quarta-feira, maio 24, 2006

Manifesto. Portugueses não abandonam Timor-Leste

Gostariamos de deixar bem claro, o seguinte sobre a notícia da Lusa "Portugueses serenos mas prontos a abandonar o país, se necessário" :


1. Não existe qualquer semelhança entre nós e os "serenos" portugueses prontos a abandonar o país sentados no café do Hotel Timor a falar com a Lusa.

2. A maioria dos portugueses que se sentam no café do Hotel Timor não se assemelha com os portugueses que estão prontos a abandonar o país.

3. Idem para os que não se sentam no Hotel Timor.
4. Idem para os que estão verdadeiramente serenos.
5. Idem para os que nem estão muito serenos.
6. Idem para os desassossegados.
7. Idem, até, para os que estão em Oecussi!


PORQUE A MAIORIA DOS PORTUGUESES NÃO ABANDONA TIMOR-LESTE.


PORQUE A MAIORIA DOS PORTUGUESES, QUE CÁ TRABALHAM E VIVEM, SE NÃO FOREM OBRIGADOS À FORÇA, NEM SAI DE CÁ HAJA O QUE HOUVER.

TIMOR-LESTE, LOVE IT OR LEAVE IT.

Cavaco liga ao Mendes...

Em nome dos velhos tempos...

Dos leitores (9)


"Este Manageiro saíu-me cá uma abécola...

Se ainda não sabe qual a missão que vai estar atribuída à GNR porque não se cala até saber?
Muito gosta esta gente de "botar faladura" nem que seja para dizer asneiras.
Mas é assim: agora já pode recortar a notícia e depois mostrar aos filhos e aos netos.
E talvez fazer uma moldura e colocar em cima do "pechiché"...
Foi o seu momento de glória! "

Ana Gomes lança candidatura...

Pedido apoio militar é "admissão falhanço" autoridades - Ana Gomes

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O pedido de apoio para assistência militar e policial internacional feito hoje por Timor-Leste é uma "admissão de falhanço" das autoridades timorenses, incapazes de controlar a situação de segurança, disse hoje Ana Gomes.

"O pedido hoje feito é uma admissão de falhanço na manutenção da ordem. Temos forças policiais que falharam e estão divididas e forças militares que também combatem ex-forças militares", assinalou, contactada telefonicamente pela Agência Lusa.

Na sua opinião, "boa parte da crise que desencadeou o incidente de 28 de Abril vinha de trás e gerou-se uma situação de medo que, unido ao trauma da população, fez a população ter desertado da cidade".

"Podem haver muitas desculpas e intervenções encobertas que expliquem esta situação, mas nada permite escamotear a responsabilidade que as próprias autoridades timorenses tem na forma como não souberam resolver o conflito e não souberam debelar a situação, dando azo à situação que hoje se vive", sublinhou.

A ex-embaixadora de Portugal em Jacarta e actual eurodeputada socialista, que está em Díli desde o passado dia 20, considerou no entanto "positivo" o facto de as principais autoridades timorenses se terem apresentado hoje "unidas", aquando do anúncio do pedido de apoio a Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia.

"A situação agora está mais calma - considerou -, em boa parte pelo facto de as autoridades timorenses, presidente, primeiro- ministro, ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do Parlamento, terem hoje aparecido juntas".

"É um sinal positivo e por si só transmite uma mensagem importante para o conjunto da população", vincou, afirmando no entanto que "há questões políticas de fundo a resolver entre as autoridades timorenses".

Segundo Ana Gomes, o envio dessa força internacional permitirá também ajudar a "acalmar a população".

"O facto de os australianos e os portugueses terem imediatamente anunciado corresponderem a esse pedido tem também aqui um efeito calmante e tranquilizante junto da população", observou.

"Esta intervenção de hoje foi certa, foi dura, foi custosa, mas certa. O facto de as autoridades terem aparecido unidas é importante", insistiu.

Para Ana Gomes, que frisou estar em Díli a "título pessoal", a situação em Timor-Leste é hoje marcada por "um défice tremendo de comunicação entre as autoridades e a população".

A ex-embaixadora defendeu que esse "défice" deve ser colmatado quer pelos governantes com "mais capacidade para comunicar", quer utilizando o "poderoso veículo de comunicação que é a Igreja Católica".

"Como uma cidadã timorense me disse hoje, as autoridades têm de ter um discurso amável para com um povo que tanto sofreu. É preciso amabilidade nas intervenções dos dirigentes e não ironia", referiu.

Ana Gomes criticou o facto de a cooperação internacional ainda não ter conseguido ajudar a criar meios de comunicação que abranjam a totalidade do território e que seriam úteis para "combater o meio de comunicação privilegiado que é o rumor, que agrava a situação de insegurança e espalha o medo".

Na avaliação da eurodeputada, a comunidade portuguesa residente em Timor-Leste está a lidar com a situação "com serenidade".
ASP.

Dos leitores (8)

"Não se conhece na realidade quem pode aconselhar com consistência o Presidente do PSD em matérias de politica externa... elas têm sido tantas, e o silêncio tão forte, que só por isso se pode entender a ausência de alguma posição sobre a situação em Timor leste.

Á espera deste Governo e deste MNE???!!!!"

3.000 visitas ultrapassadas

obrigado.

Fontes próximas e distantes...

GNR e Pedro Bacelar de Vasconcellos chegam dentro de dias.

Timor-Leste não estás só.

Mais uma vítima

Major Alfredo Reinado admite mais um morto e três feridos

Díli, 24 Mai (Lusa) - O major Alfredo Reinado, comandante das forças que hoje atacaram o Quartel-General das forças armadas timorenses, disse ter sofrido um morto entre os seus homens durante os confrontos de hoje em Díli.

Lá em Camberra há telefones...

Equipa militar avançada chega a Díli quinta-feira - PM australiano

Camberra, 24 Mai (Lusa) - Uma equipa militar australiana avançada chega a Díli quinta-feira para finalizar com as autoridades timorenses os pormenores da composição e mandato de uma força de até 1.300 homens a destacar nos próximos dias, disse o primeiro-ministro interino australiano.

Peter Costello disse aos jornalistas que a equipa, liderada pelo tenente-general Ken Gillespie, deverá chegar a Díli quinta-feira de manhã, acompanhada de elementos do Ministério dos Negócios Estrangeiros que analisarão o tema com o governo timorense.

Costello confirmou ter já recebido o pedido formal de assistência de Díli e assinalou que o governo australiano "está disposto a responder positivamente, com base em condições adequadas a ser acordadas entre os dois governos".

"Vamos fornecer assistência militar para restabelecer e manter a ordem pública", afirmou.

O ministro da Defesa australiano, Brendan Nelson, informou que os primeiros 1.000 a 1.300 soldados poderão chegar a Timor-Leste durante a tarde de quinta-feira, se o governo timorense der um aval positivo ao envio.


Além dos efectivos, a Austrália tem já preparados três navios - o Kanimbla, o Tobruk e o Manoora - além de helicópteros, tanques e outros meios de transporte pesado.

O Kanimbla é um navio de transporte de pessoal e meios, o Manoora um anfíbio e o Tobruk um navio de transporte pesado.


Costello confirmou que o Manoora e o Tobruk já partiram do porto de Townsville, mas estão ainda em águas australianas, mas escusou-se a precisar onde se encontra actualmente o Kanimbla, que saiu hoje à tarde do porto de Darwin.

A decisão do envio de tropas australianas foi tomada durante uma reunião de hoje do Comité Nacional de Segurança, do Conselho de Ministros, em Camberra. Uma nova reunião está agendada para quinta- feira de manhã, quando se espera o regresso do primeiro-ministro, John Howard, que visitou a Irlanda.

Alexander Downer cancelou uma visita planeada ao Japão para acompanhar a situação.

Segundo Costello, o governo apelou já a empresas aéreas para aumentarem o número de voos para Díli para retirar cidadãos australianos que eventualmente queiram sair.
ASP.

Em directo do café do Hotel Timor

Portugueses serenos mas prontos a abandonar país, se necessário

Díli, 24 Mai (Lusa) - Os cerca de 500 portugueses residentes em Díli ag uardam serenamente o evoluir da crise político-militar em Timor-Leste e estão pr ontos para abandonar o país, se para tal forem aconselhados pela embaixada de Po rtugal.

"Estamos a depositar a confiança na embaixada portuguesa. São eles que, em caso de necessidade, vão assegurar a nossa saída de Timor-Leste," disse Vasc o Leitão, funcionário português do ministério das Finanças timorense.

As mais recentes recomendações da embaixada portuguesa em Timor-Leste s ão para os portugueses se manterem em casa, prontos para abandonar o país em cas o de necessidade, mas tal não foi ainda considerado necessário pela representaçã o diplomática de Portugal.
"O dia de hoje foi passado com calma, sem pânico, seguindo as informaçõ es do governo e da embaixada," disse Vasco Leitão.


"Temos seguido escrupulosamente todas as instruções da embaixada, fican do em casa e acompanhado, de uma forma serena, as informações que nos têm chegad o da embaixada e pelos órgãos de comunicação social," disse Teresa Calado, educa dora de infância.

Esta portuguesa considerou que uma das maiores dificuldades ao longo do dia foi "distinguir o que é rumor do que é informação factual." "Apesar de tudo, já fomos criando uma rotina. Mal recebemos as informaç ões da embaixada, fazemos um saco com roupas e documentos, só para o caso de ser necessário deixar o país," afirmou Teresa Calado.

Na opinião dos portugueses entrevistados pela Agência Lusa, os confront os de hoje, entre os homens liderados pelo major Alfredo Reinado e as Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), não têm consequências directas para c omunidade internacional porque decorreram nos arredores de Díli.

"Os portugueses não sentem insegurança, estão a tentar levar a vida mai s normal possível e, mesmo os que não foram hoje trabalhar, por sugestão das ins tituições onde desempenham funções, mantiveram-se ordeiramente em casa," disse V asco Leitão.

..

O director do hotel Timor, cujo bar e o restaurante são dos locais mais frequentados pela comunidade portuguesa, disse à Lusa que o movimento se mantev e normal, apesar de alguns funcionários terem abandonado os postos de trabalho.

"A única preocupação é se as reservas feitas para os próximos dias se m anterão," adiantou José Corte-Real.

RBV

Bem... cada um faz a reportagem donde está. Os que cá estão nem sempre acertam à primeira, fora do hotel Timor..


Gostava de saber com quem é que o Dr. Marques Mendes se anda a aconselhar sobre Timor-Leste...

PS apoia decisão do Governo e diz que haverá cobertura da ONU

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O PS disse hoje apoiar qualquer decisão do Gove rno sobre o envio de forças de segurança portuguesas para Timor-Leste e manifest ou-se seguro de que "haverá cobertura" por parte da ONU à missão internacional p ara ajudar aquele país.

"O PS apoiará qualquer decisão que o Governo tome sobre a participação portuguesa nos esforços internacionais de auxílio a Timor-Leste na superação des ta crise político-militar", declarou à agência Lusa o porta-voz socialista, Vita lino Canas.
"Timor-Leste é um país que acarinhamos e acompanhamos com preocupação e sta grave crise político-militar", disse o dirigente do PS, que considerou que " a situação é urgente" e exige "uma actuação urgente", mas afastou o cenário do e nvio de forças de segurança à margem das Nações Unidas (ONU).


Segundo Vitalino Canas, "terá de haver alguma cobertura por parte da ON U, não terá de ser necessariamente o Conselho de Segurança, mas será necessário qualquer outro tipo de decisão e de indicação", do qual dependerá "os termos da participação portuguesa".


Esperemos que não seja com alguém de uma conhecida família timorense (que até é militante do PSD) da oposição ao governo de Mari Alkatiri.

Lusa dá cobertura a Timor-Leste

Até que enfim, meus senhores:

MDR/EL/RBV/ASP/PMF/GC/MV/LMP/PNG/VM/MCL.

Quanto tempo falta?

Lusa - Portugal recebe pedido formal de ajuda, pede decisão rápida da ONU

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"Em declarações à Agência Lusa, o porta-voz do MNE, António Carneiro Jacinto, afirmou que o chefe da diplomacia portuguesa, Diogo Freitas do Amaral, está em contactos com os homólogos da Austrália, Nova Zelândia e Malásia para pedirem à ONU "uma decisão rápida que confirme plena autoridade internacional à força de segurança que se está a criar"."

...

Falta de informação? Deviam ter vergonha de utilizarem esta questão para fazer oposição gratuita

PSD "estranha e lamenta" ausência de contactos do Governo

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O PSD "estranha e lamenta" a ausência de contactos do Governo com os sociais-democratas na questão de Timor-Leste, "ao contrário do que sempre aconteceu" em matéria de política externa, disse hoje à Lusa fonte oficial do partido.

"O PSD estranha e lamenta não ter havido qualquer contacto do Governo com o partido, ao contrário do que sempre aconteceu em relação à política externa ", afirmou a fonte.
Sobre o possível envio da GNR para Timor-Leste, os sociais-democratas não quiseram ainda pronunciar-se.


"O PSD, em tempo oportuno, depois de ter conhecimento de todos os factos, analisará este caso", disse a mesma fonte.

Até o PCP...

PCP concorda com envio GNR "em força internacional sob égide ONU"

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O PCP afirmou hoje que concorda com o envio de um contingente da GNR para Timor-Leste integrado numa "força internacional sob a égide das Nações Unidas com carácter preventivo", sublinhando que "seria ilógic o" considerar outro quadro.

"O quadro que conhecemos é de coordenação com as Nações Unidas, é nesse quadro que estamos de acordo", afirmou à Lusa o membro da comissão política do PCP Ângelo Alves.

Para o dirigente comunista, "seria um pouco ilógico considerar outro qu adro, até porque as Nações Unidas decidiram prolongar a sua missão em território timorense".

"O PCP estará de acordo com o envio de uma força internacional sob a ég ide das Nações Unidas com carácter preventivo com a participação de um contingen te da GNR", disse, alertando que esta missão "não pode servir de pretexto para i ngerências externas".

Para Ângelo Alves, "é prematuro e até irresponsável falar de guerra civ il" em Timor, considerando que a situação "é complexa" mas "está longe de pôr em causa a unidade do povo timorense e a legitimidade do Governo eleito".

"O PCP entende expressar neste momento uma palavra de solidariedade par a com o povo timorense e de desejo de um rápido regresso à normalidade e estabil idade do país, são esses os fundamentos da consolidação da independência de Timo r-Leste", salientou Ângelo Alves."
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Oposição portuguesa apoio envio de GNR

CDS-PP apoia envio da GNR num "quadro multilateral"

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O CDS-PP manifestou hoje o seu apoio ao envio d e um contingente da GNR para Timor-Leste, já anunciado pelo Governo, sublinhando que este deve ser feito "num quadro multilateral e através de resolução das organizações internacionais".

Para o deputado do CDS-PP João Rebelo, os democratas-cristãos apoiam o envio de uma força da GNR para Timor-Leste porque "Portugal deve ajudar Timor a restabelecer a unidade e paz".

"Portugal tem a responsabilidade de participar neste esforço, que dever á ser feito num quadro multilateral e através de resolução de organizações inter nacionais", precisou João Rebelo, em declarações à Lusa.

O deputado democrata-cristão, responsável pelas questões de defesa e re lações internacionais na bancada do CDS, sublinhou que os conflitos que se regis tam em Timor "são problemas de crescimento e estabelecimento de um Estado de Direito".

"É agora o momento certo para evitar derrapagens que poderiam ser ainda piores no futuro", defendeu."
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Hoje é o dia dos Chefes de Estado

Portugal ajudará a resolver situação "bastante grave" - Cavaco

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, considerou hoje "bastante grave" a situação em Timor-Leste e assegurou que Portugal "fará tudo o que estiver ao seu alcance" para ajudar a restabelecer a tranquilidade no país.

"De acordo com as informações de que dispomos, a situação em Timor-Leste é bastante grave. Portugal está solidário com o povo de Timor e fará tudo o que estiver ao seu alcance para que se restabeleça um clima de paz e tranquilidade ", afirmou Cavaco Silva, no final de uma visita ao Estado-Maior General das Forças Armadas, em Lisboa.

Cavaco Silva afirmou ainda que está "a acompanhar em permanência" com o Governo a evolução da situação em Timor-Leste.
PGF.

Outro que não percebe nada disto...Ou está de má fé?..

BE "muito reticente" ao envio de forças militares ou militarizadas

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O Bloco de Esquerda manifestou-se hoje "muito r eticente" ao envio de forças militares ou militarizadas para Timor-Leste, sublin hando que a situação naquele país é de "conflito interno e não de ameaça externa ".

"Seja com o apoio das Nações Unidas ou não, para já, a nossa posição é bastante reticente porque se trata de um conflito interno e a nossa presença pod eria até ser contraproducente", afirmou à Lusa o líder parlamentar do BE, Luís F azenda.

No entanto, Fazenda frisou que "neste momento, não se sabe nada".

"Precisamos de saber com prudência com que natureza vem proposta essa a juda e que conteúdo teria. Nestas circunstâncias, com cautela, o BE é muito reti cente ao envio de forças militares ou militarizadas", sublinhou."
...

A propósito, então a esquerda portuguesa não apoia este governo "marxista"?

Situação controlada, responsáveis serão apanhados- Alkatiri


Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, garantiu hoje que a situação na capital timorense e nos arredores "está controlada", reconhecendo que a população ainda sente medo, mas que os responsáveis pelos ataques de hoje serão "apanhados".

"Neste momento a situação está controlada, mesmo na capital.

No resto do território não tem havido nada, nos arredores de Díli ontem (terça-feira) e hoje houve alguns confrontos mas posso garantir que a situação está sob controlo", disse à Lusa.

"Aqueles que começaram com a violência vão ser apanhados. Com os que ainda não usaram a violência, vamos manter o clima de diálogo", sublinhou.

Contactado telefonicamente, Mari Alkatiri escusou-se a precisar o número de rebeldes e de forças de segurança do Estado envolvidos nos confrontos de hoje, explicando que no ataque ao quartel das Forças de Defesa (F-FDTL) terão sido usadas "cerca de 10 armas automáticas".

"As pessoas mais activas estão a apoiar o Estado e o Governo.

Mas a população em geral vive ainda um clima de medo e de pânico, o que é mais difícil de se gerir", explicou.

"Essa é a razão fundamental porque achamos que a presença de uma força internacional pode devolver estabilidade e confiança à população", frisou, referindo que as cartas com o pedido de apoio internacional formulado pelo Governo, e assinadas por ele próprio, pelo Presidente da República Xanana Gusmão e pelo presidente do Parlamento nacional, Francisco Lu'olo já seguiram para Lisboa, Camberra, Auckland e Kuala Lumpur.

O Governo timorense apelou hoje a estes quatro países para o envio de contingentes de segurança para apoiar as forças timorenses nos esforços de estabilização da situação de segurança em Timor-Leste.

"Ainda há detalhes e acertos mas estamos à espera que em breve cheguem os grupos avançados", disse, lembrando que Camberra confirmou poder ter os primeiros militares no terreno num período de 48 horas.

Questionado sobre o relacionamento entre as várias instituições do Estado timorense - na sequência de críticas sobre alegada falta de concordância entre a posição do Governo e da presidência da República -, Mari Alkatiri explicou que houve uma diferença de opinião sobre a estratégia a adoptar.

"Nunca tive dúvidas em relação à solidariedade institucional.

A questão que se colocava era de que havia mais confiança do Presidente da República e do Ministro dos Negócios Estrangeiros na via do diálogo, do que eu tinha, porque considerava que as pessoas só queriam ganhar tempo".

"Eu também prefiro a vida do diálogo, não sou defensor da guerra e dei um tempo para que os que tinham mais fé no diálogo pudessem usar as influências e ajudar a encontrar uma solução", explicou ainda.

Mari Alkatiri disse que a situação se alterou radicalmente com a decisão "do senhor Reinado enveredar pelo caminho da violência".

"Ele decidiu enveredar pela violência e outros decidiram acompanhá-lo e agora terão que se responsabilizar pela via que escolheram", afirmou.

O chefe do Governo disse ainda que apesar de "pequenos problemas" associados ao facto de ambas as estruturas serem "jovens", todos os elementos das F-FDTL (Falintil-Força Defesa de Timor-leste) e da PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste) continuam "leais às suas hierarquias e ao Estado".

ASP.

Por favor não mandem para cá este GNR. Não percebeu nada.

Lusa - Envio da GNR deve ser avaliado pelo Parlamento - José Mangeiro

Lisboa, 24 Mai (Lusa) - O presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) disse hoje que o envio de militares da Guarda Nacional Republicana para Timor-Leste deve ser avaliado pela Assembleia da República.

"Qualquer envolvimento da GNR em missões de natureza militar deve ser objecto de avaliação da Assembleia da República" porque "o enquadramento legal que se vai desenvolver é do âmbito das forças armadas", adiantou José Manageiro à Agência Lusa.

Díli pediu hoje apoio militar internacional para estabilizar a situação em Timor-Leste na sequência de um ataque de forças rebeldes ao quartel-general das Forças Armadas, que degenerou em confrontos em vários pontos dos arredores da capital."

Chega de lhes chamarem forças rebeldes. Vejam lá aí na Lusa se chegam a um acordo quanto ao que lhes chamam. E NÃO HÁ FORÇAS REBELDES!...

"Na opinião de José Manageiro, a GNR é uma força policial e o que está em causa neste momento em Timor são conflitos provocados por estruturas militares de um país soberano."

Conflitos provocados por estruturas militares. Quem é este senhor?

"No fundo, e caso seja enviada uma companhia da GNR para Timor, está irá "substituir as forças armadas", considerou.

"Quem está a provocar distúrbios em Timor são as forças armadas" e, segundo José Manageiro, "em princípio não deveria ser uma força policial como a GNR a intervir neste tipo de conflitos"."

Outra vez? Espero que este senhor não esteja no activo e que não ponha os pés em Timor-Leste.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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