domingo, fevereiro 17, 2008

Ramos-Horta comunicou ao Governo e a "Lula" da Silva que ia convocar eleições antecipadas

Díli, 17 Fev (Lusa) - José Ramos-Horta pretendia convocar eleições legislativas e presidenciais antecipadas e comunicou essa intenção ao Governo timorense e ao Presidente "Lula" da Silva na sua viagem ao Brasil, disseram hoje à Lusa fontes diplomáticas.

O Presidente da República de Timor-Leste pretendia convocar eleições antecipadas, quer houvesse ou não acordo político entre os partidos da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), actualmente no poder, e a Fretilin, partido vencedor das legislativas de 2007 e maior partido da oposição.

Isso mesmo foi transmitido por José Ramos-Horta ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, antes da recente visita oficial do chefe de Estado timorense ao Vaticano e ao Brasil, e também ao presidente "Lula" da Silva.

Fontes diplomáticas brasileiras confirmaram à Lusa que o próprio José Ramos-Horta comentou ao seu homólogo brasileiro, "Lula" da Silva, que tinha planeado convocar eleições antecipadas para 2009.

"Essa conversa foi mantida em Brasília e estavam algumas pessoas presentes, incluindo o embaixador do Brasil em Timor-Leste", disse a fonte diplomática, que solicitou o anonimato.

José Ramos-Horta foi ferido a tiro segunda-feira, num ataque à sua residência em Díli em que foi morto o major Alfredo Reinado.

O presidente timorense encontra-se hospitalizado em Darwin, norte da Austrália.

Pouco depois do ataque contra a residência do presidente timorense, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência em Balíbar para Díli.

PRM/JCS/ASP
Lusa/fim

1 comentário:

h correia disse...

A quem é que não convinha que houvesse eleições antecipadas?

Aceitam-se palpites.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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