sábado, setembro 29, 2007

Murdoch bemoans political strife in Myanmar

By Steve Gelsi, MarketWatch
Last Update: 5:03 PM ET Sep 28, 2007

NEW YORK (MarketWatch) -- News Corp. Chairman and CEO Rupert Murdoch joined heads of state from Turkey, Croatia and Timor-L'Este in condemning violence in Myanmar and called on economic prosperity as a cure for the global turmoil.

Stepping into world politics at the Clinton Global Initiative at the Sheraton Hotel on Friday, Murdoch called attention to the political strife with Buddhist Monks and others getting cut down in protest of the military junta running the country.

This past week in Myanmar, nine people were killed on Sept. 27 and four people, including three monks were killed on Sept. 26, according to recent press reports.

Murdoch complained that human rights are being "steamrolled" in Myanmar, and held out hope that economic prosperity could help cure some of the world's political strife

"The best chance to fight this is to have a full stomach," Murdoch said.

Asked whether his media outlets have helped polarize opinion in the U.S. and elsewhere, Murdoch said his publications do "enter the public debate" at times, but that it's all part of the overall "education of an advanced society."

"We don't dominate anywhere," he said. News Corp remains "a tiny fraction" of the entire media universe, with the public well able to find differing opinions elsewhere in order to form their own opinions.

Murdoch was joined at a panel, "Realizing Rights: The Ethnical Globalization Initiative," moderated by Mary Robinson, former president of Ireland, and also featuring Recep Tayyip Erdogan, the prime minister of Turkey, Jose Ramos Horta, president of Timor-L'Este and Stjepan Mesic, president of Croatia.

Murdoch drew praise from former president Bill Clinton for News Corp.'s role in combating global warming through its participation in the Client Change Initiative and other measures.

3 comentários:

Margarida disse...

Tradução:
Murdoch expressa desgosto pela luta política em Myanmar
Por Steve Gelsi, MarketWatch
Última Actualização: 5:03 PM ET Set 28, 2007

NOVA IORQUE (MarketWatch) – O Presidente e CEO da News Corp.Rupert Murdoch juntou-se a chefes de Estado da Turquia, Croácia e Timor-L'Este a condenar a violência em Myanmar e a apelar à prosperidade económica como cura para o tumulto global.

Entrando na política mundial na Iniciativa Global de Clinton no Hotel Sheraton na Sexta-feira, Murdoch chamou a atenção para a luta política com os Monges Budistas e outros que são apanhados nos protests contra a junta militar que dirige o país.

Esta semana passada, em Myanmar, nove pessoas foram mortas em 27 de Setembro e quatro pessoas, incluindo três monges foram mortos em 26 de Setembro, de acordo com recentes relatos de imprensa.

Murdoch queixou-se que os direitos humanos estão a ser "evaporados" em Myanmar, e manifestou esperança que a prosperidade económica possa ajudar a curar algumas das lutas políticas do mundo

"A melhor possibilidade de lutar contra isto é ter um estômago cheio," disse Murdoch.

Perguntado se a sua imprensa tinha ajudado a polarizar a opinião nos USA e mais lugares, Murdoch disse que as suas publicações "entram no debate público" às vezes, mas que tudo isso faz parte sobretudo "da educação de uma sociedade avançada."

"Não dominamos em todo o lado," disse. A News Corp mantém-se "uma fracção pequena" do universo inteiro dos media, sendo o público capaz de encontrar opiniões diferentes noutros sítios para poder formar a sua própria opinião.

Murdoch esteve num painel, "Realizar Direitos: A Iniciativa Étnica da Globalização," moderado por Mary Robinson, antiga presidente da Irlanda, e onde esteve ainda Recep Tayyip Erdogan, o primeiro-ministro da Turquia, José Ramos Horta, presidente de Timor-Leste e Stjepan Mesic, presidente da Croácia.

Murdoch recebeu louvores do antigo presidente Bill Clinton pelo papel da News Corp. no combate ao aquecimento global através da sua participação na Iniciativa da Mudança Climática e outras medidas.

Margarida disse...

Incidentes de 2006 em julgamento em Timor-Leste
Público, 29.09.2007,
Ana Dias Cordeiro

O caso remonta a 25 de Maio de 2006 e representou o culminar de uma crise política e militar iniciada semanas antes com a tensão crescente entre as Falintil - Forças de Defesa de Timor Leste (F-FDTL) e a Polícia Nacional (PNTL). Nesse dia, oito polícias desarmados, sob escolta das Nações Unidas, eram alvejados mortalmente no centro de Díli.

Os alegados autores dos disparos, onze militares e um polícia, estão actualmente a ser julgados na capital timorense. No banco dos réus, o mais graduado do grupo, o primeiro-sargento Paulino da Costa, disse na audiência de segunda-feira, que os militares não tiveram "intenção de matar" quando dispararam sobre a coluna de elementos da PNTL, que seguiam sob escolta dos militares das Nações Unidas, diante do Ministério da Justiça.

"Tenho todo o respeito pela bandeira das Nações Unidas mas naquele caso concreto sempre tive desconfiança de qualquer coisa, de um ataque da PNTL", afirmou o réu. E acrescentou, embora negando ele próprio ter sido autor dos disparos, que o grupo agiu sempre obedecendo a "ordens superiores" e a "obrigações táctico-estratégicas de autodefesa e defesa do quartel".

O tiroteio sobre a coluna escoltada da PNTL seguiu-se a um primeiro incidente entre o quartel-general da Polícia e o quartel-general das F-FDTL. De acordo com o testemunho do primeiro-sargento Paulino da Costa, no edifício das F-FDTL estavam o comandante-geral das Forças Armadas, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, o então ministro da Defesa Roque Rodrigues e o coronel Lere Anan Timur, o qual, segundo o réu, terá dado as "ordens superiores" para os disparos.

O caso diz respeito ao acontecimento mais violento da crise de Abril e Maio de 2006 e, segundo a Lusa, consolidou a clivagem entre os militares e a polícia. Uma clivagem alimentada pela própria divisão "entre "loromono" e "lorosae"", nota o despacho de acusação em referência aos timorenses originários dos distritos ocidentais ou orientais da ilha.

A crise começou em Fevereiro com a saída dos quartéis de 600 militares peticionários, que diziam ser vítimas de discriminação nas F-FDTL. Seguiu-se a sua exoneração um mês depois e manifestações que degeneraram em violência no dia 28 de Abril.

O julgamento é a "prova de que não há impunidade pelos crimes da crise de 2006", disse um jurista à Lusa, na mesma semana em que também prosseguiu em Díli o julgamento de 32 elementos do PSHT, o maior grupo de artes marciais, pelos acontecimentos de Janeiro e Fevereiro deste ano. Ao PSHT é atribuído o ataque contra a casa de um dirigente do "77", grupo rival, em Novembro de 2006. Foi o início de uma sucessão de vinganças entre grupos rivais que resultaram, no espaço de três meses, em pelo menos cinco mortes violentas, recorda ainda a Lusa.

Onze militares e um polícia respondem na justiça timorense pelo incidente que conduziu à morte de oito polícias em Díli
http://jornal.publico.clix.pt/UL/

Margarida disse...

Myanmar: Rupert Murdoch condena «horrores» da repressão
Diário Digital / Lusa

29-09-2007 4:21:00

O magnata dos média Rupert Murdoch condenou vivamente na sexta-feira os «horrores» da repressão desencadeada pela junta militar birmanesa contra monges budistas e manifestantes pró-democracia.

«Os direitos humanos estão a ser completamente esmagados», disse Murdoch, durante uma intervenção na Iniciativa Global Clinton sob o tema «O que deve ser feito?»

Murdoch, que tem vastos interesses comerciais na Ásia e não se tem destacado, muito pelo contrário, por tomadas de posições públicas denunciando abusos e repressões na região, produziu estes comentários num painel de debate sobre a construção do entendimento entre comunidades étnicas globais.

Na conferência, Murdoch esteve na mesa com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan e o Presidente da Croácia, Stipe Mesic.

A Iniciativa Global Clinton reúne chefes de Estado ou de Governo, celebridades, executivos empresariais e outras personalidades para enfrentarem questões como a pobreza e o desenvolvimento sustentável.

Mary Robinson, antiga Presidente da República da Irlanda e líder da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas, moderou o debate, interrogando Rupert Murdoch, na sua qualidade de presidente do grupo News Corporation, acerca do papel dos média.

A moderadora questionou a «linguagem dura» utilizada para descrever aspectos da guerra contra o terrorismo, em especial a expressão «extremistas muçulmanos».

«Aceita que o uso de terminologia como 'extremistas muçulmanos' é muito ofensivo e ainda assim é muito comum?» perguntou a Murdoch.

Murdoch, que é proprietário do agressivo tablóide New York Post e do canal de televisão Fox News, militantemente anti-progressista, respondeu: «A guerra ao terror é uma coisa muito real e algumas vezes exprime-se de maneiras diferentes. Há pessoas diferentes com diferentes pontos de vista sobre o assunto.»

E acrescentou: «Há extremistas católicos na Irlanda do Norte. Há extremistas protestantes na Irlanda do Norte. É assim que eles se definem uns aos outros.»

Mais adiante no debate, Mary Robinson perguntou a Murdoch como é que ele tencionava promover os direitos humanos através dos média que possui, entre os quais a editora Dow Jones, que publica o Wall Street Journal, que acabou de comprar por 5.000 milhões de dólares (3.530 milhões de euros)

«Nós estamos constantemente a promover e a aplaudir os que se levantam pelos direitos humanos», disse.

Murdoch, australiano naturalizado norte-americano, cujo grupo de média está sedeado em Nova Iorque, elogiou os esforços dos Estados Unidos para defender os direitos humanos.

«Não se deve esquecer o que os Estados Unidos fizeram no último século para salvar a Europa - primeiro do fascismo e depois do comunismo», afirmou Murdoch, voltando-se em seguida para a questão birmanesa.

«Aqui sentados hoje, não mencionámos os horrores que se verificam em Myanmar», disse. «O que deve ser feito?»

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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