terça-feira, abril 08, 2008

Ramos Horta hits out at Indonesian military

The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
April 7, 2008 - 1:20PM

East Timor's President Jose Ramos Horta today lashed out at senior Indonesian military officers who have refused to admit responsibility and apologise for the violence that swept his country in 1999.

He said the officers should "come clean" and acknowledged their responsibility at a commission of inquiry set-up in 2005 that is about to submit its findings.

The Indonesia-East Timor Commission of Truth and Friendship was instructed to uncover the truth behind the violence that left 1500 people dead and destroyed 70% of East Timor's infrastructure.

The commission, established by East Timor and Indonesia, will send it report to Mr Ramos Horta and Indonesian President Susilo Bambang Yudhoyono within days.

Speaking in Darwin where he is recovering from gunshots wounds after attacks in Dili last month, Mr Ramos Horta said the Indonesian officers failed in their responsibilities to provide security in East Timor before, during and after the United Nations organised independence vote.

"Although we don't want to revisit the past, although we don't want to point fingers, although we don't want anybody to go to jail they should have at least had the courage and humility to tell their country and the Timorese people that they were wrong and apologise," Mr Ramos Horta told The Age online.

"That would have been enough," he said.

"They didn't - they kept blaming the United Nations - well, the UN was not responsible for security ... the UN was only responsible for organising the referendum."

Mr Ramos Horta said the leaders of both East Timor and Indonesia will need to read the commission's report calmly and with serenity and "see whether we need to take further steps to address the events of 1999".

The commission has no prosecution powers and can recommend amnesties for people who testified before it.

The United Nations boycotted the commission, saying those responsible for human rights violations should face justice.

Tradução:

Ramos Horta ataca militares Indonésios

The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Abril 7, 2008 - 1:20PM

O Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta atacou hoje oficiais das forças militares de topo da Indonésia que recusaram admitir responsabilidades e pedirem desculpa pela violência que varreu o país em 1999.

Disse que os oficiais deviam "limpar-se" e reconhecer as suas responsabilidades numa comissão de inquérito montada em 2005 que está prestes a submeter as suas conclusões.

A Comissão Indonésia-Timor-Leste da Verdade e Amizade foi instruída para descobrir a verdade por detrás da violência que deixou 1500 pessoas mortas e destruiu 70% das infra-estruturas de Timor-Leste.

A comissão, estabelecida por Timor-Leste e Indonésia, enviará o seu relatório ao Sr Ramos Horta e o Presidente Indonésio Susilo Bambang Yudhoyono dentro de dias.

Falando em Darwin onde está a recuperar das feridas de balas depois dos ataques em Dili no mês passado, o Sr Ramos Horta disse que oficiais Indonésios falharam nas suas responsabilidades de providenciarem segurança em Timor-Leste, antes, durante e depois do referendo para a independência organizado pelas Nações Unidas.

"Apesar de não querermos revisitar o passado, apesar de não querermos apontar dedos, apesar de não querermos que ninguém vá para a cadeia eles deviam no mínimo ter a coragem e a humildade de dizer ao seu país e ao povo Timorense que erraram e pedir desculpas," disse o Sr Ramos Horta ao The Age online.

"Isso teria sido o suficiente," disse ele.

"Não o fizeram – mantiveram-se a culpar as Nações Unidas - bem, a ONU não foi responsável pela segurança ...a ONU foi apenas responsável por organizar o referendo."

O Sr Ramos Horta disse que os lideres de Timor-Leste e da Indonésia vão precisar de ler o relatório da comissão calmamente e com serenidade e "ver se precisamos de tomar mais passos para responder aos eventos de 1999".

A comissão não tem poderes de prossecução e pode recomendar amnistias para as pessoas que testemunharam perante ela.

As Nações Unidas boicotaram a comissão, dizendo que os responsáveis pelas violações de direitos humanos devem enfrentar a justiça.

2 comentários:

Margarida disse...

Tradução:
Ramos Horta ataca militares Indonésios
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Abril 7, 2008 - 1:20PM

O Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta atacou hoje oficiais das forças militares de topo da Indonésia que recusaram admitir responsabilidades e pedirem desculpa pela violência que varreu o país em 1999.

Disse que os oficiais deviam "limpar-se" e reconhecer as suas responsabilidades numa comissão de inquérito montada em 2005 que está prestes a submeter as suas conclusões.

A Comissão Indonésia-Timor-Leste da Verdade e Amizade foi instruída para descobrir a verdade por detrás da violência que deixou 1500 pessoas mortas e destruiu 70% das infra-estruturas de Timor-Leste.

A comissão, estabelecida por Timor-Leste e Indonésia, enviará o seu relatório ao Sr Ramos Horta e o Presidente Indonésio Susilo Bambang Yudhoyono dentro de dias.

Falando em Darwin onde está a recuperar das feridas de balas depois dos ataques em Dili no mês passado, o Sr Ramos Horta disse que oficiais Indonésios falharam nas suas responsabilidades de providenciarem segurança em Timor-Leste, antes, durante e depois do referendo para a independência organizado pelas Nações Unidas.

"Apesar de não querermos revisitar o passado, apesar de não querermos apontar dedos, apesar de não querermos que ninguém vá para a cadeia eles deviam no mínimo ter a coragem e a humildade de dizer ao seu país e ao povo Timorense que erraram e pedir desculpas," disse o Sr Ramos Horta ao The Age online.

"Isso teria sido o suficiente," disse ele.

"Não o fizeram – mantiveram-se a culpar as Nações Unidas - bem, a ONU não foi responsável pela segurança ...a ONU foi apenas responsável por organizar o referendo."

O Sr Ramos Horta disse que os lideres de Timor-Leste e da Indonésia vão precisar de ler o relatório da comissão calmamente e com serenidade e "ver se precisamos de tomar mais passos para responder aos eventos de 1999".

A comissão não tem poderes de prossecução e pode recomendar amnistias para as pessoas que testemunharam perante ela.

As Nações Unidas boicotaram a comissão, dizendo que os responsáveis pelas violações de direitos humanos devem enfrentar a justiça.

Anónimo disse...

It is important to Ramos Horta that the Indonesian Officer should come clean with their involvement in the Massacres of 1999. What about his involvement and Xanana's involvement in the 1974-75 massacres and killings of Innnocent Timorese civilians prior to the Indonesian invasio? Can the international Coomunity make these two men answer for what they did like Slobodan Milosovic or there's different treatment because the IC has a special friendship with these two men?

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.