sexta-feira, janeiro 18, 2008

Timor risks violence unless security forces reformed: think-tank

18.01.2008
5 hours ago

DILI (AFP) — East Timor risks erupting in violence again if its government and the UN fail to quickly reform the country's security forces, which remain vulnerable to political abuse, a think-tank warned Friday.

The International Crisis Group (ICG), which monitors conflict-torn nations, said that the army here is still trading on its reputation for heroism in resisting the Indonesian occupation but has not yet found a new role.

"The police suffer from low status and an excess of political interference," the Brussels-based group warned in its report.

"There is no national security policy and there are important gaps in security-related legislation."

East Timor finally won independence after a 24-year occupation by Indonesia in 2002. Factions from the army and police waged battled on Dili's streets four years later, leaving at least 37 people dead and forcing about 15 percent of the one million-strong population to flee their homes.

International peacekeepers and UN police were deployed after the violence and remain on patrol, but the situation remains fragile with most refugees still packing makeshift camps by night.

A particular issue needing attention by the Timorese, ICG said, is who does what in the forces, with lines dangerously blurred between the police and army.

While police typically have primary responsibility for internal security, "the Timorese police have not been given the resources, training and backing to fulfil this role effectively, and national leaders have been too ready to call in the army when disorder threatens."

The potential for political actors to use the army and police for their own purposes remains high and new legislation was needed to clarify who has the lead role in security sector police, the ICG said.

While the government still needed to conduct a comprehensive security review that the UN Security Council called for, it could meantime take constructive steps such as increasing salaries, improving donor coordination and addressing legislative gaps.

"The government has a chance -- while international troops maintain basic security and the UN offers assistance -- to conduct a genuine reform of the security sector, but it will have to move quickly," John Virgoe, the ICG's South East Asia project director, said in a statement accompanying the report.

International goodwill was not inexhaustible and signs of donor fatigue were already emerging, the report said.

The international community must also do a better job of coordinating its own support to the security sector and responding as the Timorese carry out their reforms, it said.

Tradução:

Grupo de pressão: Timor em risco de violência a não ser que se reformem as forças de segurança

18.01.2008
5 horas atrás

DILI (AFP) —Timor-Leste corre o risco de outra vez irromper em violência se o seu governo e a ONU falharem em rapidamente reformar as forças de segurança do país, que se mantém vulneráveis a abuso político, avisou um grupo de pressão na Sexta-feira.

O International Crisis Group (ICG), que monitoriza nações em conflito, disse que as forças armadas aqui aludem ainda à sua reputação de heroísmo ao resistir à ocupação Indonésia mas não encontrou ainda um novo papel.

"A polícia sofre de um baixo estatuto e de um excesso de interferência política," avisou no seu relatório o grupo com base em Bruxelas.

"Não há nenhuma política de segurança nacional e há falhas importantes na legislação relativa à segurança."

Timor-Leste finalmente ganhou a independência depois de 24 anos de ocupação pela Indonésia em 2002. Facções das forças armadas e da polícia travaram batalhas nas ruas de Dili quarto anos depois, deixando pelo menos 37 pessoas mortas e forçando cerca de 15 por cento da população de um milhão a fugir das suas casas.

Tropas internacionais e polícias da ONU foram destacadas depois da violência e mantém-se em patrulha, mas a situação mantém-se frágil com a maioria dos deslocados ainda a encherem os campos improvisados à noite.

Uma questão particular que precisa de atenção pelos Timorenses, disse o ICG, é o que é que cada um faz nas forças, com linhas perigosamente tremidas entre a polícia e as forças armadas.
Enquando habitualmente a polícia tem a responsabilidade primária da segurança interna, "à polícia Timorense não foram dados os recursos, formação e suporte para desempenhar o seu papel com eficácia, e os líderes nacionais têm estado demasiado prontos a chamar as forças armadas quando há ameaça de desordens."


Mantém-se elevado o potencial para os autores políticos usarem as forças armadas e a polícia para os seus próprios propósitos e é precisa nova legislação para clarificar quem tem a liderança na política do sector de segurança, disse o ICG.

Ao mesmo tempo que o governo precisa ainda de conduzir uma revisão compreensiva da segurança mencionada pelo Conselho de Segurança da ONU, pode entretanto dar passos construtivos tais como aumentar salários, melhorar a coordenação dos dadores e preencher as falhas legislativas.

"O governo tem uma oportunidade – enquanto as tropas internacionais mantém a segurança básica e a ONU oferece assistência – para conduzir uma reforma genuína do sector da segurança, mas terá de se mexer com rapidez," disse John Virgoe, o director do projecto do Sudeste Asiático do ICG, numa declaração que acompanha o relatório.

A boa vontade internacional não é inesgotável e emergem já sinais de fadiga dos dadores, diz o relatório.

A comunidade internacional deve também trabalhar melhor a coordenar o seu próprio apoio ao sector da segurança e responder conforme o modo como os Timorenses executam as reformas, diz.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Grupo de pressão: Timor em risco de violência a não ser que se reformem as forças de segurança
18.01.2008
5 horas atrás

DILI (AFP) —Timor-Leste corre o risco de outra vez irromper em violência se o seu governo e a ONU falharem em rapidamente reformar as forças de segurança do país, que se mantém vulneráveis a abuso político, avisou um grupo de pressão na Sexta-feira.

O International Crisis Group (ICG), que monitoriza nações em conflito, disse que as forças armadas aqui aludem ainda à sua reputação de heroísmo ao resistir à ocupação Indonésia mas não encontrou ainda um novo papel.

"A polícia sofre de um baixo estatuto e de um excesso de interferência política," avisou no seu relatório o grupo com base em Bruxelas.

"Não há nenhuma política de segurança nacional e há falhas importantes na legislação relativa à segurança."

Timor-Leste finalmente ganhou a independência depois de 24 anos de ocupação pela Indonésia em 2002. Facções das forças armadas e da polícia travaram batalhas nas ruas de Dili quarto anos depois, deixando pelo menos 37 pessoas mortas e forçando cerca de 15 por cento da população de um milhão a fugir das suas casas.

Tropas internacionais e polícias da ONU foram destacadas depois da violência e mantém-se em patrulha, mas a situação mantém-se frágil com a maioria dos deslocados ainda a encherem os campos improvisados à noite.

Uma questão particular que precisa de atenção pelos Timorenses, disse o ICG, é o que é que cada um faz nas forças, com linhas perigosamente tremidas entre a polícia e as forças armadas.

Enquando habitualmente a polícia tem a responsabilidade primária da segurança interna, "à polícia Timorense não foram dados os recursos, formação e suporte para desempenhar o seu papel com eficácia, e os líderes nacionais têm estado demasiado prontos a chamar as forças armadas quando há ameaça de desordens."

Mantém-se elevado o potencial para os autores políticos usarem as forças armadas e a polícia para os seus próprios propósitos e é precisa nova legislação para clarificar quem tem a liderança na política do sector de segurança, disse o ICG.

Ao mesmo tempo que o governo precisa ainda de conduzir uma revisão compreensiva da segurança mencionada pelo Conselho de Segurança da ONU, pode entretanto dar passos construtivos tais como aumentar salários, melhorar a coordenação dos dadores e preencher as falhas legislativas.

"O governo tem uma oportunidade – enquanto as tropas internacionais mantém a segurança básica e a ONU oferece assistência – para conduzir uma reforma genuína do sector da segurança, mas terá de se mexer com rapidez," disse John Virgoe, o director do projecto do Sudeste Asiático do ICG, numa declaração que acompanha o relatório.

A boa vontade internacional não é inesgotável e emergem já sinais de fadiga dos dadores, diz o relatório.

A comunidade internacional deve também trabalhar melhor a coordenar o seu próprio apoio ao sector da segurança e responder conforme o modo como os Timorenses executam as reformas, diz.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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