sábado, novembro 17, 2007

Timor ruling clears way for justice

Nzharold.co.nz
5:00AM Saturday November 17, 2007
By Mike Houlahan

Gary Cunningham
Those responsible for the death of New Zealand cameraman Gary Cunningham in East Timor in 1975 should be brought to justice, says Acting Foreign Affairs Minister Michael Cullen.

Cunningham's family yesterday celebrated a long-awaited moment, when New South Wales Deputy State Coroner Dorelle Pinch declared the cameraman had died in what amounted to a war crime.

The coroner found Cunningham, Britons Brian Peters and Malcolm Rennie and Australians Greg Shackleton and Tony Stewart were "shot and/or stabbed deliberately" by members of the Indonesian Special Forces (ISF) to prevent the journalists revealing the ISF's involvement in the October 1975 invasion of East Timor.

The evidence on which Dorelle Pinch ruled that war crimes "may have been committed" will now be forwarded to Australia's Commonwealth Attorney-General Philip Ruddock, who has the power to prosecute such cases.

Dr Cullen said the inquest finding was the latest step in a long process and he understood its significance for the Cunningham family.

Officials would be in touch with their Australian counterparts in the next few days to discuss the findings and any further legal steps.

"New Zealand has regularly raised with Indonesian authorities the importance of seeking accountability for past events," Dr Cullen said.

"We will continue to do so because we believe this is a key step towards bringing reconciliation and laying the foundations for a peaceful future in Timor Leste [East Timor]."

Official reports from Indonesia have maintained that the five, working for Australian television stations Channel Nine and Channel Seven, were killed by crossfire.

Green MP Keith Locke said New Zealand had a moral obligation to help the Cunningham family by supporting a war crimes case, even if it meant upsetting Indonesia.

"New Zealand has to give support to the family in any further legal proceedings now that it has been fairly clearly established it was murder in cold blood. This whole matter can't be wrapped up without a further trial of those responsible," Mr Locke said.

Cunningham's family - his brother Greig, sister Ann, and the son he never met, John Milkins - cried and embraced after the eight-week inquest's findings were read to a packed Glebe Coroners Court in Sydney.

"It's amazing the coroner has basically disproved all of the stories we've been told for the last 32 years about how and why they died," Greig Cunningham said outside the court.

"She's also indicated that war crimes were committed and named two people at least who should be prosecuted, and it's now up to the Australian, New Zealand and British governments to do something about it."

Melbourne-based Greig Cunningham remained angry at the New Zealand Government's lack of action and support.

"Gary was a New Zealand citizen, he died with a New Zealand passport, and they shunted the responsibility to the Australians, who took no responsibility. Where was the New Zealand Government's attendance today? Where was the consul-general?

" additional reporting: NZPA

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Conclusão sobre Timor abre caminho à justiça
Nzharold.co.nz
5:00AM Sábado Novembro 17, 2007
Por Mike Houlahan

Gary Cunningham
Os responsáveis pela morte do operador de câmara da Nova Zelândia Gary Cunningham em Timor-Leste em 1975 devem ser levados à justiça, diz o Ministro dos Estrangeiros em exeercício Michael Cullen.

A família de Cunningham comemorou ontem um há muito aguardado momento, quando a Vice-Investigadora do Estado de New South Wales, Dorelle Pinch declarou que o operador de câmara tinha morrido no que foi um crime de guerra.

O investigador concluiu que Cunningham, os Britânicos Brian Peters e Malcolm Rennie e os Australianos Greg Shackleton e Tony Stewart foram "baleados e/ou esfaqueados deliberadamente" por membros das Forças Especiais Indonésias (ISF) para prevenir que os jornalistas revelassem o envolvimento das ISF na invasão em Outubro de 1975 de Timor-Leste.

A evidência pela qual Dorelle Pinch concluiu que crimes de guerra "podem ter sido cometidos" será agora enviada para o procurador-geral da Commonwealth da Austrália Philip Ruddock, que tem o poder de processar tais casos.

O Dr Cullen disse que a conclusão da investigação foi o último passo num longo processo e que compreendia o seu significado para a família Cunningham.

Funcionários farão contactos co os seus contrapartes Australianos nos próximos dias para discutir as conclusões e quaisquer outros passos legais.

"A Nova Zelândia tem levantado com regularidade às autoridades Indonésias a importância de procurar responsabilização por eventos passados," disse o Dr Cullen .

"Continuarmos a fazer isso porque acreditamos que é um passo chave para trazer reconciliação e pôr as fundações para um futuro pacífico em Timor-Leste."

Relatos oficiais da Indonésia têm mantido que os cinco, a trabalharem para as estações de televisão Australiana Channel Nine e Channel Seven, foram mortos num fogo cruzado.

O deputado dos Verdes Keith Locke disse que a Nova Zelândia tinha uma obrigação moral de ajudar a família Cunningham apoiando um caso de crimes de guerra, mesmo se isso significasse aborrecer a Indonésia.

"A Nova Zelândia tem de dar apoio à família em mais procedimentos legais agora que foi estabelecido com correcção que foi assassínio a sangue frio. Toda esta questão não pode ser arrumada sem o julgamento dos responsáveis," disse o Sr Locke.

A família Cunningham – o seu irmão Greig, irmã Ann, e o filho que nunca viu, John Milkins – choraram e abraçaram-se depois da leitura das conclusões da investigação de oito semanas no tribunal cheio em Glebe, em Sydney.

"É surpreendente que o tribunal tenha discordado basicamente de todas as histórias que nos foram contadas nos últimos 32 anos sobre como e porque é que morreram," disse Greig Cunningham no exterior do tribunal.

"Ela indicou ainda que crimes de guerra foram cometidos e deu os nomes de pelo menos duas pessoas que devem ser processadas, e é agora da responsabilidade dos governos Australiano, da Nova Zelândia e Britânico fazer algo acerca disso."

Greig Cunningham com base em Melbourne mantém-se zangado com a falta de acção e de apoio do Governo da Nova Zelândia.

"Gary era um cidadão da Nova Zelândia, morreu com um passaporte da Nova Zelândia, e eles chutaram a responsabilidade para os Australianos,que não a assumiram. Onde estava hoje a presença do Governo da Nova Zelândia? Onde estava o cônsul-geral?

" reportagem adicional: NZPA

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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