sábado, fevereiro 16, 2008

Rectificação ao post anterior

Ainda não havia um acordo com a FRETILIN. E o acordo também incluia a AMP.

Ramos-Horta estava a negociar um acordo com a AMP e a FRETILIN, mas o último encontro na semana passada não foi conclusivo. Ainda não havia acordo.

O Presidente da República queria anunciar até dia 20 de Maio, uma amnistia e perdões presidenciais, que não eram apenas para Alfredo Reinado, mas PARA OS CRIMES COMETIDOS DURANTE O PERÍODO DA CRISE.

Com esta decisão, estavam abrangidas algumas pessoas já condenadas como Rogério Lobato, militares das FDTL, peticionários, o grupo do Reinado, e teria como consequência também que os oficiais das FDTL, como o General Matan Ruak e o Coronel Lere, nunca seriam alvo de processos.

Ramos-Horta disse a várias pessoas do seu circulo de confiança que se a FRETILIN e a AMP não aceitassem a amnistia que renunciava ao cargo de Presidente.

Cai por terra a teoria de João Carrascalão que pretende incriminar "alguns sectores das FDTL".

Mas Xanana Gusmão continua a ter todos os motivos para querer silenciar Reinado e Ramos-Horta.

11 comentários:

h correia disse...

Não duvido das boas intenções de Ramos Horta, que sempre foi um idealista, mas não posso concordar com este projecto de branqueamento criminal.

A Justiça e a responsabilizaçao dos cidadãos perante os seus pares fazem parte das sociedades modernas e democráticas, que se organizam segundo regras maioritariamente aceites.

Os comportamentos desviantes têm que ser punidos, sob pena de ser posto em causa todo o edifício social.

Qualquer manual básico de pedagogia nos diz que punir também é educar.

A negação deste princípio básico conduz à impunidade e à anarquia: um retrocesso até à idade da pedra, em que a regra número um (e única) era o salve-se quem puder.

A Justiça deixa de estar do lado dos mais fracos - as vítimas - para ir morar no cano de uma arma de fogo. Quem a tiver é que faz a Lei, como era no velho Oeste americano.

Não quero Timor transformado em Faroeste, regido pela lei da bala ou da catana. Quero um Timor moderno, onde as vítimas sejam protegidas pela sociedade e os algozes castigados.

Assim haja coragem.

Anónimo disse...

Kevin Rudd foi a Díli prometer que a Austrália estará com Timor-Leste

Público, 16.02.2008
Por Isabel Gorjão Santos

O primeiro-ministro australiano visitou o Presidente Ramos-Horta em Darwin, no hospital onde ontem foi submetido a uma quarta intervenção cirúrgica

O primeiro-ministro australiano Kevin Rudd esteve ontem três horas em Díli, onde se encontrou com o chefe do Governo timorense, Xanana Gusmão. Pouco depois, deslocou-se ao hospital em Darwin onde o Presidente José Ramos-Horta está internado, ainda em coma induzido mas numa situação que os médicos consideram estável. "Conheço o velho José, ele é um lutador", disse Rudd à ABC News australiana. "Ainda tem uma dura batalha pela frente, mas é um lutador."
Na suite do Royal Hospital Darwin, onde Ramos-Horta está a ser tratado aos ferimentos das balas que o atingiram na segunda-feira (noite de domingo em Lisboa), Rudd deixou algumas palavras de conforto. O Presidente timorense foi novamente operado, pela quarta vez, e deverá voltar a sê-lo este fim-de-semana, para que sejam tratados os ferimentos no pulmão direito.
O ataque à casa do Presidente timorense pelos homens do líder rebelde Alfredo Reinado, que foi morto pela segurança presidencial, deixou Ramos-Horta em estado crítico. Mas os médicos mantêm-se optimistas.
O director do hospital, Len Notaras, repetiu ontem que o estado de saúde de Ramos-Horta é grave, mas estável. "Ele está fortemente sedado para permitir que descanse e recupere", acrescentou. A irmã do Presidente timorense, Romana Horta, contou à agência Lusa que Ramos-Horta chegou a apertar a sua mão. "Acordar vai ser o pior. Não só a dor física mas também a moral, o choque de saber que tudo isto lhe aconteceu."
Ao lado de Xanana Gusmão, Kevin Rudd explicou o propósito da sua visita a Díli. "É dizer, alto e de forma clara, que a Austrália estará lado a lado com Timor-Leste na defesa do seu sistema democrático."

Reforço militar
Mais 350 soldados e polícias australianos foram enviados esta semana para Timor-Leste para ajudar a controlar a situação de crise. Juntaram-se aos 1000 militares da Austrália que se encontram no país. "É através das urnas de voto, e não do cano de uma arma, que as decisões para os nossos países serão tomadas", sublinhou o chefe do Governo australiano.
Após o seu encontro com Kevin Rudd, o primeiro-ministro Xanana Gusmão, cuja comitiva também foi atacada por um grupo alegadamente liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, ligado a Alfredo Reinado, mostrou-se optimista quanto à resolução da crise. "Uma bala pode ferir o Presidente, mas nunca poderá penetrar nos valores da democracia."
Timor-Leste mantém-se em estado de sítio, com recolher obrigatório, mas não tem havido distúrbios em Díli. As lojas, os escritórios e os bancos estão abertos. "Só espero que não haja mais agitação. Por causa da rebelião, o Governo impôs o estado de sítio. Ficamos em casa e isso não é bom para os jovens", disse à Reuters Adriano da Costa, dono de uma loja na capital.
O correspondente da BBC em Timor, Jonathan Head, recordava ontem o funeral de Reinado, na véspera, acompanhado por centenas de jovens emocionados. "Gritaram saudações da resistência contra a Indonésia, ainda que Reinado tenha aparentemente tentado matar dois dos seus ícones, Xanana e Ramos-Horta. Os heróis mudam, e os heróis de ontem são políticos exangues de hoje. Mas há qualquer coisa de preocupante na prontidão com que os jovens passaram o manto de herói para um homem como Reinado, que pegou em armas contra o Governo."
Xanana Gusmão diz que "uma bala pode ferir o Presidente, mas nunca poderá penetrar nos valores da democracia"

Anónimo disse...

Kevin Rudd garante total apoio a Governo de Díli
DN, 16/02/08
ABEL COELHO DE MORAIS

Intervenientes no ataque de segunda-feira alvo de mandados de captura
O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, deslocou-se ontem a Díli, onde se reuniu com o seu homólogo timorense, Xanana Gusmão, reafirmando a disponibilidade de Camberra para manter tropas no território e disponibilizar a ajuda necessária à consolidação do novo Estado.

Um possível reforço da presença militar da Austrália em Timor-Leste, além do destacamento já presente no território e dos 270 soldados e polícias enviados a seguir aos acontecimentos de segunda-feira, o reforço do apoio económico à agricultura e programas de combate ao desemprego entre os jovens foram os temas analisados por Rudd e Xanana.

Ainda em Díli, o chefe do Governo de Camberra esteve reunido com Mari Alkatiri, dirigente do principal partido da oposição, a Fretilin, com o Presidente interino, Fernando de Araújo, e ainda com o responsável da missão das Nações Unidas no território, o indiano Atul Khare.

De regresso à Austrália, Rudd visitou Ramos-Horta no hospital de Darwin, onde está o Presidente timorense desde segunda-feira. Este foi ontem operado pela quarta vez, referindo o director do hospital, Len Notaras, que o seu estado "é grave, mas estável".

Na capital timorense, o novo comandante do grupo rebelde, o tenente Gastão Salsinha, em declarações a uma televisão australiana, garantiu que não tenciona "render-se sem luta". Dizendo estar entrincheirado numa casa de Díli, Salsinha insistiu que, "se o exército timorense quiser capturar-me, defender-me-ei", mas se os partidários "quiserem" que se entregue, está "pronto a fazê-lo".

Sobre segunda-feira, o rebelde disse que só revelaria todos os detalhes "quando for a tribunal". Tratava-se de "um plano muito complicado" e que não contemplaria matar Ramos-Horta, referiu Salsinha, que disse não o mover qualquer animosidade à Austrália.

O nome do novo líder rebelde é um dos cinco sobre os quais passaram a pender mandados de captura. "Nenhum deles é civil", garantiu fonte judicial ouvida pela Lusa. Segundo esta fonte, permanecem válidos os mandados de captura emitidos em 2007 contra o grupo de Reinado, e do qual constava o nome deste.

Muitos destes mandados nunca foram executados, recordava ontem numa carta ao comandante das forças internacionais o juiz responsável pelo processo, sendo "urgente" que o sejam rapidamente. O magistrado recorda que, "ao longo de mais de um ano", foi pedida a sua execução - sem qualquer resultado. - Com agências

Anónimo disse...

Timor-Leste
Armas impõem calma em Díli

Segurança apertada para apanhar rebeldes do grupo de Reinado

JN, 16/02/08

Orlando Castro

Timor-Leste vive dias de calma, se bem que o temor de mais violência seja notório. Da Austrália chegam boas notícias quanto à recuperação do presidente da República, Ramos-Horta, e no país todas as forças militares e policiais estão mobilizadas para manter a ordem e dar caça aos rebeldes, agora liderados pelo tenente Gastão Salsinha.

Depois de ter criticado a apatia das forças internacionais durante os ataques a Ramos-Horta e Xanana Gusmão, o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior-General das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste), colocou os seus operacionais no terreno para, no âmbito da "Operação Limpeza", apanhar os rebeldes.

Esta operação revelou, contudo, a descoordenação que caracteriza algumas instituições do país. As F-FDTL não conseguiram concretizar a operação porque não tinham mandados de busca e não puderam entrar em nenhuma casa.

Aliás, o juiz do processo de Alfredo Reinado (o português Ivo Rosa) escreveu aos comandantes das forças de segurança internacionais (ISF e UNPol), não incluindo portanto os militares de Ruak, para que façam cumprir os mandados de captura do grupo do major Alfredo Reinado.

Ontem, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, de visita ao território, reafirmou que Timor-Leste conta com o total apoio de Camberra, e Xana Gusmão disse acreditar que a crise é passageira.

O optimismo do primeiro-ministro não é, contudo, partilhado por Gastão Salsinha, que, depois de se autoproclamar novo líder do ex-grupo de Reinado, disse estar "fortemente armado numa casa de Díli", acrescentando que "não se renderá sem luta". Tal como acontecia com Reinado, apesar de procurado pela Justiça, Salsinha é facilmente descoberto pelos jornalistas, como aconteceu com os da televisão australiana Channel Nine.

Anónimo disse...

Correio da Manhã, 2008-02-16 - 00:30:00

Timor-Leste: Novo líder dos rebeldes
Salsinha recusa render-se sem luta
Gastão Salsinha, antigo tenente das Forças Armadas de Timor-Leste, autoproclamado novo líder dos rebeldes timorenses, afirmou numa entrevista ontem transmitida que está fortemente armado numa casa em Díli e que não se renderá sem luta.
Paulo Madeira com agências
À estação de televisão australiana Channel Nine, Salsinha garantiu ter assumido o comando dos rebeldes depois da morte de Alfredo Reinado. “Ele era o meu comandante e eu o seu adjunto. Como foi morto, claro que o substituirei”, declarou. “Se o Exército timorense quiser capturar-me, defender-me-ei”, advertiu. O militar revoltoso acrescentou que Reinado foi abatido 25 minutos antes de o presidente, José Ramos-Horta, ter sido gravemente ferido a tiro no ataque à sua residência, em Díli, na passada segunda-feira. Refira-se que Salsinha é um dos nomes que constam da lista de cinco novos mandados de captura assinados pelo juiz do processo.

Entretanto, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, reafirmou ontem em Díli a amizade australiana nos “bons, maus e difíceis momentos”. Já depois de ter regressado à Austrália, Rudd visitou Ramos-Horta no hospital de Darwin onde este se encontra.

NOVA OPERAÇÃO A PRESIDENTE

O presidente timorense voltou aos cuidados intensivos após nova intervenção cirúrgica, que foi bem sucedida, pelo que a equipa médica tem um prognóstico “optimista”, segundo Romana Horta, irmã do chefe de Estado. Recorde-se que esta foi a quarta cirurgia a que Ramos-Horta foi submetido.

Anónimo disse...

Francesc Vendrell, ex-Chefe Adjunto da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste
"A retirada da ONU foi precipitada"
Durante o processo que conduziu à independência de Timor-Leste, Francesc Vendrell, foi Chefe Adjunto da Missão da ONU no território. Em entrevista ao Expresso diz-se "absolutamente chocado" com os atentados de dia 11 e defende que a comunidade internacional é responsável pelo que aconteceu.
Tony Jenkins, correspondente nos Estados Unidos

Expresso, 18:08 | Quarta-feira, 13 de Fev de 2008
Francesc Vendrell é actualmente o Representante Especial da UE no Afeganistão mas, antes de ser nomeado, foi Secretário-Geral Assistente das Nações Unidas e ainda Chefe Adjunto da Missão da ONU em Timor-Leste na preparação da independência. E, na opinião de muitos observadores, foi ele que manteve o assunto de Timor-Leste vivo nas Nações Unidas, numa altura em que a comunidade internacional, pressionada pela Indonésia, se preparava para reconhecer o domínio de Jacarta. José Ramos-Horta disse várias vezes ao Expresso que "sem Francesc Vendrell Timor-Leste não se teria tornado independente." Contactámos Vendrell, por telefone, no seu gabinete em Cabul.
Como reagiu à notícia da tentativa de assassinato de José Ramos-Horta e de Xanana Gusmão?
Fiquei absolutamente chocado e incrédulo. A tentativa de assassinar os fundadores da independência timorense é uma loucura total. É escandaloso. Não só por tudo aquilo que estes dois homens sacrificaram e realizaram pelo seu país, nem pelos meus sentimentos pessoais, mas porque não me parece que a nova geração de líderes de Timor-Leste seja capaz de substituir o José e o Xanana e de promover a paz e a prosperidade daquela nação. É a loucura.
Até que ponto era próximo de Ramos-Horta?
Conheço o José desde 1976 e considero-o um bom amigo. Ele costumava hospedar-se no meu apartamento em Nova Iorque. Tivemos jantares e almoços intermináveis, durante os quais decidíamos como promover a causa de Timor-Leste. Mesmo nos anos 1980, quando eu não desempenhava nenhum cargo oficial em Timor-Leste nem na Ásia, o José consultava-me e confiava em mim. Éramos parceiros e ele é meu amigo. Quando ouvi as notícias, pensei que ele tinha morrido e fiquei extremamente perturbado. Evidentemente, não conheço tão bem o Xanana porque ele esteve com as guerrilhas e na prisão. Mas, para mim, ambos são os fundadores da sua nação.
Imagina por que motivo alguém praticaria semelhante acto?
Não, é absolutamente escandaloso, sobretudo porque, pelo que me consta, o José tinha-se encontrado pessoalmente com o Major Reinado dois dias antes do atentado contra a sua vida. Se há alguém em Timor-Leste que sabe estender a mão da paz, que sabe dialogar, que tem possibilidade de levar a paz àquele país desnorteado, essa pessoa é o José.
Na sua opinião, as Nações Unidas e a comunidade internacional têm alguma responsabilidade pelo que aconteceu?
Sim. Penso que a retirada foi precipitada, logo após as primeiras eleições para a independência. Teria sido preferível que a ONU ficasse mais tempo, especialmente para supervisionar o treino do exército e da polícia timorense. Depois da independência, a comunidade internacional sentiu necessidade de acreditar simplesmente que estava tudo bem e de se afastar. Não se prestou a devida atenção aos desenvolvimentos políticos em Timor, nomeadamente no período que antecedeu a crise, há 18 meses. É a velha história. A comunidade internacional tenta fazer as coisas da forma mais económica, para poupar dinheiro, procurando uma estratégia de saída antecipada que, no final, geralmente sai mais cara.
Apontaria o dedo a alguém?
Ah! Não vou comentar a qualidade da representação da comunidade internacional em Díli, pelo menos não publicamente. Mas se houver algum aspecto positivo no meio desta desgraça, espero que sirva para renovar o interesse por Timor-Leste. Sei que o Conselho de Segurança se reuniu para discutir o assunto. Espero que se concentrem numa situação que permanece muito instável.

Anónimo disse...

O senhor Malae Azul, tu és uma pessoa pessimista e sem balança. Porque está sempre apontar os dedos para os outros e querias salvar Alkatiri. Deves ser uma pessoa equlibrada na tua intervenção para reconstruir a Nação, não é para destruir com as tuas palavras inflamaveis. Tu não sabes que o raiz de crise é Alkatiri? embora que Xanana tambem foi involvido activamente em alguma porção.

Anónimo disse...

"Cai por terra a teoria de João Carrascalão que pretende incriminar "alguns sectores das FDTL".

Ó Malai Azul, estás-te a esquecer que o pacto com o Reinado, os seus homens e os peticionários abrangeria provavelmente a reintegração destes nas forças armadas - facto que não agradaria mesmo nada a "alguns sectores das FDTL"

A teoria não só não cai por terra como ganha credibilidade.

Anónimo disse...

"Cai por terra a teoria de Joao Carrascalao." Podera o Malai Azul ou alguem informar-me onde e quando foi publicada a teoria do Joao Carrascalao?
Se e certo que falou nessa teoria, e homem muito sabio que toca em feridas que incomodam muita gente.
O KURIOSO

Malai Azul disse...

Declarações de João Carrascalão:

http://timor-online.blogspot.com/2008/02/emboscada-alfredo-reinado-e-ramos-horta.html

Anónimo disse...

O Joao Carrascalao sabe muito e ja esta a falar muito alto. Nao tarda temos mais um incidente.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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