domingo, abril 27, 2008

Desi Anwar asks for president`s protection against Horta`s accusation

04/25/08 22:08
By Eliswan Azly

Jakarta (ANTARA News) - Metro TV's senior journalist Desi Anwar has asked President Susilo Bambang Yudhoyono to protect her from possible negative consequences following Timor Leste President Ramos Horta`s accusation against her.

"I also beg President Yudhoyono to ask Ramos Horta for a clarification of his groundless accusation and to rehabilate my good name as a journalist of Metro TV station," Anwar said when reporting her case to Indonesia`s Press Council here on Friday.

In the presence of all Press Council members, Desi Anwar categorically denied Horta`s charge which was made in a statement to the international press in Dili on April 18.

Horta accused Desi Anwar of having violated the journalist code of ethics and Timor Leste laws by activities that had contributed to the attempt to assassinate him.

"The accusation is a total lie, irresponsible and hurting me," she said in the company of Metro TV executives Djafar Assagaf, Elman Saragih and Saur Hutabarat.

Anwar said Horta`s accusation was a lie as she had never done the things Horta had referred to in his statement.

"I never went to Atambua, forged documents or facilitated Major Alfredo Reinado`s travel. I never made any direct or indirect contact with whoever, much less violated the law and contributed to an assassination attempt," she said.

Anwar reiterated that she had never known, met or made any contact with Major Alfredo Reinado.

According to her, Horta`s accusation was very dangerous as it was made by a president. It had created a negative perception about her as a journalist and person and had put her in difficult position with consequences in the future.

"Horta`s accusation against me will create a bad perception harmful to me as a journalist and an individual. I will take the matter to the Press Council and professional organizations," she said.

Anwar also intended to tell the International Federation of Journalists (IFJ) about the Timor Leste President`s false accusation and ask for IFJ protection.

"The accusation is damaging my reputation at home and abroad. I could be banned from entering a country due to the accusation. As a journalist, I often cover events abroad," she said.

In the meantime, Wina Armada, a member of the Press Council, said he was ready to receive information from Anwar about her problem and give moral support to her.

"The Press Council is obliged to help and protect every member of the press community. We will receive Desi Anwar and our friends from Metro TV (an Indonesian private TV satiation) tomorrow (Friday/ April 25)," he said.

Meanwhile, chairman of the Indonesian Journalist Association (PWI)`s foreign affairs section, Saiful Hadi, told newsmen that PWI would help defend Desi Anwar as according to information he had received, the Metro TV journalist was not wrong.

"We will hear about Ramos Horta`s accusation directly from Desi. If the accusation is unfounded and not supported by evidence, PWI will urge Ramos Horta to withdraw his accusation. Horta must also apologize to Desi, Metro TV and the Indonesian people," said Saiful Hadi who is also Chief Editor of ANTARA news agency.

According to Saiful, nobody, not even a president, could level an accusation against someone else without evidence. "The accusation against Desi could disrupt her journalistic works and threaten her life," he said.

Metro TV`s denial

On Ramos Horta`s accusation against Desi Anwar, Metro TV made a clarification on the matter.

It was untrue that Metro TV journalist Desi Anwar was involved, either directly or indirectly, in an attempt to assassinate Timor Leste President Ramos Horta.

It was also untrue that, as a journalist, Desi Anwar had facilitated Major Alfredo Reinado`s trip to Jakarta or other places in the world.

In her professional history as a journalist, Desi Anwar did not know Major Alfredo Reinado as an individual and did not make any direct or indirect contact with Reinado.

Thus, according to Metro TV, Ramos Horta`s accusation against Desi Anwar was unfounded, irresponsible and had a created a bad perception harmful to Metro TV as an institution and Desi Anwar both as a journalist and an individual.

Metro TV had been looking forward to giving chances to President Ramos Horta to make corrections on his statement which was declared openly and quoted by media worldwide, and till April 22, 2008, at 2 pm, he did not make any correction, Metro TV needed to issue an official denial.

Metro TV urged President Ramos Horta to soon make a rectification of his unfounded accusation.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Desi Anwar pede protecção ao presidente contra a acusação de Horta
04/25/08 22:08
Por Eliswan Azly

Jacarta (ANTARA News) – A jornalista de topo da Metro TV Desi Anwar pediu ao Presidente Susilo Bambang Yudhoyono para a proteger de possíveis consequências negativas depois da acusação do Presidente de Timor-Leste Ramos Horta contra ela.

"Peço também ao Presidente Yudhoyono para pedir a Ramos Horta para clarificar a sua acusação sem fundamento e para re-habilitar o meu bom nome como jornalista da estação Metro TV," disse Anwar quando anunciou ter reportado o seu caso ao Conselho de Imprensa da Indonésia aqui na Sexta-feira.

Na presença de todos os membros do Conselho de Imprensa, Desi Anwar negou categoricamente a acusação de Horta que foi feita numa declaração à imprensa internacional em Dili em 18 de Abril.

Horta acusou Desi Anwar de ter violado o código de ética dos jornalistas e as leis de Timor-Leste por actividades que contribuiram para a tentativa de o assassinarem.

"A acusação é uma mentira total, irresponsável e que me está a prejudicar," disse ela na companhia dos executivos Djafar Assagaf, Elman Saragih e Saur Hutabarat da Metro TV.

Anwar disse que a acusação de Horta foi uma mentira porque ela nunca fez as coisas a que Horta se referiu na sua declaração.

"Nunca fui a Atambua, falsifiquei documentos ou facilitei a viagem do Major Alfredo Reinado. Nunca fiz qualquer contacto directo ou indirecto fosse com quem fosse, muito menos violei a lei e contribui para uma tentativa de assassínio," disse ela.

Anwar reiterou que nunca conheceu, se encontrou ou que fez qualquer contacto com o Major Alfredo Reinado.

De acordo com ela, a acusação de Horta é muito perigosa dado que foi feita por um presidente. Isso tinha criado uma percepção negativa sobre ela como jornalista e pessoa e que a pôs numa posição difícil com consequências no futuro.

"A acusação de Horta contra mim criará uma má percepção perigosa para mim como jornalista e pessoa. Levarei a questão ao Conselho de Imprensa e organizações profissionais," disse ela.

Anwar tem também a intenção de contar à Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) a acusação falsa de Timor-Leste do Presidente e pede protecção à IFJ.

"A acusação está a prejudicar a minha reputação em casa e no estrangeiro. Posso ser banida de entrar num país devido à acusação. Como jornalista, cubro muitas vezes eventos no estrangeiro," disse ela.

Entretanto, Wina Armada, membro do Conselho de Imprensa, disse que estava pronto para receber a informação de Anwar acerca do seu problema e dar-lhe apoio moral.

"O Conselho de Imprensa é obrigado a ajudar e proteger cada membro da comunidade de informação. Receberemos Desi Anwar e os nossos amigos da Metro TV (uma estação particular Indonésia de TV ) amanhã (Sexta-feira/25 Abril 25)," disse.

Entretanto o presidente da secção de assuntos estrangeiros da Associação de Jornalistas Indonésios (PWI), Saiful Hadi, disse aos jornalistas que a PWI ajudará a defender Desi Anwar e de acordo com a informação que tinha recebido, a jornalista da Metro TV não estava errada.

"Ouviremos sobre a acusação de Ramos Horta directamente de Desi. Se a acusação não fou fundamentada e não estiver apoiada em evidência, a PWI pedirá a Ramos Horta para retirar a acusação. Horta deve também pedir desculpa a Desi, Metro TV e ao povo Indonésio," disse Saiful Hadi que é também Editor Chefe da agência de notícias ANTARA.

De acordo com Saiful, ninguém, nem sequer um presidente pode levantar acusações contra alguém sem evidência. "A acusação contra Desi pode perturbar o seu trabalho jornalístico e ameaçar a vida dela," disse ele.

Metro TV nega

Sobre a acusação de Ramos Horta contra Desi Anwar, a Metro TV fez uma clarificação sobre a questão.

Não é verdade que a jornalista da Metro TV Desi Anwar estivesse envolvida, directa ou indirectamente numa tentativa para assassinar o Presidente de Timor-Leste Ramos Horta.

Não é também verdade que, como jornalista, Desi Anwar tivesse facilitado a viagem do Major Alfredo Reinado a Jacarta ou a outros locais no mundo.

Na sua história profissional como jornalista, Desi Anwar não conheceu Major Alfredo Reinado como pessoa e não fez contactos nem directos ou indirectos com Reinado.

Por isso, de acordo com a Metro TV, a acusação de Ramos Horta contra Desi Anwar foi infundada, irresponsável e tinha criado uma má percepção prejudicial à Metro TV como instituição e a Desi Anwar como jornalista e pessoa.

A Metro TV tem procurado dar oportunidades ao Presidente Ramos Horta para fazer correcções à sua declaração feita abertamente e citada pelos media à volta do mundo, e até às 2 pm de 22 de Abril, 2008, ele não fez nenhuma correcção, a Metro TV precisou de emitir uma negação oficial.

A Metro TV urgiu o Presidente Ramos Horta a fazer em breve uma rectificação da sua acusação infundada.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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