terça-feira, maio 13, 2008

Aust to upgrade E Timor WWII memorial school

ABC News, 10 May

With a native population of 700,000, ruled prior to February 1942 by Dutch and Portuguese, East Timor is today ostensibly Japanese. When the Japanese invaded Timor in 1942 they quickly overpowered the Australian "sparrow force", which was sent to defend the island.

More than 1,000 Australians were forced to surrender, but a smaller band of commandos stayed in the mountains of East Timor and waged a year-long guerilla war.

An old film by the famous war cameraman Damien Parer recounts the struggle, where eventually the sparrow force killed about 1,500 Japanese.

But the Aussie diggers never could have succeeded without the help of the local Timorese, who paid the highest price of all.

Dr Karl James, an historian at the Australian War Memorial in Canberra, says the Japanese hand was often brutal.

"The Japanese would sometimes carry out raids, or punitive raids against Timorese, executing numbers who had helped the Australians," he said.

"During the course of the war it's estimated about 40,000 Timorese died."

A few years ago, returned soldiers funded a memorial school at Dare, just outside Dili, as a tribute to the Timorese who helped them in World War II, but the school is so basic, it can barely cater for the town's 300 children.

Gusmão lobbies

Kirsty Sword Gusmão, the wife of East Timor Prime Minister Xanana Gusmão, has lobbied Australia to upgrade the school.

"On my first visit, I guess I immediately had this vision of a memorial school which would honor the memory of the Australian soldiers, the Timorese credos that died in Timor during World War II," she said.
"[I wanted it to be] something which allowed for the children of that area to feel connected in a very special way with the acts of courage of their forebears."

Australia's Parliamentary Secretary for Foreign Aid, Bob McMullan, will visit Dare and commit Australian funds to help refurbish the school and build a proper war museum near the site.

"There were two Australian units put in a terrific battle there, and a number of Australians died," he said.

"There's a memorial put there by the Department of Veterans Affairs that marks their effort, and we are hoping that this will be a contribution to peace and prosperity that the diggers would have been proud of."

With a dwindling number of Timorese or Australians still alive to remember the war, Ms Sword Gusmão believes the school is a fitting way to ensure their spirit lives on.

"It's apart from anything else, a great source of pride in the courage of the people," she said.

"I guess it complements the story of the more recent history, which is one also of tremendous sacrifice and of suffering."

Tradução:

Austrália vai melhorar a escola memorial da Segunda Guerra Mundial em Timor-Leste

ABC News, 10 Maio

Com uma população nativa de 700,000, antes de Fevereiro de 1942 governada por Holandeses e Portugueses, Timor-Leste é hoje ostensivamente Japonesa. Quando os Japoneses invadiram Timor em 1942 eles rapidamente dominaram a “força de passarinho” Australiana, que foi mandada para defender a ilha.

Mais de 1,000 Australianos foram forçados a renderem-se, mas um mais pequeno bando de comandos ficou nas montanhas de Timor-Leste e desencadearam uma guerra de guerrilha durante um ano.

Um velho filme pelo famoso operador de câmara Damien Parer conta a luta, onde eventualmente a força de passarinho matou cerca de 1,500 Japoneses.

Mas os soldados Australianos nunca podiam ter tido sucesso sem a ajuda dos Timorenses, que pagaram o preço mais alto de todos.

O Dr Karl James, um historiador no Memorial de Guerra Australiano em Canberra, diz que a mão Japonesa foi muitas vezes brutal.

"Os Japoneses desencadeavam assaltos algumas vezes, ou assaltos punitivos contra os Timorenses, executando pessoas que tinham ajudado os Australianos," disse ele.

"No decurso da guerra é estimado que morreram cerca de 40,000 Timorenses."

Há alguns anos, soldados retornados fundaram uma escola memorial em Dare, imediatamente no exterior de Dili, como uma homenagem aos Timorenses que os ajudaram na Segunda Guerra Mundial, mas a escola é tão básica, que dificilmente pode acolher as 300 crianças da cidade.

Gusmão faz pressão

Kirsty Sword Gusmão, a mulher do Primeiro-Ministro de Timor-Leste Xanana Gusmão, tem feito pressão na Austrália para melhorar a escola.

"Na minha primeira visita, penso que tive imediatamente esta visão duma escola memorial que honraria a memória dos soldados Australianos, os credos Timorenses que morreram em Timor durante a Segunda Guerra Mundial," disse ela.
"[Queria que fosse] algo que possibilitasse que as crianças da área se sentissem conectadas duma maneira muito especial com os actos de coragem dos seus antecessores."

O Secretário Parlamentar para Ajuda Estrangeira da Austrália, Bob McMullan, visitará Dare e prometeu fundos Australianos para ajudar a re-habilitar a escola e para a construção dum museu de guerra adequado perto do sítio.

"Houve duas unidades Australianas numa terrível batalha lá, e alguns Australianos morreram," disse ele.

"Foi lá colocado um memorial pelo Departamento dos Assuntos dos Veteranos que assinala os seus esforços, e esperamos que isso seja um contributo para a paz e prosperidade de que os soldados tenham orgulho."

Com o número de Timorenses ou Australianos ainda vivos que se lembram da guerra a definhar, a Srª Sword Gusmão acredita que a escola é uma maneira digna de garantir que o espírito deles continua.

"É, além de tudo o mais, uma grande fonte de orgulho da coragem do povo," disse ela.

"Penso que isso complementa a história da história mais recente, que é também uma de tremendos sacrifícios e sofrimento."

2 comentários:

h correia disse...

Mais uma vez, sou forçado a repor a verdade, distorcida pelos escrevinhadores de língua inglesa.

Em primeiro lugar, aquilo a que o autor se refere como "East Timor" (Timor Português naquela época) nunca foi "governado" por holandeses.

Em segundo lugar, os australianos não foram "defender" a "ilha". Note-se que aqui o autor já utiliza o termo "ilha" como se fosse sinónimo do "East Timor" utilizado atrás. Logo aqui se vê a sua perfeita ignorância sobre o assunto.

A ilha de Timor estava dividida entre Timor Holandês (TH) e Timor Português (TP). O papel desta ilha na II Guerra Mundial tem que ser visto sob prismas diferentes, consoante a metade da ilha que se considerar.

Assim, o TH estava metido na guerra até ao pescoço, visto a Holanda ser aliada da Grã-Bretanha e da Austrália neste conflito e inimiga da Alemanha e do Japão. Partindo deste princípio, fazia todo o sentido a presença de militares australianos no TH, que era território "aliado".

Já no TP a situação era completamente diferente, visto Portugal ser neutral na II Guerra Mundial. Não fazia sentido o TP "defender-se" de uma ameaça inexistente. Nem fazia sentido haver militares australianos em território português, nem estes foram convidados para lá entrarem.

No entanto, é sabido que por várias vezes a Austrália tentou convencer o Governo do TP de que precisava da sua "protecção", o que sempre foi veementemente rejeitado pelas autoridades locais. Pelos vistos, ainda hoje continuam a repetir esta mentira hipócrita, apesar de desmentida pelos factos históricos documentados.

O que aconteceu foi uma grave violação da soberania portuguesa por parte da Austrália, cujas forças armadas invadiram o TP. Este acto ilegal e irresponsável foi o pretexto para os japoneses invadirem por sua vez o território, invocando que TP tinha deixado de ser neutral a partir do momento em que tinha "consentido" a presença de forças hostis ao Império do Sol Nascente, cabendo a este o "direito" de enviar uma força expedicionária para expulsar os inimigos.

O inegável heroísmo dos australianos foi bom... enquanto durou, pois cedo receberam ordens do seu Governo para bater em retirada, rumo ao Timor Holandês, deixando os timorenses e malais portugueses entregues à sua sorte. Para quem vinha "defender" a "ilha", não está mal - está péssimo.

Os timorenses morreram aos milhares e milhares, pagando a factura de uma guerra que não era deles, mas não só por "ajudarem os australianos". Acima de tudo, nunca aceitaram subjugar-se aos japoneses, no que estavam perfeitamente sintonizados com a maioria dos malais portugueses.

Esta horrível chacina cometida pelos japoneses foi apenas uma pequena amostra dos horrores que vieram mais tarde, em 1975, com a ocupação indonésia.

Margarida disse...

Tradução:
Austrália vai melhorar a escola memorial da Segunda Guerra Mundial em Timor-Leste
ABC News, 10 Maio

Com uma população nativa de 700,000, antes de Fevereiro de 1942 governada por Holandeses e Portugueses, Timor-Leste é hoje ostensivamente Japonesa. Quando os Japoneses invadiram Timor em 1942 eles rapidamente dominaram a “força de passarinho” Australiana, que foi mandada para defender a ilha.

Mais de 1,000 Australianos foram forçados a renderem-se, mas um mais pequeno bando de comandos ficou nas montanhas de Timor-Leste e desencadearam uma guerra de guerrilha durante um ano.

Um velho filme pelo famoso operador de câmara Damien Parer conta a luta, onde eventualmente a força de passarinho matou cerca de 1,500 Japoneses.

Mas os soldados Australianos nunca podiam ter tido sucesso sem a ajuda dos Timorenses, que pagaram o preço mais alto de todos.

O Dr Karl James, um historiador no Memorial de Guerra Australiano em Canberra, diz que a mão Japonesa foi muitas vezes brutal.

"Os Japoneses desencadeavam assaltos algumas vezes, ou assaltos punitivos contra os Timorenses, executando pessoas que tinham ajudado os Australianos," disse ele.

"No decurso da guerra é estimado que morreram cerca de 40,000 Timorenses."

Há alguns anos, soldados retornados fundaram uma escola memorial em Dare, imediatamente no exterior de Dili, como uma homenagem aos Timorenses que os ajudaram na Segunda Guerra Mundial, mas a escola é tão básica, que dificilmente pode acolher as 300 crianças da cidade.

Gusmão faz pressão

Kirsty Sword Gusmão, a mulher do Primeiro-Ministro de Timor-Leste Xanana Gusmão, tem feito pressão na Austrália para melhorar a escola.

"Na minha primeira visita, penso que tive imediatamente esta visão duma escola memorial que honraria a memória dos soldados Australianos, os credos Timorenses que morreram em Timor durante a Segunda Guerra Mundial," disse ela.
"[Queria que fosse] algo que possibilitasse que as crianças da área se sentissem conectadas duma maneira muito especial com os actos de coragem dos seus antecessores."

O Secretário Parlamentar para Ajuda Estrangeira da Austrália, Bob McMullan, visitará Dare e prometeu fundos Australianos para ajudar a re-habilitar a escola e para a construção dum museu de guerra adequado perto do sítio.

"Houve duas unidades Australianas numa terrível batalha lá, e alguns Australianos morreram," disse ele.

"Foi lá colocado um memorial pelo Departamento dos Assuntos dos Veteranos que assinala os seus esforços, e esperamos que isso seja um contributo para a paz e prosperidade de que os soldados tenham orgulho."

Com o número de Timorenses ou Australianos ainda vivos que se lembram da guerra a definhar, a Srª Sword Gusmão acredita que a escola é uma maneira digna de garantir que o espírito deles continua.

"É, além de tudo o mais, uma grande fonte de orgulho da coragem do povo," disse ela.

"Penso que isso complementa a história da história mais recente, que é também uma de tremendos sacrifícios e sofrimento."

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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