MINISTRY OF SOCIAL SOLIDARITY
PRESS RELEASE
4 April 2008
On 3 April 2008, the Minister of Social Solidarity, Maria Domingas Fernandes
Alves, inaugurated the new transitional housing units at Becora market. This
new transitional housing was built with the assistance of the NGOs the
Norwegian Refugee Council (NRC) and Triangle as part of the government’s
“Hamutuk Hari’i Futuru” National Recovery Strategy.
Phase 1 of the transitional housing involved the construction of 137 housing
units. The government gave NRC $100,000 towards construction costs, and
$44,500 to Triangle for Watsan (water and sanitation), that is, each unit
cost just over $1000 to build. NRC and Triangle also contributed their own
funds to the project, and the governments of Norway and France, and the EU
also generously contributed. In phase 2 the government plans to cooperate
with the Norwegian Refugee Council and Triangle to increase the number of
housing units to 204.
The Minister of Social Solidarity said “the new transitional housing in
Becora market is for people who were displaced from their homes because of
the 2006 crisis and who are currently unable to return to their houses. The
new transitional housing is currently only for people who are living in the
hospital IDP camp. This is because of reasons of health, security, and
because of the hospital renovations.”
The next camp to be assisted to return will be the Hospital Camp. MSS staff
have completed receiving information, and have entered this information into
the database. Verification of this information commenced last week and we
hope to finish it early next week. It is hoped that some IDPs can commence
returning from the Hospital from the end of next week. Those who are unable
to return to their house from the hospital, and are verified as having been
displaced, will be provided with temporary housing in the new transitional
housing at Becora market.
According to Amandio Amaral Freitas, General Coordinator of the Hamutuk Hari
’i Futuru program “MSS is also working hard to assist the IDPs in Seminario
Maior in Fatumeta to return home soon. We know that it is very important
for the work of the Church that they be able to use all of the Seminary
building. MSS staff have completed receiving information, and have entered
this information into the database. Verification of this information
commenced this week and we hope to finish it as soon as possible so that
these families can return home.”
As part of the government’s Hamutuk Hari’i Futuru national recovery strategy
125 IDP families returned to Ermera last Saturday (29 March). On 1 April the
final four families left Canossa Has Laran camp. This camp is now closed.
Since the commencement of the program, a total of 450 IDP families have
returned and received recovery packages under the Hamutuk Hari’i Uma
program.”
As of 2 April, a total of 6453 families (39118 people) from 16 camps
(including Obrigada Baracks, Sional, Hospital, Airport and Jardim) and four
suco offices have given detailed information about their families and been
asked about their wishes for resettlement. MSS is aiming to complete the
rest of the registrations by June and is being supported in this exercise by
UNDP.
From April 2008 the government will take over food distribution to the IDP
camps from WFP. In March, WFP distributed food to 63,500 IDPs in camps. The
Minister of Social Solidarity, Maria Domingas Fernandes Alves announced that
“the government is revising its food distribution policy and will be
carefully checking the lists of food recipients. From April MSS will not be
distributing food to government employees who live in camps because they
already receive rice each month in addition to their salary. We will also
remove people from the lists who we know have returned home under the
Hamutuk Hari’i Futuru program.” The government will continue to distribute
4kg of rice to each person in the camps per month until June.
Tradução:
Ministra da Solidariedade Social inaugura as novas Unidades de Habitação Provisória
MINISTRÉRIO DA SOLIDARIEDADE SOCIAL
COMUNICADO DE IMPRENSA
4 Abril 2008
Em 3 Abril 2008, a Ministra da Solidariedade Social, Maria Domingas Fernandes Alves, inaugurou as novas unidades de habitação provisória no mercado de Becora. Este novo alojamento provisório foi construído com a assistência da ONG Norwegian Refugee Council (NRC) e Triangle como parte da Estratégia de Recuperação nacional do governo “Hamutuk Hari’i Futuru”.
A Fase 1 do alojamento provisório envolveu a construção de 137 unidades de habitação . O governo deu NRC $100,000 para os custos de construção e $44,500 ao Triangle para água e sanidade, isto é, cada unidade custou apenas cerca de $1000 de construção. NRC e Triangle contribuiram também com os seus próprios fundos para o projecto, e os governos da Noruega e de França e a UE também contribuiram generosamente. Na fase 2 o governo planeia cooperar com o Norwegian Refugee Council e o Triangle para aumentar o número de unidades de habitação para 204.
A Ministra da Solidariedade Social disse “o novo alojamento provisório no mercado de Becora é para pessoas que foram deslocadas das suas casas por causa da crise de 2006 e que correntemente não podem regressar às suas casas. O o novo alojamento provisório é correntemente apenas para as pessoas que estão a viver no campo de deslocados do hospital. Isto é por causa de razões de saúde, segurança e por causa das renovações no hospital.”
O próximo campo a ser assistido no regresso será o Campo do Hospital. O pessoal do MSS acabaram de receber todas as informações, e já entraram com as informações num registo de dados. Na semana passada começou a verificação desta informação e esperamos acabar no princípio da próxima semana. Espera-se que alguns deslocados possam começar a regressar do Hospital a partir do final da próxima semana. Aos que não poderem regressar às suas casas do hospital, e que se verificar que são deslocados será dado abrigo temporário na nova habitação provisória no mercado de Becora.
De acordo com Amândio Amaral Freitas, Coordenador-Geral do programa Hamutuk Hari ’i Futuru “o MSS está também a trabalhar para assistir os deslocados no Seminario Maior em Fatumeta a regressarem em breve para casa. Sabemos que é muito importante para o trabalho da Igreja que possa usar todo o edifício do Seminário. O pessoal do MSS já completou a recepção da informação e já a pôs na base de dados. A verificação desta informação começou esta semana e esperamos acabar tão cedo quanto possível para que as famílias possam voltar para casa.”
Como parte da estratégia de recuperação nacional Hamutuk Hari’i Futuru do governo125 famílias de deslocados regressaram a Ermera no Sábado passado (29 Março). Em 1 Abril as últimas quatro famílias deixaram o campo Canossa Has Laran. Este campo está agora fechado. Desde o começo do programa, regressaram às suas casas um total de 450 famílias e receberam um pacote de recuperação sob o programa Hamutuk Hari’i Uma.”
Em 2 Abril, um total de 6453 famílias (39118 pessoas) de 16 campos (incluindo Obrigada Baracks, Sional, Hospital, Aeroporto e Jardim) e quatro escritórios de suco deram informações detalhadas acerca das famílias a quem foi perguntado o desejo de re-colocação . O MSS está a tentar completar o
resto do registo até Junho e está a ser apoiado neste exercício pelo UNDP.
Desde Abril 2008 o governo assumirá a distribuição da comida para os campos de deslocados do WFP. Em Março, o WFP distribuiu alimentação a 63,500 deslocados nos campos. A Ministra da Solidariedade Social, Maria Domingas Fernandes Alves anunciou que “o governo está a rever a política de distribuição de alimentos e será cuidadoso a controlar as listas de receptores de comida. A partir de Abril o MSS não distribuirá alimentação a empregados do governo que vivam nos campos porque eles já recebem arroz todos os meses em adição ao salário. Também vamos remover das listas as pessoas que sabemos regressaram às casas sob o programa Hamutuk Hari’i Futuru.” O governo vai continuar a distribuir 4 kg de arroz por mês a cada pessoa nos campos até Junho.
terça-feira, abril 08, 2008
Minister of Social Solidarity Inaugurates New Transitional Housing Units
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Ana Gomes atribui libertação acusados pela violência de 1999 à falta de empenho comunidade internacional e Díli
Bruxelas, 07 Abr (Lusa) - A antiga embaixadora de Portugal na Indonésia considerou hoje que a libertação dos acusados pela violência em Timor-Leste em 1999 se deveu à falta de empenho da comunidade internacional e das autoridades timorenses para que fosse feita justiça.
Sexta-feira, o líder da milícia integracionista Aitarak em 1999, Eurico Guterres, foi absolvido pelo Supremo Tribunal indonésio, devendo ser libertado nos próximos dias, ficando assim em liberdade todos os 18 acusados pela violência antes, durante e após o referendo pela independência em Timor-Leste.
"Não me espanta rigorosamente nada, infelizmente. Nunca ninguém se empenhou na altura para que fosse feita justiça, nem a comunidade internacional, nem as próprias autoridades timorenses", disse Ana Gomes à Agência Lusa em Bruxelas, onde actualmente é eurodeputada socialista.
Lembrando que na altura se "bateu" pela constituição de um tribunal internacional «ad-hoc» e mobilizou as embaixadas em Jacarta para que presenciassem sessões dos julgamentos, de modo a que a justiça indonésia sentisse que estava a ser observada pela comunidade internacional, Ana Gomes lamentou que "ninguém achou que fosse relevante" ser feita justiça, "supostamente em nome da reconciliação e de um processo político", quando a história já mostrou que "não há nenhum processo político saudável que não assente na justiça e combate à impunidade".
Quanto aos motivos evocados pelo juiz do Supremo Tribunal indonésio, Djoko Sarwoko, para a absolvição de Eurico Guterres - o facto de a formação da sua milícia em 1999 ter sido ordenada pelo então governador da província de Timor-Leste, ele próprio libertado em 2004 após decisão em recurso -, Ana Gomes comentou ser verdade que as suas responsabilidades foram de executor e que o próprio governador também cumpriu ordens de responsáveis máximos, que estão em Jacarta, e que nunca chegaram a ser acusados e a ir a tribunal.
Eurico Guterres foi condenado em 2002 a dez anos de prisão pelo envolvimento na violência contra apoiantes da independência timorense. Comandava a milícia Aitarak em Díli e a milícia de juventude indonésia PPI.
Guterres é suspeito de estar ligado ao massacre de Liquiçá, a 06 de Abril de 1999, e incitou, numa manifestação em Díli transmitida pela rádio e televisão, ao massacre que ocorreu em seguida na casa da família Carrascalão, a 17 de Abril.
A absolvição em sede de recurso de Eurico Guterres ocorre poucos dias antes da prevista divulgação do relatório final da Comissão Verdade e Amizade (KPP), criada entre Timor-Leste e a Indonésia para investigar os acontecimentos de 1999.
ACC/PRM.
Lusa/fim
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UNMIT conduz inspecção interna sobre 11 de Fevereiro
Díli, 07 Abr (Lusa) - A Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) ordenou uma inspecção interna aos acontecimentos de 11 de Fevereiro, em que o Presidente timorense, José Ramos-Horta, foi gravemente ferido a tiro.
A inspecção interna foi confirmada à agência Lusa por uma porta-voz da UNMIT, Allison Cooper, que esclareceu que "a análise interna vai debruçar-se sobre a resposta das Nações Unidas aos ataques de 11 de Fevereiro".
A criação de uma equipa de inspecção interna foi decidida pelo representante especial do secretário-geral das Nações Unidas em Timor-Leste, Atul Khare, chefe da missão internacional.
A equipa de inspecção é "um órgão formal, sob a autoridade do chefe da UNMIT", e o seu trabalho consiste em "interrogar testemunhas essenciais, tanto dentro como fora da UNMIT, e analisar toda a documentação relevante".
O Presidente da República, José Ramos-Horta, e vários outros responsáveis timorenses, incluindo as chefias militares, lançaram nas últimas semanas críticas muito duras às forças da Polícia das Nações Unidas, integradas na UNMIT, e ao contingente das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), sob comando australiano.
"Quando a inspecção estiver concluída, as Nações Unidas partilharão as conclusões com a liderança política timorense", adiantou à Lusa a mesma porta-voz.
"As recomendações da inspecção serão também divulgadas em público", adiantou Allison Cooper.
"O objectivo é fazer uma avaliação honesta das acções que foram executadas em resposta aos acontecimentos de 11 de Fevereiro e identificar qualquer falha ou lição que possa ser tirada dessa resposta", segundo os termos de referência da equipa de inspectores.
"O relatório final da avaliação tem que ser um documento consequente", diz também o texto que orienta a inspecção interna.
Um relatório preliminar deve ser submetido à chefia da UNMIT a 09 de Abril, e a versão final da inspecção deverá ser apresentada a 13 de Abril, oficialmente, à sede da ONU em Nova Iorque e ao governo de Timor-Leste.
PRM
Lusa/fim
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Feridos e detenções em Atambua entre ex-refugiados de Timor-Leste
Díli, 07 Abr (Lusa) - Uma manifestação de ex-refugiados timorenses terminou hoje em confrontos com a polícia em Atambua, na parte indonésia da ilha de Timor, afirmou à Agência Lusa um oficial das forças de segurança.
Os confrontos provocaram um ferido entre a polícia de intervenção e nove feridos entre os manifestantes, afirmou à Lusa Apolinário da Silva, tenente das forças de segurança indonésias.
Quatro organizadores da manifestação foram detidos pela polícia e estavam segunda-feira à noite (final da manhã em Lisboa) a ser ouvidos pelas autoridades, acrescentou o tenente Apolinário da Silva.
O tenente da polícia indonésia, natural de Timor-Leste e fluente em português, foi contactado por telefone pela Lusa a partir de Díli.
Na origem dos confrontos está um protesto de ex-refugiados de Timor-Leste que, após a consulta popular sobre o estatuto do território em 1999, optaram por ficar na parte ocidental e tornar-se cidadãos indonésios.
"Estou a cumprir o meu dever como polícia", explicou o tenente indonésio sobre o facto de "estar no meio" de uma batalha entre autoridades indonésias e antigos concidadãos timorenses.
Nos confrontos de hoje, a polícia usou gás lacrimogéneo e canhões de água e "o ataque entre as duas partes durou mais de uma hora", afirmou o tenente Apolinário da Silva à Lusa.
Os ex-refugiados, organizados no Fórum Humanitário dos Cidadãos Indonésios, reclamam há uma semana o pagamento de apoios estatais à sua reintegração social, tendo ocupado o Conselho Legislativo do distrito de Belu, com capital em Atambua.
"Ficaremos no edifício do Conselho até o governo nos explicar onde foi gasto o dinheiro que era para nós", afirmou a semana passada o secretário-geral do Fórum Humanitário, Mateus Guedes, citado pelas agências noticiosas.
Mateus Guedes acrescentou que os ex-refugiados deviam ter recebido uma soma de 80 mil milhões de rupias indonésias (cerca de 5,6 milhões de euros) em assistência nos últimos três anos.
Cada família devia ter recebido quatro milhões de rupias (280 euros), acrescentou ainda Mateus Guedes.
"Dado que cada família recebeu apenas 503 mil rupias, onde está o resto do dinheiro?"
Segundo o tenente Apolinário da Silva, o governo de Jacarta enviou uma delegação a Atambua para explicar aos ex-refugiados que "já não há mais alocação nem imposto a pagar, porque agora eles são povo da Indonésia".
O tenente recorda, entretanto, que os ex-timorenses acusam as autoridades indonésias de "não terem atenção com o seu futuro".
O oficial sublinha que milhares de famílias refugiadas na Indonésia receberam apoio financeiro e lotes de terreno para se instalarem no país.
O responsável dos serviços sociais da província de Nusa Tenggara Oriental, Frans Salim, declarou ao jornal indonésio de língua inglesa "The Jakarta Post" que o governo alocou apenas o equivalente a 2,8 milhões de euros para os programas de integração social dos ex-refugiados.
Esse dinheiro destinou-se a oito cidades e concelhos do Timor Ocidental, incluindo Belu, que recebeu apenas 8 mil milhões de rupias (550 mil euros) para 1500 famílias.
Frans Salim acrescentou que o problema existe porque todos os antigos elementos das Forças Armadas e da Polícia Nacional e funcionários públicos indonésios estão a reclamar apoio financeiro.
O dinheiro, segundo o governo provincial, destina-se apenas a ex-refugiados que se tenham integrado nas comunidades locais.
"Não é para todos os antigos refugiados de Timor-Leste", explicou Frans Salim ao "The Jakarta Post".
Cerca de duas mil famílias, que não se registaram em 2005, não terão direito a assistência do governo, afirmou ainda o chefe dos serviços sociais da província.
Na parte ocidental vivem cerca de 50 mil antigos refugiados de Timor-Leste, reunidos em cerca de 16.400 famílias, segundo o tenente Apolinário da Silva.
PRM
Lusa/fim
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Operação contra Salsinha entra em nova fase quando está iminente regresso do PR
Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa
Díli, 07 Abr (Lusa) - A operação de captura de Gastão Salsinha vai entrar numa nova fase quarta-feira, quando está iminente o regresso a Timor-leste do Presidente José Ramos-Horta, previsto para 17 de Abril.
O regresso do chefe de Estado a Timor-Leste não foi anunciado oficialmente, mas a Presidência da República, o Governo e as chefias das forças de segurança "trabalham com base na data indicativa de 17 de Abril", confirmou a Agência Lusa junto de diferentes fontes oficiais em Díli.
"Certamente, nós queremos ter o problema já resolvido antes do termo do estado de sítio", admitiu domingo o tenente-coronel Filomeno Paixão, primeiro comandante da operação "Halibur" de captura do grupo de Gastão Salsinha.
Filomeno Paixão respondia a uma questão da agência Lusa, no comando conjunto da "Halibur", sobre a relação entre a escalada da operação e o regresso a Díli de José Ramos-Horta, que se encontra em Darwin, Austrália, desde que foi ferido a tiro a 11 de Fevereiro.
O estado de sítio foi prorrogado por um período de 30 dias e termina a 23 de Abril.
Nos últimos dois dias, o Presidente da República interino, o primeiro-ministro e os comandantes da "Halibur" adiantaram a nova data-chave das operações no terreno: a partir de 09 de Abril, quarta-feira, as forças conjuntas têm ordem para avançar sobre o grupo de Salsinha, com autorização para disparar.
Além dos motivos inerentes ao objectivo principal da operação, de captura de suspeitos com mandados de captura, a "Halibur" já custou cerca de meio milhão de dólares (318 mil euros), segundo um documento a que a Lusa teve acesso.
Os gastos com a operação foram, aliás, referidos pelo presidente interino do Parlamento, Vicente Guterres, ao sublinhar perante as chefias a responsabilidade de produzir mais resultados em curto espaço de tempo.
"Não vai haver mais tolerância. Já acabou a brincadeira", afirmou, sábado passado, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, em entrevista à Lusa, sobre a urgência renovada das operações de captura.
O chefe de Governo, o chefe de Estado interino, Fernando "La Sama" de Araújo, e o presidente interino do Parlamento ouviram de Filomeno Paixão uma análise da situação no terreno, o balanço da "Halibur" e o novo conceito da operação.
A intervenção do tenente-coronel Paixão foi pontuada por explicações do brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior-general das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL).
Os vários titulares presentes no comando conjunto deram também a sua opinião sobre a "Halibur", perante os oficiais superiores das F-FDTL e os comandantes distritais da Polícia Nacional.
"O tom geral foi a insistência na necessidade de capturar Salsinha", afirmou à Lusa um oficial que assistiu à sessão.
O presidente interino do Parlamento, em especial, foi incisivo ao estabelecer a captura de Gastão Salsinha como o patamar de sucesso da operação, na percepção pública, apesar dos êxitos já acumulados pela "Halibur", segundo o mesmo oficial ouvido pela Lusa.
Na exposição preparada pelo tenente-coronel Paixão, a que a Lusa teve acesso, é recordado que a "Halibur" conseguiu a rendição ou captura de cerca de um terço dos homens suspeitos pelos ataques contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
As forças conjuntas conseguiram também recuperar "material diverso", incluindo nove armas, três granadas de mão e uma granada de morteiro.
A crédito da "Halibur" está, por outro lado, o acantonamento controlado e pacífico de peticionários das Forças Armadas, que desde Janeiro de 2006 até Fevereiro de 2008 foram liderados por Gastão Salsinha.
A última contagem, domingo, indicava a presença de 698 peticionários e de outros elementos no campo de Aitarak Laran, em Díli.
Sobre as dificuldades da operação, a chefia do comando conjunto enumera "os períodos de chuva e consequente deterioração da rede viária", "a existência de civis que mantêm apoio às forças hostis" e a "falta de material de campanha" diverso.
Quanto ao apoio a Salsinha, tanto Xanana Gusmão, sábado passado, como Fernando "La Sama" de Araújo, hoje mesmo, declararam à Lusa que as populações das áreas onde se movimenta o grupo de Salsinha foram avisadas "para ficar em casa, ou podem ser atingidas".
A "Halibur" debate-se com outro tipo de fragilidades logísticas, que são as das próprias forças de segurança timorenses.
Na sua intervenção de domingo, o tenente-coronel Paixão referiu a "não existência de meios de transporte adequados ao terreno, que tem obrigado ao aluguer de viaturas civis".
Constata-se também "a não existência de 'stocks' (rações de combate, equipamento individual, visão nocturna, material sanitário, capa de chuva, etc)".
"A manutenção de viaturas (é) entregue, na sua totalidade, a empresas civis, resultando encargos significativos", informou também o comandante da "Halibur".
Sobre as "forças hostis", o comando conjunto identificou elementos "dispersos, mudando constantemente de localização, pernoitando em sítios diferentes" com o apoio popular.
O conceito de operação actual é "desarticular as bases de apoio" do grupo de Salsinha, as comunicações e os pontos de ligação dos subgrupos (pelo menos três), "o isolamento" e "o emprego de força militar coerciva para a captura das forças hostis".
Na nova fase, a iniciar a 09 de Abril, o comando conjunto gostaria de contar com apoio logístico das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), sob comando australiano.
O tenente-coronel Paixão foi claro ao explicar a importância dos meios aéreos das ISF, para movimentar tropas e transportar eventuais feridos.
"É o que vamos pedir. Esperamos que as ISF aceitem", afirmou o oficial timorense na conferência de imprensa de domingo.
O comandante da "Halibur" olhou também para o futuro. Um dos problemas identificados é "a ausência de um sistema de informações militares (que) tem sido a principal limitação para o desenvolvimento das operações".
Lusa/fim
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UNMIT – MEDIA MONITORING - Monday, 07 April 2008
UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations.
National Media Reports
TVTL News Coverage
Fretilin demands police be punished for biting a civilian: MP Fretilin, Antonino Bianco, has demanded the State Secretary for Security to punish police officers for biting a man in Balide. The man had presented himself to the National Parliament with swelling and bruising on his face and eyes. The victim also asked the Apprehension Operation Command to take responsibility for his medical treatment.
RTL News Coverage
Jardim IDP camp floods over weekend: In light of yet another flooding at the Jardim IDP camp, IDPs have demanded that the Government solve their problems so that they can return home. The camp was flooded due to heavy rains starting last Friday. One IDP was crying and insisting the Government solve her problems so that she could return home as soon as possible.
Print Coverage
Two of Salsinha’s men surrender: The Commander of the Apprehension Operation, Filomeno Paixao, has confirmed the surrender of two of Salsinha’s men to the Apprehension Operation forces on Sunday (6/4). This was achieved through negotiations with the Prosecutor-General on Saturday (5/4).
The former member of the Military Police, Filomeno Soares Menezes, surrendered himself with one pistol in Korluli, Maliana and the former member of the F-FDTL, Vitor de Deus, surrendered himself with no weapons in Goulolo, Ermera.
The Vice Commander of the Apprehension Operation, Mateus Fernandes, said that: “Both of them were treated well by the Apprehension Operation,” said Mr Fernandes. (DN & STL)
Apprehension Operation kill a man in Bobonaro: The Commander of the Apprehension Operation, Filomeno Paixao, confirmed that a member of the Apprehension Operation shot dead a man on Saturday (5/6) in the sub-district Atabae, Bobonaro.
The man was shot in the stomach after he chased after an officer and cut off his whistle belt with a machete. The man’s body has been taken to the National Hospital for an autopsy. The investigation is still underway. Locals from Atabae claimed that the victim was slightly mad. (DN/STL)
Ramos-Horta congratulates Kofi Annan: President Jose Ramos-Horta said yesterday that he had received a phone call from the former United Nations Secretary-General, Kofi Annan. Mr Annan had inquired about the President’s health amongst other things.
During their conversation, the President also congratulated Kofi Annan. “I congratulate Kofi Annan on his successful efforts at mediating the ethnic conflict in Kenya,” said the President. (TP)
Bishop says Apprehension Operation should avoid bloodshed: The Bishop of Baucau, Basilio do Nascimento, has said that bloodshed should be avoided as the Apprehension Operation moves to implement the Government’s four steps. These four steps are to secure the surrender of Salsinha and his men. The first step has been to criminalise any acts of support provided to the rebels. The second step is for the Apprehension Operation forces to carry out simultaneous operations in the bushes and in private homes. The third step is for the Operation to minimize people’s movements in farms or coffee plantations, and lastly, the fourth step will be a use of force by the Operation.
“I hope that the decisions made by the State will be right and not result in any more bloodshed in the country. Too many people have already suffered and died for the independence of this nation. It is now time for them to maintain calm and peace,” said the Bishop. (DN)
US Secretary of State visits Timor-Leste: The US Secretary of State for East Asia and the Pacific, Mr. Christopher R. Hill, is in Timor-Leste for a two-day visit. His first day was spent on an official tour visiting the Don Bosco training centre and the IDP camp located at Don Bosco Comoro compound. “I believe the Timor-Leste Government will overcome all problems,” said Mr. Hill. (STL)
Joint Operation should not engage in propaganda: The Member of Parliament from PUN, Ms. Fernanda Borge, had said that the Joint Operation should follow their mandate and not engage in any propaganda activity about the extension of the State of Siege. (STL)
People should be careful not to impede the return of IDPs: The Dili District PNTL Commander, Pedro Belo, said that people should be careful to not impede any IDP from returning home. He said this during a dialogue with a community in the Dili Sub-ditrict of Cristo Rei.
The Police Commander said that the police are now very keen to facilitate the dialogue with communities aimed at addressing the return of IDPs. As such, he has appealed to all people to not interfere in the process of IDP repatriation. (DN)
43 weapons still missing: The Commander of the Intervention Rapid Unit, Armando Monteiro, has confirmed that 43 weapons are still missing. Based on information he received from the police, the 43 weapons include 22 pistols, 20 AK33 rifles and one 12-calibre pistol.
“We don’t have any information about where these guns are. We insist that the people who have these weapons should return them to the Joint Operation Command either through the local authorities, youth representatives or their Aldeia or Suco chiefs,” said Mr Monteiro. (DN)
Paixao: Salsinha and his men must surrender on April 9: The Commander of the Apprehension Operation, Filomeno Paixao, has set the deadline for the surrender of Salsinha and his men as April 9.
“We are now giving a chance to Gastao Salsinha and his men to surrender peacefully on April 9 2008. If they don’t, the Apprehension Operation will intensify their home searches and begin to arrest people suspected of supporting Salsinha and his men. The Apprehension Operation will react if Salsinha and his men take any action against them” said the Commander on Sunday (6/4) in Memorial Hall, Dili. (DN)
TMR thanks ISF for bringing peace and stability to Timor-Leste: Brigadier-General Taur Matan Ruak has thanked ISF soldiers for bringing peace and stability to Timor-Leste during an awards ceremony for the Australian troops. The Brigadier-General presented ISF officers with the Australian Service Medal during the parade on Friday (04/03) evening. For many of the ISF officers, the presentation by the Brigadier-General marked the end of their six-month deployment to Timor-Leste (TP)
Victims in Liquica demand justice: The victims of the massacre which had taken place at the resident of Liquica Priest on 5 April, 1999 have demanded that the Government and the UN take action to help them achieve justice and reparations for what they suffered. (TP)
Fretilin accuses Government of hiding evidence: The Fretilin MP, Arsenio Bano, has accused the Government of trying to hide evidence related to the February 11 attacks. It is for this reason that Fretilin continues to demand that the Government create a Commission of Inquiry into the February 11 events. (TP)
National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)
Tradução:
UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Segunda-feira, 07 Abril 2008
"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."
Relatos dos Media Nacionais
TVTL Cobertura de Notícias
Fretilin pede que a polícia seja punida por agredir civis: O deputado da Fretilin, Antonino Bianco, pediu que o Secretário de Estado da Segurança puna os oficiais da polícia que agrediram um homem em Balide. O homem apresentou-se no Parlamento Nacional com inchaços e ferimentos na cara e nos olhos. A vítima pediu também ao Comando da Operação Apreensão pata tomar a responsabilidade dos seu tratamento médico.
RTL Cobertura de Notícias
Campo de deslocados do Jardim inundou no fim-de-semana: Dado ter havido mais uma outra inundação no campo de deslocados do Jardim, os deslocados pediram que o Governo resolva os problemas para que possam regressar a casa. O campo foi inundado pelas chuvas fortes que começaram na Sexta-feira passada. Uma deslocada chorava e insistia com o Governo para resolver os problemas dela para que pudesse voltar a casa tão cedo quanto possível.
Cobertura Impressa
Dois dos homens de Salsinha renderam-se: O Comandante da Operação Conjunta, Filomeno Paixão, confirmou a rendição de dois dos homens de Salsinha às forças da Operação Apreensão no Domingo (6/4). Isto foi conseguido através de negociações com o Procurador-Geral no Sábado (5/4).
O antigo membro da Polícia Militar, Filomeno Soares Menezes, entregou-se com uma pistola em Korluli, Maliana e o antigo membro das F-FDTL, Vitor de Deus, entregou-se com duas armas em Goulolo, Ermera.
O Vice-Comandante da Operação Apreensão, Mateus Fernandes, disse que: “Ambos foram bem tratados pela Operação Apreensão,” disse o Sr Fernandes. (DN & STL)
Operação Apreensão matou um homem em Bobonaro: O Comandante da Operação Apreensão , Filomeno Paixão, confirmou que um membro da Operação Apreensão matou a tiro um homem no Sábado (5/6) no sub-distrito Atabae, Bobonaro.
O homem foi baleado no estômago depois de ter corrido atrás dum oficial e de ter cortado o seu cinto com uma machete. O corpo do homem foi levado para o Hospital Nacional para autópsia. A investigação está ainda em curso. Residentes locais de Atabae afirmaram que a vítima era ligeiramente louca. (DN/STL)
Ramos-Horta congratula Kofi Annan: O Presidente José Ramos-Horta disse ontem que tinha recebido uma chamada do antigo Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan. O Sr Annan queria saber da saúde do Presidente entre outras coisas.
Durante a conversa, o Presidente congratulou também Kofi Annan. “Congratulei Kofi Annan pelo sucesso dos seus esforços a mediar o conflito étnico no Quénia,” disse o Presidente. (TP)
Bispo diz que a Operação Apreensão deve evitar derramamento de sangue: O Bispo de Baucau, Basilio do Nascimento, disse que deve ser evitado o derramamento de sangue quando a Operação Apreensão se move para implementar os quatro passos do Governo. Esses quatro passos são para assegurar a rendição de Salsinha e dos seus homens. O primeiro passo foi criminalizar quaisquer actos de apoio dados aos amotinados. O segundo passo é as forças da Operação Apreensão desenvolverem operações simultâneas no mato e em casas particulares. O terceiro passo é a Operação reduzir os movimentos das pessoas em quintas e plantações de café, e por fim, o quarto passo será o uso da força na Operação.
“Espero que estas decisões tomadas pelo Estado estejam certas e que não resultem em mais derramamento de sangue no país. Demasiadas pessoas já sofreram e morreram pela independência desta nação. Agora é tempo de terem calme e paz,” disse o Bispo. (DN)
Secretário de Estado dos USA visita Timor-Leste: O Secretário de Estado dos USA para a Ásia do Leste e Pacífico, Sr. Christopher R. Hill, está em Timor-Leste para uma visita de dois dias. O primeiro dia foi passado numa viagem oficial a visitar o centro de formação de Don Bosco e o campo de deslocados perto do complexo de Don Bosco Comoro. “Acredito que o Governo de Timor-Leste Government ultrapassará todos os problemas,” disse o Sr. Hill. (STL)
Operação Conjunta não se deve engajar em propaganda: A deputada do PUN, Srª Fernanda Borges, disse que a Operação Conjunta deve cumprir o seu mandato e não se engajar em nenhuma actividade de propaganda acerca da extensão do Estado de Sítio. (STL)
O povo deve ter cuidado e não impedir o regresso dos deslocados: O Comandante da Polícia do Distrito de Dili , Pedro Belo, disse que o povo deve ter cuidado em não impedir qualquer deslocado de regressar a casa. Ele disse isto durante um diálogo com a comunidade no Sub-ditrito Cristo Rei de Dili.
O Comandante da Polícia disse que a polícia agora está muito desejosa em facilitar o diálogo com as comunidades sobre o regresso dos deslocados. Como tal, apelou a toda a gente para não interferir no processo de repatriamento dos deslocados. (DN)
43 armas continuam em falta: O Comandante da Unidade de Intervenção Rápida, Armando Monteiro, confirmou que continuam em falta 43 armas. Com base na informação que recebeu da polícia, as 43 armas incluem 22 pistolas, 20 AK33 espingardas e uma pistola de 12-calibre.
“Não temos qualquer informação acerca de onde estão estas armas. Insistimos que as pessoas que têm estas armas devem devolvê-las ao Comando da Operação Conjunta seja através das autoridades locais, representantes dos jovens ou dos seus chefes de Aldeia ou Suco,” disse o Sr Monteiro. (DN)
Paixão: Salsinha e os seus homens devem render-se em 9 de Abril: O Comandante da Operação Conjunta, Filomeno Paixão, marcou a data limite para a rendição de Salsinha e dos seus homens para 9 de Abril.
“estamos agora a dar uma oportunidade para Gastão Salsinha e os seus homens se renderem pacificamente em 9 de Abril 2008. Se não o fizerem a Operação Apreensão intensificará as buscas em casas e começará a prender as pessoas suspeitas de apoiarem Salsinha e os seus homens. A Operação Apreensão reagirá se Salsinha e os seus homens fizerem qualquer acção contra eles” disse o Comandante no Domingo (6/4) no Memorial Hall, Dili. (DN)
TMR agradece às ISF por trazerem paz e estabilidade a Timor-Leste: O Brigadier-General Taur Matan Ruak agradeceu aos soldados da ISF por trazerem paz e estabilidade a Timor-Leste durante uma cerimónia de entrega de prémios às tropas Australianas. O Brigadeiro-General entregou a oficiais da ISF a Medalha de Serviço Australiano durante uma parada na Sexta-feira (04/03) à noite. Para muitos dos oficiais da ISF, a entrega pelo Brigadeiro-General marcou o fim do seu destacamento de seis meses em Timor-Leste (TP)
Vítimas de Liquica exigem justiça: As vítimas do massacre que ocorreu na residência do padre de Liquica em 5 de Abril de 1999 exigiram que o Governo e a ONU tomem acções para os ajudar a alcançar justiça e reparações pelo que sofreram. (TP)
Fretilin acusa o Governo de esconder evidência: O deputado da Fretilin, Arsénio Bano, acusou o Governo de tentar esconder evidência relativa aos ataques de 11 de Fevereiro. É por esta razão que a Fretilin continua a exigir que o Governo crie uma Comissão de Inquérito aos eventos de 11 de Fevereiro. (TP)
Fontes de Notícias Nacionais:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)
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Interview with the Associated Press Christopher R. Hill, Assistant Secretary for East Asian and Pacific Affairs
Jakarta, Indonesia- April 4, 2008
US Department of State
QUESTION: Perhaps, if you don’t mind, we can talk not about Korea first of all but Indonesia and East Timor. They’re moving to sort out the issues surrounding the 1999 Truth and Friendship Commission. How does the U.S. see that?
ASSISTANT SECRETARY HILL: First of all, I think it’s a very positive development that they are going to forward with this Truth and Friendship Commission. This is the way to go. I think both sides are ready to make progress on this. So I find it very encouraging, and we really look forward to the results.
QUESTION: Would that be the end of the issue, if that report is accepted by both countries?
ASSISTANT SECRETARY HILL: No, well you know, I think it’s important. I mean, what we want to see is this reconciliation between Indonesia and East Timor. I think if it’s good enough for East Timor and Indonesia, it should be good enough for us.
QUESTION: So, it’s not a concern of the UN or other country is not their business anymore?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, again, I don’t want to put in those stark terms. But I think what everybody is engaged here, everyone has been hoping is there can be this reconciliation – because, you know, if you look at East Timor’s future, it needs that future needs to include a good relationship with Indonesia. And I think this the way to go. I read some articles about it recently in Jakarta Post -- there was an editorial about, I think it’s yesterday in the Jakarta Post -- and I am kind of encouraged with the direction it’s going.
QUESTION: Would it be pressing East Timor (inaudible) to really try and punish the people involved both in the 2006 violence and in the attack on Ramos Horta?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, again, it’s not the rule to tell them how their justice system works. So my first issue here is to find out from them how they assess the situation, what exactly happened, what is the significance of it, what is the meaning of it, and how they’re handling it. So, again, I don’t think it’s a question of me going there and waging my finger and telling them what to do. I am trying to figure out what is going on and get the sense of how they’re handling it.
QUESTION: Are you satisfied that the 2006 violence was investigated well enough?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, you know, that 2006 violence caused a lot of concerns about how East Timor is doing and, particularly, how the police force was being handled. I would love to see from the East Timor authorities how they see situation. Again, the nature of a trip like this is not to go and presume that I know more what’s going on in Dili than the people who live in Dili. What I’m trying to do is understand it and understand, get the sense of whether they are coping with that, because -- when you look at the problems that East Timor faces, the problems they face in term of their economy, in term of their political development -- they have a lot to get done in the future.
QUESTION: So, just back to the first question. Would the United States ever support some form of international tribunal for military officers accused of violence in 1999 or even before that?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, my sense is that there is a process that’s going forward and a process that enjoyed a lot of support, and I think we would like to add our voice to that support.
QUESTION: You spoke briefly with journalists earlier today about a possible meeting [with DPRK officials]. Would that be in Indonesia, do you think?
ASSISTANT SECRETARY HILL: No, we would not be in Indonesia. There is some thought of a possible meeting. There is nothing that has been confirmed. Therefore, I can’t make any announcements. But I can tell you that we really need to get moving on this declaration, and this held us up now for over three months. We don’t have three months to spare anymore. So we’ve really got to see if we can make some progress on this.
QUESTION: Is there thinking to have [the meeting] in a neutral country?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, yes. And it won’t be in the U.S., and it won’t be in North Korea.
QUESTION: Would it be somewhere in Asia?
ASSISTANT SECRETARY HILL: I would say somewhere in Asia, because that’s where I am right now -- in Asia.
QUESTION: What sort of cities do you look at?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Different cities, but we’ll make an announcement when we make an announcement.
QUESTION: About the increased rhetoric in recent days -- do you think that might affect the process?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, I think it’s very interesting to see whether that increased rhetoric is going to affect the process. So far it hasn’t. So far, North Korea has continued to work with us through the New York channel to try to narrow differences on the declaration. So far, so good in that regard. But (inaudible), I mean some of that rhetoric was very strong, and all of it was very unhelpful.
QUESTION: Do you think any meeting could wrap up the declaration issue? Are you looking at that?
ASSISTANT SECRETARY HILL: You know, it’s really hard to make these predictions when you’re sitting down with North Koreans. But, ideally, when you put it in those terms, we would come to an understanding on some of the issues the U.S. has been particularly concerned about -- which is (inaudible) nuclear cooperation with other countries, namely Syria, but also with their uranium enrichment efforts over the years. Now, I think, there is the possibility that we can come to an understanding on this. We have certainly done some preliminary work on it. And if we can, we would be interested in making sure that the declaration that they are going to submit to the Chinese, who are the chair of the process, is a declaration that is complete and correct. And then I think we can really make some progress and move on to the next stage, because we didn’t get to any Six Party Talks just for purpose of the declaration. We got into (inaudible) the purpose of denuclearizing the Korean Peninsula.
QUESTION: Talk to us more generally. The United States also has nuclear weapons. Has that been ever brought up in your talks? Does it make it hard for you to argue that North Korea and Iran can’t have nuclear weapons while the United States has so many?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, I mean -- Frankly, you cannot begin to talk about the differences in the history and the country. So, no, in answer to you, it does not come up. What does come up from time as the North Koreans say, “Well, country X has nuclear weapons, why can’t we?” Well, the fact is, if you look at you look at Northeast Asia, if you look at the Korean Peninsula, you can pretty quickly -- I think within a few seconds, frankly -- understand why it’s very dangerous, very destabilizing for North Korea to be holding on the nuclear weapons. So, what of the thinking that country X or country Y or country Z has nuclear weapons, and why can’t they? The fact of the matter is, it’s very destabilizing, and frankly it is hurting North Korea profoundly. And I hope that they will come to understand that and give this thing up and get on with life.
QUESTION: But the United States would never give up theirs. Why is that?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, I think it’s a broad question. But the whole issue of the Non-Proliferation Treaty and the role of a nuclear states under Article VI to begin a process of reducing arsenals, this is something we actually worked on with the Soviet Union and then with the Russians. So, you know, there has been some build-down in arsenals, and I am sure in the future as we continue to work with other nuclear states, there’ll also be build-down.
But I would really caution you in thinking this is somehow related to the fact that we have a country, North Korea, that has a myriad of problems and yet here they are trying to develop nuclear weapons.
QUESTION: Let’s talk about rising rice prices here in East Asia. Some people suggested this could cause social unrest in Korea, maybe Indonesia, the Philippines, and in other countries. Do you share that worry?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, first of all, as everybody knows, the concern about the world economy is very great right now. This is part of the number one topic of attention in the U.S. Certainly, anyone who has spent some time in Asia is seeing some of these rice prices. And commodity prices are going up in a way that is worrisome, especially to the many millions of people on fixed incomes and people who are not able to handle the price increases. So I think it’s something that very much bears watching. That’s why some of the countries in the region, governments in the regions, are watching this and then trying to deal with it.
QUESTION: Is there anything the United States can do?
ASSISTANT SECRETARY HILL: We, along with every other country, need to work on ways to get the world economy moving. Obviously, energy prices have been a big problem, a big reason why we’ve gotten in this situation – obviously, the financial sector, foreign regulations, and other issues. I can assure you that people are working very hard on that. We want to keep our market open. We want to get the U.S. economy growing again. I think for many countries in the world depending on our, who depend on our market, it would be very important that we get our own house in order. And I can assure you we’re doing just that.
QUESTION: About Myanmar. Is there anything more that can be done in the region?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, I hope so. I hope there is more that can be done in Myanmar, because first of all, the current situation is intolerable. We have a country there which has some 60-65 million people, a country that has less foreign trade than any other country in entire region, a country that really ought to be doing a lot more. And here it has a very tough and, indeed, a military government that has behaved in a very brutal way. So we have to figure out a way to deal with this.
Obviously, it is not easy for any one country or even one set of countries. The United States has some leverage, but it is limited. ASEAN has some leverage for this, but it is limited. We need to work together with a lot of different countries. We need to support the UN mission, and we need to have a situation where the UN Special Representative is able get into Burma without having to wait several weeks. You know, we need the Burmese to understand that this problem they have now with the international community is not going to go away. They need to start responding. So this is something where I think Indonesia can have a role to play, especially as a strong member of ASEAN. Indeed, we believe the stronger ASEAN is, the better it can deal with Burma. For that reason, we continue to support a strong and robust ASEAN.
QUESTION: There seems to be differences in approaches with the ASEAN bloc and the U.S.
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, multilateral diplomacy is always an exercise, and it’s time to take different approaches and vector them in one direction
QUESTION: Do you think the softly-softly approach is viable?
ASSISTANT SECRETARY HILL: What we’re looking for is an approach that works. And if people have a better idea than what is being done, we’re very much interested in that better idea. So we’ll see if we’re able to get going on this.
But one thing I can assure you here. In Burma, I know, the junta there thinks they can hunker down and wait for things to get better. They are not going to get better. People are pretty disgusted with their behavior, and I think they understand that.
QUESTION: At the moment, things aren’t working. Can you accept that?
ASSISTANT SECRETARY HILL: Well, I can tell you that nothing positive is coming out of Burma. The international efforts are few months old, and they haven’t moved at all yet. That’s why we need to do more things together. We’d be very interested in ideas that come out of ASEAN -- with great interest. We talked to the Chinese about this issue quite often as well, and I think we need to continue to do that until we can find an approach that will work and then will convince this junta that this is not a way to organize a country’s future.
QUESTION: Thank you very much.
ASSISTANT SECRETARY HILL: Thank you
Tradução:
Entrevista de Christopher R. Hill, Secretário de Estado Assistente para os Negócios da Ásia do Leste e Pacífico
com a Associated Press
Jacarta, Indonésia- Abril 4, 2008
Departamento do Estado dos USA
PERGUNTA: Talvez, se não se importar, não falaríamos primeiro acerca da Coreia mas de Indonésia e Timor-Leste. Estão a aproximar-se em questões que rodearam a Comissão da Verdade e Amizade de 1999. Como é que os USA vê isso?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Primeiro que tudo, penso que é um desenvolvimento muito positivo que estejam a avançar com esta Comissão da Verdade e Amizade. Este é o caminho a tomar. Penso que ambos os lados estão prontos para progredirem nisto. Assim acho isto muito encorajador, e estamos à espera de ver os resultados.
PERGUNTA: Será isto o fim da questão, se esse relatório for aceite por ambos os países?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Não, bem sabe, penso que isso é importante. Quero dizer, o que queremos ver é esta reconciliação entre a Indonésia e Timor-Leste. Penso que se isso é suficientemente bom para Timor-Leste e para a Indonésia, isso será suficientemente bom para nós.
PERGUNTA: Então isso não uma preocupação para a ONU ou qualquer outro país, não é mais assunto deles?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, outra vez, não quero pôr isso nesses termos fortes. Mas penso que toda a gente está engajada aqui, o que toda a gente deseja é que possa haver esta reconciliação – porque, sabe, se se olhar para o futuro de Timor-Leste, esse futuro precisa de incluir uma boa relação com a Indonésia. E penso que esse é o caminho. Li alguns artigos sobre isso recentemente no Jakarta Post – tinha um editorial acerca disso, Penso que foi ontem no Jakarta Post – e estou encorajado com a direcção em que vai.
PERGUNTA: Irá pressionar Timor-Leste (inaudível) a realmente julgar e punir as pessoas envolvidas quer na violência de 2006 quer no ataque a Ramos Horta?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, outra vez, não é das regras dizer-lhes como trabalha o sistema da justiça deles. Assim a minha primeira questão aqui é descobrir como é que eles avaliam a situação, o que é que aconteceu exactamente, qual é o significado disso, e como é que vão gerir isso. Assim, outra vez, não penso que é uma questão de ir lá e apontar o dedo e dizer-lhes o que devem fazer. Estou a tentar perceber o que se passa e ter uma ideia de como estão a gerir isso.
PERGUNTA: Está satisfeito sobre se a violência de 2006 foi suficientemente bem investigada?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, sabe, essa violência de 2006 causou muitas preocupações sobre como Timor-Leste estava e, particularmente sobre como a força da polícia estava a ser gerida. Quero saber pelas autoridades de Timor-Leste como é que eles vêem a situação. Mais uma vez, a natureza duma viagem como esta não é ir e presumir que sei mais do que se passa em Dili do que as pessoas que vivem em Dili. O que estou a tentar fazer é entender isso e entender, apanhar a ideia de como estão a resolver isso, porque -- quando se olham os problemas que Timor-Leste enfrenta, os problemas que eles enfrentam em termos da economia deles, em termos do seu desenvolvimento político – eles têm muito que fazer no futuro.
PERGUNTA: Então, de volta à primeira pergunta. Alguma vez os Estados Unidos apoiariam qualquer forma dum tribunal internacional para os oficiais militares acusados da violência em 1999 ou mesmo antes disso?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, a minha ideia é que há um processo que está a avançar e um processo que goza de bastante apoio e penso que gostaríamos de acrescentar a nossa voz a esse apoio.
PERGUNTA: Antes falou brevemente com jornalista hoje acerca dum possível encontro [com oficiais do DPRK]. Penso que isso será na Indonésia?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Não, não será na Indonésia. Há uma ideia dum encontro possível. Não há nada confirmado. Por isso, não posso fazer nenhum anúncio. Mas posso dizer-lhe que precisamos realmente de começar a andar nesta declaração, e já andamos nisto há três meses . Já não temos mais outros três meses para gastar. Assim temos mesmo de ver se podemos progredir nisto.
PERGUNTA: Estão a pensar ter [o encontro] num país neutro?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, sim. E isso não será nos USA, e não será na Coreia do Norte.
PERGUNTA: Será algures na Ásia?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Diria algures na Ásia, porque é onde estou agora – na Ásia.
PERGUNTA: Em que tipo de cidade está a ver?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Diferentes cidades, mas faremos um anúncio quando fizermos um anúncio.
PERGUNTA: Acerca da retórica crescente nos últimos dias – pensa que isso pode afectar o processo?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, penso que é muito interessante ver se essa retórica crescente vai afectar o processo. Até agora não afectou. Até agora, a Coreia do Norte continuou a trabalhar connosco através do canal de Nova Iorque para tentar reduzir as diferenças sobre a declaração. Até agora, tudo bem em relação a isso. Mas (inaudível), Quero dizer alguma daquela retórica era muito forte, e tudo isso não ajudava muito.
PERGUNTA: Pensa que algum encontro podia encerrar a questão da declaração? Está à espera disso?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Sabe, é realmente difícil fazer essa previsão quando estamos a reunir com os Norte Coreanos. Mas, em termos ideais, quando põe as coisas nesses termos, chegaremos a um entendimento nalgumas das questões que preocupam particularmente os USA – que é (inaudível) a cooperação nuclear com outros países, nomeadamente a Síria, mas também com os esforços de enriquecimento de urânio durante anos. A>gora, penso há a possibilidade de chegarmos a um entendimento nisto. Obviamente que fizemos algum trabalho preliminar. E se podermos, teremos interesse em tornar certo que na declaração que eles vão submeter aos Chineses, que presidem ao processo, é uma declaração completa e correcta. E penso que depois podemos fazer alguns progressos reais e avançar para o próximo estádio, porque não fomos para Conversações de Seis Partes apenas com o propósito da declaração. Entrámos (inaudível) no propósito de desnuclearização da Península Coreana.
PERGUNTA: Fale em termos mais gerais. Os Estados Unidos têm também armas nucleares. Isso foi levantado nas vossas Conversações? Isso torna difícil que argumente que a Coreia do Norte e o Irão não possam ter armas nuclear es quando os Estados Unidos tem tantas?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, quero dizer – Francamente, não pode começar a falar acerca das diferenças na história e no país. Por isso, não, para lhe responder isso não foi levantado. O que é levantado uma vez por outra é o que os Norte Coreanos dizem, “Bem, o país X tem armas nucleares, porque é que nós não podemos ter?” Bem, o facto é que se olhar ao Norte da Ásia, se olhar à Península da Coreia, podem rapidamente – penso que em segundos, francamente – entender porque é que isso é muito perigoso, muito desestabilizador a Coreia do Norte ter armas nucleares. Assim, quanto à ideia que o país X ou o país Y ou o país Z ter armas nucleares e porque é que eles não podem ter? A questão é que isso é muito desestabilizador, e francamente está a prejudicar profundamente a Coreia do Norte. E espero que eles venham a entender isso e que continuem com a sua vida.
PERGUNTA: Mas os Estados Unidos nunca irão desistir das suas. Porquê?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, Penso que é uma grande questão. Mas a questão do Tratado da Não-Proliferação e o papel dos estados nucleares sob o Artigo VI para começar o processo de redução dos arsenais, foi algo com que trabalhámos de facto com a União Soviética e depois com os Russos. Assim, sabe, houve a redução de algum arsenal, e estou certo que no futuro enquanto continuarmos a trabalhar com outros estados nucleares, haverá também reduções.
Mas aviso-o que tenha cuidado se pensa que isso está relacionado com o facto que temos um país, a Coreia do Norte, que tem uma miríade de problemas e contudo estão a tentar desenvolver armas nucleares.
PERGUNTA: Falemos do aumento dos preços aqui no Sudeste Asiático. Algumas pessoas sugerem que isso pode causar desassossego na Coreia, talvez na Indonésia, nas Filipinas e noutros países. Partilha essa preocupação?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, primeiro que tudo, como todos sabem, é muito grande a preocupação com a economia mundial de agora. Isto é umas parte do número te tópicos de atenção nos USA. Certamente que qualquer pessoa que tenha passado algum tempo na Ásia está a ver mais destes aumentos de preços. E os preços dos bens estão a aumentar numa maneira que é preocupante, especialmente para os muitos milhões de pessoas que têm rendimentos fixos e para as pessoas que não conseguem gerir esses aumentos de preços. Assim penso que é algo que devemos observar. É por isso que alguns países na região, alguns governos na região, estão a observar isso e a tentar lidar com isso.
PERGUNTA: Há alguma coisa que os Estados Unidos podem fazer?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Nós, juntos com todos os outros países, devemos trabalhar de todas as formas para pôr a economia mundial a andar. Obviamente, os preços da energia têm sido um grande problema, uma grande razão para termos chegado a esta situação – obviamente, o sector financeiro, as regulamentações estrangeiras, e outras questões. Posso assegurar a vocês que as pessoas estão a trabalhar muito arduamente nisso. Temos de manter o nosso mercado aberto. Queremos pôr a nossa economia dos USA a crescer outra vez. Penso nos muitos países do mundo que dependem de nós, que dependem do nosso mercado, seria muito importante pormos ordem na nossa casar. E posso assegurar-lhes que estamos a fazer isso mesmo.
PERGUNTA: Acerca de Mianmar. Há mais alguma coisa que se pode fazer na região?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, espero que sim. Espero que se possa fazer mais em Mianmar, porque, primeiro que tudo, a situação corrente é intolerável. Temos um país ali com 60-65 milhões de pessoas, um país que tem menos comércio estrangeiro que qualquer outro país em toda a região, um país que realmente podia estar a fazer muito mais. E depois tem um governo muito duro, na verdade, um governo militar que se tem comportado duma maneira muito brutal. Assim temos de pensar uma maneira para lidar com isso.
Obviamente, não é fácil para nenhum país nem mesmo para um grupo de países. Os Estados Unidos têm algum peso, mas é limitado. A ASEAN tem algum peso para isso, mas é limitado. Precisamos de trabalhar juntos com muitos países diferentes. Precisamos de apoiar a missão da ONU, e precisamos de ter uma situação onde o Representante Especial da ONU possa entrar em Burma sem ter que esperar várias semanas. Sabe, precisamos que os Burmeses entendam que este problema que agora têm com a comunidade internacional não vai desaparecer. Eles precisam de começar a responder. Assim penso que nisto a Indonésia pode ter um papel a desempenhar, especialmente como um membro forte da ASEAN. Na verdade, pensamos que quanto mais forte for a ASEAN, melhor pode lidar com Burma. Por essa razão, continuamos a apoiar uma ASEAN forte e robusta.
PERGUNTA: Parece haver diferenças na abordagem do bloco da ASEAN e os USA.
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, a diplomacia multilateral é sempre um exercício, e é altura de fazer abordagens diferentes e dirigi-las numa direcção
PERGUNTA: Pensa que a abordagem suave-suave é viável?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Do que estamos à procura é duma abordagem que funcione. E se alguém tiver uma ideia melhor do que a que está a ser usada, estamos muito interessados nessa ideia melhor. Assim vamos ver se continuamos nisso.
Mas uma coisa posso assegurar-lhes. Em Burma, eu sei, a junta lá pensa que podem fincar os pés e esperar que as coisas melhorem. Elas não vão melhorar. As pessoas estão bastante aborrecidas com o comportamento deles e penso que eles entendem isso.
PERGUNTA: No momento, as coisas não estão a funcionar. Aceita isso?
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Bem, posso dizer-lhes que não vem nada de positivo de Burma. Os esforços internacionais já têm alguns meses e nada se mexeu. É por isso que precisamos de fazer mais coisas juntos. Teremos muito interesse em ideias que venham da ASEAN – muito interesse. Falámos com os Chineses acerca desta questão muitas vezes também, e penso que precisamos de continuar a fazer isso até podermos encontrar uma abordagem que funcione e depois convenceremos esta junta que esta não é a maneira de organizar o futuro dum país.
PERGUNTA: Muito obrigado.
SECRETÁRIO ASSISTENTE HILL: Obrigado.
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Ramos Horta hints at resignation
The Australian
Paul Toohey April 08, 2008
JOSE Ramos Horta has had enough. The East Timorese President never wanted the job in the first place and he wants a quieter life.
"I will address the parliament when I return and I will not promise the country that I will serve the full term," Ramos Horta told The Australian yesterday.
When he was slipping between life and death after being shot on February 11, Ramos Horta entered a terrifying dream-state in which a crowd was trying to suffocate him. Then he heard what he believes to be the voice of God ordering his attackers to desist.
Now the East Timorese people want to suffocate their President with love as they eagerly await his return. But it seems it is too late.
His resignation would be a serious blow to East Timor. Ramos Horta has taken on the role ahead of Prime Minister Xanana Gusmao as the country's most-loved citizen. It would, surely, be hard for him to step aside.
"Very hard, although personally I would like to be a common citizen and casually write my book. I will have to be sensitive to what the bishops and the common Timorese say," the 58-year-old said.
Being shot twice on February 11 has left him deeply traumatised. He often presented himself as a serious man but those who knew him when the cameras or tape-recorders were switched off found him warm and quick to laugh. He doesn't laugh so easily these days.
Speaking from a safe-house in Darwin, the President said he was physically well but less sure about his emotional state.
"I will know only when I get home to my own house, to the site where I was shot, whether I have recovered. I am generally a very sensitive person - but I can also be cold and strong.
"So far, this whole time, I haven't had any nightmares. The only dream I had that really struck me was when I was battling between life and death after I was shot.
"The dream was a group of people trying to asphyxiate me to death. At one point, I asked them - a bit like Christ asking God, 'Father, why have you forgotten me?' - why they were trying to suffocate me: at least tell me what I have done wrong'.
"Then came a voice, thundering, ordering the guys, 'Leave him alone. He has done nothing wrong.' And from that moment, I felt complete light relief. I believe it was at that very critical time when I was going to live or going to die. That voice said, 'Let him live'. It is very clear; that I remember very well."
The shooting has changed everything. His life will never be the same again in Dili.
"Before the assassination attempt, I would go everywhere," he said. "I would go in a little public bus with the common people, go in local restaurants and pay $1 a meal, and invite all the customers and pay for their meal. People really liked to see me in the back alleys of Dili. Well, now I would have to think twice."
Ramos Horta says he does not need to be president, pointing to the success of his stand-in, National Parliament president Fernando Lasama de Araujo.
"Mr Fernando Lasama de Araujo has passed a crucial test when suddenly he had to take over as interim president. He did, and everyone's praising him. I'm more at ease because I know that if I step down, there is one or two who can do the job."
The brutality of the assault still confounds the President.
"It's most sad and disturbing - particularly when I wouldn't pick up a gun to shoot a dog or a pig for the sake of it, let alone shooting an unarmed person.
"I was unarmed, I turned around and he fired into my back.
"The most cowardly act anyone can do to anyone, let alone to someone whom they said they trusted."
Ramos Horta got a good look at his shooter.
The first time he next saw the face of his shooter was in The Australian on March 14.
The day before, the paper had identified one of Alfredo's Reinado's rebel heavies, Marcelo Caetano, as the President's would-be assassin.
Reinado died in the attack, Caetano is still on the run.
"I only saw that photo in your paper. It looked like him, the guy who shot me," Ramos Horta said.
As for Reinado's motives, the President is still unclear. "I dunno - I was always afraid of him in the sense he had several men with him with arms, weapons. I was always opposed to using force to enforce the court arrest warrants on him.
"We tried in March 2007 (in the town of Same, when Australian SAS troopers attacked Reinado's position) when four of his men were killed. I didn't want any more bloodshed. I didn't want any of his men killed, or any of the ISF (the Australian-led International Stabilisation Force) killed with any forceful operation.
"He was always very heavily armed and the men around him, you look at their faces and some of them would not hesitate to shoot."
Speaking of Angelita Pires, whom the President has named as Reinado's lover and an influence behind the attacks, he doubted she was the brains behind the operation. Pires has denied any wrong-doing.
"No, I would not say she's the mastermind. She is crazy, lacking judgment, and she was the lover, informant and adviser to Alfredo.
"I am sure it was Angie Pires who must have told him that I was in collusion with the government in dealing with the petitioners' case."
Gusmao and Ramos Horta had been trying to persuade the rebels to surrender and come to Dili, which made Reinado feel he was being undermined.
"If this is what she said, then she was right. In the sense that I agreed, I supported the initiative to bring the petitioners to cantonment.
"But then, maybe the evening of February 10, after a lot of drinking, apparently there was a big party, I was told Angie spent the evening with him.
"Was it an impromptu decision or had it been planned before?"
The President cannot be sure.
However, he flatly ruled out any suggestion foreign forces were attempting to destabilise his country, preferring the idea that bad-tempered East Timorese were behind the attacks.
The shame is that East Timor seems set to lose its most even-tempered politician, who would rather live than die - perhaps by taking a quiet three-year sabbatical to France to study and write.
Tradução:
Ramos Horta sugere resignação
The Australian
Paul Toohey Abril 08, 2008
JOSÉ Ramos Horta já se fartou. O Presidente Timorense nuca quis o cargo em primeiro lugar e quer agora uma vida mais calma.
"Dirigir-me-ei ao parlamento quando regressar e não prometerei ao país que servirei o mandato todo" contou Ramos Horta ao The Australian ontem.
Quando estava a cair entre a vida e a morte depois de ter sido baleado em 11 de Fevereiro, Ramos Horta entrou num estado de sonho assustador no qual uma multidão tentava sufocá-lo. Depois ouviu o que ele acredita ser a voz de Deus a ordenar aos seus atacantes para desistirem.
Agora o povo Timorense quer sufocar o seu Presidente com amor enquanto esperam com impaciência o seu regresso. Mas parece que é tarde demais.
A sua resignação será um golpe sério para Timor-Leste. Ramos Horta assumiu o papel antes do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão de ser o cidadão mais amado do país. Será, certamente, difícil para ele sair do cargo.
"Muito difícil, apesar de pessoalmente gostar de ser um cidadão comum e de vir a escrever o meu livro. Terei de ser sensível ao que os bispos e o povo comum Timorense disserem," disse o homem de 58 anos.
Tendo sido baleado duas vezes em 11 de Fevereiro , isso deixou-o profundamente traumatizado. Muitas vezes apresentava-se ele próprio como um homem sério mas os que o conheciam quando as câmaras ou gravadores eram desligados achavam-no caloroso e rápido a rir. Não ri com tanta facilidade estes dias.
Falando duma casa protegida em Darwin, o Presidente disse que estava bem fisicamente mas menos seguro quanto ao seu estado emocional.
"Saberei apenas quando chegar a casa, à minha própria casa, ao sítio onde fui baleado, se recuperei. Em geral sou uma pessoa muito sensível – mas posso ser também forte e frio.
"Até agora, todo este tempo, não tive um pesadelo. O único sonho que tive que realmente me impressionou foi quando estava a batalhar entre a vida e a morte depois de ter sido baleado.
"O sonho era um grupo de pessoas que tentava asfixiar-me até à morte. Numa altura perguntei-lhes – um pouco como Cristo a perguntar a Deus, 'Pai, porque é que me esqueceste?' - porque é que tentavam sufocar-me: pelo menos diz-me o que é que fiz de errado'.
"Então veio uma voz, trovejante, a dar ordens aos tiposs, Deixem-no em paz. Ele não fez nada de errado.'E a partir desse momento, senti-me completamente leve e aliviado. Penso que foi naquela altura muito crítica onde ia morrer ou ia viver. Essa voz disse, 'Deixem-no viver'. Isso é muito claro; disso eu lembro-me muito bem."
Os tiros mudaram tudo. A sua vida nunca mais será a mesma outra vez em Dili.
"Antes da tentativa de assassínio, iria a todo o lado," disse ele. "Iria num pequeno autocarro público com as pessoas comuns, ia a restaurantes locais e pagava refeições por $1, e convidava todos os clientes e pagava as suas refeições. As pessoas realmente gostavam de me ver nas ruas detrás de Dili. Bem, agora terei de pensar duas vezes."
Ramos Horta diz que não precisa de ser presidente, apontando para o sucesso do seu substituto, o presidente do Parlamento Nacional Fernando Lasama de Araújo.
"O Sr Fernando Lasama de Araújo passou um teste crucial quando de repente teve de tomar o cargo de presidente interino. Ele tomou e toda a gente está a louvá-lo. Estou mais à vontade porque se sair há uma ou duas pessoas que podem desempenhar o cargo."
A brutalidade do assalto confunde ainda o Presidente.
"É muito triste e perturbador – particularmente quando não pegaria numa arma para atingir um cão ou um porco por pegar, muito menos para balear uma pessoa desarmada.
"Estava desarmado, Virei-me e ele disparou contra as minhas costas.
"O acto mais cobarde que uma pessoa pode fazer a outra, já para não falar em alguém em quem eles diziam que confiavam."
Ramos Horta viu bem o atacante.
A primeira vez que tornou a ver a cara do seu atacante foi no The Australian de 14 de Março.
Na véspera, o jornal tinha identificado um dos pesos pesados dos amotinados de Alfredo Reinado, Marcelo Caetano, como o provável assassino do Presidente.
Reinado morreu no ataque, Caetano continua em fuga.
"Apenas vi a foto no seu jornal. Parecia ele, o tipo que me baleou," disse Ramos Horta.
Quanto aos motivos de Reinado, o Presidente não está ainda certo. "Não sei – andava sempre com medo dele no sentido que ele tinha vários homens com ele com armas, armados. Sempre me opus a usar a força para aplicar os mandatos de captura do tribunal a ele .
"Tentámos em Março 2007 (na cidade de Same, quando tropas SAS Australianas atacaram a posição de Reinado) quando quatro dos seus homens foram mortos. Não quis mais derramamento de sangue. Não quis nenhum dos seus homens mortos, ou ninguém da ISF (a Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos) morte com nenhuma operação de força.
"Ele andava sempre muito pesadamente armado e os homens à volta dele, olhava-se para as caras deles e alguns não hesitariam a disparar."
Falando de Angelita Pires, a quem o Presidente nomeou como amante de Reinado e uma influência por detrás dos ataques, ele duvidou que fosse ela o cérebro por detrás da operação. Pires negou ter feito qualquer coisa de errada.
"Não, não diria que ela foi a mentora. Ela é doida, com falta de juízo, e era a amante, informadora e conselheira de Alfredo.
"Tenho a certeza que foi Angie Pires quem lhe deve ter contado que estava em conivência com o governo a negociar o caso dos peticionários."
Gusmão e Ramos Horta tinham estado a tentar persuadir os amotinados a renderem-se e a virem para Dili, o que fez Reinado sentir que estava a ser minado.
"Se foi isso que ela disse, então ela estava certa. No sentido que concordei, Eu apoiei a iniciativa de trazer os peticionários a acantonarem .
"Mas então, talvez que na noite de 10 de Fevereiro, depois de beber muito, aparentemente houve uma grande festa, Disseram-me que a Angie passou a noite com ele.
"Foi uma decisão de improviso ou tinha sido planeada antes?"
O Presidente não pode ter a certeza.
Contudo, ele descartou sem rodeios qualquer sugestão de forças estrangeiras terem tentado desestabilizar o seu país, preferindo a ideia de Timorenses esquentados terem estado por detrás dos ataques.
A vergonha é que Timor-Leste parece que vai perder o seu político mais moderado, que prefere viver a morrer – tirando talvez uns calmos três anos sabáticos em França para estudar e escrever.
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Ramos Horta hits out at Indonesian military
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
April 7, 2008 - 1:20PM
East Timor's President Jose Ramos Horta today lashed out at senior Indonesian military officers who have refused to admit responsibility and apologise for the violence that swept his country in 1999.
He said the officers should "come clean" and acknowledged their responsibility at a commission of inquiry set-up in 2005 that is about to submit its findings.
The Indonesia-East Timor Commission of Truth and Friendship was instructed to uncover the truth behind the violence that left 1500 people dead and destroyed 70% of East Timor's infrastructure.
The commission, established by East Timor and Indonesia, will send it report to Mr Ramos Horta and Indonesian President Susilo Bambang Yudhoyono within days.
Speaking in Darwin where he is recovering from gunshots wounds after attacks in Dili last month, Mr Ramos Horta said the Indonesian officers failed in their responsibilities to provide security in East Timor before, during and after the United Nations organised independence vote.
"Although we don't want to revisit the past, although we don't want to point fingers, although we don't want anybody to go to jail they should have at least had the courage and humility to tell their country and the Timorese people that they were wrong and apologise," Mr Ramos Horta told The Age online.
"That would have been enough," he said.
"They didn't - they kept blaming the United Nations - well, the UN was not responsible for security ... the UN was only responsible for organising the referendum."
Mr Ramos Horta said the leaders of both East Timor and Indonesia will need to read the commission's report calmly and with serenity and "see whether we need to take further steps to address the events of 1999".
The commission has no prosecution powers and can recommend amnesties for people who testified before it.
The United Nations boycotted the commission, saying those responsible for human rights violations should face justice.
Tradução:
Ramos Horta ataca militares Indonésios
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Abril 7, 2008 - 1:20PM
O Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta atacou hoje oficiais das forças militares de topo da Indonésia que recusaram admitir responsabilidades e pedirem desculpa pela violência que varreu o país em 1999.
Disse que os oficiais deviam "limpar-se" e reconhecer as suas responsabilidades numa comissão de inquérito montada em 2005 que está prestes a submeter as suas conclusões.
A Comissão Indonésia-Timor-Leste da Verdade e Amizade foi instruída para descobrir a verdade por detrás da violência que deixou 1500 pessoas mortas e destruiu 70% das infra-estruturas de Timor-Leste.
A comissão, estabelecida por Timor-Leste e Indonésia, enviará o seu relatório ao Sr Ramos Horta e o Presidente Indonésio Susilo Bambang Yudhoyono dentro de dias.
Falando em Darwin onde está a recuperar das feridas de balas depois dos ataques em Dili no mês passado, o Sr Ramos Horta disse que oficiais Indonésios falharam nas suas responsabilidades de providenciarem segurança em Timor-Leste, antes, durante e depois do referendo para a independência organizado pelas Nações Unidas.
"Apesar de não querermos revisitar o passado, apesar de não querermos apontar dedos, apesar de não querermos que ninguém vá para a cadeia eles deviam no mínimo ter a coragem e a humildade de dizer ao seu país e ao povo Timorense que erraram e pedir desculpas," disse o Sr Ramos Horta ao The Age online.
"Isso teria sido o suficiente," disse ele.
"Não o fizeram – mantiveram-se a culpar as Nações Unidas - bem, a ONU não foi responsável pela segurança ...a ONU foi apenas responsável por organizar o referendo."
O Sr Ramos Horta disse que os lideres de Timor-Leste e da Indonésia vão precisar de ler o relatório da comissão calmamente e com serenidade e "ver se precisamos de tomar mais passos para responder aos eventos de 1999".
A comissão não tem poderes de prossecução e pode recomendar amnistias para as pessoas que testemunharam perante ela.
As Nações Unidas boicotaram a comissão, dizendo que os responsáveis pelas violações de direitos humanos devem enfrentar a justiça.
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Timor-Leste: um morto durante operações para capturar Gastão Salsinha
Militares dizem que ele atacou um soldado
06.04.2008 - 16h34 Reuters, PÚBLICO
Um civil, alegadamente apoiante dos rebeldes, foi morto hoje pelas forças de segurança timorenses durante as operações desencadeadas para capturar o grupo liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
Segundo o comandante Filomeno Paixão, chefe de operações das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste, o homem foi abatido pelos militares, esta manhã, no distrito de Meliana, a oeste de Díli, depois de ter atacado um soldado com um machete.
Desconhecem-se as motivações do ataque, mas as forças timorenses admitem que se tratasse de um apoiante do grupo rebelde que em Fevereiro passado atacou o Presidente timorense, Ramos-Horta, ferido com gravidade no ataque, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
O líder do grupo, o major Alfredo Reinado foi morto no ataque, mas parte dos rebeldes, agora liderados pelo ex-tenente Gastão Salsinha continuam a monte, rejeitando todos os apelos para entregarem armas.
O incidente registado hoje é o primeiro desde que as forças timorenses, em cooperação com os militares estrangeiros estacionados no país, lançaram uma operação para capturar os rebeldes.
Entretanto, o comandante Filomeno Paixão, anunciou que dois rebeldes leais a Salsinha entregaram-se nas últimas horas ao Exército.
O grupo de Salsinha é o último reduto de um grupo de 600 militares que no início de 2006 se rebelaram contra a hierarquia militar, queixando-se da discriminação que estariam a ser alvo os “loromu”, oriundos da parte ocidental de Timor-Leste. Os militares viriam a ser expulsos do Exército, desencadeando uma revolta que provocou 37 mortos e levou ao regresso das forças internacionais ao país.
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ETimor government offers 'cash apology'
ABC Radio Australia
7.04.2008
Updated 10 hours 12 minutes ago
US Assistant Secretary of State Christopher Hill has praised East Timor's response to the attempts on the lives of East Timor's leaders in February. [Reuters]
United States Assistant Secretary of State for East Asian and Pacific Affairs Christopher Hill has praised East Timor for its response to the attempted assassinations of its leaders in February.
On a visit to Dili, Mr Hill told reporters that the government had handled the crisis "pretty well".
Both President Jose Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao were targeted by rebel soldiers on February 11.
Mr Gusmao escaped without injury but President Ramos-Horta nearly died after being shot in the stomach, and has been recovering in the northern Australian city of Darwin.
"We saw a succession, putting in an acting president and issues like that, putting in an emergency rule process," Mr Hill said.
"It was a good sign, (and) I think we can look for a continuation of a consolidation of this state."
However, almost two months after the attacks, Radio Australia's Stephanie March reports from Dili that many of those responsible for carrying out the double attack remain on the run.
Hundreds of police and military have been searching countryside in Ermera district in the mountainous interior without success.
As the hunt continues, there have been a growing number of reports of violence against civilians by the military.
East Timorese MP and leader of the Parliamentary Committee for Human Rights Fernanda Borges says her constituents in Ermera have complained of beatings and aggressive interrogations by military personnel, who are seeking rebel leader Gastao Salsinha.
"There are questions like 'were you involved?' 'did you know him?' and sometimes when the answer is not to their liking they get beaten up," Ms Borges said.
Last month the government acknowledged that inappropriate tactics had been used as part of the operation to locate the rebel attackers, and promised to investigate complaints of abuse.
It has also offered to give each of the 52 communities in Ermera which have complained a $US600 grant towards holding belated Easter parties, although on the condition that military and police officials be invited.
"We want the community to understand first that they should celebrate this Easter together with FFDTL and PNTL," said East Timor State Secretary for Security Francisco Gutteres.
"We would like them to understand that these two institutions are the state institutions that will protect them."
One community which will receive the grant is Erulu, a small mountain village in Ermera which is home to some of rebel leader Gastao Salsinha's family members.
Erulu village chief Lenilda Maia says the community has received an apology after a number of young people were physically abused by military personnel.
She says locals remain nervous, and are reluctant to begin the coffee harvest for fear of encountering military personnel or rebel troops.
She says if the problem is not resolved soon, the harvest will rot and crucial income will be lost.
However she says there is no guarantee an Easter party will restore damaged relations with the military.
"We don't really know if the money makes up for it, but we'll see after the party," she said.
Francisco Gutteres says a number of military personnel have been suspended from active duty pending investigations, but says they will not be dismissed regardless of the investigation outcome.
"We will not dismiss these guys just because of a slap on people," he said.
MP Fernanda Borges says the military's response risks "fostering impunity".
"That is not a strong disciplinary measure, (and) that is not stating 'no-tolerance' to human rights violations," she said.
She has criticised the decision to offer communities money in return for forgiveness of abuse.
"They shouldn't start a practice of using money, because it's still very much an unprofessional force," she said.
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East Timor aims to mend relationship with people
Connect Asia
ABC Radio National
Updated 11 hours 34 minutes ago
Almost two months since the attacks on East Timor's leaders and many of the rebels responsible remain on the run. But as the search continues, allegations of human rights violations towards citizens by the security forces continue to emerge.
Presenter: Stephanie March
Speaker: Fernanda Borges, East Timorese MP and the leader of the Parliamentary Committee for Human Rights; Francisco Gutteres, State Secretary for Security; Lenilda Maia, Village Chief in Erulu, Ermera district.
MARCH: In Ermera district in East Timor's mountainous interior, hundreds of police and military roam the countryside, searching for the rebels who remain on the run, following the attacks on the country's President and Prime Minster on February 11.
As the hunt continues, reports of violence against civilians by the military continue to emerge.
East Timorese MP and the leader of the Parliamentary Committee for Human Rights Fernanda Borges says her constituents in Ermera have complained of beatings and aggressive interrogations by the FFDTL military about the whereabouts of rebel leader Gastao Salsinha.
BORGES: There are questions like 'were you involved?' 'did you know him?' and sometimes when the answer is not to their liking they get beaten up.
MARCH: Late last month the government acknowledged that the military had on occasion used inappropriate and heavy handed tactics as part of the operation, and said the would investigate any claims of human rights abuses.
In an effort to renew peoples confidence in the security institutions, the government and joint police and military command are now giving each of the 52 affected communities in Ermera 600 US dollar for them to hold belated Easter parties to which they must invite military and police.
Francisco Gutteres is East Timor's State Secretary for Security.
GUTTERES: The money is used for the celebration of the Easter. The idea that we gave to the community is we want the community to understand - first that they should celebrate this Easter together with FFDTL and PNTL. The objective is that we would like them to understand that these two institutions are the state institutions that will protect them.
Lenilda Maia is the village chief of Erulu, a small mountain community in Ermera district and the home of some of rebel leader Gastao Salsinha's family members.
Erulu is one of the communities receiving $600 from the government to hold a party with the security forces.
She says some of the youth in her area have been slapped around by the military for not answering questions, but she has heard of more serious abuses in other parts of the district.
She says the head of the Military and Police joint operation Brigadier Taur Matan Ruak recently apologised to the communities for the abuses.
MAIA: Yes they are beating up people and the government apologised. Taur Matan Ruak sent a saying he was sorry to the youth who got beaten when the armed forces were here. There were some youth who gave incorrect information to the F-FDTL and they got beaten, that's why he sent a message here that invited the youth to join a party together with the armed forces.
MARCH: Lenilda Maia says the military presence makes people nervous, and the people are too scared to go to the coffee fields and start harvesting because they don't want to come across any military personnel or rebels.
She fears if the problem is not resolved soon the coffee beans will rot on the trees, and everyone will lose the income from the crops that they desperately need to survive and that moat people hope that Gastao Salsinha and his followers surrender to authorities soon so the FFDTL go away.
She says she is not sure if the belated Easter party will restore the damaged relations between the FFDTL and her community
MAIA: We don't really know if the money makes up for it but will see after the party. We invite the FFDTL to come to say a few words to the youth as well as to the mothers and fathers who have suffered because the situation has not been calm.
MARCH: The government says they are trying to get the military to change their behaviour.
The joint command has appealed to victims of beating or assaults by soldiers to come forward so their cases can be investigated.
State Secretary for Security Francisco Gutteres says several military personnel have been suspended from active duties pending investigations, but regardless of the investigation outcome, they will not dismissed from the military.
GUTTERES: Maybe a small kind of human rights abuse maybe there will be disciplinary action against them but we will not dismiss these guysjust because of a slap on people.
MARCH: But MP Fernanda Borges says that's not good enough.
BORGES: That's just fostering impunity. That is not strong disciplinary measure. That is not stating no tolerance to human rights violations.
MARCH: But Francisco Gutteres says its important not to let the small number of human rights abuses overshadow the achievements of the Joint Operation.
There has been an ongoing feud between East Timor's police and military since 2006 when claims of ethnic discrimination in the two institutions plunged the country into crisis.
GUTTERES: Because you can see after the two years crisis they have been fighting, in 2006, now they are working together providing security. This is one of the major achievements we will have. So we have to give them some kind of appreciation that they have done a good job, the were not tempted to get involved in fighting again.
MARCH: But MP Fernanda Borges says there are still major disciplinary problems within both forces, and throwing money at communities to forgive their failings is inappropriate, and unsustainable.
BORGES: That is the wrong approach to policing and security issues. Money should not be involved in the work of security people they shouldn't start a practice of doing things like that - using money - because it's still very much and unprofessional force. The defence force and the police very much need to be professionalised as well as brought under some disciplinary standards
Listen at http://www.abc.net.au/ra/programguide/stories/m1566462.asx
etanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetanetan
ETAN welcomes your support. For more info: http://etan.org/etan/donate.htm
John M. Miller Internet: fbp@igc.org
National Coordinator
East Timor & Indonesia Action Network (ETAN)
PO Box 21873, Brooklyn, NY 11202-1873 USA
Phone: (718)596-7668 Mobile phone: (917)690-4391
Skype: john.m.miller
Web site: http://www.etan.org
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domingo, abril 06, 2008
Uma investigação com muitos tiros no pé
Expresso
5.04.2008
Relatórios que não chegam, gente que não é ouvida. Há falhas incompreensíveis no inquérito-crime do atentado ao Presidente Ramos-Horta
Multiplicam-se os atrasos e os erros das autoridades judiciais e policiais em Timor-Leste que têm em mãos o apuramento do que aconteceu no dia do ataque quase simultâneo ao Presidente Ramos-Horta e ao primeiro-ministro Xanana Gusmão. O Parlamento exigiu esta semana a presença do procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, para dar conta do que se passa, mas, segundo avançou ao Expresso uma fonte ligada à investigação, o caso está a ser encarado internamente como outro processo qualquer, sem uma atenção prioritária e sem meios destacados em exclusivo.
Os próprios polícias da ONU (UNPOL) que têm estado a fazer as diligências no terreno a pedido do Ministério Público não estão informados e cumprem-nas sem ter noção integral de que pistas podem seguir.
As falhas chegam a ser difíceis de acreditar. Só nos últimos dias, oito semanas depois do duplo atentado que resultou na morte do líder rebelde major Alfredo Reinado, é que o relatório da autópsia foi incluído no processo, o que ainda nem sequer aconteceu com o relatório médico dos ferimentos graves sofridos por Ramos-Horta, fundamental para estudar a tipologia e a trajectória das balas.
Há mais. Foi emitida uma ordem de busca à última residência habitada pelo major, em Ermera, que não foi executada. E o seu pai adoptivo, José Alves, com quem ele falou diversas vezes nos dias que antecederam o atentado, ainda não foi ouvido.
O próprio telemóvel de Reinado apenas foi entregue aos magistrados dois dias depois de ele estar morto, com a agravante de alguém ter utilizado o aparelho (há registo dessas chamadas póstumas), o que poderá ter posto em risco o arquivo de mensagens escritas (SMS), não havendo a garantia de que algumas não tenham sido apagadas. A par disso, a última pessoa a quem o líder rebelde telefonou, às 6h20 da manhã do dia 11 de Fevereiro, não foi identificada, apesar de continuar com o número de telemóvel activo.
Com tudo isto, o móbil do atentado está por determinar. Um dos elementos do grupo do major que se entregou às autoridades - e que faz parte de um lote de meia dúzia de arguidos do processo já detidos - contou que ouviu dois dias antes a assessora jurídica de Reinado, Angelita (ou Angie) Pires, dizer ao major que era preciso matar Ramos-Horta e Xanana, mas o testemunho está por confirmar por outros arguidos.
Alguns acrescentaram que os dois passaram a véspera do atentado a falar em português, língua não entendida pelo resto do grupo. Por outro lado, Angie enviou mensagens escritas para Reinado indiciando que mantinham uma relação amorosa, mas um último SMS recebido pelo major horas antes de morrer (às 23h10) e que a poderia incriminar (“Cuidado, mor. Não é preciso ires a este seminário (encontro) se não te sentires bem”) não é assinado e não veio do telemóvel que ela usava - e que usou noutros SMS desse fim-de-semana.
Micael Pereira
NÚMEROS
2h36
é o tempo que o major Reinado poderá ter dormido (entre duas chamadas) na noite antes do ataque a Ramos-Horta
42s
é o tempo da última chamada em vida, já durante o ataque
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "