Sexta-feira, Novembro 03, 2006

Crime sem castigo

Tradução da Margarida.
Página de Estratégia - Novembro 1, 2006


Em Timor, gangs criminosos continuam a dominar as ruas. Os gangs escondem-se quando as patrulhas aparecem, e regressam quando se vão embora. A maioria da violência é entre gangs, que lutam para controlar bairros) e a lucrativa actividade de extorsão e venda e drogas). Nas duas últimas semanas, houve algumas 60 vítimas desta violência, incluindo oito mortos. Com um desemprego de cerca de cinquenta por cento há muito potencial para (se ser) membro de gangs.Os gangs têm também filiação política e os políticos usam os gangs para controlarem as eleições.


PS: possivelmente só a partir de amanhã poderei retomar as traduções. Tentarei não deixar nenhuma para trás.

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2 comentários:

Malai Mean disse...

Tem toda a razao! E entao os malvados dos policias das Nacoes Unidas e os australianos nao prendem esses gangs da Fretilin e os seus lideres (ouvi dizer que um ate andou a dar armas a civis)?

20.05.05 dn.homepage » dn.internacional

As artes marciais na política


Em Abril de 2001, Díli estava a ferro e fogo. Carros incendiados, dois mortos, vários feridos, uma das principais ruas da capital bloqueada por dezenas de jovens de catanas na mão. A Força de Intervenção Rápida, constituída por militares portugueses da GNR, demorou algumas horas para repor a normalidade. Afinal, tudo começara numa demonstração de grupos de artes marciais. Grupos rivais desentenderam-se e começou a pancadaria. Só que, em Timor, as lutas começam num corpo-a-corpo mas acabam inevita- velmente com catanas na mão. São grupos temíveis, com liderança e disciplina de treino cuja fronteira entre a prática desportiva e a criminalidade é muito ténue. Se Xanana Gusmão está preocupado com a adesão destes grupos à Fretilin, deve ter razões de sobra para isso.

João Pedro Fonseca


Xanana adverte Fretilin para não acolher milícias

Kátia Catulo



Timor-Leste comemora hoje o terceiro aniversário da sua independência. A ocasião é de festa, mas o Presidente da República, Xanana Gusmão, alerta para uma nova ameaça o regresso de uma milícia partidária. E o perigo vem do próprio partido no Governo. O grupo de artes marciais denomina-se Korka, está filiado na Fretilin e o Chefe do Estado teme que inicie a prática de intimidações sobre a população, "só porque pertence ao partido do poder".

O aviso foi feito durante a cerimónia de Entrega de Soberania ao Estado Independente de Timor- -Leste, aproveitada por Xanana para fazer o balanço da democracia no mais jovem Estado do mundo. As conclusões, porém, não são muito animadoras.

"Durante este ano, continuamos a notar que a noção de liberdade é mal ensinada e compreendida nos grupos de artes marciais, que continuam a matar-se e, pior ainda, a fazer sofrer as populações", censurou o Presidente. Expressando a sua preocupação por a Fretilin ter acolhido o grupo, Xanana receia que isso possa abrir "um mau precedente quanto à utilização de jovens, porque pode conduzir à criação de milícias partidárias".

O discurso do Presidente não ficou marcado apenas pelas críticas à Fretilin. Houve também espaço para recordar a recente crise entre a Igreja Católica e o Governo. A decisão de tornar a religião numa disciplina facultativa no ensino público levou os bispos de Díli e de Baucau a organizarem uma mani- festação de 19 dias consecutivos para exigir a demissão do primeiro- -ministro, Mari Alkatiri. O protesto terminou na primeira semana de Maio com a assinatura de uma declaração entre ambas as partes. Quase duas semanas após esse acto, o Presidente timorense concluiu que a manifestação antigovernamental contribuiu para reforçar "consciência democrática".

Contudo, Xanana não atribui o mérito à hierarquia da Igreja, mas sim ao primeiro-ministro, Alkatiri, pela "paciência e ponderação com que soube lidar com a situação". Xanana recordou que a Constituição é clara quanto às competências de cada órgão de soberania e remeteu para o Parlamento a função "de legislar e de fiscalizar os actos do Governo".

O terceiro aniversário do fim da ocupação indonésia em Timor-Leste ficou também assinalado pela retirada dos capacetes-azuis armados do país e por um novo mandato da missão das Nações Unidas. Portugal irá manter dois postos de responsabilidade na nova missão que a partir de hoje inicia um mandato de 12 meses com a designação de Escritório da ONU em Timor-Leste (UNOTIL). Trata-se do comandante dos Observadores Militares, coronel Fernando José Reis, e o comissário Nuno Anaia, que irá continuar a ser o principal conselheiro do superintendente da Polícia Nacional de Timor-Leste.

A ausência de forças da paz na recente missão da ONU preocupa, no entanto, o comandante das Falintil. "As pessoas que tomaram essa decisão, ou que aconselharam essa decisão, não têm a noção do que é ter uma missão em Timor- -Leste sem apoio", advertiu o brigadeiro-general Taur Matan Ruak.

A crítica fundamenta-se na decisão do Conselho de Segurança que ignorou as recomendações do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e decidiu prescindir dos capacetes-azuis armados. Isto, apesar de Annan ter alertado, na última terça-feira, para o facto de a retirada das forças de paz poder ter um "impacto negativo" em Timor-Leste. O chefe da diplomacia timorense, Ramos-Horta, não hesitou em apontar o dedo ao Conselho de Segurança "Esse órgão não deveria tomar decisões que assentam na preocupação de poupar mais algum dinheiro."

Margarina disse...

Amen! Amen! Amen!
(Eh agora que nos dao o cheque??)

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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