terça-feira, janeiro 22, 2008

Horta: Indonesia will close Embassy in Timor-Leste if an international tribunal is established.

Timor Post 18 January 2008
Dili

Nobel Peace Prize Laureate maintains his strong opposition and will not accept the recommendations made by organizations who have requested the state to seek the establishment of an international tribunal in Timor-Leste to try cases from 1999.

He said that the recommendations and the “CHEGA” report, are the joint responsibility of parliament, government and the President to implement.

“I can tell you (organizations) now that some recommendations seeking the establishment of an international tribunal, I have not agreed with from the time since I was the Minister for Foreign Affairs, even though you may step over me and stamp on me until I am dead I will not accept them,” said President Horta Thursday (17 January) when he held a dialogue session with disabled or physically challenged person at the FONGTIL office Caicoli Dili.

Horta said that it will be impossible to establish this because there is no one member of the security council of the UN who will support it. Also, we must relate it to the fragile situation in our country, said Horta.

The Head of State stated that if and when Timor-Leste requests that an international tribunal be established, Indonesia will retaliate against this country. He said Indonesia would close their Embassy, close the borders and Merpati airlines would not come to Timor.

This may happen because President SBY will be strongly pressured by the military and other observers. Indonesia is still very unstable today and where military power is still strong.

“If we cannot have an understanding for their situation, we will damage our relationship with Indonesia because we will contribute to its destabilization. For these reasons I do not accept these recommendations,” said Horta.

From his point of view, the establishment of an international tribunal in a poor country such as ours is unrealistic. But he said recommendations seeking compensation for the victims are a responsibility of the state.

He said that during his time as President of the Republic there will be no international tribunal because it will not be him who will lobby for it.

“If I was to lobby, I’d tell you that many things that though I was able to achieve many things in 30 something years, this I am telling you right away I would not be able to achieve,” indicated Horta.

Tradução:

Horta: Indonésia fechará a embaixada em Timor-Leste se for estabelecido um tribunal internacional

Timor Post 18 Janeiro 2008
Dili

O laureado do Nobel da Paz mantém a sua forte oposição e não aceitará as recomendações por organizações que pediram ao Estado para ver o estabelecimento de um tribunal internacional em Timor-Leste para julgar os casos de 1999.

Ele disse que as recomendações e o relatório “CHEGA”, são da responsabilidade conjunta do parlamento, governo e do Presidente para implementar.

“Posso dizer-lhes (organizações) agora que há algumas recomendações para tentar o estabelecimento de um tribunal internacional, que não concordei com isso desde a altura em que era Ministro dos Estrangeiros, mesmo que me pisem e me espezinhem até morrer que não as aceitarei,” disse o Presidente Horta na Quinta-feira (17 Janeiro) quando teve uma sessão de diálogo com pessoas deficientes no gabinete do FONGTIL Caicoli Dili.

Horta disse que será impossível estabelecer isso por causa de não haver um único membro do Conselho de Segurança da ONU que apoie isso. Também devemos relacionar isso com a frágil situação no nosso país, disse Horta.

O Chefe do Estado afirmou que se e quando Timor-Leste pedir o estabelecimento de um tribunal internacional, a Indonésia retaliará contra este país. Disse que a Indonésia fechará a embaixada, fechará as fronteiras e que os aviões da Merpati deixarão de vir a Timor.

Isto pode acontecer porque o Presidente SBY será fortemente pressionado pelos militares e outros observadores. A Indonésia está ainda muito instável hoje e o poder military é ainda forte.

“Se não tivermos uma compreensão com a situação deles, estragaremos a nossa relação com a Indonésia porque contribuiremos para a sua desestabilização. Por estas razões, não aceito estas recomendações,” disse Horta.

Deste ponto de vista, o estabelecimento de um tribunal internacional num país pobre como o nosso não é realista. Mas disse que as recomendações para se procurar compensação para as vítimas são uma responsabilidade do Estado.

Disse que durante o seu mandato de Presidente da República não haverá nenhum tribunal internacional porque não será ele que fará pressão por isso.

“Se fizer pressão, dir-lhes-ia muitas coisas que consegui alcança, muitas coisas em 30 e tal anos, mas isto digo.lhes já não serei capaz de alcançar,” indicou Horta.


NOTA DE RODAPÉ:

Vale a pena ameaçar o Presidente Ramos-Horta. Seja o Reinado ou os militares indonésios, basta ameaçar que Horta cede...

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Horta: Indonésia fechará a embaixada em Timor-Leste se for estabelecido um tribunal internacional
Timor Post 18 Janeiro 2008
Dili

O laureado do Nobel da Paz mantém a sua forte oposição e não aceitará as recomendações por organizações que pediram ao Estado para ver o estabelecimento de um tribunal internacional em Timor-Leste para julgar os casos de 1999.

Ele disse que as recomendações e o relatório “CHEGA”, são da responsabilidade conjunta do parlamento, governo e do Presidente para implementar.

“Posso dizer-lhes (organizações) agora que há algumas recomendações para tentar o estabelecimento de um tribunal internacional, que não concordei com isso desde a altura em que era Ministro dos Estrangeiros, mesmo que me pisem e me espezinhem até morrer que não as aceitarei,” disse o Presidente Horta na Quinta-feira (17 Janeiro) quando teve uma sessão de diálogo com pessoas deficientes no gabinete do FONGTIL Caicoli Dili.

Horta disse que será impossível estabelecer isso por causa de não haver um único membro do Conselho de Segurança da ONU que apoie isso. Também devemos relacionar isso com a frágil situação no nosso país, disse Horta.

O Chefe do Estado afirmou que se e quando Timor-Leste pedir o estabelecimento de um tribunal internacional, a Indonésia retaliará contra este país. Disse que a Indonésia fechará a embaixada, fechará as fronteiras e que os aviões da Merpati deixarão de vir a Timor.

Isto pode acontecer porque o Presidente SBY será fortemente pressionado pelos militares e outros observadores. A Indonésia está ainda muito instável hoje e o poder military é ainda forte.

“Se não tivermos uma compreensão com a situação deles, estragaremos a nossa relação com a Indonésia porque contribuiremos para a sua desestabilização. Por estas razões, não aceito estas recomendações,” disse Horta.

Deste ponto de vista, o estabelecimento de um tribunal internacional num país pobre como o nosso não é realista. Mas disse que as recomendações para se procurar compensação para as vítimas são uma responsabilidade do Estado.

Disse que durante o seu mandato de Presidente da República não haverá nenhum tribunal internacional porque não será ele que fará pressão por isso.

“Se fizer pressão, dir-lhes-ia muitas coisas que consegui alcança, muitas coisas em 30 e tal anos, mas isto digo.lhes já não serei capaz de alcançar,” indicou Horta.

NOTA DE RODAPÉ:

Vale a pena ameaçar o Presidente Ramos-Horta. Seja o Reinado ou os militares indonésios, basta ameaçar que Horta cede...

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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