terça-feira, março 25, 2008

Making the most of sudden energy wealth

Bangkok Post, Thailand - Monday March 24, 2008
JO SCHEUER

The discovery of oil and gas off the coast of Cambodia continues to fuel an immense amount of media speculation about the size of the reserves, the amount of revenues they will bring in and how these revenues will be spent. However, there has been little discussion about the immense challenges developing countries like Cambodia face in developing their reserves: for example, the intricately complex pre-production issues, such as negotiating contracts and ensuring environmental safeguards.

Moreover, other vital questions such as how to optimise fund flows, enhance human resources and ensure the competitiveness of non-petroleum industries like agriculture and manufacturing are rarely addressed in the media.

This is also understandable: these issues are highly technical. They are discussed by technocrats and economists in language that often leaves journalists and the public scratching their heads. Perhaps this should change. Maybe it is time for the media to take a more technical and less dramatic look at Cambodia's nascent petroleum industry.

Over the past few years, the United Nations Development Programme (UNDP) has been working closely with the government of Cambodia, the Cambodian National Petroleum Authority, the Norwegian government, and other partners, to examine models used by various countries to develop their petroleum reserves, with the goal of finding one that would be most effective in Cambodia. This is an ongoing process involving numerous partners directed towards a primary goal: fuelling poverty reduction through oil and gas revenues.

This goal is both an ethical imperative and one that makes economic sense. There is universal agreement on this. Unfortunately, however, it is not an easy goal to reach. Many countries _ including developed ones _ have encountered myriad and unexpected economic difficulties in developing their resource wealth, such as a rising exchange rate that hobbles the export competitiveness of manufacturing and agricultural industries.

Still, there are plenty of examples of countries that have successfully harnessed their petroleum and mineral resources to benefit the overall economy, as well as their citizens. Norway stands out and, among developing countries, Timor-Leste is leading the way, due in part to its successful negotiations with Australia for developing an overlapping claims area.

Both of these countries will be sending large delegations to the upcoming conference in Phnom Penh: ''Fuelling poverty reduction through oil and gas revenues _ comparative country experiences''. The 21/2-day event will bring Cambodian and international policymakers, technocrats and global experts together for a series of technical discussion sessions from March 26-28. More than 300 participants, including high-level delegations from more than 10 developing countries and senior executives from global oil and mining firms, will attend.

Issues on the agenda are crucial _ and not just for Cambodia. There is a market driven scramble to find new petroleum sources around the globe. This is expanding exploration and drilling to new, potentially petroleum-rich countries in the developing world. These countries face severe disadvantages in developing their resource wealth, as was pointed out at a high-level meeting on oil and gas development in Doha last September.

The Cambodian government sent a delegation to Doha, which brought together policymakers well versed in the art of developing and managing petroleum reserves, with those facing the daunting task of building institutions and frameworks from scratch.

The major disadvantages faced by developing countries include a lack of technical expertise and knowledge when negotiating and managing commercial relations with major petroleum companies, as well as gaps in institutional capacity.

The latter presents an unenviable conundrum: how can a developing country afford to swiftly build up the capacity of its petroleum-sector institutions before the anticipated revenues have begun to flow in?

Another question, raised at the Doha meeting, was how to effectively design and establish regulatory frameworks and compliance mechanisms that will eventually oversee a petroleum sector whose full reserves have yet to be reliably assessed.

As Cambodia's delegation to the Doha conference pointed out, their predicament is far from unique. Part of their solution is to bring the messages of Doha home. Our shared goal is that this week's ground-breaking conference encourages informed discussion about the foundation the Cambodian government must build to develop its petroleum and mineral reserves in ways that maximise benefits to the country and its citizens, safeguards the environment, ensures increased prosperity, and creates a legacy of rising opportunities for future generations.

Jo Scheuer is country director, UNDP Cambodia.

Tradução:

Fazer o máximo da súbita riqueza de energia

Bangkok Post, Tailândia - Segunda-feira Março 24, 2008
JO SCHEUER

A descoberta de petróleo e de gás na costa do Cambodja continua a alimentar uma enorme especulação nos media acerca do tamanho das reservas,a quantidade de rendimentos que trarão e como serão gastos esses rendimentos . Contudo tem havido pouca discussão acerca dos imensos desafios que países em vias de desenvolvimento como Cambodja enfrentam para desenvolver as suas reservas: por exemplo, as questões intrincadamente complexas da pré-produção, tais como negociação de contractos e assegurar a salvaguarda do ambiente.

Mais ainda, outras questões vitais tais como optimizar entradas de fundos, aumentar recursos humanos e garantir a competitividade de indústrias não-petrolíferas como a agricultura e manufacturas são raramente abordadas nos media.

Isso é compreensível: estas questão são altamente técnicas . São discutidas por burocratas e economistas em linguagem que deixa muitas vezes jornalistas e a população a coçar a cabeça. Isto deve mudar talvez. Talvez chegou a altura para os media terem um olhar mais técnico e menos dramático para a indústria nascente do petróleo no Cambodja.

Nos últimos anos, o Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) tem estado a trabalhar de perto com o governo do Cambodja, a Autoridade Nacional Cambodjana do Petróleo, o Governo Norueguês, e outros parceiros para examinar modelos usados por vários países para desenvolver as suas reservas do petróleo, com o objectivo de encontrar um que seja mais eficaz no Cambodja. Este é um processo em curso envolvendo numerosos parceiros direccionados com um objectivo principal: alimentar a redução da pobreza através dos rendimentos do petróleo e do gás.

Este objectivo é duplamente um imperativo ético e um imperativa que economicamente tenha sentido. Há uma concordância universal sobre isto. Infelizmente, contudo, não é um objectivo fácil de alcançar. Muitos países _ incluindo os desenvolvidos _ encontraram muitas e não esperadas dificuldades económicas para desenvolver as suas riquezas de recursos, tais como aumento de taxas que magoa a competitividade de exportação de indústrias manufactureiras e agrícolas.

Apesar disso, há ainda bastantes exemplos de países que tiveram sucesso em organizar os seus recursos de petróleo e minerais para beneficiar a economia geral , bem como os seus cidadãos. A Noruega é um exemplo, nos países desenvolvidos, Timor-Leste está a liderar o caminho, devido em parte ao sucesso nas negociações com a Austrália para desenvolver uma área sobreposta disputada.

Ambos estes países vão enviar grandes delegações à próxima conferência em Phnom Penh: ''Alimentar a redução da pobreza com os rendimentos do petróleo e do gás _ experiência comparativa de países''. O evento de 2 1/2 dias trará decisores políticos Cambodjanos e internacionais, tecnocratas e peritos globais juntos para uma série de sessões de discussão técnica em 26-28 Março. Mais de 300 participantes, incluindo delegações de alto nível de mais de 10 países em vias de desenvolvimento e executivos de topo de firmas de petróleo e de mineração globais, estarão presentes.

Questões na agenda são cruciais _ e não apenas para o Cambodja. Há uma luta guiada pelo mercado para encontrar novas fontes de petróleo à volta do globo. Há uma expansão da exploração e de perfurações para novos e, potencialmente ricos em petróleo países nos países em desenvolvimento. Esses países enfrentam graves desvantagens para resolver as suas riquezas em recursos, como foi apontado num encontro de alto nível sobre o desenvolvimento do petróleo e do gás em Doha em Setembro passado.

O governo Cambodjano enviou uma delegação a Doha, que juntou decisores políticos bem versados na arte de desenvolver e gerir reservas petrolíferas, com aqueles que enfrentam a grande tarefa de construir instituições e molduras desde o princípio.

As maiores desvantagens enfrentadas por países em vias de desenvolvimento incluem a falta de especialidades técnicas e de conhecimentos quando negociam e gerem relações comerciais com as grandes companhias de petróleo, bem como de falhas em capacidades institucionais.

O último apresenta uma questão não invejável: como é que pode um país em vias de desenvolvimento permitir-se construir a capacidade das instituições do seu sector do petróleo rapidamente antes de terem começado a entrar os rendimentos antecipados?

Uma outra questão levantada no encontro de Doha, foi como desenhar e estabelecer com eficácia molduras reguladoras e mecanismos de fiscalização que eventualmente fiscalizem um sector do petróleo cujas reservas totais têm ainda de ser avaliadas com fiabilidade.

Como apontou a delegação do Cambodja à conferência de Doha, a sua situação está longe de ser única. Parte da solução é trazer para casa as mensagens de Doha. O nosso objectivo partilhado é que a conferência de partir pedra desta semana encoraje discussões informadas acerca da fundação que o governo do Cambodja deve construir para desenvolver as reservas de petróleo e minerais de modo a maximizar os benefícios para o país e para os seus cidadãos, salvaguardar o ambiente, garantir o aumento da prosperidade e criar uma herança de crescentes oportunidades para as gerações futuras.

Jo Scheuer é o director do país do UNDP Cambodja.

1 comentário:

Margarida disse...

Tradução:

Fazer o máximo da súbita riqueza de energia
Bangkok Post, Tailândia - Segunda-feira Março 24, 2008
JO SCHEUER

A descoberta de petróleo e de gás na costa do Cambodja continua a alimentar uma enorme especulação nos media acerca do tamanho das reservas,a quantidade de rendimentos que trarão e como serão gastos esses rendimentos . Contudo tem havido pouca discussão acerca dos imensos desafios que países em vias de desenvolvimento como Cambodja enfrentam para desenvolver as suas reservas: por exemplo, as questões intrincadamente complexas da pré-produção, tais como negociação de contractos e assegurar a salvaguarda do ambiente.

Mais ainda, outras questões vitais tais como optimizar entradas de fundos, aumentar recursos humanos e garantir a competitividade de indústrias não-petrolíferas como a agricultura e manufacturas são raramente abordadas nos media.

Isso é compreensível: estas questão são altamente técnicas . São discutidas por burocratas e economistas em linguagem que deixa muitas vezes jornalistas e a população a coçar a cabeça. Isto deve mudar talvez. Talvez chegou a altura para os media terem um olhar mais técnico e menos dramático para a indústria nascente do petróleo no Cambodja.

Nos últimos anos, o Programa de Desenvolvimento da ONU (UNDP) tem estado a trabalhar de perto com o governo do Cambodja, a Autoridade Nacional Cambodjana do Petróleo, o Governo Norueguês, e outros parceiros para examinar modelos usados por vários países para desenvolver as suas reservas do petróleo, com o objectivo de encontrar um que seja mais eficaz no Cambodja. Este é um processo em curso envolvendo numerosos parceiros direccionados com um objectivo principal: alimentar a redução da pobreza através dos rendimentos do petróleo e do gás.

Este objectivo é duplamente um imperativo ético e um imperativa que economicamente tenha sentido. Há uma concordância universal sobre isto. Infelizmente, contudo, não é um objectivo fácil de alcançar. Muitos países _ incluindo os desenvolvidos _ encontraram muitas e não esperadas dificuldades económicas para desenvolver as suas riquezas de recursos, tais como aumento de taxas que magoa a competitividade de exportação de indústrias manufactureiras e agrícolas.

Apesar disso, há ainda bastantes exemplos de países que tiveram sucesso em organizar os seus recursos de petróleo e minerais para beneficiar a economia geral , bem como os seus cidadãos. A Noruega é um exemplo, nos países desenvolvidos, Timor-Leste está a liderar o caminho, devido em parte ao sucesso nas negociações com a Austrália para desenvolver uma área sobreposta disputada.

Ambos estes países vão enviar grandes delegações à próxima conferência em Phnom Penh: ''Alimentar a redução da pobreza com os rendimentos do petróleo e do gás _ experiência comparativa de países''. O evento de 2 1/2 dias trará decisores políticos Cambodjanos e internacionais, tecnocratas e peritos globais juntos para uma série de sessões de discussão técnica em 26-28 Março. Mais de 300 participantes, incluindo delegações de alto nível de mais de 10 países em vias de desenvolvimento e executivos de topo de firmas de petróleo e de mineração globais, estarão presentes.

Questões na agenda são cruciais _ e não apenas para o Cambodja. Há uma luta guiada pelo mercado para encontrar novas fontes de petróleo à volta do globo. Há uma expansão da exploração e de perfurações para novos e, potencialmente ricos em petróleo países nos países em desenvolvimento. Esses países enfrentam graves desvantagens para resolver as suas riquezas em recursos, como foi apontado num encontro de alto nível sobre o desenvolvimento do petróleo e do gás em Doha em Setembro passado.

O governo Cambodjano enviou uma delegação a Doha, que juntou decisores políticos bem versados na arte de desenvolver e gerir reservas petrolíferas, com aqueles que enfrentam a grande tarefa de construir instituições e molduras desde o princípio.

As maiores desvantagens enfrentadas por países em vias de desenvolvimento incluem a falta de especialidades técnicas e de conhecimentos quando negociam e gerem relações comerciais com as grandes companhias de petróleo, bem como de falhas em capacidades institucionais.

O último apresenta uma questão não invejável: como é que pode um país em vias de desenvolvimento permitir-se construir a capacidade das instituições do seu sector do petróleo rapidamente antes de terem começado a entrar os rendimentos antecipados?

Uma outra questão levantada no encontro de Doha, foi como desenhar e estabelecer com eficácia molduras reguladoras e mecanismos de fiscalização que eventualmente fiscalizem um sector do petróleo cujas reservas totais têm ainda de ser avaliadas com fiabilidade.

Como apontou a delegação do Cambodja à conferência de Doha, a sua situação está longe de ser única. Parte da solução é trazer para casa as mensagens de Doha. O nosso objectivo partilhado é que a conferência de partir pedra desta semana encoraje discussões informadas acerca da fundação que o governo do Cambodja deve construir para desenvolver as reservas de petróleo e minerais de modo a maximizar os benefícios para o país e para os seus cidadãos, salvaguardar o ambiente, garantir o aumento da prosperidade e criar uma herança de crescentes oportunidades para as gerações futuras.

Jo Scheuer é o director do país do UNDP Cambodja.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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