quarta-feira, novembro 14, 2007

Timor-Leste: Portugal escolhido para formação das Forças Armadas - PR Ramos-Horta

Lusa - 12 de Novembro de 2007, 16:13

Díli - Timor-Leste decidiu escolher Portugal para dar formação de base às Forças Armadas", disse hoje à Agência Lusa o Presidente da República timorense, José Ramos-Horta.

"A opção tomada pelo comando das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste), e secundada pelo governo e pela Presidência, é a de privilegiar Portugal na formação de nível básico", declarou o chefe de Estado, em entrevista à Lusa antes da visita oficial a Portugal, que começa quarta-feira.

A formação das Forças Armadas a nível mais especializado será assegurada pela Austrália, acrescentou José Ramos-Horta.

Trata-se de uma opção que concretiza, a partir de 2008, as orientações estratégicas do caderno "2020" para o futuro das Forças Armadas timorenses, sublinhou o Presidente da República.
De Portugal, Timor-Leste pretende também o apoio no desenvolvimento de uma força marítima, a partir da componente naval já existente.

"É algo importante para os vitais de Timor-Leste nas suas águas territoriais e na Zona Económica Exclusiva", disse.

Portugal doou duas lanchas a Timor-Leste há sete anos, "que foram reparadas agora em estaleiros indonésios, em Samatra, com um custo muito elevado", adiantou o Presidente da República.

"Devido à falta de atenção do anterior governo, volta e meia não havia combustível, ou não havia manutenção por falta de estaleiro local", explicou Ramos-Horta.

"Estamos em vias de adquirir outro equipamento e Portugal pode dar um apoio bastante grande em formação, não apenas operacional, mas de gestão logística", explicou José Ramos-Horta.

No centro da "agenda carregada" do chefe de Estado em Portugal estão questões de Defesa, o que é confirmado com a composição da delegação presidencial.

Uma "guarda-avançada" chegou sábado a Lisboa, incluindo o chefe da Casa Militar do Presidente, tenente-coronel João Miranda Descart "Aluc", o ex-ministro da Defesa Roque Rodrigues e o ex-ministro do Interior Alcino Baris.

Estes dois ex-governantes integram o Conselho Superior de Defesa e Segurança timorense e, como sublinhou José ramos-Horta, "trabalham na Presidência" no âmbito da reforma do sector de Segurança.

"É do interesse dos países vizinhos que o Mar de Timor não seja um mar infestado de pirataria", respondeu José Ramos-Horta, quando questionado pela Lusa sobre a política australiana sobre a componente naval de Timor-Leste.

"A Austrália e a Nova Zelândia, em 2000 e 2001, não achavam que Timor-Leste tivesse necessidade de uma componente naval", recordou o chefe de Estado timorense. "Eu, na altura, participei da discussão e foi essa intervenção que mudou o curso do debate".

"Temos que (fazer) prevalecer os nossos direitos e as nossas obrigações", frisou o Presidente da República.

"Não tendo guarda costeira, Timor-Leste não poderia contribuir para que o Mar de Timor seja livre de pirataria e tráfico humano ou de drogas para a Austrália", referiu.

O Presidente da República timorense visita Portugal a partir quarta-feira, a primeira enquanto chefe de Estado, depois de uma paragem em Singapura em visita privada.

O programa oficial da visita a Portugal é de três dias mas José Ramos-Horta estará no país até domingo, antes de viajar para Madrid, Espanha.

PRM-Lusa/fim

NOTA DE RODAPÉ:

"A formação das Forças Armadas a nível mais especializado será assegurada pela Austrália, acrescentou José Ramos-Horta. "

Portugal vai dar a recruta?...

1 comentário:

h correia disse...

""Devido à falta de atenção do anterior governo, volta e meia não havia combustível, ou não havia manutenção por falta de estaleiro local", explicou Ramos-Horta."

Fiel ao seu estilo habitual, RH inventa histórias para, mais uma vez, denegrir o "anterior" Governo, que toda a gente já adivinha qual é.

Mas a realidade é muito diferente do que nos conta RH: as lanchas ficaram danificadas por causa do maremoto/tsunami que varreu a baía de Dili.

Apenas isso.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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