sábado, março 03, 2007

Troops back up top security alert

SMH – March 3, 2007
Lindsay Murdoch in Dili

The Federal Government has sent a contingent of crack SAS soldiers to East Timor amid growing fears that violence will again erupt, and target Australians.

Four Australian Defence Force aircraft landed in Dili carrying about 100 soldiers, deployed following a national security committee meeting in Canberra.

The arrival of the additional troops, who will back 800 Australian and 120 New Zealand troops already here, came as Australia lifted its security alert to five, the highest level, for hundreds of Australians in East Timor.

Australian and United Nations security officials in Dili fear that widespread violence, possibly even civil war, could break out if Australian soldiers kill or injure the rebel leader, Alfredo Reinado, trapped with about 150 heavily armed men in a town in the central coffee-growing mountains.

Reinado, who has become a cult hero, said yesterday that if anything happens to him "people will violently rise up in their thousands". He claims to command 700 mutineering soldiers whose sacking last year sparked violent upheaval that left dozens of people dead and forced 100,000 people from their homes. Several hundred of his youth supporters around the country were also waiting for his orders, he said.

"People will start killing each other if anything happens to me," Reinado said by telephone from the town of Same, which is blockaded by dozens of Australian soldiers. "There will be civil war."

Reinado, the Australian-trained former head of East Timor's military police, said his supporters were not ready to fight because of his popularity but because "of what I am fighting for".

Reinado, wanted for murder and rebellion, claims the East Timorese Government is corrupt and the presence in the country of Australian and New Zealand troops is an illegal invasion.

A new attempt by East Timor's leaders to convince Reinado to surrender failed yesterday when Australian soldiers refused to allow the country's Prosecutor-General, Longuinhos Monteiro, to enter Same.

Reiando became angry when Mr Monteiro phoned him and said he wanted to meet to pass on a message from the Government urging him to surrender, but that he did not have the authority to negotiate a deal.

"I didn't want to speak with a postman, I wanted to speak with the Prosecutor-General," Reinado said. "They are all trying to manipulate me."

The commander of Australian troops in East Timor, Mal Rerden, declined to comment yesterday about additional SAS troops in Dili. Brigadier-General Rerden repeated his earlier demand for Reinado to hand over his weapons and present himself to East Timor's judicial system.

But he said his troops are "supporting the Government … in every possible way to find a peaceful resolution to the situation."

General Rerden described the lifting of Australia's security alert as a "prudent measure".

It was justified by the actions of Reinado who had broken off negotiations with the government and led raids on police border posts last weekend, seizing 25 high powered weapons, he said.

"His acts were deliberate and quite significant and that naturally creates concern," General Rerden said.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Tropas apoiam alerta de segurança máxima
SMH – Março 3, 2007
Lindsay Murdoch em Dili

O Governo Federal enviou um contingente de soldados SAS para Timor-Leste no meio de receios crescentes de que a violência irrompa outra vez e alveje Australianos.

Quatro aviões das Forças de Defesa Australiana aterraram em Dili transportando cerca de 100 soldados, destacados a seguir a uma reunião em Camberra do comité de segurança nacional.

A chegada de tropas adicionais, que apoiarão os 800 Australianos e as 120 tropas da Nova Zelândia que já cá estão, chegam quando a Austrália aumenta o seu alerta de segurança para cinco, o nível mais alto, para as centenas de Australianos em Timor-Leste.

Oficiais de segurança Australianos e da ONU em Dili receiam que a violência alastrada, possivelmente mesmo a guerra civil, pode rebentar se soldados Australianos matarem ou ferirem o líder amotinado, Alfredo Reinado, apanhado numa cilada com outros 150 homens pesadamente armadas numa cidade nas montanhas do centro onde se cultiva o café.

Reinado, que se tornou um herói de culto, disse ontem que se alguma coisa lhe acontecer "pessoas levantar-se-ão violentamente aos milhares ". Afirma que comanda 700 soldados amotinados cujo despedimento no ano passado desencadeou um levantamento violento que deixou dúzias de pessoas mortas e forçou 100,000 pessoas das suas casas. Várias centenas de jovens apoiantes pelo país estavam também à espera de ordens suas, disse.

"As pessoas vão começar a matar-se umas às outras se alguma coisa me acontecer," disse Reinado por telefone da cidade de Same, que está bloqueada por dúzias de soldados Australianos. "Haverá uma guerra civil."

Reinado, o antigo responsável da polícia militar de Timor-Leste treinado pelos Australianos, disse que os seus apoiantes não estavam prontos a lutar por causa da sua popularidade mas por causa "daquilo por que luto ".

Reinado, procurado por homicídio e rebelião, afirma que o governo Timorense é corrupto e que a presença de tropas Australianas e da Nova Zelândia é uma invasão ilegal.

Uma nova tentativa pos líderes de Timor-Leste para convencer Reinado a render-se falhou ontem quando soldados Australianos recusaram autorizar o Procurador-Geral do país, Longuinhos Monteiro, a entrar em Same.

Reinado enfureceu-se quando o Sr Monteiro lhe telefonou dizendo que queria encontrar-se com ele para lhe passar uma mensagem do Governo para se render, mas que não tinha autoridade para negociar um acordo.

"Não queria falar com um carteiro, queria falar com o Procurador-Geral," disse Reinado. "Estão todos a tentar manipular-me."

O comandante das tropas Australianas em Timor-Leste, Mal Rerden, declinou comentar ontem sobre adicionais tropas SAS em Dili. O Brigadeiro General Rerden repetiu o seu pedido anterior para Reinado entregar as armas e apresentar-se ao sistema judicial de Timor-Leste.

Mas disse que as suas tropas estão a "apoiar o Governo … em todas as maneiras possíveis para encontrarem uma resolução pacífica para a situação."

O General Rerden descreveu o elevar do alerta de segurança da Austrália como uma "medida prudente".

Foi justificado pelas acções de Reinado que tinha rompido as negociações com o governo e liderou assaltos a postos de polícia da fronteira no último fim-de-semana, capturando 25 armas de alta potência, disse.

"Os seus actos foram deliberados e bastante significativos e isso cria naturalmente preocupações," disse o General Rerden.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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