sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Presidente Jorge Sampaio: Lessons from East Timor

International Herald Tribune - February 17, 2008
Opinion: Lessons from East Timor

The attempted assassination of President José Ramos Horta and other leaders of East Timor shows the vulnerability of the country's democracy. But it is also an opportunity to take an important step toward building the state.

At the time of my last visit as president of the Portuguese Republic, in February 2006, divisions were beginning to appear among the East Timor defense forces. During my talks with all the Timorese leaders, especially with President Xanana Gusmão and Prime Minister Mari Alkatiri, I underlined the need of the government to support its senior officers.

Unfortunately, the presence of international military forces, including detachments of the Portuguese National Republican Guard, under the framework of the United Nations continues to be necessary for security reasons. They should never have left.

The lesson to be taken from the crisis is the need to impose the authority of the state and of the armed forces of East Timor with firmness, for they can no longer tolerate an ambiguous co-existence with armed rebels.

Ramos Horta will have the opportunity to unite the Timorese leaders within the Council of State and other institutions.

The leaders who founded the Timorese state, such as Xanana Gusmão, Ramos Horta and Mari Alkatiri, must show that they continue united in essential matters.

This will not be the last crisis. But preventing the first new democratic state of the 21st century from becoming yet another failed state lies largely in the hands of Portugal, Australia and the UN. It would be a mistake to give up halfway. This warrants continued international effort and cooperation in East Timor.

Jorge Sampaio, Lisbon The writer is the former president of Portugal


Tradução:

Presidente Jorge Sampaio: Lições de Timor-Leste

International Herald Tribune - Fevereiro 17, 2008
Opinião: Lições de Timor-Leste

A tentativa de assassínio do Presidente José Ramos Horta e outros líderes de Timor-Leste mostram a vulnerabilidade da democracia do país. Mas isso é também uma oportunidade para dar um passo importante a caminho da construção do Estado.

Na altura da minha última visita como presidente da República Portuguesa, em Fevereiro de 2006, estavam a começar a aparecer divisões entre as forças de defesa de Timor-Leste. Durante as minhas conversas com todos os líderes Timorenses, especialmente com o Presidente Xanana Gusmão e o Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, sublinhei a necessidade do governo apoiar os seus oficiais de topo.

Infelizmente, a presença de forças internacionais militares, incluindo destacamentos da Guarda Nacional Republicana Portuguesa, sob a moldura legal das Nações Unidas continua a ser necessária por razões de segurança. Nunca deviam ter saído.

As lições que se devem retirar da crise é a necessidade de impor a autoridade do Estado e das forças armadas de Timor-Leste com firmeza, porque não podem nunca mais tolerar uma co-existência ambígua com amotinados armados.

Ramos Horta terá a oportunidade de unir os líderes Timorenses dentro do Conselho de Estado e noutras instituições.

Os líderes que fundaram o Estado Timorense, como Xanana Gusmão, Ramos Horta e Mari Alkatiri, devem mostrar que continuam unidos em matérias essenciais.

Esta não será a última crise. Mas prevenir o primeiro novo Estado democrático do século 21 de se tornar contudo um outro estado falhado está largamente nas mãos de Portugal, Austrália e a ONU. Será um erro desistir a meio caminho. Isto permite um esforço internacional continuado e cooperação em Timor-Leste.

Jorge Sampaio, Lisboa O escritor é o antigo presidente de Portugal

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Presidente Jorge Sampaio: Lições de Timor-Leste
International Herald Tribune - Fevereiro 17, 2008
Opinião: Lições de Timor-Leste

A tentativa de assassínio do Presidente José Ramos Horta e outros líderes de Timor-Leste mostram a vulnerabilidade da democracia do país. Mas isso é também uma oportunidade para dar um passo importante a caminho da construção do Estado.

Na altura da minha última visita como presidente da República Portuguesa, em Fevereiro de 2006, estavam a começar a aparecer divisões entre as forças de defesa de Timor-Leste. Durante as minhas conversas com todos os líderes Timorenses, especialmente com o Presidente Xanana Gusmão e o Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, sublinhei a necessidade do governo apoiar os seus oficiais de topo.

Infelizmente, a presença de forças internacionais militares, incluindo destacamentos da Guarda Nacional Republicana Portuguesa, sob a moldura legal das Nações Unidas continua a ser necessária por razões de segurança. Nunca deviam ter saído.

As lições que se devem retirar da crise é a necessidade de impor a autoridade do Estado e das forças armadas de Timor-Leste com firmeza, porque não podem nunca mais tolerar uma co-existência ambígua com amotinados armados.

Ramos Horta terá a oportunidade de unir os líderes Timorenses dentro do Conselho de Estado e noutras instituições.

Os líderes que fundaram o Estado Timorense, como Xanana Gusmão, Ramos Horta e Mari Alkatiri, devem mostrar que continuam unidos em matérias essenciais.

Esta não será a última crise. Mas prevenir o primeiro novo Estado democrático do século 21 de se tornar contudo um outro estado falhado está largamente nas mãos de Portugal, Austrália e a ONU. Será um erro desistir a meio caminho. Isto permite um esforço internacional continuado e cooperação em Timor-Leste.

Jorge Sampaio, Lisboa O escritor é o antigo presidente de Portugal

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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