domingo, março 23, 2008

Ramos Horta goes to church to give thanks

The Age
Lindsay Murdoch
March 24, 2008

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EAST Timor's President Jose Ramos Horta went to church yesterday, his first public outing since being shot and seriously wounded, and thanked God for saving his life.

The visit to Darwin's St Mary's Catholic Cathedral came as Gastao Salsinha, one of the rebel leaders responsible for the attacks in Dili last month, negotiated his surrender to a church in East Timor's mountains.

Mr Ramos Horta said after the Easter Sunday service that he was pretty tired but well after being discharged from a Darwin hospital last week.

He said he wanted his first public outing to be to the cathedral, where he could thank the people of Australia, the people of Darwin and God for saving his life.

Accompanied by his mother, Natalina, 80, and other relatives, Mr Ramos Horta knelt and prayed in the church's front row and received Holy Communion. Worshippers later lined up to shake the hand of the Nobel laureate who was shot at his Dili home on February 11.

A Timorese army commander in East Timor's central mountains yesterday told The Age by telephone that Mr Salsinha had been negotiating his surrender to the Catholic Church in the town of Maubesi. Four of his men surrendered on Saturday.

Mr Salsinha has failed to show up after negotiating two previous surrenders. But East Timor leaders have insisted that Mr Salsinha, a former East Timor army lieutenant who led 600 sacked soldiers in 2006, should be given every opportunity to surrender so he can testify about who was behind the February 11 attacks.

Urging hundreds of soldiers and police who are hunting Mr Salsinha to help facilitate the surrender, the country's acting president, Fernando Lasama, was quoted as saying it would be in the interests of some people if Mr Salsinha died, as he would also bury with him all the information he had.

Mr Salsinha led an attack on Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unharmed.

Alfredo Reinado, who led a group of rebels to Mr Ramos Horta's home, was shot dead.

Investigators believe that still unidentified figures were behind the attacks, which plunged the country into a new crisis. They have traced money given to the rebels to a bank account in Dili.

Mr Ramos Horta is not expected to be strong enough to return to Dili for several weeks.


This story was found at: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/23/1206206926138.html

Tradução:

Ramos Horta vai à igreja agradecer

The Age
Lindsay Murdoch
Março 24, 2008


O Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta foi ontem à igreja, a sua primeira saída pública desde que foi ferido a tiro com gravidade e agradeceu a Deus por ter salvo a sua vida.

A visita à Catedral Católica de St Mary em Darwin ocorre quando Gastão Salsinha, um dos líderes amotinados responsáveis pelos ataques em Dili no mês passado, negociou a sua rendição numa igreja nas montanhas de Timor-Leste.

Depois do serviço no Domingo de Páscoa o Sr Ramos Horta disse que estava cansado mas bem depois de ter tido alta dum hospital de Darwin na semana passada.

Disse que quis que a sua primeira saída pública fosse à catedral,onde pode agradecer ao povo da Austrália, ao povo de Darwin e a Deus por ter salvo a sua vida.

Acompanhado pela mãe, Natalina, 80, e outros familiares, o Sr Ramos Horta ajoelhou-se e rezou na primeira fila da igreja e receber a sagrada comunhão. Mais tarde os crentes alinharam-se para apertar a mão ao laureado do Nobel que foi baleado na sua casa de Dili em 11 de Fevereiro.

Um comandante das forças armadas Timorenses nas montanhas centrais de Timor-Leste disse ao The Age por telefone que o Sr Salsinha tinha estado a negociar a sua rendição à igreja católica na cidade de Maubesi. Quatro dos seus homens entregaram-se no Sábado.

O Sr Salsinha falhou depois de negociar duas rendições anteriores. Mas os líderes de Timor-Leste têm insistido que o Sr Salsinha, um antigo temente das forças armadas de Timor-Leste que liderou 600 soldados despedidos em 2006, devia ter todas as oportunidades para se render para que possa testemunhar sobre quem esteve por detrás dos ataques de 11 de Fevereiro.

Urgindo a centenas de soldados e polícias que perseguem o Sr Salsinha para ajudar a facilitar a rendição, o presidente interino do país, Fernando Lasama, foi citado como tendo dito que seria do interesse de algumas pessoas se o Sr Salsinha morresse, dado que levaria com ele para a cova as informações que tivesse.

O Sr Salsinha liderou um ataque ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que escapou ileso.

Alfredo Reinado, que liderou um grupo de amotinados à casa do Sr Ramos Horta, foi morto a tiro.

Investigadores acreditam que figuras não identificadas ainda estiveram por detrás dos ataques, que mergulharam o país numa nova crise. Eles seguiram a pista de dinheiro dado aos amotinados e encontraram uma conta bancária em Dili.

Não se espera que o Sr Ramos Horta tenha suficientes forças para voltar a Dili durante algumas semanas.


Esta história foi descoberta em: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/23/1206206926138.html

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:
Ramos Horta vai à igreja agradecer
The Age
Lindsay Murdoch
Março 24, 2008


O Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta foi ontem à igreja, a sua primeira saída pública desde que foi ferido a tiro com gravidade e agradeceu a Deus por ter salvo a sua vida.

A visita à Catedral Católica de St Mary em Darwin ocorre quando Gastão Salsinha, um dos líderes amotinados responsáveis pelos ataques em Dili no mês passado, negociou a sua rendição numa igreja nas montanhas de Timor-Leste.

Depois do serviço no Domingo de Páscoa o Sr Ramos Horta disse que estava cansado mas bem depois de ter tido alta dum hospital de Darwin na semana passada.

Disse que quis que a sua primeira saída pública fosse à catedral,onde pode agradecer ao povo da Austrália, ao povo de Darwin e a Deus por ter salvo a sua vida.

Acompanhado pela mãe, Natalina, 80, e outros familiares, o Sr Ramos Horta ajoelhou-se e rezou na primeira fila da igreja e receber a sagrada comunhão. Mais tarde os crentes alinharam-se para apertar a mão ao laureado do Nobel que foi baleado na sua casa de Dili em 11 de Fevereiro.

Um comandante das forças armadas Timorenses nas montanhas centrais de Timor-Leste disse ao The Age por telefone que o Sr Salsinha tinha estado a negociar a sua rendição à igreja católica na cidade de Maubesi. Quatro dos seus homens entregaram-se no Sábado.

O Sr Salsinha falhou depois de negociar duas rendições anteriores. Mas os líderes de Timor-Leste têm insistido que o Sr Salsinha, um antigo temente das forças armadas de Timor-Leste que liderou 600 soldados despedidos em 2006, devia ter todas as oportunidades para se render para que possa testemunhar sobre quem esteve por detrás dos ataques de 11 de Fevereiro.

Urgindo a centenas de soldados e polícias que perseguem o Sr Salsinha para ajudar a facilitar a rendição, o presidente interino do país, Fernando Lasama, foi citado como tendo dito que seria do interesse de algumas pessoas se o Sr Salsinha morresse, dado que levaria com ele para a cova as informações que tivesse.

O Sr Salsinha liderou um ataque ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que escapou ileso.

Alfredo Reinado, que liderou um grupo de amotinados à casa do Sr Ramos Horta, foi morto a tiro.

Investigadores acreditam que figuras não identificadas ainda estiveram por detrás dos ataques, que mergulharam o país numa nova crise. Eles seguiram a pista de dinheiro dado aos amotinados e encontraram uma conta bancária em Dili.

Não se espera que o Sr Ramos Horta tenha suficientes forças para voltar a Dili durante algumas semanas.


Esta história foi descoberta em: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/23/1206206926138.html

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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