quinta-feira, março 27, 2008

Reinado 'had four Timor targets'

The Age

Jill Jolliffe, Dili
March 27, 2008

EAST Timor's chief prosecutor has asserted that rebel soldier Alfredo Reinado planned to assassinate four, not two, leaders in the attack last month that wounded President Jose Ramos Horta and targeted Prime Minister Xanana Gusmao.

In an interview with The Age, prosecutor-general Longuinhos Monteiro said that Reinado had ordered his hit squad to smoke drugs before the attack and that he himself was drugged at the time he invaded the President's residence on February 11.

Reinado was shot dead by a member of the presidential guard in the attack but members of the squad have testified that the aborted plot also involved killing army chief Brigadier Taur Matan Ruak and the chief prosecutor himself, as well as the President and Prime Minister.

He said investigators had seized leaves, which appeared to be marijuana, from Reinado's possessions after he was killed.

The prosecutor said forensic experts from the Australian Federal Police, working closely with Timorese investigators, had not yet released their report on the nature of the drugs seized. He said they were allegedly supplied by "a lady who met Alfredo Reinado on the 8th, 9th and 10th of February".

He declined to name the supplier.

He said Reinado had been influenced by a third person over a period beginning in December 2007, "then continuing in January, February and for the three to four days before February 11" to carry out the attack on East Timor's four senior leaders.

"The idea was that when they have these in their hand, dead or alive, Alfredo would benefit, his case would be settled easily, it would be forgotten," he said. "That is what Alfredo told his followers."

Mr Monteiro refused to name the third person, but the dates match periods in which a woman was allegedly with Reinado in the mountains. He said that the person concerned might have been a front for others.

Mr Ramos Horta is still recovering in Darwin from gunshot wounds from a weapon fired by one of Reinado's men soon after the rebel leader was killed.
Mr Monteiro said his conclusions were drawn from "dozens of statements given by direct witnesses and some of the suspects … involved directly, at the scene".

He said nine or 10 of the people allegedly involved in the attacks are under detention in a private house in the capital, while others are still being hunted by a joint army-police taskforce in the western mountains.

Justice Minister Lucia Lobato recently issued a decree declaring the house an extension of Dili's Becora Prison, to provide special security conditions.

The prosecutor said all the suspects who allegedly accompanied Reinado in the attack on Mr Ramos Horta's house had testified that they had smoked drugs. But he said this was not the case for the group led by former soldier Gastao Salsinha that attacked Mr Gusmao's convoy. Mr Gusmao escaped unharmed.

He said evidence gathered so far suggested direct involvement of 23 people in the attacks and three or four indirectly, who had knowledge of the operation.

Salsinha is among 12 or 13 people still at large. They include a former policeman, Marcelo Caetano, the man who allegedly wounded Mr Ramos Horta.

Mr Monteiro confirmed that an amount of money in "new 100 US dollar notes" had been found on Reinado's body, and that investigators had frozen bank accounts "at home and abroad" to track a money trail considered relevant to the assassination plot. He said he was not in a position to reveal amounts but "our experts from AFP are working on this".

Tradução:

Reinado 'tinha quatro alvos em Timor'

The Age

Jill Jolliffe, Dili
Março 27, 2008

O Procurador chefe de Timor-Leste garantiu que o soldado amotinado Alfredo Reinado planeou assassinar quatro, não dois líderes no ataque do mês passado que feriu o Presidente José Ramos Horta e teve sob mira o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão.

Numa entrevista com The Age, o procurador-geral Longuinhos Monteiro disse que Reinado tinha ordenado ao seu esquadrão de ataque para fumar drogas antes do ataque e que ele próprio estava drogado na altura em que invadiu a residência do Presidente em 11 de Fevereiro.

Reinado foi morto a tiro por um membro da guarda presidencial no ataque mas membros do esquadrão testemunharam que a conspiração abortada envolvia também matar o chefe das forças armadas Brigadeiro Taur Matan Ruak e o próprio procurador-geral bem como o Presidente e o Primeiro-Ministro.

Disse que os investigadores tinham apanhado folhas, que parecem ser de marijuana, das coisas em posse de Reinado depois de ter sido morto.

O procurador disse que peritos forenses da Polícia Federal Australiana, a trabalharem de perto com investigadores Timorenses, não tinham emitido o relatório sobre a natureza das drogas apanhadas. Disse que tinham sido alegadamente fornecidas por "uma senhora que se encontrou com Alfredo Reinado a 8, 9 e 10 de Fevereiro".

Declinou dar o nome do fornecedor.

Disse que Reinado tinha sido influenciado por uma terceira pessoa durante um período que começou em Dezembro 2007, "continuando depois em Janeiro, Fevereiro e durante os três a quatro dias antes de 11 de Fevereiro" para fazer os ataques aos quatro líderes de topo de Timor-Leste.

"A ideia era que quando tivessem estes na sua mão, vivos ou mortos, Alfredo beneficiaria, o seu caso seria arrumado facilmente, isso seria esquecido," disse ele. "Foi isso que Alfredo disse aos seus seguidores."

O Sr Monteiro recusou a dar o nome da terceira pessoa, mas as datas conferem com períodos em que uma mulher esteve com Reinado nas montanhas. Disse que a pessoa em causa pode ter sido uma frente para outras.

O Sr Ramos Horta ainda está a recuperar em Darwin por feridas de balas da arma disparada por um dos homens de Reinado pouco depois do líder amotinado estar morto.
O Sr Monteiro disse que as suas conclusões foram tiradas de "dúzias de declarações prestadas por testemunhas directas e de alguns dos suspeitos … envolvidos directamente na cena".

Disse que nove ou 10 das pessoas alegadamente envolvidas nos ataques estão sob detenção numa casa particular na capital, enquanto outras estão ainda a ser perseguidas por uma força conjunta da polícia e forças armadas nas montanhas do oeste.

A Ministra da Justiça Lúcia Lobato emitiu recentemente um decreto declarando a casa uma extensão da Prisão de Bécora de Dili, para lhe dar condições especiais de segurança.

O procurador disse que todos os suspeitos que alegadamente acompanharam o ataque à casa do Sr Ramos Horta tinham testemunhado que tinham estado a fumar drogas. Mas disse que esse não foi o caso do grupo liderado pelo antigo soldado Gastão Salsinha que atacou a caravana do Sr Gusmão. O Sr Gusmão escapou ileso.

Disse que as provas recolhidas até agora sugeriam o envolvimento directo de 23 pessoas nos ataques e três ou quatro indirectamente, que tiveram conhecimento da operação.

Salsinha está entre 12 ou 13 pessoas ainda ao larlo. Incluem um antigo polícia, Marcelo Caetano, o homem que alegadamente feriu o Sr Ramos Horta.

O Sr Monteiro confirmou que uma quantia de dinheiro em notas "novas de 100 US dólares" tinham sido encontradas no corpo de Reinado, e que os investigadores tinham congelado contas bancárias "em casa e no estrangeiro" para perseguir o rasto do dinheiro considerado relevante para a conspiração de assassínio. Disse que não estava em posição de revelar as quantias mas "os nossos peritos da AFP estão a trabalhar nisto".

3 comentários:

Anónimo disse...

Alo Dili
A interferencia na Australia era cruzial sendo Jill Joliffe nos anos 70 e 80 eu ainda acreditava agora esta a fazer o trabalho do Xanana e outros e ainda por o jornal Age que tem contribuido para a crise de 2006. E desvio da atencao para o Xanana nao ser encriminado como bem sabe o Longuinhos faz o trabalho dele.

GOLPE do ESTADO em Timor Leste

Assistimos na historia de Timor Leste depois das eleicoes presidenciais e parlamentares sob a administracao das Nacoes Unidas. Lideres de entao que eram da Fretilin e amigos de infancia de maos dadas numa luta de libertacao e independencia de Timor Leste cairam nas manobras dos agentes de espionagem e dos governos do exterior baseando nos seus interesses nao com beneficios para o Pais,foram planeando o derrube do governo eleito democraticamente lancando propagandas nunca imaginaveis.Nao tiveram em conta o sofrimento e a morte que assolou o pais durante os 25 anos que ceifaram a vida de 200 mil mortos. Comecaram por fomentar no seio das FDTL para um golpe do Estado. Passaram de seguida a Igreija onde alguns padres conservadores da direita anti - Fretilin puseram ao seu dispor dos autores com demonstracoes alegando do ensino da Religiao e Moral era apenas um pretexto por fim mudaram da linguagem com o derrube do governo. Estas bases foram infrutiferas Xanana, Horta e outros envolvidos nao descansaram tiveram que recorrer a violencia.Com o culminar da crise de 2006 em que a onda de violencia encabecada por Xanana com o ajudo dos agents e forcas e exteriores e com a desercao de elementos das FDTL, agora conhecidos por peticionarios, queda do Comando da PNTL cujo comandante membro do Parlamento do CNRT.Por pressao do Xanana baseando da propaganda da cassette gravada do ABC PM Alkatiri pede a demissao com a subtituicao do Horta. Assim se vai alastrando Xanana e outros nao esperavam que era um grande pesadelo deste referido golpe frustado pensavam que estavam nos anos 70 ou na guerrilha que todos os timorenses alinhavam nesta manobras. E tambem para admirar paises que pregam tanto levando as bandeiras de liberdade e democracia ejigindo eleicoes livres e democraticas cairam e enveredaram nesta vergonhoso plano da hegemonia.As verdades estao a vir a tona depois duma longa, dura e penosa caminhada para aqueles que acreditam na fe e na democracia dum Pais porque as mentiras e accoes violentas nunca podera ser parte da nossa sociedade.
As consequencias do golpe frustado e incapacidade do governo no destino do Pais e que o Horta sempre dizia: ser guerrilheiro e diferente em governar. Horta viu-se forcado em querer chamar eleicoes antecipadas cairam mal nos ouvidos do autores dos golpistas. Mais ainda o video do Alfredo pos de rasto o Xanana desmacarando como o autor da crise.Tudo isto Xanana vira contra aqueles que tinham apoiado silencia o Alfredo e o Horta baleado miraculosamente sobreviveu deste ataque porque as accoes eram para serem fatais.
1)O ajudo das tropas australianas ao Xanana e o Alfredo e o grupo tinha facilitado lhes a deslocar armados de Ermera sem serem detectados ate a casa do Presidente.
2) Alfredo tinha deslocado a Jacarta entervistado pelo Metro TV com o Herculos recebido por Xanana no Palacio tinha saido de Timor Leste debaixo do nariz das tropas australianas.
3)Declaracoes do deputado no Parlamento as tropas australianas dificultaram a ambulancia em socorrer o Horta ensanguentado no chao e a equipa medica tambem nao foram estavam preparados para tal.
4)O Alfredo nao fizeram o autopsia para a investigacao das balas.
5) Tudo o que passou com Horta as Nacoes Unidas e as forcas internacionais estavam paralizadas nao agirao de imediato em perseguicao dos autores do atentado.
6)Falou-se duma solucao para os peticionarios no acantonamento e preencheram os questionarios o que tem feito deles uma outra Comissao no parlamento para os peticionarios para encontrarem solucoes. Nao sera um duplo trabalho.
7)Os deslocados saidas de alguns e em vias de construcoes de 400 e tais casas
temporaries estao a ser vagarosamente planeadas.
8))Os ditos rebeldes amantes de paz como diz o Xanana devemos respeitar os direitos humanos foram ouvidos e as investigacoes dos peritos australianos e americanos ja estamos a caminho de dois meses nada se ouve nem os relatorios preliminares da investigacao ou passarao para baixo dos carpetes.
9) O grupo de Salsinha estao nos montes e vales espera de melhores dias com chegada do Presidente a Dili para a rendicao mostra a falta de credibilidade do Xanana e o governo considerando ele como estado(ESTADO SOU EU) e o Lasama cavalo mandado.

10) A decisao do Parlamento e a criacao da Comissao Internacional de Investigacao pelo governo esta no esquecimento.

Conclusao todo este cenario do plano estrategico hegemonico com ambicoes de poder do Xanana e de todos os partidos em torno dele ve-nos clarificar o envolvimento da crise de 2006 e a sua continuacao no atentado a o Horta. Xanana e outros ja podia ter demitido do poder e julgado e condenado por crimes contra os orgaos de Soberania e do Estado.

Vem agora o jornal the Age com propagandas nao creveis queremos sim uma comissao internacional de investigacao para o feito tanto o Longuinhos e o Xannana estao todos embrulhados no sarilho

Adeus

de Aikurus

Anónimo disse...

Alo Dili

As informacoes dadas pelo Longuinhos os lideres para serem abatidos eram ja intencoes do Xanana e dos agentes exteriores nao estao interessados no Horta, Tauk Matan Ruak e tambem Alkatiri foi o primeiro a ser cercado pelas tropas australianas em casa.Agora o Longuinhos e o Xanana e uma farca.Nao foi o xanana e o Longuinhos por tras disto tudo esta historia muita velha enganan os outros.Timorenses temos que estar conscientes onde que estamos nao podemos cair nestas propagandas dos jornais australianos nao estao nos a ajudar queremos que sejamos subjugados estao por oleo negro.Agora inventam historias para cairmos no esquecimento. Jill Joliffe,Helen Hill,Mulher do Xanana,Emilia Pires,Maria Bras,Alfredo Pires,Joe Goncalves fazem o mesmo trabalho para Australia.Defendem os interesses australianos e defendem tambem como lingua o Ingles.

Adeus

de Aikurus

Margarida disse...

Tradução:
Reinado 'tinha quatro alvos em Timor'
The Age

Jill Jolliffe, Dili
Março 27, 2008

O Procurador chefe de Timor-Leste garantiu que o soldado amotinado Alfredo Reinado planeou assassinar quatro, não dois líderes no ataque do mês passado que feriu o Presidente José Ramos Horta e teve sob mira o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão.

Numa entrevista com The Age, o procurador-geral Longuinhos Monteiro disse que Reinado tinha ordenado ao seu esquadrão de ataque para fumar drogas antes do ataque e que ele próprio estava drogado na altura em que invadiu a residência do Presidente em 11 de Fevereiro.

Reinado foi morto a tiro por um membro da guarda presidencial no ataque mas membros do esquadrão testemunharam que a conspiração abortada envolvia também matar o chefe das forças armadas Brigadeiro Taur Matan Ruak e o próprio procurador-geral bem como o Presidente e o Primeiro-Ministro.

Disse que os investigadores tinham apanhado folhas, que parecem ser de marijuana, das coisas em posse de Reinado depois de ter sido morto.

O procurador disse que peritos forenses da Polícia Federal Australiana, a trabalharem de perto com investigadores Timorenses, não tinham emitido o relatório sobre a natureza das drogas apanhadas. Disse que tinham sido alegadamente fornecidas por "uma senhora que se encontrou com Alfredo Reinado a 8, 9 e 10 de Fevereiro".

Declinou dar o nome do fornecedor.

Disse que Reinado tinha sido influenciado por uma terceira pessoa durante um período que começou em Dezembro 2007, "continuando depois em Janeiro, Fevereiro e durante os três a quatro dias antes de 11 de Fevereiro" para fazer os ataques aos quatro líderes de topo de Timor-Leste.

"A ideia era que quando tivessem estes na sua mão, vivos ou mortos, Alfredo beneficiaria, o seu caso seria arrumado facilmente, isso seria esquecido," disse ele. "Foi isso que Alfredo disse aos seus seguidores."

O Sr Monteiro recusou a dar o nome da terceira pessoa, mas as datas conferem com períodos em que uma mulher esteve com Reinado nas montanhas. Disse que a pessoa em causa pode ter sido uma frente para outras.

O Sr Ramos Horta ainda está a recuperar em Darwin por feridas de balas da arma disparada por um dos homens de Reinado pouco depois do líder amotinado estar morto.
O Sr Monteiro disse que as suas conclusões foram tiradas de "dúzias de declarações prestadas por testemunhas directas e de alguns dos suspeitos … envolvidos directamente na cena".

Disse que nove ou 10 das pessoas alegadamente envolvidas nos ataques estão sob detenção numa casa particular na capital, enquanto outras estão ainda a ser perseguidas por uma força conjunta da polícia e forças armadas nas montanhas do oeste.

A Ministra da Justiça Lúcia Lobato emitiu recentemente um decreto declarando a casa uma extensão da Prisão de Bécora de Dili, para lhe dar condições especiais de segurança.

O procurador disse que todos os suspeitos que alegadamente acompanharam o ataque à casa do Sr Ramos Horta tinham testemunhado que tinham estado a fumar drogas. Mas disse que esse não foi o caso do grupo liderado pelo antigo soldado Gastão Salsinha que atacou a caravana do Sr Gusmão. O Sr Gusmão escapou ileso.

Disse que as provas recolhidas até agora sugeriam o envolvimento directo de 23 pessoas nos ataques e três ou quatro indirectamente, que tiveram conhecimento da operação.

Salsinha está entre 12 ou 13 pessoas ainda ao larlo. Incluem um antigo polícia, Marcelo Caetano, o homem que alegadamente feriu o Sr Ramos Horta.

O Sr Monteiro confirmou que uma quantia de dinheiro em notas "novas de 100 US dólares" tinham sido encontradas no corpo de Reinado, e que os investigadores tinham congelado contas bancárias "em casa e no estrangeiro" para perseguir o rasto do dinheiro considerado relevante para a conspiração de assassínio. Disse que não estava em posição de revelar as quantias mas "os nossos peritos da AFP estão a trabalhar nisto".

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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