Díli, 20 Fev (Lusa) - A resposta da escolta internacional de Xanana Gusmão permitiu que o primeiro-ministro "escapasse" do sítio em que foi emboscado, segundo um relatório confidencial obtido pela Agência Lusa.
O primeiro relatório do Departamento de Investigações Nacionais (NID) da Missão Integrada das Nações Unidas (UNMIT) sobre a emboscada a Xanana Gusmão, a 11 de Fevereiro, concluiu que a resposta da escolta internacional "permitiu ao primeiro-ministro escapar do local do ataque".
O documento refere também que o escolta internacional que respondeu ao ataque usou uma espingarda que não lhe pertencia.
Xanana Gusmão foi emboscado por volta das 07:35 a cerca de 500 metros da sua residência, em Balibar, na estrada sinuosa que desce das montanhas a sul de Díli para a capital.
Segundo o relatório do NID dedicado à emboscada de Xanana Gusmão, um dos dos documentos confidenciais da UNMIT a que a Lusa teve acesso, a caravana do primeiro-ministro foi atacada quando o carro da frente, com a escolta timorense, tinha passado uma curva para a direita e o segundo carro, onde seguia Xanana Gusmão, fazia ainda a mesma curva.
Atrás das duas viaturas seguia a viatura da Polícia das Nações Unidas (UNPol), com uma escolta de reserva ao primeiro-ministro.
"Quando o carro de Xanana Gusmão fazia a curva, um (elemento da CPU-Unidade de Protecção Pessoal da) UNPol viu um homem de pé com uma metralhadora disparando contra o carro" do primeiro-ministro.
Os seguranças da UNPol pararam e um deles saiu do carro e respondeu ao fogo do atacante, disparando na sua direcção.
"Nesse momento, o atacante virou-se e disparou contra a posição dos UNPol, permitindo ao primeiro-ministro escapar do local", apurou o NID na sua investigação ao incidente.
O mesmo elemento da UNPol "continuou a disparar contra o atacante até ficar sem munições", diz o relatório confidencial obtido pela Lusa.
Sobre a emboscada, o testemunho dado pelos dois UNPol é a de que o atacante não usava uniforme, "apenas um blusão de treino com um capuz na cabeça, de cor violeta".
O atacante esperou a caravana do primeiro-ministro "atrás de uma pequena ponte, do lado esquerdo da estrada para quem desce".
"Não viram mais nenhum atacante mas ouviram tiros disparados de diferentes posições na encosta, pelo menos de três", acima do atacante junto à estrada, e "não notaram se a viatura do primeiro-ministro foi atingida".
Os disparos do elemento da UNPol foram feitos com uma espingarda Styre que não lhe pertencia, mas que era de um elemento da PNTL (Polícia Nacional) "que normalmente trabalha com UNPols (sic) mas que não estava de serviço nesse dia e se esqueceu da arma na viatura", segundo o documento a que a Lusa teve acesso.
A justificação do elemento da UNPol para usar uma espingarda que não lhe pertencia foi a de (os polícias internacionais) "estarem debaixo de fogo cerrado e calcularem que as suas pistolas não eram suficientes para parar o ataque".
"Ao usar aquela arma, deram tempo ao primeiro-ministro para deixar a área", insiste o relatório do NID.
"Depois do ataque, (os elementos UNPol da CPU) não conseguiam ver o atacante e tudo ficou calmo" e os dois seguranças fizeram inversão de marcha e regressaram à casa da família Gusmão, onde se encontrava a mulher e os filhos do primeiro-ministro.
Kirsty Sword-Gusmão estava em casa "sem protecção", segundo o NID.
Chegou nessa altura a viatura com a escolta da PNTL ao primeiro-ministro, "apenas com um elemento lá dentro", e um dos elementos da CPU entrou no carro e seguiu para dentro do recinto da residência.
Depois de estacionarem as viaturas da UNPol e da PNTL, um dos seguranças da CPU "viu dois homens armados de metralhadora na encosta por cima da casa de Xanana Gusmão".
"Alguns minutos depois, cerca das 07:45, uma equipa de segurança da UNPol com dois elementos chegou e reforçou a segurança à família Gusmão", conta o relatório do NID.
Um dos seguranças da UNPol telefonou então para o condutor do primeiro-ministro e conseguiu falar com Xanana Gusmão, "que lhe pediu para tomar conta da sua família".
O mesmo elemento da UNPol ligou para a base "e pediu um helicóptero para transferir a família de Xanana Gusmão para um lugar seguro".
O relatório do NID refere que a GNR "chegou às 09:40 com dois veículos blindados e levou a família de Xanana Gusmão para o Palácio do Governo, onde chegaram às 10:00".
O NID apurou que um dos seguranças de Kirsty Sword-Gusmão "disse aos elementos da UNPol que conhecia um dos três homens armados que estavam na encosta" por cima da residência do primeiro-ministro.
"Um deles gritou em tétum para os (elementos) PNTL que estavam fora de casa e depois pretendia negociar com eles", segundo o relatório do NID.
Os dois elementos da UNPol foram informados por um dos guardas timorenses que os homens armados na encosta queriam saber quantas metralhadoras tinham com eles, ao que lhes foi respondido que possuíam apenas uma.
Segundo os testemunhos citados pelo NID, os homens que cercavam a casa fizeram ainda alusão a "lutar com os UNPol" por eles terem uma metralhadora, ordenando aos elementos da PNTL para se afastarem, mas os seguranças timorenses da família Gusmão terão dito que "isso não podia ser porque trabalhavam juntos".
"Depois disso, tudo ficou calmo e ninguém atacou a casa", conclui o relatório do NID à emboscada ao primeiro-ministro.
"Pesquisou-se com detalhe a área à procura de testemunhas mas as pessoas têm demasiado medo para cooperarem com as autoridades", diz um dos documentos confidenciais obtidos pela Lusa.
Os documentos obtidos pela Lusa sobre o duplo ataque ao Presidente da República e ao primeiro-ministro têm a data de 12 de Fevereiro.
PRM/JCS.
Lusa/fim
NOTA DE RODAPÉ:
Pois, pois...
Mesmo que não o tivessem salvado, o outro não acertava nem uma...
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Disparos de escolta da ONU permitiram a Xanana escapar de emboscada - investigação UNMIT
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Malai Azul 2
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Interview - Mari Alkatiri: Reinado Did Not Shoot Horta
Tempo Magazine No. 25/VIII/February 19-25, 2008
Two shooting incidents took place last Monday--at two different times: one happened at the residence of President Jose Ramos-Horta and the other was aimed at the car carrying Prime Minister Xanana Gusmao. Ramos-Horta had just ended his exercises when he was struck by a volley of bullets at the compound of his residence. Major Alfredo Reinado, 42, the leader of the bloody attack was killed during the ensuing gun battle, along with one of his troops.
Ramos-Horta, a recipient of the Nobel peace prize in 1966, was immediately flown to the Royal Darwin Hospital in Darwin, Australia. "This is clearly an attempted coup d'etat. I will not allow anyone to take advantage of the situation," said Prime Minister Xanana. Since then, Timor Leste has come under emergency rule.
The armed attack was actually a tip of the iceberg in the series of political conflicts besetting Timor Leste since its independence. Some people say the incident was a continuation of the May 2006 violence, which erupted as a result of then-Prime Minister Mari Alkatiri's policies. Alkatiri had intended to streamline the military. About 600 dismissed soldiers protested, charging Alkatiri with discrimination. It seems most of the dismissed troops came from the western part of Timor Leste, while the leaders came from the eastern areas.
They formed themselves into street gangs. The nameless groups consisted of youths, and former members of the military and police--some of them commanders. One of them was Major Alfredo Reinado. Their actions succeeded in causing chaos in Dili. A number of civilians were killed. Mari Alkatiri himself was forced to resign as prime minister.
One day after the shooting of Ramos-Horta, a number of publications in Dili pointed at Alkatiri, charging his political party of being behind Reinado's activities. Alkatiri denied the charges. Last Tuesday, he held a press conference to refute all charges.
In the middle of the emergency situation in Timor Leste, Alkatiri spoke with Tempo correspondent in Dili, Jose Sarito Amaral, in an exclusive interview, which took place at his residence, last Friday. Alkatiri provided additional information to Tempo reporters Widiarsi Agustina and Faisal Assegaf by telephone. Excerpts:
What is your view on the shootings of President Ramos-Horta and Prime Minister Xanana?
It is all still very mysterious and I don't want to speculate on the incident. Clearly, the death of Reinado poses many questions, particularly since he died before President Horta was shot. That is to say, Reinado actually did not kill Horta because he died first. This is what confuses me.
So, who was actually responsible for the two attacks?
Once again it is difficult to determine who the mastermind is. I just know that it was not Reinado who shot President Horta. Strangely enough, one hour after the shooting, Prime Minister Xanana Gusmao was attacked. All this requires an immediate and thorough investigation. I suggest that a professional international team investigate the incidents.
Who do you think should be suspected?
I don't want to accuse anyone, because that needs evidence and a thorough investigation. Such as, why were Reinado's military attacks done simultaneously but so unprofessionally? This is strange. In my view, the shooting of Horta was executed by an organized group.
Do you have any idea who might have plotted this with Reinado?
I am not able to say much at this time. Clearly, the assassination attempts are linked. I am not an investigator, but I am attempting to seek some information and trying to analyze who is behind Reinado. Why did he die before Horta was shot?
According to some reports, the attack was linked to a meeting President Horta held with a number of politicians, a week before the shooting.
I think they are connected. Indeed, there was a meeting of politicians at Horta's residence a week before the shootings. Attending the meeting were members of the Timorese Reconstruction National Party (CNRT) led by Xanana Gusmao, the Social Democrat Party, the Timor Social Democrat Party Association (ASDT) and the Fretilin Party.
What was discussed at that meeting?
President Horta welcomed the proposal of the Fretilin Party to the UN Secretary-General.
Essentially it united all parties under the Parliamentary Majority Alliance (AMP) with the Fretilin, and forming an inclusive government, a national unity government. Fretilin itself refused to join in the national unity government like this one. The initiative was taken to resolve the problem of Alfredo Reinado, deserters led by Salsinha Gastao and also the refugees.
Do you think any of the party elites were involved?
I will just say that the person behind Horta's shooting perhaps disagreed with the President's initiative to form a new government and hold another election.
As the opposition, your party must be seen as a possible instigator of the attempted coup.
We want another election, not a coup, particularly since President Horta already approved it. But suddenly the Reinado group took the road to rebel against the state.
We want to ask whether you are involved or not in this attempted coup.
Well, I've been getting a lot of hate mail accusing me of being behind all this. They don't want me to be prime minister again. They say they are willing to do anything as long as Alkatiri does not return as prime minister. Everyone seems to hate me. I already explained: if Horta had not been shot, the agreement on the formation of an inclusive government and a repeat election would have taken place. And that was the recommendation of my party. So why should I kill anyone or pull a coup d'etat?
According to some reports it was you and Fretilin who were behind Reinado's actions.
It has become the tradition in Timor Leste that if there is a problem, everyone blames it on Mari Alkatiri. But that's all right. That's why I called for the establishment of an international investigation. The United Nations mission and international peacekeeping forces in Timor Leste must also clarify their weaknesses in the country. Why weren't they able to detect the attack? They were quite close by.
In your view, how credible is the government of Xanana and Horta in the eyes of the public?
The coup and the shootings indicate the public's faith in the Xanana Gusmao government has fallen. If it was not able to control its security forces and protect President Horta, I can say that this is an inadequate government.
Did Fretilin want this to happen?
Fretilin did not want this. We do not want the crisis to be worse. Fretilin defends this nation so it is stable. The Fretilin chief and I called Xanana. We told him that the shooting of Horta was an act of rebellion against the state, not against Xanana or Horta.
What do you think was the intention of the Reinado group?
Fretilin never used Reinado for its political objectives. I never separated from him because I was never together with him in the first place. They united to bring down my government, but now they are split. In your opinion, who is behind all this?
So, you don't approve of Reinado's movement?
It's not a matter of supporting Reinado's movement or not. I just regret that it happened at all.
Is it true that a few days before the shooting Reinado met with a number of parliamentarians?
Three members of parliament met with Reinado three days before the shootings. They were from PSD/ASDT and PD. If Fretilin parliamentarians had met with Reinado that day, imagine what people would be saying now. Their meeting was secret and the international forces actually saw them. That is why the Attorney General must investigate them. I don't want to accuse anyone of the shooting right now. But on the other hand, there must be an investigation to seek the truth.
What about political support towards the government?
I think that politically, AMP is beginning to be destabilized. Perhaps it will soon fall. From the political viewpoint, they are already weak, they are unable to solve the Reinado problem, the deserters under Gastao and the refugees. This is making the supporters of AMP very unhappy. From the security viewpoint, President Horta could not be protected. He was shot. From the economic point of view, everyone knows that there is a rice crisis currently going on. Prices of commodities have gone up and the government has not been able to control this. This is what will bring down the AMP government, unless there is another election or an inclusive government is formed.
How strong are the Xanana supporters on the ground?
There are none at all because they were incapable of providing security for President Horta. If the people really want it, this cowboy government can prevail. Otherwise, I don't know any other solution. Pending the President's return to health, we must continue with preparing for repeat elections.
On security, what about the UN forces and the Australian troops?
The government is in a better position to answer that question. Personally, I question their professionalism in Timor Leste. They were very close to where it happened, yet they were not able to see the Reinado group. I don't want make accusations, but this quite clear.
It seems there has been continuous violence in Timor Leste since independence. Why is this?
This is because there is a group which uses violence for their political ends. Actually, we should really learn from this experience to better understand what the people want.
What about efforts at reconciliation so far?
There has been no attempt at reconciliation. Before and after last year's election, all the parties wanted to get rid of Fretilin. They did not want to unite, they wanted to be separate. And during the elections, Fretilin was accused of many things to damage its reputation.
What if Horta dies?
I am sure he will recover. But if he does pass away, there must be a new presidential election in six weeks' time.
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Malai Azul 2
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ETimor military pulls out of rebel hunt: commander
AFP - 20 February 2008
Dili - East Timor's military has pulled out of a hunt for rebels accused of assassination attempts against the nation's two top leaders, its chief Brigadier General Taur Matan Ruak said Wednesday.
Australian-led international peacekeepers along with UN police, national police and the military have been searching for at least 17 renegade soldiers accused of trying to kill the president and prime minister on February 11.
"Why should we go to places that are empty?" asked Matan Ruak of the search, which has focused on the hills outside Dili.
"We have already cancelled our operations... Cancelling does not mean that there will not be any operation again," the brigadier general said, without elaborating, though he said he would monitor the situation.
Matan Ruak has already demanded an explanation as to how the Australian-led International Stabilisation Force here and some 1,700 UN police had failed to prevent carloads of about 20 rebels from reaching the homes of President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao.
East Timor's military was believed to be playing only a marginal role in the hunts, but their pullout highlights fraught relations with the international forces here.
Ramos-Horta was critically wounded in the attack and airlifted to Australia, where he is recovering, while Gusmao escaped an ambush on his car unharmed.
The international forces were originally dispatched at the government's request after unrest in 2006 flared among military and police factions, causing bloody street violence that left 37 people dead.
The leader of renegade soldiers who originally sparked the 2006 violence apparently led last week's attacks and was killed in the firefight at Ramos-Horta's home.
Meanwhile the United States and Australia were providing personnel to help domestic investigations as East Timor lacked forensics staff and facilities, prosecutor-general Longuinhos Monteiro said.
"This has forced me to advise the president of the republic and the government that in this case support teams for crime scene investigation were needed to help facilitate the initial investigation," Monteiro said.
The United States will send three members of the Federal Bureau of Investigation, while Australia has provided five investigators, he said.
They were expected to stay for two to three weeks, Monteiro added.
Tradução:
Militares de Timor-Leste retiram-se da caça ao amotinado: comandante
AFP - 20 Fevereiro 2008
Dili – Os militares de Timor-Leste retiraram-se duma caça aos amotinados acusados de tentativas de assassínio contra os dois líderes de topo da nação, disse na Quarta-feira o seu chefe, Brigadeiro General Taur Matan Ruak.
Tropas internacionais lideradas pelos Australianos juntamente com a polícia da ONU, polícia nacional e militares têm andado à procura de pelo menos 17 soldados renegados acusados de tentarem matar o presidente e primeiro-ministro em 11 de Fevereiro.
"Porque é que temos de ir a lugares que estão vazios?" perguntou Matan Ruak da busca, que se tem focado nos montes for a de Dili.
"Já cancelámos as nossas operações... Cancelar não significa que não haverá outra operação outra vez," disse o brigadeiro general, sem elaborar, apesar de dizer que vai monitorizar a situação.
Matan Ruak já pediu uma explicação sobre como a Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos aqui e cerca de 1,700 polícias da ONU falharam em prevenir carros cheios de cerca de 20 amotinados alcançarem as casas do Presidente José Ramos-Horta e Primeiro-Ministro Xanana Gusmão.
Pensa-se que os militares de Timor-Leste estavam a ter apenas um papel marginal na busca, mas a sua retirada ilumina as relações carregadas com as forças internacionais aqui.
Ramos-Horta foi ferido com gravidade no ataque e aerotransportado para a Austrália, onde está a recuperar, enquanto Gusmão escapou ileso a uma emboscada ao seu carro.
As forças internacionais foram originalmente enviadas a pedido do governo depois dum desassossego ter irrompido em 2006 entre facções de militares e polícias, causando violência sangrenta nas ruas que deixou 37 pessoas mortas.
O líder dos soldados renegados que originalmente desencadeou a violência de 2006 aparentemente liderou os ataques na semana passada e foi morto no tiroteio em casa de Ramos-Horta.
Entretanto os Estados Unidos e a Austrália providenciaram pessoal para ajudar as investigações domésticas dado que Timor-Leste tem falta de pessoal forense e de instalações, disse o procurador-geral Longuinhos Monteiro.
"Isto forçou-me a aconselhar o presidente da República e o governo que para este caso são precisas equipas de apoio para investigação no local do crime para ajudar a facilitar a investigação inicial ," disse Monteiro .
Os Estados Unidos enviarão três membros do FBI enquanto a Austrália providenciou cinco investigadores, disse.
Espera-se que eles fiquem duas ou três semanas, acrescentou Monteiro.
Tradução:
Entrevista - Mari Alkatiri: Reinado não baleou Horta
Tempo Magazine No. 25/VIII/Fevereiro 19-25, 2008
Dois incidentes de tiros ocorreram na passada Segunda-feira – em duas alturas diferentes: um aconteceu na residência do Presidente José Ramos-Horta e o outro visou o carro que levava o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão. Ramos-Horta tinha acabado os seus exercícios quando foi atingido por uma rajada de balas no complexo da sua residência. O Major Alfredo Reinado, 42 anos, o líder do ataque sangrento foi morto durante a batalha que se seguiu, juntamente com uma das suas tropas.
Ramos-Horta, um receptor do Nobel da paz em 1966, foi imediatamente levado por via aérea para o Royal Darwin Hospital em Darwin, Austrália. "Esta é claramente uma tentativa de golpe de Estado. Não autorizarei ninguém a tirar vantagem da situação," disse o Primeiro-Ministro Xanana. Desde então, Timor-Leste está debaixo de estado de emergência.
O ataque armado foi actualmente o pico do iceberg numa série de conflitos políticos que tem constantemente afligido Timor-Leste desde a sua independência. Algumas pessoas dizem que o incidente foi a continuação da violência de Maio de 2006, que irrompeu como resultado das políticas de então de Alkatiri. Alkatiri tinha a intenção de despir as forças militares. Cerca de 600 soldados demitidos protestaram, acusando Alkatiri com discriminação. Parece que a maioria das tropas demitidas veio das partes ocidentais de Timor Leste, enquanto os líderes vieram das áreas do leste.
Eles próprios se formaram em gangues de rua. Os grupos sem nome que consistem em jovens, e antigos membros de militares e polícias – alguns deles comandantes. Um deles era o Major Alfredo Reinado. As suas acções tiveram sucesso em causar o caos em Dili. Uma série de civis foi morto. O próprio Mari Alkatiri foi forçado a resignar como primeiro-ministro.
Um dia depois dos tiros contra Ramos-Horta, uma série de publicações em Dili apontavam a Alkatiri, acusando o seu partido político de estar por detrás das actividades de Reinado. Alkatiri negou as acusações. Na última Terça-feira, ele realizou uma conferência de imprensa a refutar todas as acusações.
No meio da situação de emergência em Timor-Leste, Alkatiri falou com o correspondente do Tempo em Dili, José Sarito Amaral, numa entrevista exclusiva, que se realizou na sua residência na Sexta-feira passada. Alkatiri deu informação adicional aos repórteres do Tempo Widiarsi Agustina e Faisal Assegaf por telefone. Extractos:
Qual é a sua opinião sobre os tiros contra o Presidente Ramos-Horta e Primeiro-Ministro Xanana?
É tudo ainda muito misterioso e não quero especular sobre o incidente. Claramente, a morte de Reinado coloca muitas questões, particularmente dado que ele morreu antes do Presidente Horta ser baleado. Isto quer dizer que Reinado actualmente não matou Horta porque morreu primeiro. É isto que me confunde.
Assim, quem foi actualmente responsável pelos dois ataques?
Mais uma vez é difícil determinar quem é o autor. Acabei de saber que não foi Reinado que baleou o Presidente Horta. Bastante estranhamente, uma hora depois dos tiros, o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão foi atacado. Tudo isto requer uma investigação imediata e rigorosa. Eu sugiro que uma equipa profissional internacional investigue os incidentes.
Quem é que pensa que será suspeito?
Não quero acusar ninguém, porque isso precisa de evidência e duma investigação rigorosa. Como tal, porque é que os ataques militares de Reinado feitos simultaneamente (foram) tão não-profissionais? Isto é estranho. Na minha opinião, os tiros contra Horta foram executados por um grupo organizado.
Tem alguma ideia de quem é que podia ter conspirado isto com Reinado?
Não posso dizer muito nesta altura. Claramente, as tentativas de assassínio estão ligadas. Eu não sou um investigador, mas estou a tentar recolher alguma informação e a tentar analisar quem está por detrás de Reinado. Porque é que ele morreu antes de Horta ser baleado?
De acordo com alguns relatórios, o ataque esteve ligado a um encontro que o Presidente Horta teve com uma série de políticos, uma semana antes dos tiros.
Penso que estão ligados. Na verdade, houve um encontro com políticos na residência de Horta uma semana antes dos tiros. A participarem no encontro estiveram membros do CNRT liderados por Xanana Gusmão, do PSD, da ASDT e da Fretilin.
O que é que foi discutido nesse encontro?
O Presidente Horta deu as boas vindas à proposta da Fretilin ao Secretário-Geral da ONU.
Essencialmente ela unia todos os partidos sob a Aliança da Maioria Parlamentar (AMP) com a Fretilin, em formar um governo inclusivo, um governo de unidade nacional. A própria Fretilin recusou juntar-se ao governo de unidde nacional como este. A iniciativa foi tomada para resolver o problema de Alfredo Reinado, desertores liderados por Gastão Salsinha e também os deslocados.
Pensa que algumas das elites dos partidos esteve envolvida?
Digo apenas que a pessoa por detrás dos tiros contra Horta talvez discordasse com a iniciativa do Presidente de formar um novo governo e de realizar eleições antecipadas.
Como oposição, o seu partido deve ser visto como um instigador possível da tentativa de golpe.
Nós queremos uma outra eleição, não um golpe, particularmente desde que o Presidente Horta já tinha aprovado isso. Mas subitamente o grupo de Reinado toma a estrada para se revoltar contra o Estado.
Queremos perguntar se está ou não está envolvido nesta tentativa de golpe.
Bem, tenho recebido muito correio de ódio a acusar-me de estar por detrás disto tudo. Eles não querem que seja outra vez primeiro-ministro. Dizem que estão dispostos a fazer tudo desde que Alkatiri não volte a ser primeiro-ministro. Toda a gente parece odiar-me. Eu já expliquei: se Horta não tivesse sido baleado, o acordo para a formação de um governo inclusivo e eleições antecipadas realizar-se-iam. E essa foi a recomendação do meu partido. Assim porque é que eu iria matar alguém e fazer um golpe de Estado?
De acordo com alguns relatos foi você e a Fretilin que estiveram por detrás das acções de Reinado.
Tornou-se uma tradição em Timor Leste que se há um problema, toda a gente acusa disso Mari Alkatiri. Mas está bem. Foi por isso que pedi o estabelecimento duma investigação internacional. A missão da ONU e as forças internacionais em Timor-Leste devem também clarificar a sua fraqueza no país. Porque é que não foram capazes de detectar o ataque? Estavam bastante por perto.
Na sua opinião, qual é a credibilidade do governo de Xanana e Horta aos olhos da população?
O golpe e os tiros indicam que a fé da população no governo de Xanana Gusmão caiu. Não foi capaz de controlar as suas próprias forças de segurança e de proteger o Presidente Horta, Posso dizer que este é um governo inadequado.
A Fretilin quis que isto acontecesse?
A Fretilin não quis isto. Não queremos que a crise piore. A Fretilin defende que esta nação seja estável. O chefe da Fretilin e eu ligámos a Xanana. Dissemos-lhe que os tiros contra Horta foram uma acto de revolta contra o Estado, não contra Xanana ou Horta.
Qual pensa que era a intenção do grupo de Reinado?
A Fretilin nunca usou Reinado para os seus objectivos políticos. Eu nunca me se separei dele porque eu nunca estive junto com ele em primeiro lugar. Eles uniram-se para derrubar o meu governo, mas agora eles estão separados. Na sua opinião quem está por detrás disto tudo?
Portanto, não aprova o movimento de Reinado?
Não é uma questão de apoiar ou não o movimento de Reinado. Apenas lamento que tudo isto tenha acontecido.
É verdade que poucos dias antes dos tiros que Reinado se encontrou com alguns deputados?
Três deputados encontraram-se com Reinado três dias antes dos tiros. Eram do PSD/ASDT e PD. Se os deputados da Fretilin se tivessem encontrado com Reinado nesse dia, imagine o que é que as pessoas diriam agora. O encontro deles foi secreto mas as forças internacionais actualmente viram-nos. É por isso que o Procurador-Geral deve investigá-los. Não quero acusar ninguém dos tiros neste momento. Mas por outro lado tem de haver uma investigação para procurar a verdade.
E acerca do apoio político para com o governo?
Penso que politicamente a AMP está a começar a desestabilizar-se. Talvez caia em breve. Do ponto de vista político, já estão fracos, não conseguiram resolver o problema de Reinado, dos desertores sob comando do Gastão e dos deslocados. Isto está a pôr os apoiantes da AMP muito infelizes. Do ponto de vista da segurança, o Presidente Horta não conseguiu ser protegido. Ele foi baleado. Do ponto de vista económico, toda a gente sabe que correntemente há uma crise de arroz. Os preços dos bens subiram e o governo não foi capaz de controlar isto. É isto que derrubará o governo da AMP, a não ser que haja eleições antecipadas ou que seja formado um governo inclusivo.
Qual é a força dos apoiantes de Xanana no terreno?
Não tem nenhuma porque foram incapazes de dar segurança ao Presidente Horta. Se as pessoas realmente quisessem isso, este governo cowboy pode prevalecer. De outro modo, não conheço nenhuma outra solução. Pendente do regresso da saúde do Presidente, devemos continuar com os preparativos para as eleições antecipadas.
Sobre a segurança, que tal sobre as forças da ONU e das tropas Australianas?
O governo está em melhor posição para responder a essa questão. Pessoalmente, questiono o profissionalismo deles em Timor Leste. Eles estavam muito perto do que aconteceu, contudo não conseguiram ver o grupo de Reinado. Não quero fazer acusações, mas isto é bastante claro.
Parece que tem havido violência contínua em Timor.-Leste desde a independência. Porque é que isto acontece?
Isto acontece porque há um grupo que usa a violência para os seus fins políticos. Actualmente, devíamos realmente aprender com esta experiência para melhor entender o que é que as pessoas querem.
E que tal sobre os esforços para a reconciliação até agora?
Não tem havido nenhuma tentativa de reconciliação. Antes e depois das eleições do ano passado, todos os partidos se queriam livrar da Fretilin. Eles não quiseram unir-se, eles quiseram ir separados. E durante as eleições, a Fretilin foi acusada de muitas coisas para estragar a sua reputação.
E se Horta morre?
Tenho a certeza que vai recuperar. Mas se morrer, tem de haver uma nova eleição presidencial dentro de seis semanas.
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Malai Azul 2
à(s)
01:04
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E o que diz o relatório sobre o "ataque" a Xanana Gusmão?!
Nesta notícia apenas aparecem dados relativos ao ataque a Ramos-Horta.
"Os dois ataques contra o Presidente da República e o primeiro-ministro timorenses "estavam relacionados, foram feitos pelo mesmo grupo" e tinham "o mesmo propósito de eliminar os mais altos titulares", concluiu o primeiro relatório das Nações Unidas."
Esta ainda era a versão 1 (versão de dia 12 de Fevereiro), a da eliminação de Ramos-Horta e Xanana Gusmão...
E eram o mesmo grupo? Dividiram-se em dois ou estes que atacaram Ramos-Horta foram depois "atacar" Xanana Gusmão?
"O Presidente José Ramos-Horta regressava da sua corrida junto à praia com os dois guardas das F-FDTL. No caminho, ouviram tiros e um civil (provavelmente australiano) disse-lhes que o Exército Australiano estava em exercícios na vizinhança", estabeleceu a investigação do NID.
Quem disse isto ao Presidente?!
O militar aproximou-se então do major Reinado, "que estava de cara para o chão, virou o corpo e tirou-lhe a arma". Fez o mesmo ao segundo atacante "e tirou-lhe a arma e a máscara".
Alfredo Reinado foi atingido por trás. Facto.
"os oficiais das F-FDTL recusaram entregar (ao NID) a metralhadora MINIME que foi usada pelo soldado das F-FDTL para matar Alfredo e o seu companheiro".
Esperemos que esta arma não desapareça...
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Malai Azul 2
à(s)
00:40
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Porquê?
“East Timor's army chief, Brigadier-General Taur Matan Ruak, said yesterday its military had pulled out of the search.”
Tradução:
“O chefe das forças armadas de Timor-Leste, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, disse ontem que os seus militares se tinham retirado das buscas.”
smh.com.au
20.02.2008
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Malai Azul 2
à(s)
00:33
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Ataques "estão relacionados" e tinham "o mesmo propósito" - investigação UNMIT
Díli, 20 Fev (Lusa) - Os dois ataques contra o Presidente da República e o primeiro-ministro timorenses "estavam relacionados, foram feitos pelo mesmo grupo" e tinham "o mesmo propósito de eliminar os mais altos titulares", concluiu o primeiro relatório das Nações Unidas.
As conclusões preliminares constam de documentos confidenciais obtidos pela Agência Lusa, relativos ao trabalho do Departamento de Investigações Nacionais (NID) da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).
Os resultados da investigação do NID foram transmitidos à Procuradoria-geral da República.
Os documentos obtidos pela Lusa fornecem uma descrição detalhada dos ataques à residência de José Ramos-Horta, a leste de Díli, e à caravana de Xanana Gusmão, na estrada de Balíbar, nas montanhas a sul da capital.
Os acontecimentos descritos pelo NID iniciam-se às 06:05 do dia 11 de Fevereiro de 2008, com a chegada de dois veículos ao portão principal da residência do Presidente José Ramos-Horta.
"Um guarda das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste) estava nesse local a essa hora. Doze a treze pessoas em uniforme militar saíram dos carros. Todos tinham espingardas", apurou o NID.
Os atacantes usaram "provavelmente" armas do tipo M16, FLC e HK33.
"Três dos atacantes não tinham máscaras e prenderam o guarda das F-FDTL, que os reconheceu como sendo o alferes Francisco, Marcelo Caetano e um ex-elemento da PNTL (Polícia Nacional) com a alcunha de Susak", segundo os documentos obtidos pela Lusa.
"Sete elementos, incluindo o major Alfredo Reinado, entraram no jardim do Presidente pelo portão principal", continua o relatório.
"Todos estavam mascarados, excepto o major Alfredo Reinado", acrescenta o documento sobre o ataque contra José Ramos-Horta.
"Quatro deles, incluindo o major Reinado, dirigiram-se directamente às duas tendas no lado oposto ao do portão e outros três ficaram dentro mas à direita da entrada, atrás do muro".
Mais três elementos do grupo de Alfredo Reinado, "também mascarados, foram para o segundo portão", um pouco abaixo na mesma estrada, que o próprio José Ramos-Horta designou como Boulevard John Kennedy.
"Esses elementos entraram no recinto por esse lado mas não encontraram o Presidente e por isso voltaram ao portão e ficaram na estrada principal".
"Um carro das F-FDTL passava proveniente de Metinaro", indica o relatório do NID. Esta viatura e o seu condutor foram atingidos pelos três elementos que estavam do lado de dentro do muro, no portão principal da residência, o que provocou ferimentos no elemento das F-FDTL e o despiste do jipe na valeta.
O condutor das F-FDTL "ficou gravemente ferido".
"O Presidente José Ramos-Horta regressava da sua corrida junto à praia com os dois guardas das F-FDTL. No caminho, ouviram tiros e um civil (provavelmente australiano) disse-lhes que o Exército Australiano estava em exercícios na vizinhança", estabeleceu a investigação do NID.
"O Presidente e os seus guarda-costas prosseguiram para a residência. Quando se aproximaram, viram o carro das F-FDTL na valeta e uma motorizada do outro lado. Pensaram que era um acidente de trânsito. E continuaram na direcção da residência", indica o documento obtido pela Lusa.
"A cerca de 50 metros da residência, (o Presidente e os seus guardas) viram três atacantes de máscara na estrada. Um dos guarda-costas (que estava vestido à civil e sem armas) disse ao Presidente para se deitar no chão. Um dos atacantes deu dois tiros na direcção do Presidente, que o atingiram no lado direito do peito", diz a investigação do NID.
"O segundo guarda-costas (que estava vestido à civil mas armado com uma pistola de calibre 45) fez alguns disparos contra os atacantes mas eles fugiram a pé pelas colinas".
"Ao mesmo tempo, mais três atacantes que estavam de guarda ao soldado das F-FDTL no portão principal começaram a correr para as montanhas. Levaram a arma do soldado (uma M16)", segundo os testemunhos recolhidos pelo NID.
"Entretanto, dentro do recinto, Alfredo Reinado tentava encontrar o Presidente e estava próximo de uma das tendas. Naquela altura, onze elementos das F-FDTL estavam nos seus alojamentos".
Um elemento das F-FDTL, segundo o NID, foi acordado por um rapaz que o alertou para o ataque do major Alfredo Reinado.
Esse militar "levantou-se, pegou na sua metralhadora MINIME e saiu do seu quarto tentando evitar espaço aberto. Passou atrás das camaratas do lado direito do recinto (para quem olha do portão principal) e aproximou-se do espaço aberto diante das tendas".
O mesmo militar "viu o major Reinado e outro atacante (que tinha uma máscara). Disparou na direcção deles (com tiro automático). Atingiu o major Alfredo e o atacante mascarado ao mesmo tempo. Continuou protegido durante algum tempo até ter a certeza de que outros atacantes tinham fugido".
O miliitar aproximou-se então do major Reinado, "que estava de cara para o chão, virou o corpo e tirou-lhe a arma". Fez o mesmo ao segundo atacante "e tirou-lhe a arma e a máscara".
Este elemento do grupo de Reinado "foi mais tarde identificado como Leopoldino Mendonça Exposto pelo tenente-coronel João Miranda das F-FDTL e pelo general Maunana".
As armas do major Reinado (uma FLC) e de Leopoldino Mendonça Exposto (uma HK) foram apreendidas, mas "os oficiais das F-FDTL recusaram entregar (ao NID) a metralhadora MINIME que foi usada pelo soldado das F-FDTL para matar Alfredo e o seu companheiro".
Durante o inquérito, o NID obteve 13 depoimentos "e algumas testemunhas foram localizadas posteriormente e por isso será necessário falar com essas pessoas", diz o relatório sobre o ataque à residência de José Ramos-Horta.
Os documentos obtidos pela Lusa estão datados de 12 de Fevereiro de 2008.
PRM/JCS
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Army censors news as tensions rise
The Australian
Paul Toohey February 21, 2008
TIME reporter Rory Callinan has complained of heavy-handed treatment at the hands of Australian soldiers in East Timor after he and photographer John Wilson were detained for three hours at gunpoint outside of Dili.
Callinan says he and Wilson had driven up a steep, winding road aiming last week to get to the small village of Dare, just above Dili.
The Australian-led International Security Force was there conducting a mass search for major Alfredo Reinado's renegades after deadly attacks on President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao last Monday.
At an ISF-manned roadblock below Dare, Callinan was told that there was no access beyond that point and it was a "media-free area".
The Australian had encountered the same response when it tried to get through and, when ISF public affairs was asked why they were letting truckloads of locals pass through the blockade, was told: "A decision has been made to allow locals through to conduct their normal business. Journalists only want to go through for one reason."
Callinan and Wilson drove back down from the roadblock and with two Timorese interpreters walked for an hour up a jungle trail to try to access Dare by foot. Just outside the village, said Callinan, "two Australians jumped out of the bushes wearing 'camo' paint, pointing their guns, ordering us to get down.
"We were told to hand over our mobile phones, all our camera equipment and passports and told to sit without talking. The guy said: 'We're detaining you for your own safety and I can't tell you more.'
"I said, 'So we can't move?' He said, 'I'm telling you, I am detaining you. I can physically detain you if I want, but I choose not to at this point.'
"We were wondering why they were letting dozens of East Timorese wander about with no apparent concern for their safety."
Callinan said they were held for three hours in a jungle setting, with Wilson at one point being ordered to lie on the ground.
After dark they were told they were to be released and could enter Dare. Callinan said they did some interviews with locals and walked out on the road back to Dili, where they were detained again, this time for breaching the nationwide 8pm curfew.
"They confiscated our gear again. We said, 'But you've already detained us for three hours, which is why we are in breach of the curfew'."
Callinan said they got a lecture from public affairs officer Major Phil Pyke and were eventually dropped off at their hotel.
"The East Timorese with us were saying this was the sort of thing that happened under Indonesian times."
An ISF spokesman told The Australian that Callinan could call the Department of Defence in Canberra, where they would go over the rationale for the detention with him.
Lindsay Moller, a photographer with The Australian, also encountered the wrath of two Portuguese guards when he photographed them driving Angelita Pires out of the police compound in Dili.
Ms Pires was at the time under investigation for allegedly conspiring with Reinado to kill Ramos-Horta. The Portuguese officers ordered Moller to delete his photos.
Later that day, when Pires was brought into court by the same two guards, Moller was the only photographer at the scene. Standing outside the court building, he began shooting photographs of Ms Pires as she stepped out of the vehicle, though the guards quickly shielded her face.
One of the guards grabbed Moller by the shoulders, pushing him backwards, screaming in his face and grabbing at his cameras.
Moller declined to delete his photos and was ordered to be seated in the courthouse while the guard took his details. A more senior officer soon ordered the guard to release Moller, having no lawful grounds to detain him.
Tradução:
Forças armadas censuram notícias enquanto sobem as tensões
The Australian
Paul Toohey Fevereiro 21, 2008
O repórter da TIME Rory Callinan queixou-se de tratamento de mão pesada às mãos de soldados Australianos em Timor-Leste depois de ele e o fotógrafo John Wilson terem sido detidos durante três horas sob armas apontadas fora de Dili.
Callinan diz que ele e Wilson tinham guiado por uma estrada escarpada e cheia de curvas, na semana passada para tentarem chegar à pequena aldeia de Dare, mesmo acima de Dili.
A Força Internacional de Segurança liderada pelos Australianos está lá a fazer uma busca em massa para os renegados do major Alfredo Reinado depois dos ataques mortais ao Presidente José Ramos-Horta e Primeiro-Ministro Xanana Gusmão na Segunda-feira passada.
Num posto de controlo na estrada gerido pela ISF por debaixo de Dare, foi ditto a Callinan que não havia acesso para além desse ponto e que isso era uma "área-proibida-aos media ".
O Australian tinha encontrado a mesma resposta quando tentou passar e, quando o relações públicas da ISF perguntou porque é que estavam a deixar passar um camião carregado de habitantes locais, foi-lhe dito: "Foi tomada a decisão de autorizar os habitantes locais passarem para poderem conduzir a sua vida habitual. Os jornalistas apenas querem passar por uma razão."
Callinan e Wilson guiaram de regresso do posto de controlo na estrada e com dois intérpretes Timorenses caminharam durante uma hora numa pista no mato para tentarem chegar a Dare a pé. Mesmo no exterior da aldeia, disse Callinan, "dois Australianos saltaram do mato usando tinta de 'camuflagem’, apontando-lhes as armas e ordenando-lhes que se deitassem no chão.
"Disseram-nos para entregar os nossos telemóveis, todo o nosso equipamento de câmara e os passaportes e que nos sentássemos sem falar. O tipo disse: 'Estamos a detê-los para a vossa própria segurança e não posso dizer mais.'
"Eu disse, Então não podemos andar?' Ele disse, 'Estou-lhes a dizer, estou a detê-los. Posso detê-los físicamente se quiser, mas escolhi não o fazer nesta altura.'
"Estavamos a perguntar a nós próprios porque é que estavam a autorizar dúzias de Timorenses a vaguearem sem nenhuma aparente preocupação com a segurança deles."
Callinan disse que foram mantidos durante três horas num sítio do mato, com Wilson numa altura a ser ordenado a deitar-se no chão.
Depois do escurecer disseram-lhes que iam ser libertados e que podiam entrar em Dare. Callinan disse que fizeram algumas entrevistas a alguns habitantes locais e caminharam de regresso na Estrada para Dili, onde foram detidos outra vez, desta vez por terem quebrado o recolher obrigatório das 8 pm em todo o país.
"Confiscaram outra vez o nosso equipamento. Dissemos, 'Mas já nos detiveram durante três horas e foi por isso que quebrámos o recolher obrigatório'."
Callinan disse que apanharam um sermão do oficial de relações públicas Major Phil Pyke e acabaram por ser deixados no hotel.
"Os Timorenses que estavam connosco diziam que este era o tipo de coisas que aconteciam no tempo dos Indonésios."
Um porta-voz da ISF disse ao Australian que Callinan podia ligar ao Departamento da Defesa em Canberra, onde analisariam as razões para a sua detenção com ele.
Lindsay Moller, um fotógrafo do Australian, também encontrou a fúria de dois guardas Portugueses quando os fotografou a levarem Angelita Pires para fora do complexo da polícia em Dili.
A Srª Pires estava na altura sob investigação por ter alegadamente conspirado com Reinado para matar Ramos-Horta. Os oficiais Portugueses ordenaram a Moller para eliminar as fotos.
Mais tarde nesse dia, quando Pires foi trazida a tribunal pelos mesmos dois guardas, Moller era o único fotógrafo no local. Em pé no exterior do edifício do tribunal, começou a tirar fotos à Srª Pires quando ela saia do veículo, enquanto os guardas lhe esconderam a cara rapidamente.
Um dos guardas agarrou Moller pelos ombros, puxando-o para trás, gritando-lhe na cara e agarrando as suas câmaras.
Moller declinou ter eliminado as fotos e foi-lhe ordenado para se sentar na sala de tribunal enquanto o guarda tomava notas. Um oficial mais graduado em breve ordenou ao guarda para libertar Moller, por não ter nenhuma base legal para o deter.
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Militares portugueses deveriam ter "outras competências" - defende PS
Lisboa, 29 Fev (Lusa) - O Partido Socialista (PS) rejeitou hoje o reforço da missão de segurança portuguesa em Timor-Leste, assegurada pela PSP e pela GNR, sublinhando que seria "mais útil para os timorenses" se tivesse "outra moldura institucional".
Em declarações à Agência Lusa, Renato Leal, deputado e coordenador do PS para a Comissão dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades do Parlamento português, que hoje se reuniu com o embaixador de Timor-Leste em Lisboa, sublinhou que a acção dos militares portugueses "tem sido elogiada, quando comparada com outras forças militares presentes".
"Ouvi rasgados elogios à GNR quando a delegação de deputados portugueses se deslocou a Díli (em Dezembro de 2006), sobretudo quando comparada com outras forças militares presentes. Mas penso que não (se deve enviar mais efectivos militares). Seria mais benéfico era a GNR ter outra moldura institucional, ter outras competências", disse.
"Os que lá estiveram e os que lá estão têm capacidade para isso. Dêem-lhes o devido enquadramento e eles terão capacidade para serem ainda mais eficientes. A presença da GNR em Timor-Leste poderia ser muito mais útil para as populações a todos os níveis se tivesse outra moldura legal", insistiu.
Nesse sentido, adiantou que "há uma fase para tudo" e que se torna, agora, "importante" que os timorenses "também percebam" que, se forem devidamente preparados e formados, serão capazes de ter um desempenho diferente do que têm tido até agora.
Cerca de cinco mil polícias e militares da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) e das Forças de Estabilização Internacionais, maioritariamente australianas e neo-zelandesas, estão a ajudar a manter a segurança e a formar novos elementos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-leste (F-FDTL) e da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).
A reunião de hoje, na presença do embaixador de Timor-Leste em Lisboa, Manuel Soares Abrantes, deveria ter decorrido no passado dia 13, mas foi adiada na sequência do duplo atentado ao presidente e ao primeiro-ministro de Timor-Leste, respectivamente José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
Enquanto Xanana escapou ileso, Ramos-Horta ficou gravemente ferido e foi transferido para um hospital de Darwin (Austrália), onde foi submetido a quatro intervenções cirúrgicas.
O major Alfredo Reinado, um dos alegados atacantes, foi abatido a tiro.
A Comissão Parlamentar portuguesa, que, em Dezembro de 2006, enviou uma delegação de cinco deputados a Timor-Leste, ouviu do embaixador timorense o "ponto de situação" no país e, no final, foram comuns as "preocupações" dos partidos portugueses.
Em declarações à Lusa, Carlos Gonçalves, do Partido Social-Democrata (PSD), manifestou-se "satisfeito" por, segundo o diplomata timorense, haver a garantia de que a Fretilin, oposição, não irá aproveitar politicamente o duplo atentado, uma das premissas para que o país possa regressar à estabilidade.
Outro factor de estabilidade passa pelo fim das "ingerências externas", defendida por Renato Leal, Carlos Gonçalves e, sobretudo, por Jorge Machado, do Partido Comunista Português (PCP).
"O petróleo gera apetites de muitos países e as ingerências externas dão nisto e geram instabilidade", disse o deputado comunista.
No mesmo sentido, Renato Leal admitiu ser "perfeitamente natural" que existam "apetites exteriores".
"Timor-Leste tem recursos naturais que são apetecíveis. Teve uma colonização que não foi capaz de produzir infra-estruturas e passou pela ocupação indonésia. Mas não podemos ter a ingenuidade de que não há ingerências", sublinhou, defendendo que se deve "continuar a cooperar" com um Estado em que os seus mais altos responsáveis "têm vontade de pacificar o país".
Nas declarações à Lusa, o embaixador timorense apelou ao "bom senso" de todas as partes políticas, para ajudar na construção e no desenvolvimento do país.
JSD.
Lusa/Fim
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Parlamento aprovou projecto de lei sobre regime de estado de sítio e de emergência
Díli, 20 Fev (Lusa) - O parlamento de Timor-Leste aprovou hoje, na generalidade, o regime do estado de sítio e de emergência, em que se atribui aos Tribunais Militares a "instrução e julgamento" das infracções às disposições que forem determinadas.
O novo regime, um projecto de lei cujo texto final ainda não está concluído, já que prosseque na quinta-feira a discussão na especialidade, entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e prevê que a declaração do estado de sítio seja feita pelo Presidente da República mediante proposta do Governo e ouvidos os Conselhos de Estado, o Governo e o Conselho Superior de Defesa e Segurança.
A declaração do estado de sítio tem ainda de obter a autorização prévia do Parlamento Nacional ou da sua comissão permanente nos casos de impossibilidade de reunir o plenário.
Com o novo regime do estado de sítio e de emergência terá de ficar explicíto a "caraterização e fundamentação do estado declarado", o seu "âmbito territorial", a sua "duração" e "especificação dos direitos, liberdades e garantias cujo exercício fica suspenso ou restringido".
No caso de ser declarado o estado de sítio, o chefe de Estado terá também de definir os poderes conferidos às autoridades militares de acordo com o artigo nono, que prevê que as autoridades civis fiquem subordinadas às autoridades militares ou a sua substituição por estas.
A declaração terá ainda de definir os crimes que ficam sujeitos à jurisdição dos tribunais militares e a justificação das medidas de excepção.
Enquanto os Tribunais Militares não são criados, refere o artigo 31 relativo às disposições transitórias, os poderes atribuídos na lei são exercídos pela instância judicial máxima da organização judiciária existente em Timor-Leste, ou o Tribunal de Recurso local.
O estado de sítio está em vigor em Timor-Leste desde os ataques do passado dia 11 contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Inicialmente, o estado de sítio foi declarado por 48 horas, mas foi entretanto prorrogado por mais 10 dias, até 23 de Fevereiro.
Xanana Gusmão disse hoje que o Governo vai propor um novo prolongamento do estado de sítio.
JCS/PRM.
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Xanana Gusmão prepara versão "oficial"...
A agitação é enorme entre os mais próximos de Xanana Gusmão, incluindo alguns dos seus assessores.
Desmultiplicam-se em esforços para transmitir a versão "correcta" dos acontecimentos de dia 11 de Fevereiro, em que tentam implicar a todo o custo a FRETILIN, e pasme-se, "alguém" da embaixada de Portugal.
Da versão 1 "oficial" em que supostamente teria havido uma tentativa de golpe de Estado, levada a cabo através do assassínio do Presidente da República Ramos-Horta e do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que chegou a dizer que tinha estado debaixo de fogo pesado, tendo em conta a ausência de evidências do tal "ataque" e o desmentido de Gastão Salsinha, rapidamente passaram para a versão 2, em que afinal o que tinha acontecido era uma tentativa de rapto...
Agora, com uma aparatosa cena descabida em que apareceram alguns PNTL em casa do Deputado e ex-Ministro da FRETILIN, José Teixeira, por ordens obscuras de alguém sem legitimidade para o fazer (sem qualquer mandado ou notificação do Ministério Público e ante a perplexidade do Chefe da Investigação Nacional), e com as "dicas" à mesa dos cafés dadas a alguns jornalistas, tentam levar a crer que a FRETILIN esteve por detrás dos ataques.
Mas quem não deve não teme. E foi a própria FRETILIN a exigir uma Comissão de Inquérito Internacional para se apurarem o que realmente aconteceu dia 11 de Fevereiro. Xanana Gusmão não quer e a maioria da AMP ainda não se pronunciou.
A Xanana apenas interessa manter o estado de sítio, sabe-se lá para quê. Já lá vão nove dias e ainda não foi feita nem UMA detenção relativa aos suspeitos sobre os quais pendem mandados de captura...
O jornalista australiano Lindsay Murdoch, avança hoje nos jornais australianos que os investigadores falaram com testemunhas que viram um grupo de políticos com Alfredo Reinado um dia antes dos "ataques" e que um dos seus carros foi usado por Reinado para se deslocar a casa de Ramos-Horta.
Que grupo?...
E já agora... que investigadores?...
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quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Quem são?
"A GROUP of men with political connections in Dili met the rebel leader Alfredo Reinado hours before the attacks on East Timor's two top political leaders, investigators say.
The men's vehicle was one of two that took Reinado and his heavily armed men to the home of the President, Jose Ramos-Horta, shortly after dawn on February 11."
Tradução:
"Um GRUPO de homens com conexões políticas em Dili encontrou-se com o líder amotinado Alfredo Reinado horas antes dos ataques aos dois líderes políticos de topo, dizem investigadores.
O veículo dos homens foi um dos dois que levaram Reinado e os seus homens fortemente armados à casa do Presidente, José Ramos-Horta, mesmo antes do nascer do dia em 11 de Fevereiro."
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Unraveling the East Timor Assassination Story: Republic's rebel with friends in high places
Japan Focus
20.02.2008
Bob Boughton
Introduction.
All is not as it appears in Dili, that “pestilential place,” as described early last century by Joseph Conrad in his classic novel, Victory. The question posed by Bob Broughton is certainly valid, namely, how did one man – Alfredo Reinado – hold hostage the fortunes of this young nation? The answer is certainly murkier than the standard democratic elections narrative which, remarkably, saw in 2007 a constitutional crisis leading to the reversal of roles of the President and Prime Minister in East Timor. As Boughton highlights, it is important to pay attention to personalities and politics.
The real coup in Dili was undoubtedly the 2006 removal of power of Prime Minister Mari Alkatiri, which reversed Fretilin’s fortunes.
Undoubtedly, too, the defection from Fretilin of the current Deputy Prime Minister Jose Luis Guterres sapped Fretilin support. Founder of a breakaway Mundanca or change group, Guterres actively courted a bloc of political parties, Partido Democratico (PD) included, with the stated ambition of driving Alkatiri’s “Maputo-group” from power. PD leader, Fernando “Lasama” de Araujo, a former cell mate of Xanana Gusmao in Cipinang prison in Jakarta and resistance activist, was a key ally in delivering the youth vote, especially among those educated in Indonesian language.
Once the reality set in that the Alkatiri Fretilin government was about playing hardball with the Australians on the Timor Sea Agreement on dividing up oil revenues, and declined to go down the road of debtor state by accepting international loans, it appears that certain international actors began to actively court an acceptable counter-elite to replace both Alkatiri and Fretilin. But the conspiracy ran deeper than that in consideration of the murky role of the Australian media, the Catholic church, the actions of Dili’s bad boy gangs and the malicious yet effective whisper campaigns that, incongruously, tarred Fretilin with the communist brush. To be sure, Fretilin made mistakes. Arming a militia or guard was one, and blindly following World Bank leads on agriculture was probably another. But in sacking the army rebels, the Fretilin government was also heeding United Nation’s advice.
We need not ascribe such agency to Reinado, as Boughton suggests, to believe that the man possessed some dark secrets as to pacts and pardons entered into by the current President and Prime Minister, respectively, perhaps as recently as one month before the assassination and his death in the shootout that followed. But, as a rogue, he was obviously a dangerous card to play.
Japan Focus commentator.
The mayhem in Dili on February 4, in which rebel soldier Alfredo Reinado was shot dead and East Timor's President Jose Ramos Horta badly injured, raises a fundamental question: How was Reinado, a minor military figure, allowed to become and remain such a dangerous force in Timorese politics?
As a frequent visitor to East Timor since 2004 for periods ranging from a few weeks to three months, the more I learn about the internal politics of this fractured country, the more dismayed I become at the failure of many commentators, including UN observers and the International Crisis Group, to analyse the underlying politics behind the violence.
At the heart of the conflict is a political struggle. At stake is the kind of economy and society the country will become.
Reinado was an actor in this struggle, but he did not act alone. When he and his heavily armed group deserted from the army in May 2006, he was taking part in a co-ordinated movement whose aim was to overthrow the democratically elected Fretilin government of Mari Alkatiri, and set the country on a different development path from the one Fretilin had marked out.
Reinado's rebellion was supported by others who sought the same end, including the second largest political party at that time, Partido Democratico, former supporters of integration with Indonesia - some of whom had been members of the Indonesian-backed militias in 1999 - disaffected veterans of the anti-Indonesian resistance, and elements of the Catholic Church.
Despite two attacks by Reinado's group on the loyalist army in May 2006, in which 10 people died, he retained the support of PD. Others who were convinced of Fretilin's illegitimacy lent their weight to the myth that Reinado was some kind of misunderstood folk hero, articulating the aspirations of a people downtrodden by a cruel, Marxist government. They included sections of the Australian media, the academic and international aid community, and Kirsty Sword-Gusmao, the Australian wife of then president Xanana Gusmao.
When Gusmao and Ramos Horta forced Alkatiri to resign in June 2006, Ramos Horta became prime minister and Fretilin lost control of the security and defence apparatus, though it continued to participate in government.
Despite the recommendation of UN investigators that Reinado be apprehended and charged with multiple counts of murder, Ramos Horta and Gusmao sought to block the arrest of Reinado, because they needed PD's votes in order to wrest power completely from Fretilin in the 2007 elections, and PD needed Reinado, since both drew support from the same population base west of Dili.
Reinado was not the only armed rebel who continued to enjoy impunity. Vicente Railos, whose allegations on the ABC's Four Corners helped bring down Alkatiri - allegations ultimately withdrawn by the Gusmao-appointed prosecutor for lack of evidence - had joined Reinado in attacking the army headquarters.
Railos became an organiser for CNRT, the party Gusmao formed to contest the elections. Paulo Martins, the disgraced police commander who also took part in the rebellion was given a place on the CNRT ticket.
Under the guise of engaging in "dialogue" with these dangerous anti-democratic forces, Gusmao and Ramos Horta refused to move against them, in order to cement the votes they needed - first for Horta to win the presidency, and then for Gusmao's party to form an alliance including PD to take government.
When Alkatiri's government was overthrown by an armed rebellion, much of the international community portrayed this as a successful people's power revolution. When the votes of PD, Reinado's closest political ally, helped secure Ramos Horta and Gusmao an electoral victory over Fretilin, many foreign commentators celebrated this as a victory for multi-party democracy.
The hollowness of that democracy was exposed for all to see last Monday, in a classic case of blowback.
In the days leading up to Reinado's final move, his old supporters and defenders, including PD's leader Fernando Lasama - now acting President in Ramos Horta's stead - Prime Minister Gusmao and President Horta were considering a proposal which Fretilin had helped draft to solve the army "petitioners" problem, the initial pretext for the 2006 rebellion.
This may well have brought an end to the insecurity that forces thousands to struggle to exist in refugee camps. But the deal required that Reinado would be brought to justice and early parliamentary elections held.
For almost two years, the Australian public has been told that Fretilin's removal was a victory for democracy, when really it was achieved through violence and a corrupt, unconstitutional and anti-democratic political movement. Reinado became a central player in that movement, but he only survived because of his powerful political backers.
Arrest warrants have been issued for those believed to have taken part in Monday's attacks. In fact, the net should be cast much wider. All who supported Reinado now have a case to answer.
Bob Boughton is a senior lecturer at the school of education, University of New England. He is an Australian Research Council fellow working with East Timor's Ministry of Education to develop an adult education system and a national literacy campaign.
This article appeared in The Australian, February 16, 2008.
Tradução:
Desmorona-se a história de assassínio em Timor-Leste: Amotinado da República com amigos em altas posições
Japan Focus20.02.2008
Bob Boughton
Introdução. Nem tudo é como parece em Dili, aquele “lugar pestilento,” como descreveu no princípio do século passado Joseph Conrad na sua clássica novela, Victory. A questão colocada por Bob Broughton tem de certeza toda a validade, nomeadamente, como é que um homem– Alfredo Reinado – manteve refém o destino desta jovem nação? A resposta é com certeza mais lamacenta do que narrativa padrão das eleições democráticas que, extraordinariamente, viu em 2007 uma crise constitucional levar a troca de cargos do Presidente e Primeiro-Ministro em Timor-Lester. Como Boughton sublinha é importante dar atenção a personalidades e políticas.
O golpe real em Dili foi sem margem de dúvida a remoção do poder em 2006 do Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, que mudou o destino da Fretilin.
Sem dúvida, também, a deserção da Fretilin do corrente Vice-Primeiro-Ministro José Luis Guterres sapou o apoio da Fretilin. Fundador do grupo de ruptura Mudanca ou mudança, Guterres cortejou activamente um bloco de partidos políticos, Partido Democrático (PD) incluído, com a afirmada ambição de tirar do poder o “grupo Maputo” de Alkatiri. O líder do PD, Fernando “Lasama” de Araújo ,um antigo colega de cela de Xanana Gusmão na prisão de Cipinang em Jacarta e activista da resistência, foi um aliado chave na obtenção do voto da juventude, especialmente entre os educados na língua Indonésia.
Logo que a realidade mostrou que o governo Alkatiri da Fretilin ia jogar duro com os Australianos no acordo do Mar de Timor na divisão dos rendimentos do petróleo, e que declinava entrar na via de Estado devedor aceitando empréstimos internacionais, parece que certos actores internacionais começaram a cortejar activamente uma contra-elite aceitável para substituir ambos Alkatiri e a Fretilin. Mas a conspiração foi mais profunda do que isso considerando o papel lamacento dos media Australianos, igreja Católica, as acções dos gangues dos rapazes maus de Dili e as campanhas mal intencionadas contudo eficazes de rumores que, erradamente, pintaram a Fretilin com o pincel comunista. Certamente que a Fretilin cometeu erros. Armar uma milícia ou guardas foi um, e seguir cegamente as opiniões do Banco Mundial na agricultura foi provavelmente outro. Mas ao despedir os amotinados das forças armadas, o governo da Fretilin estava a seguir um conselho das Nações Unidas.
Precisamos de relacionar tal acção com Reinado, como Boughton sugere, para acreditar que o homem tinha alguns segredos negros dado que entrou em pactos e perdões com o corrente Presidente e Primeiro-Ministro, respectivamente, tão recentemente quanto um mês antes do assassínio e da sua morte no tiroteio que se seguiu. Mas, sendo um pária, era obviamente um cartão perigoso para jogar.
Japan Focus comentador.
A confusão em Dili em 11 de Fevereiro, na qual o soldado amotinado Alfredo Reinado foi morto a tiro e o Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta gravemente ferido, levanta uma questão fundamental: Como é que Reinado, uma figura menor das forças militares, foi autorizado a tornar-se e a permanecer uma força tão perigosa na política Timorense?
Como visitante frequente de Timor-Leste desde 2004 por períodos que vão de poucas semanas a três meses, quanto mais aprendo acerca das políticas internas deste país dividido, mais espantado fico com o falhanço de muitos comentadores, incluindo observadores da ONU e o International Crisis Group, em analisar as polícias subjacentes por detrás da violência.
No centro do conflito está uma luta política. Em causa está o tipo de economia e de sociedade em que o país se tornará.
Reinado foi um actor nesta luta, mas não actuou sozinho. Quando ele e o seu grupo fortemente armado desertaram das forças armadas em Maio de 2006, ele participava num movimento co-ordenado cujo objectivo era derrubar o governo eleito democraticamente da Fretilin de Mari Alkatiri, e pôr o país num caminho diferente para o desenvolvimento daquele que a Fretilin tinha marcado.
O motim de Reinado foi apoiado por outros que procuravam o mesmo fim, incluindo o segundo maior partido político nessa altura, o Partido Democrático, antigos apoiantes da integração com a Indonésia – alguns dos quais tinham sido membros das milícias apoiadas pela Indonésia em 1999 – veteranos dissidentes da resistência anti-Indonésia e elementos da Igreja Católica.
Apesar dos dois ataques pelo grupo de Reinado às forças armadas leais em Maio de 2006, no qual morreram 10 pessoas, ele manteve o apoio do PD. Outros que foram convencidos pela ilegitimidade da Fretilin emprestaram o seu peso ao mito que Reinado era um tipo de herói folclórico incompreendido, articulando as aspirações dum povo subjugado por um governo cruel, Marxista. Eles incluem secções dos media Australianos, a comunidade académica e da ajuda internacional, e Kirsty Sword-Gusmão, a mulher Australiana do então presidente Xanana Gusmão.
Quando Gusmão e Ramos Horta forçaram Alkatiri a resignar em Junho 2006, Ramos Horta tornou-se primeiro-ministro e a Fretilin perdeu o controlo do aparelho da segurança e da defesa, apesar de continuar a participar no governo.
Apesar das recomendações de investigadores da ONU que Reinado fosse capturado e acusado com múltiplos casos de homicídio, Ramos Horta e Gusmão tentaram bloquear a prisão de Reinado, porque precisavam dos votos do PD de modo a afastarem completamente do poder a Fretilin nas eleições de 2007 e o PD precisava de Reinado, dado que ambos recolhiam o apoio da mesma base da população a oeste de Dili.
Reinado não foi o único amotinado armado que continuou a gozar de impunidade. Vicente Railos, cujas alegações no Four Corners da ABC ajudaram a derrubar Alkatiri – alegações que acabaram por ser retiradas pelo procurador nomeado por Gusmão por falta de evidência – tinha-se juntado a Reinado no ataque ao quartel das forças armadas.
Railos tornou-se um organizador para o CNRT, o partido que Gusmão formou para concorrer às eleições. Paulo Martins, o comandante da polícia que caiu em desgraça e que também tomou parte no motim e foi-lhe dado um lugar (no parlamento) pelo CNRT.
Sob o disfarce de engajar em"diálogo" com estas forças perigosas anti-democráticas, Gusmão e Ramos Horta recusaram actuar contra eles, de modo a cimentarem os votos de que precisavam - primeiro para Horta ganhar a presidência e depois para o partido de Gusmão formar uma aliança incluindo o PD para assaltar o governo.
Quando o governo de Alkatiri foi derrubado por um motim armado, muita da comunidade internacional relatou isto como uma revolução de poder do povo com sucesso. Quando os votos do PD, o mais próximo aliado político de Reinado, ajudaram a dar a Ramos Horta e a Gusmão uma vitória eleitoral sobre a Fretilin, muitos comentadores estrangeiros celebraram isso como uma vitória para a democracia multi-partidária.
A vacuidade dessa democracia ficou exposta para todos verem na Segunda-feira passada num caso clássico de contra-golpe.
Nos dias antes do último movimento de Reinado, os seus antigos apoiantes e defensores, incluindo o líder do PD Fernando Lasama – agora Presidente interino no lugar de Ramos Horta - Primeiro-Ministro Gusmão e Presidente Horta estavam a considerar uma proposta que a Fretilin tinha ajudado a elaborar para resolver o problema dos “peticionários” das forças armadas, o pretexto inicial para o motim de 2006.
Isto podia acabar com a insegurança que força milhares a lutar pela existência em campos de deslocados. Mas o acordo exigiu que Reinado seria levado à justiça e a realização de eleições parlamentares antecipadas.
Durante quase dois anos, tem sido contado à população Australiana que a remoção da Fretilin era uma vitória da democracia, quando realmente foi conseguida através da violência e dum movimento político corrupto, inconstitucional e anti-democrático. Reinado tornou-se um actor central nesse movimento, mas apenas sobreviveu por causa dos seus poderosos apoiantes políticos.
Mandatos de captura têm sido emitidos para os que se acreditam terem participado nos ataques de Segunda-feira. De facto, a rede devia ser lançada muito mais longe. Todos os que apoiaram Reinado têm agora um caso para responder .
Bob Boughton é um académico de topo na escola de educação, Universidade de New England. É membro do Conselho de Investigação Australiano trabalhando com o Ministério da Educação de Timor-Leste para desenvolver um sistema de educação para adultos e uma campanha nacional de alfabetização.Este artigo apareceu no Australian, de 16 de Fevereiro, 2008.
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Revista Única, 16/02/08
Expresso
Mário Crespo
Conheci Ramos-Horta em 1985 em Nova Iorque. Foi-me apresentado pelo Presidente Ramalho Eanes na sessão de abertura da Assembleia Geral da ONU. O general Eanes tinha feito agendar nos chamados encontros bilaterais uma reunião com “representantes de Timor-Leste” ignorando as hesitações e o conformismo reinante em Lisboa com a ocupação da Indonésia. O encontro realizou-se. Eu, pela primeira vez, entrevistei um timorense. Ouvi de Horta manifestações de fá inquebrantável na luta pela independência da colónia que ainda era de Portugal com um mandato para a administração das Nações Unidas. Perguntei-lhe como é que ali estava a falar com Presidentes da República se a ONU não reconhecia a sua existência. Mostrou-me credenciais diplomáticas que o davam como funcionário da Embaixada de Moçambique na ONU.
Samora Machel ainda era vivo e o apoio à independência de Timor e à Fretilin era política externa moçambicana. Para contornar obstáculos criados pelos Estados Unidos, Machel tinha incluído timorenses na sua própria representação.
Washington e Jacarta são pesos poderosos na ONU que se movimentavam com um à-vontade esmagador conseguido com dólares na carpete vermelha do Corredor dos Delegados entre uma inspiradora tapeçaria da “Guernica” de um lado e a espantosa vista de Nova Iorque do outro. Era ali que se compravam os votos que conseguiram atrasar a independência de Timor-Leste várias décadas.
Não sei ao certo o que se terá passado no Corredor dos Delegados mas o facto é que, logo que o processo de independência se formalizou, a ONU ignorou a força legal da Potência Administrante e nomeou um representante do seu quadro de funcionários para conduzir a transição.
Com Portugal à margem, veio a Austrália, o petróleo do Timor Gap e a instabilidade. Tenho um livro com uma dedicatória de Ramos-Horta que ele me deu em 1994. Ainda não tinha recebido o Prémio Nobel e entrava na ONU pela porta dos turistas para defender Timor-leste. O livro chama-se “Amanhã em Díli”. É uma história do que foi a sua luta no exílio em que quando conseguia chegar ao Corredor dos Delegados havia sempre alguém que lhe pedia dinheiro por um voto ou alguém que lhe oferecia dinheiro para se calar de vez.
Na altura em que escrevo esta coluna estou a reler o livro de José Ramos Horta. Espero voltar a vê-lo Amanhã em Díli.
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Focus on vehicle used by Reinado
Smh.com.au
Lindsay Murdoch in Dili
February 21, 2008
A GROUP of men with political connections in Dili met the rebel leader Alfredo Reinado hours before the attacks on East Timor's two top political leaders, investigators say.
The men's vehicle was one of two that took Reinado and his heavily armed men to the home of the President, Jose Ramos-Horta, shortly after dawn on February 11.
The vehicles were abandoned at the house after Mr Ramos-Horta was shot and seriously wounded. He is recovering after surgery in Royal Darwin Hospital.
Witnesses have told investigators the men arrived at a house in the mountain coffee-growing town of Gleno late on the afternoon before the attacks. Reinado was at the house.
The investigation is now centred on the men and how their vehicle came to be used in the attacks. Witnesses have said that Reinado, a former Australian-trained Timorese Army officer, appeared distracted when the men arrived and cut short a social lunch.
Many East Timorese political leaders have said publicly that they believe Reinado and his men were not acting alone in the attacks on Mr Ramos-Horta and the Prime Minister, Xanana Gusmao. Mr Gusmao escaped unhurt.
Australian Federal Police forensic experts have examined the two vehicles that Reinado's men abandoned after the rebel was shot dead at Mr Ramos-Horta's house.
They will deliver their findings to the Australian-led International Stabilisation Force, which has been given authority to hunt the rebels, who have vowed never to surrender.
The hunt is being led by SAS commandos. East Timor's army chief, Brigadier-General Taur Matan Ruak, said yesterday its military had pulled out of the search.
Official sources in Dili said the Government was set to extend a state of siege, which includes a dusk-to-dawn curfew, for a further 30 days to help the troops find the rebels.
The Government is also worried about a violent reaction from the supporters of Reinado, a cult-hero figure for many disaffected Timorese youths. He was buried in Dili last week.
Meanwhile, Fretilin, the former ruling party, has claimed the investigation into the attacks is being used for political purposes to intimidate and discredit party officials.
Jose Teixeira, a senior minister in the former Fretilin government, was taken to a police station in Dili after six carloads of police went to his home on Tuesday night. He was released after the Fretilin leader, Mari Alkatiri, lodged a complaint with senior police.
"It is a disgraceful attempt to politicise the police force and use the investigation into the shooting of the President for party-political gain," Mr Alkatiri said.
■ The Irish Foreign Minister, Dermot Ahern, arrived in East Timor yesterday for a three-day visit, Agence France-Presse reported. He has said he will offer guidance from Irish experts with experience in brokering the peace deal in British-ruled Northern Ireland.
Tradução:
Foco no veículo usado por Reinado
Smh.com.au
Lindsay Murdoch em Dili
Fevereiro 21, 2008
Um grupo de homens com conexões políticas em Dili encontrou-se com o líder amotinado Alfredo Reinado horas antes dos ataques aos dois líderes políticos de topo de Timor-Leste, dizem investigadores.
O veículo dos homens foi um dos dois que levaram Reinado e os seus homens fortemente armadas à casa do Presidente, José Ramos-Horta, pouco antes do nascer do dia em 11 de Fevereiro.
Os veículos foram abandonados na casa depois do Sr Ramos-Horta ser baleado e ferido com gravidade. Está a recuperar depois de operações no Royal Darwin Hospital.
Testemunhas disseram aos investigadores que os homens chegaram a uma casa na cidade produtora de café na montanha de Gleno no fim da tarde antes dos ataques. Reinado estava na casa.
A investigação está agora centrada nos homens e como é que aconteceu o veículo ser usado nos ataques. Testemunhas têm dito que Reinado, um antigo oficial das forças armadas Timorenses formado pelos Australianos, pareceu atrapalhado quando os homens chegaram e encurtou um lanche social.
Muitos líderes políticos Timorenses têm dito publicamente que acreditam que Reinado e os seus homens não estavam a actuar sozinhos nos ataques ao Sr Ramos-Horta e Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão. O Sr Gusmão escapou ileso.
Peritos forenses da Polícia Federal Australiana examinaram os dois veículos que os homens de Reinado abandonaram depois do amotinado ter sido morto a tiro na casa do Sr Ramos-Horta.
Entregarão as suas conclusões à Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos, a quem foi dada autoridade para caçar os amotinados, que prometeram nunca se entregarem.
A caçada está a ser liderada pelos comandos das SAS. O chefe das forças armadas de Timor-Leste, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, disse ontem que os seus militares se tinham retirado da busca.
Fontes oficiais em Dili disseram que o Governo estava determinado em prolongar o estado de sítio, que inclui recolher obrigatório do pôr ao nascer do sol, durante mais 30 dias para ajudar as tropas a encontrar os amotinados.
O Governo está também preocupado com a reacção violenta dos apoiantes de Reinado, uma figura com culto de herói para muitos jovens Timorenses desafeiçoados. Ele foi enterrado em Dili na semana passada.
Entretanto, a Fretilin, o antigo partido do governo, afirmou que as investigações aos ataques estão a ser usadas para propósitos políticos para intimidar e desacreditar membros do partido.
José Teixeira, um ministro de topo no antigo governo da Fretilin, foi levado para uma estação da polícia em Dili depois de seis carros carregados de polícias terem ido a sua casa na Terça-feira à noite. Ele foi libertado depois do líder da Fretilin, Mari Alkatiri, ter apresentado uma queixa ao polícia de topo.
"É uma tentativa desgraçada para politizar a força da polícia e usar a investigação aos tiros contra o Presidente para ganhos político partidários," disse o Sr Alkatiri.
■ O Ministro dos Estrangeiros Irlandês, Dermot Ahern, chegou ontem a Timor-Leste para uma visita de três dias, relatou a Agence France-Presse. Disse que vai oferecer aconselhamento de peritos Irlandeses com experiência na feitura do acordo de paz na Irlanda do Norte governada pela Grã-Bretanha.
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Xanana Gusmão quer prolongar estado de sítio
Díli, 20 Fev (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, disse hoje que o Governo vai propor o prolongamento do estado de sítio decretado a 11 de Fevereiro, na sequência dos ataques contra o presidente e o chefe do Governo.
Numa declaração aos jornalistas após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Irlanda, Dermot Ahern, que hoje esteve na capital timorense, Xanana Gusmão, afirmou que o momento que se vive actualmente no país "exige ponderação e firmeza".
"A fase em que estamos exige de nós, o Estado, ponderação e firmeza porque não sendo assim isso não é política, isto é acção e por isso não posso estar a falar de estratégias nem tácticas", referiu.
Xanana Gusmão explicou que o seu Executivo vai propor o prolongamento do estado de sítio até que os "objectivos sejam alcançados", mas escusou-se a especificar mais detalhes ao aceitar apenas duas questões da imprensa, uma em português e outra em tétum, sem tradução.
O estado de sítio, que inclui o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00, foi decretado inicialmente por 48 horas, na sequência dos ataques contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, que ficou gravemente ferido, e Xanana Gusmão, que escapou ileso.
Posteriormente, o estado de sítio foi prolongado por mais dez dias, até 23 de Fevereiro.
Por sua vez, Dermot Ahren, disse que o Governo timorense aceitou a proposta irlandesa de receber Nuala O'Loan, especialista em situações de conflito com trabalho realizado na Irlanda do Norte e que se deslocará a Timor-Leste para trabalhar em propostas de resolução dos problemas do país, tendo em conta as opiniões e posições de todas as partes.
O chefe da diplomacia da Irlanda esclareceu que a proposta do seu Governo estava a ser estudada há várias semanas, assim como a sua visita também tinha sido combinada antes dos ataques de 11 de Fevereiro a Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
"Queremos partilhar a nossa experiência na resolução de conflitos e na construção de parcerias", referiu Dermot Ahern ao acrescentar que o trabalho dos especialistas do seu país será coordenado por uma ambaixadora itenerante, Nuala O'Loan, e será desenvolvido por um grupo de trabalho da Unidade de Resolução de Conflitos.
Dermot Ahren defendeu também que a experiência adquirida no seu país e agora em Timor-Leste poderá vir a ser aplicada noutras zonas de conflito, uma missão que a Irlanda quer assumir no contexto internacional da promoção da estabilidade.
Além de Xanana Gusmão, o ministro irlandês tem encontros agendados em Díli com Fernando "La Sama" de Araújo, o presidente da República em exercício, e com Mari Alkatiri, o líder da Fretilin e ex-primeiro-ministro.
Dermot Ahern vai ainda visitar projectos fundados pela ajuda irlandesa, que já investiu mais de 20 milhões de euros em Timor-Leste entre 2003 e 2007.
JCS/PRM.
Lusa/fim
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President shooting used to discredit opponents, claims rival
Dili, 20 Feb.(AKI) - A leading political rival of East Timor president Jose Ramos-Horta says his shooting is being misused to intimidate and discredit his political party.
Mari Alkatiri, secretary-general of the Fretilin party, said that the police investigation into last week's assassination attempt was being misused.
Fretilin, or the Revolutionary Front for an Independent East Timor, is currently the main opposition party to prime minister Xanana Gusmao’s government coalition.
Alkatiri’s was speaking after Fretilin parliamentarian, Jose Teixeira, was taken to Dili police headquarters for questioning in conjunction with the shooting of Nobel peace laureate Ramos-Horta, now recovering in an Australian hospital.
"This is political persecution – Teixeira is an effective media spokesman and someone in authority wants to shut him up," said Alkatiri in a statement.
"It is a disgraceful attempt to politicise the police force and use the investigation into the shooting of the president for party political gain," he added.
Jose Teixeira, minister for energy in the former Fretilin government, said six car loads of armed Timorese police took him from his home on Tuesday night
"They had no warrant for my arrest and the operation apparently was conducted without the knowledge of the senior police investigating officer," Teixeira said.
"I was released after a protest from Alkatiri."
Teixeira also said that he was not interrogated by the police and was told that “the questioning would take place on Wednesday.”
The former minister said that he may consider legal action.
Several local publications have hinted at a possible Fretilin role behind the attacks against Ramos-Horta and Gusmao. The latter was targeted in a separate, but apparently, coordinated attack on the same day.
Fretilin strongly denied the allegation and called for an international investigative team to investigate what happened on the morning of 11 February.
Rebel military leader Alfredo Reinado first came to prominence in 2006, when 600 soldiers - a third of East Timor's army - mutinied after complaining of discrimination and poor pay and conditions.
When the men were dismissed by the then prime minister Alkatiri, gunfights broke out with loyalist police and troops. Reinado became the rebels' leader, fleeing Dili and taking to the hills.
UN police and Australian peacekeepers have been searching for renegade soldiers accused of trying to kill Ramos-Horta and prime minister Gusmao.
Timorese brigadier general Matan Ruak has already demanded an explanation as to how the international forces failed to prevent rebels from reaching the homes of Ramos-Horta and Gusmao.
Tradução:
Tiros contra o Presidente usados para desacreditar opositores, afirma rival
Dili, 20 Fev.(AKI) – Um líder politico rival do presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta diz que os tiros contra ele estão a ser mal usados para intimidar e desacreditar o seu partido político.
Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, disse que a investigação da polícia à tentativa de assassínio da semana passada estava a ser impropriamente usada.
A Fretilin, ou a Frente Revolucionária para Timor-Leste Independente, é correntemente o principal partido da oposição ao governo de coligação do primeiro-ministro Xanana Gusmão.
Alkatiri falava depois do deputado da Fretilin, José Teixeira, ter sido levado para a sede da polícia de Dili para interrogatório em conjunção com os tiros contra o laureado do Nobel Ramos-Horta, agora a recuperar num hospital Australiano.
"Isto é perseguição política – Teixeira é um porta-voz eficaz para os media e alguém autoritariamente quer calá-lo," disse Alkatiri numa declaração.
"Esta é uma desgraçada tentativa para politizar a força da polícia e usar a investigação aos tiros contra o presidente para ganhos político partidários," acrescentou.
José Teixeira, ministro para a energia no antigo governo da Fretilin, disse que seis carros cheios de policias Timorenses armadas o levaram da sua casa na Terça-feira à noite
"Eles não tinham nenhum mandato para me capturarem e aparentemente a operação foi conduzida sem o conhecimento do oficial de topo da polícia de investigação," disse Teixeira.
"Fui libertado depois dum protesto de Alkatiri."
Teixeira disse ainda que não foi interrogado pela polícia que lhe disse que “o interrogatório ocorrerá na Quarta-feira.”
O antigo ministro disse que poderá considerar uma acção legal.
Várias publicações locais têm insinuado um possível papel da Fretilin por detrás dos ataques contra Ramos-Horta e Gusmão. O ultimo foi visado num separado, mas aparentemente coordenado ataque no mesmo dia.
A Fretilin negou fortemente a alegação e exigiu uma equipa internacional de investigação para investigar o que aconteceu na manhã de 11 Fevereiro.
O líder amotinado Alfredo Reinado tornou-se famoso em 2006, quando 600 soldados – um terço das forças armadas de Timor-Leste – se amotinaram depois de se queixarem de discriminação, salários baixos e condições.
Quando os homens foram demitidos pelo então primeiro-ministro Alkatiri, rebentaram tiroteios entre tropas e polícias. Reinado tornou-se o líder dos amotinados, fugindo de Dili e indo para as montanhas.
Polícias da ONU e tropas Australianas têm andado à procura dos soldados desertores acusados de tem tentado matar Ramos-Horta e o primeiro-ministro Gusmão.
O brigadeiro general Timorense Matan Ruak já exigiu uma explicação em como é que as forças internacionais falharam na prevenção dos amotinados alcançarem as casas de Ramos-Horta e Gusmão.
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NÃO DERROTARÃO O ESTADO… O ESTADO SOU EU!
Blog Timor Lorosae Nação
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
NÃO DERROTARÃO O ESTADO… O ESTADO SOU EU!
Gonçalo Tilman Gusmão
VERDADE, SEM VERGONHA OU FICÇÃO?
Os boatos que correm em Díli são muitas vezes perniciosos e obstrutores de uma rápida conclusão sobre os mais variados temas e acontecimentos. Já nos tempos coloniais portugueses assim acontecia e com a presença dos ocupantes indonésios essa tendência aumentou mas, presentemente, foi exacerbada à exaustão.
Os maiores disparates correm de boca em boca obrigando-nos a estar muito atentos e práticos na triagem que nos permita colher dos rumores as verdades, pelo menos alguma das verdades.
Timorense que se preze e para essa prática esteja virado saberá muito bem como manipular o país inteiro, se necessário for. Exactamente por isso aumenta de dia para dia a desconfiança na pessoa do primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Talvez para os mais atentos e com maior discernimento nos usos e costumes dos timorenses do interior o comentário de Xanana ontem na televisão - sobre a divulgação do vídeo de Alfredo, que está a acontecer por toda a parte com maior incidência – mereça a interpretação de que quem deve teme e afinal o primeiro-ministro tem muitos medos.
Alfredo está morto e não se compreenderia aquele aparte televisivo de Xanana se não o interpretássemos como medo contido. A leitura que os timorenses fizeram foi exactamente essa.
Passadas estas horas posso afirmá-lo com segurança. Assim como com segurança podemos dizer que foi muito notado que Xanana, como primeiro-ministro e suposto amigo, demonstrasse ausência sobre o estado de saúde de Ramos Horta, o presidente da República. Ele que é tão emocional foi frio. Sobre Ramos Horta, o amigo, o que é que transpareceu? Frieza, ausência!
As leituras que por tudo e por nada vão sendo feitas e sentidas profundamente estão a revelar o aumento dos adeptos de que Xanana terá algo a ver com as mortes ocorridas e que o atentado de que diz ter sido vítima não passa de mais uma farsa. Tudo a caminho da tomada do poder absoluto num estado em convulsão, declarado inviável e ingovernável, que o reconheceria como autoridade máxima e permanente.
Torna-se doloroso que esteja a aumentar o número de timorenses que assim começa a pensar sobre este PM e sobre a pessoa. A ser verdade, será maquiavélico e todos teremos de perguntar como é possível enganarmo-nos tanto e se acontece porque demos crédito excessivo, adulação até, a um simples ser humano, que se inebriou com o poder convencendo-se que ele é o Estado e que é invencível, ou quase.
A ser verdade, estaremos perante alguém sem vergonha… ou tudo isto não passa de um pesadelo, de rumores, de ficção?
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Ex-ministro da Fretilin ouvido na Polícia Nacional
Díli, 20 Fev (Lusa) - O ex-ministro dos Recursos Naturais e deputado da Fretilin José Teixeira disse à Lusa que prestou hoje na Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) "esclarecimentos" sobre os ataques de 11 de Fevereiro contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
José Teixeira explicou que foi ouvido "pelos inspectores nacionais e da UNPol (Polícia das Nações Unidas)", que "não tinham conhecimento" das razões que levaram elementos da Task Force, uma unidade especial da polícia timorense, a irem buscá-lo a casa na tarde de terça-feira sem qualquer mandado.
"Eles (inspectores) não sabiam e apenas tive conhecimento de que não havia ordem do Ministério Público nem da parte dos investigadores", disse ao salientar que não foi constituído arguido e que se trata de declarações no âmbito das investigações aos ataques contra o Presidente da República e o primeiro-ministro.
José Teixeira acrescentou ainda estar "convencido" que as informações que prestou "foram suficientes", mas escusou-se a dar qualquer detalhe sobre a conversa com os investigadores.
O ex-ministro e deputado da Fretilin - que neste momento tem o mandato suspenso - foi levado terça-feira por agentes da Task Force para o quartel-general da PNTL, em Díli, pouco depois das 19:00 (10:00 em Lisboa).
"Não tinham mandado nem conseguiram explicar, quando chegámos ao quartel-general, o que pretendiam de mim, para além de dizer que alguém precisava de me fazer umas perguntas porque eu era acusado de conspiração", explicou o ex-ministro em declarações à Lusa pouco depois de regressar a casa ainda na noite de terça-feira.
O secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, afirmou à Lusa no próprio dia em que José Teixeira foi levado que este episódio "é uma acção de perseguição e intimidação escudada no estado de sítio", decretado na sequência do duplo ataque contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
Mari Alkatiri disse na altura ter telefonado ao comandante interino da PNTL, Afonso de Jesus, e ao comandante operacional, Mateus Fernandes, e que "nenhum deles soube explicar a razão por que levaram o deputado José Teixeira".
"Julgo que José Teixeira teria ficado a 'dormir' na Polícia se eu não tivesse telefonado" para os comandantes, afirmou então Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro.
Foram infrutíferas as tentativas da Lusa para obter uma explicação do incidente junto da PNTL e da Procuradoria-Geral da República.
JCS/PRM.
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Agentes do FBI sob comando "directo" do PGR
Díli, 20 Fev (Lusa) - Os agentes do FBI (polícia federal norte-americana) que chegaram hoje a Timor-Leste "vão estar sob comando directo da Procuradoria-Geral da República" timorense, afirmou o embaixador dos Estados Unidos em Díli.
Hans George Klemm explicou que os agentes do FBI "chegaram hoje a Díli" e são todos "especialistas em investigação criminal, sem capacidades específicas dentro da equipa".
"São indivíduos altamente qualificados em todas as áreas de investigação criminal, incluindo medicina legal", explicou Hans George Klemm à imprensa, no final de um encontro em Díli com o Presidente da República interino, Fernando "La Sama" de Araújo.
O diplomata norte-americano explicou que a presença dos agentes do FBI responde a um pedido de Timor-Leste, na sequência dos ataques contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
"A semana passada, encontrei-me com Fernando 'La Sama' depois do seu regresso (de Portugal) a Timor-Leste e comuniquei-lhe o choque dos Estados Unidos por aquilo que o Presidente (norte-americano, George W.) Bush considerou um ataque contra a democracia timorense", explicou o diplomata.
"Nessa ocasião, o Presidente 'La Sama' perguntou se era possível ter ajuda para o Procurador-Geral da República investigar os culpados dos ataques. Estou muito orgulhoso que os Estados Unidos tenham respondido tão depressa", referiu o embaixador norte-americano.
"Os agentes do FBI começarão a trabalhar amanhã (quinta-feira) com o Procurador-Geral Longuinhos Monteiro", acrescentou.
A 11 de Fevereiro, José Ramos-Horta foi ferido a tiro com gravidade durante um ataque contra a sua residência em Díli, em que foi morto o major Alfredo Reinado, e Xanana Gusmão escapou ileso a uma emboscada na estrada de montanha entre a sua residência, em Balíbar, e a capital timorense.
O embaixador norte-americano não quis adiantar o número de agentes do FBI presentes em Timor-Leste, mas outras fontes diplomáticas ocidentais afirmaram à Agência Lusa que se trata de três agentes provenientes do "escritório" de Los Angeles do FBI.
"Os agentes do FBI ficam em Timor-Leste por tempo indeterminado", explicou o embaixador dos Estados Unidos.
PRM/JCS
Lusa/Fim
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "