segunda-feira, janeiro 28, 2008

The death of Suharto is a reminder of the west's ignoble role in propping up a murderous regime

Our model dictator

John Pilger
Monday January 28, 2008
The Guardian

In my film Death of a Nation, there is a sequence filmed on board an Australian aircraft flying over the island of Timor. A party is in progress, and two men in suits are toasting each other in champagne. "This is an historically unique moment," says one of them, "that is truly uniquely historical."

This was Gareth Evans, Australia's then foreign minister. The other man was Ali Alatas, the principal mouthpiece of the Indonesian dictator General Suharto, who died yesterday. The year was 1989, and the two were making a grotesquely symbolic flight to celebrate the signing of a treaty that would allow Australia and the international oil and gas companies to exploit the seabed off East Timor, then illegally and viciously occupied by Suharto. The prize, according to Evans, was "zillions of dollars".

Beneath them lay a land of crosses: great black crosses etched against the sky, crosses on peaks, crosses in tiers on the hillsides. Filming clandestinely in East Timor, I would walk into the scrub, and there were the crosses. They littered the earth and crowded the eye. In 1993, the foreign affairs committee of Australia's parliament reported that "at least 200,000" had died under Indonesia's occupation: almost a third of the population. Yet East Timor's horror, foretold and nurtured by the US, Britain and Australia, was a sequel. "No single American action in the period after 1945," wrote the historian Gabriel Kolko, "was as bloodthirsty as its role in Indonesia, for it tried to initiate the massacre." He was referring to Suharto's seizure of power in 1965-6, which caused the violent deaths of up to a million people.

To understand the significance of Suharto is to look beneath the surface of the current world order: the so-called global economy and the ruthless cynicism of those who run it. Suharto was our model mass murderer - "our" is used here advisedly. "One of our very best and most valuable friends," Thatcher called him. For three decades the south-east Asian department of the Foreign Office worked tirelessly to minimise the crimes of Suharto's gestapo, known as Kopassus, who gunned down people with British-supplied Heckler & Koch machine guns from British-supplied Tactica "riot control" vehicles.

A Foreign Office speciality was smearing witnesses to the bombing of East Timorese villages by British-supplied Hawk aircraft - until Robin Cook was forced to admit it was true. Almost a billion pounds in export credit guarantees financed the sale of the Hawks, paid for by the British taxpayer while the arms industry reaped the profit.

Only the Australians were more obsequious. "We know your people love you," the prime minister Bob Hawke told the dictator to his face. His successor, Paul Keating, regarded the tyrant as a father figure. Paul Kelly, a prominent Murdoch retainer, led a group of major newspaper editors to Jakarta, to fawn before the mass murderer even though they all knew his grisly record.

Here lies a clue as to why Suharto, unlike Saddam Hussein, died not on the gallows but surrounded by the finest medical team his secret billions could buy. Ralph McGehee, a senior CIA operations officer in the 1960s, describes the terror of Suharto's takeover in 1965-6 as "the model operation" for the US-backed coup that got rid of Salvador Allende in Chile seven years later. "The CIA forged a document purporting to reveal a leftist plot to murder Chilean military leaders," he wrote, "[just like] what happened in Indonesia in 1965.

The US embassy in Jakarta supplied Suharto with a "zap list" of Indonesian Communist party members and crossed off the names when they were killed or captured. Roland Challis, BBC south-east Asia correspondent at the time, told me how the British government was secretly involved in this slaughter. "British warships escorted a ship full of Indonesian troops down the Malacca Straits so they could take part in the terrible holocaust," he said. "I and other correspondents were unaware of this at the time ... There was a deal, you see."

The deal was that Indonesia under Suharto would offer up what Richard Nixon had called "the richest hoard of natural resources, the greatest prize in south-east Asia". In November 1967 the greatest prize was handed out at a remarkable three-day conference sponsored by the Time-Life Corporation in Geneva. Led by David Rockefeller, all the corporate giants were represented: the major oil companies and banks, General Motors, Imperial Chemical Industries, British American Tobacco, Siemens, US Steel and many others. Across the table sat Suharto's US-trained economists who agreed to the corporate takeover of their country, sector by sector. The Freeport company got a mountain of copper in West Papua. A US/European consortium got the nickel. The giant Alcoa company got the biggest slice of Indonesia's bauxite. America, Japanese and French companies got the tropical forests of Sumatra. When the plunder was complete, President Lyndon Johnson sent his congratulations on "a magnificent story of opportunity seen and promise awakened".

Thirty years later, with the genocide in East Timor also complete, the World Bank described the Suharto dictatorship as a "model pupil".

Shortly before the death of Alan Clark, who under Thatcher was the minister responsible for supplying Suharto with most of his weapons, I interviewed him, and asked: "Did it bother you personally that you were causing such mayhem and human suffering?"

"No, not in the slightest," he replied. "It never entered my head."

"I ask the question because I read you are a vegetarian and are seriously concerned with the way animals are killed."

"Yeah?"

"Doesn't that concern extend to humans?"

"Curiously not."

johnpilger.com

Tradução:

A morte de Suharto é uma lembrança do papel ignóbil do Ocidente no apoio a um regime assassino

O nosso ditador modelo

John Pilger
Segunda-feira Janeiro 28, 2008
The Guardian

No meu filme Morte de uma Nação, há uma sequência filmada a bordo de um avião Australiano a voar sobre a ilha de Timor. Desenrola-se uma festa, e dois homens com fatos estão a brindar uma ao outro com champagne. "Este é um momento historicamente único," diz um deles, "isso é na verdade verdadeiramente único historicamente."

Este era Gareth Evans, o então ministro dos estrangeiros da Austrália. O outro homem era Ali Alatas, o principal porta-voz do ditador Indonésio General Suharto, que morreu ontem. O ano foi o de 1989, e os dois faziam um voo grotescamente simbólico para comemorar a assinatura de um tratado que iria permitir que a Austrália e companhias internacionais de petróleo e do gás explorassem o fundo do mar de Timor-Leste, então ocupado ilegal e cruelmente por Suharto. O prémio, de acordo com Evans, eram "ziliões de dólares".

Por debaixo deles estava uma terra de cruzes: grandes cruzes pretas erguiam-se no céu, cruzes em cimos de montanhas, cruzes alinhadas nos lados das montanhas. A filmar clandestinamente em Timor-Leste, às vezes andava entre arbustos, e lá estavam as cruzes. Elas enchiam a terra e enchiam os olhos. Em 1993, o comité dos negócios estrangeiros do parlamento da Austrália noticiou que "pelo menos 200,000" tinham morrido sob a ocupação da Indonésia: quase um terço da população. Contudo o horror de Timor-Leste, previsto e alimentado pelos USA, Grã-Bretanha e Austrália, era uma consequência. "Nenhuma única acção Americana no período depois de 1945," escreveu o historiador Gabriel Kolko, "foi tão sedento de sangue quanto foi o seu papel na Indonésia, por isso tentou iniciar o massacre." Referia-se à tomada do poder por Suharto em 1965-6, que causou mortes violentas de mais de um milhão de pessoas.

Compreender o significado de Suharto é olhar por debaixo da superfície da corrente ordem mundial: a chamada economia global e o cinismo sem misericórdia dos que o dirigem. Suharto foi o nosso assassino de massa modelo – "o nosso" é aqui usado com cautela. "Um dos nossos melhores e mais valiosos amigos," chamou-lhe Thatcher. Durante três décadas o departamento do Sudeste Asiático do Foreign Office trabalhou incansavelmente para minimizar os crimes da gestapo de Suharto, conhecida como Kopassus, que abateu pessoas com metralhadoras britânicas Heckler & Koch fornecidas pela Britânica Tactica em veículos para "controlar motins.

Uma especialidade do Foreign Office era difamar testemunhas dos bombardeamentos de aldeias Timorenses por aviões Hawk fornecidos pelos Britânicos - até que Robin Cook foi forçado a admitir que isso era verdade. Quase um bilião de libras em garantias de crédito de exportação financiaram a venda dos Hawks, pagos pelos pagadores de impostos Britânicos enquanto a indústria de armas colhia os lucros.

Apenas os Australianos foram mais serviçais. "Sabemos que o nosso povo o ama," disse o primeiro-ministro Bob Hawke ao ditador à sua frente. O seu sucessor, Paul Keating, olhava o tirano como uma figura paternal. Paul Kelly, um empregado proeminente de Murdoch, liderou u grupo de grandes editores de jornais a Jacarta, para bajular o assassino de massas, mesmo apesar de todos conhecerem o seu medonho historial.

Está aqui uma pista para saber porque é que Suharto, ao contrário de Saddam Hussein, morreu não no calabouço mas rodeado pela melhor equipa médica que os seus milhoes escondidos podiam comprar. Ralph McGehee, um operacional de topo de operações da CIA nos anos 1960s, descreve o terror do assalto ao poder de Suharto em 1965-6 como "a operação modelon" para o golpe de Estado apoiada pelos USA para se livrarem de Salvador Allende no Chile sete anos mais tarde. "A CIA forjou um documento com o objectivo de revelar uma conspiração de esquerda para assassinar líderes militares Chilenos," escreveu, "[exactamente como] o que aconteceu na Indonésia em 1965.

A embaixada dos USA em Jacarta abasteceu Suharto com uma "lista de morte" de membros do partido Comunista da Indonésia e assinalava os nomes quando eles eram mortos ou capturados. Roland Challis, correspondente da BBC na Ásia do Sudeste na altura, disse-me como o governo Britânico estava envolvido secretamento neste massacre. "Navios de guerra Britânicos escoltaram um navio cheio de tropas Indonésias através do Estreito de Malaca de modo a poderem participar neste holocausto terrível," disse. "Eu e os outros correspondentes desconhecíamos isso na altura ... Havia um acordo, veja"

O acordo era que a Indonésia sob Suharto ofereceria aquilo a que Richard Nixon tinha chamado "o mais rico amontoado de recursos naturais, o prémio maior na Ásia do Sudeste". Em Novembro de 1967 o maior prémio foi entregue numa extraordinária conferência de três dias patrocinada pela Time-Life Corporation em Geneva. Liderados por David Rockefeller, todas as corporações gigantes estavam representadas: as maiores companhias de petróleo e bancos , General Motors, Imperial Chemical Industries, British American Tobacco, Siemens, US Steel e muitas outras. Do outro lado da mesa estavam sentados economistas formados nos USA de Suharto que concordaram na tomada do seu país pelas corporações, sector por sector. A companhia Freeport obteve uma montanha de cobre na Papua Oeste. Um consórcio USA/Europeu obteve o niquel. A gigantesca companhia Alcoa obteve a maior fatia da bauxite da Indonésia. Companhias Americas, Japoanesas e Francesas apanharam florestas tropicais da Sumatra. Quando a pilhagem estava completa, o Presidente Lyndon Johnson enviou os seus parabéns sobre "uma magnifica história de oportunidades e uma promessa acordada".

Trinta anos depois, também com o genocídio de Timor-Leste completo, o Banco Mundial descreveu a ditadura de Suharto como um "aluno modelo".

Pouco antes da morte de Alan Clark, que sob Thatcher foi o ministro responsável por abastecer Suharto com a maioria das armas, eu entrevistei-o e perguntei-lhe: "Incomodou-o pessoalmente ter causado uma tal confusão e sofrimento humano?"

"Não, nem o mínimo," respondeu. "Isso nunca entrou na minha cabeça."

"Fiz a pergunta porque li que era um vegetariano e que se preocupa seriamente com o modo como os animais são mortos."

"Yeah?"

"Essa preocupação não se estende aos humanos?"

"Curiosamente não."

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
A morte de Suharto é uma lembrança do papel ignóbil do Ocidente no apoio a um regime assassino
O nosso ditador modelo

John Pilger
Segunda-feira Janeiro 28, 2008
The Guardian

No meu filme Morte de uma Nação, há uma sequência filmada a bordo de um avião Australiano a voar sobre a ilha de Timor. Desenrola-se uma festa, e dois homens com fatos estão a brindar uma ao outro com champagne. "Este é um momento historicamente único," diz um deles, "isso é na verdade verdadeiramente único historicamente."

Este era Gareth Evans, o então ministro dos estrangeiros da Austrália. O outro homem era Ali Alatas, o principal porta-voz do ditador Indonésio General Suharto, que morreu ontem. O ano foi o de 1989, e os dois faziam um voo grotescamente simbólico para comemorar a assinatura de um tratado que iria permitir que a Austrália e companhias internacionais de petróleo e do gás explorassem o fundo do mar de Timor-Leste, então ocupado ilegal e cruelmente por Suharto. O prémio, de acordo com Evans, eram "ziliões de dólares".

Por debaixo deles estava uma terra de cruzes: grandes cruzes pretas erguiam-se no céu, cruzes em cimos de montanhas, cruzes alinhadas nos lados das montanhas. A filmar clandestinamente em Timor-Leste, às vezes andava entre arbustos, e lá estavam as cruzes. Elas enchiam a terra e enchiam os olhos. Em 1993, o comité dos negócios estrangeiros do parlamento da Austrália noticiou que "pelo menos 200,000" tinham morrido sob a ocupação da Indonésia: quase um terço da população. Contudo o horror de Timor-Leste, previsto e alimentado pelos USA, Grã-Bretanha e Austrália, era uma consequência. "Nenhuma única acção Americana no período depois de 1945," escreveu o historiador Gabriel Kolko, "foi tão sedento de sangue quanto foi o seu papel na Indonésia, por isso tentou iniciar o massacre." Referia-se à tomada do poder por Suharto em 1965-6, que causou mortes violentas de mais de um milhão de pessoas.

Compreender o significado de Suharto é olhar por debaixo da superfície da corrente ordem mundial: a chamada economia global e o cinismo sem misericórdia dos que o dirigem. Suharto foi o nosso assassino de massa modelo – "o nosso" é aqui usado com cautela. "Um dos nossos melhores e mais valiosos amigos," chamou-lhe Thatcher. Durante três décadas o departamento do Sudeste Asiático do Foreign Office trabalhou incansavelmente para minimizar os crimes da gestapo de Suharto, conhecida como Kopassus, que abateu pessoas com metralhadoras britânicas Heckler & Koch fornecidas pela Britânica Tactica em veículos para "controlar motins.

Uma especialidade do Foreign Office era difamar testemunhas dos bombardeamentos de aldeias Timorenses por aviões Hawk fornecidos pelos Britânicos - até que Robin Cook foi forçado a admitir que isso era verdade. Quase um bilião de libras em garantias de crédito de exportação financiaram a venda dos Hawks, pagos pelos pagadores de impostos Britânicos enquanto a indústria de armas colhia os lucros.

Apenas os Australianos foram mais serviçais. "Sabemos que o nosso povo o ama," disse o primeiro-ministro Bob Hawke ao ditador à sua frente. O seu sucessor, Paul Keating, olhava o tirano como uma figura paternal. Paul Kelly, um empregado proeminente de Murdoch, liderou u grupo de grandes editores de jornais a Jacarta, para bajular o assassino de massas, mesmo apesar de todos conhecerem o seu medonho historial.

Está aqui uma pista para saber porque é que Suharto, ao contrário de Saddam Hussein, morreu não no calabouço mas rodeado pela melhor equipa médica que os seus milhoes escondidos podiam comprar. Ralph McGehee, um operacional de topo de operações da CIA nos anos 1960s, descreve o terror do assalto ao poder de Suharto em 1965-6 como "a operação modelon" para o golpe de Estado apoiada pelos USA para se livrarem de Salvador Allende no Chile sete anos mais tarde. "A CIA forjou um documento com o objectivo de revelar uma conspiração de esquerda para assassinar líderes militares Chilenos," escreveu, "[exactamente como] o que aconteceu na Indonésia em 1965.

A embaixada dos USA em Jacarta abasteceu Suharto com uma "lista de morte" de membros do partido Comunista da Indonésia e assinalava os nomes quando eles eram mortos ou capturados. Roland Challis, correspondente da BBC na Ásia do Sudeste na altura, disse-me como o governo Britânico estava envolvido secretamento neste massacre. "Navios de guerra Britânicos escoltaram um navio cheio de tropas Indonésias através do Estreito de Malaca de modo a poderem participar neste holocausto terrível," disse. "Eu e os outros correspondentes desconhecíamos isso na altura ... Havia um acordo, veja"

O acordo era que a Indonésia sob Suharto ofereceria aquilo a que Richard Nixon tinha chamado "o mais rico amontoado de recursos naturais, o prémio maior na Ásia do Sudeste". Em Novembro de 1967 o maior prémio foi entregue numa extraordinária conferência de três dias patrocinada pela Time-Life Corporation em Geneva. Liderados por David Rockefeller, todas as corporações gigantes estavam representadas: as maiores companhias de petróleo e bancos , General Motors, Imperial Chemical Industries, British American Tobacco, Siemens, US Steel e muitas outras. Do outro lado da mesa estavam sentados economistas formados nos USA de Suharto que concordaram na tomada do seu país pelas corporações, sector por sector. A companhia Freeport obteve uma montanha de cobre na Papua Oeste. Um consórcio USA/Europeu obteve o niquel. A gigantesca companhia Alcoa obteve a maior fatia da bauxite da Indonésia. Companhias Americas, Japoanesas e Francesas apanharam florestas tropicais da Sumatra. Quando a pilhagem estava completa, o Presidente Lyndon Johnson enviou os seus parabéns sobre "uma magnifica história de oportunidades e uma promessa acordada".

Trinta anos depois, também com o genocídio de Timor-Leste completo, o Banco Mundial descreveu a ditadura de Suharto como um "aluno modelo".

Pouco antes da morte de Alan Clark, que sob Thatcher foi o ministro responsável por abastecer Suharto com a maioria das armas, eu entrevistei-o e perguntei-lhe: "Incomodou-o pessoalmente ter causado uma tal confusão e sofrimento humano?"

"Não, nem o mínimo," respondeu. "Isso nunca entrou na minha cabeça."

"Fiz a pergunta porque li que era um vegetariano e que se preocupa seriamente com o modo como os animais são mortos."

"Yeah?"

"Essa preocupação não se estende aos humanos?"

"Curiosammente não."


johnpilger.com

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.