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National Media Reports
TVTL News Coverage
Horta forgives Alfredo: The Acting President of the Republic, Fernando Lasama, visited PR José Ramos-Horta at the Darwin Royal Hospital, Australia. PR Ramos-Horta said that he has forgiven Alfredo Reinado and has asked that the Government look after his family.
RTL News Coverage
Alfredo’s man surrenders: A member of Alfredo Reinado’s group, Domingos Amaral, surrendered on Monday (3/3) in Maubisse, Ainaro District. He also surrendered one automatic weapon. Amaral said that the weapon was seized in Metiaut during the attack on PR Ramos-Horta’s residence.
The F-FDTL/PNTL Joint Operation has confirmed the numbers of the petitioners gathered in Aitarak Laran has increased to 624.
Print Coverage
Lasama: military operation continues: Acting President Fernando Lasama de Araújo confirmed that the military operation against Salsinha’s group will not cease as the rebels are still in hiding. Acting PR Lasama congratulated group members who had surrendered themselves and their weapons. “There is no other way, they must surrender themselves and their weapons,” said Acting PR Lasama on Monday (3/3). (STL)
Early election possible: Early elections may happen if President José Ramos-Horta’s health does not allow him to continue as President. “If the Court of Appeals states that there is a permanent impediment to the Presidency within 90 days, then early elections should be called to elect a new President,” said Vital dos Santos, Democratic Party (PD) member of NP on Monday (3/3). (STL)
Salsinha wants to surrender in Gleno: The Spokesperson of the Petitioners, Gastão Salsinha, wants to surrender himself to his family and Father Adrianus Olan in Gleno, Ermera. PM Xanana Gusmão said that Salsinha is currently making preparations to come to Dili. (DN)
IDPs want to return home: For two years now, people have been living as IDPs waiting for the problems of the petitioners to be solved. “We still have questions about the weapons they submitted. They ran away with many weapons and surrendered with only one or two. Where are the rest of the weapons? We are IDPs because we are afraid of the weapons, not the people,” said Domingos, an IDP in Farol Camp, Dili. (DN)
Maria Paixão: Salsinha surrenders, ‘State of Siege’ ends: The Vice President of the National Parliament, Maria Paixão, has said that they are waiting for Salsinha and his group to surrender in order to end the ‘State of Siege.’ Ms. Paixão has appealed for Salsinha to submit himself to justice. “I believe that in the short time Salsinha will surrender as a citizen who loves his country,” said Ms. Paixão on Monday (3/3) in the National Parliament. (DN)
National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Tempo (DT)
Diario Nacional (DN)
Semanário Nacional (SN)
Tempo Semanal (TS)
Tradução:
UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Terça-feira, 04 Março 2008
"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e dos seus conteúdos não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."
Relatos dos Media Nacionais
TVTL Cobertura de Notícias
Horta perdoa a Alfredo: O Presidente Interino, Fernando Lasama, visitou o PR José Ramos-Horta no Darwin Royal Hospital, Austrália. PR Ramos-Horta disse que perdoou a Alfredo Reinado e pediu ao Governo para cuidar da sua família.
RTL Cobertura de Notícias
Homem de Alfredo entrega-se: Um membro do grupo de Alfredo Reinado, Domingos Amaral, entregou-se na Segunda-feira (3/3) em Maubisse, Distrito de Ainaro. Ele entregou ainda uma arma automática. Amaral disse que a arma foi apanhada em Metiaut durante o ataque à residência do PR Ramos-Horta.
A Operação Conjunta F-FDTL/PNTL confirmou que o número dos peticionários reunidos em Aitarak Laran aumentou para 624.
Cobertura Impressa
Lasama: operação militar continua: O Presidente Interino Fernando Lasama de Araújo confirmou que a operação militar contra o grupo de Salsinha não cessa porque os amotinados andam ainda escondidos. O PR Interino Lasama congratulou os membros do grupo que se entregaram e que entregaram as armas. “Não há outro caminho, têm de se entregar e de entregar as armas,” disse o PR interino Lasama na Segunda-feira (3/3). (STL)
Possíveis eleições antecipadas: Pode haver eleições antecipadas se a saúde do Presidente José Ramos-Horta não permitir que continue nas funções de Presidente. “Se o Tribunal de Recurso declarar que há um impedimento permanente da Presidência dentro de 90 dias, haverá eleições para eleger um novo Presidente,” disse Vital dos Santos, do Partido Democrático (PD) do PN na Segunda-feira (3/3). (STL)
Salsinha quer entregar-se em Gleno: O porta-voz dos peticionários, Gastão Salsinha, quer-se entregar à sua família e ao padre Adriano Olan em Gleno, Ermera. disse o PM PM Xanana Gusmão que Salsinha está correntemente a fazer preparativos para vir paraDili. (DN)
Deslocados querem regressar a casa: desde há dois anos, gente tem vivido deslocada à espera que os problemas dos peticionários sejam resolvidos. “Temos ainda questões acerca das armas que entregaram. Eles fugiram com muitas armas e entregaram apenas uma ou duas. Onde é que está o resto das armas? Somos deslocados porque temos medo das armas, não das pessoas,” disse Domingos, um deslocado no Campo Farol , Dili. (DN)
Maria Paixão: Salsinha entrega-se, acaba o estado de sítio: A Vice Presidente do Parlamento Nacional, Maria Paixão, disse que estão à espera que Salsinha e o seu grupo se renda para acabar o estado de sítio. ASrª Paixão apelou a Salsinha para se entregar à justiça. “Acredito que dentro de pouco tempo Salsinha se vai entregar como cidadão que ama o seu país,” disse a Srª Paixão na Segunda-feira (3/3) no Parlamento Nacional. (DN)
Fontes Nacionais de Notícias:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Tempo (DT)
Diario Nacional (DN)
Semanário Nacional (SN)
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terça-feira, março 04, 2008
UNMIT – MEDIA MONITORING - Tuesday, 04 March 2008
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Malai Azul 2
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Salsinha "pronto a entregar-se", diz padre de Ermera
Díli, 04 Mar (Lusa) - O ex-tenente Gastão Salsinha está "pronto a entregar-se às autoridades nas próximas horas", anunciou o padre de Ermera, citado num comunicado do Conselho de Ministros de Timor-Leste.
Gastão Salsinha "anunciou hoje, através do padre Adriano, pároco de Ermera, que está disposto a entregar-se às autoridades nas próximas horas, juntamente com os seus homens, que se encontravam dispersos e que neste momento tenta agrupar", lê-se no comunicado do governo.
"Nesse sentido, Salsinha solicitou ao Comando Conjunto, composto por elementos das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste) e da PNTL (Polícia Nacional), que suspenda as operações que decorrem na zona de Ermera", acrescenta o comunicado oficial.
Segunda-feira "entregou-se às forças de segurança Domingos Amaral 'Kede', um elemento que pertencia ao grupo do ex-major Alfredo Reinado e que terá participado no ataque à residência do Presidente da República", informa também o Conselho de Ministros.
O comunicado, assinado pelo secretário de Estado do Conselho de Ministros, Hermenegildo "Agio" Pereira, conclui com a actualização dos peticionários das Forças Armadas que chegaram ao acantonamento de Aitarak laran, Díli: 641.
O comandante da Polícia Militar timorense, major Gino Neves, afirmou segunda-feira à agência Lusa que Gastão Salsinha tinha decidido render-se, após um contacto com a igreja de Gleno, diistrito de Ermera.
O comunicado de hoje do Conselho de Ministros foi a única declaração oficial sobre a situação de Gastão Salsinha, depois de ter sido cancelada uma conferência de imprensa do Comando Conjunto da operação "Halibur" de captura dos homens que atacaram o Presidente da República e o primeiro-ministro a 11 de Fevereiro.
PRM
Lusa/Fim
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Timor: «A democracia está em risco»
Considerou Mari Alkatiri
Jornal Digital
2008-03-04 07:03:15
Díli – O duplo atentado, 11 de Fevereiro, contra o chefe de Estado timorense, Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, reforçou a tensão inter partidária. Em entrevista à PNN, Mari Alkatiri insistiu que as duvidas sobre o duplo atentado estão a pôr em risco a democracia, para saída da crise apenas aceita que a Fretilin participe no Governo se «for para liderar o Governo.»
Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, considerou que se as interrogações do duplo atentado não ficarem esclarecidas podem por em causa o processo democrático em Timor e teme que o impasse da actual situação se torne numa «bomba retardatária».
O secretário-geral da Fretilin afirma que o relato relativo ao ataque contra Xanana Gusmão, «é uma ficção barata» e lembra que Mário Carrascalão, numa entrevista à Lusa, já considerara o mesmo ataque como uma «montagem».
Em entrevista à PNN, Mari Alkatiri realçou mistérios que envolvem o ataque ao primeiro-ministro, segundo fontes do secretário-geral da Fretilin, o veículo de Xanana Gusmão inicialmente apresentava impactos de duas balas, pouco depois foi apresentado com a marca de 16 tiros. «Enviámos imediatamente uma pessoa ao local que tirou fotografias», contou Alkatiri, «dizia-se que o carro tinha ido pela ribanceira abaixo, e depois estava parado na estrada. Só mais tarde é que foi pela ribanceira.»
O secretário-geral da Fretilin continua a afirmar que ainda existem fortes suspeitas relativamente ao atentado.
«Como é que o Alfredo Reinado vai atacar a pessoa (Ramos-Horta) que estava a procurar uma solução airosa para si mesmo? Quem foi atacado primeiro, foi o Reinado ou o Presidente da Republica? Se foi o Reinado, segundo os primeiros dados, este terá sido morto uma hora antes.
Se foi morto antes, porque que os homens do Reinado e os do Presidente da República ficaram a olhar uns para os outros até ao Presidente chegar?» questionou Alkatiri.
O mesmo responsável político defendeu a necessidade de uma comissão de inquérito independente. «Países que têm aqui presença, nas áreas da justiça ou assessores na área da segurança, não podem ter os seus elementos a fazer parte desta comissão», e sublinha que se os atentados ocorreram «com toda esta presença, e se a investigação incriminar a presença internacional, ou a ONU, a tendência é naturalmente encobrir» e lembrou que existem países que não estão presentes em Timor capazes de efectuar um inquérito independente.
Em relação à presença do FBI em Timor, com o objectivo de proceder às investigações sobre os atentados, Alkatiri é céptico: «Ao fim e ao cabo, são instrumentalizados. Mesmo que queiram ser sérios, não podem.» Receia, também, que as conclusões do FBI fiquem apenas nas mãos do Procurador-Geral da Republica e não sejam apresentadas ao público.
Os motivos que levaram ao duplo atentado são ainda um enigma, o secretário-geral da Fretilin sugere que existem indícios que assentam na intenção de Ramos Horta convocar eleições antecipadas. «Presidente da Republica tinha dito claramente que haveria eleições antecipadas em 2009. É claro que quem governa não gosta disso. Estas dúvidas precisam de ser esclarecidas para o bem das pessoas que estão envolvidas.
Eu no lugar do Xanana, seria o primeiro a dizer que queria esta investigação fosse feita de forma independente. Eu fui também vítima de tudo isto em 2006» e afirma: «Não vale a pena escudar-se na imunidade e tentarmos encontrar caminhos que não convencem.»
Para Mari Alkatiri a actual crise é a sequência da crise de 2006. «2006 aconteceu porque Xanana queria o poder e não tinha o poder. E agora, depois de estar como primeiro-ministro sentia que não tinha o poder» afirmou o mesmo responsável político. Questionado pela PNN se considera que Xanana Gusmão está a caminho de uma ditadura Alkatiri responde: «Xanana Gusmão gosta do poder. Democracia para Xanana é ter todos juntos mas sob o seu comando. Todos falam, mas ele é que manda.»
«Xanana é um patriota e rejeito que digam que vendeu a pátria aos australianos. Mas Xanana não consegue pensar como Estado, pensa como guerrilheiro. Para ele, a guerrilha é assim. Já quando era líder no tempo da resistência, foi ele que abriu as portas para os partidos todos mas o comando era dele. Ele pensa que tudo tem de continuar assim. Pensa que é o único que consegue ainda congregar todos» considerou Mari Alkatiri.
Para a saída da crise Mari Alkatiri defendeu como primeira medida o fim do Estado de Sitio: «Os cidadãos quando se sentem livres, perdem o medo e podem dizer as verdades.»
O mesmo responsável político considerou que o Estado de Sitio, e Emergência, «está a ser usado para intimidar as pessoas. A população vai-se cansar com todas essas medidas, particularmente nos bairros de Díli. Já estamos a regressar ao tempo da indonésia, as pessoas já não dormem em casa. Bairros de Tunanara, Pité, são jovens que têm medo que a polícia os vá buscar à noite”, e qualifica o risco da população se revoltar como “uma bomba retardatária.»
«O poder deve acreditar que a melhor forma de controlar esta população é meter-lhes medo, para não haver manifestações, qualquer outra acção violenta. Não há direito a manifestação, não há direito a reuniões públicas. Costumo reunir em minha casa com muita gente e há alguns dias passaram aqui os polícias a perguntar aos meus seguranças o que é que nós estávamos a fazer» testemunhou Alkatiri.
O secretário-geral da Fretilin, defende «mais do que nunca» eleições antecipadas, e exige a saída do actual Governo o qual «não tem capacidade para sozinho enfrentar as dificuldades» e considerou a AMP (Aliança Maioria Parlamentar, liderada por Xanana Gusmão) como uma «manta de retalhos». Evocando a necessidade de da criação de uma Junta de Salvação Nacional só aceita a participação do seu partido no Governo se «for para liderar o Governo.»
Rui Neumann e Tiago Farinha
(c) PNN Portuguese News Network
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Fernanda Borges: Ramos-Horta achava que a justiça não era essencial em Timor
Jornal Digital
Líder do Partido de Unidade Nacional
2008-03-04 09:01:37
Díli - Fernanda Borges líder do Partido de Unidade Nacional (PUN), com três lugares na assembleia, afirma que em Timor Leste a Justiça ainda não é encarada como uma prioridade, mas após os atentados o presidente, Ramos-Horta, deve «reflectir, analisar bem as coisas e nunca mais pôr a justiça para trás.»
Fernanda Borges líder do PUN considerou, em entrevista à PNN, que a actual crise vivida em Timor-Leste é o resultado, desde 2006, de «muitos falhanços em termos de cumprimento da lei e houve gente que deve estar, se não na cadeia, pelo menos no tribunal para responder por algumas coisas» e cita o exemplo do Major Alfredo Reinado que ao lado de «outros nomes» deveriam ter respondido à Justiça. «O juiz emitiu três mandados de captura e pediu para ele, Reinado, estar presente em tribunal, mas isso nunca aconteceu», lamenta a líder do PUN.
«Queremos ser uma democracia, queremos ser um Estado de direito, mas quando é hora de aplicar o estado de direito alguns políticos são reticentes, é por causa disto que houve estes acontecimentos» afirmou Fernanda Borges.
«Não é um segredo que o nosso Presidente da República (Ramos-Horta) também acha que a justiça não é essencial aqui, e o primeiro-ministro acha também que a justiça não é essencial neste caso. Outros políticos estavam até a considerar a amnistia para aqueles casos todos. É aqui que nós temos problemas, porque nós somos uma nação que começou a ser independente, é preciso que as regras e as leis sejam cumpridas» disse.
Porém, Fernanda Borges considera que a atitude de Ramos-Horta estava assente no princípio de manter a «estabilidade da nação», mas a «boa intenção» do PR não era partilhada pela outra parte. Com os acontecimentos do 11 de Fevereiro «espero que dê para reflectir e analisar bem as coisas e nunca mais pôr a justiça para trás.»
«O 11 de Fevereiro é derivado dos acontecimentos de 2006, sem dúvida nenhuma» afirma a líder do PUN e considera que a saída da actual crise deve assentar na «implementação do inquérito sobre a crise de 2006 através dos tribunais, continuar as investigações, e processá-las no tribunal.»
Para a mesma dirigente, o risco de mergulhar a actual crise num problema especialmente étnico, Loro Sae e Loro Moro, está afastado dado que realidade hoje é diferente de 2006, e defende que o povo continua a privilegiar as vias da justiça.
Fernanda Borges defende a criação de uma comissão de inquérito independente sobre os acontecimentos do 11 de Fevereiro, e esta não tem necessariamente de excluir as forças internacionais ou da ONU.
«Foram os GNR chegaram lá na cena do crime, e sabem o que aconteceu, ouviram as primeiras testemunhas. Vale a pena envolvê-los porque eles têm informações para dar. Não é do interesse da comunidade internacional, nem da GNR, nem da Unpol, nem da FSI, encobrir nada aqui» considerou.
«A pergunta que se faz agora é como é que Alfredo Reinado conseguiu vir de Ermera até Díli sem as forças internacionais saberem?» O «press-release da Unmit diz que foram contactados às seis e tal, quase às sete horas. Levaram menos de meia hora a chegar ao local dos incidentes. Agora, existem outras informações que duvidam disto e afirmam que a ONU chegou e não fez nada. Por causa destas contradições de informação, é importante uma investigação independente, clara, e saber mais detalhes sobre o sucedido» afirma a mesma dirigente que se interroga sobre a motivações e a escolha do dia pelos grupos de Reinado e Salsinha, a fim de «acabar com rumores» e considera «que é muito importante que o Salsinha, o Susser, e outros envolvidos nos acontecimentos, fiquem vivos.»
«É difícil para mim aceitar que o Alfredo Reinado foi matar o Presidente da República, quando foi o próprio Presidente quem mais tentou ajudar o Reinado», disse Fernanda Borges.
Segundo a mesma dirigente os chefes da bancada parlamentar foram «brifados imediatamente» após os atentados, mas sem grandes detalhes. «Queremos agora ver a cronologia dos acontecimentos. O parlamento já pediu várias vezes, mas o Governo ainda não apresentou. É necessário para se entender quem fez o quê e quando é que aquelas pessoas chegam e porque é que não se fez mais» disse. A mesma dirigente lamenta apenas ter conhecimento das situações «através dos media e às vezes a gente não sabe se é verdade ou não, se é propaganda ou se é mesmo o que aconteceu.»
A dirigente do PUN encara também a actual crise como um teste ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o qual avaliará se «quer a democracia ou a estabilidade». Para Fernanda Borges a «estabilidade sem democracia é o uso da força, muita força. É aí que nós nos podemos tornar o que as pessoas chamam ‘iliberal democracy’, não é uma democracia liberal, não é uma democracia, é uma semi-ditadura com o aspecto democrático das instituições mas onde as instituições não funcionam democraticamente.»
Tiago Farinha
(c) PNN Portuguese News Network
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Responsável militar desconhece rendição de Salsinha
Rádio Renascença
O Chefe de Estado Maior do Exército, Coronel Lere Anan, desconhece oficialmente a notícia da alegada rendição de Gastão Salsinha.
Desde segunda-feira que circulam notícias, em Díli, de que o número dois do grupo de Alfredo Reinado se teria entregado à Polícia Militar, juntamente com seis elementos.
Tais informações não foram ainda confirmadas, mas, à Renascença, o comando conjunto admitiu que a rendição de Salsinha poderá estar para breve.
O homem que chefia o Exército timorense disse não ter sido ainda informado.
“Não tenho ainda confirmações oficiais de que se tenha entregado. Por isso, provavelmente, ainda não se entregou”, afirmou o Coronel Lere Anan à Renascença.
MG
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Horta to speak about East Timor ordeal
The Age
March 4, 2008 - 6:09PM
East Timor's President Jose Ramos-Horta should be able to speak publicly in the next two
weeks about the attack by rebels that left him seriously wounded, his doctor says.
But first he needs to undergo his sixth surgery to redo part of a skin graft that failed to take.
Dr Ramos-Horta is now in Darwin Private Hospital, recovering from bullet wounds suffered when he was attacked by rebels at his home in Dili on February 11.
Dr Rui d Araujo said the president was walking, talking and taking an interest in the state of his troubled country on his second day out of intensive care.
"(He) is now quite independent in his daily activities, taking showers, walking around and we think that his recovery is on the right track," he told reporters outside Royal Darwin Hospital, from where Dr Ramos-Horta was moved on Monday.
"The medical doctors that are treating him are thinking that he might need to have a minor skin graft during this week or next week ... but it's a minor thing."
Dr d Araujo said he did not think UN officials or police had talked to the president and doctors had "avoided going into" the details of his ordeal.
"From a physiological perspective we have been making some arrangement for him to talk about his issues," he said.
"Obviously specialists in this area will try to talk to him about the details ...
"Having in mind the recovery process that he has had over these last 22 days I would say that in another one or two weeks he would be able to come out and talk to the media."
Dr d Araujo could not confirm how many times the president was shot, although doctors earlier said he had been struck by two bullets.
"That is something the justice system is still looking through and from a medical perspective we can only tell you there are some wounds," he said.
Earlier this week, Dr Ramos-Horta told visitors he had forgiven rebel leader Alfredo Reinado for his role in both the attack and the ambush the same day on Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt.
Reinado was killed in the gun battle at Dr Ramos-Horta's home.
AAP
Tradução:
Horta vai falar sobre a situação em Timor-Leste
The Age
Março 4, 2008 - 6:09PM
O Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta deverá falar publicamente nas duas próximas semanas sobre o ataque dos amotinados que o deixaram seriamente ferido, disse o seu médico.
Mas primeiro precisa de passar pela sua sexta operação para refazer uma parte do enxerto de pele que fez.
O Dr Ramos-Horta está agora no Darwin Private Hospital, recuperando de ferimentos de bala que sofreu quando foi atacado por amotinados na sua casa em 11 de Fevereiro.
O Dr Rui d Araújo disse que o presidente andava, falava e seguia com interesse o estado do seu país inquieto no segundo dia fora de cuidados intensivos.
"(ele) está agora bastante independente nas suas actividades diárias, no chuveiro, a andar e pensamos que a recuperação vai no caminho certo," disse a repórteres no exterior do Royal Darwin Hospital, donde saiu o Dr Ramos-Horta na Segunda-feira.
"Os médicos que o estão a tratar pensam que pode vir a ter um pequeno enxerto de pele durante esta semana ou na próxima semana ... mas é uma coisa menor."
O Dr Araújo disse que não pensava que os funcionários da ONU ou da polícia tivessem falado com o presidente e os médicos tinham "evitado entrar" nos detalhes do seu problema.
"Duma perspectiva filiológica temos feito alguns arranjos para ele falar acerca destas questões," disse.
"Obviamente os especialistas desta área tentarão falar com ele acerca dos detalhes ...
"Tendo em mente o processo de recuperação que ele teve nestes últimos 22 dias direi que dentro duma semana ou duas poderá sair e falar aos media."
O Dr Araújo não pode confirmar quantas vezes o presidente foi baleado, apesar de antes os médicos terem dito que ele foi atingido por duas balas.
"Isso são coisas que o sistema de justiça está ainda a analisar e duma perspectiva médica apenas podemos referir que houve alguns ferimentos," disse.
No princípio desta semana, o Dr Ramos-Horta disse aos visitantes que tinha perdoado ao líder amotinado Alfredo Reinado pelo seu papel quer no ataque quer na emboscada no mesmo dia ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que escapou ileso.
Reinado foi morto no tiroteio em casa do Dr Ramos-Horta.
AAP
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Salsinha reúne homens e diz-se pronto a entregar-se - 641 peticionários em Aitarak Laran
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS
_________________________________________________________________________
COMUNICADO À IMPRENSA
Díli, 04 de Março de 2008
Salsinha reúne homens e diz-se pronto a entregar-se - 641 peticionários em Aitarak Laran
O ex-tenente das F-FDTL Gastão Salsinha anunciou hoje, através do padre Adriano, pároco de Ermera, que está disposto a entregar-se às autoridades nas próximas horas, juntamente com os seus homens, que se encontravam dispersos e que neste momento tenta agrupar.
Nesse sentido, Salsinha solicitou ao Comando Conjunto, composto por elementos das F-FDTL e da PNTL, que suspenda as operações que decorrem na zona de Ermera.
Ontem entregou-se às forças de segurança Domingos Amaral “Kede”, um elemento que pertencia ao grupo do ex-major Alfredo Reinado e que terá participado no ataque à residência do Presidente da República. Consigo trazia uma arma alegadamente utilizada no referido atentado.
Paralelamente, chegaram hoje à zona de acantonamento de Aitarak Laran, em Díli, mais sete peticionários, provenientes de Ermera, elevando assim para 641 o número de homens acantonados.
O Secretário de Estado do Conselho de Ministros
Porta-voz do Governo
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Salsinha afinal não se entregou...
Mas está a pensar em entregar-se?...
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Rendição do tenente timorense Salsinha ainda por confirmar
Público, 04.03.2008
Jorge Heitor
Presidente Ramos-Horta foi transferido para um hospital particular de Darwin, a fim de prosseguir durante longas semanas a recuperação dos ferimentos sofridos
A maior das controvérsias envolvia a noite passada a eventual rendição do mais graduado dos ex-peticionários timorenses, o tenente Gastão Salsinha. O comandante da Polícia Militar, major Gino Neves, anunciou-a, mas ninguém mais aceitou confirmar, dizendo desconhecer que formalmente se tivesse rendido.
De acordo com a versão que durante a manhã foi dada ao PÚBLICO, à Lusa e à RTP, ele ter-se-ia juntado à família na cidade de Gleno, capital do distrito de Ermera, a sudoeste de Díli, a capital, e entregue depois a um sacerdote, em mais uma fase do longo processo negocial que já desde a véspera era conhecido.
Só que nem o primeiro-ministro Xanana Gusmão nem outras fontes oficiais aceitaram confirmar que já se pudesse ter a rendição como um facto consumado. Uma dessas fontes foi o capitão João Martinho, da GNR, em declarações à TSF. Admitiu, porém, que a entrega esteja a ser negociada, conforme o PÚBLICO ontem noticiava.
Nem a imprensa australiana, sempre muito bem informada sobre os assuntos timorenses, nem as grandes agências internacionais referiram, ao longo do dia de ontem, que Salsinha se houvesse juntado aos cerca de 600 antigos rebeldes que já se encontram acantonados. Não só ex-peticionários mas, também, alguns polícias que haviam abandonado os seus postos.
Na véspera, o comandante da operação conjunta das Forças de Defesa e da Polícia Nacional de Timor-Leste, Filomeno Paixão, anunciara que outro dos mais destacados amotinados, Amaro da Costa, "Susar", se entregara. E ontem o site da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (Unmit) mostrava elementos da GNR a escoltarem-no até ao tribunal distrital de Díli.
Enquanto isto, o Presidente José Ramos-Horta, gravemente ferido a tiro no dia 11 de Fevereiro, foi transferido do Hospital Real de Darwin para um estabelecimento particular, onde prosseguirá a difícil recuperação durante todo o resto deste mês. E, em Díli, o Parlamento Nacional aprovou por maioria que se constitua uma comissão de investigação internacional sobre os acontecimentos de há três semanas, nos quais morreram o major Alfredo Reinado e um seu companheiro de rebelião.
Na nova unidade hospitalar, o chefe de Estado timorense deverá dispor de um gabinete para trabalhar e receber visitas, incluindo a do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, há muito esperada.
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Primeiras imagens do Presidente timorense após o atentado
SIC Edição da Manhã 03-03-2008
Ramos-Horta a recuperar.
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President Ramos-Horta transferred to the Darwin Private Hospital
Darwin, Tuesday, 4 March 2008
Office of President of RDTL
Press Release
The President of Timor-Leste Jose Ramos-Horta has been transferred to the Darwin Private Hospital.yesterday The medical staff are very pleased with his progress following the injuries he received on 11th of February in Dili.
The President has been visited by the Interim President Fernando Lasama de Araujo. In the meeting with the Interim President, President Ramos-Horta said that he forgives Alfredo Reinado Alves and asked the Timorese people to stay calm and avoid further violence.
On leaving the Royal Darwin Hospital, the President thanked Dr Len Notaris and hospital staff for the excellent intensive care he received during his three week stay.
E N D S
Media PR.: Joel Maria Pereira riko.joel@gmail.com
(+670 723 0160)
Tradução:
Presidente Ramos-Horta transferido para um Hospital particular em Darwin
Darwin, Terça-feira, 4 Março 2008
Gabinete do Presidente da RDTL
Comunicado de Imprensa
O Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta foi transferido ontem para o Darwin Private Hospital. O pessoal médico está muito satisfeito com a sua progressão depois dos ferimentos que recebeu em 11 de Fevereiro em Dili.
O Presidente recebeu a visita do Presidente Interino Fernando Lasama de Araujo. No encontro com o Presidente Interino, o Presidente Ramos-Horta disse que perdoa a Alfredo Reinado Alves e pediu ao povo Timorense para se manter calmo e evitar mais violência.
Ao deixar o Royal Darwin Hospital, o Presidente agradeceu ao Dr Len Notaris e ao pessoal do hospital pelo excelentes cuidados intensivos que recebeu durante a sua estadia de três semanas.
FIM
Media PR.: Joel Maria Pereira riko.joel@gmail.com
(+670 723 0160)
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E agora, será que vamos saber mesmo tudo?
Blog Pululu
03 Março 2008
E agora, será que vamos saber mesmo tudo?
O homem mais procurado de Timor-Leste depois da morte – ou terá sido assassinato(?) – de Alfredo Reinado, Gastão Salsinha, rendeu-se(?), entregando-se às autoridades do País, através de um pároco local.
Dado que ele, numa recente entrevista deu entender – diriam mesmo, terá afirmado – que nada teve a ver, ou pelo menos, não terá sido como têm pintado, com o eventual ataque(?) a “Xanana” Gusmão, será que ele vai mesmo dizer tudo o que sabe ou em troca de um perdão total ter-se-á de calar e não colocar cá fora tudo o que realmente sabe e se passou no "putsch" de Fevereiro passado?
Fiquemos a aguardar pelos próximos capítulos, porque tenho a certeza que isto não ficará por aqui…
Publicada por ELCAlmeida
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Salsinha entregou-se
Confirma-se que Salsinha se entregou.
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Onde está Gastão Salsinha?
Em Gleno?
Ou já não vai a tempo do diálogo?...
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Eu diria que Ramos-Horta está "sentido" com Xanana Gusmão...
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Monday, 03 March 2008 - UNMIT – MEDIA MONITORING":
“alguns de vocês pensaram que eram mais poderosos que o Estado e obrigaram-nos a perder dois anos".
Até que enfim. Mais vale tarde do que nunca. Mas Xanana não pode atirar as culpas para cima dos peticionários, que ele próprio apoiou e incitou enquanto Alkatiri se manteve como PM.
Se perdemos dois anos, como Xanana diz, não foi por culpa dos peticionários. Estes limitaram-se a fazer o jogo deles e até andavam muito sossegados. A responsabilidade desta paragem de dois anos foi de Xanana e RH, que não tiveram coragem suficiente para tomar as decisões que se impunham e foram-nas sempre adiando, talvez na esperança de que com o tempo tudo se resolvesse.
Se os australianos contribuiram para esse chove-não-molha, não sei. Mas este impasse de dois anos foi certamente favorável às suas pretensões.
Uma pergunta fica no ar: porquê este súbito volte-face de Xanana em relação aos peticionários? É que dantes as suas convicções eram muito diferentes. Os seus admiradores escreveram quilómetros de prosa na internet defendendo a sua tese, segundo a qual o problema dos peticionários (e também de Reinado e Salsinha, que eram casos à parte) era político e não militar, devendo ser resolvido pelo famoso "diálogo" e não pela justiça.
Logo no dia em que TMR decidiu expulsar os peticionários, Xanana tornou pública esta sua tese, discursando naTV. E recordemos que o próprio RH, para justificar o não cumprimento dos mandados judiciais sobre Reinado & Cia., afirmou que não queria violência nem tiros para capturá-los, ao contrário do que supostamente pretendia o juiz Ivo Rosa.
Agora que, por metamorfose de Xanana, o “diálogo” está morto e enterrado, gostava de saber como esses seus admiradores - e o próprio RH - explicarão a negação de tudo quanto andaram a pregar durante dois anos.
Mais fácil e, sobretudo, honesto, seria Xanana fazer um acto de contrição e admitir que andou errado durante dois anos. Mas quem o conhece diz que isso nem em sonhos. É mais fácil atirar as culpas para cima dos outros, mesmo tendo tido o poder máximo nas mãos, como PR, Ministro da Defesa, Ministro do Interior e PM.
Ainda por cima com os célebres sermões à Xanana. Pobres peticionários...
NOTA DE RODAPÉ:
Xanana Gusmão foi muito claro e os peticionários entenderam bem. Acabou-se o diálogo. Começaram as execuções...
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Porque Xanana Gusmão não vai visitar Ramos-Horta a Darwin
Pode ter medo de ser mal recebido, não é?
Será que Ramos-Horta está "sentido" e "triste" com Xanana Gusmão por este ter feito uma emboscada a Alfredo Reinado em casa do Presidente, sem o avisar?...
Eu também ficaria. E não só "sentido" e "triste". Mas nada que não o tivéssemos avisado sobre essas amizades...
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segunda-feira, março 03, 2008
Xanana Gusmão não vai visitar Ramos-Horta a Darwin...
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Fontes internacionais e da operação "Halibur" desconhecem rendição de Salsinha
Díli, 03 Mar (Lusa) - Fontes do comando conjunto da operação "Halibur" e fontes internacionais em Timor-Leste afirmaram hoje à Agência Lusa "não ter qualquer informação de que Gastão Salsinha se rendeu".
A rendição do ex-tenente Gastão Salsinha foi anunciada hoje pelo comandante da Polícia Militar, em declarações à RTP e à Lusa em Díli.
Segundo o major Gino Neves, Gastão Salsinha juntou-se à família em Gleno, distrito de Ermera, e entregou-se depois ao pároco da vila, que por sua vez contactou a Polícia Militar.
Fontes internacionais contactadas pela Lusa afirmam que ao princípio da noite de hoje (hora de Díli) "ainda decorriam negociações com Gastão Salsinha para a rendição dele e do seu grupo".
"É altamente improvável que Gastão Salsinha aceitasse render-se à Polícia Militar e é também improvável que ele fosse entregue à Polícia Militar pela igreja de Gleno, que é conhecida por ser muito próxima dele", afirmou a mesma fonte internacional.
"Se Gastão Salsinha se tivesse rendido, o comando conjunto saberia de imediato", afirmou à Lusa uma fonte militar da operação "Halibur", montada pelas autoridades timorenses para capturar os elementos responsáveis pelo duplo ataque de 11 de Fevereiro contra o Presidente da República e o chefe de Governo.
Entretanto, o primeiro-ministro Xanana Gusmão afirmou que seis elementos do grupo de Gastão Salsinha se renderam hoje às autoridades.
Xanana Gusmão esteve hoje cerca de hora de meia no relvado em frente ao Palácio do Governo com vários membros do Executivo, o Procurador-Geral da República e com os comandantes das formas armadas e da Polícia Nacional.
Durante este encontro ao ar livre, passou uma dúzia de camiões com elementos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste em ambiente de celebração.
Questionado pela Lusa sobre a razão dessa espera, Xanana Gusmão afirmou apenas que tinham estado "a respirar o ar fresco".
PRM.
Lusa/fim
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Mais um elemento do grupo de Alfredo Reinado, que participou no ataque de 11 de Fevereiro à residência do Presidente timorense, José Ramos-Horta, rendeu-se hoje às autoridades, disse à Agência Lusa fonte militar.
Entretanto, desde as 18:30 locais (09:30 de Lisboa) que o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e vários outros membros do governo se encontram reunidos no relvado em frente ao Palácio do Governo.
Além do chefe de Governo, estão no local as ministras da Justiça e das Finanças, o ministro da Economia, os secretários de Estado da Defesa e da Segurança, o presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes e o Procurador-Geral da República, Longuinhos Monteiro.
Desconhece-se até ao momento qual o motivo de esses membros do Governo se encontrarem reunidos no relvado em frente ao Palácio do Governo.
Diário Digital / Lusa
03-03-2008 10:57:00
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Timor-Leste: Gastão Salsinha entregou-se às autoridades
Díli, 03 Mar (Lusa) - Gastão Salsinha, líder do grupo que atacou o Presidente Ramos-Horta e o chefe de Governo, Xanana Gusmão,no passado dia 11, entregou-se hoje às autoridades, revelou Gino Neves, comandante da Polícia Militar timorense.
Segundo disse Gino Neves à Agência Lusa e à RTP, Gastão Salsinha, ex-tenente das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), apresentou-se hoje ao pároco de Gleno, distrito de Ermera, para se entregar à Polícia Militar.
De acordo com Gino Neves, Gastão Salsinha entregou-se juntamente com seis outros homens, encontrando-se já todos nas instalações da Polícia Militar.
PRM/MCL.
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Ramos-Horta já se levantou e andou a pé
Ramos-Horta depois de ser transferido para um hospital particular já deu uns primeiros passos.
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Monday, 03 March 2008 - UNMIT – MEDIA MONITORING
"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."
National Media Reports
TVTL News Coverage
No TVTL news coverage.
RTL News Coverage
Rebel surrenders: The Commander of the Falintil-Defence Forces of Timor-Leste (F-FDTL) and the National Police of Timor-Leste (PNTL) Joint Operation, Filomeno Paixão, said that one of the rebels, Amaro ‘Susar’ da Costa, had surrendered to the F-FDTL and PNTL Joint Operation on Monday (02/03) in the sub-district of Turiscai, Same. Susar was presented to Prime Minister Gusmão in the Government Palace in Dili by the Joint Operation.
Commander Paixão said that Susar was persuaded by the President of ASDT, Francisco Xavier do Amaral, along with the population of Turiscai, to surrender himself, his two weapons and some ammunition. “Our brother Susar has joined us since last night. The Joint Operation is very happy with this attitude,” said Commander Paixão.
Commander Paixão also confirmed that the Joint Operation had directly contacted Gastão Salsinha and was urging him to surrender.
Horta’s health improves: The Former Health Minister, Rui Maria de Araújo, said that the President was able to see visitors as his health was improving. “His recovery is going well. PR Ramos-Horta has had a special visit from Acting President Fernando Lasama de Araújo, Special Representative of Secretary-General for Timor-Leste, Atul Khare, and Former Prime Minister Mari Alkatiri,” said Mr. Araújo.
PM: Dialogue won’t solve problems: Prime Minister Xanana Gusmão has said that the Government will not rely on dialogue to solve the problems faced by the petitioners gathered in Aitarak Laran, Dili. However, the PM did say that Government had another mechanism to resolve the issues and that this would be discussed with the petitioners later in the week.
“I want you to know that now there is no dialogue. Before, we were asking for you to engage in dialogue with your leaders… but some of you thought that you were more powerful than the State and made us lose two years …,” said the PM on Saturday (02/03) in Aitarak Laran Dili.
The Prime Minister has also given one more week for the rest of the petitioners to come to Dili, saying that their continuing absence indicates that they don’t want to look for peaceful solutions.
Print Coverage
Susar: “I was involved in the attacks against the PR’s residence”: Rebel member Amaro ‘Susar’ da Costa has surrendered to the F-FDTL/PNTL Joint Operation on Monday (02/03) in sub-district Turiscai, Same. During an F-FDTL and PNTL Joint Operation press conference held on Sunday (02/03), the former member of the Rapid Intervention Unit (UIR) of PNTL, Susar, said that he was involved in the attacks against the residence of PR Ramos-Horta along with Alfredo Reinado. Susar has been presented to Prime Minister Gusmão in the Government Palace in Dili by the Joint Operation. (DN)
Carrascalão: February 11, an international political conspiracy: The President of the Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão, believes the attacks against PR Ramos-Horta and PM Xanana Gusmão to have been caused by an international political conspiracy.
“Maybe the groups doing the attack were backed by some people. There were rumours that there was USD20000 found in Alfredo’s pocket when he died. Some people may have given him this money before he died, or put the money in his pocket after he died. His body may have been dumped in Metiaut after being shot in another place,” said Mr. Carrascalão.
Carrascalão also reiterated his desire for Timor-Leste to establish an International Independent Commission of Inquiry to investigate the events shrouded in so much mystery. (DN)
Petitioners increase to 607: The Spokesperson of the F-FDTL/PNTL Joint Operation, Lieutenant Colonel Filomeno Paixão, said that the numbers of petitioners gathered in Aitarak Laran had increased to 607 by Sunday afternoon (02/03). Separately, F-FDTL Major Marcos Tilman said that the Government is showing its commitment to resolve the problems by providing security and other facilities for the gathering place. (DN)
TMR: Salsinha’s group don’t deserve weapons: The Commander of the F-FDTL/PNTL Joint Operation, Brigadier General Taur Matan Ruak, has said that the Joint Operation is continuing in its efforts to urge Salsinha and his group to follow their friends and come to Aitarak Laran, Dili. “They know our position. We will still give them time to make a decision; a decision with no violence,” said TMR. (TP)
Tradução:
Segunda-feira, 03 Março 2008 - UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA
"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e dos seus conteúdos não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."
Relatos dos Media Nacionais
TVTL Não houve Cobertura de Notícias
RTL Cobertura de Notícias
Amotinado entrega-se: O Comandante da Operação Conjunta das F-FDTL e da PNTL, Filomeno Paixão, disse que um dos amotinados , Amaro ‘Susar’ da Costa, se tinha entregue à Operação Conjunta das F-FDTL e da PNTL na Segunda-feira (02/03) no sub-distrito de Turiscai, Same. Susar foi apresentado ao Primeiro-Ministro Gusmão no Palácio do Governo em Dili pela Operação Conjunta.
O Comandante Paixão disse que Susar foi convencido pelo Presidente da ASDT, Francisco Xavier do Amaral, juntamente com a população de Turiscai, a entregar-se, a entregar as suas duas armas e munições. “O nosso irmão Susar juntou-se a nós na noite passada. A Operação Conjunta está contente com esta atitude,” disse o Comandante Paixão.
O Comandante Paixão confirmou também que a Operação Conjunta contactou directamente Gastão Salsinha e pediu-lhe que se entregasse.
Melhora a saúde de Horta: O antigo Ministro da Saúde, Rui Maria de Araújo, disse que o Presidente pode ter visitas porque a sua saúde está a melhorar. “A sua recuperação está a andar bem. O PR Ramos-Horta teve uma visita especial do Presidente Interino Fernando Lasama de Araújo, Representante Especial do Secretário-Geral em Timor-Leste, Atul Khare, e antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri,” disse o Sr. Araújo.
PM: Diálogo não resolve problemas: O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão disse que o Governo não se apoiará no diálogo para resolver os problemas enfrentados pelos peticionários reunidos em Aitarak Laran, Dili. Contudo, o PM disse que o Governo tinha um outro mecanismo para resolver as questões e que isso seria discutido com os peticionários para o fim da semana.
“Quero que saibam que agora não há nenhum diálogo. Antes, pedimos a vocês para se engajarem em diálogo com os vossos líderes… mas alguns de vocês pensaram que eram mais poderosos que o Estado e obrigaram-nos a perder dois anos …,” disse o PM no Sábado (02/03) em Aitarak Laran Dili.
O Primeiro-Ministro deu também mais uma semana para o resto dos peticionários virem até Dili, dizendo que a sua ausência continuada indica que não querem encontrar soluções pacíficas.
Cobertura impressa
Susar: “Estive envolvido nos ataques contra a residência do PR”: O amotinado Amaro ‘Susar’ da Costa entregou-se à Oprração Conjunta das F-FDTL/PNTL na Segunda-feira (02/03) no sub-distrito de Turiscai, Same. Durante uma conferência de imprensa da Operação Conjunta da F-FDTL e PNTL realizada no Domingo (02/03), o antigo membro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da PNTL, Susar, disse que esteve envolvido nos ataques contra a residência do PR Ramos-Horta juntamente com Alfredo Reinado. Susar foi apresentado ao Primeiro-Ministro Gusmão no Palácio do Governo em Dili pela Operação Conjunta. (DN)
Carrascalão: o 11 de Fevereiro foi uma conspiração política internacional: O Presidente do Partido Social Democrático (PSD), Mário Viegas Carrascalão, acredita que os ataques contra o PR Ramos-Horta e PM Xanana Gusmão foram causados por uma conspiração política internacional.
“O grupo que fez o ataque foi talvez ajudado por algumas pessoas. Houve rumores de terem sido encontrados USD 20000 nas algibeiras de Alfredo quando ele morreu. Alguém lhe deu o dinheiro antes dele morrer, ou pôs o dinheiro nas algibeiras dele depois dele ter morrido. O seu corpo pode ter sido despejado em Metiaut depois de ter sido baleado noutro sítio,” disse o Sr. Carrascalão.
Carrascalão reiterou ainda o seu desejo de Timor-Leste criar uma Comissão Internacional Independente e de Inquérito para investigar os eventos escondidos em tanto mistério. (DN)
Peticionários aumentam para 607: O porta-vos da Operação Conjunta F-FDTL/PNTL, Tenente Coronel Filomeno Paixão, disse que os peticionários reunidos em Aitarak Laran aumentaram para 607 no Domingo à tarde (02/03). Em separado, o Major Marcos Tilman das F-FDTL disse que o Governo está a mostrar o seu compromisso de resolver os problemas providenciando segurança e outras facilidades no local da reunião. (DN)
TMR: o grupo de Salsinha não merece armas : O Comandante da Operação Conjunta F-FDTL/PNTL, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, disse que a Operação Conjunta está a continuar os seus esforços para urgir a Salsinha e ao seu grupo para seguirem os seus amigos e virem para Aitarak Laran, Dili. “Eles conhecem a nossa posição. Vamos dar-lhes ainda tempo para tomarem uma decisão; uma decisão sem violência,” disse TMR. (TP)
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Rebel rolls over and agrees to reveal all
The Sydney Morning Herald
Lindsay Murdoch in Darwin- 03 March 2008
A REBEL commander who was at the home of East Timor's President, Jose Ramos-Horta, the morning he was shot and seriously wounded has surrendered.
Amaro Da Costa, also known as "Susar", has agreed to tell all he knows in the biggest breakthrough so far in the investigation into the February 11 attacks in the capital, Dili, military sources revealed yesterday.
Da Costa, a former police commando, was a confidant of the rebel leader Alfredo Reinado who was killed during a gunfight at Mr Ramos-Horta's house.
His surprise surrender in a village near the town of Alieu, 120 kilometres south of Dili, early yesterday has fuelled speculation about the imminent surrender of other members of Reinado's gang who have been hunted in the mountains since the attacks.
The gang's leader, Gastao Salsinha, has been negotiating his surrender to the Catholic Church, military sources in Dili told the Herald.
The Prime Minister, Xanana Gusmao, who was also targeted in the attacks, has approved the church's role, saying he does not want the rebels killed during a hunt led by Australian SAS troops.
Mr Gusmao made a new appeal yesterday for the remainder of the rebels to surrender. "I am asking you to co-operate with the joint command so that people can live in tranquillity," he said from the government palace.
Filomeno Paixao, the head of the joint Timorese command established to hunt the rebels, confirmed after parading Da Costa at a press conference in Dili that negotiators have had direct contact with Salsinha.
"We hope he will surrender soon," Mr Paixao told journalists.
The surrender of Da Costa, the most feared of Reinado's men, follows the surrender of six of the rebels last week.
Salsinha, who took command of the gang after Reinado's death, appears left with little option but to surrender despite telling journalists he would never do so.
His support base has crumbled since the attacks; more than 500 former soldiers he once led have arrived in Dili in the lead-up to negotiations aimed at settling their grievances that date back to 2006, when 600 were sacked after they had gone on strike. The sackings sparked violent upheaval that left 37 people dead and forced 150,000 from their homes.
Mr Gusmao's government has indicated it is willing to give the former soldiers three years' salary or else reinstate them in the army.
Investigators in Dili told the Herald Da Costa's testimony will be a key to revealing Reinado's motive for leading a group of armed men to Mr Ramos-Horta's house on February 11. Security guards at the house have identified Da Costa, in his early 40s, as being there with Reinado.
Da Costa had been at Reinado's side since May 2006 when, according to a United Nations inquiry, Reinado and 11 of his men became involved in a gunbattle with Timorese soldiers that left five people dead and 11 wounded.
He was with Reinado in March last year during a botched attack by the SAS in the town of Same in the central mountains, and when Reinado led a mass escape from Dili's main jail in August 2006.
He walked calmly into Turiscai village at 2am yesterday and handed two high-powered weapons to Timorese security forces who had been hunting him.
Meanwhile, Mr Ramos-Horta continues to recover in Royal Darwin Hospital where he was visited at the weekend by the interim president, Fernando de Araujo. Relatives say he can sit up and is eager to return to work.
Tradução:
Amotinado entrega-se e concorda em revelar tudo
The Sydney Morning Herald
Lindsay Murdoch em Darwin- 03 Março 2008
Um comandante amotinado que esteve na residência do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, na manhã em que foi baleado e ferido com gravidade, entregou-se.
Amaro Da Costa, também conhecido como "Susar", concordou em contar tudo o que sabe no maior corta-caminho até agora na investigação aos ataques de 11 de Fevereiro na capital, Dili, revelaram ontem fontes militares.
Da Costa, um antigo comando da polícia, foi um homem de confiança do líder amotinado Alfredo Reinado que foi morto durante um tiroteio na cada do Sr Ramos-Horta.
A rendição de surpresa numa vilas perto da cidade de Alieu, a 120 quilometros a sul de Dili, ontem de manhã alimentou especulação sobre a eminência da rendição doutros membros do grupo de Reinado que têm sido perseguidos nas montanhas desde os ataques.
O líder do grupo, Gastão Salsinha, tem estado a negociar a sua rendição com a Igreja Católica, disseram ao Herald fontes militares de Dili.
O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, que também foi visado nos ataques, aprovou o papel da igreja, dizendo que não quer que os amotinados sejam mortos durante a perseguição liderada pelas tropas SAS Australianas.
Ontem, o Sr Gusmão fez um novo apelo para que os restantes amotinados se entreguem. "Peço-lhes que cooperem com o comando conjunto para que as pessoas possam viver com tranquilidade," disse do palácio do governo.
Filomeno Paixão, o responsável do comando conjunto Timorense estabelecido para procurar os amotinados, confirmou depois de ter apresentado Da Costa numa conferência de imprensa em Dili que os negociadores tiveram contacto directo com Salsinha.
"Esperamos que ele se entregue em breve," disse o Sr Paixão aos jornalistas.
A rendição de Da Costa, o homem de Reinado mais temido, segue-se à rendição de seis dos amotinados na semana passada.
Salsinha, que tomou o comando do grupo depois da morte de Reinado, parece ter ficado com pouca escolha mas entregar-se apesar de ter dito aos jornalistas que nunca o faria.
A sua base de apoio desmoronou-se desde os ataques; mais de 500 antigos soldados que outrora liderou chegaram a Dili para as negociações que visam resolver as suas queixas que vêm de 2006, quando 600 foram despedidos depois de terem entrado em greve. O despedimento desencadeou um levantamento violento que deixou 37 pessoas mortas e forçou 150,000 das suas casas.
O governo do Sr Gusmão indicou que quer dar aos antigos soldados três anos de salários ou então re-integrá-los nas forças armadas.
Investigadores em Dili disseram ao Herald que o testemunho de Da Costa será chave para revelar os motivos de Reinado em liderar um grupo de homens armados para a casa do Sr Ramos-Horta em 11 de Fevereiro. Os guardas da segurança da casa tinham identificado Da Costa, com pouco mais de 40 anos de idade como tendo lá estado com Reinado.
Da Costa tinha estado ao lado de Reinado desde Maio de 2006, quando de acordo com um inquérito da ONU, Reinado e 11 dos seus homens se envolveram num tiroteio com soldados Timorenses que deixaram cinco pessoas mortas e 11 feridas.
Ele esteve com Reinado em Março do ano passado durante um assalto falhado das SAS na cidade de Same nas montanhas centrais, e quando Reinado liderou uma fuga em massa da prisão principal de Dili em Agosto de 2006.
Ele entrou a caminhar calmamente na vila de Turiscai ontem às 2 am e entregou duas armas automáticas de grande potência às forças de segurança Timorenses que andavam à sua procura.
Entretanto, o Sr Ramos-Horta continua a recuperar no Royal Darwin Hospital onde este fim-de-semana foi visitado pelo presidente interino, Fernando de Araújo. Os familiares dizem que ele já se pode levantar e que está ansioso por regressar ao trabalho.
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Entrega-se participante no ataque a Ramos-Horta
DN, 03/03/08
Governo espera que grupo de Salsinha se entregue pacificamente
António Soares da Costa, um dos principais envolvidos no ataque ao Presidente timorense José Ramos-Horta, admitiu ontem em Díli ter tido envolvimento directo nesta acção protagonizada pelo grupo de militares rebeldes liderado por Alfredo Reinado.
Também conhecido por Susar, Soares da Costa entregou-se sábado à noite em Turiscai, localidade no Sudoeste do país de onde é natural, após mediação de Francisco Xavier do Amaral, que foi o presidente da efémera república proclamada pela Fretilin em 1974 e hoje dirige um partido político, a ASDT.
Falando em Díli, num encontro com a imprensa em que estiveram presentes o primeiro-ministro Xanana Gusmão e o tenente-coronel Filomeno Paixão, responsável pela operação em curso para capturar os militares rebeldes, Susar afirmou ter tido intervenção directa na acção, mas sem entrar em pormenores. Segundo fontes militares australianas, citadas ontem nos media deste país, terá sido Susar a alvejar Ramos-Horta.
O Presidente timorense, numa das suas primeiras declarações em Darwin, disse ter sido alvejado por alguém que era visto com frequência ao lado de Reinado ao longo da crise desencadeada em 2006 pelos militares peticionários. E, de facto, Susar acompanhou, em diferentes momentos, o grupo de Reinado, estando envolvido na preparação da fuga deste da prisão de Díli em Agosto daquele ano.
No encontro com a imprensa, Filomeno Paixão afirmou-se seguro de que o novo chefe dos militares rebeldes, o ex-tenente Gastão Salsinha, acabará por se entregar. "Continuamos a dar tempo ao grupo de Salsinha para reconsiderar a sua postura e tomar uma decisão correcta e pacífica na busca de solução para o seu caso", referiu o oficial timorense.
A rendição de Susar, comandante da guerrilha na época da ocupação indonésia e possuidor de boa reputação como militar, constitui um indicador de que os rebeldes a monte admitem estarem a perderem a sua margem de manobra e preferem negociar a sua entrega. Uma situação que interessa também ao poder em Díli, que evita assim a possibilidade de eventuais conflitos violentos. Até ao momento, entregaram-se 550 dos quase 600 envolvidos nos acontecimentos de 2006, segundo um porta-voz do Executivo timorense.
Outro sinal desta convergência de interesses, foi a divulgação ontem em Díli de um comunicado do Presidente da República interino, Fernando de Araújo, após um encontro em Darwin com Ramos-Horta, em que se pode ler que este último "perdoa ao falecido Alfredo Reinado e pede ao Governo que apoie a sua família". - A. C. M., com agências
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Ramos Horta transferido para Hospital Particular
Díli, 03 Fev (Lusa) - O Presidente da República timorense, José Ramos Horta, foi transferido hoje para o Hospital Particular de Darwin, Austrália, afirmou à agência Lusa fonte oficial do seu gabinete.
Ramos Horta deixou a unidade de cuidados intensivos do Hospital Real de Darwin poucos minutos antes das 17:00 (07:00 em Lisboa), sendo transferido para o Hospital Particular, contíguo ao hospital onde se encontrava.
O chefe de Estado timorense, gravemente ferido num tiroteio junto à sua residência em Díli, foi evacuado para Darwin poucas horas após o ataque, a 11 de Fevereiro.
José Ramos Horta recebeu este fim-de-semana as visitas do Presidente interino, Fernando "La Sama" de Araújo", do secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, do deputado e dirigente da Fretilin Estanislau da Silva e do chefe da missão da ONU em Timor-Leste, Atul Khare.
Fernando "La Sama" de Araújo declarou que José Ramos Horta está "a recuperar muito bem" e está "muito lúcido".
O ataque de 11 de Fevereiro foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que morreu, com um homem do seu grupo.
Kaer Susar, o primeiro elemento do grupo de Alfredo Reinado que admite ter participado no ataque, e que se rendeu sábado passado às autoridades timorenses, vai ser hoje ouvido por um juiz em Díli.
PRM
Lusa/Fim
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Susar presente a Tribunal pelas 17:00 para interrogatório
Kaer Susar, um dos elementos do grupo de Alfredo Reinado que se entregou às autoridades, vai ser ouvido no Tribunal para interrogatório pelas 17:00.
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domingo, março 02, 2008
Ramos-Horta deixa o hospital de Darwin dentro de uma semana
Público
26.02.2008 - 10h58
José Ramos-Horta, Presidente da República de Timor-Leste, deverá ter alta do hospital de Darwin, na Austrália, dentro de uma semana, sendo então transferido para uma casa particular enquanto não poder voar de regresso a Díli, indica a RTP no seu serviço noticioso online.
José Ramos-Horta, estará "talvez mais uma semana no hospital" em Darwin, na Austrália, informou hoje a sua irmã Romana Horta no habitual contacto com os jornalistas. Segundo esta familiar, o chefe de Estado timorense continua na unidade de cuidados intensivos do Hospital Real de Darwin, "mas já fora de perigo" e "por enquanto, recebe apenas visitas dos familiares".
José Ramos-Horta comeu "alimentos sólidos" pelo segundo dia e já consegue estar sentado ao mesmo tempo que a direcção do hospital instalou um gabinete para o pessoal da Presidência timorense trabalhar. Dentro se uma semana o Presidente timorense deverá mudar-se para uma casa em Darwin, altura em que deverá ter alta médica, ficando aí instalado até ao dia em que for possível a Ramos-Horta voar para Díli, o que apenas acontecerá dentro de um mês.
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Ramos-Horta perdoa Reinado e pede apoio para a família
Díli, 03 Mar (Lusa) - O presidente da República timorense perdoou Alfredo Reinado, responsável pelos ataques de 11 de Fevereiro e que foi morto na altura, e pediu ao Governo que apoie a sua família, afirmou hoje o chefe de Estado interino.
Num comunicado oficial, Fernando "La Sama" de Araújo escreve que José Ramos-Horta "perdoa ao falecido Alfredo Reinado e pede ao Governo que apoie a sua família".
"La Sama" de Araújo visitou José Ramos-Horta no Real Hospital de Darwin, onde o Presidente da República continua hospitalizado.
José Ramos-Horta foi atingido com gravidade durante um ataque à sua residência em Díli liderado pelo major Alfredo Reinado, no qual o militar fugitivo perdeu a vida.
Segundo "La Sama" de Araújo, que visitou José Ramos-Horta durante cerca de duas horas, o chefe de Estado "está a recuperar muito bem".
"O presidente está muito lúcido, mostrando a sua preocupação pelo país e a responsabilidade do chefe de Estado", acrescentou Fernando "La Sama" de Araújo num comunicado distribuído hoje pela Presidência timorense.
José Ramos-Horta pediu a Fernando "La Sama" de Araújo que fosse conduzida uma investigação detalhada ao duplo ataque de 11 de Fevereiro, de que também foi alvo o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Com a morte de Alfredo Reinado, o seu grupo passou a ser liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, que continua fugido.
Hoje, em Díli, o Comando Conjunto da operação "Halibur" anunciou a entrega de Kaer Susar, um dos elementos mais importantes do antigo grupo de Reinado.
Pouco depois de chegar a Díli, Susar reconheceu aos jornalistas que participou no ataque ao Presidente da República e que "estava ao portão" da residência.
Susar entregou-se às autoridades em Turiscai, Manufahi, com a colaboração de Francisco Xavier do Amaral, natural da mesma aldeia, que depois fez o contacto com o Comando Conjunto da operação "Halibur".
Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin e ex-primeiro-ministro, também visitou José Ramos-Horta em Darwin este fim-de-semana, na companhia de outro ex-chefe de governo, o deputado Estanislau da Silva.
Segundo Mari Alkatiri, José Ramos-Horta afirmou ter reconhecido quem quem disparou sobre si, um elemento do grupo de Alfredo Reinado.
PRM.
Lusa/fim
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East Timor rebel leader surrenders
Last Updated 02/03/2008, 18:51:53 Select text size:
The rebel leader who surrendered himself to East Timor's authorities says he was involved in last month's attacks on the country's President and Prime Minister.
The Prime Minister who escaped unharmed ordered a joint police and military command to track down the rebels.
Amaro da Costa, also known as Susar, was the second most wanted man in connection with the attacks, that have left the President Ramos Horta seriously injured.
The rebel has said he surrendered because he wants to restore calm in his country.
The head of the joint police and military force said they have also made contact with their most wanted man, rebel leader Gastao Salsinha.
He took over the command from Alfredo Reinado, who was killed during the attack on the President.
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President Ramos-Horta forgives the deceased Alfredo Reinado and asks the Government to support Alfredo’s Family
Darwin, 2nd of March 2008
Media Release
The President of Timor-Leste, DR Jose Ramos-Horta has received the visit of the Interim President Fernando “Lasama” de Araujo at the Royal Darwin Hospital. The two leaders met for almost two hours.
After the visit, the Interim President stated that the purpose of the visit was to see the good recovery of the President of the Republic, to inform him of the general situation in the country, and to convey the best wishes from the people of Timor-Leste.
The Interim President “Lasama” said that the Presidents recovery is progressing very well.
“The President is very lucid, showing his concern for the country and the responsibility of the Head of State.
“The President also express gratitude to the nation and to the church for their prayers and asked people to stop the violence,” said the Interim President.
“The President also express his trust in me as the Interim President, the National Parliament and the Government and asked everyone to continue working well for the good of the country. The President also said that he forgives the deceased Alfredo Reinado Alves and asked the Government to support Alfredo’s family.” added the Interim President.
Interim President Lasama added that President Ramos-Horta had asked that a thorough investigation be conducted into the incidents on the 11th of February.
President Ramos-Horta also received visits from the United Nations Special Representative in Timor-Leste, DR Atul Khare, the former Prime Minister, Dr Mari Alkatiri, Estanislau Aleixo da Silva and Crown Prince of Kuwait, Sheikh Saad Al-Abdullah Al-Sabah.
END
TRADUÇÃO:
Presidente Ramos-Horta perdoa ao falecido Alfredo Reinado e pede ao Governo para apoiar a família de Alfredo
Darwin, 2 de Março 2008
Comunicado de imprensa
O Presidente de Timor-Leste, DR José Ramos-Horta recebeu a visita do Presidente interino Fernando “Lasama” de Araújo no Royal Darwin Hospital. Os dois líderes encontraram-se durante quase duas horas.
Depois da visita, o Presidente Interino afirmou que o propósito da visita era ver a boa recuperação do Presidente da República, informá-lo da situação geral no país, e transmitir-lhes os melhores votos do povo de Timor-Leste.
O Presidente Interino “Lasama” disse que a recuperação do Presidente está a progredir muito bem.
“O Presidente está muito lúcido, a mostrar a sua preocupação pelo país e a responsabilidade do Chefe de Estado.
“O Presidente também expressou a gratidão à nação e à igreja pelas suas orações e pede ao povo para parar a violência,” disse o Presidente Interino .
“O Presidente expressou ainda a sua confiança em mim como Presidente Interino, Parlamento Nacional e Governo e pediu a toda a gente para continuar o bom trabalho para o bem do país. O Presidente disse ainda que perdoa ao falecido Alfredo Reinado Alves e pediu ao Governo para apoiar a família de Alfredo.” acrescentou o Presidente Interino.
O Presidente Interino Lasama acrescentou que o Presidente Ramos-Horta tinha pedido uma investigação rigorosa aos incidentes de 11 de Fevereiro.
O Presidente Ramos-Horta recebeu também visitas do Representante Especial das Nações Unidas em Timor-Leste, DR Atul Khare, o antigo Primeiro-Ministro, Dr Mari Alkatiri, Estanislau Aleixo da Silva e Príncipe do Kuwait, Sheikh Saad Al-Abdullah Al-Sabah.
FIM
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Senior East Timor rebel soldier surrenders
Sat Mar 1, 2008 10:04pm EST
DILI, March 2 (Reuters) - A senior East Timorese rebel soldier accused of being involved in attacks on the tiny country's president and prime minister last month surrendered on Sunday, a military official said.
Rebel soldiers attacked the home of President Jose Ramos-Horta on Feb. 11, seriously wounding him during a gunfight. Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt in a separate attack the same morning, ordered the country's military and police forces to form a joint command to arrest followers of rebel leader Alfredo Reinado, who was killed in the attacks.
Amaro da Costa, also known as Susar, surrendered to the joint command in Turiscai, 120 km (75 miles) south of the capital Dili, Filomeno Paixao, head of the joint command, told a news conference on Sunday.
Arrest warrants had been issued against 17 people suspected of involvement in the attack, including deputy rebel leader Da Costa and Gastao Salsinha, who took command of rebel soldiers after Reinado was killed during the attack on Ramos-Horta.
"We have also had direct and indirect contact with rebel leader Gastao Salsinha," said Paixao, adding that he hoped the rebel leader would also surrender soon.
Prime Minister Gusmao urged Da Costa and other rebels to cooperate.
"I am asking you to cooperate with the joint command so that people can live in tranquility", Gusmao said at the government palace.
Asia's youngest nation, under a state of emergency since the attacks, has been unable to achieve stability since hard-won independence in 2002.
The army tore apart along regional lines in 2006, when about 600 soldiers were sacked, triggering factional violence that killed 37 people and drove 150,000 from their homes.
Foreign troops were sent to restore order in the former Portuguese colony of about one million people, which gained full independence from Indonesia after a U.N.-sponsored vote in 1999 that was marred by violence.
The U.N. Security Council last week extended for another year the mandate for the U.N. peacekeeping mission in East Timor, saying the security and humanitarian situation in the country remained fragile.
(Reporting by Tito Belo, Writing by Ed Davies; Editing by Jan Dahinten)
TRADUÇÃO:
Rende-se soldado amotinado de topo de Timor-Leste
Sábado Mar 1, 2008 10:04pm EST
DILI, Março 2 (Reuters) – Um soldado amotinado de topo Timorense acusado de ter estado envolvido nos ataques no pequeno país ao presidente e primeiro-ministro no mês passado rendeu-se no Domingo, disse um oficial das forças militares.
Soldados amotinados atacaram a casa do Presidente José Ramos-Horta em 11 de Fevereiro, ferindo-o gravemente durante um tiroteio. O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que escapou ileso num ataque separado na mesma manhã, ordenou às forças militares e policiais do país para formarem um comando conjunto para prender os seguidores do líder amotinado Alfredo Reinado, que foi morto nos ataques.
Amaro da Costa, também conhecido como Susar, entregou-se ao comando conjunto em Turiscai, 120 km (75 milhas) a sul da capital Dili, contou Filomeno Paixão, responsável do comando conjunto, numa conferência de imprensa no Domingo.
Foram emitidos mandatos de captura contra 17 pessoas suspeitas de envolvimento no ataque, incluindo o vice-líder amotinado Da Costa e Gastão Salsinha, que tomou o comando dos soldados amotinados depois de Reinado ser morto durante o ataque a Ramos-Horta.
"Também tivemos contactos directos e indirectos com o líder amotinado Gastão Salsinha," disse Paixão, acrescentando que espera que o líder também se entregue em breve.
O Primeiro-Ministro Gusmão urgiu Da Costa e outros amotinados para cooperarem.
"Peço-lhes que cooperem com o comando conjunto para que as pessoas possam viver com tranquilidade", disse Gusmão no palácio do governo.
A mais jovem nação da Ásia, sob estado de emergência desde os ataques, tem sido incapaz de alcançar a estabilidade desde a independência duramente conquistada em 2002.
As forças armadas fracturaram-se ao longo de linhas regionais em 2006, quando cerca de 600 soldados foram despedidos, desencadeando violência de facções que mataram 37 pessoas e levaram 150,000 das suas casas.
Tropas estrangeiras foram enviadas para restaurar a ordem na antiga colónia Portuguesa de cerca de um milhão de habitantes, que ganhou a independência completa da Indonésia depois dum referendo patrocinado pela ONU em 1999 que ficou marcado pela violência.
O Conselho de Segurança da ONU na semana passada prolongou por outro ano o mandato para a missão de manutenção da paz em Timor-Leste, dizendo que a situação de segurança e humanitária no país se mantém frágil.
(Relatado por Tito Belo, Escrito por Ed Davies; Editado por Jan Dahinten)
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Suspect Arrest in East Timor Prez Attack
By GUIDO GOULART – 2 hours ago
DILI, East Timor (AP) — An ex-policeman suspected of having shot and wounded East Timor's president last month was in custody Sunday after surrendering to police, military officials said.
Amaro da Costa turned himself in without a fight late Saturday, handing over two automatic weapons and some ammunition, Lt. Col. Filomeno Paixao said. Two military officials, speaking on condition of anonymity because the investigation is ongoing, described da Costa as an ex-policeman suspected in the shooting.
President Jose Ramos-Horta is still recovering from the attack outside his home on Feb. 11. Prime Minister Xanana Gusmao escaped unharmed from an ambush on his motorcade the same day.
The attacks highlighted the nation's volatility six years after declaring independence, and were the latest chapter in a bitter dispute between hundreds of renegade troops and the government.
Da Costa told reporters Sunday he "was involved" in the Feb. 11 "incident" at Ramos-Horta's residence, but provided few other details.
TRADUÇÃO:
Preso suspeito de ataque a Presidente de Timor-Leste
Por GUIDO GOULART – 2 horas atrás
DILI, Timor-Leste (AP) — Um ex-polícia suspeito de ter baleado e ferido o presidente de Timor-Leste no mês passado está sob custódio, desde Domingo depois de se render à polícia, disseram fontes militares.
Amaro da Costa entregou-se sem luta no final de Sábado, entregando duas armas automáticas e algumas munições, disse o Tenente-Coronel Filomeno Paixão. Dois oficiais das forças militares, falando em condições de anonimato porque a investigação está em curso, descreveu da Costa como um ex-polícia suspeito dos tiros.
O Presidente José Ramos-Horta está ainda a recuperar do ataque no exterior da sua casa em 11 de Fevereiro. O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão escapou ileso duma emboscada à sua caravana no mesmo dia.
Os ataques iluminam a volatibilidade da nação seis anos depois de ter declarado a independência, e foram o último capítulo duma disputa amarga entre centenas de soldados desertores e o governo.
Da Costa disse aos repórteres no Domingo que "esteve envolvido" no "incidente " de 11 de Fevereiro no residência de Ramos-Horta, mas deu poucos detalhes.
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Maioria dos peticionários timorenses está acantonada
Público, 02.03.2008
Jorge Heitor
Mandato da missão das Nações Unidas que integra portugueses foi prorrogado por um ano
O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, visitou ontem o acantonamento de Aitarak Laran, em Díli, onde já encontram 581 dos 592 signatários de uma petição em que se consideraram discriminados e que em 2006 foram afastados das Forças Armadas. Mas não se sabe qual é que será o futuro dos mesmos. Os que ainda se encontram a monte são liderados pelo antigo tenente Gastão Salsinha, que há um mês actuava em coordenação com o ex-rebelde Alfredo Reinado, morto no dia 11 de Fevereiro à entrada da residência do Presidente, José Ramos-Horta, que na sequência desse incidente viria a ser gravemente ferido a tiro.
As tropas e polícias timorenses apreenderam na semana passada armas de fabrico rudimentar e detiveram uma cidadão estrangeiro, de nacionalidade não especificada, suspeito de ter ajudado elementos rebeldes em ataques tanto a Ramos-Horta como a Xanana.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas, por seu lado, prorrogou por um ano, até 26 de Fevereiro de 2009, o mandato da missão integrada da ONU em Timor-Leste (MINUT). Criada em Agosto de 2006, esta missão é composta por 1480 polícias (incluindo 199 portugueses, tanto da GNR como da PSP) e mais de 1200 funcionários civis. O seu objectivo é ajudar o Governo timorense a estabilizar o país, promover uma cultura de governação democrática e facilitar o diálogo político, que se tem revelado extremamente complexo.
O Conselho de Segurança condenou em termos enérgicos os alegados ataques de 11 deste mês contra o Presidente, que permanece internado na cidade australiana de Darwin, e o primeiro-ministro, que nada sofreu. E pediu ao povo de Timor-Leste que permaneça calmo, dando prova de contenção, perante as muitas dúvidas ainda existentes sobre o que é que na verdade se terá passado há 20 dias. Na ausência de Ramos-Horta, a chefia do Estado está a ser exercida interinamente pelo presidente do Parlamento, Fernando Lasama de Araújo, líder do Partido Democrático (PD), uma das componentes da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP), constituída em 10 de Julho do ano passado.
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CrisisWatch N°55, 1 March 2008
CrisisWatch N°55
1 March 2008
full report in PDF
Twelve actual or potential conflict situations around the world deteriorated in February 2008, and four improved, according to the new issue of CrisisWatch, released today.
The situation deteriorated in Armenia, where – as CrisisWatch went to press – a violent crackdown sought to suppress eleven days of protests after presidential elections that the opposition claimed were rigged. A state of emergency has been declared, and armed forces are reportedly mobilising for broader repression.
Attacks on Timor-Leste’s president and prime minister underlined the need for security sector reform in the fragile country. Yet their aftermath – including the killing of former head of military police Alfredo Reinado, who led the attack on the president – presents an opportunity for the government to address key issues.
Rebels in Chad launched a major assault on the capital N’Djamena in which hundreds were killed and thousands displaced. A state of emergency is still in place amid reports of a heavy government crackdown. In Darfur, the Sudanese government attacked three towns and an IDP camp from both ground and air, marking the worst violence in the region in months.
The situation also deteriorated in Cameroon, Comoros Islands, DR Congo, Ethiopia/Eritrea, Israel/Occupied Territories, Philippines, Serbia and Somalia.
The situation improved in Kosovo, as its 17 February declaration of independence was met with widespread celebrations and limited unrest in Serb enclaves. In Kenya, a power-sharing deal ended a month of difficult negotiations between President Mwai Kibaki and opposition leader Raila Odinga, as the country began to move forward from its post-election political crisis, though the situation is still very fragile. In Pakistan, opposition parties swept to power in relatively peaceful mid-month elections. And in Cyprus, President-elect Christofias vowed to meet at the “earliest possible date” for reunification talks with his Turkish-Cypriot counterpart.
For March 2008, CrisisWatch identifies Armenia, Comoros Islands and Kenya as Conflict Risk Alerts. It identifies Cyprus, Pakistan, Timor-Leste and Uganda as Conflict Resolution Opportunities.
...
TRADUÇÃO:
CrisisWatch N°55, 1 Março 2008
CrisisWatch N°55
1 Março 2008
Relatório completo em PDF
Doze das actuais situações de conflito ou com potencial de conflito à volta do mundo deterioraram-se em Fevereiro de 2008, e quatro melhoraram, de acordo com a edição de notícias da CrisisWatch, emitido hoje.
A situação deteriorou-se na Arménia, onde – quando a CrisisWatch saía para a imprensa – há uma acção violenta para acabar com o protesto de onze dias depois das eleições presidenciais que a oposição afirma terem sido falsificadas. Foi declarado o estado de emergência, e segundo relatos as forças armadas estão-se a mobilizar para maior repressão.
Os ataques ao presidente e primeiro-ministro de Timor-Leste sublinham a necessidade da reforma do sector da segurança no país frágil. Contudo as consequências – incluindo a morte do antigo chefe da polícia militar Alfredo Reinado, que liderou o ataque ao presidente – apresenta uma oportunidade para o governo resolver questões chave.
Amotinados no Chad lançaram um assalto maior à capital N’Djamena no qual foram mortos centenas e milhares deslocados. Foi também declarado um estado de emergência que ainda decorre, no meio de relatos de pesada acção do governo. Em Darfur, o governo Sudanês atacou três cidades e um campo de deslocados por terra e ar, marcando a pior violência na região em meses.
A situação também se deteriorou nos Camarões, Ilhas Comoros, RD Congo, Etiópia/Eritreia, Israel/Territórios Ocupados, Filipinas, Sérvia e Somália.
A situação melhorou no Kosovo, onde a declaração de independência de 17 Fevereiro desencadeou celebrações alargadas e desassossego limitado nos enclaves Servios. No Quénia um acordo de partilha de poder acabou um mês de negociações difíceis entre o Presidente Mwai Kibaki e o líder da oposição Raila Odinga, quando o país começa a avançar da sua crise política pós-eleições, apesar da situação ser ainda muito frágil. No Paquistão, os partidos da oposição ganharam o poder em eleições relativamente pacíficas em meados do mês. E no Chipre, o Presidente eleito Christofias prometeu encontrar-se na “data mais cedo possível” para conversações de reunificação com o seu colega Cipriota Turco.
Para Março 2008, CrisisWatch identifica Arménia, Ilhas Comoros e Quénia como Alertas de Risco de Conflito. Identifica Chipre, Paquistão, Timor-Leste e Uganda como Oportunidades de Resolução de Conflito.
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Key soldier wanted in ETimor attacks surrenders
Sat Mar 1, 11:09 PM ET
DILI (AFP) - A key renegade soldier sought in connection with last month's attacks on the leadership of East Timor has surrendered, the head of the country's joint military and police operation said here Sunday.
Amaro da Silva Susar, the second most wanted person in the February 11 attacks that left President Jose Ramos-Horta seriously wounded, turned himself in Saturday night, a spokesman for the joint effort, Filomeno Paixa de Jesus, told a press conference.
Susar, who surrendered in the Aileu district, just southeast of the capital Dili, said he participated in the assault on Ramos-Horta at the president's private residence.
"Yes I was involved. I stood at the gate," Susar told the press conference, adding however, that he was not the person who shot the president.
"I surrendered because I want my country to progress in the future, so its people can live in
calm," he said.
Authorities have issued at least 17 arrest warrants for renegade soldiers accused of taking part in the attacks, which included an ambush on Prime Minister Xanana Gusmao who survived uninjured.
Topping their most wanted list is Gustao Salsinha, the right hand man of rebel leader Alfredo Reinado, who was shot dead during the attack on Ramos-Horta.
Australian-led international peacekeepers along with UN forces have been assisting the search.
Ramos-Horta, the Nobel peace laureate, is recovering in a hospital in northern Australia.
Hospital officials say he has responded well to five operations to repair damage caused by bullet wounds to the back and chest.
International forces were originally dispatched to East Timor at the government's request after unrest in 2006 flared among military and police factions, causing bloody street violence that left 37 people dead.
TRADUÇÃO:
Soldado chave procurado pelos ataques em Timor-Leste entrega-se
Sábado, Mar 1, 11:09 PM ET
DILI (AFP) – Um soldado desertor chave procurado em conexão com os ataques no mês passado à liderança de Timor-Leste entregou-se, disse aqui no Domingo o responsável da operação conjunta da polícia e forças militares do país.
Amaro da Silva Susar, a segunda pessoa mais procurada nos ataques de 11 de Fevereiro que deixaram o Presidente José Ramos-Horta seriamente ferido, entregou-se no Sábado à noite, disse o porta-voz para o esforço conjunto, Filomeno Paixão de Jesus, numa conferência de imprensa.
Susar, que se rendeu no distrito de Aileu, imediatamente a sudeste da capital Dili, disse que ele participou no assalto a Ramos-Horta na casa particular presidente.
"Sim, estive envolvido. Fiquei no portão," disse Susar na conferência de imprensa, acrescentando, contudo, que não foi ele quem baleou o presidente.
"Rendi-me porque quero que o meu país progrida para o futuro, para que o seu povo possa viver em paz," disse.
As autoridades emitiram pelo menos 17 mandatos de captura para soldados desertores acusados de participarem nos ataques, que incluiu uma emboscada ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão que sobreviveu ileso.
No topo da lista dos mais procurados está Gustão Salsinha, o homem de mão do líder amotinado que foi morto a tiro durante o ataque a Ramos-Horta.
Tropas internacionais lideradas pelos Australianos com forças da ONU têm assistido à procura.
Ramos-Horta, o laureado do Nobel da paz, está a recuperar num hospital no norte da Austrália. Funcionários do Hospital dizem que ele reagiu bem a cinco operações para reparar os estragos causados por ferimentos de balas nas costas e pescoço.
As forças internacionais foram originalmente despachadas para Timor-Leste a pedido do governo depois do desassossego em 2006 ter irrompido entre facções dos militares e da polícia, causando violência sangrenta nas ruas que deixou 37 pessoas mortas.
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Susar entregou-se e admite participação no ataque a PR
Díli, 02 Mar (Lusa) - Kaer Susar, um dos elementos do grupo de Alfredo Reinado, entregou-se hoje às autoridades e admitiu ter participado do ataque à residência do Presidente da República.
A rendição de Susar foi anunciada em conferência de imprensa pelo Comando Conjunto da operação "Halibur" de captura dos responsáveis pelo duplo ataque de 11 de Fevereiro contra o chefe de Estado e o primeiro-ministro.
Susar chegou apenas cerca de 15 minutos antes ao centro de conferências onde funciona o Comando Conjunto, transportado pela Polícia Nacional a partir da aldeia de Turiscai, distrito de Manufahi, sudoeste do país.
Susar admitiu aos jornalistas que tomou parte na operação à residência de José Ramos-Horta, com o grupo chefiado pelo major Alfredo Reinado, que viria a morrer no ataque.
"Sim, participei. Estava ao portão" da residência, afirmou Kaer Susar na breve conferência de imprensa.
Susar rendeu-se com duas armas, uma AL 33 e um FNC, que afirmou hoje terem sido usadas no ataque ao chefe de Estado.
O tenente-coronel Filomeno Paixão, 1º comandante da operação "Halibur", que apresentou Kaer Susar e as armas apreendidas, manifestou "a profunda gratidão" do Comando Conjunto a Susar "pela sua cooperação, ao optar pela via pacífica para a resolução dos seus e dos nosso problemas".
O oficial das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, agradeceu também a Francisco Xavier do Amaral, proclamador da independência e primeiro Presidente da República em 1975, pela ajuda na rendição de Susar.
Kaer Susar e Francisco Xavier do Amaral são naturais de Turiscai e foi o ex-Presidente da República, líder da ASDT, que o antigo companheiro de Alfredo Reinado contactou primeiro para se entregar ás autoridades.
"Continuamos a dar tempo ao grupo de Gastão Salsinha para reconsiderar na sua postura e tomar uma decisão correcta e pacífica na busca de solução para o seu caso", afirmou o tenente-coronel Filomeno Paixão.
O ex-tenente Gastão Salsinha liderou o grupo que atacou a coluna onde seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e passou a chefiar o grupo de Alfredo Reinado desde a morte do major.
O tenente-coronel Filomeno Paixão tem "fé" na rendição de Salsinha em breve, considerando-a "indubitável".
PRM
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Comandante neozelandês encontra "alguma normalidade" em Díli
Díli, 01 Mar (Lusa) - O comandante das Forças de Defesa da Nova Zelândia (NZDF), general Louis Joseph Gardiner, afirmou hoje em Díli que encontrou "alguma normalidade" nesta sua visita a Timor-Leste.
O general Lou Gardiner recordou que, quando esteve pela primeira vez no país, em Outubro de 1999, "a região de Suai estava deserta e havia pessoas a sair das montanhas".
O comandante da NZDF, que esteve em Díli com o contingente "kiwi", declarou que "a Nova Zelândia, a Austrália e outros países precisam de estar [em Timor Leste] para que a jovem nação tenha um ambiente seguro que possibilite a confiança para seguir em frente".
O general Lou Gardiner sublinhou a "contribuição significativa" da NZDF para a estabilização de Timor-Leste.
"Fico sempre impressionado com a facilidade do soldado médio neozelandês para fazer amizade e se envolver com o povo timorense", declarou o general na base do contingente da NZDF no centro de Díli, conhecido por "Kiwi Lines".
O general Lou Gardiner, que ascendeu à chefia da NZDF em Maio de 2006, serviu em Timor-Leste 12 meses, entre o ano 2000 e 2001, como o chefe dos observadores militares da primeira missão das Nações Unidas, a Autoridade Transitória dirigida por Sérgio Vieira de Mello.
Militares da Nova Zelândia e da Austrália integram, desde 2006, as Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Timor-Leste.
A Nova Zelândia tem actualmente em Timor-Leste 25 polícias, 142 soldados e dois oficiais de ligação. Nos últimos dez meses, as NZDF forneceram também dois helicópteros "Iroquois" e 32 elementos de tripulação e manutenção.
PRM.
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sábado, março 01, 2008
Acantonamento dos peticionários é "um meio-sucesso" - Xanana Gusmão
Díli, 01 Mar (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, classificou hoje um "meio-sucesso" o acantonamento de peticionários, antigos elementos das Forças Armadas que desertaram por se considerarem discriminados, que registou até hoje 581 entradas.
O acantonamento "é um meio-sucesso na medida em que ainda vamos ver como resolvemos os problemas dos peticionários", afirmou o primeiro-ministro no final de uma visita ao campo de Aitarak Laran, em Díli.
Por proposta do Governo, os peticionários das Forças Armadas iniciaram o acantonamento em Díli a 07 de Fevereiro, dois anos depois da petição que motivou a sua saída dos quartéis e a sua expulsão da instituição militar.
"Na realidade, o processo para acantonamento iniciou-se nos princípios de Dezembro (de 2007), mas teve algumas dificuldades", afirmou Xanana Gusmão, recordando as negociações com os peticionários, então liderados pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
"Agora estão quase todos" os 592 signatários da petição que, em 2006, alegou discriminação de base regional no seio das Forças Armadas.
"Hoje pedi-lhes para cada um pensar no dever que tem para contribuir para uma solução, em vez de terem apenas a percepção do seu direito", disse Xanana Gusmão.
"Disse-lhes hoje, aqui em Aitarak Laran, que em Timor o que falha muitas vezes é a percepção de que cada um tem direitos e deveres", sublinhou o primeiro-ministro.
Xanana Gusmão anunciou aos peticionários que na próxima semana começarão a ter várias actividades no campo de Aitarak Laran.
"Esperemos que até ao fim da semana tenhamos já uma luz sobre a solução para o caso de todos eles", afirmou o primeiro-ministro.
Xanana Gusmão recusou comentar as hipóteses de rendição de Gastão Salsinha, que lidera o grupo antes liderado pelo major Alfredo Reinado.
Reinado, que liderou o ataque contra o Presidente da República, José Ramos-Horta, dia 11 de Fevereiro, morreu na residência do chefe de Estado.
Pouco depois, Gastão Salsinha liderou um ataque à coluna onde seguia o primeiro-ministro.
PRM.
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Ramos-Horta disse a Alkatiri que "conhece quem disparou" sobre ele
Díli, 01 Mar (Lusa) - José Ramos-Horta "conhece o homem que disparou sobre ele, um elemento do grupo de Alfredo Reinado, embora não saiba o nome", contou hoje Mari Alkatiri à Lusa depois de visitar o presidente de Timor-Leste, hospitalizado na Austrália.
Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, visitou hoje o chefe de Estado timorense no Hospital Real de Darwin, onde José Ramos-Horta continua a recuperar do ataque de que foi alvo em Díli a 11 de Fevereiro.
"O presidente viu quem atirou sobre ele", afirmou Mari Alkatiri, contactado por telefone em Darwin pela Lusa.
"É um elemento do grupo de Alfredo Reinado de quem ele não sabe o nome, mas de quem ele conhece a cara, dos encontros que teve com Reinado", acrescentou Mari Alkatiri, repetindo o que lhe contou hoje José Ramos-Horta.
O presidente da República liderou, desde a sua eleição em Maio de 2007, o processo negocial que visava a resolução do problema de Alfredo Reinado, principal rosto da crise política e militar de 2006, acusado de crimes de homicídio, rebelião contra o Estado e posse ilegal de material de guerra.
O major fugitivo Alfredo Reinado liderou o ataque à residência de José Ramos-Horta em Díli, no qual viria a morrer com outro elemento do seu grupo, e no qual o presidente da República foi ferido com gravidade.
A referência ao autor dos disparos de que foi alvo José Ramos-Horta "foi a única vez que o nome de Alfredo Reinado foi pronunciado durante a conversa de hoje", explicou Mari Alkatiri à Lusa.
De resto, "não tocámos no nome de Alfredo" durante os 45 minutos que durou a visita no hospital, sublinhou o dirigente da Fretilin, ex-primeiro-ministro e agora líder da oposição.
"Foi uma visita de amigos. Eu disse ao presidente que não estava em Darwin para discutir assuntos políticos. Isso fica para depois do seu regresso às funções", explicou Mari Alkatiri à Lusa.
Segundo o dirigente da Fretilin, José Ramos-Horta "está bem disposto, fisicamente muito magro, mas intelectualmente muito lúcido".
Alkatiri e Ramos-Horta trocaram piadas na visita de hoje, segundo o dirigente da Fretilin.
"Eu disse-lhe que ele já ressuscitou. Ele, que acredita na ressurreição", contou Mari Alkatiri à Lusa.
"Além disso, falámos da situação timorense, mas só da parte positiva. Falámos da operação militar e policial" de captura dos responsáveis pelo duplo ataque de 11 de Fevereiro.
"Comentámos que é uma operação na qual ainda nenhum tiro foi disparado para ferir ou matar alguém e falámos da resposta positiva dos peticionários ao processo de acantonamento", adiantou Mari Alkatiri.
"O presidente Ramos-Horta quer acompanhar cada vez mais o que se passa em Timor-Leste e está completamente consciente do que se passa em Díli. No entanto, as informações sobre a situação actual foram prestadas antes pelo presidente interino", Fernando 'La Sama" de Araújo.
O Presidente interino viajou também hoje para Darwin, no mesmo avião em que seguiram Mari Alkatiri e o chefe da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), Atul Khare.
Sobre os ataques de 11 de Fevereiro, José Ramos-Horta manifestou a Mari Alkatiri "a vontade de uma investigação profunda".
"Mas ele continua a acreditar na busca do consenso e à Fretilin pediu que colaborasse nos esforços de diálogo", afirmou o secretário-geral da Fretilin, partido vencedor das eleições de Junho de 2007.
A hipótese de eleições antecipadas não foi falada na visita de hoje, mas Mari Alkatiri afirmou à Lusa que, "se acontecerem, terão que ser em 2009".
Mari Alkatiri foi portador de uma mensagem do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que enviou "um abraço" ao chefe de Estado em convalescença.
PRM.
Lusa/fim
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Malai Azul 2
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Timor e a mulher de César
Blog Olhó lafaek!...
Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Timor e a mulher de César
Do relato de imprensa da UNMIT publicado em 28FEV08:
"AFP-UNPol descobrem balas na residência do PM:
A Equipa de Investigação da Polícia Federal Australiana e a PNTL que estão a conduzir o exercício de reconstituição dos eventos de 11 de Fevereiro na residência do PM Xanana descobriram 16 balas no local. O Procurador-Geral da República (PGR) Longuinhos Monteiro disse que as balas serão enviadas para Darwin, Austrália para testes balísticos. O PGR Monteiro disse que o FBI foi excluído do exercício de reconstituição, mas que a Polícia Federal Australiana (AFP) tirou fotografias aéreas do sítio para ajudar a localizar os pontos de disparos."
Assim não vão lá!... Que me lembre, em todos os testemunhos sobre os incidentes que terão --- acredito que tenham mas esta é a linguagem mais apropriada quando estão a decorrer investigações sobre o assunto --- envolvido o Primeiro Ministro de Timor Leste, nunca foi referida a existência de disparos junto da/contra a casa do mesmo. As únicas referências que foram feitas (pelo próprio XG) foram as da existência de "fogo cerrado" (sic) contra as viaturas da sua comitiva quando a caminho de Dili.
Como é que aparecem agora estas balas? Certamente haverá uma explicação mas...
Num inquérito a uma situação destas pretende-se principalmente duas coisas:
a) em primeiro lugar descobrir a verdade; e
b) em segundo lugar (mas não menos importante) assegurar que ninguém, jamais (em francês! Ler "jamé" como o outro!... :-) ) --- i.e., agora e no futuro --- poderá, sequer, sonhar que o resultado das investigações não corresponde à verdade nua e crua.
Ora, ainda que acreditando que quem está a fazer a investigação são pessoas de idoneidade irrepreensível e que chegarão à verdade, a verdade --- desculpem a repetição... --- é que elas não estão em condições de assegurar o alcançar do segundo objectivo.
De facto, de uma forma ou de outra poder-se-á dizer que os dois intervenientes na reconstituição da cena e, até, o terceiro "pilar" da pesquisa (o FBI, que não participou) têm algum tipo de interesse no caso (porque não foi o FBI? Mesmo que não fossem lá fazer nada deveriam ter ido para não deixarem caraminholas na cabeça das pessoas). E mesmo que não tenham tal interesse, o pior é que as pessoas os vêm como tendo.
O erro foi --- creio que mais por falta de experiência do que por maldade maquiavélica --- ter envolvido estes intervenientes no processo, incluindo o FBI.
Recorde-se que num processo com algumas semelhanças embora com fim muito mais trágico, o governo do Paquistão não hesitou em convidar a Scotland Yard para investigar o atentado que vitimou Benazir Buttho. E com bons resultados, na medida em que ninguém se atreveu a colocar em causa as conclusões da investigação dos ingleses. É isso que é necessário em Timor.
O presente inquérito está, infelizmente e seja qual for o resultado, "ferido de morte" em relação a um dos seus objectivos mesmo que não o esteja em relação ao outro. E isso é terrível. É que ninguém se deve esquecer nunca que "à mulher de César não basta ser séria; é também preciso parece-lo". Infelizmente não é o que acontece no caso do inquérito em curso.
De facto, mesmo que se venha a descobrir a verdade verdadeira --- e até acredito que venha --- haverá sempre alguém, na rua, no remanso das suas casas ou entre as paredes dos gabinetes de quem manda ou mandará, que ficará com uma nesga de dúvida.
É isso que não deve acontecer. NÃO PODE acontecer. A bem da Nação... :-)
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Malai Azul 2
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "