Blog Lu-Olo Ba Presidente - Comunicado de Imprensa - 1 de Maio de 2007
Francisco Guterres Lu Olo para Presidente - “Serei Presidente de todos e para todos”
O candidato presidencial da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, apelou a todo o povo de Timor-Leste para celebrarem o Dia do Trabalhador em honra do trabalho de toda a nação na construção de país independente mais novo do mundo.
“Para construir um país independente a partir das cinzas da guerra e ocupação coloniais, é necessário um trabalho de várias gerações”, disse Lu Olo. “Este não é um trabalho de uma só geração, mas sim de várias. Este trabalho de construção de uma nação independente requer paciência, coragem e compromisso, de cada um e de todos nós. Hoje, precisamos erguer-nos e estar orgulhosos do que já fizemos juntos.”
“Não devemos permitir que a crise dos últimos 12 meses, que ocorreu com mais impacto em Dili, nos cegue sobre os factos dos enormes progressos efectuados desde 2002,” disse Lu Olo.
“Devemos também usar o dia de hoje para lembrar que nada pode ser construído sem trabalho. Não existem soluções simples e rápidas para ajudar um país a sair da pobreza. O nosso próprio trabalho, como Timorenses, é a única coisa que irá garantir a nossa independência e prosperidade. Trabalhando juntos, os timorenses podem alcançar segurança e prosperidade. Nós precisamos aprender a trabalhar novamente em conjunto, como fizemos durante a resistência, ajudando uns aos outros e nos apoiando. Mas, nós devemos partilhar igualmente o melhor das nossas habilidades.
Nós não devemos deixar-nos cegar pelo falsa promessa de prosperidade, mas sim devemos trabalhar eficazmente, de acordo com planos aceites mutuamente, e atingir os nossos objectivos.
“Eu quero reconhecer os 17,000 funcionários públicos que estão a realizar um trabalho vital ara construir as instituições básicas da nossa nação. Isto inclui os nossos empregados públicos, professores, profissionais de saúde, polícia e soldados das F-FDTL. Eu quero reconhecer o trabalho das pessoas das pequenas empresas, e das pessoas do sector privado. E não devemos esquecer o trabalho de todas as milhares de mulheres nas suas casas, cuidando das crianças e muitas das tarefas importantes do dia-a-dia.
“Mas, acima de tudo, quero honrar o trabalho das 225,000 pessoas que trabalham na agricultura e pesca de subsistência, nas áreas rurais. Essas pessoas são a coluna vertebral do nosso país, assim como foram a coluna vertebral da nossa luta pela independência. Essas pessoas trabalham arduamente, todos os dias, por longas horas, e recebem pouco. Essas são as pessoas a quem devemos dar prioridade. Não com ofertas e falsas caridades, mas sim construindo as suas capacidades e das suas crianças para produzirem mais para eles próprios, para que possam gozar uma verdadeira independência.
Nós já temos um plano de desenvolvimento nacional para guiar o nosso trabalho. Nós temos prioridades, debatidas e aprovados pelo Parlamento Nacional. Agora não é o tempo para mudar o seu curso, para desistir do que já foi alcançado e tentar algo diferente.
O maior problema que nós enfrentamos é de como encontrar trabalho produtivo para os milhares de jovens que deixam as escolas, todos os anos. Muitos vêm para Dili, com a esperança de encontrarem trabalho, e ficam desapontados. Devemos encontrar meios para engajá-los em trabalhos de desenvolvimento rural e precisamos ajudá-los a construir novas habilidades, que iremos precisar para tornar a nossa economia mais produtiva e mais sustentável.
No Dia do Trabalhador, nós honramos o trabalho de cooperação, e podemos usar este dia para pensar em formas de cooperação para produzir o que é necessário, para alcançar a própria subsistência, e para reduzir a nossa dependência para com outros países. Nós já temos muitas cooperativas a serem formadas em zonas rurais.
A nossa constituição garante:
1. O direito ao trabalho, independente do sexo, com direito a escolher uma profissão.
2. O direito a um local de trabalho seguro e higiénico, com remuneração e férias.
3. Protecção contra despedimentos sem justa causa ou por razões políticas, religiosas ou ideológicas. 4. Trabalho forçado é proibido.
5. Direito a manifestar-se contra encerramento dos locais de trabalho.
6. Direito de se organizar para promover e proteger os sues próprios interesses e direitos.
“Eu fui Presidente da Assembleia Constituinte que garantiu na constituição estes direitos para os nossos trabalhadores, e a FRETILIN e eu próprio iremos sempre lutar para preserva-las contra as tendências, de alguns da nossa sociedade, para derrogarem-nas”, afirmou Lu Olo.
Para mais informações, contacte:
Harold Moucho (Assessor politico de Lu Olo) (+670) 723 0048 (Dili)
José Manuel Fernandes (Representante Oficial para CNE) (+670) 734 2174 (Dili)
Blog Lu-Olo Ba Presidente - Comunicado de Imprensa - 2 de Maio de 2007
Francisco Guterres Lu Olo para Presidente - “Serei Presidente de todos e para todos”
Lu Olo diz a Horta: Só existe um candidato da FRETILIN
O candidato da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, exigiu hoje que o seu adversário pare de usar, de forma enganadora, o nome da FRETILIN, na sua campanha.
“Porque é que o Sr Horta precisa usar o nome da FRETILIN? Ele conhece a verdade, que deixou a FRETILIN em 1984, numa altura muito complicada. O Sr Horta já não é um membro da FRETILIN, e não é um candidato da FRETILIN. Ele deveria afirmar-se de acordo com o que é, e não fingir que é algo que não é.”
“A FRETILIN protestou em relação a tentativa do Sr Horta de utilizar o nome da FRETILIN, durante a primeira volta das eleições. Agora ele está novamente a faze-lo, dizendo ao povo que foi ele quem trouxe a bandeira da FRETILIN para Timor-Leste. Ele sabe muito bem que as populações nas zonas rurais, especialmente, têm um grande respeito pela FRETILIN. Nós fomos os que sempre estiveram cá, desde o início, e ficamos até ao final.”
“O Sr Horta diz que irá salvar a FRETILIN, mas a FRETILIN foi salva em 2001, quando nós saímos do CNRT, e tornamo-nos um partido político, participando nas primeiras eleições.
“Fico muito feliz por ver muitos jovens nas nossas campanhas. A maioria do nosso povo quer manter viva a tradição da FRETILIN, para continuar a defender a nossa independência. A seguir ao debate na TVTL, eu recebi imensas mensagens de apoio de muitas pessoas por todo o país. Eu estou muito grato e orgulhos por receber este apoio. Demonstra que as pessoas apreciam uma mensagem clara do que oferecemos. Eu não quero mostrar ser algo que não sou.”
“Quero, também, agradecer à Jacob Xavier do PPT e Manuel Tilman do KOTA, que têm apelado aos seus apoiantes para votarem para mim. O seu apoio irá ajudar o povo a ver que as tentativas de dividir os timorenses, entre este e oeste, não irá funcionar. Nós somos um só povo, o povo Maubere, e eu serei um Presidente para todos.”
“Eu peço a cada cidadão deste país para votar pela independência, e pela unidade nacional. Só existe um Timor-Leste, e só existe uma FRETILIN. Desde Nicolau Lobato até Lu Olo, o mesmo pensamento, o mesmo desejo: a libertação do povo Maubere.”
Para mais informações, contacte:
Harold Moucho (Assessor politico de Lu Olo) (+670) 723 0048 (Dili)
José Manuel Fernandes (Representante Oficial para CNE) (+670) 734 2174 (Dili)
quinta-feira, maio 03, 2007
Lu Olo Congratula Todos Os Trabalhadores Timorenses
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Ministros fazem primeira apreciação de relatório da Comissão de Notáveis
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
VICE-PRIMEIRO-MINISTRO
COMUNICADO À IMPRENSA
2 de MAIO de 2007
Os membros do governo reunidos hoje, Quarta-feira 2 de Maio, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, fizeram a primeira apreciação do relatório da Comissão dos Notáveis relativamente à situação dos chamados “peticionários”, que foi distribuído aos membros do governo antes da reunião.
Foi acordado pelos presentes que o assunto fosse agendado para o próximo Conselho de Ministros.
No referido encontro uma delegação composta por elementos da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste e pelas Forças Internacionais de Segurança fez a apresentação, aos membros do governo, do plano segurança do país durante o período das eleições presidenciais.
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quarta-feira, maio 02, 2007
PM de Timor-Leste acusado de enganar para proveito próprio
(Tradução da Margarida)
Radio Australia - 01/05/2007, 19:09
O candidato presidencial de Timor-Leste José Ramos-Horta foi acusado de manipular as tropas Australianas na nação inquieta para proveito político próprio.
O Presidente do Parlamento Francisco Guterres fez as afirmações contra o Dr Ramos-Horta, que é também o primeiro-ministro, quando se intensifica a campanha para as presidenciais na pequena nação.
Os dois disputarão a Segunda volta para o posto de topo na próxima semana depois de ambos terem falhado a maioria absoluta em 9 de Abril.
A eleição foi a primeira na antiga colónia Portuguesa desde que ganhou a independência em 2002 depois de 24 anos de ocupação Indonésia e um período de patrocínio pela ONU.
A Austrália tem liderado tropas estrangeiras que têm estado a patrulhar Timor-Leste quase há um ano para restaurar a ordem depois de violência por gangs terem deixado 37 mortos e forçado 150,000 a fugirem das suas casas.
O Sr Guterres diz que o Dr Ramos-Horta pediu às tropas Australianas para cancelaram a busca ao desertor major Alfredo Reinado a troco de assegurar o apoio político crucial do Partido Democrata da oposição.
Disse que isto é uma tentativa descarada de manipular a ISF de modo a ganhar votos.
Diz que o Dr Ramos-Horta não tem qualquer poder sob a Constituição para actuar unilateralmente nestas questões, nem como primeiro-ministro e nem sequer como presidente.
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Portugal, Cabo Verde e S. Tomé têm liberdade total de imprensa - Freedom House
Washington 02 Mai (Lusa) - Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, são os únicos países lusófonos com liberdade total de imprensa, considerou a Freedom House.
No seu relatório anual sobre a liberdade de imprensa a organização sedeada em Washington coloca Portugal em 12.º lugar na lista liderada pela Finlândia e Islândia com o mesmo número de pontos.
Portugal compartilha o 12.º lugar com o Liechenstein e Palau (Micronésia), ficando acima de países como a Alemanha, Irlanda e Estados Unidos que compartilham o 16.º lugar.
A avaliação é feita com base no "ambiente jurídico em que os média operam, as influências políticas na actividade jornalística e acesso a informação e pressões económicas sobre o conteúdo e disseminação de notícias".
Cabo Verde e São Tomé são por seu turno dois dos apenas oito países africanos onde segundo a organização existe liberdade de imprensa. à escala mundial os dois países estão colocados em 61.º lugar.
No ano passado Cabo Verde foi colocado entre os países de liberdade "parcial" de imprensa e a organização afirma que a sua subida nos "rankings" se deve "à continua consolidação das tendências democráticas que levaram a uma maior abertura no ambiente em que os média operam e numa diminuição dos casos de intimidação legal e de ataques a jornalistas".
Moçambique (87.º lugar), Timor-Leste (90.º), Brasil (90.º) Guiné-Bissau (102.º) são considerados países onde existe a liberdade "parcial" de imprensa enquanto Angola (135) é considerado um país onde não existe essa liberdade.
O relatório afirma que "apesar de garantias constitucionais, a liberdade de imprensa é restrita em Angola".
O documento descreve como uma "melhoria" uma nova lei de imprensa aprovada no ano passado mas diz que esta contém ainda "várias normas restritivas".
"Apesar de o Governo na generalidade tolerar críticas dos média privados, entidades governamentais muitas vezes pressionam os media independentes a cobrir o Governo a uma luz mais favorável", diz o documento, acrescentando que "detenções arbitrárias, intimidação e ataques contra jornalistas continuam a ocorrer".
JP-Lusa/fim
NOTA DE RODAPÉ:
A Austrália aparce em 39º lugar...
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Gusmão pede que candidatos à Presidência evitem agressões
EFE – 2 de Maio de 2007, 04:36
Díli - O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, pediu hoje aos dois candidatos que concorrem no segundo turno das eleições presidenciais, José Ramos Horta e Francisco Guterres, que deixem de recorrer aos insultos pessoais e não aumentem a divisão política no país.
"Só tenho mais uma semana como presidente. Portanto, peço que meus dois irmãos sejam um poder de união e não de divisão", disse Gusmão numa entrevista coletiva em Díli.
Gusmão, falando no idioma local tétum, acrescentou que o país precisa mais do que nunca da união de todos para consolidar as estruturas democráticas.
"Este povo sofreu décadas de dominação colonial. Agora seria injusto sofrer de novo, quando tem em suas mãos a preciosa liberdade", acrescentou o presidente.
Ele pediu também aos partidos políticos do Timor uma campanha pacífica durante as eleições legislativas de 30 de junho. Gusmão vai disputar o cargo de primeiro-ministro liderando seu novo partido, o Congresso Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste.
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Ramos Horta manterá relações com países comunistas se for eleito
EFE – 2 de Maio de 2007, 00:35
Díli - O ex-primeiro-ministro interino do Timor Leste, José Ramos Horta, declarou hoje à Efe que manterá a cooperação com os países comunistas, inclusive Cuba e Coréia do Norte, se vencer o segundo turno das eleições presidenciais, dia 9 de maio.
"Estabelecerei uma forte relação com países que adotam sistemas socialistas e comunistas, como Cuba, China, Coréia do Norte e Vietnã", disse Ramos Horta, após um comício em Díli, a capital do país. Ele defendeu o envio de estudantes timorenses a Cuba. Atualmente, médicos cubanos trabalham na assistência à saúde na ex-colônia portuguesa.
O candidato afirmou que, no seu Governo, o Timor não vai interferir nas políticas dos outros países, mas denunciará os abusos contra os direitos humanos por parte de Governos ditatoriais.
Ramos Horta recebeu hoje o apoio de várias formações políticas, de representantes da Igreja Católica, e de grupos juvenis e esportivos.
O Prêmio Nobel da Paz de 1996 enfrenta Francisco Guterres, candidato do partido governamental Fretilin.
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Ramos Horta junta apoiantes para prevenir manipulações
Díli, 02 Mai (Lusa) - O candidato às presidenciais timorenses José Ramos Horta reuniu-se hoje com vários líderes políticos, personalidades e ex-adversários para definir procedimentos de segurança para evitar "manipulações" na segunda volta das eleições.
Sublinhando "não querer fazer acusações a ninguém" directamente Ramos Horta disse ter conhecimento, por relatos que lhe vão chegando, de "falcatruas ao nível do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral" (STAE) e de "outras manipulações".
Ramos Horta, que está a disputar a segunda volta das presidenciais timorenses com o candidato da Fretilin Francisco Guterres "Lu Olo", reconheceu que algumas queixas não têm fundamento mas "são casos para levar a sério" se se quer levar a sério as eleições, disse, incluindo nos casos a ter em conta "ameaças à população com violência física que continuam a decorrer em vários locais do país".
Perante as dúvidas e receios dos apoiantes de Ramos Horta, o grupo que hoje esteve reunido em casa do candidato - e que incluiu o líder do PSD e antigo governador de Timor-Leste Mário Carrascalão ou o ex-candidato às presidências e líder da UDT João Carrascalão - acordaram em espalhar-se pelo país no dia da votação e permanecer nos diversos distritos até ao final da contagem dos votos.
Os distritos de Viqueque, Los Palos e Baucau são, para Ramos Horta, os mais complicados onde os relatos de actuação de "extremistas e até de agentes da polícia" com ameaças à população obrigam a maior atenção.
O candidato - que à semelhança de todos os cidadãos timorenses pode votar em qualquer uma das 705 mesas de voto do país, vai exercer o seu direito em Baucau, seguindo depois para Viqueque onde vai percorrer várias aldeias em contactos com a população.
Ramos Horta ficará em Viqueque até à contagem final dos votos e se "assegurar que a UNPOL e as forças internacionais estão ali para dar protecção à população".
Instado pela agência Lusa a comentar as afirmações do seu adversário, que comparou a sua actuação à de Suharto, que escolhia quem deveria ser ou não investigado pelas autoridades, tal como considera que Ramos Horta está a fazer no processo do major Alfredo Reinado e de Vicente da Conceição Railós, o prémio Nobel da Paz ignorou a acusação e reafirmou que prefere o diálogo à violência.
Ramos Horta sustentou que no caso do major Alfredo Reinado sempre "defendeu a via do diálogo" para a resolução do caso e recordou existir uma carta do advogado do militar a abrir um porta para conversações, enquanto que no caso de Railós lembrou que foi ele quem denunciou a distribuição ilegal de armas que levariam o antigo ministro Rogério Lobato a sentar-se no banco dos réus e a ser condenado.
"Se ele (Lu Olo) prefere a violência é uma prorrogativa dele e ele que diga publicamente que prefere lidar com esses casos pela via da violência", afirmou Ramos Horta, salientando também que Vicente Railós entregou as armas que possuía em cerimónia pública e que tem um caso pendente na Procuradoria que cabe ao Procurador tomar as decisões que entender.
A segunda volta das presidenciais timorenses realiza-se a 09 de Maio e a tomada de posse do novo chefe de Estado está prevista para o dia 20.
JCS-Lusa/fim
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Lu Olo diz ao Horta: Só existe um candidato da FRETILIN
Francisco Guterres Lu Olo for President
“Serei Presidente de todos e para todos”
Comunicado de Imprensa
2 de Maio de 2007
O candidato da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, exigiu hoje que o seu adversário pare de usar, de forma enganadora, o nome da FRETILIN, na sua campanha.
“Porque é que o Sr Horta precisa usar o nome da FRETILIN? Ele conhece a verdade, que
deixou a FRETILIN em 1984, numa altura muito complicada. O Sr Horta já não é um membro
da FRETILIN, e não é um cadidato da FRETILIN. Ele deveria afirmar-se de acordo com o que
é, e não fingir que é algo que não é.”
“A FRETILIN protestou em relação a tentativa do Sr Horta de utlizar o nome da FRETILIN,
durante a primeira volta das eleições. Agora ele está novamente a faze-lo, dizendo ao povo que
foi ele quem trouxe a bandeira da FRETILIN para Timor-Leste. Ele sabe muito bem que as
populações nas zonas rurais, especialmente, têm um grande respeito pela FRETILIN. Sou eu
que tenho estado aqui, desde o início ate agora.”
“O Sr Horta diz que irá salvar a FRETILIN, mas a FRETILIN foi salva em 2001, quando nós
saímos do CNRT, e tornamo-nos um partido político, participando nas primeiras eleições.
“Fico muito feliz por ver muitos jovens nos nossos comícios. A maioria do nosso povo quer
manter viva a tradição da FRETILIN, para continuar a defender a nossa independência. A seguir ao debate na TVTL, eu recebi mensagens de apoio de muitas pessoas por todo o país. Eu estou muito grato e orgulhoso por receber este apoio. Demonstra que as pessoas gostaram da
mensagem clara que eu ofereci. Eu não pretendo ser aquilo que não sou.”
“Quero, também, agradecer ao Jacob Xavier do PPT e Manuel Tilman do KOTA, que têm
apelado aos seus apoiantes para votarem para mim. O apoio de ambos irá ajudar o povo a ver
que as tentativas de dividir os timorenses, entre este e oeste, não irá funcionar. Nós somos um
só povo, o povo Maubere, e eu serei um Presidente para todos.”
“Eu peço a cada cidadão deste país para votar pela independência, e pela unidade nacional. Só
existe um Timor-Leste, e só existe uma FRETILIN. Desde Nicolau Lobato até Lu Olo, o mesmo
pensamento, o mesmo desejo: a libertação do povo Maubere.”
Para mais informações, contacte com:
Harold Moucho (assessor político de Lu Olo) (+670) 723 0048
José Manuel Fernandes ( reprezentante oficial de Lu Olo para as eleições
(+670) 734 2174
http:/www.Luolobapresidente.blogspot.com, http://luolo.blogspot.com/,
http://timortruth.com/
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ETimor PM accused of jockeying for advantage
Radio Australia - 01/05/2007, 19:09
East Timor presidential candidate Jose Ramos-Horta has been accused of manipulating Australian troops in the troubled nation for political advantage.
Parliament speaker Francisco Guterres made the claims against Dr Ramos-Horta, who is also the prime minister, as the campaign for president of the tiny nation intensifies.
The men will contest a runoff vote for the top job next week after both failed to win a majority in the April 9 election.
The poll was the first for the former Portugese colony since it gained independence in 2002 after 24 years of Indonesian occupation and a period of UN stewardship.
Australia has led foreign peacekeepers patrolling East Timor for almost a year to restore order, after gang violence left 37 dead and forced 150,000 to flee their homes.
Mr Guterres says Dr Ramos-Horta had asked the Australian troops to call off their hunt for renegade soldier Major Alfredo Reinado in return for securing the crucial political backing of the opposition Democrat Party.
He says this is a blatant attempt to manipulate the ISF in order to win votes.
He says Dr Ramos-Horta has no power under the constitution to act on such matters unilaterally, not as prime minister and not as president.
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HORTA, LONGUINHOS e RAILÓS
Comentário na sua mensagem "Campanha eleitoral aquece em Timor": XANANA, RAMOS-
Um dos índices no qual se pode avaliar se estamos a viver o face a num Estado Democrático, isto é civilizado, é saber qual o grau de independência do Ministério Público no sistema de organização do Estado.
Isto significa na prática o seguinte:
Segundo um Estado democrático, qualquer que ele seja, e em qualquer parte do mundo, e em qualquer sistema judicial (anglo-saxónico (comum law) [Australiano – Americano - Inglês] ou continental (civil Law) [Timorense – Alemão – Português –Francês – Italiano - Holandês], o principio é de que todos os cidadãos devem ser iguais perante a lei.
Em qualquer dos sistemas judiciais, (Australiano, Timorense ou Português) o Ministério Público é o titular da acção penal. Ou seja, a organização liderada pelo nosso Longuinhos Monteiro é a única que pode acusar alguém para que num julgamento independente possa ser presa ou sujeita à pena de morte.
Exemplificando, na prática significa:
a) Num sistema independente, se o filho do primeiro-ministro ou Presidente da República violar uma rapariga na praia do Cristo-Rei, depois de uma noite de cópos no Exótica, será julgado como qualquer outro cidadão Timorense.
b) Num sistema não independente, se o filho do primeiro-inistro ou do Presidente da República violar uma rapariga na praia do Cristo-Rei, depois de uma noite de cópos no Exótica e o primeiro-ministro ou Presidente da República telefonar ao Procurador-geral (Longuinhos) para que não processe o seu filho (filho do primeiro-ministro ou do presidente) e o Procurador-geral manda arquivar o processo, o violador não terá qualquer sanção.
Obviamente que esta última situação viola o principio da igualdade dos cidadãos perante a lei: o “Manuel de Oekussi” é julgado mas o “Manuel Horta-Xanana” já não o é. E isto é tanto assim, quer seja em Portugal, em Timor ou na Austrália.
Não se trata de um problema de sistema judicial mas um problema de independência do sistema judicial perante o poder politico.
Repete-se: não é um problema de sistemas mas de independência prática, nota-se que o presidente Clinton foi julgado no caso da Mónica Lwinski e é um sistema judicial diferente do Timorense, com muito menos garantias de independência que o Timorense.
Ora, o que se vê em Timor-Leste é a directa interferência do poder-politico no poder-judicial e neste caso em particular na Procuradoria-Geral da República.
Claramente vê-se que o Longuinhos não é mais do que um funcionário do governo, a mando quer do Xamana, quer do Ramos Horta.
Prova, são muitas mas aqui vão alguns factos:
1) Não deu seguimento ao mandado de captura internacional contra o general indonésio Wiranto, por ordem expressa do Xanana, que aliás veio a encontrar-se e a jantar com este criminoso no ano passado.
2) É acusado publicamente de corrupção por várias vezes, inclusivamente por advogados de vitimas Timorenses em jornais editados na nossa pátria (caso das cervejas) e não é demitido, mas é reconduzido no cargo pelo Ramos Horta e pelo Xanana.
3) Participa em várias “cerimónias” de entrega de armas do Rai Lós patrocinadas pelo Xanana e aplaudidas pelo Ramos-Horta, quando é público que pelo simples facto do Rai Los ter aceitado as armas já devia estar preso.
4) Dá andamento a uns processos (Lobato) em detrimento de outros ( Rai Lós).
5) Serve de “carteiro” do Xanana e do Ramos-Horta no caso do Reinado, quando se fosse independente já tinha preso o Reinado ou pelo menos feito esforços nesse sentido
Por isso, quem vote em Ramos Horta sabe que num dia se cometer um crime, das duas uma. Ou é amigo do Ramos-Horta e do Xanana e nada lhe acontece porque estes telefonam ao Longuinhos ou está lixado.
Mas e os internacionais da Procuradoria-Geral da República, não são eles sinónimo de independência? Bom, dois cabo-verdianos “mortos de fome” pagos pelas Nações Unidas que têm o emprego da vida deles, um português com a mesma origem goesa que o Longuinhos e uns Brasileiros que estão para ganhar currículo e para não se chatearem, não sei. O certo é que, até agora, tirando o caso do Lobato que já vinha do tempo em que não estavam em Timor, nada mais fizeram. E há casos importantes que não têm conexão politica, vai fazer um ano sobre o massacre em frente ao Ministério da Justiça.
Em, conclusão:
a) Xanana dá a ordem de não prisão do Rai Lós porque politicamente lhe interessa, Ramos Horta transmite-a e Longuinhos executa-a.
b) Xanana dá a ordem de prisão de Lu Olo porque politicamente lhe interessa, Ramos Horta transmite-a e Longuinhos executa-a.
Não esqueçam compatriotas votantes, o próximo alvo serão vocês!!!
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Timor-Leste/Eleições: «Lu Olo» compara Ramos-Horta a Suharto
Diário Digital / Lusa
01-05-2007 11:05:00
O candidato da Fretilin às presidenciais timorenses, Francisco Guterres «Lu Olo», acusou Ramos-Horta de ter na sua campanha um foragido à justiça e comparou a actuação do adversário à ditadura de Suharto, durante a ocupação indonésia.
«Torna-se claro, a cada dia que passa, que tipo de Justiça o povo pode esperar em Timor-Leste se Ramos-Horta for eleito Presidente, seria um sistema de justiça seleccionada, como era no tempo de Suharto onde o Presidente decidia quem seria, ou não, investigado», afirmou o candidato em comunicado, acrescentando que irá lutar para «prevenir que a nação retorne a esse tempo da história».
Nas notas, «Lu Olo» sustenta não entender o envolvimento na campanha de Ramos-Horta de Vicente da Conceição Railós, suspenso das Forças Armadas em 2004 por desvio de fundos e que tem sobre si um mandado de captura que «ainda não foi executado» apesar de circular livremente no país.
O candidato da Fretilin refere que Railós é o principal organizador da campanha de Ramos-Horta em Ermera e Liquiçá, está sempre «acompanhado» por um elemento fardado da polícia e tem encontros no Palácio do Governo.
«A Comissão das Nações Unidas recomendou que Railós fosse processado pelo seu papel ao liderar um ataque ao quartel das Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste (...) onde cerca de nove pessoas foram mortas e pela posse e movimentação de armas«, refere a nota da candidatura de »Lu Olo«.
O candidato, que também estranha o facto de o Procurador da República só pretender ouvir Railós depois das eleições presidenciais, não critica o magistrado do Ministério Público nem a sua actuação, mas sublinha que este pode estar a ser sujeito a pressões por parte de Ramos-Horta pelo facto de Railós ser o principal dinamizador da sua campanha em Ermera e Liquiçá.
Nas notas enviadas à agência Lusa, »Lu Olo« critica também o facto de Ramos-Horta estar a tentar travar a captura do major Alfredo Reinado apenas com o objectivo de conseguir conquistar os votos do Partido Democrático e de Fernando »Lasama« que terá, segundo o candidato da Fretilin, feito da »paragem das operações para prender o major rebelde uma condição para o seu acordo (de apoio) a Horta«.
Fernando »Lasama« foi o terceiro classificado da primeira volta das eleições e apoia agora Ramos-Horta na segunda volta das presidenciais.
A segunda volta das presidenciais timorenses realiza-se a 09 de Maio e a tomada de posse do novo presidente ocorrerá a 20 de Maio.
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terça-feira, maio 01, 2007
PM de Timor-Leste acusado de usar as tropas Australianas
(Tradução da Margarida)
Herald Sun
Maio 01, 2007 12:00am
JOSÉ Ramos Horta foi acusado pelo seu opositor nas presidenciais de Timor-Leste de manipular as tropas estrangeiras lideradas pelos Australianos para (obter) vantagens políticas.
Especificamente, Francisco Guterres disse hoje que Ramos Horta tinha pedido aos Australianos para cancelarem a sua busca ao desertor major Alfredo Reinado de modo a que ele pudesse obter o apoio crucial do Partido Democrata da oposição nas eleições presidenciais.
"Ramos Horta apelou publicamente à paragem da acção da ISF (Força Internacional de Estabilização) contra Reinado de modo a poder fazer um negócio eleitoral com os apoiantes de Reinado no Partido Democrata," disse Guterres numa declaração.
"Esta é uma descarada tentativa para manipular a ISF de modo a ganhar votos.
"Ramos Horta não tem nenhum poder sob a Constituição para agir unilateralmente nessas questões, nem como primeiro-ministro nem como presidente."
O Presidente do Parlamento Guterres e o Primeiro-Ministro Ramos Horta disputarão a segunda volta para o posto de topo depois de ambos terem falhado uma maioria absoluta nas eleições de 9 de Abril.
A eleição foi a primeira desde que a antiga colónia Portuguesa ganhou a independência em 2002 depois de 24 anos de ocupação Indonésia e um período de patrocínio pela ONU.
A Austrália tem liderado tropas estrangeiras que patrulham Timor-Leste há quase um ano para restaurar a ordem, depois de violência de gangs terem deixado 37 pessoas mortas e terem forçado 150,000 a fugirem das suas casas.
Tropas de elite Australianas tentaram capturar Reinado, culpado de alguma da violência do ano passado, e assaltaram um dos seus esconderijos no mês passado matando quatro apoiantes.
A busca desencadeou protestos, principalmente entre os jovens que apoiam o foragido.
O Partido Democrata, que acabou em terceiro lugar nas eleições de 9 de Abril, teve bons resultados entre os apoiantes de Reinado.
Ramos Horta, que se suspendeu do cargo de primeiro-ministro, não esteve disponível de momento para comentar.
Mas tem dito que se mexerá para ter a busca cancelada em favor de conversações de paz com o amotinado.
O governo Timorense deu luz verde aos Australianos para capturarem Reinado, que tem apelado a conversas face-a-face depois de se recusar render às tropas estrangeiras.
AFP
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Xanana foi eleito presidente do CNRT
Jornal de Notícias, 01/05/07
O presidente cessante de Timor-Leste, Xanana Gusmão, foi ontem eleito para a liderança do Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), numa votação em que recebeu a quase totalidade dos votos dos cerca de 800 delegados presentes.
No congresso do recém-criado partido político, que vai apresentar-se às eleições legislativas de 30 de Junho, Xanana Gusmão liderava as duas listas concorrentes, tendo recolhido 703 votos na "A" e 43 na "B", registando-se ainda um total de 16 votos nulos.
Xanana assumirá, contudo, a liderança efectiva do novo partido depois do próximo dia 20, altura em que abandonará, oficialmente, a Presidência de Timor-Leste, cargo que ocupa desde 20 de Maio de 2002, quando o país acedeu à independência. O novo líder aguarda pela segunda volta das eleições presidenciais, do dia 9, para liderar no terreno o novo partido.
No primeiro congresso da nova força política, Xanana Gusmão, que foi recebido em apoteose, encabeçava as duas listas à presidência do partido, que contará com quatro vice-presidentes e um secretário-geral.
Com a vitória da Lista A, a primeira vice-presidência vai ser ocupado pelo antigo comandante das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste (Falintil) Mau Huno, que se apresentava, tal como Xanana, à frente das duas listas para exercer a função. Dionísio Babo (Lista A) foi escolhido para secretário-geral do CNRT.
NOTA DE RODAPÉ:
Engraçado esta de haver duas listas. Encabeçadas pelos mesmos, mas duas listas. Alguém deve ter aconselhado esta pluralidade...
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Campanha eleitoral aquece em Timor
Público, 01.05.2007
A dez dias da segunda volta das presidenciais, que determinará quem sucede a Xanana Gusmão como chefe do Estado em Timor-Leste, o candidato da Fretilin, Francisco Guterres "Lu-Olo" e o primeiro-ministro interino, Estalislau da Silva, desferiram violentos ataques ao candidato José Ramos-Horta, a quem acusaram de exercer pressões sobre o procurador-geral e de desrespeitar a Constituição.
Horta apelou à suspensão das operações para a captura do major Alfredo Reinado e tem vindo a aceitar o apoio na campanha de um ex-sargento com problemas perante a justiça, acusaram. O apelo de Horta destina-se a satisfazer os seus interesses, após ter obtido o apoio do terceiro mais votado na primeira volta, Fernando Araújo "Lasama", criticou Lo-Olo.
Uma fracção importante do Partido Democrático (PD), de Lasama, apoia Reinado. A prisão deste, explicou Lu-Olo, prejudicaria Horta, pois alienaria os votos de Lasama na parte ocidental de Timor. A posição de Horta "é inaceitável". As operações militares "não podem ser activadas e desactivadas segundo os objectivos dos líderes políticos", concluiu o candidato.
Este acusou ainda o Nobel da Paz de manter como "membro proeminente" da campanha o ex-sargento Vicente da Conceição "Railós", o homem que acusou o antigo ministro da Administração Interna, Rogério Lobato, de lhe ter entregue armas para liquidar adversários da Fretilin. "Tenho de questionar o porquê de Railós não ser interrogado antes das eleições. Será que o procurador tem estado sob pressão do meu adversário?", interrogou-se Lu-Olo.
O apoio do PD a Ramos-Horta confere a este, teoricamente, um claro favoritismo. Lasama obteve 19 por cento dos votos e Horta cerca de 22 por cento, contra cerca de 28 por cento de Lu-Olo. Dos restantes cinco candidatos eliminados, apenas o do partido Kota (4 por cento) anunciou apoiar o candidato da Fretilin.
Xanana Gusmão comparou, entretanto, a actualidade timorense com o ambiente a seguir ao 25 de Abril de 1974. "As amizades que se formaram dentro da sociedade esvaíram-se para dar lugar à intolerância de compromissos políticos, de cada um, para com o seu partido", afirmou, salientando que o povo "ficou dividido e a sociedade partiu-se em bocados".
O Presidente timorense falava no encerramento do primeiro congresso do CNRT, partido de que será líder após abandonar a chefia do Estado.
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President invites Pope to visit East Timor and “help establish peace”
EAST TIMOR – VATICAN
At a ceremony commissioning East Timor’s first ambassador to the Holy See, President Gusmao invites Benedict XVI and remembers John Paul II. Dili bishop adds his voice to invitation, saying the Holy Father can help “restore peace and unity in our country."
Dili (AsiaNews/UCAN) – Outgoing East Timor President Xanana Gusmao has invited Pope Benedict XVI to visit East Timor, just as Pope John Paul II did in 1989. The invitation was made April 12 at the presidential palace in Dili during a ceremony at which he officially commissioned Justino Maria Aparicio Guterres as East Timor's first ambassador to the Holy See.
President Gusmao told the Pope through the new ambassador that "[w]e would be honoured and are waiting for your visit to our country, to help establish peace in the hearts of Timorese people and thereby strengthen national reconciliation.”
During the ceremony, Mr Gusmao also said, appointing an ambassador was important to strengthen relations with the Vatican, which has been a pillar of support for East Timor during difficult times. He specifically recalled Pope John Paul's brief visit when East Timor was still under Indonesian occupation.
Bishop Alberto Ricardo da Silva of Dili added his voice, calling upon the faithful to support the new ambassador with their prayers.
“We hope the pope will accept our invitation because it would have huge impact and help restore peace and unity in our country,” the bishop said.
In its brief history, the small nation—independent from Indonesia since 2001—has experienced bloody inter-ethnic violence and political repression.
In April 2006, communal violence broke out (with 37 dead and 150,000 refugees) after 600 army soldiers mutinied after being dismissed for protesting alleged ethnic discrimination.
Presidential elections took place on April 9 of this year in a peaceful atmosphere. Outgoing Prime Minister and Nobel Prize laureate José Ramos-Horta is set to square off against Fretilin leader Francisco Guterres in a run-off election on May 8.
NOTA DE RODAPÉ:
Presidente? Do CNRT... Mais um pouco de campanha eleitoral usando as funções de Presidente da República.
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President invites Pope to visit East Timor and “help establish peace”
EAST TIMOR – VATICAN
At a ceremony commissioning East Timor’s first ambassador to the Holy See, President Gusmao invites Benedict XVI and remembers John Paul II. Dili bishop adds his voice to invitation, saying the Holy Father can help “restore peace and unity in our country."
Dili (AsiaNews/UCAN) – Outgoing East Timor President Xanana Gusmao has invited Pope Benedict XVI to visit East Timor, just as Pope John Paul II did in 1989. The invitation was made April 12 at the presidential palace in Dili during a ceremony at which he officially commissioned Justino Maria Aparicio Guterres as East Timor's first ambassador to the Holy See.
President Gusmao told the Pope through the new ambassador that "[w]e would be honoured and are waiting for your visit to our country, to help establish peace in the hearts of Timorese people and thereby strengthen national reconciliation.”
During the ceremony, Mr Gusmao also said, appointing an ambassador was important to strengthen relations with the Vatican, which has been a pillar of support for East Timor during difficult times. He specifically recalled Pope John Paul's brief visit when East Timor was still under Indonesian occupation.
Bishop Alberto Ricardo da Silva of Dili added his voice, calling upon the faithful to support the new ambassador with their prayers.
“We hope the pope will accept our invitation because it would have huge impact and help restore peace and unity in our country,” the bishop said.
In its brief history, the small nation—independent from Indonesia since 2001—has experienced bloody inter-ethnic violence and political repression.
In April 2006, communal violence broke out (with 37 dead and 150,000 refugees) after 600 army soldiers mutinied after being dismissed for protesting alleged ethnic discrimination.
Presidential elections took place on April 9 of this year in a peaceful atmosphere. Outgoing Prime Minister and Nobel Prize laureate José Ramos-Horta is set to square off against Fretilin leader Francisco Guterres in a run-off election on May 8.
NOTA DE RODAPÉ:
Presidente? Talvez como presidente do CNRT...
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Ramos Horta 'manipulating' foreign troops
Last Update: Tuesday, May 1, 2007. 5:16pm (AEST)
ABC News Online
East Timor presidential candidate Jose Ramos Horta has been accused of manipulating Australian troops in the troubled nation for political advantage.
Parliament speaker Francisco Guterres, also known as Lu Olo, made the claims against Dr Ramos Horta, who is also the Prime Minister, as the campaign for president of the tiny nation intensified.
The men will contest a run-off vote for the top job next week after both failed to win a majority in the April 9 election.
The presidential poll was the first for the former Portuguese colony since it gained independence in 2002 after 24 years of Indonesian occupation and a period of United Nations (UN) stewardship.
Australia has led foreign peacekeepers patrolling East Timor for almost a year to restore order, after gang violence left 37 dead and forced 150,000 to flee their homes.
Mr Guterres says Dr Ramos Horta had asked the Australian troops to call off their hunt for renegade soldier Major Alfredo Reinado in return for securing the crucial political backing of the opposition Democrat Party.
"Ramos Horta publicly called for a halt to the ISF (International Stability Force) action against Reinado so he could make an electoral deal with Reinado's supporters in the Democrat Party," Mr Guterres said in a statement.
"This is a blatant attempt to manipulate the ISF in order to win votes.
"Ramos Horta has no power under the Constitution to act on such matters unilaterally, not as Prime Minister and not as president."
Elite Australian troops have attempted to capture Major Reinado, blamed for some of last year's violence, and stormed one of his hide-outs last month, killing four supporters.
The hunt has triggered protests, mostly among young people who support the fugitive leader.
The Democrat Party, which finished third in the April 9 election, polled well among Reinado supporters.
Dr Ramos Horta, who will step down as premier, was not immediately available for comment, but he has said he will move to have the hunt called off in favour of peace talks with the rebel.
The East Timorese Government gave the Australians the green light to capture Major Reinado, who has been calling for face-to-face talks after refusing to surrender to foreign troops.
-AFP
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Timor PM accused of using Diggers
Herald Sun
May 01, 2007 12:00am
JOSE Ramos Horta has been accused by his East Timor presidential opponent of manipulating Australian-led foreign troops for political advantage.
Specifically, Francisco Guterres said today that Ramos Horta had asked the Australians to call off their hunt for renegade Major Alfredo Reinado so he could get the crucial backing of the opposition Democrat Party in last month's presidential elections.
"Ramos Horta publicly called for a halt to the ISF (International Stability Force) action against Reinado so he could make an electoral deal with Reinado's supporters in the Democrat Party," said Guterres in a statement.
"This is a blatant attempt to manipulate the ISF in order to win votes.
"Ramos Horta has no power under the constitution to act on such matters unilaterally, not as prime minister and not as president."
Parliament Speaker Guterres and Prime Minister Ramos Horta will contest a runoff vote for the top job next week after both failed to win a majority in the April 9 election.
The poll was the first for the former Portuguese colony since it gained independence in 2002 after 24 years of Indonesian occupation and a period of UN stewardship.
Australia has led foreign peacekeepers patrolling East Timor for almost a year to restore order, after gang violence left 37 dead and forced 150,000 to flee their homes.
Elite Australian troops have attempted to capture Reinado, blamed for some of last year's violence, and stormed one of his hideouts last month killing four supporters.
The hunt has triggered protests, mostly among young people who support the fugitive leader.
The Democrat Party, which finished third in the April 9 election, polled well among Reinado supporters.
Ramos Horta, who will step down as prime minister, was not immediately available for comment.
But he has said he will move to have the hunt called off in favour of peace talks with the rebel.
The Timorese government gave the Australians the green light to capture Reinado, who has been calling for face-to-face talks after refusing to surrender to foreign troops.
AFP
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Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Xanana Gusmão compara situação no país ao pós 25 A...":
Um homem que aproveitou o cargo para destruir a PNTL, acantonar as F-FDTL depois de ter provocado um motim, chamar tropas estrangeiras para lhe guardar as costas e aparar o golpe contra o seu Estado, que pelas suas acções e dos seus correligionários tem na consciência a fuga de quase 180.000 residentes de Dili, milhares de casas, negócios e edifícios do próprio Estado queimado, pilhagens, 37 mortos, dezenas de feridos e a resignação do seu legítimo PM e atreve-se a vir falar em normas de tolerância e em processo democrático?
Ele que se prepare bem para as parlamentares pois parece-me que vai ter a luta da sua vida.
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Dos Leitores
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Xanana Gusmão compara situação no país ao pós 25 A...":
IMPORTA-SE DE REPETIR?
"Xanana Gusmão recordou que antes do 24 de Abril de 1974 os timorenses eram todos amigos e saudavam-se na rua".
Isso é verdade. Mas o que quer Xanana dizer com isto? Que o Salazar é que tinha razão quando era contra os partidos? Que Timor devia voltar a ser português? Que esta coisa dos partidos "é muito moderno para Timor-Leste"?
Então e diz isto no Congresso de um novo partido fundado por ele?
Não percebi...
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Dos Leitores
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor-Leste: CNRT defende participação activa e co...":
Gostava de saudar o aparecimento deste novo partido, embora ache o nome infeliz, partindo do princípio de que a sua escolha foi apenas fruto de falta de imaginação e não teve o intuito de induzir o povo em erro na hora da votação.
Sempre disse que Xanana devia fundar um partido, se queria envolver-se mais na política em geral e na governação em particular. Um Presidente não governa, nem por decreto nem com golpes mais ou menos palacianos e Xanana demorou tempo demais a aperceber-se disso - e quando se apercebeu já era tarde demais para desfazer certos erros graves que cometeu, cujas consequências continuam a repercutir-se diariamente no País.
A fundação de um novo partido permitirá também a Xanana demonstrar e aplicar na prática todos os preceitos, princípios, conselhos e lições de moral que tem pregado em relação à Fretilin, em relação à qual tem um antigo e persistente recalcamento. Felizmente, também neste aspecto Xanana chegou finalmente à conclusão de que não tem o direito nem a autoridade de obrigar outros partidos a pensarem e agirem como ele quer, só porque ele quer.
Vejo também com agrado que os muitos - demasiados - partidos timorenses chegam à conclusão de que têm todo o interesse em formarem coligações, alianças, etc, para alargarem a sua representatividade, em vez de cada um reivindivar o pretenso estatuto de verdadeiro representante do povo, ainda que em muitos casos representem pouco mais do que a família e alguns amigos.
No entanto, estas alterações - positivas - que enumerei não chegam. Defender a "participação activa das populações", "libertar o povo", defender a "unidade nacional em torno de objectivos supremos", "ouvir todos os timorenses", "combater a frustração", "o descontentamento" e o "desrespeito", "incutir uma cultura democrática", "de Justiça", "de transparência" e "de justiça social", "proporcionar ao povo um futuro melhor", para citar Eduardo Barreto, são apenas desejos muito vagos e que poderiam ser subscritos por todos os partidos do mundo - incluindo os comunistas de Fidel ou de Kim Jong Il.
Ficamos à espera de saber com que fórmula concreta é que o "CNRT" pensa atingir esses ambiciosos objectivos.
Ah! E já agora, registámos a ausência de Fernando Lasama, Mário Carrascalão e Xavier do Amaral...
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H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Apelo para investigar papel de um suspeito de assa...":
Rogério Lobato e Mari Alkatiri já enfrentaram a Justiça. Porque Rai Los e Reinado estão acima da Lei? Como é que um candidato a Presidente decide se, quando e como é que esses indivíduos cumprem os seus deveres como suspeitos que são? Como é que o Procurador-Geral se deixa telecomandar por esse candidato?
O que é que Xanana, que ainda é o Presidente de Timor-Leste, tem a dizer sobre isto? Acabaram-se os discursos? Já não há tinta para escrever artigos no jornal?
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ONU reconhece falhas na organização das presidenciais
Diário Digital / Lusa
30-04-2007 20:33:00
A Missão da ONU em Timor-Leste (UNMIT) reconheceu hoje que, face aos critérios internacionais, a primeira volta das eleições presidenciais, realizada no passado dia 9, «não foi perfeita», mas destaca que a vontade dos eleitores foi cumprida.
A posição da missão, expressa em comunicado colocado no site da missão, vai ao encontro das críticas formuladas pela equipa de peritos eleitorais, nomeada pelo anterior secretário-geral da ONU, Kofi Annan, divulgada também hoje pela UNMIT, e que considera que de entre 52 critérios internacionais, 20 não foram cumpridos.
A equipa de peritos, formada pelo zimbabueano Reginald Austin, a portuguesa Lucinda Almeida e o australiano Michael Maley, considera que dos 52 critérios, 13 foram integralmente cumpridos, outros 13 foram parcialmente respeitados, 20 não foram executados e sobre os restantes seis não é possível avaliar se foram ou não realizados.
A primeira volta das eleições presidenciais, que ditou a passagem à segunda volta, a realizar a 9 de Maio, de Francisco Guterres «Lu-Olo» e de José Ramos-Horta, foi marcada por diversas alegações de manipulação e intimidações.
No seu comunicado, a UNMIT reconhece que, «embora a primeira volta das eleições não tenha sido perfeita, é consensualmente aceite que as eleições foram livres e justas, reflectindo a vontade dos eleitores».
Mais à frente, a UNMIT realça o facto de ter sido a primeira vez que eleições nacionais foram integralmente conduzidas pelas autoridades timorenses.
Referindo-se ao relatório elaborado pela equipa de peritos, resultante da estada daqueles especialistas em Timor-Leste entre 4 e 23 deste mês, a UNMIT salienta que se trata de um documento «preliminar», que cobre unicamente a primeira volta.
Os três peritos internacionais foram nomeados por Kofi Annan para verificarem cada fase do processo eleitoral, validando-o, de molde a que as eleições, presidenciais e legislativas, sejam consideradas livres, justas e transparentes, seguindo os padrões internacionais.
As primeiras eleições legislativas de Timor-Leste realizam-se no próximo dia 30 de Junho.
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Xanana Gusmão compara situação no país ao pós 25 Abril de 1974
(Serviço áudio também disponível em www.lusa.pt) Díli, 30 Abr (Lusa) - O presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, comparou hoje a actual situação política do país ao período pós 25 de Abril de 1974 em que as "rivalidades políticas começaram a comandar" o espírito dos timorenses.
Ao intervir como Chefe de Estado (1) no encerramento do primeiro congresso do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), o partido que vai liderar depois de abandonar a presidência, Xanana Gusmão recordou que antes do 24 de Abril de 1974 os timorenses eram todos amigos e saudavam-se na rua, atitude que mudou com o surgimento dos partidos políticos e se prolongou até 1977.
"As amizades que anteriormente se formaram dentro da sociedade, esvaíram-se para dar lugar à intolerância de compromissos políticos, de cada um, para com o seu partido", afirmou, salientando que o povo "ficou divido e a sociedade partiu-se em bocados".
"A violência foi já a arma para impor as ideias e para responder à violência. Perdeu-se o sentido da vida, porque a vida só já tinha valor se se defendesse o partido e morrer pelo partido, significava glória e matar em defesa do partido, significava heroísmo", disse.
Num discurso político pedagógico, Xanana Gusmão sublinhou que hoje Timor-Leste "atravessa esse tipo de fanatismo" e que "ao invés de se educar o povo, está-se a aproveitar da sua ignorância para o fazer sofrer".
Para o Xanana, a "defesa dos princípios universais deve ser o fio-de-prumo no pensamento e nas acções dos cidadãos de Timor-Leste" e mais do que os cidadãos os "partidos políticos têm esse dever, essa obrigação de se comprometer com os valores que hoje regem as sociedades".
Sublinhando que aos partidos cabe traçar os caminhos do desenvolvimento do país e da dignificação do povo, Xanana Gusmão disse que a "ambição deturpar sempre os princípios que todos sabem repetir à boca cheia e a ambição ao poder torna os políticos arrogantes e mentirosos".
"O poder cega, quando é conseguido sem um compromisso honesto aos princípios que facilmente são manipulados para a perpetuação do poder e os membros deste novo partido (CNRT) devem constantemente ter isso em mente para não denegrirem os vossos ideais", afirmou.
Falando sempre no plural quando se referia a forças políticas, o presidente timorense alertou ainda que Timor-Leste é um "país subdesenvolvido em todos os aspectos, incluindo no processo de democratização das ideias, dos comportamento e atitudes".
"Há que pedir a todos os partidos e seus membros, há que lembrar a todos os cidadãos, que temos que cuidar do processo democrático em Timor-Leste", alertou para sublinhar que os partidos "devem comprometer-se a parar com a violência que os seus membros praticam, ensinando-os a não hostilizar os compatriotas que escolheram outros partidos para acomodar os seus ideais e sonhos".
Ao mesmo tempo, a "sociedade deve continuar a fazer campanha sobre as normas da tolerância e de mútuo respeito para que a população não esteja dividida porque uns pertencem a um partido e alguns a outro", sublinhou.
Xanana Gusmão afirmou também que os partidos "são adversários políticos na defesa dos seus pontos de vista quando o que está em questão é o superior interesse do povo, mas os partidos devem pautar- se pelo princípio de relações sadias entre eles".
O discurso do presidente surge numa altura em que, disse, a SPátria está a viver um clima político difícil onde a tolerância deu lugar à corrosão social, onde a harmonia se rendeu à violência, onde a paz do espírito cedeu às tentativas de corrupção de mentalidades, onde a dignidade humana ficou sujeita a manipulações políticas, a intimidações e ameaças".
"O processo democrático em Timor-Leste está no seu estádio de crescimento e, portanto, ainda muito frágil. A democracia num país, não se mede pela quantidade de partidos existentes nem pela capacidade de um partido de possuir centenas de milhares de membros ou simpatizantes", disse para explicar que o grau de democracia "mede-se pelo desenvolvimento do próprio processo no qual todos se devem comprometer em criar um ambiente saudável de relações".
Xanana Gusmão comparou ainda o desenvolvimento do processo democrático de Timor-Leste à árvore "gondoeiro", muito forte e resistente, que pode durar centenas de anos mas que apenas é forte a partir dos 20 e que até essa idade fica "exposto a todas as provações da natureza e aos maus tratos dos animais, incluindo o homem".
"Neste exemplo quero continuar a lembrar o que eu dizia à população: que o gondoeiro mal tinha sido plantado em 1999. Hoje, o processo democrático em Timor-Leste é ainda uma pequena planta com uns raminhos e poucas folhinhas".
Fortemente aplaudido, o discurso de Xanana Gusmão encerrou a primeira grande reunião do CNRT, o novo partido criado à imagem do líder da resistência e dos ideais de libertação: libertada a pátria, há que libertar o povo.
JCS-Lusa/Fim
NOTA DE RODAPÉ:
(1) Como chefe de Estado no encerramento do Congresso do partido onde acabou de ser eleito presidente??? E o jornalista acha normal? Vale tudo...
De notar que este discurso de Xanana pouco tem a ver com ele. É escrito por terceiros num tom "politicamente correcto" muito diferente do seu estilo.
Quanto às acusações que faz, lembram bastante a sua atitude durante o último ano...
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Timor-Leste: Horta está a desprezar a Constituição diz o Primeiro-Ministro Interino
(Tradução da Margarida)
AKI - 30 Abril 2007 - 12:32
Dili – O Primeiro-Ministro Interino de Timor-Leste Estanislau da Silva acusou o primeiro-ministro e candidato presidencial José Ramos Horta de ter mostrado desprezo pela Constituição do país quando unilateralmente pediu o cancelamento da busca do desertor Alfredo Reinado.
Numa entrevista com Adnkronos International (AKI), Da Silva disse que Timor-Leste não precisa de um presidente que não respeita a Constituição. Ele está mandato para dirigir o país até ser empossado um novo governo.
"A segurança é uma responsabilidade conjunta de todos os três órgãos de soberania. Horta devia aprender a mostrar mais respeito pelos canais institucionais antes de fazer comentários e compromissos públicos,”" disse Da Silva ao AKI na Segunda-feira.
“Não houve qualquer mudança oficial na posição do Estado de Timor-Leste e não foi recebida nenhuma recomendação do encontro recente da Comissão de Coordenação de Alto-Nível,” acrescentou Da Silva, em relação à busca de – um foragido há cerca de oito meses.
A Comissão de Coordenação de Alto-Nível inclui membros das três instituições do Estado responsáveis pela segurança, o presidente, o presidente do Parlamento e o primeiro-ministro, mais o vice-primeiro-ministro e o Representante Especial da ONU. Os comandantes das Forças Armadas nacional e da Força Internacional de Estabilização (ISF) são ainda convidados para esses encontros.
O brigadeiro Australiano Mal Rerden, chefe da ISF, confirmou que não houve nenhuma mudança oficial da ordem em relação ao estatuto de procurado de Reinado. "Não recebemos nenhuma carta formal do governo. Se o governo pensa que essa é a melhor solução, então o governo e a ISF devem discuti-la," disse ao AKI.
Os comentários de Da Silva e de Rerden seguem-se às acusações do Presidente do Parlamento de Timor-Leste e candidato presidencial Francisco "Lu-Olo" Guterres de que Horta está a usar Reinado e a ISF para a sua própria vantagem eleitoral.
Guterres acusou Horta de ter cancelado a busca de Reinado como parte de um negócio para assegurar os votos do Partido Democrático para a segunda volta das presidenciais em 9 de Maio.
"Morreram cinco Timorenses na recente acção para levar Reinado à justiça. Soldados Australianos puseram em risco as suas vidas, e aldeões Timorenses nas áreas onde Reinado se escondia estiveram sob condições muito duras,” disse Guterres aos media durante o fim-de-semana.
“Mas agora Horta tentou cancelar a acção, porque a captura de Reinado prejudicará as suas possibilidades de ser eleito presidente. Into é totalmente inaceitável. Horta não tem qualquer poder constitucional para actuar nestas matérias unilateralmente, seja como primeiro-ministro ou como presidente,” acrescentou.
Guterres recebeu 28 por cento dos votos na primeira volta das eleições presidenciais comparados com os 22 de Ramos. Votos do candidate que ficou em terceiro lugar Fernando Araujo Lasama do Partido Democrático que teve 19 por cento, são tidos como cruciais na segunda volta na próxima semana.
A eleição de um novo presidente para substituir o herói da independência Xanana Gusmão é visto como um teste importante para a jovem nação depois do levantamento violento do ano passado ter deixado muitos mortos e ter forçado mais de 150,000 pessoas das suas casas.
Lasama recolheu mais votos nos distritos do oeste, onde Reinado goza de mais apoio. De acordo com fontes locais, Lasama fez do fim da operação contra Reinado uma condição do seu acordo para apoiar Horta. Horta fez um apelo público em 23 de Abril para acabar a busca de Reinado em 23 de Abril, quatro dias antes dele e de Lasama terem assinado um acordo.
Reinado tem estado em fuga desde que escapou da prisão na capital de Timor-Leste Dili em Agosto juntamente com outros 50 presos. O Presidente Xanana Gusmão ordenou a sua prisão depois dele ter sido acusado de ter assaltado um posto de polícia e de ter roubado 25 armas automáticas no mês passado.
O líder amotinado tinha sido preso pelo seu papel na violência que irrompeu em Timor-Leste em Abril passado depois do despedimento de cerca de 600 soldados, que se queixavam de discriminações étnicas sobre promoções. Reinado abandonou as forças armadas e juntou-se a eles em 4 de Maio de 2006.
Os confrontos em Timor-Leste deixaram 37 pessoas mortas, forçaram155,000 a fugirem das suas casas, deitaram abaixo o governo do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, e resultaram no destacamento de tropas lideradas pelos Australianos na pequena nação do Sudeste Asiático.
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Dos Leitores
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Cúmplices":
"Essa coisa da separação de poderes é muito moderno para Timor-Leste".
Frases como esta, ou como a "ordem" para parar a captura de Reinado, são uma pequena amostra daquilo que espera Timor-Leste se RH e Xanana ganharem as eleições.
Depois dizem que Alkatiri é que era arrogante, ditador, etc.
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Dos Leitores
Manuela deixou um novo comentário na sua mensagem "Quatro dos seis portugueses já tiveram alta - médi...":
Sendo mãe de uma das pessoas vítimas deste acidente, quero agradecer o apoio que lhes foi dado, desde os timorense que primeiro chegaram ao local do acidente, até ao Embaixador de Portugal, incluindo todos os profissionais envolvidos no seu transporte e tratamento e representantes da FUP.
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segunda-feira, abril 30, 2007
East Timor: Horta Flouting The Constitution Says Interim Premier
AKI - 30 April 2007 - 12:32
Dili - East Timor interim premier Estanislau Da Silva has accused prime minister and presidential candidate Jose Ramos Horta of having shown contempt for the country's institutions when he unilaterally called off the hunt for renegade general Alfredo Reinado.
In an interview with Adnkronos International (AKI), Da Silva said that East Timor does not need a president who does not respect the constitution. He is mandated to run the country until the government is sworn in.
"Security is the joint responsibility of all three organs of sovereignty. Horta should learn to show more respect for institutional channels before making public comments and commitments,”" Da Silva told AKI on Monday.
“There has been no official change in the position of the East Timor State and no recommendation has been received from the recent meeting of the High-Level Coordination Commission,” added Da Silva, regarding the hunt for Reinado - a fugitive for some eight months.
The High Level Coordination Commission includes members of all three state institutions responsible for security, the president, the parliament speaker and the prime minister, plus the deputy prime minister and the UN Special Representative. The commanders of national Army and the International Stabilisation Forces (ISF) are also invited to these meetings.
Australian Brigadier Mal Rerden, chief of the ISF, confirmed that there has not been any official change of order concerning the status of Reinado as wanted. "We haven’t received any formal letter from the government. If the government thinks this is the best solution, then the government and the ISF should discuss this," he told AKI.
Da Silva and Rerden’s comments follow East Timor parliament speaker and presidential candidate, Francisco "Lu-Olo" Guterres' accusation that Horta is using Reinado and the ISF for his own electoral advantage.
Guterres accused Horta of having called off the hunt for Reinado as part of a deal to secure the Democratic Party votes for the presidential run-off to be held on 9 May.
"Five Timorese died in the recent action to bring Reinado to justice. Australian soldiers put their lives at risk, and Timorese villagers in the areas where Reinado was hiding were placed under extreme duress,” Guterres told the media during the weekend.
“But now Horta has tried to call the action off, because Reinado’s capture will damage his chances of being elected president. This is totally unacceptable. Horta has no power under the constitution to act on such matters act unilaterally, either as prime minister or as as president,” he added.
Guterres received 28 percent of votes in the first round of the presidential election compared with Ramos Horta's 22. Votes from the third-placed candidate, Ferdinand Araujo Lasama of the Democratic Party, who polled 19 percent, are deemed to be crucial in the run-off next week.
The election of a new president to replace independence hero Xanana Gusmao is seen as an important test for the young nation after last year's violent upheaval that left scores dead and forced more than 150,000 people from their homes.
Lasama polled best in the western districts, where Reinado enjoys most support. According to local sources, Lasama made the end of the operation against Reinado a condition of his agreement to support Horta. Horta made a public call to end the hunt for Reinado on 23 April, four days before he and Lasama signed an accord.
Reinado has been on the run since he escaped from jail in East Timor's capital Dili in August along with 50 other inmates. President Xanana Gusmao ordered his arrest after he was accused of raiding a police post and stealing 25 automatic weapons last month.
The rebel leader had been arrested for his role in the violence that erupted in East Timor last April after the dismissal of approximately 600 soldiers, who were complaining of ethnic discrimination over promotions. Reinado abandoned the army and joined them on 4 May, 2006.
The clashes in East Timor left 37 people dead, forced 155,000 to flee their homes, brought down the government of former prime minister Mari Alkatiri, and resulted in Australian-led peacekeeping troops being deployed in the tiny Southeast Asian nation.
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Quatro dos seis portugueses já tiveram alta - médica do INEM
Díli, 30 Abr (Lusa) - Quatro dos seis portugueses que domingo foram vítimas de um acidente de viação em Maubisse, Timor-leste, já tiveram alta hospitalar e estão agora a recuperar em casa, disse hoje à agência Lusa a médica Dora Oliveira, do INEM.
"Três tiveram alta ainda no domingo, encontram-se bem e têm ido ao hospital fazer os pensos, seguimento e receber medicamentos e hoje uma outra teve alta esta manhã", explicou Dora Oliveira.
Quanto às restantes duas vítimas, uma com traumatismo toráxico e outra com traumatismos toráxico e craniano ligeiro, "encontram-se bem e vão permanecer em observação no hospital por mais 24 horas, mas estão estáveis", sublinhou.
Dora Oliveira acrescentou ainda que os feridos que permanecem internados são João Silveira e Verónica Pais, enquanto Ana Sousa, Joaquim Oliveira, Luís Ramos e Sara Moreira já tiveram alta.
De acordo com o relato de alguns colegas dos professores portugueses, que estavam acompanhados de um guia timorense, o acidente deu-se por volta das 03:00 de domingo em Timor-Leste (19:00 de sábado em Lisboa), tendo o primeiro apoio aos jovens professores sido prestado pelos locais que chegaram a acender fogueiras devido ao frio que se fazia sentir na montanha.
Os feridos foram depois assistidos pela equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que chegou ao local apoiada pelos militares da GNR estacionados em Timor-Leste, e por médicos das Nações Unidas que seguiram mais tarde de helicóptero, meio de transporte utilizado para a evacuação do grupo para Díli onde foram observados no Hospital Nacional Guido Valadares.
A operação de resgate foi acompanhada no local do acidente pela equipa médica do INEM e em Díli pelo embaixador de Portugal, João Ramos Pinto, com o apoio da GNR.
Os professores, que seguiam na mesma viatura, terão sido vítimas de um aluimento de terras quando, durante a madrugada subiam ao monte Ramelau (a montanha mais alta de Timor-Leste com 2.963 metros) para ver nascer o sol, explicou o embaixador João Ramos Pinto.
O acidente ocorreu na zona remota de Hatubuilico e os feridos foram transportados num helicóptero das Nações Unidas, modelo MI8, de fabrico soviético.
Os seis professores portugueses fazem parte de um grupo de 26 docentes que se encontra no país ao abrigo de um programa de cooperação com Portugal, promovido pela Fundação das Universidades Portuguesas (FUP) e pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) que visa dar resposta às necessidades consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país.
O primeiro projecto de cooperação CRUP/FUP remonta a 2000, quando foram enviados, em regime de voluntariado, 50 professores das Universidades Públicas Portuguesas para dinamizar acções com os jovens timorenses.
Os professores desenvolvem actividades lectivas e de actualização de conhecimentos com o intuito de assegurar a promoção efectiva do português como língua de ensino e de aprendizagem.
A FUP dispõe de dois representantes em permanência no terreno que organizam e coordenam todas as actividades desenvolvidas e prestam apoio aos professores portugueses.
JCS/AG-Lusa/Fim
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Refugiados do hospital prejudicam assistência aos doentes
Díli, 30 Abr (Lusa) - Os cerca de 5.600 refugiados timorenses que se encontram nos jardins do Hospital Nacional Guido Valadas, em Díli, "estão a prejudicar" o trabalho dos profissionais de saúde e o descanso dos doentes, disse hoje o director-geral daquela unidade hospitalar.
"Sem dúvida que prejudicam a actividade do Hospital porque causam muitos problemas quando ficam bêbados e andam pelas enfermarias aos pontapés e ameaçam familiares de doentes, enfermeiros e médicos no banco de urgência", afirmou António Caleres à agência Lusa.
O mesmo responsável, que domingo acompanhou uma visita do candidato presidencial da Fretilin aos doentes que estão internados nos vários pavilhões do hospital, acrescentou também que se os refugiados continuarem nos jardins do hospital "as condições de trabalho e assistência aos doentes irão manter-se muito difíceis".
"Deviam colocar estas pessoas num local provisório até que lhes fosse possível regressar às suas casas", sublinhou António Caleres que refere que durante o dia o campo de refugiados improvisado no hospital não tem muita gente, que apenas ali regressa à noite.
Milhares de pessoas continuam alojadas em campos de refugiados em vários locais da capital timorense depois de terem procurado abrigo aquando da instabilidade de segurança que teve lugar em Timor-Leste a partir de Abril de 2006, mantendo-se muitas famílias nos campos porque em muitos casos já não possuem casas, entretanto queimadas.
Quem andar nas instalações do Hospital Guido Valadares, cuja construção é térrea e intervalada com pequenos jardins entre os diversos pavilhões do hospital, encontra tendas de campanha, lojas informais muito comuns nos campos de refugiados e até animais, como porcos e galinhas, à solta no local.
Sem condições mínimas de habitabilidade, os refugiados acendem fogueiras para cozinhar e ocupam os poucos espaços livres existentes para se instalarem.
JCS-Lusa/fim
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Xanana eleito presidente CNRT, mas só assume liderança a 20 Maio
Díli, 30 Abr (Lusa) - O presidente cessante de Timor-Leste, Xanana Gusmão, foi hoje eleito para a liderança do Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), numa votação em que recebeu a quase totalidade dos votos dos cerca de 800 delegados presentes.
NOTA DE RODAPÉ:
Quase todos? Nem quando funda o SEU próprio partido Xanana consegue ter todos os votos? Terá sido para fingir alguma pluralidade?...
Se fosse o congresso da FRETILIN, apostamos que o título seria "Alkatiri não consegue a totalidade dos votos dos delegados"...
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Nações Unidas têm dois pesos e duas medidas
Que autoridade tem as Nações Unidas para virem exigir que se façam cumprir as recomendações da sua própria Comissão Independente de Inquérito, que incluia os casos de Reinado e Railos como fortes suspeitos de terem cometido crimes de homicídio, quando a própria polícia das Nações Unidas não executa as ordens dos tribunais e não os capturam?
Existem dois pesos e duas medidas em Timor-Leste. Até agora apenas Rogério Lobato foi levado a tribunal, e condenado. Neste caso as Nações Unidas souberam elogiar o sistema judicial timorense. E convém não esquecer que Rogério Lobato foi condenado por ser o autor moral de crimes executados por Railos! Este continua à solta, aparece em público todos os dias em actividades de campanha de Ramos-Horta e do CNRT!
Mas as Nações Unidas não respeitam o mesmo sistema judicial e não cumprem os mandados de captura de assassinos protegidos de Ramos-Horta e Xanana Gusmão.
As Nações Unidas são um organismo cada vez mais desacreditado. Em África e aqui.
Shame on you, Mr. Atul...
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Dos Leitores
Comentário na sua mensagem "Apelo para investigar papel de um suspeito de assa...":
Mas onde andam os jornalistas em Timor? NINGUÉM levantava esta questão?????
Parece que os jornalistas da praça já se acomodaram a tudo e não sabem fazer perguntas...
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Cúmplices
Horta disse:
"Essa coisa da separação de poderes é muito moderno para Timor-Leste".
Horta e Xanana protegem assassinos, como Reinado e Alfredo com a cumplicidade das Nações Unidas, que têm a responsabilidade da Polícia e não executam os mandados de captura.
E não os executam porque são todos cúmplices.
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Apelo para investigar papel de um suspeito de assassinatos nas eleições
Francisco Guterres Lu Olo para Presidente
“Serei Presidente de todos e para todos”
Comunicado de Imprensa
30 de Abril de 2007
Um desgraçado sargento timorense, recomendado para ser processado por envolvimento com as mortes de várias pessoas, aparece como membro proeminente da equipe de campanha eleitoral do candidato presidencial José Ramos-Horta.
Vicente da Conceição (mais conhecido por Railós) é o principal mobilizador da campanha de Ramos-Horta em Liquiça. Das várias actividades de campanha onde já participou, inclui ter sido visto, por militantes da FRETILIN, a realizar encontros no suco deVatuboro, Distrito de Liquiça, promovendo Ramos-Horta. Railós ajudou a mobilizar populações das aldeias do distrito de Liquiça, para participarem no comício que Ramos-Horta realizou nesse distrito, no dia 24 de Março de 2007, e realizou um comício de apoio à candidatura de Ramos-Horta, em Fatukesi, na Sexta-Feira Santa, que foi testemunhado por militantes da FRETILIN
O Candidato Presidencial da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, pediu hoje a Ramos-Horta para que explique a sua forte ligação com Railós e pede uma investigação sobre a aparente interferência de Ramos-Horta no processo de investigação a Railós.
Railós, que foi retirado das forças armadas (F-FDTL) em 2004 por desvio de fundos, foi recomendado, em Outubro passado, pela Comissão Especial de Inquérito das Nações Unidas para ser processado.
A Comissão das Nações Unidas recomendou que Railós fosse processado pelo seu papel ao liderar um ataque ao quartel das F-FDTL em Taci-Tolu/Tibar, no dia 24 de Maio de 2006, onde cerca de 9 pessoas foram mortas, e pela “posse, utilização e movimentação” de armas.
Tem-se conhecimento de que Railós tem visitado o Gabinete do Primeiro-Ministro, e que a última visita foi realizada na última segunda feira (23 de Abril de 2007), mesmo na ausência de Ramos-Horta.
Jornalistas timorenses relataram que Railós encontrou-se com o “Assessor para Investimento” do Primeiro-Ministro, Chris Santos – um cidadão australiano. Santos recusou-se a comentar aos jornalistas sobre as razões da visita ou o conteúdo das conversas entre o próprio e Railós.
Existe um mandato de captura contra Railós mas, estranhamente, ainda não foi executado.
Lu Olo disse hoje que, se for eleito, irá requerer ao Parlamento Nacional para criação de uma comissão para investigar interferências políticas na Procuradoria Geral da República, em relação às investigações sobre os alegados crimes cometidos durante a crise de 2006.
“Estou preocupado com as declarações feitas à Imprensa pelo Procurador Geral em relação ao processo de investigação à Vicente da Conceição Railós,” afirmou Lu Olo.
Lu Olo referiu a um artigo no jornal nacional Diário, publicado no dia 25 de Abril de 2006, citando o Procurado Geral dizendo que Railós seria chamado a apresentar-se ao Procurador responsável pelas investigações, para apresentar as suas declarações em relação às alegações feitas contra ele, mas tal só irá acontecer “após as eleições Presidenciais”.
O Jornal Diário do dia 16 de Abril de 2007, relatou comentários de Ramos-Horta, em resposta à uma questão apresentada pelo jornalista, sugerindo que Railós não pode ainda ser chamado a apresentar-se às autoridades porque estava a realizar trabalhos de mediação com os chamados peticionários.
O Jornal Diário do dia 16 de Abril de 2007 citou Ramos-Horta dizendo que, em relação a Railós: “É o Procurador Geral da República que sabe sobre este caso porque Railós está neste momento a apoiar tentativas de realização de diálogos com os peticionários. Contactei com Railós e todos os outros que sabem que ele falará com os peticionários e ajudará no diálogo com as F-FDTL.”
No dia 24 de Abril de 2007, Ramos-Horta anunciou que, se for eleito Presidente, ele irá ordenar ao Procurado Geral para re-abrir as investigações sobre os acontecimentos de Maio-Junho de 2006.
Lu Olo disse hoje: “Em relação aos comentários recentes de Ramos-Horta, declarando as suas intenções de intervir na investigação do Procurador Geral sobre um caso criminal, que envolve também Railós como principal testemunha, eu tenho que questionar o porquê de Railós não ser chamado para interrogação antes das eleições? Será que o Procurador Geral tem estado sob pressão do meu adversário, quando este exerce as suas funções de Primeiro-Ministro, - ou sob pressão de outra pessoal – para atrazar o chamamento de Railós às autoridades, para interrogação?”
Lu Olo realçou não estar a alegar má conduta por parte do Procurador Geral.
“O Procurador Geral tem provado, através de declarações públicas feitas recentemente, que ele entende a independência da sua Procuradoria. Contudo, todos nós sabemos que o Procurador Geral pode ser pressionado sob várias formas e, como exemplo, temos as declarações do meu adversário ao confirmar a sua forte ligação e confiança em Railós.
“Estamos também no nosso direito de questionar se isto não terá ligação com o facto de Railós ser o principal membro de campanha do meu adversário, nos distritos de Liquiça e Ermera.
“Eu acredito que não estamos nem perto da raíz deste problema. Pelo futuro do nosso sistema judicial, devemos encontrar respostas para este sórdido assunto. Parece que um homem foi posto acima do processo legal e das leis.
“Torna-se claro para nós, a cada dia que passa, que tipo de justiça o povo pode esperar em Timor-Leste se Ramos-Horta for eleito Presidente. Seria um sistema de justiça seleccionada, como era no tempo de Suharto, onde o Presidente decidiria quem seria, ou não, investigado. Eu irei lutar para prevenir que a nossa nação retorne a esse tempo na nossa história,” disse Lu Olo.
Anteriormente, Lu Olo havia já apelado ao seu adversário para que “respeite a Constituição e as leis de Timor-Leste”, respeitando a independência das instituições judiciárias, especialmente os Tribunais e o Procurador Geral.
“O Procurador Geral, o seu adjunto, e todos os outros que fazem parte do nosso sistema judiciário, têm demonstrado grande maturidade e coragem na defesa da sua independência institucional contra ataques efectuados pelo meu adversário. Eles têm demonstrado ter um maior entendimento e compromisso à nossa constituição e às nossas leis, do que o meu adversário tem demonstrado,” disse Lu Olo.
“Eu quero que eles saibam que, como Presidente, eu irei trabalhar com o Parlamento, o Governo e os parceiros de desenvolvimento, para subsidiar adequadamente e reforçar os Tribunais e a Procuradoria Geral.
“Somente ao demonstrar tal solidariedade é que podemos garantir a independência e a transparência destas instituições, que são vitais para o futuro da nossa nação. Felizmente o meu adversário fez todos estes pobres comentários, porque assim permitiu que todos possam ver com clareza as diferenças entre o meu adversário e eu próprio.”
Lu Olo disse estar contente com o apoio dado às suas declarações, por membros do Parlamento, incluindo Vicente Guterres (Partido Democrático Cristão/União Democrática Cristã), e o Provedor Adjunto dos Direitos Humanos e Justiça, Silvério Pinto.
“Parece que todos, excepto o meu adversário, entende que a independência do Procurador Geral e da Procuradoria é um pilar do nosso sistema judicial,” disse Lu Olo.
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Timor vote 'failed to reach UN demands'
30 April 2007 - 2:52PM
By Karen Michelmore
East Timor's recent presidential election failed to meet most of the benchmarks set out by a United Nations oversight team, a new report has found.
As the tiny nation gears up for its second round next month to elect a new president, the independent Electoral Certification Team (ECT) found the electoral process was "still not proceeding satisfactorily".
It said East Timor's first locally-run poll had complied with just 13 of the 52 international benchmarks set down by the body.
It had failed to meet 20 benchmarks, had partially complied with a further 13. The team was unable to make a finding on a further six benchmarks, it said.
However, the team said it was could not make an overall judgment on whether the election had been "free and fair".
"The benchmarks do not represent an aspirational statement of unachievable best practice: they simply encapsulate what is to be found in a typical well-run election," the ECT report said.
"Every effort needs to be made to ensure that at the second round of presidential polling, and the forthcoming parliamentary election, all of the benchmarks are satisfied."
Prime Minister Jose Ramos Horta and Fretilin's Francisco "Lu Olo" Guterres will vie for the presidency in the second round poll on May 9 after none of the eight candidates in last month's presidential election received the majority needed to win outright.
The benchmarks covered a wide range of areas, with problems identified in everything from the process to register voters to interference by a government minister in the management of the election.
The ECT said the poll had partially-satisfied requirements of a safe voting environment, finding the violence in the lead-up to the election was limited and did not result in a "general climate of instability of fear throughout the country".
The United Nations mission in East Timor acknowledged that the first round of elections was "not perfect", but said the general consensus was that they were free and fair.
"Considering that these are the first national elections which the Timorese authorities have ever conducted, they should be seen as a significant achievement," the mission said in a statement.
It said the report was not a final evaluation, and had not considered whether the compliance with the benchmarks was "material to the overall results of the past election".
Fierce campaigning is already underway ahead of the next poll, with Australia's troops tasked to help restore order in the fledgling nation suddenly nudged into the political spotlight.
Presidential candidate Guterres has accused his opponent Dr Ramos Horta of asking the Australian-led international military force to call of its hunt for East Timor's most wanted man, armed rebel leader Alfredo Reinado in order to secure more votes.
Australian forces are continuing to hunt Reinado in mountainous East Timor at the request of the East Timorese government, after the rebel leader stole a cache of automatic weapons in the lead up to last month's poll.
The former soldier managed to escape a clash in March in which five of his armed supporters were killed by Australian forces who had surrounded his hideout in Same, south of Dili.
Brought to you by AAP
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Estado deve resolver em conjunto caso dos peticionários
Díli, 29 Abr (Lusa) - O candidato presidencial da Fretilin, Francisco Guterres "Lu Olo" afirmou sábado que a questão dos peticionários que conduziu à crise interna do país em 2006 tem de ser tratada por todos os órgãos de Estado.
Para "Lu Olo" cabe ao chefe de Estado, ao Parlamento Nacional e ao Governo "trabalhar em unidade para encontrar uma saída justa e definitiva para as preocupações dos peticionários".
Na passagem do primeiro aniversário da manifestação dos peticionários, que acabou por provocar uma onda de violência no país e a própria saída do primeiro-ministro Mari Alkatiri, o candidato da Fretilin apelou a que ninguém faça política com o caso.
Os denominados peticionários são cerca de 600 soldados das forças armadas timorenses que foram dispensados em Março de 2006, depois de terem abandonado a cadeia de comando por se considerarem vítimas de discriminação.
"Precisamos de tratar a questão dos peticionários responsável e institucionalmente. Há um relatório da Comissão de Notáveis com recomendações. Este relatório foi entregue ao primeiro-ministro (José) Ramos-Horta na primeira semana de Fevereiro de 2007 e apesar de eu ter recebido uma cópia do relatório, o Parlamento Nacional ainda está à espera que o primeiro-ministro faça as suas recomendações", disse.
O mesmo responsável, que exerce o cargo de presidente do Parlamento Nacional disse que a assembleia "não pode resolver a questão" até que o primeiro-ministro faça as suas propostas e acusa José Ramos-Horta, seu adversário na corrida à presidência, de nem sequer ter discutido o relatório em Conselho de Ministros.
"Devemos ser cuidadosos para não causar uma nova ferida para curarmos outra", advertiu "Lu Olo", salientando que se for decidido "compensar os peticionários", esta medida poderá ter um impacto negativo nos outros soldados.
Por isso, e porque diz não saber se existe fundamento na argumentação dos peticionários, "Lu Olo" quer ouvir a comissão de notáveis que investigou o caso.
JCS-Lusa/fim
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Timor-Leste: CNRT defende participação activa e consciente população no futuro
Díli, 28 Abr (Lusa) - O vice-presidente do Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) Eduardo Barreto defendeu hoje que o desenvolvimento de Timor-Leste tem de passar pela "participação consciente e activa das populações".
Ao intervir na cerimónia de abertura do primeiro congresso do novo partido, cuja imagem é o ainda chefe de Estado, Xanana Gusmão, Eduardo Barreto afirmou que o primeiro encontro nacional do partido "é mais um passo na reafirmação de uma nação livre e autónoma que, estando a consolidar o seu sistema democrático, está aberta ao pluralismo de ideias".
Eduardo Barreto lembrou também que libertada a pátria da ocupação indonésia, "coloca-se um novo desafio que precisa de igual empenho que é o de libertar o povo".
O início do conclave do CNRT, precisamente no mesmo local onde o Conselho Nacional da Resistência Timorense, o antigo CNRT, foi extinto, ficou marcado pela presença de José Ramos-Horta, chefe do Governo com funções suspensas por causa da campanha para as presidenciais onde disputa a segunda volta com o candidato da Fretilin, Francisco Guterres "Lu Olo", e de João Carrascalão, dirigente da União Democrática Timorense.
Depois de tocado o hino nacional, o hino do partido, de um minuto de silêncio pelos heróis da pátria e de uma pequena oração conduzida por uma madre local, o congresso teve início com a intervenção de Eduardo Barreto que, além de apelar à participação de todos, defendeu a promoção da "unidade nacional em torno de objectivos supremos que valorizem os sacrifícios anteriores".
"Temos de ouvir todos os timorenses, temos de extrair do povo as suas dificuldades, necessidades e aspirações, temos de ir às bases para poder criar um programa que seja de todos os timorenses (...) e em que todos se revejam", afirmou.
"O povo é o início, o motor e o fim últimos desta missão", sublinhou.
Eduardo Barreto disse também que o CNRT quer "combater a frustração e o descontentamento" popular que "se revelou sobretudo na última crise de Abril e Maio de 2006" bem como o "desrespeito" por aqueles que não foram ouvidos nos seus desejos.
"O Estado não foi capaz de assegurar o respeito pela dignidade humana, não criou as condições necessárias para proceder a uma mudança de mentalidades que seja orientada por uma cultura de paz onde se pratiquem valores como a tolerância e os direitos cívicos e humanos", sustentou.
Por isso, disse, "surgiu o CNRT, para incutir uma cultura democrática nas comunidades, uma cultura de transparência e de responsabilização nas instituições do Estado, uma cultura de Justiça, credível, independente e imparcial no sistema judicial timorense, uma cultura de justiça social pelo envolvimento de todos os cidadãos nas grandes decisões do Estado".
Eduardo Barreto adiantou que o CNRT "assume o compromisso de proporcionar ao povo um futuro melhor no pressuposto do desenvolvimento económico, social e político, digno do respeito que os timorenses merecem e merecedor do respeito da comunidade internacional".
JCS-Lusa/Fim
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Pare de manipular o Exército Australiano
Francisco Guterres Lu Olo para Presidente
“Serei Presidente de todos e para todos”
Comunicado de Imprensa
29 de Abril de 2007
Lu’Olo diz a Horta:
Pare de manipular o Exército Australiano
O candidato presidencial Francisco Guterres Lu’Olo apelou hoje ao seu adversário José Ramos Horta para não continuar nas suas manobras de campanha eleitoral utilizando as Forças Militares Australianas.
Lu Olo disse que “Horta tinha pedido publicamente que a intervenção das Forças Internacionais de Estabilização (FIE - lideradas pelas Forças Militares Australianas) contra Reinado fosse suspensa, de forma a poder fazer um acordo eleitoral com os apoiantes de Reinado no Partido Democrático”, disse Lu’Olo. “Isto é uma tentativa vergonhosa de controlar a ISF de forma a atingir as suas ambições politicas”.
Lu’Olo continuou: “ Cinco Timorenses morreram na última tentativa de trazer Reinado à justiça. Os soldados australianos foram postos em risco, e os aldeãos timorenses das áreas onde Reinado estava escondido estiveram sob condições muito duras. Agora Horta tenta parar a operação porque a prisão de Reinado prejudicará as suas hipóteses de ser eleito presidente. Isto é completamente inaceitável. Como soldado que fui, posso dizer com certeza que as operações militares não podem ser activadas e desactivadas segundo os objectivos dos líderes políticos. Os militares devem manter-se separados da politica conforme diz a nossa Constituição.”
Lu’Olo bateu Horta na primeira volta das Eleições presidenciais em Timor-Leste, com 28% dos votos contra 22% do seu mais directo oponente. Nenhum dos condidatos consegui atingir a maioria, pelo que vai haver uma segunda volta no dia 9 de Maio. Os votos do candidato Fernando de Araújo Lasama que atingiu o terceiro lugar com 19% serão cruciais. Lasama teve mais votos nos distritos de Oeste onde obteve um activo apoio público de Alfredo Reinado.
Lasama fez da paragem das operações para prender o Major rebelde uma condição para o seu acordo com Horta. O fim das operações contra Reinado tinha sido anunciado no dia 23 de Abril, portanto, quatro dias antes da assinatura do acordo entre Ramos Horta e Lasama.
O Brigadeiro Mal Rerden, Comandante Australiano das ISF, confirmou indirectamente que Ramos Horta esta a fazer política utilizando as forças militares australianas. Na semana passada Rerden fez saber na imprensa local que o Primeiro Ministro Ramos Horta tinha dito publicamente que queria que as ISF parassem as operações contra Reinado mas que não tinha recebido ordem oficial em contrário. Falando ao jornal local “Diário” em 25/4/2007, Rerden disse: “não recebemos nenhuma carta formal do Governo. Se o Governo pensa que esta é a melhor solução, então o Governo e as ISF devem discutir o assunto”.
Falando hoje em Díli, Estanislau Aleixo da Silva, Primeiro Vice-Primeiro Ministro, responsável pela coordenação do Governo, enquanto Ramos Horta está em campanha, confirmou os comentários de Rerden. “Não houve nenhuma mudança na posição oficial do Estado de Timor-Leste e nenhuma recomendação foi recebida da recente reunião da comissão de coordenação de alto Nivel”, disse Da Silva. “Nem sequer saiu alguma recomendação da minha reunião com o Presidente Xanana Gusmão na quinta-feira, 26 de Abril”, acrescentou.
A comissão de coordenação de alto nivel inclui membros das três institiuições do Estado Timorense responsáveis pela segurança - o Presidente, o Parlamento Nacional e o Primeiro Ministro assim como o Primeiro Vice- Primeiro Ministro e o Representante Especial do Secretário Geral das Nações Unidas. Os comandantes das F-FDTL e da ISF foram convidados a participar na reunião.
“Segundo a Constituição, Horta não tem poder nem como Primeiro Ministro nem como Presidente para agir segundo a sua vontade” disse Lu’Olo. “Timor-Leste não precisa de um presidente que não segue a nossa Constituição. A Segurança está sob a responsabilidade conjunta dos três órgãos de soberania do Estado timorense Horta deve aprender a mostrar mais respeito pelos canais institucionais antes de fazer comentários públicos e acordos”.
A ABC (media australiana) entretanto noticiou no passado dia 19 de Abril que Leandro Isaac, o deputado rebelde que pegou em armas na sequência da violência ocorrida no ano passado também se encontrou com Horta e pediu a paragem das operações para a captura do Reinado.
Para mais informações, contacte com:
Harold Moucho (assessor político de Lu Olo) (+670) 723 0048
José Manuel Fernandes ( reprezentante oficial de Lu Olo para as eleições)
(+670) 734 2174
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Professores feridos participavam em programa de cooperação da FUP
Dili, 29 Abr (Lusa) - Os seis professores portugueses que hoje foram vítimas de um acidente de viação em Maubisse, Timor-Leste, fazem parte de um grupo de 26 docentes que se encontra no país ao abrigo de um programa de cooperação com Portugal.
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Estado deve resolver caso dos peticionários
Diário Digital / Lusa
29-04-2007 11:27:24
O candidato presidencial da Fretilin, Francisco Guterres «Lu Olo», afirmou sábado que a questão dos peticionários que conduziu à crise interna do país em 2006 tem de ser tratada por todos os órgãos de Estado.
Para «Lu Olo», cabe ao chefe de Estado, ao Parlamento Nacional e ao Governo «trabalhar em unidade para encontrar uma saída justa e definitiva para as preocupações dos peticionários».
Na passagem do primeiro aniversário da manifestação dos peticionários, que acabou por provocar uma onda de violência no país e a própria saída do primeiro-ministro Mari Alkatiri, o candidato da Fretilin apelou a que ninguém faça política com o caso.
Os denominados peticionários são cerca de 600 soldados das forças armadas timorenses que foram dispensados em Março de 2006, depois de terem abandonado a cadeia de comando por se considerarem vítimas de discriminação.
«Precisamos de tratar a questão dos peticionários responsável e institucionalmente. Há um relatório da Comissão de Notáveis com recomendações. Este relatório foi entregue ao primeiro-ministro (José) Ramos-Horta na primeira semana de Fevereiro de 2007 e apesar de eu ter recebido uma cópia do relatório, o Parlamento Nacional ainda está à espera que o primeiro-ministro faça as suas recomendações», disse.
O mesmo responsável, que exerce o cargo de presidente do Parlamento Nacional disse que a assembleia «não pode resolver a questão» até que o primeiro-ministro faça as suas propostas e acusa José Ramos-Horta, seu adversário na corrida à presidência, de nem sequer ter discutido o relatório em Conselho de Ministros.
«Devemos ser cuidadosos para não causar uma nova ferida para curarmos outra», advertiu «Lu Olo», salientando que se for decidido «compensar os peticionários», esta medida poderá ter um impacto negativo nos outros soldados.
Por isso, e porque diz não saber se existe fundamento na argumentação dos peticionários, «Lu Olo» quer ouvir a comissão de notáveis que investigou o caso.
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Professores portugueses não correm perigo de vida
Diário Digital / Lusa
29-04-2007 12:00:00
As sete vítimas, seis das quais portuguesas, que hoje estiveram envolvidas num acidente de viação em Maubisse, Timor-leste, estão bem e não correm perigo de vida, afirmou a médica Dora Oliveira do INEM.
«Há uma vítima que tem um traumatismo toráxico, fractura de duas costelas, mas de baixa gravidade e outras duas têm traumatismo craniano ligeiro e estão em vigilância no hospital, onde vão manter-se por algumas horas», disse.
Dora Oliveira, que lidera a primeira equipa médica que chegou ao local, acrescentou que as vítimas têm também «pequenas mazelas sem gravidade nos membros».
Questionada se será necessário evacuar algum dos feridos para fora de Timor-Leste, a médica respondeu negativamente, embora tenha sublinhando que o grupo teve muita sorte no acidente, uma vez que «foi um despiste de uma carrinha e estavam num local de difícil acesso, foram os locais que os trouxeram até à estrada e nem sequer tinham rede de telemóvel para pedir socorro».
«Foi uma das vítimas menos graves que conseguiu chamar uma equipa», explicou. De acordo com o relato de alguns colegas dos professores portugueses, que estavam acompanhados de um guia timorense, o acidente deu-se por volta das 03:00 horas (19:00 horas de sábado em Lisboa), tendo o primeiro apoio aos jovens professores sido prestado pelos locais que chegaram a acender fogueiras devido ao frio que se fazia sentir na montanha.
Os feridos já estão no Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli a ser examinados por médicos das Nações Unidas e pela médica do INEM depois de transferidos num helicóptero da ONU.
A operação de resgate foi acompanhada no local do acidente pela equipa médica do Instituto Nacional de Emergência e em Díli pelo embaixador de Portugal, João Ramos Pinto, com o apoio da GNR.
Os professores, que seguiam na mesma viatura, terão sido vítimas de um aluimento de terras quando, durante a madrugada (hora local), subiam ao monte Ramelau (a montanha mais alta de Timor-Leste com 2.963) para ver nascer o sol, explicou o embaixador João Ramos Pinto.
O acidente ocorreu na zona remota de Hatubuilico e os feridos foram transportados num helicóptero das Nações Unidas, modelo MI8, de fabrico soviético.
De acordo com o embaixador de Portugal, os feridos são Ana Sousa, Joaquim Oliveira, Luís Ramos, Verónica Pais, João Silveira e Sara Moreira.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "