sexta-feira, março 14, 2008

With a bullet in his brain, a Timor soldier goes for fish'n'chips

The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
March 15, 2008

AN EAST Timorese army officer shot during the attacks in Dili last month has walked out of hospital in Darwin with hundreds of fragments of a bullet lodged in his brain.

Royal Darwin Hospital doctors expect that Celestino Fili Gama will be able to resume a normal life with the fragments still in his brain after making an extraordinary recovery.

"He's very lucky but, yes, he will have trouble passing through airport metal detectors," Dr Gavin Chin told The Age yesterday.

"If the bullet had a slightly different trajectory he would have died."

Mr Gama, a lieutenant, was shot at least twice during a gun battle at the home of East Timor's President Jose Ramos Horta, who was also seriously wounded.

Doctors who treated Mr Gama in Dili before he was flown to Darwin gave him little chance of surviving.

X-rays in Darwin showed bullet parts lodged fully in the left half of his brain.

"There were literally hundreds of tiny fragments," Dr Chin said.

"It was not possible to remove them without causing further damage."

Mr Gama, 32, yesterday walked from the hospital after being discharged and went to Darwin's Stokes Hill Wharf for a lunch of fish and chips.

"I'm feeling a lot better … almost back to normal," he said.

Mr Gama will have outpatient rehabilitation at the hospital for several months.

Dr Chin said Mr Gama had some difficulty speaking and some body paralysis.

Mr Gama did not want to talk about what happened at Mr Ramos Horta's home on a hill overlooking Dili harbour, near where Mr Gama lives with his wife and two young children. But it is believed he was by chance driving past the house when he was shot by an unknown gunman.

Mr Gama said he was happy that Mr Ramos Horta was recovering in Darwin's Private Hospital after six operations, the latest a skin graft this week.

Mr Ramos Horta suffered horrific chest and stomach injuries when he was shot twice and lay bleeding for at least 30 minutes before an ambulance arrived.

Mr Ramos Horta is expected to return to a hero's welcome in Dili within weeks. Yesterday, he issued a statement from the hospital saying he had full confidence in East Timor's leaders to deal with the crisis in the country.

He denied media reports that he had named the rebel who shot him as Marcel Caetano. He said he had not made any statement about the February 11 attacks.

Mario Carrascaloa, an influential politician in Dili, said Mr Ramos Horta had told a group of politicians who visited him this week that he recognised the rebel who shot him but could not remember his name.

Hundreds of Timorese soldiers and police are in the country's mountains, hunting the rebels responsible for the attacks.

Their leader, Gastao Salsinha, this week sent a handwritten message from the mountains declaring he would surrender only to Mr Ramos Horta when he returned to the country.

But soldiers and police have orders to kill the rebels if they do not surrender immediately.

Tradução:

Com uma bala no cérebro, um soldado de Timor vai ao peixe e batatas fritas

The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Março 15, 2008

Um oficial das forças armadas de Timor-Leste baleado durante os ataques em Dili no mês passado saiu do hospital em Darwin com centenas de fragmentos duma bala alojados no cérebro.

Os médicos do Royal Darwin Hospital esperam que Celestino Fili Gama seja capaz de retomar a sua vida normal com os fragmentos ainda no cérebro depois de ter feito uma recuperação extraordinária.

"Ele tem muita sorte, mas terá problemas para passar nos detectores de metais nos aeroportos," disse o Dr Gavin Chin ontem ao The Age.

"Se a bala tivesse tido uma trajectória minimamente diferente teria morrido."

O Sr Gama, um tenente, foi baleado pelo menos duas vezes durante um tiroteio em casa do Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta, que também ficou gravemente ferido.

Os médicos que trataram o Sr Gama em Dili antes de ter sido aero-transportado para Darwin tinham-lhe dado poucas possibilidades de sobreviver.

X-rays em Darwin mostraram partes das balas alojadas completamente na metade esquerda do seu cérebro.

"Havia literalmente centenas de pequenos fragmentos," disse o Dr Chin.

"Não era possível removê-los sem causar mais danos."

O Sr Gama, 32 anos, ontem saiu pelo seu pé do hospital depois de ter tido alta e foi até ao Stokes Hill Wharf de Darwin para um almoço de peixe e batatas fritas.

"Estou-me a sentir muito melhor … quase de volta ao normal," disse ele.

O Sr Gama terá cuidados de re-habilitação ambulatório no hospital durante vários meses.

O Dr Chin disse que o Sr Gama tinha algumas dificuldades a falar e algumas paralisias no corpo.

O Sr Gama não quis falar do que aconteceu na casa do Sr Ramos Horta num monte sobre o porto de Dili, perto de onde o Sr Gama vive com a mulher e dois filhos pequenos. Mas acredita-se que por acaso ele passava de carro perto da casa quando foi baleado por um pistoleiro desconhecido.

O Sr Gama disse que estava contente por o Sr Ramos Horta estar a recuperar no Private Hospital em Darwin depois de seis operações, sendo a última um enxerto de pele esta semana.

O Sr Ramos Horta sofreu horríveis feridas no peito e no estômago quando foi baleado duas vezes e ficou deitado no chão a sangrar durante pelo menos 30 minutos antes da ambulância chegar.

Espera-se o regresso do Sr Ramos Horta dentro de semanas para uma recepção de herói em Dili. Ontem, ele emitiu uma declaração do hospital dizendo que tinha total confiança nos líderes de Timor-Leste para para lidarem com a crise no país.

Ele negou notícias dos media que tinha dito que quem o tinha baleado fora o amotinado Marcelo Caetano. Disse que não tinha feito nenhuma declaração sobre os ataques de 11 de Fevereiro.

Mário Carrascalão, um político influente em Dili, disse que o Sr Ramos Horta tinha contado a um grupo de políticos que o tinham visitado esta semana que tinha reconhecido o amotinado que o tinha baleado mas que não se conseguia lembrar do nome dele.

Centenas de polícias e de soldados Timorenses estão nas montanhas do país, à caça dos amotinados responsáveis pelos ataques.

O líder deles, Gastão Salsinha, enviou esta semana, das montanhas, uma mensagem escrita à mão declarando que se rende apenas ao Sr Ramos Horta quando ele regressar ao país.

Mas os soldados e polícias têm ordens para matar os amotinados se não se renderem imediatamente.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Com uma bala no cérebro, um soldado de Timor vai ao peixe e batatas fritas
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Março 15, 2008

Um oficial das forças armadas de Timor-Leste baleado durante os ataques em Dili no mês passado saiu do hospital em Darwin com centenas de fragmentos duma bala alojados no cérebro.

Os médicos do Royal Darwin Hospital esperam que Celestino Fili Gama seja capaz de retomar a sua vida normal com os fragmentos ainda no cérebro depois de ter feito uma recuperação extraordinária.

"Ele tem muita sorte, mas terá problemas para passar nos detectores de metais nos aeroportos," disse o Dr Gavin Chin ontem ao The Age.

"Se a bala tivesse tido uma trajectória minimamente diferente teria morrido."

O Sr Gama, um tenente, foi baleado pelo menos duas vezes durante um tiroteio em casa do Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta, que também ficou gravemente ferido.

Os médicos que trataram o Sr Gama em Dili antes de ter sido aero-transportado para Darwin tinham-lhe dado poucas possibilidades de sobreviver.

X-rays em Darwin mostraram partes das balas alojadas completamente na metade esquerda do seu cérebro.

"Havia literalmente centenas de pequenos fragmentos," disse o Dr Chin.

"Não era possível removê-los sem causar mais danos."

O Sr Gama, 32 anos, ontem saiu pelo seu pé do hospital depois de ter tido alta e foi até ao Stokes Hill Wharf de Darwin para um almoço de peixe e batatas fritas.

"Estou-me a sentir muito melhor … quase de volta ao normal," disse ele.

O Sr Gama terá cuidados de re-habilitação ambulatório no hospital durante vários meses.

O Dr Chin disse que o Sr Gama tinha algumas dificuldades a falar e algumas paralisias no corpo.

O Sr Gama não quis falar do que aconteceu na casa do Sr Ramos Horta num monte sobre o porto de Dili, perto de onde o Sr Gama vive com a mulher e dois filhos pequenos. Mas acredita-se que por acaso ele passava de carro perto da casa quando foi baleado por um pistoleiro desconhecido.

O Sr Gama disse que estava contente por o Sr Ramos Horta estar a recuperar no Private Hospital em Darwin depois de seis operações, sendo a última um enxerto de pele esta semana.

O Sr Ramos Horta sofreu horríveis feridas no peito e no estômago quando foi baleado duas vezes e ficou deitado no chão a sangrar durante pelo menos 30 minutos antes da ambulância chegar.

Espera-se o regresso do Sr Ramos Horta dentro de semanas para uma recepção de herói em Dili. Ontem, ele emitiu uma declaração do hospital dizendo que tinha total confiança nos líderes de Timor-Leste para para lidarem com a crise no país.

Ele negou notícias dos media que tinha dito que quem o tinha baleado fora o amotinado Marcelo Caetano. Disse que não tinha feito nenhuma declaração sobre os ataques de 11 de Fevereiro.

Mário Carrascalão, um político influente em Dili, disse que o Sr Ramos Horta tinha contado a um grupo de políticos que o tinham visitado esta semana que tinha reconhecido o amotinado que o tinha baleado mas que não se conseguia lembrar do nome dele.

Centenas de polícias e de soldados Timorenses estão nas montanhas do país, à caça dos amotinados responsáveis pelos ataques.

O líder deles, Gastão Salsinha, enviou esta semana, das montanhas, uma mensagem escrita à mão declarando que se rende apenas ao Sr Ramos Horta quando ele regressar ao país.

Mas os soldados e polícias têm ordens para matar os amotinados se não se renderem imediatamente.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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