terça-feira, setembro 05, 2006

Comunicado - PM


REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

INFORMAÇÃO À IMPRENSA



Transcrição conferência imprensa conjunta

Transcrição da conferência de imprensa no final da reunião trilateral de Díli entre os Governos de Timor-Leste, Indonésia e Austrália, realizada esta segunda-feira, 4 de Setembro, no Palácio do Governo. A conferência de imprensa decorreu em língua inglesa.

José Ramos-Horta, primeiro-ministro:

Esta foi a terceira reunião entre os três países. A primeira teve lugar em Bali, em 2002; a segunda aconteceu em Adelaide, há dois anos, e agora tivemos a terceira, aqui, em Timor-Leste.

Na reunião revimos as relações entre os nossos três países e foi também muito importante para ilustrar a iniciativa e o apoio dos dois vizinhos de Timor-Leste, Austrália e Indonésia. Este é um diálogo que se mantém, e que começou há mais de quatro anos. Deveríamos ter tido aqui a reunião há dois anos, mas por causa das eleições na Austrália e Indonésia, adiámo-la.

Passámos em revista uma série de assuntos, mas sobretudo a cooperação trilateral ao nível das trocas comerciais entre os nossos países e a forma como poderemos encorajar mais investimentos nas nossas economias respectivas. Eu fiz também um ponto da situação sobre as condições de segurança aqui; a nova missão das Nações Unidas em Timor-Leste; e sobre as eleições do próximo ano. Terminei com uma nota de confiança de que ultrapassaremos a situação actual. Neste momento, já estamos mais estáveis do que há dois meses. Agradecemos às forças da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, pela sua resposta pronta e agradecemos à Indonésia por, no auge da crise, nos ter facilitado generosa ajuda humanitária enquanto estava a ser atingida por um terramoto, mas também foi pela cooperação indonésia que não tivemos quaisquer problemas na fronteira. Eu agradeço-vos por isso.

Alexander Downer, ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália:

(…) Foi uma boa oportunidade para fazermos o ponto da situação com o primeiro-ministro sobre as questões de segurança e com os comandantes militar e policial australiano. Embora ainda haja incidentes, o relato que me foi feito é que a situação está muito melhor, estamos satisfeitos por isso. Tivemos uma oportunidade para falar da nova missão das Nações Unidas com 1600 polícias, da qual somos grandes apoiantes. É um número grande, ambicioso, mas que ajudará a providenciar segurança. Eu expliquei a posição do Governo australiano: pensamos que é melhor que haja um contingente militar de apoio para esses polícias em situações extremas. (…)

Foi uma boa reunião. Foi bom estar de volta aqui. A Austrália sempre apoiou Timor-Leste e assim continuará quais forem as circunstâncias.

Hassan Wirajuda, ministro dos Negócios Estrangeiros da Indonésia:

Estou muito contente por aqui estar. (…) Discutimos formas de cooperação entre os nossos três países. Temos hábitos de diálogo que têm sido mantidos, mesmo quando Timor-Leste passou por dificuldades. Nós ajudámos Timor-Leste no que pudemos para alcançar a paz e a segurança e também para resolver os problemas relacionados com as consequências do ponto de vista humanitário. Nós mantivemos a segurança e a estabilidade na zona fronteiriça, mas temos uma capacidade limitada de ajudar Timor-Leste humanitariamente. Por isso, a Indonésia encoraja os outros países da Ásia para contribuírem com grupos de polícia, ao lado das tropas australianas, de forma a ajudarem Timor-Leste.

Saudamos Timor-Leste pela suave transição operada no Governo. Vimos aqui em Díli reflexos do apoio ao novo Governo e à liderança do primeiro-ministro Ramos-Horta.

Na reunião falámos na cooperação trilateral, promoção do comércio e investimentos, e discutimos a possibilidade de aumentar os voos de Denpasar para Díli, porque os transportes aéreos são uma das componentes da promoção do comércio e investimentos. E discutimos como poderemos acelerar os processos de transposição de fronteiras em relação às trocas fronteiriças regulares e tradicionais entre a Indonésia e Timor-Leste.

Desde 1997, desenvolvemos cooperação com o Norte da Austrália, em termos comerciais. Agora juntámos Timor-Leste a este triângulo de cooperação.


Na fase das perguntas e respostas, a Alexander Downer foi perguntado se a Austrália estava em Timor-Leste numa lógica de esfera de influência, ao que respondeu:

A Austrália não opera por qualquer lógica de esfera de influência, mas sim porque quer ajudar, não queremos influenciar. (…)

A Ramos-Horta foi perguntado se, tal como foi insinuado por uma reportagem recente exibida pela SBS, a Austrália poderá ter estado numa tentativa de golpe para derrubar o anterior Governo timorense, ao que respondeu:

Será que tenho de responder a todas as perguntas imaginativas da SBS? Como já disse centenas de vezes, a crise que aqui aconteceu é da nossa responsabilidade. Nós timorenses, da mesma maneira que estamos orgulhosos de ser independentes e soberanos, temos de ser humildes e aceitar as nossas responsabilidades.
Quando o problema aconteceu nos finais de Abril, Maio, pedimos, por favor, à Austrália, Nova Zelândia, Malásia e Portugal se podiam vir ajudar. E vieram no mais depressa possível. Agora, se pudessem ir amanhã, iriam amanhã. Nós é que lhes estamos a pedir para não saírem tão depressa porque ainda aqui são precisos.
Mas há pessoas que gostam muito de teorias da conspiração, como essa de que serviria os interesses australianos desestabilizar Timor-Leste.
O II Governo de Timor-Leste, a que presido, tal como o Governo anterior, do Dr. Mari Alkatiri, teve sempre uma relação muito boa com a Austrália. Não há grandes diferenças entre nós e a Austrália em relação àquilo que acontecia com o Dr. Mari Alkatiri como primeiro-ministro.
E foi durante a liderança do Dr. Mari Alkatiri que negociámos os dois mais importantes acordos com a Austrália: Bayu-Undan e Greater Sunrise. E com a condução da negociação a cargo do próprio Dr. Mari Alkatiri. Então, do que é que estamos a falar? Por favor, digam aos meus amigos da SBS que estou impressionado com a sua imaginação, mas não é consistente com a realidade. Talvez seja consistente com ficção.

Nota: transcrição não oficial nem integral (partes inaudíveis).


Díli, 4 de Setembro de 2006

Sword's down for a cause

STREWTH
Nick Leys and Andrew Fraser
September 04, 2006
IT'S a tough ask to leave your husband behind to look after three boys under six on Father's Day, especially when he's the President of East Timor and the country is in crisis. But Xanana Gusmao's Australian-born wife Kirsty Sword had work to do too.
The first lady flew to Sydney to raise money at Saturday night's Humpty Dumpty Foundation Ball to help establish a pediatrics unit in Dili Hospital.

Having not had a weekend off since April, Sword said she appreciated having some "me time" in the luxury of the Four Seasons Hotel. After a lush dinner of smoked salmon, truffles, mushroom-filled beef and Brown Brothers wines in the company of glamour television couple Peter Overton and Jessica Rowe and Olympic athlete Jane Flemming, Gusmao was lured onto the dance floor after midnight by celebrity agent Max Markson.

The big-ticket auction item -- an hour's tennis with world No.1 Roger Federer, plus first-class Emirates airfares to Dubai and five nights' accommodation -- went for $80,000. A total of $1million was raised on the night, no doubt aided by the 1998 Veuve Clicquot champagne, which was meant for only the VIP tables but was mistakenly poured for some rank and file.

Some of the 440 guests included Westpac's Mike Pratt, Fitness First's Tony de Leede, Emirates' Tim Harrowell, Lateline Business's Ali Moore and Jane Ferguson, the elder sister of the Duchess of York.

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A Margarida traduziu:

Sobre as declarações da mulher do PR

De um leitor:

Esta gente é muito irresponsável. Longe de cuidarem do país e das pessoas, na actualidade ainda dividem mais o país, minando as suas instituições e tornando certo que um futuro pacífico possa nunca ser possível.

O seu marido, o primeiro senhor de Timor-Leste acusou a liderança da FRETILIN de ser ilegítima e ilegal. Depois o tribunal decidiu o contrário, mas o seu marido nunca apareceu a retirar as acusações e talvez a pedir desculpa aos líderes da FRETILIN.

Agora Kirsty está a fazer comentários similares sobre Reinado. E se o tribunal finalmente decidir que ele de facto é um criminoso? O que é que Kirsty dirá então? Que o tribunal está errado e é parcial?

E quem é que é a Kirsty? Só porque está casada com o homem que é presidente, isso não faz dela uma porta-voz de Timor-Leste. Verifiquem o passaporte dela! Ela tem um passaporte Australiano e não é uma cidadã Timorense.

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Mulher de Xanana defende Reinado (hóspede?)
The Australian
A primeira dama: As forças devem conhecer o povo
John Stapleton

04 setembro 06

Kirsty Sword Gusmão, a mulher Australiana por nascimento do Presidente Timorense, falou com compaixão das esperanças e preocupações do seu país adoptado.

O seu marido, Xanana Gusmão, saudou a presença das forças Australianas em Timor-Leste, disse, mas interrogou-se se tinham suficiente conhecimento local para pôr fim ao conflito no país.

"É difícil porque muitas dessas forces têm muito pouco conhecimento local," disse no lançamento duma caridade em Sydney.

"Não estão a ir aos locais onde vivem as pessoas."

Ms Sword Gusmão participou num baile para recolha de financiamentos da Fundação Humpty Dumpty, que compra equipamento médico para hospitais de crianças, incluindo para os de Timor-Leste.

A sua visita segue-se a uma outra explosão de violência na capital, Dili, na Sexta-feira onde gangs armadas com catanas correram pelas ruas enquanto continuavam as buscas pelo líder amotinado Alfredo Reinado e 56 outros presos que figiram da prisão da cidade na semana passada.

O Major Reinado criticou o sistema de justiça de Timor-Leste, comento de que fez eco ontem a Ms Sword Gusmão.

"As nossas necessidades são enormes: o sector da justice é uma delas," disse.

"As preocupações de Reinado sobre o sector da justiça ressoam em muita gente. Esta é uma preocupação de todos nós. Demora tempo em Timor-Leste, quando se luta com tantos problemas difíceis, como os recursos humanos. O nosso sector da justiça tem sido o sector mais fraco até à data por causa da falta de recursos humanos treinados.

"Ao expressar a sua frustração à falta de mudanças em termos do nosso sistema de justiça, é uma preocupação que muita gente tem."

Ms Sword Gusmão disse que entre os muitos problemas que Timor-Leste enfrenta – um dos países mais pobres na terra com um rendimento médio de 65c por dia e a mais alta taxa de fertilidade do mundo, com uma média de oito filhos por mulher – ela estava mais preocupada com uma próxima crise humanitária nos campos de deslocados do país, que correntemente abriga mais de 100,000 pessoas.

"Têm acesso muito limitado a água, alimentação e actividades," disse.

"Estou particularmente preocupada com a potencial crise de saúde que se aproxima quando a estação das chuvas começar daqui a dois meses. Isso preocupa-me enormemente, particularmente as consequências na saúde das mulheres e das suas crianças.

"A minha mente estremece (quando penso) como é que mulheres com filhos pequenos vão sobreviver nessas circunstâncias. A vida é uma luta diária pela sobrevivência."

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Mulher de Xanana defende Reinado (hóspede?) (2)
Timorenses preocupados com a segurança futura, diz a primeira dama.

03/09/2006. ABC News Online

A primeira dama de Timor-Leste, Kirsty Sword Gusmão, diz que há preocupações entre os Timorenses que as forces estrangeiras não tenham suficiente conhecimento local para levar a paz ao país.

Um recente aumento da violência na capital Dili chegou ao mesmo tempo que 57 presos permanecem livres depois de terem escapado duma prisão na última Quarta-feira.

Ms Sword Gusmão falava em Sydney acerca do seu trabalho de caridade com mulheres e crianças Timorenses.

Diz que há tensões crescentes nos campos de ajuda em Dili onde tantos quantos 150,000 Timorenses vivem.

Também disse que o Primeiro-Ministro Timorense, José Ramos Horta, tem um período limitado de tempo para cumprir com as suas promessas.

"Penso que faz um trabalho notável, suspeito que achará isso difícil, dado o muito limitado período de tempo que tem para cumprir com as promessas que faz," disse.

"Mas acredito que faz essas promessas com a melhor das intenções e com base no conhecimento sólido sobre quais são as necessidades imediatas dos Timorenses."

Também, a Ms Sword Gusmão diz que os media Australianos têm caracterizado incorrectamente o alegado instigador do desassossego em Timor-Leste, o Major Alfredo Reinado, como um amotinado.

Diz que tem esperanças que o Major Reinado pense nas consequências que as suas acções possam ter nos esforços para regressar a paz a Dili no seguimento da recente escalada de violência.

"Tem sido caracterizado de certa forma incorrectamente pelos media Australianos como sendo um renegado, um amotinado," disse.

"Penso que é importante lembrar que quando ele desertou da polícia militar, foi uma acção de protesto contra o que viu como violações terríveis cometidas pelas nossas forças armadas."

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Timor-Leste organiza cimeira de segurança com a Austrália e a Indonásia
Boomberg.com
Por Ed Johnson

Set. 4 (Bloomberg) – Timor-Leste, Austrália e Indonésia discutirão o reforço da segurança, quando a fuga da prisão do líder amotinado Major Alfredo Reinado ameaça desestabilizar a recuperação da nação do Sul do do desassossego civil.

``Obviamente que estamos muito preocupados ainda com a situação em Timor-Leste,'' disse ontem o Ministro dos Estrangeiros Australiano Alexander Downer antes de voar para a capital, Dili. ``Preocupa-nos que, a não ser que essa gente seja apanhada, que isto possa contribuir para a instabilidade em Timor-Leste.''

A cimeira, que vai ter a presença do Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta e do Ministro dos Estrangeiros Indonésio Hassan Wirajuda, focará a segurança interna quando o país se prepara para eleições no ano que vem, disse o governo de Timor-Leste numa declaração. As tropas lideradas pelos Australianos foram destacadas em Maio para restaurar a calma em Timor-Leste depois do governo ter despedido um terço das forças armadas do país por terem desertado.

A ONU, que tem operado em Timor-Leste desde 1999, disse que estava preocupada com uma recente escalada da violência no país.

Feridas por tiros

``Queimas e apedrejamentos a casas na capital tem aumentado nos dias recentes,'' contou aos repórteres Ron Redmond, porta-voz do Alto Comissário da ONU para os Refugiados em Geneva em 1 de Setembro.

Cinco pessoas sofreram feridas por armas num campo em Dili em 1 de Setembro e uma outra pessoa foi ferida num ataque com catana, relatou a Australian Broadcasting Corp., citando a Polícia Federal Australiana, que está a ajudar nos esforços das tropas.

Há uma ``clara necessidade duma presença de segurança internacional robusta e continuada até as instituições nacionais se poderem reconstruir'' disse Redmond, de acordo com a ONU. No mês passado o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade uma nova missão de manutenção da paz de 1,608 polícias para Timor-Leste.

Reinado, um antigo comandante da polícia militar treinado pelos Australianos, pode estar escondido nas montanhas nos subúrbios de Dili, disse a ABC, citando oficiais de polícia não identificados. Foi preso em Julho com acusações de posse de armas depois do seu grupo ter prometido entregar todas as armas.

A fuga da prisão levou a Indonésia a aumentar a segurança na fronteira, relatou a ABC.

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Os fugitivos de Dili vão regressar: Funcionário da ONU
Smht.com.au
Setembro 4, 2006 - 6:59AM

Alguns dos fugitivas que saíram da principal prisão de Timor-Leste na semana passada regressarão e breve, previu o comissário da polícia da ONU para a nação inquieta.

"Acredito que cedo começaremos a assistir ao regresso de alguns desses fugitivos à prisão ou eventualmente à sua captura," contou Antero Lopes à ABC Radio.

O Sr Lopes disse que a mais larga comunidade Timorense não saudará os fugitivos.

"A maioria deles (os fugitivos) são criminosos condenados e não são bem vindos na comunidade," disse.

A fuga em massa aconteceu na Quarta-feira, quando as visitas na cadeia alegadamente criaram uma diversão, permitindo que o milícia Major Alfredo Reinado e 56 outros presos saírem do portão da frente da Prisão de Becora de Dili.

O Major Reinado emitiu uma declaração do seu local de refúgio mas o Sr Lopes disse que os investigadores não sabiam onde é que se realizou a entrevista.

"Ele não veio para Dili, acredito, para dar essa entrevista," disse o Sr Lopes.

Apesar dói desespero dos investigadores para fazerem regressar os homens à prisão, o Sr Lopes disse que não tinha informação sobre se o Major Reinado era uma ameaça genuína à estabilidade.

"Não tenho nenhuma informação que me leve a concluir que ele (Major Reinado) será uma ameaça para o governo.

"Acredito que ele faz declarações sobre o que acredita ser a situação política, mas essas são as suas opiniões e não comento sobre os aspectos políticos," disse o Sr Lopes.

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Propaganda australiana a favor de Reinado
The Australian
Um Che Guevara para a juventude zangada de Timor
Mark Dodd

04 setembro 06

O fugitive nº 1 de Timor-Leste, o amotinado das forças armadas e treinado pelos Australianos Major Alfredo Reinado, está a assumir rapidamente o estatuto de herói de seita entre muitos dos jovens zangados desta nação inquieta.

Desde a sua espectacular fuga da prisão com 56 outros presos há quatro dias, o Major Reinado tem feito diariamente os cabeçalhos dos jornais.

Um antigo comandante da polícia militar de Timor-Leste, enfrentava acusações de tentativa de homicídio e de posse ilegal de armas antes de caminhar para a liberdade pela entrada da frente da prisão de Becora.

Um antigo carregador contratado das forças armadas Indonésias, o Major Reinado fugiu de barco de Timor-Leste para a Austrália em 1995 com a ajuda de um padre local. Depois de regressar à sua pátria, por pouco tempo comandou a armada de dois barcos de patrulha do país e treinou com as forças armadas Australianas. Ele tem dupla nacionalidade e tem a mulher em Perth. Mas o alegado envolvimento do Major Reinado na violência politica tem sido a sua ruína.

Desde que fugiu para as montanhas, tem havido numerosos relatos sobre o o fugitivo cujas façanhas são avidamente relatadas pelos jornais locais e pela televisão estatal.

Uma entrevista gravada contrabandeada do seu refúgio secreto há dois dias inclui palavras de conselho para os jovens em luta não beberem demasiado e um ataque zangado contra um sistema de justiça defeituoso.

"Temos de lutar juntos para alcançarmos a justice e mudarmos este Governo," foi relatado ele ter dito num artigo publicado na edição de fim-de-semana do Timor Post em tétum.

Incluiu um apelo para terminar a violência de gangs que é uma ocorrência diária nas ruas traseiras da capital arruinada. "Apelo a todos os jovens do país para fazerem a paz e pararem de se odiar uns aos outros e de se apedrejarem una aos outros," disse.

"O Governo deve assumer a responsabilidade deste problema." Acrescentou que os jovens de Dili podiam também fazer pior do que do que libertarem-se dos seus hábitos de beber e começarem a aprender a arte dos computadores. Para muitos jovens Timorenses, desencantados com as promessas vazias dos seus líderes políticos, o Major Reinado tem todas as qualidades heróicas e encanto de um Che Guevara do século 21, mas para outros é pouco mais de um brigão fanfarrão.

Para os da sua geração nascidos no leste do país, é detestado por ter atraiçoado os militares e ter desertado o seu comando com 20 seguidores pesadamente armados em 4 de Maio – acções que ele diz tomou de protesto contra o esmagamento violento pelo antigo governo de um protesto militar uma semana antes.

O seu apoio é mais forte na zona do seu local de nascimento no distrito de Aileu, montanhoso e onde se cultiva o café, e em particular entre as pessoas de etnia Mambai que contam 250,000, ou cerca de um quarto da população, a maioria dos quais vive em aldeias espalhadas pelas montanhas e em cidades no oeste central.

Timor-Leste tem uma grande tradição de heróis guerreiros tal como o comandante Nicolau Lobato da guerrilha Falintil, morto quando combatia as tropas Indonésias.

O Presidente corrente, Xanana Gusmão, é ele próprio um antigo líder das guerrilhas pró-independência.

Ao mesmo tempo que o Sr Gusmão evitou declarações públicas de apoio ao Major Reinado, privadamente sabe-se que simpatiza com a luta dos soldados.

Dados aos comentários críticos do Major Reinado acerca da liderança política do país, a sua relação com o corrente Primeiro-Ministro José Ramos Horta é mais ambígua.

O Major Reinado detesta o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri a quem acusa da morte de seis manifestantes desarmados durante as manifestações de rua em 28 de Abril, acções que levaram à sua ligação com os 600 amotinados das forças armadas.

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Give up, army tells Timor fugitive

The Age
Brendan Nicholson
September 5, 2006

THE commander of Australia's troops in East Timor, Brigadier Mick Slater, has assured runaway rebel Major Alfredo Reinado that the Australian Army will guarantee his safety if he surrenders.

Brigadier Slater told The Age he had sent messages to Major Reinado via his associates calling on him to turn himself in.

He said he had spent some time talking to Major Reinado before he and 56 others escaped from prison in Dili.

Major Reinado had told him he wanted to bring about change in East Timor, but he did not want to become a politician.

"I can guarantee him that if he were to arrange to hand himself in to the joint taskforce, that once he was within our control he would be treated fairly and in accordance with the law and we would take care of his personal security."

Brigadier Slater said that when Reinado left the prison, about 15 of those with him were soldiers and close associates.

"The others are just common criminals, murderers, rapists and arsonists," he said.

He said if Major Reinado did not have a mobile phone with him in jail, he would have got one very quickly as soon as he got out. "I've opened a few doors for him to contact us, but a lot of other people have done this as well," Brigadier Slater said.

"I'm not optimistic but I'm hopeful that he does because if he's genuinely worried about his security he knows there is one organisation in the country that can guarantee his safety — us."

He said Australian officials were aware of several people who were likely to contact Major Reinado or were likely to be contacted by him. "The best thing he can do for the country and himself right now is hand himself in and pursue the legal democratic process to bring about a change in government.

"That is not beyond his capacity; maybe not in this election but maybe the next one if he goes about it the right way.

"The first thing he's got to do is come back, stand trial and clear his name as he believes he can clear it."

He said Major Reinado had broken the law but was intelligent and charismatic. He did not think he had joined any group since escaping last week.

Brigadier Slater said he did not think there was an imminent danger of civil war, and he did not think that Major Reinado had gone to join any group.

"If anything, people will come to him. He'll have loyal supporters out there who he feels safe with in different parts of the western provinces. Eventually he would be caught.

"It is probably of more concern to the Government that Reinado could get a substantial following."

Brigadier Slater said he believed the criminals who escaped with Major Reinado had quickly separated from him and broken up into small groups.

Foreign Minister Alexander Downer yesterday warned that Australia must keep a strong force of troops in East Timor for at least another year to deal with attacks by armed groups.

In Dili for talks with his Indonesian counterpart Hassan Wirajuda and East Timor Prime Minister Jose Ramos Horta, Mr Downer said they shared his concerns about the security situation. "It has changed a little in character," he said. "Previously, some of the violence was politically motivated. There's a lot of just plain criminal violence now with gangs and retaliation."

Mr Downer said the UN decision to send 1600 police would help because the East Timorese police, particularly those in and around Dili, were dysfunctional.

He said Australia's military commanders had told him 650 Australian troops were needed before the election, along with troops from New Zealand and perhaps other regional countries.

He told the East Timorese Government he was concerned about the large number of weapons, including military automatic rifles, that were still out in the community.

"It is probably of more concern to the Government that Reinado could get a substantial following."


He said Australia's military commanders had told him 650 Australian troops were needed before the election, along with troops from New Zealand and perhaps other regional countries.

He told the East Timorese Government he was concerned about the large number of weapons, including military automatic rifles, that were still out in the community.

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Timor faces new rebellion

The Age

Lindsay Murdoch
September 2, 2006

AUSTRALIAN security forces hunting Alfredo Reinado, who led a mass escape from Dili's jail this week, should know that the rebel leader has XXX tattooed across the back of his neck.

Reinado sees himself as Xander Cage, the extreme sports athlete and fearless adrenaline junkie in the 2002 cult movie XXX.

"I don't care if I die tomorrow," Reinado said after he fired the first shots in a bloody revolt that plunged East Timor into crisis in May.

Dili should have been awash with joy and celebration on the day Reinado escaped — it was the seventh anniversary of East Timor's courageous vote to split from Indonesia — but there was only a small beachfront concert for street kids to mark the date.

Three months after Reinado's shots rang out on the hillside above the jail from which he escaped, East Timor's political factions are regrouping behind the scenes and plotting their next moves in a bitter power struggle that could erupt again into violence, a number of well-informed figures said this week.

Prime Minister Jose Ramos Horta concedes wearily that the political problems that plunged the country into crisis in April, May and June have not been solved.

Speaking from his thatched villa overlooking Dili harbour, Mr Ramos Horta says it is possible for the country to hold violence-free elections due in April next year but only through "strong international assistance and the role of the church and other leaders". But he warns that "obviously there is no guarantee".

Reinado's escape with 56 other prisoners, including eight of his highly trained men, on Wednesday came just days after Vincente da Concecao, a former guerilla fighter who likes to be called "Commander Railos" fled into the country's western mountains as the Office of Prosecutor-General was about to issue a warrant for his arrest for possession of illegal weapons.

Like Reinado, Railos is a dangerous man to be on the run, having also led his men into a firefight on Dili's outskirts in May.

His sensational allegations that he set up a hit squad to eliminate then prime minister Mari Alkatiri's political opponents led to Mr Alkatiri being forced from office.

Opposition Leader Mario Carrascalao says that Railos, whom he knows well, has been mishandled by the Government.

"Railos feels frustrated. He provided information to help solve the problem but they were going to arrest him," Mr Carrascalao says. "So he is forced to run into the jungle. Will he stay quiet there? I don't think so. I think he will gather support and strength and will become a big problem for the Government."

The possibility that Reinado, who has probably also fled into the western coffee-growing mountains, and Railos and their men could come together to form a renegade force is a nightmare scenario for the commanders of international troops and police in Dili, who have been struggling to control gang violence and have failed to convince 70,000 people living in makeshift refugee camps that it is safe enough for them to return to their homes.

Like Xander Cage, whose mission was to save the world, Reinado apparently wants to save East Timor and is prepared to inflame people's fears and passions to get his way. Within hours of his escape he was circulating a letter calling on East Timorese to rise up in a people-power revolution.

The escape shattered the illusion that hundreds of international police and troops now deployed in Dili have brought peace to the tiny half-island nation of just over a million mostly impoverished people.

Shops and markets are open and doing brisk business; Australian police wearing neatly pressed uniforms have got the traffic mess sorted out; fewer armoured personnel carriers are rumbling through the streets; tourists are making spectacular dives off the coast and laughing children play soccer each evening on beachfront fields.

And the UN Security Council has agreed to send — before the elections — 1600 international police, 34 military liaison officers and about 500 civilian personnel who will complement international troops already in Dili, including 1500 Australians. But a Western analyst in Dili says the forces are just keeping protagonists apart.

"The bad blood, grudges and dirty politics are still there, just below the surface," the analyst says. Fretilin, the ruling party which holds 55 of the 86 seats in Parliament, appears to be fracturing as the combative and unpopular Mr Alkatiri vows to lead the party to an "unimaginable" win at the elections.

The party's top officials were stunned and angered by Mr Alkatiri's removal from office. It remains unclear whether reformists led by former UN ambassador and now foreign minister Jose Luis Guterres will attempt to topple Alkatiri loyalists and lead the party into the elections.

Security forces fear a violent backlash by Mr Alkatiri's enemies if the Office of Prosecutor-General fails to charge him over the Railos hit squad allegations. But they also fear a backlash from elements within Fretilin if Alkatiri is charged. "It's a no-win situation regarding Alkatiri," the analyst says.

Youth worker Jose Sousa-Santos says gangs of unemployed youths responsible for sporadic violence are being manipulated for political and criminal purposes. "The kids are a very buyable commodity," Mr Sousa-Santos says. Two rival martial-arts gangs have memberships of more than 30,000 each throughout the country. Other gangs are run by criminals controlling prostitution, drugs and other crime.

Mr Ramos Horta says renegade police are manipulating the gangs. "Few of these police elements have been captured. Certain people are using the absence of law and order to settle old scores."

Some of the former police are believed to possess high-powered weapons looted from the armoury of the 3200-strong police force that disintegrated amid the May violence.

Dan Murphy, an American doctor who has worked in Dili since 1998, warns that the health of people in the refugee camps is deteriorating.

"The people tell me that this is their most worrying and depressing time since they gained their independence," he says. "The rains will come soon and living in the camps will quickly become unsustainable. There have already been preventable deaths in the camps. What is being done to get them back to their homes, if they happen to have one left standing? Very little."

Celestinho da Costa-Alves manages a refugee camp near Dili's main wharf whose 2600 residents from eastern parts of the country have been frequently attacked by gangs from western parts.

"Every time our people leave and try to return to their homes they are attacked," Mr da Costa-Alves says. "The Government has told us to leave here because there has been trouble but where are we to go?"

Mr Ramos Horta says he understands people's fears. Since taking office two months ago he has shaken up the country's lethargic bureaucracy.

Business people say permits are now being issued in hours not days, containers are moving quickly off the wharves and corruption appears curbed.

On trips to the mountains, the Prime Minister stops and gives money to the poor. He makes surprise visits to government offices, refugee camps, charities, and UN and non-government organisations. He has steered a $A410 million budget through Parliament, a record for a country in which the average annual income is $A485. Mr Ramos Horta has emerged as the person many East Timorese see as their saviour at another terrible moment in the country's history, and he feels committed to helping solve East Timor's problems.

"I would rather retire and take it easy on a beach somewhere," he says. "But it might be important for me to be here … I'm not saying that I am the best person, but I am one of the very, very few with the trust of the people."
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ETimor PM urges peacekeepers to stay longer

ReliefWeb
Source: Agence France-Presse (AFP)
Date: 04 Sep 2006

DILI, Sept 4, 2006 (AFP) - East Timor Prime Minister Jose Ramos-Horta on Monday pleaded with Australia not to reduce its troop commitment to the tiny state, saying international peacekeepers were needed to enforce security.
"The Australians -- as are the New Zealanders, the Malaysians and the Portuguese -- are very keen to leave as soon as possible," Ramos-Horta said after talks with the foreign ministers of Australia and Indonesia.

"We are the ones to ask them: 'Please, not so fast.' We still need them here."

Speaking after receiving Australia's Alexander Downer, Indonesia's Hassan Wirayuda and East Timor's Jose Luis Guterres, Ramos-Horta's comments came after Canberra's announcement that it would downscale its troop deployment here.

On Sunday, before departing for Dili, Downer said the East Timorese "have to accept responsibility for their own affairs and work to solve their own problems, not expect us and the United Nations to fix up all their problems."

Foreign peacekeepers have been deployed in the East Timorese capital since May, when the city was plagued by deadly clashes following the dismissals of 600 deserting soldiers. Sporadic fresh violence has continued since.

Ramos-Horta said that he had briefed the two foreign ministers about the security conditions as well as the next UN mission and elections scheduled for next year.

The United Nations, which established a larger mission in the country after the unrest, has agreed to the deployment of more than 1,600 international police to East Timor.

Downer and Wirayuda later held separate meetings with East Timorese President Xanana Gusmao. Downer made no comments after those talks.

Earlier in the day, Ramos-Horta expressed optimism that his country could soon overcome its security problems.

He thanked the international peacekeeping forces for "responding promptly to assist us," but made no further allusion to his charges that the foreign forces were also partly to blame for a recent mass jail break in Dili.

The prime minister had said Australia was partly to blame for the breakout that saw rebel leader Major Alfredo Reinado and 56 other inmates escape from Dili's Becora prison on Wednesday.

Reinado, who led the group of deserting troops and was accused of sparking the civil unrest in May, was arrested in July on charges of weapons possession.

The unrest triggered clashes among rival security forces and gang wars on the streets that killed 21 people, and prompted the deployment of the Australian-led international peacekeeping force.

On Sunday, Downer said that Dili could not blame the international peacekeepers for every incident in the country.

The Australian federal police commander in East Timor, Steve Lancaster, told journalists on Monday that although the authorities were calling on Reinado to surrender peacefully, they would not sit around waiting for him.

"We will not just wait for Mr. Reinado to turn himself in," Lancaster said, adding that the Australian police, the UN police and their East Timorese counterparts would use "whatever means" to find him.

UN police released photos of 33 of the escaped prisoners, pledging to recapture all of the fugitives.

Copyright (c) 2006 Agence France-Presse
Received by NewsEdge Insight: 09/04/2006 06:35:20

East Timor and China to sign technical cooperation protocol in Macau

MacauHub
[ 2006-09-04 ]

Dili, East Timor, 04 Sept – East Timor and China are scheduled to sign in Macau a technical and economic cooperation protocol and two aid notes, East Timor’s development minister, Arcanjo da Silva told Portuguese news agency Lusa in Dili Saturday.

The minister, who is set to head a political and business mission at the 2nd ministerial meeting of the Forum for Economic and comemrical Cooperation between China and the Portuguese-speaking Countries, also said that the aid notes were for Chinese support for production of anti-malarial medication and for planting hybrid rice.

Arcanjo da Silva added that cooperation between East Timor and the People’s Republic of China had intensified over the last few years due to work by the Chinese embassy in supporting the actions of Development Ministry.

The Forum for Economic and Commercial Cooperation between China and the Portuguese-speaking Countries, created in 2003, was launched by China to boost Macau’s special relationship with Portuguese-speaking countries and aims to tighten multilateral links in order to encourage cooperation and trade.

The meeting, which is due to take place between September 24 and 25, will be attended by high-ranking trade officials from China and Portuguese-speaking countries, with the exception of Sao Tome and Principe.

Sao Tome’s absence is due to its keeping diplomatic ties with Taiwan. (macauhub)



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Indonésia e Austrália vão ajudar no restabelecimento da paz

Sydney, Austrália, 04 Set (Lusa) - Os ministros dos Negócios Estrangeir os timorense, australiano e indonésio acordaram hoje cooperar para o restabeleci mento da paz e da estabilidade em Timor-Leste, durante uma reunião tripartida qu e decorreu em Díli.

"Os ministros acordaram colaborar numa série de frentes para ajudar Tim or-Leste a fazer uma transição para a paz e para a estabilidade", indicou o Mini stério dos Negócios Estrangeiros australiano num comunicado à imprensa.

O australiano Alexander Downer, o indonésio Hassan Wiraduya e o timoren se José Luís Guterres, que se reuniram com o primeiro-ministro timorense, José R amos Horta, "deram as boas-vindas à Missão Integrada das Nações Unidas em Timor- Leste [UNMIT, na sigla em inglês]", mandatada pelo Conselho de Segurança da ONU para "fomentar a reconciliação nacional, preparar as eleições de 2007, distribui r assistência humanitária e trabalhar com a força policial para a manutenção da lei e da ordem".

A UNMIT, criada pela resolução do Conselho de Segurança adoptada a 25 d e Agosto, vai contar com 1.608 polícias e 34 militares e terá um mandato inicial de seis meses.

Ramos Horta manifestou, por seu lado, "grande confiança e optimismo" na capacidade dos timorenses para "ultrapassar a actual situação", sublinhando no entanto que ela é agora "muito mais estável e agradável do que há dois meses".

Timor-Leste viveu este ano a sua pior crise desde a independência, em M aio de 2002, com uma onda de violência que fez pelo menos 30 mortos e obrigou o governo timorense a pedir o envio de contingentes militares e policiais a Portug al, Austrália, Malásia e Nova Zelândia.

A reunião tripartida de hoje serviu igualmente, segundo o mesmo comunic ado do Governo australiano, para reforçar a vontade dos três países vizinhos de colaborar para "forjar relações comerciais mais estreitas e enfrentar ameaças à segurança regional como o contrabando e a imigração ilegal".

MDR.

segunda-feira, setembro 04, 2006

No blog TIMOR um blog do Publico.pt

Sobre os Professores de Português, leia aqui e sobre a fuga de Reinado, leia aqui.

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Indonésia aumenta segurança na fronteira com Timor-Leste

Pedido do Ministro dos Negócios Estrangeiros
04.09.2006 - 10h10 PÚBLICO

O ministro indonésio dos Negócios Estrangeiros, Noer Hassan Wirajuda, pediu ontem um aumento da cooperação com a Austrália e Timor-Leste, horas antes de uma reunião trilateral para debater alguns dos assuntos da região.

"Vemos, entre outras coisas, a necessidade de se desenvolver a cooperação entre a parte setentrional da Austrália e Timor-Leste; e também a parte oriental da Indonésia", disse Wirajuda, a anteceder as conversações, em Díli, com o seu homólogo australiano, Alexander Downer, e com o primeiro-ministro José Ramos Horta.

Enquanto isso, as autoridades indonésias aumentavam a segurança ao longo da fronteira com Timor-Leste, de modo a evitar a passagem para o seu território do major rebelde Alfredo Reinado, que quarta-feira fugiu da cadeia de Becora, na capital, com mais 56 presos. Reinado foi detido em Julho com outros militares seus subordinados, no rescaldo de um motim para exigir a demissão do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri, que acabou por renunciar ao cargo.

A primeira dama de Timor-Leste, Kirsty Sword-Gusmão, citada pela Australian Broadcasting Corporation, declarou que existe a sensação de que as forças estrangeiras poderão não ter conhecimento suficiente das realidades locais. Um porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Ron Redmond, manifestou-se preocupado com a escalada de violência a que se tem vindo a assistir no país.

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Ramos Horta elogia Alkatiri pelas negociações petrolíferas

O Primeiro-ministro elogiou o trabalho feito pelos governos do seu antecessor, Mari Alkatiri, na negociação com a Austrália sobre o petróleo do mar de Timor.

04/09/2006



(09:55) "Foi um trabalho bem-feito", disse Ramos Horta no final da terceira cimeira trilateral de cooperação dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Indonésia e Timor-Leste.

O Primeiro-ministro referia-se ao acordo para a partilha das receitas petrolíferas do Mar de Timor, que Timor-Leste e a Austrália assinaram em Janeiro deste ano.

O acordo foi negociado ao longo de dois anos e meio pelo então chefe do Governo, Mari Alkatiri.

O documento estipula a partilha em partes iguais das receitas provenientes de reservas petrolíferas daquela zona, que ascendem a cerca de 30 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros).

No âmbito do acordo, os dois países também concordaram em suspender por um período de 40 a 50 anos a demarcação definitiva da fronteira marítima.

O acordo alcançado com a Austrália não teve reflexos na chamada zona conjunta de exploração petrolífera, em que Timor-Leste recebe já 90% das receitas, e a Austrália os restantes 10%, e que poderá render nos próximos 10 a 20 anos cerca de 14,5 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros) para Timor-Leste.

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Alkatiri claims westerners tried to overthrow him

San Francisco Indymedia

Original article is at http://sf.indymedia.org/news/2006/09/1732250.php
by repost Sunday, Sep. 03, 2006 at 11:26 PM


Former East Timor prime minister Mari Alkatiri says unnamed westerners approached army commanders to organise a coup against him.

He also alleges Australian Prime Minister John Howard had pushed for him to step down.

Mr Alkatiri did resign earlier this year amid allegations he had a hand in organising death squads to eliminate political opponents.

But in an interview tonight with the SBS program Dateline, Mr Alkatiri claimed "foreign nationals" tried to organise a coup against him because he was "too independent" and threatened Australian interests in the oil and gas fields of the Timor Sea.

"I was informed by the commanders of the (East Timorese) army of the situation," Mr Alkatiri told SBS.

"They (the army chiefs) were approached by some Timorese and some foreign nationals but I was fully aware and confident in the command of the army that I didn't think it was an issue that could worry me and it was nothing."

Mr Alkatiri said it was not clear whether the foreigners were Australian or American.

"Even the commanders were not clear on this. If they were Australian or American ... between these two," he said.

"But I still have no clear information from the command if they were Australian or American, but surely they were English speaking."

Asked if he had any evidence that Australia was involved in the coup attempt, he said he did not, but strongly believed Mr Howard wanted him gone.

"Evidence? No. But the only prime minister in the world that was really 'advising me' - quote, unquote - to step down was the prime minister of Australia during these, say, these difficult days," Mr Alkatiri said.

He defended the way he ran the country, saying he fought hard for full control of the Timorese oil and gas fields.

"What I was doing in my term was to defend the interests of my people in having the resources to develop this country independently, not to be dependent," he said.

"I was fully aware we have our right on the Timor Sea and we have to defend it, not because I am anti-Australian, I like very much Australia as a country, as a nation, as a people."

www.theage.com.au/news/world/alkateri-claims-westerners-tried-to-overthrow-hi...

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East Timor Wants 100 Korean Policemen

The Korea Times

09-04-2006 17:45
By Kim Tong-yungStaff Reporter

The National Police Agency (NPA) said Monday it is planning to dispatch more than 100 police officers to East Timor next year in response to a UN request as instability grows in the Southeast Asian country. Once dispatched, it would be the country’s largest deployment of police personnel ever to a foreign country.

An NPA officer Monday confirmed that the UN recently requested Korean government officials to send some of its police personnel to East Timor where concerns over public security are rising.

``The U.N. made an official request to the Ministry of Foreign Affairs and Trade two months ago for the deployment of Korean police personnel in East Timor, on a scale of about a squadron, which is about 120 to 140 officers,’’ said the official.

``We have been in talks with the Foreign Affairs and Trade Ministry, the Defense Ministry, the Planning and Budget Ministry, the Commerce-Industry-Energy Ministry, and other related government agencies over the request.”

The police dispatch will be made early next year after training the policemen. He added that an endorsement from the National Assembly is necessary for the dispatch.

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Regional talks to focus on East Timor security crisis

ABC Online

AM - Monday, 4 September , 2006 08:12:00
Reporter: Anne Barker

TONY EASTLEY: The latest security crisis in East Timor will be high on the agenda at talks today in Dili between Australia, East Timor and Indonesia.

Australia's Foreign Minister, Alexander Downer, will be raising his concerns over last week's escape of 57 prisoners from the prison there, including the man blamed for sparking some of East Timor's recent unrest, Major Alfredo Reinado.

Mr Downer will also discuss the gradual wind-down of Australian troop numbers in Dili.

Anne Barker reports.

ANNE BARKER: Alexander Downer will have some tough words for East Timor when he sits down today with its Prime Minister, Jose Ramos Horta in Dili.

Before he flew out last night, the Foreign Minister made it clear Australia wants its tiny neighbour to be far more proactive in fending for itself.

ALEXANDER DOWNER: The East Timorese have to accept responsibility now, because they're an independent country, for their own affairs. And they have to learn to find solutions to their own problems, not just expect the international community indefinitely to solve all those problems for them.

ANNE BARKER: Today's trilateral talks will cover more than the security situation in East Timor. Australia wants to talk about regional terrorism, illegal fishing and even money laundering. Indonesia has pencilled in bird flu and trade.

But the latest crisis in East Timor, since last week's prison breakout and Friday's outburst of violence is set to dominate the talks.

ALEXANDER DOWNER: It is of concern to us that people are in prison, either facing serious charges, or who have been convicted of serious offences are now back out on the loose.

Unless these people are apprehended, this could contribute to instability in East Timor when the situation is, whilst it's been getting better, the situation is still fairly fragile there.

ANNE BARKER: Five days on, not one of the 57 escapees who broke out of Dili's Becora jail has been recaptured, despite reports that two prisoners had handed themselves in to East Timorese police on Friday.

But the man in charge of the United Nations-led police force, Antero Lopes, says he's still hopeful of finding them.

ANTERO LOPES: I believe that soon we will start assisting some of those escapees returning to the prison or eventually being captured.

ANNE BARKER: What makes you think that?

ANTERO LOPES: Well, there is a pattern, and this is not the first time that there have been escapees from the prison. And we believe that they will not sustain this situation for too long, because also most of them are convicted criminals and they're not welcome in the community.

ANNE BARKER: Now, Alfredo Reinado has made a televised statement from his hideout. Why hasn't that led to his capture, if someone knows where he is?

ANTERO LOPES: Well, we don't really know where that interview took place. You know, he didn't come to Dili, I believe, to deliver that interview.

ANNE BARKER: Judging from his message, where he criticised the government of Jose Ramos Horta, do you suspect he could be trying to incite further unrest in East Timor?

ANTERO LOPES: I don't have any information that would make me conclude that he would be a threat to the Government in that sense. I believe he's making statements about what he believes is the political situation, but those are his own views, and I would not comment on the political aspect of it.

ANNE BARKER: What is the probability now that Alfredo Reinado and at least some of the other prisoners are armed?

ANTERO LOPES: We don't know that. We don't know if they're armed. What we know is that there is no evidence that there has been any crime perpetrated by those individuals, whether armed or unarmed.

TONY EASTLEY: Antero Lopes, the new United Nations Police Commissioner in Dili, speaking there with AM's Anne Barker.

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Imagine se fosse noutro lugar...

Alguém neste blog havia dito que a fuga de 55, 56 ou 57 prisioneiros nao tem grande importancia, organizando-se desnecessariamente aqui a caça ao homem, e que deviamos de nos preocupar com coisas mais importantes. Ponhamos a câmera para outro angulo.

Em pequeno ecrã aparece um casal de apresentadores televisivos que, de acordo com imagens que vão passando, acabam pôr o seu ar mais grave possível substituindo seu sorriso de circunstância, fabricado na Colgate.

"Caros telespectadores. Temos que interromper a nossa programação devido a notícias da última de hora. 57 Talibãs evadiram-se do Guantanamo. Os motivos e meios da sua fuga são ainda desconhecidos. Toda a força polícial dos EUA anda à sua procura, disponibilizando todos os meios possíveis. Existem fortes suspeitas de que estão a tramar algum ataque terrorísta por forma de se auto-disponibilizarem à experiência de efeitos nocivos provocados por engenhos explosivos, juntamente com alguns 300 passageiros de algum voo domestico. "

"Caros telespectadores, o que acabaram de ouvir não tem qualquer importância e muito menos razões de panico e medo pela segurança. Fiquem já a saber que voltaremos com notícias mais frescas sobre este evento da fuga de 57 Talibãs, sobretudo se alguns desses talbãs decidirem ficar eternamente nos ceus fretando um dos nossos aviões. "

"Passaremos agora para notícias mais importantes: Angelina Jolie a adoptar mais uma criança num dos países em desenvolvimento!

Fiquem bem e até já!"


Zé Satírico
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Veneno ameaça missão separada

Tradução da Margarida:

The Australian


David Nason, New York correspondente

04 Setembro 06

O tom da resposta agressiva e anti-Australiana de Timor-Leste à fuga da prisão de Becora é um sinal seguro de que Canberra terá grande dificuldade em ganhar uma extensão quando o arranjo de segurança conjunto "capacete verde – capacete azul " for revisto pelo Conselho de Segurança da ONU no próximo mês sob o mandado da ONU aprovado há 10 dias atrás, a força de estabilização liderada pelos Australianos tem autoridade para operar em Timor-Leste separadamente do destacamento de 1600 polícias da ONU.

Mas como concessão aos muitos opositores deste sistema de segurança partilhado, o conselho ordenou ao Secretário-geral da ONU Kofi Annan para rever o arranjo e relatar sobre ele dentro de dois meses.

Significativamente, Mr Annan e o Primeiro-Ministro Timorense José Ramos Horta estiveram entre os que mais argumentaram para que a componente militar da nova missão fosse colocada sob completo controlo da ONU.

Os seus muitos apoiantes incluem Portugal, o antigo poder colonial de Timor-Leste, China, Brasil e os três outros membros da força de estabilização liderada pelos Australianos – Nova Zelândia, Malásiae as Filipinas.

Mas com o apoio poderoso dos USA, Grã-Bretanha e Japão, a Austrália ganhou a batalha diplomática e foi-lhe autorizado continuar o seu papel militar independente, apesar de numa base temporária dependente da revisão de Mr Annan.

Na altura, o embaixador da Austrália na ONU Robert Hill disse que ao mesmo tempo que Canberra estava satisfeita por a sua opção militar ter sido adoptada, os soldados da Austrália tinham de provar à ONU que podiam responder às exigências de segurança da missão.

Mas a fuga da prisão agora dá aos opositores da Austrália um argumento convincente que diz que os Australianos não estão à altura do trabalho e devem ser substituídos por uma força militar de capacetes azuis.

O criticismo venenoso dos Timorense à Austrália é a evidência de que este processo já está em curso. Mr Annan deu um contributo na Sexta-feira quando o seu porta-voz de New York disse que a agência de refugiados da ONU, a UNHCR, estava "muito preocupada com a recente escalada da violência em Dili".

Mr Hill tinho expressado esperança que a Austrália pudesse ganhar o apoio de Timor-Leste para o arranjo de segurança partilhado durante os dois meses de experiência.

Mas a Austrália prepara-se agora para a humilhação pública antes do Conselho de Segurança do próximo mês se continuar a pressionar por um papel independente em Timor-Leste.

Se isto acontecer, muitos Australianos julgarão que isso será uma injusta nota de acréscimo, dada a velocidade e o profissionalismo da resposta da nação quando Timor-Leste estava em necessidade desesperada de ajuda em Abril e Maio.

Mas outros podem bem perguntar porque é que a Austrália – dada a clara oposição dos Timorenses e de tantos outros na comunidade internacional – tem sido tão insistente para operar separadamente da ONU em primeiro lugar.

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Curem as divisões ou perdem o poder, Ramos Horta avisa a Fretilin

Tradução da Margarida.


Smht.com.au
Lindsay Murdoch em Dili e agências
Setembro 4, 2006

O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, José Ramos Horta, tem avisado que a hostilidade dos eleitores para com o partido no poder, a Fretilin, pode tornar difícil a governação do país depois das eleições do próximo ano.

O Sr Ramos Horta diz que a Fretilin, que ele ajudou a formar há duas décadas, precisa de curar rapidamente as suas profundas divisões e encontrar uma nova liderança.

Disse ao Herald numa entrevista exclusive que há uma "muito, muito boa oportunidade " de a Fretilin poder perder a maioria e que partidos mais pequenos quase de certeza recusariam apoiá-la no governo.

Os comentários intensificarão a tensão política em Dili, onde o deposto primeiro-ministro da, Mari Alkatiri, ainda é o secretário-geral do partido. Ele mantém que liderará o partido à vitória nas eleições, previstas para Abril.

O Sr Ramos Horta foi nomeado em Junho depois do Sr Alkatiri foi forçado a sair por causa de alegações de que tinha conhecimento dum chamado “esquadrão de ataque” que foi alegadamente armado para eliminar rivais políticos.

A Fretilin tem 56 dos 88 lugares do parlamento.

Mais desestabilização política em Dili dificultará Canberra de retirar pessoal das quase 2000 tropas e polícias Australianos ainda destacados no país.

O Sr Ramos Horta disse que os membros da Fretilin precisam de ultrapassar facções e divisões e "reformarem-se e projectarem-se eles próprios como um partido moderno, inclusivo, tolerante " com um novo líder, tal como o antigo embaixador nas Nações Unidas e agora Ministro dos Estrangeiros, José Luis Guterres.

O Ministro dos Estrangeiros Australiano, Alexander Downer, disse aos repórteres ontem que Timor-Leste tem de aceitar a responsabilidade dos seus próprios assuntos e encontrar soluções para os seus problemas.

"Temos sido, como povo, enormemente generosos com os Timorenses e continuaremos a dar-lhes apoio, mas os Timorenses têm de aceitar a responsabilidade agora, porque são um país independente, pelos seus próprios assuntos," disse Mr Downer em Adelaide.

Falando antes de conversas trilaterais entre Timor-Leste, Indonésia e Austrália que se vão realizar hoje em Dili, o Sr Ramos Horta disse que estava determinado que o acordo com a Austrália para desenvolver as reservas de petróleo e gás calculadas em $50 biliões no campo de Greater Sunrise no Mar de Timor será ratificado pelo parlamento de Timor-Leste este ano, declarando isso como uma "questão da nossa credibilidade como nação."

Referindo-se à oposição entre os deputados que dizem que recusarão ratificar o acordo, o Sr Ramos Horta disse que "enquanto eu for Primeiro-Ministro, tenho a intenção de o trazer para o parlamento e de o defender ".

O Sr Ramos Horta diz que acredita fortemente que Indonésios responsáveis por terem cometido atrocidades em 1999, quando os Timorenses votaram esmagadoramente rejeitando a governação de Jakarta, não devem ser perseguidos pela ONU.

O Presidente Xanana Gusmão e o Ministro dos Estrangeiros da Indonésia, Hassan Wirajuda, vão também estar nas conversas, nas quais o Sr Ramos Horta disse que vai dar uma nota sobre a situação de segurança no país depois duma fuga em massa duma prisão de Dili a semana passada liderada pelo líder amotinado Alfredo Reinado.

O Major Reinado emitiu uma gravação vídeo no fim-de-semana mostrando que atingiu as montanhas de Timor-Leste, onde será difícil às forças internacionais de segurança recapturá-lo.

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Perguntas incómodas de um leitor

As declarações da primeira-dama em defesa de Alfredo Reinado e em sintonia com as declarações do mesmo no que se refere às críticas ao sistema de justiça timorense são, no mínimo, surpreendentes e suscitam algumas questões:

- Apoia a presidência da república a evasão do preso preventivo Alfredo Reinado da cadeia de Bécora?

- Apoiou a presidência da república a fuga dando ordens às forças internacionais para que a permitissem, ou deu apoio logístico para a gravação da cassete vídeo?

- Entende a presidência da república que era legítima a recusa de entrega de armas por parte de Alfredo Reinado, como ordenado pelo II Governo constitucional de Timor-Leste ?

- Foi essa recusa de entrega de armas feita com a concordância da Presidência da República?

- O que pensa a primeira dama do facto de Alfredo Reinado ter disparado contra militares das FDTL, como foi testemunhado por um jornalista australiano?

- Quais são as concretas deficiências que a primeira dama aponta ao sistema de justiça de Timor Leste?

- O que tem feito ou que acções tem promovido a presidência da república para o aperfeiçoamento do sistema de justiça timorense?

- Entende a primeira dama que a correcção das deficiências que entende existirem no sistema de justiça justifica a evasão de presos das cadeias?

- Qual é a relevância que a primeira dama entende que tem para o Estado Timorense o que a imprensa e as televisões e rádios difundem ou deixam de difundir e a opinião pública australiana pensa ou deixa de pensar de Alfredo Reinado, Mari Alkatiri, Ramos Horta ou Xanana Gusmão?

- O que pensa o Presidente da República de tudo isto? Está melhor de saúde o senhor Presidente?

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Sobre as declarações da mulher do PR - dos Leitores

Ms Sword Gusmao making political statements again. Who does she think she is? I see no issues with her raising awareness of the plight of the people and the need for security, but how she can actually defend a person who has been caught on camera shooting first and in possession of weapons is somewhat puzzling. No wonder people are abusing her at refugee camps.



Estranho a primeira dama estar preocupada com a Justiça, que classifica de "weakest sector", sem especificar contudo o que quer dizer com esta expressão, e não se preocupar com um foragido andar a monte a incitar ao derrube do Governo e do PN.

Estranho nenhum jornalista não lhe perguntar como é que pode estar tão solidária com alguém que foi apanhado em flagrante com material de guerra, ocupando duas casas que não lhe pertenciam, enquanto há tanta gente sem casa.

"Weakest sector" não será mais para os lados do Palácio das Cinzas, depois do espalhanço do braço no ar?

Depois de um período de prudente silêncio, a primeira dama volta a mostrar muita pena dos refugiados, esquecendo-se no entanto que ela em tempos idos garantia que bastaria a demissão de Mari Alkatiri para que a situação voltasse à normalidade. Com pena ou sem ela, o que é certo é que eles lá continuam, no maior sofrimento.



Esta campanha é nojenta. A primeira dama, depois de denegrir a Justiça do país, vem agora atacar as FDTL, acusando-as de "terríveis violações".

Temos novo caso de acusações gratuitas gravíssimas, como no célebre discurso de 22 de Junho?

Enquanto isso, as forças australianas já foram absolvidas pela primeira dama, que se apressou a justificar o seu insucesso e impopularidade junto do povo por não terem "conhecimento local" suficiente, e não devido à sua incompetência e premeditação para comprometer o Estado timorense.

A primeira dama não esconde de que lado está, fazendo agora esta súbita campanha de "relações públicas" contra o Estado timorense na Austrália, aonde foi a pretexto de uma iniciativa de caridade.

Mais gasolina para a fogueira.



Lá está a Primeira Dama a dar a sua desnecessária opinião...Que grande declaração de apoio . O Reinaldo abandonou o seu posto, manipulou os seus súbditos, foi filmado a atirar para matar, foi apanhado em posse ilegal de armas... Que mais provas querem? Estou a juntar as pecas do puzzle... uma por uma. Reinaldo não fugiu. Reinaldo foi libertado...Quem foram os cúmplices?

Ramos-Horta elogia Alkatiri pelas negociações petrolíferas com Austrália

Díli, 04 Set (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta, elogiou hoje o trabalho feito pelos governos do seu antecessor, Mari Alkatiri, na negociação com a Austrália sobre o petróleo do mar de Timor.

"Foi um trabalho bem-feito", disse Ramos-Horta no final da terceira cimeira trilateral de cooperação dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Indonésia e Timor-Leste.

O primeiro-ministro referia-se ao acordo para a partilha das receitas petrolíferas do Mar de Timor, que Timor-Leste e a Austrália assinaram em Janeiro deste ano.

O acordo foi negociado ao longo de dois anos e meio pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri.
O documento estipula a partilha em partes iguais das receitas provenientes de reservas petrolíferas daquela zona, que ascendem a cerca de 30 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros).

No âmbito do acordo, os dois países também concordaram em suspender por um período de 40 a 50 anos a demarcação definitiva da fronteira marítima.

Na declaração que então fez à imprensa, Mari Alkatiri reconheceu a dureza das negociações encetadas com a Austrália.

"Foi uma negociação longa, por vezes feitas através da imprensa, por via diplomática e politica e também com murros na mesa.

Todos os que acompanharam o processo de negociações tiveram oportunidade de ver que houve trocas de tudo entre Timor-Leste e a Austrália, a todos os níveis", salientou".

O acordo alcançado com a Austrália não teve reflexos na chamada zona conjunta de exploração petrolífera, em que Timor-Leste recebe já 90 por cento das receitas, e a Austrália os restantes 10 por cento, e que poderá render nos próximos 10 a 20 anos cerca de 14,5 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros) para Timor-Leste.

No final da cimeira tripartida que decorreu hoje em Díli, a primeira que se realiza em Timor-Leste, os lideres das delegações também salientaram a importância da cooperação regional, que tem vindo a ser aprofundada.

Uma fonte governamental timorense tinha declarado na semana passada à Lusa que no decorrer da reunião, à porta fechada num hotel em Díli, as delegações abordariam as questões da segurança interna, a missão das Nações Unidas, as eleições de 2007, bem como a cooperação económica e a cooperação na área da segurança.

JCS.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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