domingo, fevereiro 10, 2008

Continua o desrespeito aos Tribunais e ao Povo de Timor-Leste

O brigadeiro James Baker ressaltou que "não há acordo das ISF com nenhum outro grupo no país, exceto o governo do Timor Leste" e que o contingente sob comando australiano "não tem nenhuma operação em curso contra Alfredo Reinado".

LUSA

Pois fique sabendo que o acordo que existe foi assinado pelo Estado de Timor-Leste, representado pelo Presidente da República, Primeiro-Ministro e Presidente do Parlamento Nacional..

E que no Estado de Timor-Leste, a entidade com autoridade para decidir questões judiciais é o Tribunal, a quem o Brigadeiro desrespeita e desobedece.


É crime. E o Brigadeiro James Baker é um criminoso, por desobedecer a um Tribunal soberano, mesmo que possa evocar a sua imunidade.

2 comentários:

Aikurus disse...

Alo Dili

" acordo que existe foi assinado pelo Estado de Timor-Leste, representado pelo Presidente da República, Primeiro-Ministro e Presidente do Parlamento Nacional". Este acordo esta caducado so foi ate Agosto de 2007 como viram a saida das tropas da Malasia.
Ate agora nao temos nenhum acordo assinado.A permanencia das tropas foi a pedido do Xanana e Horta para sustentar a crise de 2006.


Adeus

Anónimo disse...

Malai azul,
Vamos com calma! As suas diatribes contra o exército australiano por não prenderem o Reinado e se escudarem com o facto de não ser da sua competência --- mas sim da Polícia --- faze-lo são tecnicamente infundadas.
Na realidade, em nenhum país do mundo --- incluindo Portugal --- cabe às forças de defesa nacional (os chamados "3 ramos das Forças Armadas") prender quem quer que seja para cumprirem uma oredem do tribunal. Tecnicamente isso é, de facto, da competência das forças policiais.
O problema é a desproporção de meios "técnicos" entre uma força policial normal e o Reinad(i)o e seus rapazes. Claro que seria suicida enviar polícias com pistola capturá-los e nesse sentido está criado um impasse... Nem moscas com carabina nem elefantes com fisgas...
Porém, os australianos deixaram de ter razão no momento em que se cruzaram com a malta do Reinado, os viram armados, houve tiros e, contariamente àquilo que era a sua obrigação (reconhecida 'escritamente' nas cartas que o Timor Online publicou), assobiaram para o ar e voltaram as costas para não criarem um incidente... Como se o que se passou não fosse, em si mesmo, um incidente... Que deveria ter sido aproveitado para demonstrar quem manda. Não o fizeram. Mal. E a luta continua...

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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