segunda-feira, janeiro 28, 2008

Australia recognised friend and foe

The Camberra Times

28 January 2008 - 8:26AM
Sandra O'Malley

In death, as in life, few will agree on the legacy left behind by the former Indonesian dictator Suharto.

He ruled Indonesia for more than three decades and over that time his nation went from being viewed as a threat to Australia, to an ally.

The relationship between the two countries, however, was rarely easy, whether it was seen as friend or foe.

Suharto, a member of the Indonesian army before becoming leader, rose to power through 1965 and 1966, and during this time hundreds of thousands of opponents were killed.

He ruled the nation with an iron fist during more than 32 years in power.

Suharto was eventually forced to resign in May 1998 after mounting calls for democratic reforms and growing unrest triggered by the country's worst economic crisis in decades.

Critics say hundreds of thousands of people died during those intervening years in East Timor, Aceh and Papua at the hands of a military working under Suharto's authority.

Allegations of corruption and cronyism, which dogged him for years, came to a head when he was charged with embezzling hundreds of millions of dollars of state funds after leaving office.

The Government later dropped the case due to his poor health. His family reportedly reached agreement to settle a civil case worth more than a billion dollars while he was on his death bed.

Relations with Australia reached their zenith under former prime minister Paul Keating.

As leader, Mr Keating visited Indonesia six times in just over four years, and in 1995 the two countries signed an historic defence pact which came largely undone after Australia supported East Timor's quest for independence in 1999.

Mr Keating was criticised for his close personal friendship with Suharto, whom he believed did much to improve ordinary life for Indonesians, as well as maintaining the stability and security of the country crucial for the region.

He wasn't the only Australian politician to see Suharto as a positive force. Former deputy prime minister Tim Fischer once went as far as to suggest Suharto's contribution to the world was so great he should be recognised as "the man of the world of the second half of this century".

Others argue Australia shamefully overlooked human-rights abuses in East Timor, Papua and Aceh, wary of upsetting the delicate balance of the relationship and jeopardising lucrative trade and economic opportunities.

In 1999, Jose Ramos Horta then a leader of East Timor's independence movement and now president accused Mr Keating "and his like" of being "an accomplice of the Suharto regime".

Tradução:

Amigo e inimigo reconhecido pela Australia

The Camberra Times

28 Janeiro 2008 - 8:26AM
Sandra O'Malley

Na morte, como na vida, poucos concordarão com o legado deixado pelo antigo ditador Indonésio Suharto.Ele governou a Indonésia durante mais de três décadas e durante esse tempo a siua nação passou de ser vista como uma ameaça para a Austrália, para um aliado.

Contudo, as relações entre os dois países, foram raramente fáceis, fosse ela vista como amigo ou como inimigo.

Suharto, membro das forças militares Indonésias antes de se tornar um líder, subiu ao poder durante 1965 e 1966, e durante esse tempo centenas de milhares de opositores foram mortos.
Ele governou a nação com um punho de ferro durante mais de 32 anos no poder.


Suharto acabou por ser forçado a resignar em Maio de 1998 depois de pedidos crescentes para reformas democráticas e crescente desassossego desencadeado pela pior crise económica do país em décadas.

Críticos dizem que centenas de milhares de pessoas morreram durante esses anos de intervenção em Timor-Leste, Aceh e Papua às mãos dos militares que trabalhavam sob a autoridade de Suharto.

Alegações de corrupção e de amiguismo que o perseguiram durante anos, concretizaram-se quando ele foi acusado de meter ao bolso centenas de milhões de dólares de fundos do Estado depois de sair do cargo.

O Governo mais tarde deixou cair o caso devido à sua frágil saúde. Diz-se que a família chegou a acordo para resolver um caso civil avaliado em mais de um bilião quando estava no leito da morte.

As relações com a Austrália atingiram o ponto mais alto sob o antigo primeiro-ministro Paul Keating.

Como líder, o Sr Keating visitou a Indonésia seis vezes em apenas quarto anos, e em 1995 os dois países assinaram um pacto de defesa histórico que acabou por ser em grande parte desfeito quando a Austrália apoiou a luta de Timor-Leste pela independência em 1999.

O Sr Keating foi criticado por causa da sua amizade pessoal próxima com Suharto, a quem ele acreditava que muito tinha feito para melhorar a vida diária dos Indonésios, bem como em manter a estabilidade e segurança do país crucial para a região.

Ele não foi o único politico Australiano a ver Suharto como uma força positiva. O antigo Vice-primeiro-ministro Tim Fischer uma vez foi longe ao sugerir que a contribuição de Suharto para o mundo for a tão grande que ele devia ser reconhecido como "o homem do mundo da segunda metade deste século ".

Outros argumentam que a Austrália vergonhosamente descartou os abusos de direitos humanos em Timor-Leste, Papua e Aceh, com medo de prejudicar a balança delicada da relação e pôr em risco oportunidades lucrativas económicas e comerciais.

Em 1999, José Ramos Horta então um líder do movimento da independência de Timor-Leste e agora presidente acusou o Sr Keating "e os da sua laia " de ser "um cúmplice do regime de Suharto ".

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Australia reconhece amigos e inimigos
The Camberra Times

28 Janeiro 2008 - 8:26AM
Sandra O'Malley

Na morte, como na vida, poucos concordarão com o legado deixado pelo antigo ditador Indonésio Suharto.
Ele governou a Indonésia durante mais de três décadas e durante esse tempo a siua nação passou de ser vista como uma ameaça para a Austrália, para um aliado.

Contudo, as relações entre os dois países, foram raramente fáceis, fosse ela vista como amigo ou como inimigo.

Suharto, membro das forças militares Indonésias antes de se tornar um líder, subiu ao poder durante 1965 e 1966, e durante esse tempo centenas de milhares de opositores foram mortos.

Ele governou a nação com um punho de ferro durante mais de 32 anos no poder.

Suharto acabou por ser forçado a resignar em Maio de 1998 depois de pedidos crescentes para reformas democráticas e crescente desassossego desencadeado pela pior crise económica do país em décadas.

Críticos dizem que centenas de milhares de pessoas morreram durante esses anos de intervenção em Timor-Leste, Aceh e Papua às mãos dos militares que trabalhavam sob a autoridade de Suharto.

Alegações de corrupção e de amiguismo que o perseguiram durante anos, concretizaram-se quando ele foi acusado de meter ao bolso centenas de milhões de dólares de fundos do Estado depois de sair do cargo.

O Governo mais tarde deixou cair o caso devido à sua frágil saúde. Diz-se que a família chegou a acordo para resolver um caso civil avaliado em mais de um bilião quando estava no leito da morte.

As relações com a Austrália atingiram o ponto mais alto sob o antigo primeiro-ministro Paul Keating.

Como líder, o Sr Keating visitou a Indonésia seis vezes em apenas quarto anos, e em 1995 os dois países assinaram um pacto de defesa histórico que acabou por ser em grande parte desfeito quando a Austrália apoiou a luta de Timor-Leste pela independência em 1999.

O Sr Keating foi criticado por causa da sua amizade pessoal próxima com Suharto, a quem ele acreditava que muito tinha feito para melhorar a vida diária dos Indonésios, bem como em manter a estabilidade e segurança do país crucial para a região.

Ele não foi o único politico Australiano a ver Suharto como uma força positiva. O antigo Vice-primeiro-ministro Tim Fischer uma vez foi longe ao sugerir que a contribuição de Suharto para o mundo for a tão grande que ele devia ser reconhecido como "o homem do mundo da segunda metade deste século ".

Outros argumentam que a Austrália vergonhosamente descartou os abusos de direitos humanos em Timor-Leste, Papua e Aceh, com medo de prejudicar a balança delicada da relação e pôr em risco oportunidades lucrativas económicas e comerciais.

Em 1999, José Ramos Horta então um líder do movimento da independência de Timor-Leste e agora presidente acusou o Sr Keating "e os da sua laia " de ser "um cúmplice do regime de Suharto ".

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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