segunda-feira, novembro 12, 2007

Woman fails to take 23 kids from Timor

November 9, 2007 - 6:29PM
The Age

Authorities have stopped a woman from leaving East Timor with 23 children from an orphanage run by an Australian, after a UN agency raised serious concerns.

Police descended on Dili airport on Thursday after the woman approached immigration officials seeking to have the children board a flight to Malaysia.

Authorities had been contacted by the international child rights agency UNICEF about the plan to take the children abroad.

"UNICEF suspected the project's intentions could be shady," said Inspector Elias Mendonça, an immigration adviser to East Timor's State Secretary for Security.

"So a team of UN police was deployed, with UNICEF people."


The woman who sought to take the children out of East Timor was questioned but has since been released. She has been identified as an Indonesian employee of the Eastern Petroleum Company.

Authorities are continuing to scrutinize the documents she presented to immigration officers.

The children involved - ranging in age from 10 into their teens - were from the Hadomi Timor Orphans' Foundation.

The orphanage director is Indonesian-born Australian Lala Noronha who was waiting in Malaysia for the children. A priest with the group said an agreement had been signed between the orphanage and a school in Malaysia.

Social Welfare Minister Maria Domingas Fernandes Alves said the children were stopped from leaving East Timor in compliance with laws on the rights of the child.

"The East Timorese government has ratified the Convention on the Rights of the Child ... and will ensure that the situation is resolved accordingly," she said.

Authorities were carefully assessing documents associated with the trip, she said.

An immigration official said the documents showed that not all the children were orphans.

"Timorese law is very clear. Children under 17 cannot travel abroad without parental consent or without being properly accompanied," the official said.

During the years of Indonesian occupation, East Timorese families had bitter experiences of children taken abroad for education with parental agreement.

Some became estranged from their natural parents after being raised as Muslims. Others have remained with 'adoptive' families who deny access to their birth parents.

Attempts to gain comment from the orphanage were unsuccessful.

© 2007 AAP

TRADUÇÃO:

Mulher falha em levar 23 garotos de Timor

Novembro 9, 2007 - 6:29PM
The Age

As autoridades impediram que uma mulher saísse de Timor-Leste com 23 crianças dum orfanato dirigido por uma Australiana, depois duma agência da ONU ter levantado preocupações sérias.

Na Quinta-feira a polícia foi ao aeroporto de Dili depois duma mulher ter abordado funcionários da imigração tentando embarcar as crianças num voo para a Malásia.

As autoridades tinham sido contactadas pela agência dos direitos das crianças, a UNICEF, acerca do plano para levar as crianças para o estrangeiro.

"A UNICEF suspeitou que as intenções do projecto podiam ser escuras," disse o Inspector Elias Mendonça, um conselheiro da imigração do Secretário de Estado para a Segurança de Timor-Leste.

"Assim foi destacada uma equipa da polícia da ONU com gente da UNICEF."

A mulher que tentou tirar as crianças de Timor-Leste foi interrogada mas foi libertada desde então. Foi identificada como sendo uma empregada Indonésia da Eastern Petroleum Company.

As autoridades continuam a examinar os documentos que ela apresentou aos funcionários da imigração.

As crianças envolvidas - que iam da idade de 10 até pouco mais - eram da Fundação Hadomi Timor Orphans.

A directora do orfanato é a Australiana nascida na Indonésia Lala Noronha que estava à espera das crianças na Malásia. Um padre do grupo disse que tinha sido assinado um acordo entre o orfanato e uma escola na Malásia.

A Ministra da Segurança Social Maria Domingas Fernandes Alves disse que as crianças foram impedidas de sair de Timor-Leste no cumprimento de leis sobre os direitos das crianças.

"O governo Timorense ratificou a Convenção sobre Direitos das Crianças ... e assegurará que a situação será resolvida de acordo," disse.

As autoridades estavam a verificar com cuidado os documentos associados com a viagem, disse ela.

Um funcionário da imigração disse que os documentos mostravam que nem todas as crianças eram órfãs.

"A lei Timorese é muito clara. As crianças com menos de 17 anos não podem viajar para o estrangeiro sem autorização dos pais e sem estarem devidamente acompanhadas," disse o funcionário.

Durante os anos da ocupação Indonésia, famílias Timorenses tiveram experiências amargas com crianças levadas para o estrangeiro para serem educadas sem acordo dos pais.

Algumas tornaram-se distantes dos seis pais naturais por terem sido criadas como muçulmanas. Outros permaneceram com as famílias 'adoptivas' que negam o acesso aos pais de sangue.

Não tiveram sucesso as tentativas para obter um comentário do orfanato.

© 2007 AAP

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Mulher falha em levar 23 garotos de Timor
Novembro 9, 2007 - 6:29PM
The Age

As autoridades impediram que uma mulher saísse de Timor-Leste com 23 crianças dum orfanato dirigido por uma Australiana, depois duma agência da ONU ter levantado preocupações sérias.

Na Quinta-feira a polícia foi ao aeroporto de Dili depois duma mulher ter abordado funcionários da imigração tentando embarcar as crianças num voo para a Malásia.

As autoridades tinham sido contactadas pela agência dos direitos das crianças, a UNICEF, acerca do plano para levar as crianças para o estrangeiro.

"A UNICEF suspeitou que as intenções do projecto podiam ser escuras," disse o Inspector Elias Mendonça, um conselheiro da imigração do Secretário de Estado para a Segurança de Timor-Leste.

"Assim foi destacada uma equipa da polícia da ONU com gente da UNICEF."

A mulher que tentou tirar as crianças de Timor-Leste foi interrogada mas foi libertada desde então. Foi identificada como sendo uma empregada Indonésia da Eastern Petroleum Company.

As autoridades continuam a examinar os documentos que ela apresentou aos funcionários da imigração.

As crianças envolvidas - que iam da idade de 10 até pouco mais - eram da Fundação Hadomi Timor Orphans.

A directora do orfanato é a Australiana nascida na Indonésia Lala Noronha que estava à espera das crianças na Malásia. Um padre do grupo disse que tinha sido assinado um acordo entre o orfanato e uma escola na Malásia.

A Ministra da Segurança Social Maria Domingas Fernandes Alves disse que as crianças foram impedidas de sair de Timor-Leste no cumprimento de leis sobre os direitos das crianças.

"O governo Timorense ratificou a Convenção sobre Direitos das Crianças ... e assegurará que a situação será resolvida de acordo," disse.

As autoridades estavam a verificar com cuidado os documentos associados com a viagem, disse ela.

Um funcionário da imigração disse que os documentos mostravam que nem todas as crianças eram órfãs.

"A lei Timorese é muito clara. As crianças com menos de 17 anos não podem viajar para o estrangeiro sem autorização dos pais e sem estarem devidamente acompanhadas," disse o funcionário.

Durante os anos da ocupação Indonésia, famílias Timorenses tiveram experiências amargas com crianças levadas para o estrangeiro para serem educadas sem acordo dos pais.

Algumas tornaram-se distantes dos seis pais naturais por terem sido criadas como muçulmanas. Outros permaneceram com as famílias 'adoptivas' que negam o acesso aos pais de sangue.

Não tiveram sucesso as tentativas para obter um comentário do orfanato.

© 2007 AAP

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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