sábado, março 29, 2008

Encontro de doadores "não foi um fracasso"- presidente IPAD

Díli, 29 Mar (Lusa) - O encontro de doadores que hoje terminou em Díli, Timor-Leste, "não foi um fracasso", afirmou à imprensa o presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD), Manuel Correia.

"O dinheiro que foi pedido hoje era um acrescento à reunião [de doadores], não era o mais importante. Era uma situação que valeria cinco por cento da conferência", considerou Manuel Correia após a conclusão dos trabalhos.

O Governo timorense, através do vice-primeiro-ministro, José Luís Guterres, e da ministra das Finanças, Emília Pires, apresentou aos doadores um Apelo Estratégico Transitório (TSA) no valor de 33 milhões de dólares (20 milhões de euros).

Apenas a Austrália avançou de imediato uma resposta ao apelo timorense, prometendo contribuir com quatro milhões de dólares australianos (2,3 milhões de euros).

"Poderá ter ficado a imagem de que a conferência foi fracasso mas não foi", afirmou o presidente do IPAD aos jornalistas.

"Os parceiros que suportam de facto desde o primeiro dia Timor-Leste na sua independência estão muito engajados no fortalecimento das suas relações com Timor e os seus programas vão continuar", sublinhou Manuel Correia.

O responsável do IPAD explicou a falta de resposta ao TSA porque "o apelo foi uma posição particular e talvez pela forma tardia com que os documentos foram oferecidos".

"Alguns dos doadores estão para ver se é preciso mais dinheiro. Se for preciso, esse dinheiro continuará a aparecer", acrescentou Manuel Correia.

"Mais importante que dinheiro é eficácia e complementaridade da ajuda. Vêm nesse sentido os memorandos com a Espanha e a Austrália" assinados pela Cooperação Portuguesa.

"Os doadores, em vez de estar a atribuir culpas ao país receptor, percebem também que têm muitas vezes a culpa. É altura dos doadores se actualizarem e verem quais são as complementaridades e repetições", declarou Manuel Correia.

"Muitas vezes há programas repetidos e ninguém percebe por que é que eles são repetidos", explicou ainda o presidente do IPAD, que terminou hoje a sua visita a Timor-Leste.

Portugal e Espanha assinaram dia 26 de Março um Memorando de Entendimento "com vista a promover uma acção concertada nas áreas do desenvolvimento económico e social, da redução da pobreza, da consolidação da democracia, dos Direitos Humanos e do Estado de Direito em Timor-Leste".

Foi igualmente assinado um Memorando de Entendimento com a AusAID (Agência Australiana para o Desenvolvimento Internacional) que, com o objectivo de operacionalizar a Declaração Conjunta formalizada em Agosto de 2007, estabelece os princípios e responsabilidades de cooperação entre as duas instituições no apoio ao desenvolvimento de Timor-Leste.

Entre 1999 e 2007, Portugal contribuiu com 470 milhões de dólares para Timor-Leste, sendo um dos principais parceiros de desenvolvimento.

PRM
Lusa/fim

NOTA DE RODAPÉ:

Blá... blá... blá... Se não foi um fracasso, o normal não seria dizer apenas que foi... um sucesso?...

E "pela forma tardia com que os documentos foram oferecidos" ?! A incompetência da AMP?

2 comentários:

Anónimo disse...

Fracasso? Sucesso? Vá-se lá saber! Esperemos que não tenha sido apenas um susexo...

h correia disse...

Concordo. Se há necessidade de vir dizer que "não foi um fracasso", é porque consta que foi mesmo.

Mas uma coisa não percebi: o Governo timorense não dizia que agora TL é auto-suficiente, com as receitas do petróleo? Então porque foi pedir mais 33 milhões aos países doadores?

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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