segunda-feira, março 03, 2008

Fontes internacionais e da operação "Halibur" desconhecem rendição de Salsinha

Díli, 03 Mar (Lusa) - Fontes do comando conjunto da operação "Halibur" e fontes internacionais em Timor-Leste afirmaram hoje à Agência Lusa "não ter qualquer informação de que Gastão Salsinha se rendeu".

A rendição do ex-tenente Gastão Salsinha foi anunciada hoje pelo comandante da Polícia Militar, em declarações à RTP e à Lusa em Díli.

Segundo o major Gino Neves, Gastão Salsinha juntou-se à família em Gleno, distrito de Ermera, e entregou-se depois ao pároco da vila, que por sua vez contactou a Polícia Militar.

Fontes internacionais contactadas pela Lusa afirmam que ao princípio da noite de hoje (hora de Díli) "ainda decorriam negociações com Gastão Salsinha para a rendição dele e do seu grupo".

"É altamente improvável que Gastão Salsinha aceitasse render-se à Polícia Militar e é também improvável que ele fosse entregue à Polícia Militar pela igreja de Gleno, que é conhecida por ser muito próxima dele", afirmou a mesma fonte internacional.

"Se Gastão Salsinha se tivesse rendido, o comando conjunto saberia de imediato", afirmou à Lusa uma fonte militar da operação "Halibur", montada pelas autoridades timorenses para capturar os elementos responsáveis pelo duplo ataque de 11 de Fevereiro contra o Presidente da República e o chefe de Governo.

Entretanto, o primeiro-ministro Xanana Gusmão afirmou que seis elementos do grupo de Gastão Salsinha se renderam hoje às autoridades.

Xanana Gusmão esteve hoje cerca de hora de meia no relvado em frente ao Palácio do Governo com vários membros do Executivo, o Procurador-Geral da República e com os comandantes das formas armadas e da Polícia Nacional.

Durante este encontro ao ar livre, passou uma dúzia de camiões com elementos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste em ambiente de celebração.

Questionado pela Lusa sobre a razão dessa espera, Xanana Gusmão afirmou apenas que tinham estado "a respirar o ar fresco".

PRM.
Lusa/fim

2 comentários:

h correia disse...

É muito estranho o comandante da PM informar a RTP e não dizer nada ao comando geral.

Anónimo disse...

anonimo 01:17 resposta simples
porque um comandado pelo australia e outra pelo portugal,estão testar o exito de cada um,afinal de conta australiano ganha concorencia pois o informação dada pelo comandado portugues foi vago sem credibilidade.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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