenciada pela sua batalha para sobreviver, provocando renovada discussão dos seus 32 anos de governação.

Visitantes no seu quarto incluíram os governantes de hoje desde o Presidente Susilo Bambang Yudhoyono.

"Convido toda a gente na Indonésia a rezar, que as boas obras do falecido e a dedicação à nação seja aceite por Allah, o todo poderoso," disse o Sr Yudhoyono.

Mais de um milhão de pessoas foram mortas sob a governação de Suharto, que começou com o massacre de pelo menos 500,000 comunistas em 1965.

Quando anexou a antiga colónia Portuguesa do Leste de Timor em 1975, cerca de 200,000 pessoas morreram.

Apelos de perdão vieram de alguns sítios improváveis.

"É impossível esquecer o passado, mas Timor-Leste deve perdoar-lhe antes dele morrer e peço ao povo para rezar por Suharto como antigo presidente da Indonésia," disse José Ramos-Horta, o presidente Timorense que perdeu quatro irmãos sob a governação Indonésia.

Enquanto Suharto esperava a morte muitos rejeitaram o pedido. E para a angústia das suas vítimas, Suharto nunca reconheceu os seus crimes nem pediu perdão. "Ele tem de nos contar tudo, confessar os seus pecados," disse José Belo, um antigo preso político Timorense.

Os amigos de Suharto entre os governos Ocidentais, ganhos através do seu forte anti-comunismo, ajudaram a protegê-lo no cargo. Quando se retirou ele foi protegido pela amizade dos aliados espalhados pelas instituições Indonésias.

Wimar Witoelar, um comentador e antes o porta-voz dum dos presidentes sucessores de Suharto, disse que 90 por cento dos Indonésios discordavam do passado do ditador.

Dez anos depois da queda de Suharto, diz ele, "as pessoas que estão do lado da verdade discutem ele em termos muito abertos".

Contudo muita da gente do topo de hoje subiu na política, nas forças militares e no sector judicial sob o patrocínio de Suharto.

É dado crédito a Suharto por te trazido a estabilidade e o crescimento económico à Indonéesia e à região. Uma procissão de homens fortes retirados que inclui Lee Kuan Yew da Singapura e Mahathir Mohamad da Malásia prestaram homenagem no seu leito de morte.

Eles pertenceram a uma geração de governantes autoritários que vão de Burma às Filipinas e à Coreia do Sul na Ásia. Os melhores deles ofereceram aos seus povos rápido desenvolvimento económico em troca da perda da liberdade.

Mas enquanto a Indonésia de Suharto cresceu rapidamente, isso ocorreu com o preço de corrupção massiva.

Estimativas da Transparency International sugerem que Suharto e a sua família roubaram entre $15 biliões e $35 biliões – mais do que qualquer outro governante na história. Este aspecto do seu legado é o mais vivamente contestado.

Várias tentativas para levar Suharto a tribunal falharam na década passada, ostensivamente por estar demasiado doente para aguentar a prisão. Muitos acreditam que influências de bastidores o protegeram.

Uma tentativa para recuperar algum do dinheiro por procedimentos civis está ainda pendente, e o governo tem rejeitado apelos de simpatizantes para descartar acção legal no futuro contra os seus seis fabulosamente ricos filhos.

Alguns opositores sugeriram mesmo que a saliência na morte do homem outrora conhecido como o “mestre das marionetas” foi uma tentativa para manipular a simpatia do público e levar ao arquivo dos casos.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
General Suharto divide na morte a Indonésia
Telegraph.co.uk
Por Marianne Kearney em Jacarta e Thomas Bell em Banguecoque
Última actualização: 2:48pm GMT 27/01/2008

O antigo ditador Indonésio General Suharto morreu no Domingo, deixando os conterrâneos a lutar para defenirem o legado do maior assassino e ladrão do século XX.

· Obituário: General Suharto

Depois de ter sido admitido no hospital com uma longa lista de órgãos a falhar à três semanas atrás, a população ficou silenciada pela sua batalha para sobreviver, provocando renovada discussão dos seus 32 anos de governação.

Visitantes no seu quarto incluíram os governantes de hoje desde o Presidente Susilo Bambang Yudhoyono.

"Convido toda a gente na Indonésia a rezar, que as boas obras do falecido e a dedicação à nação seja aceite por Allah, o todo poderoso," disse o Sr Yudhoyono.

Mais de um milhão de pessoas foram mortas sob a governação de Suharto, que começou com o massacre de pelo menos 500,000 comunistas em 1965.

Quando anexou a antiga colónia Portuguesa do Leste de Timor em 1975, cerca de 200,000 pessoas morreram.

Apelos de perdão vieram de alguns sítios improváveis.

"É impossível esquecer o passado, mas Timor-Leste deve perdoar-lhe antes dele morrer e peço ao povo para rezar por Suharto como antigo presidente da Indonésia," disse José Ramos-Horta, o presidente Timorense que perdeu quatro irmãos sob a governação Indonésia.

Enquanto Suharto esperava a morte muitos rejeitaram o pedido. E para a angústia das suas vítimas, Suharto nunca reconheceu os seus crimes nem pediu perdão. "Ele tem de nos contar tudo, confessar os seus pecados," disse José Belo, um antigo preso político Timorense.

Os amigos de Suharto entre os governos Ocidentais, ganhos através do seu forte anti-comunismo, ajudaram a protegê-lo no cargo. Quando se retirou ele foi protegido pela amizade dos aliados espalhados pelas instituições Indonésias.

Wimar Witoelar, um comentador e antes o porta-voz dum dos presidentes sucessores de Suharto, disse que 90 por cento dos Indonésios discordavam do passado do ditador.

Dez anos depois da queda de Suharto, diz ele, "as pessoas que estão do lado da verdade discutem ele em termos muito abertos".

Contudo muita da gente do topo de hoje subiu na política, nas forças militares e no sector judicial sob o patrocínio de Suharto.

É dado crédito a Suharto por te trazido a estabilidade e o crescimento económico à Indonéesia e à região. Uma procissão de homens fortes retirados que inclui Lee Kuan Yew da Singapura e Mahathir Mohamad da Malásia prestaram homenagem no seu leito de morte.

Eles pertenceram a uma geração de governantes autoritários que vão de Burma às Filipinas e à Coreia do Sul na Ásia. Os melhores deles ofereceram aos seus povos rápido desenvolvimento económico em troca da perda da liberdade.

Mas enquanto a Indonésia de Suharto cresceu rapidamente, isso ocorreu com o preço de corrupção massiva.

Estimativas da Transparency International sugerem que Suharto e a sua família roubaram entre $15 biliões e $35 biliões – mais do que qualquer outro governante na história. Este aspecto do seu legado é o mais vivamente contestado.

Várias tentativas para levar Suharto a tribunal falharam na década passada, ostensivamente por estar demasiado doente para aguentar a prisão. Muitos acreditam que influências de bastidores o protegeram.

Uma tentativa para recuperar algum do dinheiro por procedimentos civis está ainda pendente, e o governo tem rejeitado apelos de simpatizantes para descartar acção legal no futuro contra os seus seis fabulosamente ricos filhos.

Alguns opositores sugeriram mesmo que a saliência na morte do homem outrora conhecido como o “mestre das marionetas” foi uma tentativa para manipular a simpatia do público e levar ao arquivo dos casos.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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