sexta-feira, fevereiro 15, 2008

East Timor: Reinado Buried Amidst Flurry of Questions

Inter Press Service - February 14, 2008
By Setyo Budi

DILI - Hundreds of people gathered Thursday for the funeral of Alfredo Reinado, the rebel soldier who was slain in an alleged coup bid against the government of President Jose Ramos-Horta.

"I could not believe it when I heard about his death...in our view death will not solve the problem. It can only be solved through discussion," said Victor Alves, Reinado's distraught uncle.

Alves called for an end to bloodshed in East Timor, now that his nephew was dead. "Alfredo is already dead and I would like to ask his supporters to remain calm.''

What appeared to sadden Alves most was that Monday's incident, which resulted in serious gunshot injuries to Horta, occurred when "a dialogue had been agreed to happen again this week".

Reinado's intentions for visiting the president remain unclear and circumstances suggest that he was invited for talks.

Alves' sense of grief and surprise was also reflected by Mari Alkatiri, former prime minister and secretary-general of the left-wing Fretilin party. Horta was known to have initiated moves to gather the leaders of all political parties for a national reconciliation.

"On Monday, the President and Fretilin meant to meet. I still don't know who could be interested in this kind of act in this country,'' Alkatiri said.


There were theories floating around that Fretilin was involved in Reinado's fateful meeting with Horta. But these were dismissed by Fretilin, which formed the first government in East Timor on independence from Indonesia and ruled until 2007.

Fretilin began as a resistance movement, first against Portuguese colonial rule and then against Indonesian occupation, between 1974 and 1998.

Leon de Riedmatten from Centre for Humanitarian Dialogue, a Swiss-based non-government orgnaisation (NGO) that helped facilitate a dialogue between the Dili government and Reinado, said Monday's shootout was even a bigger surprise. He had arrived in Dili on Monday with the intention of helping with the dialogue only to hear that one of the dialogue partners was dead and the President seriously injured.

The dialogue with the rebels had begun at Maubesi on Jan. 13.

Although no agreement was reached, Reinado had offered to help solve the problem of some 600 army deserters who had left their barracks in 2006, claiming ethnic and regional discrimination.

Mystery continues to surround the shootout or the motives behind it. After all, Horta, now in a medically-induced coma in an Australian hospital, had shown eagerness in opening a dialogue with Reinado.

Taur Matan Ruak, commander of East Timor's armed forces, said that an "international commission needed to be set up to investigate the incident." This statement has the support and approval of many leaders including Paulo Azis, a parliamentarian.

"A lot of international police and armed forces personnel are present here, but Reinado couldn't be detected when he went to Dili,'' he said questioningly.

Eduardo Soares was among the key witnesses. On Monday morning, he was out on a morning walk when he saw two cars speeding towards Horta's house. Soon afterwards, he heard gunshots from the direction of the President's house and decided to walk back to his home, 200 metres away.

''I heard more gun shots, that was when I thought that the president had been attacked,'' Soares, coordinator of INSIGHT, a local NGO, told IPS.

Reinado's death leaves open the question of how to deal with the rebel soldiers -- the immediate cause of the political crisis that has plagued the country since April 2006.

The President's initiative to build a national consensus on the issue has stalled as a result of Monday's incident. Although Reinado's death may be seen by some as a "sudden solution'', the problem of the rebel 'petitioners' continues.

"We need to stop any violence and strengthen democracy and the rule of law in the country,'' Alkatiri said.

This is also what Alves wants out of Reinado's death. ''The burial will bury all of his good deeds and his struggle, so there are no threats against us.''

On Wednesday, Prime Minister Xanana Gusmao got parliament's approval to extend a state of emergency, declared in the country on Monday, for another ten days. Essentially, this withdraws the right to assemble or demonstrate and enforces a curfew from eight pm to six am.

3 comentários:

h correia disse...

Há aqui muita coisa mal contada:

1 - Há pouco tempo, Reinado tinha dito que Xanana é que tinha estado por trás da "crise" e da "petição", devendo ser julgado por isso. Acrescentou que tinha muito que contar sobre isso

2 - O tio de Reinado diz que estava maracada uma reunião entre Ramos Horta e Reinado para esta semana

3 - Recentemente os dois tinham-se encontrado e ambos fizeram um pacto de silêncio sobre o que foi dito nessa reunião.

4 - Ramos Horta tinha estabelecido contactos com vários partidos no sentido de formar uma ampla convergência nacional

5 - Um desses partidos era a Fretilin

6 - Como diz Riedmatten, um dos "dialogantes" está morto e outro gravemente ferido. A quem interessaria isto? Certamente que não aos próprios.

7 - Xanana deu ordens para matar, ferir ou capturar os restantes elementos do grupo de Reinado. Acabou-se o diálogo, diz ele. Porquê a mudança de política?

8 - O PM tem poderes para mandar matar ou ferir um cidadão só porque lhe apetece, sem julgamento nem direito a defesa?

9 - Porquê essa ordem, sabendo que nada prova até agora que Reinado ou os seus apoiantes tenham tentado matar o PR e o PM? Houve flagrante delito? Quem disparou? Porquê a pressa, após ano e meio de "relax"?

10 - Atul Khare diz agora que os "rebeldes continuarão a ser uma grande ameaça até serem capturados". E durante quase dois anos não eram ameaça? Só passaram a ser agora? Os desgraçados que foram mortos em Fatuahi não justificavam uma captura e agora já é preciso capturar os "rebeldes"?

Tirai as vossas conclusões, que eu não percebo nada.

Anónimo disse...

Tradução:
Timor-Leste: Reinado enterrdo no meio de um enxurrada de questões
Inter Press Service - Fevereiro 14, 2008
Por Setyo Budi

DILI – Centenas de pessoas juntaram-se na Quinta-feira para o funeral de Alfredo Reinado, o soldado amotinado que foi morto numa alegada tentativa de golpe cintra o governo do Presidente José Ramos-Horta.

"Não acreditei quando ouvi falar da morte dele...na nossa opinião a morte não resolve o problema. Isso apenas através da discussão pode ser resolvido," disse Victor Alves, o tio pesaroso de Reinado.

Alves apelou pelo fim do derramamento de sangue em Timor-Leste, agora que o sobrinho está morto. "Alfredo já está morto e quero pedir aos seus apoiantes para permanecerem calmos.''

O que pareceu entristecer mais Alves foi o incidente de Segunda-feira, que resultou em sérios ferimentos de balas emHorta, ter ocorrido quando "tinha sido acordado ocorrer um diálogo outra vez esta semana".

A intenção de Reinado de visitar o presidente continua por esclarecer e as circunstâncias sugerem que ele tinha sido convidado para conversar.

O sentimento de dor e de surpresa de Alves foi também reflectido por Mari Alkatiri, antigo primeiro-ministro e secretário-geral da Fretilin. Sabia-se que Horta tinha iniciado movimentos para juntar os líderes de todos os partidos políticos para uma reconciliação nacional.

"Estava previsto que na Segunda-feira o Presidente e a Fretilin se reuniam. Ainda não sei quem poderia estar interessado neste tipo de acto neste país,''disse Alkatiri.

Havia teorias a flutuarem à volta de a Fretilin estar envolvida no fatal encontro de Reinado com Horta. Mas foram descartados pela Fretilin, que formou o primeiro governo em Timor-Leste após a independência da Indonésia e governou até 2007.

A Fretilin começou como um movimento de resistência, primeiro contra a governação colonial Portuguesa e depois contra a ocupação Indonésia, entre 1974 e 1998.

Leon de Riedmatten do Centro para o Diálogo Humanitário, uma ONG com base na Suiça que ajudou a facilitar o diálogo entre o governo de Dili e Reinado, disse que o tiroteio de Segunda-feira foi ainda uma surpresa maior. Ele tinha chegado a Dili na Segunda-feira com a intenção de ajudar com o diálogo apenas para saber que um dos parceiros do diálogo estava morto e o Presidente seriamente ferido.

O diálogo com os amotinados tinha começado em Maubesi em 13 de Janeiro.

Apesar de não se chegar a nenhum acordo, Reinado tinha-se oferecido para ajudar a resolver o problema de alguns dos cerca de 600 desertores das forças armadas que tinham abandonado os quartéis em 2006, afirmando discriminação étnica e regional.

O mistério continua a cercar o tiroteio ou os motivos por detrás disso. No fim de contas, Horta, agora num coma induzido médicamente num hospital Australiano, tinha mostrado o desejo de iniciar um diálogo com Reinado.

Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas de Timor-Leste, dissse que “é preciso uma comissão internacional para investigar o incidente." Esta declaração tem o apoio e a aprovação de muitos líders, incluindo o deputado Paulo Azis.

"Muitos polícias e militares internacionais estão cá presentes, mas não conseguiram detectar Reinado quando ele foi a Dili,''disse a interrogar.

Eduardo Soares estava entre as testemunhas chave. Na Segunda-feira de manhã, ele estava for a num passeio matinal quando viu dois carros em grande velocidade para a casa de Horta. Pouco depous ouviu tiros da direcção da casa do Presidente e decidiu voltar para casa a 200 metros de distância.

''Ouvi mais tiros, foi quando pensei que o presidente podia ser atacado,''disse Soares à IPS, coordenador de INSIGHT, uma ONG local.

A morte de Reinado deixa aberta a questão de como lidar com os amotinados –a causa imediata da crise política em que mergulhou o país desde Abril 2006.

A iniciativa do Presidente de construir um consenso nacional na questão encalhou em resultado do incidente de Segunda-feira. Apesar da morte de Reinado poder ser vista por alguns como uma "solução súbita'', o problema dos amotinados 'peticionários' continua.

"Precisamos de parar toda a violência e reforçar a democracia e o domínio da lei no país,'' disse Alkatiri.

É isto também o que Alves quer da morte de Reinado. ''O enterro enterrará todas as suas boas acções e a sua luta, assim não há ameaças contra nós.''

Na Quarta-feira, o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão teve aprovação parlamentar para prolongar um estado de sítio, declarado no país na Segunda-feira, por mais dez dias. Essencialmente isto retira o direito de reunião e de manifestação e enforçou um recolher obrigatório das oito pm até às seis am.

Anónimo disse...

AS INFUNDADAS CRITICAS DA EURODEPUTADA SOCIALISTA ANA GOMES SOBRE OS MELANCÓLICOS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS DO DIA 11 DE FEVEREIRO DE 2008 NA CAPITAL DE TIMOR LESTE – DÍLI.

As críticas borradas e irreflectidas da Eurodeputada Socialista ANA GOMES sobre a morte do nosso valoroso soldado das FDTL / POLICIA MILITAR Major Alfredo Reinado Alves são totalmente infundadas e que a Sra. deve ter mais juizinho nas suas histéricas críticas. A Sra. embora tenha toda a plena liberdade de expressar as suas devidas opiniões face a actual crise politica timorense, mas a senhora também deve saber encetar as suas figuristas como se fosse uma autentica politica de imparcialidade e independente e fazendo sempre em primeiro lugar as suas apreciações e análises correctas dentro de um contexto político multidimensional com relação aos ocorridos eventos. Mas não, lamentavelmente lançar impensadamente grosseiras palavras irreflectidas em defesa dos seus namoricos, Horta e Xanana, os tais liderzecos que foram os primeiros a denegrir o bom nome do Estado da RDTL e cagou nas instituições estatais da própria RDTL e simultaneamente enalteceram-se ate aos píncaros da lua e elevaram-se a si próprios acima da Constituição da RDTL e finalmente julgaram-se e continuam a julgar-se a si mesmos, serem eles os únicos senhores poderosos e ditadores de novas ordens acima da Lei e que podem fazer-se do ESTADO da RDTL a “laia coboiada” como eles queriam que os seus caprichos de loucos lideres prevalecem contra a dignidade dos patriotas e nacionalistas, os asuwains e valorosos filhos timorenses que durante sob o jugo colonial português e posteriormente subjugados por outras formas selváticas das acções desumanas movidas pelo sistema neo-colonial indonésio estes nacionalistas e patriotas mauberes foram vítimas de todas as mais cruéis e veladas formas de exploração e opressão do homem pelo homem no seu solo maternal de Timor Loro Sae de outrora. E agora estes senhores liderzecos da RDTL passam a ser mais carrascos e vis peões avançados dos anacrónicos colonialistas do passado como do presente.
A todos os líderes psicopatas do mundo inteiro que papagueiam aos quatro ventos, da democracia e da liberdade, da justiça e da razão para todos os seres humanos que vivem neste Planeta, Terra, e afirmam pomposamente e hipocritamente que todos os seres humanos tenham os mesmos direitos e privilégios perante a lei e a ordem da justiça social dum modo tergiversador aprazível para enganar os “só saloios” da nossa sociedade humana, como tal
esses vampiros políticos e criminosos seres humanos costumam falar ao público com tom de intocáveis mitos mas que tragam sempre a “bata quente” na boca e porcalhadamente aplicam “dois pesos e duas medidas” em relação as suas facínoras práticas de moribundos ditadores da nossa sociedade humana. A estes poltrões políticos jamais lhes vergaremos e perdoaremos, pelo contrário exigimos-lhes que a justiça seja feita para que os povos oprimidos e explorados do mundo inteiro em geral e em particular para Timor Leste venham gozar os verdadeiros frutos da verdadeira democracia e verdadeira liberdade que tantos aspiramos tê-los um dia e que seja prevalecida de geração para geração.
Esse episódio do dia 11 de Fevereiro de 2008 era um estalo ou alias uma quebra de um “ICEBERG” e advento das verdadeiras REVELAÇÕES que estão escritas no SAGRADO LIVRO DAS REVELAÇÕES DO NOVO TESTAMENTO. Como prelúdio dos novos “TSUNAMIS” que na hora certa e no dia D., os hipócritas, assassinos e despóticos lideres timorenses só têm uma solução para suas sobrevivências no solo Pátrio do Povo Martirizado Maubere. Arrependem-se já de imediato das suas facínoras políticas na governação da RDTL e que devem preparar-se para hora H e o dia D. terão que ajustar as severas contas perante ao Juiz do Povo pequeno e débil Maubere que tanto sofreu por vossas psicopatas e imorais praticas de falsos líderes do Povo sofredor Maubere ou serão exclusos da sociedade Maubere uma vez para sempre, só assim o débil e pobre Povo Maubere pode de facto vir libertar-se de todos os cancerosos males herdados por tiranos, despóticos e imorais liderzecos da nossa RDTL desde que assumiram o poder governativo da RDTL a partir do ano 2002 ate ao presente momento.
A verdadeira Historia ditara um dia e o Maubere será vencedor e derrotara os seus inimigos, os despóticos e tiranos líderes, os vergonhosos macabros e peões avançados dos colonialistas e neocolonialistas do solo Pátrio TL e posteriormente governara a si mesmo com o seu próprio modo de viver com suas culturas e tradições milenárias de um verdadeiro Povo com sua própria Identidade, dignidade inalterável com uma genuína cultura prevalecida.
Finalmente enviamos as nossas mais profundas e sinceras condolências aos entes familiares dos saudosos Major Alfredo e ao seu camarada Leopoldino Mendonça Exposto e que os seus sucessores sejam firmes e determinados levar ao cabo a missão que Deus vos entregou. Asuwains não havereis de temer das hipócritas acusações dos líderes psicopatas e arrogantes do mundo que criticaram sem bases as vossas honrosas acções sob chefia do vosso lúcido comandante Major Alfredo Reinado Alves, o Comando activo por ele comandado na busca da justiça e verdade que todo o Povo de Timor Leste deseja ao bem-estar da Paz e estabilidade, para o desenvolvimento e progresso da sua própria Terra Mãe TL, mas que estes monstros lideres são os mais calibres assassinos dos homens amantes da paz do cinco continentes deste Globo, estão tagarelando e confundindo a verdade com a mentira para enganar os povos com intuito de eliminar os povos pobres e pequenos passo a passo na nossa sociedade humana com as suas facínoras praticas de uso de dois pesos e duas mediadas em relação aos repugnantes vómitos da falsa democracia e liberdade que eles cantam e rezam todos os dias com motivos puramente para gerir os seus interesses administrativos do que verdadeiramente sirvam os supremos interesses do martirizado Povo Maubere. Que vergonhas tanto se orgulham esses mamíferos, carrascos, assassinos da humanidade e agora vêem mandar bocas em Timor Leste sem ter em conta a verdadeira realidade dos factos ocorridos.
A nossa luta contínua em todas as frentes ate que almejaremos total e por completa os nossos verdadeiros objectivos que e a nossa verdadeira libertação das garras desses monstros, assassinos e mentirosos líderes da RDTL, só assim permitiremos aos nossos vindouros que sirvam melhor o nosso Povo com todo o coração e alma e juntos saborearão melhor os frutos dos nossos abnegados sacrifícios consentidos.

Nos matos e montanhas de Timor Leste aos treze dias do mês de Fevereiro de 2008.-

Maubere mano aman kokorek nafatin iha RAMKABIA.-

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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