quinta-feira, outubro 11, 2007

Statement by the Leader of the FRETILIN Parliamentary Group

Statement by the Leader of the FRETILIN Parliamentary Group, Aniceto Guterres, on the debate and Vote on General Budget of the State for the period 1 July to 31 December 2007, on 8 October 2007.

People of Timor-Leste

The debate in the specificity which we have all witnessed in this national Parliament over the last days in this National Parliament has continued to arouse concerns in our FRETILIN Group with respect to the proposed General Budget of the State for the period 1 July to 31 December 2007, and with respect to which all of us parliamentarians are about to undertake a final and global vote on.

I would like to restate to everyone that the concerns expressed by us in our FRETILIN Group’s political declaration yesterday (7 October 2007) remain valid to us and are maintained by us, with the exception of our statements relating to the issue of the veterans and the illegality of the Secretary of State for the “Autonomous Region of Oecusse”.

Still a big concern for us is the budget allocation for the establishment of a Task Force to Combat Poverty in the Office of The President of the Republic, a budget for which there has been neither any explanation nor justification given to us. None of us know for what purpose it is proposed to spend this money. Is it perhaps simply for distribution to the poor? If so, is this the effective means of combating poverty? Or will it simply create dependency which will forever impede people from rising out of poverty? Perhaps it will be for holding Open Presidency meetings over the next two months?

The government as the executive has the primary responsibility to combat poverty through its development program. Although the President of the Republic has a political responsibility to involve himself with this issue as with many others, because we have not been provided with any justification on the proposal, we can only say that it seems to us to simply be a proposal for a slush fund for arbitrary expenditure. This would result in the Presidency acting in a manner which would not be in keeping with the principles of transparency and accountability.

We were extremely saddened by the parliament’s decision to authorise the government to transfer USD$40 million from the Petroleum Fund, disregarding the procedures established in the Petroleum Fund law to obtain prior approval from the Independent Petroleum Fund Consultative Council. This has resulted in a negative precedent for Timor-Leste which had previously been widely internationally recognised for its strong commitment to the fundamental principles of transparency and accountability in the management of the people’s petroleum revenues.

This has also illustrated that this de facto government has no commitment to “reform or change” as they had previously widely proclaimed during the election campaign.

We all acknowledge that the issue of the internally displaced persons in our country is an extremely urgent and important issue for us all. In the past all political parties who are now represented in this parliament promised to resolve the issue of the displaced persons in the “short term” and criticised the previous FRETILIN for not having done so. They thought they could perform miracles. Now they are telling us we have to be realistic, and have allocated a meagre USD$2 million towards assistance for displaced persons, for such things as purchasing of new tents for them. It is clear that people who have already been living under tents for a long time now will have to continue to live under tents.

Our proposals for additional funding to provide assistance for and attempt to resolve the issue urgently was defeated by the de facto government and their proxies in the parliament.

On one hand they are saying that there is an existing lack of capacity to execute such a large amount on displaced persons in such a short period of time, but on the other hand we see them proposing to spend a very large amount of money on goods and services, even though they do not have a plan for its execution. From this we can clearly already see that they lack honesty, they do not have a moral conscience, they have already lost their sensitivity to these people who are undergoing hardship in our country.

They have shown they do not serious on the issue of the displaced persons because they have failed to give them due importance in this budget.

Due to all of these concerns the FRETILIN Parliamentary Group opposes this law on the General Budget of the State.

Lastly, we hold grave concerns as to how they will execute such a large budget in such a short period of time involving an unduly large amount of money, even though it will simply involve spending. The FRETILIN Parliamentary group strongly doubts this Government’s capacity to execute this budget. As this de facto Government says it can execute all of it, and are rejecting the need to reduce the large amount allocated to goods and services, we will expect there to be no “carryovers”, as they demonised the previous FRETILIN government for having previously done. Otherwise, we will expect that we will all turn out to in fact be “devils” and in doing so illustrating this de facto government’s in capacity to govern, and that in accordance with what His Excellency Mr. Kay Rala Xanana Gusmão said: “Whoever steals even a quarter (25 cents), out! Whoever cannot do his job, out! Whoever does not know how to govern, out!!”

FRETILIN will expect this de facto government to comply with its promise in this regard, in January 2008.

Thank you.

Aniceto Guterres, Leader of FRETILIN Parliamentary Group.

8 October 2007

4 comentários:

Anónimo disse...

"We were extremely saddened by the parliament’s decision to authorise the government to transfer USD$40 million from the Petroleum Fund, disregarding the procedures established in the Petroleum Fund law to obtain prior approval from the Independent Petroleum Fund Consultative Council."

O problema de alguns iluminados da Fretilin e' que nao conseguem mesmo perceber por completo os principios mais basicos da democracia e de que numa democracia e' o povo quem mais ordena.

Sendo que o Parlamento e' o orgao soberano de representatividade exclusiva do povo nao tem que se submeter a qualquer comissao ou conselho para poder decidir como o dinheiro do povo e' empregue.

Os senhores iluminados da Fretilin deviam pensar mais um pouco antes de abrirem as bocas. E' que assim so demonstram a sua ignorancia.

Margarida disse...

Tradução:
Declaração do Líder do Grupo Parlamentar da FRETILIN
Declaração do líder do Grupo Parlamentar da FRETILIN, Aniceto Guterres, no debate e votação do Orçamento Geral do Estado para o período de 1 Julho a 31 Dezembro 2007, em Outubro 2007.

Povo de Timor-Leste

O debate na cespecialidade que todos testemunhámos neste Parlamento Nacional nos últimos dias continuou a levantar as preocupações no nosso Grupo da FRETILIN no Parlamento Nacional relativo à proposta de Orçamento Geral do Estado para o período de 1 Julho a 31 Dezembro 2007, e a respeito do qual todos os deputados estão prestes a decidir um voto final e global.

Gostaria de reafirmar a todos que as preocupações expressadas por nós do Grupo da FRETILIN na declaração política de ontem (7 Outubro 2007) permanecem válidas e que as mantemos, com a excepção da nossa declaração relativa à questão dos veteranos e à ilegalidade do Secretário de Estado para “Região Autónoma de Oecusse”.

È ainda uma grande preocupação para nós a alocação orçamental para a criação de um Grupo de Trabalho para Combater a Pobreza no Gabinete do Presidente da República, um orçamento para o qual não houve nem explicações nem justificações que nos fossem dadas. Nenhum de nós sabe para que propósito é proposto o gasto deste dinheiro. É talvez simplesmente para distribuir aos pobres? Se sim, é este um meio eficaz de combate à pobreza? Ou irá simplesmente criar dependência que para sempre impedirá as pessoas de se levantarem da pobreza? Talvez para realizar encontros da Presidência Aberta nos próximos meses?

O governo sendo o executivo tem a responsabilidade primeira de combater a pobreza através dos seus programas do desenvolvimento. Apesar de o Presidente da República ter a responsabilidade política dele próprio se envolver com a questão bem como com muitas outras, como não nos forneceram qualquer justificação acerca desta proposta, apenas podemos dizer que nos parece ser simplesmente uma proposta para um fundo suspeito para gastos arbitrários. Disto resultará a Presidência actuar de maneira que não manterá os princípios de transparência e responsabilização.

Estamos extremamente entristecidos com a decisão do parlamento de autorizar o governo a transferir USD$40 milhões do Fundo do Petróleo, sem respeito com os procedimentos estabelecidos na Lei do Fundo do Petróleo de obter previamente a aprovação do Conselho Consultivo do Fundo do Petróleo. Disto resultou um precedente negative para Timor-Leste que anteriormente fora reconhecido à escala internacional pelo seu forte compromisso com os princípios fundamentais da transparência e responsabilização na gestão dos rendimentos do petróleo do povo.

Isto ilustra também que este governo de facto não tem nenhum compromisso para “reformar ou mudar” como previamente tinham proclamado por todo o lado na campanha eleitoral.

Todos nós reconhecemos que a questão dos deslocados no nosso país é uma questão extremamente urgente e importante para todos nós. No passado todos os partidos políticos que estão agora representados neste parlamento prometeram resolver a questão dos deslocados no “curto prazo” e criticaram antes a FRETILIN por não o ter feito assim. Pensavam que podiam fazer milagres. Agora estão-nos a dizer que temos de ser realistas, e alocaram uns meros USD$2 milhões para assistência para os deslocados, para coisas tais como a compra de novas tendas para eles. Está claro que pessoas que já estão a viver debaixo de tendas há muito tempo têm agora que continuar a viver debaixo de tendas.

A nossa proposta de financiamento adicional para lhes dar assistência e tentar resolver com urgência a questão foi derrotada pelo governo de facto e seus aliados no parlamento.

Umas vezes dizem que exista falta de capacidade para executar quantias tão grandes em pessoas deslocadas num tão curto período de tempo, mas outras vezes vemos eles proporem gastar uma muito grande quantidade de dinheiro em bens e serviços, mesmo apesar de nem terem um plano para a sua execução. Daqui disto podemos já ver com clareza que lhes falta honestidade, que eles não têm consciência moral, que eles já perderam a sensibilidade com estas pessoas que estão a passar dificuldades no nosso país.

Eles mostraram que não são sérios na questão dos deslocados porque falharam e dar-lhes a devida importância neste orçamento.

Devido a todas estas preocupações o Grupo Parlamentar da FRETILIN opõe-se a esta lei do Orçamento Geral do Estado.

Por fim, mantemos graves preocupações sobre como eles vão executar tão grande orçamento em tão curto período de tempo envolvendo uma desnecessariamente grande soma de dinheiro, mesmo apesar de envolver simplesmente gastos. O grupo Parlamentar da FRETILIN duvida fortemente da capacidade deste Governo para executar este orçamento. Como diz este Governo de facto pode executar tudo isso, e está a rejeitar a necessidade de reduzir as grandes quantias alocadas para bens e serviços, esperamos que não haja “transferências”, dado que anteriormente demonizaram o governo da FRETILIN por as terem feito. De outro modo, esperamos tornarmo-nos todos “demónios” e ao fazê-lo ilustramos a capacidade deste governo de facto para governar, e que de acordo com o que disse Sua Excelência o Sr. Kay Rala Xanana Gusmão: “Seja quem for que roube mesmo 25 cêntimos, fora! Seja quem for que não consiga fazer o seu trabalho, fora! Seja quem for que não saiba governar, fora!!”

A FRETILIN espera que o governo de facto cumpra com as suas promessas nesta questão em Janeiro de 2008.

Obrigado.

Aniceto Guterres, Líder do Grupo Parlamentar da FRETILIN.

8 Outubro 2007

Anónimo disse...

caro colega, o governo de AMP é um governo ilegal, tem uma mioria parlementar com capacidade de governação muito duvidosa, é natural que a Fretilin se preocupa, pois a má execução do programa significa o aumento de sofrimento do povo.Por tanto você é que devia pensar antes de abrir a boca.

Lian Estudante

Anónimo disse...

Cari Lian Estudante,

Voce nao refutou nada do que eu disse acima. E' ou nao e' verdade que o Parlamento nao tem nada que se sujeitar a uma aprovacao de um mero conselho para dicidir se aprova ou nao transferencias do fundo petrolifero?

Que me digam que o conselho possa dar um parecer e' uma coisa agora o Parlamento ter que se sujeitar a uma aprovacao do mesmo e' completamente ridiculo mas e' exactamente isso que os iluminados deputados da Fretilin estao a dizer atraves desta declaracao.

Que a Fretilin se preocupe e' uma coisa, dizer falsidades e' outra.

Quanto a ilegalidade deste governo estamos fartos de saber que nao e' esse o caso e que o simples facto de a Fretilin recusar-se a levar o caso ao Tribunal de Recurso como inicialmrente tinha ameacado e' prova suficiente de que este governo nao tem nada de ilegal ou inconstitucional e o Mari Alkatiri sabe muito bem disso.

Mais uma vez continuam a mostrar a vossa ignorancia assim como o vosso desejo de querer, com estas politiquices, desviar as atencoes dos verdadeiros problemas internos da Fretilin no que diz respeito a inequivoca incapacidade da lideranca.

Aconselho-o tambem a pensar mais antes de abrir a boca.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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