quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Reunião do Conselho de Ministros Extraordinário de 21 de Fevereiro de 2008

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE

IV Governo Constitucional


COMUNICADO À IMPRENSA

O Conselho de Ministros reuniu-se, extraordinariamente, esta Quinta-feira, 21 de Fevereiro, 2008, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, e decidiu:

Solicitar a Sua Excelência o Presidente da República em exercício o prolongamento da situação de Estado de Sítio actualmente em vigor.

A situação de acalmia que o país tem vivido nos últimos dias não pode fazer esquecer que os elementos do grupo que atentou gravemente contra a ordem constitucional democrática de Timor-Leste, continuam à solta e impunes.

Timor-Leste afirma-se constitucionalmente como um Estado de Direito Democrático, que se rege pelo primado da Lei e onde impera a Justiça.

A continuação da liberdade deste grupo criminoso prolonga uma situação de ameaça muito séria aos orgãos de soberania e à população em geral que não pode nem deve continuar.

O Governo, através das autoridades policiais e militares e suportado pelas autoridades judiciárias tem vindo a realizar operações de busca dos elementos deste grupo e dos seus cúmplices, operações estas que se devem manter ainda por algum tempo para que possa pôr-se termo de forma total a esta ameaça.

Nesse sentido, o Governo, a quem compete executar as medidas impostas na Declaração de Estado de Sítio decidiu solicitar a Sua Excelência o Senhor Presidente da República que, nos termos legais, decrete o prolongamento do Estado de Sítio.

4 comentários:

h correia disse...

"Timor-Leste afirma-se constitucionalmente como um Estado de Direito Democrático, que se rege pelo primado da Lei e onde impera a Justiça.
[...]
A continuação da liberdade deste grupo criminoso prolonga uma situação de ameaça muito séria aos orgãos de soberania e à população em geral que não pode nem deve continuar.]

Isto é ironia ou sarcasmo?

O PM que já foi PR e durante esse tempo todo (ano e meio) andou a brincar com as leis de TL e a dar protecção a esse mesmo "grupo criminoso" agora vem dar uma de moralista e cumpridor da lei???

Anónimo disse...

O responsável político pelo incumprimento do mandado de captura contra Reinado durante meses,e pela absoluta incompetência com que as forças de seguraça não cuidaram da defesa da integraidade física do Presidente da República e do Primeiro Ministro é o Ministro da Defesa e da Segurança: Xanana Gusmão! Em qualquer país do mundo o Ministro da Defesa e da Segurança pela gravidade dos acontecimentos teria de ser responsabilizado politicamente(e o problema não foi a falta de polícias e militares designadamente estrangeiros no país, e portanto bem preparados, o problema foi de comando.E o comando era de Xanana). Senhor primeiro ministro assuma a responsabilida política e demita o Ministro da Defesa e da Segurança!Ou seja, demita-se!
Desde 2006 que Xanana ao invés de se por ao lado da autoridade das instituições do Estado, da ordem e da disciplina se colocou ao lado dos insubordinados, dos rebeldes, dos que não olham a meios (mesmo se recorrendo à violência)para alcançar fins políticos.
Dois anos depois do início da crise, ano e meio depois de Alkatiri ter deixado a chefia do Governo, os campos de deslocados continuam, Dili está em estado de sítio,o chefe de Estado e o primeiro Ministro sofreram atentados que por sorte não foram fatais e mais militares estrangeiros (e agora fora do quadro da ONU!)vieram para Timor Leste!
Da ocupação indonésia a pouco e pouco vai-se consumando a ocupação Australiana!
Não há dúvida XANANA É O HOMEM DOS AUSTRALIANOS!

Anónimo disse...

A cambada amiga do Xanana que veio para fingir que investiga o que aconteceu rapidamente já arranjou uma versão que faz rir de desprezo toda a gente. Agora já inventaram que Reinado foi morto depois de Ramos-Horta ter sido baleado. É uma cambada.

Margarida disse...

1 - O motorista do Xanana, Adolfo Suarez dos Santos disse conforme texto do The Australian de 21/02 que “por volta das 6.15 am na última Segunda-feira, um dos conselheiros do Primeiro-Ministro, Joaquim Fonseca, lhe ligou a dizer que o complexo do Presidente José Ramos Horta estava sob ataque”, conforme:

http://timor-online.blogspot.com/2008/02/gusmao-driver-tells-of-headlong-flight.html

2 - Porém no texto da Lusa de 20/02 “Cronologia dos acontecimentos de 11 de Fevereiro relatados pela investigação das Nações Unidas” diz-se que foi apenas às “06:59 - Primeira chamada para o Centro Nacional de Operações, devido ao tiroteio” conforme:
http://timor-online.blogspot.com/2008/02/cronologia-dos-acontecimentos-de-11-de.html


3 - E no texto do smh.com.au de 18/02 lê-se que “ O Sr Fonseca disse que chamou o oficial de ligação civil da força de estabilização, Dillon Walsh, na linha directa por volta das 7.50 am na Segunda-feira (...) O Sr Fonseca disse que tinha acabado de falar com o Sr Gusmão no seu esconderijo” conforme:
http://timor-online.blogspot.com/2008/02/call-for-rescue-helicopter-ignored.html


Isto significa que o Xanana saiu de casa já DEPOIS do “incidente” do PR (e quando este estava prestes a chegar ao Hospital no Heliporto em Díli), despreocupadamente, pois nem telemóvel levou e o do seu condutor tinha a bateria em baixo!

Mas - tão ou mais espantosamente! - nem ele Xanana, sequer tomou a precaução de alertar as autoridades sobre os tiroteios que desde as 6.15 am sabia que tinham ocorrido na casa do PR, nem instruiu o seu conselheiro para o fazer pois é o próprio quem confessou que apenas às 7.50 contactou com a ISF!


Não acham que é NEGLIGÊNCIA a mais?

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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