segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Reinado begged in letter for UN help

smh.com.au
Lindsay Murdoch in Dili
February 18, 2008

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THE rebel leader Alfredo Reinado pleaded for help from the United Nations weeks before he was shot dead, saying he and his men were victims of criminal behaviour by East Timor's former Fretilin government.

"We are what they made us," Reinado told the UN Secretary-General Ban, Ki-moon, in a confidential letter, a copy of which has been obtained by the Herald. Australian-trained Reinado, who led last Monday's attacks on East Timor's two top political leaders in Dili, told Mr Ban he and his men had been victimised by "negligence, disregard and ill-management".

He blamed the Government, the chiefs of the East Timorese Army and "the president himself as the supreme commander of the armed forces". Reinado is believed to have been referring to Xanana Gusmao, the former president who swapped jobs with then prime minister Jose Ramos-Horta after elections last year.

Mr Ramos-Horta was seriously wounded in Monday's attacks, which UN police believe was a botched kidnap attempt. Mr Gusmao escaped an ambush on his vehicle unharmed. In the nine-page letter sent to Mr Ban on November 27, two weeks before the Secretary-General visited Dili, Reinado said he and other former soldiers had been only doing their jobs when they became involved in gun fights during upheaval in mid-2006.

The letter details complaints about the way Reinado and his men had been treated, providing UN police with an insight into the possible motive for Monday's attacks, which plunged the country into renewed crisis. Reinado told Mr Ban that he led 710 displaced soldiers who felt "neglected, abandoned and forgotten by the government they had lost all confidence in". He said that as chief of East Timor's military police he had authority to act to protect the state when the former government "replaced the state of law by a state of dictatorial military regime".

Reinado suggested "military cantoning, as proof of our goodwill and efforts for peace" for him and his men. Mr Ban never responded to the letter.


Tradução:

Reinado pediu ajuda à ONU por carta

smh.com.au
Lindsay Murdoch em DiliFevereiro 18, 2008
O líder amotinado pediu ajuda às Nações Unidas semanas antes de ser morto a tiro, dizendo que ele e os seus homens eram vítimas de comportamento criminoso do antigo governo de Timor-Leste, da Fretilin.

"Somos o que eles fizeram de nós," disse Reinado numa carta confidencial ao Secretário-Geral da ONU Ban, Ki-moon, cuja cópia foi obrida pelo Herald. Reinado, formado pelos Australianos, que liderou os ataques da passada Segunda-feira aos dois líderes políticos de topo de Timor-Leste em Dili, disse ao Sr Ban que ele e os seus homens tinham sido vitimas de "negligência, indiferença e má gestão".

Ele culpou o Governo, os chefes das forças armadas Timorenses e "o próprio presidente como comandante supremo das forças armadas". Pensa-se que Reinado se referia a Xanana Gusmão, o antigo presidente que trocou de cargo com o então primeiro-ministro José Ramos-Horta depois das eleições do ano passado.

O Sr Ramos-Horta ficou seriamente ferido nos ataques de Segunda-feira, que a polícia da ONU pensa ter sido uma tentativa de rapto falhada. O Sr Gusmão escapou ileso duma emboscada ao seu veículo. Na carta de nove páginas enviada ao Sr Ban em 27 de Novembro, duas semanas antes do Secretário-Geral ter visitado Dili, Reinado disse que ele e outros antigos soldados estavam apenas a fazer o seu trabalho quando foram envolvidos nos tiroteios durante o levantamento em meados de 2006.

A carta detalha queixas acerca da maneira como Reinado e os seus homens têm sido tratados, dando à polícia da ONU uma visão dos motivos possíveis para os ataques de Segunda-feira, que mergulharam o país numa crise renovada. Reinado disse ao Sr Ban que liderava 710 soldados deslocados que se sentiam "negligenciados, abandonados e esquecidos pelo governo no qual tinham perdido toda a confiança". Disse que como chefe da polícia militar de Timor-Leste tinha autoridade para actuar para proteger o Estado quando o antigo governo "substituiu o Estado legal por um Estado de regime militar ditatorial ".

Reinado sugeriu "acantonamento militar como prova da nossa boa-vontade e esforços para a paz" para ele e para os seus homens. O Sr Ban nunca respondeu à carta.

2 comentários:

h correia disse...

"The letter details complaints about the way Reinado and his men had been treated"

Concordo... naquela esquadra da UNPOL onde Reinado e seus homens foram recebidos não havia caviar nem champanhe. Percebe-se o seu descontentamento.

Margarida disse...

Tradução;

Reinado pediu ajuda à ONU por carta
smh.com.au
Lindsay Murdoch em Dili
Fevereiro 18, 2008

O líder amotinado pediu ajuda às Nações Unidas semanas antes de ser morto a tiro, dizendo que ele e os seus homens eram vítimas de comportamento criminoso do antigo governo de Timor-Leste, da Fretilin.

"Somos o que eles fizeram de nós," disse Reinado numa carta confidencial ao Secretário-Geral da ONU Ban, Ki-moon, cuja cópia foi obrida pelo Herald. Reinado, formado pelos Australianos, que liderou os ataques da passada Segunda-feira aos dois líderes políticos de topo de Timor-Leste em Dili, disse ao Sr Ban que ele e os seus homens tinham sido vitimas de "negligência, indiferença e má gestão".

Ele culpou o Governo, os chefes das forças armadas Timorenses e "o próprio presidente como comandante supremo das forças armadas". Pensa-se que Reinado se referia a Xanana Gusmão, o antigo presidente que trocou de cargo com o então primeiro-ministro José Ramos-Horta depois das eleições do ano passado.

O Sr Ramos-Horta ficou seriamente ferido nos ataques de Segunda-feira, que a polícia da ONU pensa ter sido uma tentativa de rapto falhada. O Sr Gusmão escapou ileso duma emboscada ao seu veículo. Na carta de nove páginas enviada ao Sr Ban em 27 de Novembro, duas semanas antes do Secretário-Geral ter visitado Dili, Reinado disse que ele e outros antigos soldados estavam apenas a fazer o seu trabalho quando foram envolvidos nos tiroteios durante o levantamento em meados de 2006.

A carta detalha queixas acerca da maneira como Reinado e os seus homens têm sido tratados, dando à polícia da ONU uma visão dos motivos possíveis para os ataques de Segunda-feira, que mergulharam o país numa crise renovada. Reinado disse ao Sr Ban que liderava 710 soldados deslocados que se sentiam "negligenciados, abandonados e esquecidos pelo governo no qual tinham perdido toda a confiança". Disse que como chefe da polícia militar de Timor-Leste tinha autoridade para actuar para proteger o Estado quando o antigo governo "substituiu o Estado legal por um Estado de regime militar ditatorial ".

Reinado sugeriu "acantonamento militar como prova da nossa boa-vontade e esforços para a paz" para ele e para os seus homens. O Sr Ban nunca respondeu à carta.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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