terça-feira, janeiro 22, 2008

Dili bishop stresses peace, unity for 2008

January 21, 2008
Indian Catholic

DILI (UCAN): Bishop Alberto Ricardo da Silva of Dili has invited Catholics to reflect and be grateful to God as they welcomed in the New Year, even though they suffered badly from violence in 2007.

"We need to reflect on the negative things we have done due to our ego, which have to be thrown away, and immediately apologize and ask for God's pardon," Bishop da Silva said. He also expressed hope that the good things they experienced in 2007 would continue into 2008.

Self-reflection, peace and unity were the themes the bishop emphasized to about 2,500 Mass goers at Immaculate Conception Cathedral here in the capital of Timor Leste, or East Timor, on New Year's Eve.

In his homily just before the clock struck 12 a.m. on Jan. 1, he also stressed the importance of family in pursuing peace and lifting the country from the quagmire of violence. "The family has the biggest role in forming a person to be a good person," he said. All members of local society, he continued, must live as one family in one home, Timor Leste, so they should start the year by renewing their commitment to live peacefully.

"Let's shake hands and forgive each other in order to find a way to return to justice and peace, which is needed in building a peaceful life," he said.

Maria De Jesus Barreto, a 32-year-old mother, told UCA News at the cathedral, "I am still grateful to God, though my house was burnt down during the riots, because I still have my life to do my daily duty as a teacher better."

Barreto is one of thousands who live in refugee camps in the Dili area, where violence the last two years was concentrated. The Ministry of Social Affairs, Labour and Solidarity reports 64,367 people remain in 44 refugee camps. Barreto and her family live with 1,000 other displaced people in the compound of St. Joseph College in Dili. Like most, she said she was still too afraid to leave, and like some others, she has no home to return to.

Communal violence erupted in Timor Leste in April 2006 in the wake of the dismissal of more than one-third of the army. The dismissed soldiers, from the western part of the country, alleged discrimination by easterners, who claims to have been the backbone of the resistance against Indonesian rule during the 1980s and 1990s.

Tensions sparked by the soldiers' dismissal degenerated into clashes between groups claiming to represent easterners and westerners. At least 20 people died and more than 100,000 were displaced at the height of the crisis. They took refuge in camps, many of which were set up in Catholic churches and centers. Riots continued to break out sporadically during 2007.

Also in 2007, youths in the Baucau area went on a rampage after the party they supported won the most seats in parliament but the second-place party formed a coalition government. They burned homes and attacked Church and government buildings Aug. 7-9. Then, on Aug. 10, a gang raped nine young girls at the Salesian-run convent school in Baguia subdsitrict. More than 3,000 people fled their homes.

Timor Leste, which gained full independence in 2002, after more than two years under a transitional administration set up by the United Nations, has a population of about 1 million, more than 90 percent of whom are Catholics.

Tradução:

Bispo de Dili sublinha paz, unidade para 2008

Janeiro 21, 2008
Indian Catholic

DILI (UCAN): O bispo Alberto Ricardo da Silva de Dili convidou os católicos a reflectires e a estarem gratos a Deus quando saúdam o Ano Novo, mesmo apesar de terem sofrido bastante da violência em 2007.

"Precisamos de reflectir nas coisas negativas que temos feito devido aos nossos egos, que têm de ser atirados fora, e pedir imediatamente desculpa e pedir o perdão de Deus," disse o bispo da Silva. Expressou também esperança que as coisas boas de 2007 possam continuar em 2008.

Auto-reflexão, paz e unidade foram os temas que o bispo enfatizou a cerca de 2,500 assistentes na Missa na Catedral da Imaculada Conceição aqui na capital de Timor-Leste, na noite de Ano Novo.

Na sua homilia mesmo antes do relógio tocar as 12 badaladas em Jan. 1, sublinhou também a importância da família para prosseguir a paz e levantar o país do pântano da violência. "A família tem o papel maior na formação duma pessoa para ser boa pessoa," disse. Todos os membros da sociedade local, continuou, devem viver como uma família numa casa, Timor-Leste, assim devem começar o ano renovando os seus compromissos para viverem pacificamente.

"Apertemos as mãos e perdoemos uns aos outros de modo a encontrar um caminho para regressar à justiça e à paz, que são necessárias para construir uma vida pacífica," disse.

Maria De Jesus Barreto, uma mãe de 32 anos, disse à UCA News na catedral, "Estou ainda grata a Deus, apesar da minha casa ter sido queimada durante as desordens, porque tenho ainda a minha vida para fazer a minha tarefa diária como uma professora melhor."

Barreto é uma das milhares que vivem em campos de deslocados na área de Dili, onde se concentrou a violência dos últimos dois anos. O Ministério dos Assuntos Sociais, Trabalho e Solidariedade noticia que 64,367 pessoas continuam em 44 campos de deslocados. Barreto e a sua família vivem com outros 1,000 deslocados no complexo do Colégio de S. José em Dili. Como a maioria, ela disse que tem ainda demasiado medo para se mudar, e como alguns outros, ela não tem casa para onde voltar.

A violência comunitária irrompeu em Timor-Leste em Abril de 2006 no início da demissão de mais de um terço das forças armadas. Os soldados demitidos, da parte oeste do país, alegaram discriminação pelos do leste, que afirmam terem siso a espinha dorsal da resistência contra o domínio Indonésio nos anos 1980s e 1990s.

Tensões desencadeadas pela demissão dos soldados degeneraram em confrontos entre grupos que clamam representar os do leste e os do oeste. Pelo menos morreram 20 pessoas e mais de 100,000 foram deslocadas no pico da crise. Refugiaram-se em campos, muitos dos quais montados em igrejas católicas e centros. Desordens continuaram a rebentar esporadicamente durante 2007.

Também em 2007, jovens da área de Baucau entraram numa fúria depois do partido que apoiavam ser o que ganhou mais lugares mas o que ficou em segundo lugar formou um governo de coligação. Queimaram casas e atacaram edifícios da igreja e do governo em 7-9 de Agosto. Depois, em 10 de Agosto, um gang violou nove raparigas na escola do convento gerido por Salesianos no sub-distrito de Baguia. Mais de 3,000 pessoas fugiram das suas casas.

Timor Leste, que ganhou a independência total em 2002, depois de mais de dois anos sob a administração provisória montada pela ONU, tem uma população de cerca de 1 milhão, dos quais mais de 90 por cento são católicos.

2 comentários:

Margarida disse...

Tradução:
Bispo de Dili sublinha paz, unidade para 2008
Janeiro 21, 2008
Indian Catholic

DILI (UCAN): O bispo Alberto Ricardo da Silva de Dili convidou os católicos a reflectires e a estarem gratos a Deus quando saúdam o Ano Novo, mesmo apesar de terem sofrido bastante da violência em 2007.

"Precisamos de reflectir nas coisas negativas que temos feito devido aos nossos egos, que têm de ser atirados fora, e pedir imediatamente desculpa e pedir o perdão de Deus," disse o bispo da Silva. Expressou também esperança que as coisas boas de 2007 possam continuar em 2008.

Auto-reflexão, paz e unidade foram os temas que o bispo enfatizou a cerca de 2,500 assistentes na Missa na Catedral da Imaculada Conceição aqui na capital de Timor-Leste, na noite de Ano Novo.

Na sua homilia mesmo antes do relógio tocar as 12 badaladas em Jan. 1, sublinhou também a importância da família para prosseguir a paz e levantar o país do pântano da violência. "A família tem o papel maior na formação duma pessoa para ser boa pessoa," disse. Todos os membros da sociedade local, continuou, devem viver como uma família numa casa, Timor-Leste, assim devem começar o ano renovando os seus compromissos para viverem pacificamente.

"Apertemos as mãos e perdoemos uns aos outros de modo a encontrar um caminho para regressar à justiça e à paz, que são necessárias para construir uma vida pacífica," disse.

Maria De Jesus Barreto, uma mãe de 32 anos, disse à UCA News na catedral, "Estou ainda grata a Deus, apesar da minha casa ter sido queimada durante as desordens, porque tenho ainda a minha vida para fazer a minha tarefa diária como uma professora melhor."

Barreto é uma das milhares que vivem em campos de deslocados na área de Dili, onde se concentrou a violência dos últimos dois anos. O Ministério dos Assuntos Sociais, Trabalho e Solidariedade noticia que 64,367 pessoas continuam em 44 campos de deslocados. Barreto e a sua família vivem com outros 1,000 deslocados no complexo do Colégio de S. José em Dili. Como a maioria, ela disse que tem ainda demasiado medo para se mudar, e como alguns outros, ela não tem casa para onde voltar.

A violência comunitária irrompeu em Timor-Leste em Abril de 2006 no início da demissão de mais de um terço das forças armadas. Os soldados demitidos, da parte oeste do país, alegaram discriminação pelos do leste, que afirmam terem siso a espinha dorsal da resistência contra o domínio Indonésio nos anos 1980s e 1990s.

Tensões desencadeadas pela demissão dos soldados degeneraram em confrontos entre grupos que clamam representar os do leste e os do oeste. Pelo menos morreram 20 pessoas e mais de 100,000 foram deslocadas no pico da crise. Refugiaram-se em campos, muitos dos quais montados em igrejas católicas e centros. Desordens continuaram a rebentar esporadicamente durante 2007.

Também em 2007, jovens da área de Baucau entraram numa fúria depois do partido que apoiavam ser o que ganhou mais lugares mas o que ficou em segundo lugar formou um governo de coligação. Queimaram casas e atacaram edifícios da igreja e do governo em 7-9 de Agosto. Depois, em 10 de Agosto, um gang violou nove raparigas na escola do convento gerido por Salesianos no sub-distrito de Baguia. Mais de 3,000 pessoas fugiram das suas casas.

Timor Leste, que ganhou a independência total em 2002, depois de mais de dois anos sob a administração provisória montada pela ONU, tem uma população de cerca de 1 milhão, dos quais mais de 90 por cento são católicos.

Anónimo disse...

Bem...voltamos à velha questão dos boatos: a violação das raparigas ocorreu???? Houve um Bispo de Timor que na altura dos factos desmentiu isso...
Fitun Taci

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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