quarta-feira, setembro 20, 2006

De um leitor

I can't say that I totally understand Portuguese, but from a read of your entry, you are saying that Guterres and de Jesus withdrew because they knew that voting was to be done by show of hands. The problem is that how can they "withdraw" from the election if they weren't even in the election? The fact that Guterres and de Jesus did not even nominate for the election (by getting 20% of Delegates to support their candidacy) meant that they weren't even entitled to participate in the election. Please don't try to cloud the issue. Guterres and de Jesus did not even have enough support to even contest the election.

As I said, there is one argument that there was no need to have the election at all because there was only one candidacy put forward by the Congress. If Guterres and de Jesus did nominate for the election, then this argument would fail.

Guterres and de Jesus simply did not have support- get over it. They submitted and withdrew their candidacy through the media- not at the Congress.


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De um leitor

Mas não é fundamental para a vida duma população ter água limpa e condições sanitárias, mais a mais num distrito onde não há problemas de segurança?

E não é de louvar que numa reunião pública levantem as questões que entendam prioritárias?

...deve estar esquecido que há sete anos, aquando da retirada dos Indonésios, 80% das infra-estruturas ficaram completamente destruídas, que a “brilhante” administração de quase três anos da ONU ajudou à destruição doutras – a iluminação pública, por exemplo – e que nenhum governo do mundo em quatro anos de governação refaz as infra-estruturas destruídas.

No meu país não houve nem ocupação militar nem administração da ONU e as queixas sobre o abastecimento de águas e más condições sanitárias são diárias e permanentes.

Margarida,

De um leitor

"Fernando de Araújo Lasama reportedly told the media that if PD gains the victory in the 2007 General Election, they will change the government system from a semi-presidential to a presidential system."
Fernando Lasama está enganado ou então sabe a verdade e engana o povo ao fazer esta afirmação. A alteração de que fala pressupõe uma revisão da Constituição, o que só pode ser feito a partir de 20 de Maio de 2008 (artº 154 da CRDTL), a não ser que o PD, sozinho ou coligado, consiga 4/5 (80%) dos deputados do PN na próxima eleição legislativa. Nesse caso, elogio o seu optimismo.

H. Correia.

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Dos leitores

Tradução da Margarida.

Eles fizeram isso porque estavam a lidar com gente que se o Tribunal não respondesse a todos os pontos diriam "Oh mas o Tribunal evitou comentar este ponto ou aquele, ou só comentou este e aquele ". É uma coisa que o Tribunal podia fazer, fale com qualquer jurista que lhe dirão que a decisão foi a mais completa para garantir que foi feita justiça aos queixosos/apelantes em todos os aspectos, apesar de ter sido apresentada fora de tempo. Podia ficar por aqui mas (o Tribunal) quis garantir que eles compreendessem isso adequadamente. Fê-lo em nome da transparência. Fundamentalmente no interesse da justiça. Sendo eu próprio um jurista Europeu, digo bom trabalho o do Tribunal de Recurso. Lidavam com um assunto sensível e resolveram-no com sensibilidade e adequadamente.



O Tribunal de Recurso reconheceu a sensibilidade da questão e teve o cuidado de explicar que mesmo se a contestação tivesse entrado dentro prazo, não teria na mesma sucesso. A decisão do Tribunal foi importante, não somente porque clarificou a posição em relação ao modo de votação (braço no ar), mas também porque rejeitou o uso do poder judicial pelo Presidente (i.e. reforçou a separação dos poderes). A interpretação do Tribunal foi puramente legal, mas infelizmente vê-la como uma declaração política porque não serviu os seus interesses.

Aeite a decisão e ande para a frente. De qualquer modo, Guterres e de Jesus nem sequer se propuseram para um desafio de liderança porque não conseguiram que 20% dos delegados apoiassem a sua nomeação. Mais um argumento, nem havia a necessidade de se proceder à votação porque só havia uma proposta de liderança apresentada ao Congresso, a de Alkatiri e Lu-Olo. É doloroso ouvir a verdade, não é?



Houve as reuniões.
As comunicações constantes com os amotinados /peticionários.
O apoio público aos amotinados/peticionários.
As cartas ao Alfredo e aos peticionários em 29 de Abril.
O pagamento da estadia do Alfredo na Pousada.
As alegações do Abilio Mesquita.
A relutância em ser entrevistado pelos media estrangeiros em relação ao golpe.
Xanana tem muito a explicar.

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De um leitor

Muito diplomático, esse senhor Hasegawa.

Está a tentar diplomaticamente levar água para o seu pequeno moinho.

Num país com tantas divisões em que os partidarismos são mais fortes que a pertença futebolística(torna-se por isso urgente criar uma liga de futebol), onde é que o Sr. Hasegawa acha que um órgão eleitoral nacional poderá "adquirir" sua independência?

Porque é que o Sr. Hasegawa não aproveitou a entervista para condenar os actos de Reinado, sua fuga da prisão e incentivar a sua captura? Mas quem é esse Reinado (deixou de ser major quando abandonou o exército a que tinha jurado a fidelidade), para contestar a legitimidade do Parlamento eleito sob o chapéu da ONU em sufrágio livre, directo e secreto ?

Porque o Sr. Hasegawa venera Xanana? Então o Governo eleito pelo povo não é constitucional, mas é-o aquele que tenha a aprovação do Xanana?

É tudo uva do mesmo cacho!Sr. Hasegawa, Sr. Hasegawa.... Goodbye! Sayonara! Até nunca mais!

Manatuto
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UNMIT - Revista dos Media Diários

Tradução da Margarida.


Terça-feira, 19 Setembro 2006

Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

Protesto Re-agendado

O protesto planeado organizado pela FNJP para 20 de Setembro foi adiado e terá lugar noutra data se não houver resposta às exigências do grupo, disse o Secretário-Geral da FNJP Vital dos Santos. De acordo com Vital dos Santos, a prioridade do grupo será falar com o governo e o Parlamento Nacional e apresentar as quatro exigências principais, que recusou revelar, dizendo que estão relacionadas com as preocupações da situação corrente. Dos Santos disse que se houver uma solução no seguimento dos encontros, o protesto será cancelado, acrescentando que, alguns membros do governo, preocupados com a situação corrente, pediram o encontro com o seu grupo.

Entretanto o coordenador da Unidade Juventude, Transparência e Justiça (UJTJ), João “Choque” da Silva disse que o grupo rejeita totalmente o protesto planeado pela FNJP com o seu objectivo de dissolver o Parlamento Nacional. De acordo com Da Silva, o protesto não é compatível com a situação actual nem ajudará a resolver os problemas que emergiram. Concorda que o protesto será mais apropriado se promover melhorias do sistema judicial mas não para dissolver o Parlamento ou mudar o governo, acrescentando que o tempo é fundamental para resolver os problemas e que (estes) não se podem resolver do dia para a noite. O Coordenador da UJTJ disse que os protestos não devem ser usados com a intenção de desintegrar a nação. Apelou a todos os jovens para não se tornarem vítimas de interesses políticos.

Em relação aos protestos de 20 de Setembro, o Ministro do Interior, Alcino Barris disse que o seu ministério não recebeu qualquer pedido, realçando que sem uma autorização o protesto não terá lugar. (STL, TP, DN)

A Dissolução do Parlamento não resolverá os Problemas: Lu’Olo

O Presidente do Parlamento Nacional, Francisco Lu’Olo Guterres disse que a dissolução do Parlamento não resolverá nenhum dos problemas correntes; pelo contrário, agravará a crise. Lu’Olo disse que o protesto no mês de Junho seguido de incêndios, pilhagens e a morte de algumas pessoas serviu para pressionar Mari Alkatiri a sair de modo a parar a crise mas que esta ainda continua. Disse que a melhor solução será para todos reflectirem, sentarem-se juntos e encontrar uma solução para proteger a nação em vez de dissolver o Parlamento. O Presidente do Parlamente disse que pela Constituição da RDTL todos têm o direito de protestar desde que obedeçam à regra da lei. (STL)

Preparações para as Eleições

Os partidos Políticos estão-se a preparar para as eleições de 2007. De acordo com os media, o Partido Democrático Cristão (PDC) prepara-se a nível das bases nos distritos. António Ximenes, O Presidente do PDC disse que parte do programa do seu partido é dar educação política aos seus membros.

O Presidente da ASDT, Xavier do Amaral disse que o seu partido vai realizar um congresso nacional na sua sede em Lecidere, Dili em 23 de Setembro. Dependendo da situação de segurança, está previsto que cada distrito envie 34 delegados, totalizando cerca de 400, o número de membros esperados no congresso. Mas Xavier Amaral disse que alguns distritos podem enviar somente 10 membros devido a problemas financeiros e logísticos. (STL, DN)

Diálogo Nacional

Cerca de 150 participantes de 13 Distritos saíram de Dili na Segunda-feira para participar no Diálogo Nacional em Oecussi. Aurelio Ribeiro, do Comité Organizador do Diálogo Nacional disse que os participantes são de várias organizações dos distritos bem como de organizações que fizeram parte da resistência como a Ojetil, organizações religiosas, movimentos de estudantes e cerca de 10 amigos da Indonésia. Ribeiro disse que um dos objectivos do diálogo é cultivar a confiança entre os estudantes e os jovens de 13 Distritos, para clarificar a questão do Loro Monu, LoroSae e providenciar uma solução para ajudar a resolver a crise da nação e finalmente fortalecer a paz e a unidade nacional no país. O STL relatou que o Primeiro-Ministro José Ramos-Horta participará no diálogo, que se concluirá em 25 de Setembro. (STL)

A População não deve dar ouvidos a falsas informações: Hasegawa

Durante a sua visita oficial a Ainaro na Segunda-feira (18/9) o SRSG Sukehiro Hasegawa apelou à população desse distrito para não dar ouvidos a falsas informações porque isso tornará mais difícil ultrapassar a crise. Apelou à população para continuar a trabalhar para pôr um fim à crise que emergiu há alguns meses. O SRSG Hasegawa destacou que a população deve trabalhar junta para fortalecer a paz e a unidade. Por seu lado, a população de Ainaro pediu a Hasegawa para ajudar a encontrar maneiras para resolver a crise política. Expressaram preocupação com a instituição PNTL e querem-na reorganizada e mais forte no futuro. Na mesma ocasião, O Comissário em exercício da Polícia da ONU, Antero Lopes também mostrou fotos dos fugitivos da Prisão de Becora e pediu-lhes para contactar a polícia se virem alguns dos presos em fuga na área ou se alguém tiver alguma informação sobre as deambulações dos fugitivos, incluindo do Major Alfredo. (STL)

China Doa 500 Toneladas de Arroz (DN)

A República Popular da China doou cerca de 500 toneladas de arroz ao governo de Timor-Leste para ajudar as pessoas vulneráveis e as vítimas de desastres naturais. O donativo foi entregue oficialmente ao Ministro do Trabalho e da Reinserção Comunitária Arsénio Bano na Segunda-feira (18/9). De acordo com o Embaixador da China em Timor-Leste, Su Jian, o seu governo tem fornecido assistência alimentar uma vez por ano a Timor-Leste para ajudar os Timorenses. (TP, DN, STL)

Títulos das notícias da RTTL
19 Setembro 2006

De modo a consolidar a Fretilin ao nível das aldeias e Sub-distritos, temos de nos organizar a nós próprios: Fernandes

Falando a militantes da Fretilin e da RDTL numa cerimónia de Içar da Bandeira na Segunda-feira, 18 Setembro de 2006, realizada em Venilale-Baucau, o Vice Secretário-Geral da Fretilin, José Manuel Fernandes é relatado ter dito que de modo a ganhar a vitória nas Eleições Gerais de 2007, os membros da Fretilin devem estar bem organizados, mobilizados, e consolidados para garantir que o partido ganhe nas próximas eleições. Em adição, o Sr. Fernandes apelou para a Associação de Jovens Timorenses, conhecida como a Juventude Loriku Asu-Ain, para se manter firmemente na (defesa) da Unidade Nacional e para defender a RDTL incluindo a Fretilin.

O Partido Democrático realizou o seu primeiro Congresso distrital em Ermera no Sábado, 16 Setembro de 2006

Falando aos jornalistas após o congresso do PD em Ermera, o Secretário-Geral do partido, Mariano Sabino, é relatado ter dito que o PD é uma das melhores alternativas para o povo de Timor-Leste. Enfatizou que o PD é o partido alternativo que apoia completamente a paz, a justiça, e a unidade de Timor-Leste. Disse que só há um Timor-Leste, não Lorosa’e & Loromonu. Numa entrevista separada, o presidente do PD, Fernando de Araujo La-sama foi relatado ter dito aos media que se o PD ganhar a vitória nas Eleições Gerais de 2007, mudarão o sistema de governo de um semi-presidencial para um sistema presidencial. As razões apresentadas são para diminuir a burocracia e reduzir as despesas do Estado.

Em adição, na mesma ocasião, o PD também realizou o primeiro congresso para a organização das mulheres democráticas (OMD). A Secretária-Geral da OMD, Teresa Maria de Carvalho é relatado ter dito aos media que o objectivo principal do primeiro congresso é observar as questões de igualdade e género na liderança do partido e prepararem-se elas próprias para as próximas eleições.

O Ministro do Interior, Alcino Barris negou rumores de um plano para realizar uma manifestação

Em relação ao plano para haver uma grande manifestação em 18-20 Setembro de 2006, o Ministro do Interior, Alcino Barris é relatado ter dito aos media que o rumor não é verdadeiro. Enfatizou depois que qualquer manifestação só se pode realizar se os representantes dos manifestantes enviarem um pedido formal e obtiverem autorização.

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A Cooperação entre a UNPOL e a Comunidade Timorense ajuda na segunda prisão relacionada com tiroteio num Campo de Deslocados

Tradução da Margarida.


Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) - 19 Setembro 2006, Dili

A Polícia da ONU (UNPOL) fez ontem uma segunda prisão relacionada com um incidente que ocorreu em 1 de Setembro no campo de deslocados do Jardim perto do porto de mar da capital Dili no qual cinco pessoas sofreram feridas de balas quando um grupo de homens com armas de fogo dispararam contra a multidão no campo.

Um oficial inactivo da polícia nacional (PNTL) foi preso mais cedo pela Unidade de Investigação Criminal da UNPOL em relação com os disparos. Um primeiro suspeito, também um oficial da polícia inactivo, foi preso e detido pela Polícia Internacional pouco depois do incidente ter ocorrido. Ambos os suspeitos enfrentarão o Procurador-Geral com acusações de tentativa de homicídio, comportamento desordeiro e posse de armas de fogo.

Depois do incidente dos disparos, a UNPOL e elementos da Investigação Criminal da Polícia Internacional de Timor-Leste (IPTL) fizeram extensos inquéritos, e recolheram informação, que permitiu que a polícia identificasse os dois suspeitos como antigos oficiais da PNTL. Ambos tinham consigo pistolas Glock.

A segunda prisão tem sido saudada como o resultado do trabalho perfeito da Unidade de Investigação Criminal da UNPOL e a cooperação com a comunidade de Timor-Leste que forneceu informações á UNPOL. “Este é um exemplo importante em como os Timorenses podem ajudar a criar uma caminho sustentado para um ambiente seguro cooperando com a Polícia da ONU nas suas investigações em curso em crimes que foram cometidos contra os Timorenses,” disse o Representante Especial do Secretário-Geral SRSG Sukehiro Hasegawa. “Com a ajuda de cidadãos responsáveis na comunidade, a justiça será feita,” disse. Iniciativas de apoio e o recente lançamento pela UNMIT e pelo Ministério do Interior duma iniciativa de policiamento comunitário estão a reforçar os esforços de cooperação entre a Polícia e as comunidades, para a protecção de toda a população.

Hasegawa apelou ainda aos cidadãos de Timor-Leste para assistir ao estabelecimento da Força-Tarefa de Segurança que inclui membros das forças militares internacionais e a UNPOL na recolha de armas ilegais em posse de civis dando qualquer informação sobre essas pessoas. A informação recolhida será confidencial. Uma linha telefónica está a operar 24 horas para os cidadãos darem as informações de posse ilegal de armas de fogo bem como para chamadas de emergência para a polícia foi criada e o número é: 7230365. Em breve o número nacional de emergência (112) será reactivado em Dili.

É lembrado aos oficiais da PNTL para colaborar nos arranjos de segurança estabelecidos e por conseguinte para ajudar na entrega de armas de fogo na posse da população e na posse de oficiais inactivos da PNTL aos militares internacionais ou à UNPOL imediatamente.

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SRSG Hasegawa: “Andemos para a frente, juntos, para desenvolver este país”

Tradução da Margarida.


Missão Integrada da UNU em Timor-Leste (UNMIT) - 19 Setembro 2006, Dili

O representante Especial do Secretário-Geral para Timor-Leste (SRSG), Sukehiro Hasegawa visitou ontem o distrito montanhoso de Ainaro, no sul da capital Dili, onde se encontrou com o Secretário de Estado ada Region II, funcionários do governo local, líderes da Igreja e comunitários, oficiais da polícia nacional (PNTL) e cidadãos Timorenses para obter as suas opiniões sobre a situação corrente do país e como pode a ONU trabalhar com as comunidades locais para as assistir e manter um ambiente seguro e pacífico e para maior desenvolvimento do país.

SRSG Hasegawa foi acompanhado por membros do corpo diplomático da Irlanda, Malásia e Portugal, e por uma equipa da ONU que incluía o Comissário da Polícia da ONU (UNPOL), o Vice-Chefe em exercício do Grupo de Ligação Militar, e um conselheiro do Ministro do Interior, tendo todos participado numa discussão interactiva sobre os desafios que as comunidades em Ainaro enfrentam.

O Vice-Administrador do Distrito Manuel Pereira sublinhou que apesar da situação de segurança corrente em Ainaro permanecer estável, a Missão da ONU continuará os seus esforços para manter a lei e a ordem no país. Pereira sugeriu o lançamento de treino e de actividades geradoras de rendimento, que não só estimularão a economia local, mas também contribuirão para a estabilidade no país.

O Secretário de Estado para a Região II, Sr. Adriano Corte Real, expressou preocupação sobre o número desconhecido de armas nas mãos de civis. Apelou aos Timorenses para pararem as lutas e fez um apelo especial aos jovens para ouvirem os seus líderes e manter a calma em vez de se engajarem em actividades criminosas.

SRSG Hasegawa declarou: “Acreditem na paz, e vivam e trabalhem em harmonia com os vossos vizinhos. Não deixem que a desconfiança e o medo dividam as vossas comunidades. Andemos para a frente, juntos, para desenvolver este país.” Realçou que a ONU estava prestes a completar as investigações independentes aos incidentes de Abril e Maio deste ano. “O processo da justiça pode demorar mas eventualmente a justiça prevalecerá para todos,” disse Hasegawa.

O Comissário da Polícia da ONU Antero Lopes informou a PNTL e a administração do distrito sobre os planos da UNPOL para ajudar as comunidades a restabelecer e a manter a segurança pública através do cumprimento dos deveres da lei e da ordem, e para assistir à reconstituição e fortalecimento da capacidade da PNTL. Lopes informou que a recolha de armas está em boa progressão e reiterou: “É responsabilidade de cada e de todos os cidadãos informar as forças militares internacionais ou a UNPOL sobre a localização das armas de fogo ilegais bem como o nome de todos que têm armas ilegais em seu poder.”

“Não é aceitável que oficiais da polícia, que estão mandatados para proteger a população, cometam crimes contra o seu próprio povo. Cada oficial de polícia tem de respeitar a regra da lei e tem de respeitar o padrão internacional dos direitos humanos,” disse Lopes. Explicou ainda que foi lançado um programa de escrutínio compreensivo da PNTL que em breve permitirá que os oficiais da polícia trabalhem ao lado dos polícias da ONU no cumprimento das tarefas de policiamento. Um total de cerca de 200 oficiais da polícia, incluindo quase 150 PNTL e mais de 50 UNPOL trabalharão em conjunto no distrito de Ainaro.

No fim da manhã, o SRSG Hasegawa teve um encontro com a comunidade local no novo mercado da cidade de Ainaro. Alguns dos assuntos chaves tratados incluíram preocupações com a segurança geral, o estabelecimento da presença da polícia da ONU, bem como preocupações de acesso a água limpa e condições sanitárias.
O SRSG Hasegawa e a delegação também visitou brevemente a igreja local bem como a bomba de água de Ainaro, antes de regressar a Dili.
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A ONU empenhada em dar mais passos para reforçar o sistema nacional de justiça

Tradução da Margarida.


Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) - 19 Setembro 2006, Dili

Sukehiro Hasegawa, o Representante Especial do Secretário-Geral em Timor-Leste, declarou hoje que a nova Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) está a dar mais passos para fortalecer o sistema de justiça nacional, em estreita cooperação com o governo Timorense, tribunais e o serviço de prossecução, e os seus parceiros internacionais.

De acordo com o UNDP, o Conselho de Coordenação (CoC) e o UNDP já têm no local dois (2) juízes internacionais do tribunal de recurso, três (3) juízes de tribunal de distrito, cinco (5) procuradores, e três (3) defensores públicos – com pessoal de apoio (funcionários e intérpretes). Um juiz de tribunal de distrito adicional chegará esta semana. Está-se a recrutar mais um juiz para o tribunal de recurso e nas próximas semanas serão recrutados um outro juiz para de tribunal de distrito e um defensor público.

Os funcionários legais foram providenciados através do UNDP e vêm do Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, e Portugal. O seu destacamento em Timor-Leste foi possível por contribuições voluntárias da Austrália, Brasil, Irlanda, Noruega, e Portugal. O destacamento estava planeado em 2005, como parte do "Programa Sistema de Justiça " que é implementado pelo CoC e UNDP.

Quando estes destacamentos do UNDP foram planeados no ano passado, foi pensado que os conselheiros ajudariam a apoiar a realização de serviço no sistema judicial depois do fim da UNOTIL, com os seus 17 conselheiros no sistema de justiça. A crise presente e o trabalho suplementar, contudo, não foi planeado na altura. "O número de conselheiros no sistema judicial tem sido sempre o mínimo. De modo a responder à crise não prevista, para aumentar a confiança pública no sistema judicial, e para evitar a acumulação de casos que poderiam impedir a longo prazo o desenvolvimento das instituições judiciais, o seu número deve ser aumentado no imediato," comentou Mr. Finn Reske-Nielsen, o Representante Residente do UNDP e Vice-Representante do Secretário-Geral em Timor-Leste. "O UNDP encoraja todos os parceiros estratégicos a providenciarem os necessários recursos extras para o recrutamento de conselheiros sob o "Programa Sistema de Justiça”, e em breve apresentará uma proposta para esse efeito à comunidade de dadores," acrescentou o DSRSG Reske-Nielsen.

O pessoal extra que vai ser proposto pelo UNDP aumentará a eficácia dos esforços presentes para imposição da lei, e para reduzir os casos acumulados que podiam impedir a longo prazo o desenvolvimento das capacidades institucionais no sistema de justiça.

"Dou as boas vindas aos esforços do UNDP para fortalecer o sistema de justiça. A UNMIT está a fazer arranjos para serem destacados até três procuradores adicionais numa base de três meses de modo a possibilitar que os serviços de prossecução nacional respondam ao aumento de casos que resultaram da crise recente," anunciou Hasegawa. Estes três procuradores virão como um suplemento para os conselheiros do UNDP para ajudar a processar uma grande carga de trabalho no imediato.

O sistema nacional de justiça, com o apoio de especialistas internacionais está a fazer esforços na gestão do aumento da carga de casos. Durante o mês de Agosto, e apesar do facto de entre 21 de Agosto a 1 de Setembro ser um feriado judicial, o tribunal realizou 37 audições pré-judiciais, 5 audições judiciais e 9 julgamentos expeditos.

Hasegawa realçou que a comunidade internacional está consciente, e responderá, às aspirações e pedidos de justiça, e de um tratamento justo e igual a todos os alegados de terem cometido actos criminosos.

"O que conta é que, no fim, a justiça seja feita para todos apoiada nos princípios de integridade, imparcialidade e independência. Assim, depois de um julgamento justo, os inocentes serão libertados e os que forem considerados culpados de actos criminosos serão condenados e sentenciados de acordo com a lei do país," disse Hasegawa.
A Missão Integrada da ONU em Timor-Leste terá um mandato de tarefa, entre todos, "para assistir, em cooperação e coordenação com outros parceiros, na construção de capacidade nas instituições do estado em áreas onde se requer especialidade especializada como no sector da justiça" e "em mais reforço da capacidade nacional e de mecanismos para a promoção da justiça," concluiu Hasegawa.

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Uma fascinante série sobre os tumultuosos acontecimentos de 1999... Estreia 5ª feira!

Caros amigos:

se puderem, vejam esta série de TV. Não só porque é sobre Timor-Leste, mas porque é uma série de óptima qualidade, desde a direcção à fotografia, passando pela música e pelo trabalho dos actores. Aqui, para além dos actores profissionais, gostaria de destacar o magnífico trabalho feito pelos actores timorenses, começando pelo nosso colega Alex Tilman (Isménio, na série). Apesar de todos serem amadores, quase fazem esquecer a actuação dos dois protagonistas.

A série está centrada no referendo de 1999. Reproduz fielmente o ambiente que se viveu nessa altura, ao ponto de quase julgarmos que se trata de uma reportagem e não de um filme. Também os cenários são muito realistas, fazendo-nos crer que tudo foi filmado em Timor-Leste (Austrália, na realidade). Os timorenses ocupam o lugar central da série e inclusive há imensas sequências com diálogos em Tétum.

Enfim, uma agradável surpresa que recomendo vivamente aos fãs de Timor e não só.

H.Correia.


TIMOR, A FERRO E FOGO


Zoe Breennan, uma agente canadiana e Mark Worth da polícia federal australiana, oferecem-se como voluntários para uma missão das Nações Unidas em Timor Leste, como polícias civis, se bem que por diferentes razões.

Rapidamente, encontram-se a trabalhar com Ismenio Soares, um jovem estudante timorense de vinte e quatro anos, cujos sentimentos ambíguos em relação aos dois estrangeiros e ao seu próprio país, irão afectar as três vidas...

Mark e Zoe estão desarmados e emocionalmente não estão preparados para a realidade sangrenta de Timor. Mas Ismenio viveu durante toda a sua existência debaixo do jugo dos indonésios e não acredita que a comunidade internacional tenha vindo para o seu país para o salvar.

Os seus medos realizaram-se quando o país entrou em luta e as Nações Unidas tiveram de o abandonar. Mark e Zoe foram forçados a abandonar Ismenio e a sua família a um destino de pesadelo nas mãos dos militares indonésios e das suas milícias assassinas.

De regresso a casa o australiano e a canadiana, atormentados pela culpa, tentam rectificar o que tentaram fazer, embora falhando, para os proteger. Ambos regressam às ruinas de Timor. Mark procura vingança mais do que justiça. E Zoe apercebe-se de que os seus sentimentos para com Ismenio andam mais depressa do que ela queria...

Mas o jovem estudante que ela deixou para trás não é o mesmo homem que ela vai encontrar...

Timor, a Ferro e Fogo... uma fascinante série de 4 episódios, estreia 5ª feira na RTP!

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De um leitor

Para além de darem voz a Timor na luta pela independência, alguns jornalistas escreveram livros importantes para se conhecer a nossa história. Deixo para divulgação pelo Timor-Online uma lista de livros de jornalistas portugueses que estiveram em Timor:

ADELINO GOMES, "As Flores Nascem na Prisão". (sobre o primeiro ano da independência)

MANUEL ACÁCIO, "A Última Bala é a Minha Vitória - A História Secreta da Resistência Timorense". (sobre a história das FALINTIL)

MANUEL ACÁCIO, "Timor - Os Peregrinos da Liberdade". (sobre o referendo e os tempos até à independência)

LUCIANO ALVAREZ, "Aquilo que Nunca Se Pode Esquecer". (sobre o referendo)

LUCIANO ALVAREZ E OUTROS, "O Insuportável Ruído das Lágrimas". (sobre o referendo)

HERNÂNI CARVALHO, "Os dias da UNAMET". (sobre o que se passou na Unamet depois do referendo)

ANTÓNIO VELADAS, "Timor, Terra Sentida". (sobre o referendo e os tempos até à independência)

ÁLVARO MORNA, "Timor - Uma Lágrima de Sangue". (sobre o referendo)

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ONU: As eleições em Timor-Leste devem ser livres e justas

Tradução da Margarida.


The Jakarta Post – Terça-feira, Setembro 19, 2006

Este mês, o Gabinete da ONU em Timor-Leste (Unotil) está a começar a aumentar a sua presença no país através duma nova força policial formada, que terá 1,800 elementos no próximo ano. O representante especial do Secretário-Geral da ONU em Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, falou com Jonathan Dart do The Jakarta Post sobre o trazer de volta a paz e a estabilidade à nação inquieta.

A Missão da ONU em Timor-Leste era até há pouco tempo considerada um dos grandes sucessos da ONU. Ainda é o caso?

Ainda temos uma oportunidade que continue a ser uma história de sucesso. Contudo, isso requererá um engajamento neste país duma natureza diferente. Não deveremos simplesmente fornecer assistência da mesma natureza de antes. Penso que temos de ter em engajamento mais robusto – chamar-lhe-ia um "engajamento".

Um estudo do Banco Mundial disse que muitos dos novos países independentes depois de cinco anos descaem em conflito. Este é o teste real.

Diria que há mesmo um risco lá, temos que ser cuidadosos. Há diferentes partidos políticos e diferentes grupos com diferentes agendas e interesses, e todos eles procuram o poder e o acesso aos recursos; portanto as apostas estão muito altas. E quando as apostas estão altas, estes grupos podem deitar mão a meios ilegais para ganhar votos, ou podem não aceitar o resultado das eleições. Há um potencial de grandes desacordos entre os participantes.

O que fará a ONU como parte deste "engajamento"?

Deixe-me dar-lhe um exemplo na parte eleitoral. No próximo ano, (Timor-Leste) vai ter eleições presidenciais e parlamentares. São extremamente importantes. São as primeiras eleições nacionais desde a independência, um período de cinco anos.

Penso que a ONU tem uma oportunidade para mostrar que pode ajudar os Timorenses a terem estas eleições de forma certa. Noutras palavras, as eleições têm de ser livres, justas, transparentes e credíveis. Mas para fazer isso, temos de ter uma nova modalidade de engajamento construtivo.

Um exemplo é o caso na Indonésia há dois anos atrás, quando Susilo Bambang Yudhoyono foi eleito. Lembra-se que as eleições foram conduzidas por uma comissão eleitoral independente nacional. Falei recentemente com o Ministro dos Estrangeiros Hassan Wirayuda e ele disse que as eleições foram conduzidas por um órgão independente e que a presidente Megawati Soekarnoputri aceitou o resultado. Concordo que este país deve na verdade seguir o exemplo dado pela Indonésia; que as eleições sejam planeadas, organizadas, administradas, monitorizadas e supervisionadas por um órgão eleitoral independente nacional.

Resolverão as eleições do próximo ano os problemas de Timor-Leste?

Penso que as eleições são a chave para trazer a permanência na legitimidade no. O corrente governo é liderado por um homem muito admirável, uma pessoa que muito respeito -- José Ramos-Horta. Este país tem muita sorte em o ter.

Mas o governo ele próprio permanece muito intacto, não mudou muito desde antes. O parlamento basicamente é dominado pela Fretilin e eles continuam a governar o país e há alguma gente – o Major Alfredo Reinado por exemplo – que questiona a legitimidade desse governo. Penso que as eleições trarão mais permanência na legitimidade.

As eleições somente, contudo, não resolverão o problema. Terá que haver responsabilização para os actos criminosos que foram cometidos no passado.

A ONU tem correntemente uma comissão independente de inquérito que terminará o seu trabalho em cerca de quatro semanas. Vão publicar as suas descobertas e recomendações e estas poderão levar a mais investigações criminais e a processos judiciais. Esse processo tem que ser prosseguido para este país se sentir à vontade com ele próprio.

Disse que a legitimidade do governo corrente está a ser disputada em Timor-Leste. O Ministro dos Estrangeiros Hassan apoiou recentemente Ramos-Horta. Acha que a Indonésia deve ser vista a tomar partido nesta altura?

Penso que a Indonésia deve apoiar o governo aqui porque, apesar de haver algumas pessoas que podem questionar a sua legitimidade, na minha opinião este governo é constitucional com a aprovação completa do Presidente (Xanana Gusmão).

Por fim, Ramos-Horta foi aceite pelo presidente. Depois ele decidiu formar este governo, e devem manter-se no poder até as próximas eleições se realizarem em Abril do próximo ano.

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Tell the Australia and the U.S. to Support a Unified UN Mission in Timor-Leste

Phone, fax or e-mail the U.S. and Australian missions to the United Nations today! See sample letters below.

Tell them that a fully integrated UN mission – which must include a single military force - will
provide the best support for Timor-Leste. If Australian soldiers are separate from the
integrated UN effort, coordination will be more difficult and resentment toward Australia will grow within Timor-Leste.

Permanent Mission of Australia to the UN, Ambassador Robert Hill (212) 351-6600; fax (212) 351-6610;
australia@un.int
150 East 42 St, 33rd Flr.
New York, NY 10017-5612

Australians can write PM Howard directly at http://www.pm.gov.au/email.cfm

United States Mission to the UN, Ambassador John R. Bolton (212) 415-4000, fax (212) 415-4443;
usunpublicaffairs@state.gov
140 East 45 St.
New York, N.Y. 10017

You can fax both missions from ETAN's website: go to http://etan.org/action/2006/09unified.htm.

Thank you for your support. Please let us know the results of your contacts.

Contact John M. Miller (718) 596-7668; etan@etan.org.


See additional background below.

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Sample Letter for Australian Ambassador:

Dear Ambassador Hill,

I am writing to urge Australia to fully participate in an integrated UN mission in
Timor-Leste. Australia's wish to keep its troops under separate command is not in Timor-Leste's interest and will make international support for Timor-Leste in its current crisis less effective.
Such an arrangement will also exacerbate resentment toward Australia among the Timorese people.

Helping Timor-Leste achieve stability, peace and democracy requires a well-coordinated
international response involving all participating countries and international institutions.

Integrating all the international security components will improve accountability and demonstrate respect for the people and government of Timor-Leste, given their government's clearly expressed preference for an integrated UN mission.

Thank you for your consideration. I look forward to your response.

Sincerely,

NAME AND CONTACT INFORMATION

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Sample Letter for U.S. Ambassador:

Dear Ambassador Bolton,

I am writing to urge U.S. support for a fully integrated UN mission in Timor-Leste. Australia's
wish to keep its troops under separate command is not in Timor-Leste's interest and will make
international support for Timor-Leste in its current crisis less effective. Such an arrangement will also exacerbate resentment toward Australia among the Timorese people.

Helping Timor-Leste achieve stability, peace and democracy requires a well-coordinated
international response involving all participating countries and international institutions. Integrating all the international security components will improve accountability and demonstrate respect for the people and government of Timor-Leste, given their government's clearly expressed preference for an integrated UN mission.

Thank you for your consideration. I look forward to your response.

Sincerely,

NAME AND CONTACT INFORMATION


Background

In response to Timor-Leste's recent crisis, the UN has expanded its mission for Timor-Leste. In
creating UNMIT (United Nations Integrated Mission in Timor-Leste) on August 25, the UN Security Council deferred deciding on whether the bulk of its military component should be part of the UN mission or remain under Australian command. A final decision on the military command structure will be made after the Secretary-General reports on the issue October 25.

While Australia has placed its police within a unified UN police force, it has insisted on keeping its military troops (the majority of the multinational force deployed in late May at the request of Timor-Leste government) under Australian command. This position is contrary to the recommendation of the UN Secretary-General and to the wishes of Timor-Leste and other
governments who prefer a unified military force integrated into the UN mission. The U.S. and UK support Australia.

Australia's insistence on keeping its troops under a separate, national command structure will
make coordination difficult, lessening the confidence and security that the UNMIT is intended to provide for the people of Timor-Leste. It will also increase already heightened suspicion among many East Timorese of the motives of the Australian forces.

The Timor-Leste NGO Forum has also urged an integrated mission, saying that "there will be a
greater degree of accountability for UN forces as it is a civilian led, international, neutral
institution." The group added, "There is an inherently unequal relationship in Timor-Leste's
dealings with other more powerful countries on a bilateral basis. Working through the UN would avoid this situation."

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A força internacional em Dili apanha 1,700 armas

Tradução da Margarida.

Agence France-Presse - Setembro 19, 2006

O responsável Australiano da força multinacional diz que perto de 2,000 armas foram apanhadas em Timor-Leste num esforço em curso para tirar as armas de fogo das ruas violentas do país.

"Mais de 1,700 armas de fogo já foram reunidas e está em processo a recolha das armas" disse o Brigadeiro-General Mick Slater numa declaração da ONU.

"Milhares de armas tradicionais foram reunidas e destruídas."

Alguns 3,200 elementos foram destacados para Timor-Leste em Maio no meio duma ruptura na segurança na capital, que deixou ao menos 21 pessoas mortas.

Facções de militares e de polícias confrontaram-se em batalhas de rua depois de cerca de 600 soldados desertores terem sido despedidos, enquanto gangs alinhados em divisões do leste e oeste também se confrontaram.

Desde então, a ONU assumiu o policiamento na nação da meia-ilha e as forças de manutenção da paz têm lutado para conter a violência esporádica de gangs, que deixou uma pessoa morta na semana passada.

O Brigadeiro Slater diz que as armas militares têm estado em segurança enquanto que "a maioria " das armas da polícia agora estão encontradas.

A declaração da ONU diz que a Força-Tarefa de Segurança – envolvendo a ONU bem como as forças internacionais - "concordou em organizar uma campanha de recolha de armas trabalhando de perto com as estruturas existentes das comunidades locais ".

Numa recomendação de viagem a Austrália, no Domingo, avisou que Timor-Leste, a mais pobre nação da Ásia, poderia enfrentar uma insurgência com protestos anti-governamentais e desassossego civil esta semana ou na próxima.

Dezenas de milhares de deslocados mantêm-se em campos em Dili e nos distritos que a cercam, demasiado atemorizados para regressarem às suas casas no meio das incertas condições de segurança.

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terça-feira, setembro 19, 2006

Dos leitores

Quantos dos que aqui escrevem se dividiram com o nosso Povo, antes durante e depois do referendo de 30 de Agosto de 1999? Quantos passaram fome, quantos choraram por ver os mortos, os mutilados, as crianças violadas, os mais velhos abandonados, os bens destruidos? Quantos destes criticos deram a vida por Timor, cá dentro? Lembro os cinco de Balibó em 1975 executados! Lembro o jornalista do jornal financeiro assassinado em Bécora! Lembro o jornalista católico indonésio assassinado com as madres em Laga! Lembro o jovem jornalista Abilio morto a tiro pelos militares indonésios em plena Dili!

Tantos que posso lembrar e alguns conheci! Outros daqueles que sobreviveram também conheci alguns, os acolhi e lhes agradeci. Mas ouvi sempre as mesmas palavras "são voces que estão a sofrer, nós só mostramos ao mundo o que aqui se passa", diziam sem nada cobrar!

Querem os senhores desviar as atenções para o que se passa aqui? Em Dili? Não foram os jornalistas que criaram a situação! Foomos nós que permitimos que isto acontecesse! Influenciados e ajudados ou não, fomos e somos nós timorenses os responsáveis!

Respeitem quem não conhecem pois nós timorenses respeitamos quem um dia esteve com a vida por um fio devido à nossa causa!

Olga

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Tem razão os jornalistas gritaram para fora de Timor, ajudaram os nossos gritos de desespero chegarem ate o fim do mundo. Anda me lembro em 1999 no telhado do Makota o Hernani de Carvalho passar imagens que para nós seriam impossíveis se não fosse a coragem deles, dos jornalistas....

A Anabela Gois da Rádio Renascenca pequenina de tamanho mas grande no seu trabalho fez-me muitas vezes chorar com as suas reportagens. O Luciano Alvarez, o Paulo Nogueira da Lusa, E tantos, tantos outros Portugueses e estrangeiros fizeram a nossa voz ser ouvida pelo mundo inteiro. E como não podia deixar de ser o Senhor Adelino Gomes , esse grande senhor dos jornais...

Viva os jornalistas

Manecas

...

Os timorenses ainda não se aperceberam do descrédito em que caíram muitos dos seus líderes, sobretudo Xanana Gusmão. E isso leva os jornalistas a desinteressarem-se pela situação de um país que está, por sua exclusiva culpa, a estragar aquilo porque lutou.

Timor só ganhou lugar na imprensa portuguesa devido à situação trágica que viveu, ao exemplo heróico de um povo que lutou contra o extermínio, e ao empenho de vários jornalistas que se interessaram pela questão timorense. Não duvido que homens como Adelino Gomes, Manuel Acácio, Rui Araújo, António Sampaio ou Mário Robalo estão entre os portugueses que olham para Timor-Leste com mais desilusão e sofrimento!

...

Somos humanos...e erros toda a gente comete! Os jornalistas não fogem a isso! De qualquer modo, devemos considerar que foram eles que passaram (e passam)TIMOR cá para fora! Se são solteiros, casados,se têm negócios... é lá com eles.

Temos é que de facto nos lembrar que eles OS JORNALISTAS, sem fazer distinções( uns melhores que outros, claro, temos que ser nós a fazer a escolha),foram os nossos olhos, os nossos ouvidos e o nosso coração em TIMOR! Com eles, aprendi a sofrer e amar este POVO, a quem tanto quero! Com eles, tive horas de angústia e silêncio, nos relatos impressionantes e directos, que eram mais do que meras palavras: eram o sentir do momento,o estar lá, o sofrer lá, em directo! Com eles, aprendi e aprendo, que o Povo de Timor, sofreu e continua a sofrer, não por culpa deles, mas sim , por interesses obscuros de potências vizinhas e longínquas, que deitam mão de tudo para desacreditar o PAÍS do SOL NASCENTE!

Se os jornalistas não se interessassem por TIMOR, como poderíamos nós construir este blog, (ou outro), onde debateríamos as ideias e comentaríamos os factos que nos são apresentados em ângulos diversos? Acho muito cruel, estarem atacar os jornalistas, sobretudo, identificando os que que muito sofreram por lá, digam o que disserem!Para os JORNALISTAS fica aqui, reconhecidamente,
o meu braço e uma palavra de agradecimento pelo muito que me ensinam sobre TIMOR!

Fítun Taci

...

Nem sempre assim foi jornalistas por aí passaram que deram grande cobertura e destaque das coisas boas do país, alguns até deixaram obra e obras em português.

Ainda me lembro dos programas semanais da RDP em directo de Timor Leste. Em Díli como professor pela FUP testemunhei programas fantásticos ao vivo de cinco horas em frente à Embaixada de Portugal pela rádio portuguesa da RDP fundada pelo jornalista António Veladas da RDP. Havia entrevistados, grupos de artes dos quatro cantos de Timor e música para os jovens. Tudo em português e em Tétum. Também assisti ao programa ao vivo do Euro 2004 onde não faltou uma baliza e os ilustres da política timorense para rematarem à baliza. Um programa que ajudou a dar ao povo timorense a força que mostrou pelo nosso país durante o campeonato da europa. A rua estava cheia, a polícia cortou metade da artéria ao lado palácio e os Cinco do Oriente tocaram para todos os que ali estavam na rua e para os que estavam em casa.Um espectaculo muito saudavel com o jornalista da RDP e com o jornalista da RTP juntos a ao vivo.

Já aconteceram coisas muito boas em Timor e de Timor para Portugal e para o mundo.



entao vamos a mais nomes de jornalistas que sofrem por timor e ainda continuam a acreditar que sim senhor timor vai em frente:anabela gois, joao pedro fonseca, filipe fialho, antonio veladas, henrique botequilha, etc...

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UNMIT Daily Media Review

Tuesday, 19 September 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

Protest Re-Scheduled

The planned organized protest by FNJP for September 20 has been postponed and will take place at another time if the demands of the group are not met, said the Secretary General of FNJP Vital dos Santos. According to Vital dos Santos, the group’s priority will be to speak to the government and the National Parliament and present the four main demands, which he refused to reveal, saying it is related to the concerns of the current situation. Dos Santos said if there is a solution following the meetings, the protest will be cancelled, adding, some members of the government, concerned with the current situation, called the meeting with his group.

In the meantime the coordinator of Unidade Joventude, Transparensia e Justisa (UJTJ), João “Choque” da Silva said his group totally rejects the planned protest by FNJP with its aim of dissolving the National Parliament. According to Da Silva, the protest would not be conducive with the actual situation or help to resolve the problems that have emerged. He agrees that the protest would be more appropriate to push for improvements in the judiciary system but not to dissolve the Parliament or change the government, adding time is of the essence to resolve the problem and it cannot be accomplished overnight. The Coordinator of UJTJ said protests should not be used with the intention to disintegrate the nation. He appealed to all the youth not to become victims of political interests.

In relation to talks of protest for September 20, Minister of Interior, Alcino Barris said his ministry had not received a request, noting that without an authorization a protest will not take place. (STL, TP, DN)

Dissolution of Parliament Would Not Resolve Problems: Lu’Olo

President of the National Parliament, Francisco Lu’Olo Guterres said the dissolution of Parliament will not resolve any of the current problems; on the contrary, it would aggravate the crisis. Lu’Olo said the protest in the month of June following burnings, looting and killing of some people was to pressure Mari Alkatiri to step down in order to stop the crisis but it still continues. He said the best solution would be for everybody to reflect, sit together and find a solution to safeguard the nation rather than dissolve the Parliament. The President of the Parliament said as per the Constitution of RDTL anyone is entitled to protest provided they obey the rule of law. (STL)

Elections Preparations

Political parties are gearing up for the 2007 elections. According to the media, Partido Democratica Cristão (PDC) is holding preparations at the grass root level in the districts. Antonio Ximenes, President of PDC said part of his party program is to provide political education to its members.

President of ASDT, Xavier do Amaral said his party is holding a national congress in its headquarters in Lecidere, Dili on September 23. Pending the security situation, each district is scheduled to send 34 delegates, totaling about 400, the numbers of members expected for the congress. But Xavier Amaral said some districts might send only 10 members due to financial and logistical problems. (STL, DN)

National Dialogue

Around 150 participants from 13 Districts left Dili on Monday to participate in the National Dialogue in Oecussi. Aurelio Ribeiro, the National Dialogue Organizing Committee said the participants are from various organizations from the districts as well as organizations that used to be part of the resistance like Ojetil, religious organizations, student movements and about 10 friends from Indonesia. Ribeiro said one of the objectives of the dialogue is to cultivate trust between the students and the youth from the 13 Districts, to clear the issue of Loro Monu, LoroSae and to provide a solution to help resolve the crisis of the nation ultimately strengthening peace and national unity in the country. STL reported that Prime Minister Jose Ramos-Horta would participate in the dialogue, which will conclude on September 25. (STL)

Population Should Not Listen To False Information: Hasegawa

During his official visit to Ainaro on Monday (18/9) SRSG Sukehiro Hasegawa appealed to the population of that district not to listen to false information as it would be harder to overcome the crisis. He appealed to the population to continue working to put an end to the crisis that emerged a few months ago. SRSG Hasegawa stressed that the population must work together to strengthen peace and unity. In return, the population of Ainaro asked Hasegawa to help find ways to resolve the political crisis. They expressed concerned with the PNTL institution and want it to be reorganized and stronger in future. On the same occasion, UN Acting Police Commissioner, Antero Lopes also showed photos of Becora Prison escapees and asked them to contact police if any of the escaped inmates are sighted in the area or if anyone has any information on the whereabouts of the escapees, including Major Aflredo. (STL)

China Donates 500 Tonne oF Rice (DN)

Popular Republic of China donated around 500 tonnes of rice to the government of Timor-Leste to help the vulnerable people and victims of natural disasters. The donation was officially presented to the Minister of Labor and Community Reinsertion Arsenio Bano on Monday(18/9). According to China’s Ambassador to Timor-Leste, Su Jian, his government has been providing food assistance once a year to Timor-Leste to help the Timorese people. (TP, DN, STL)

RTTL news headlines
19 September 2006

In order to consolidate the Fretilin Party in the village and Sub-district level, we have to organize ourselves: Fernandes

Speaking to the Fretilin militants of the Fretilin Party and RDTL at a Flags Raising ceremony on Monday, 18 September 2006, held in Venilale-Baucau, the Deputy of Secretary-General of Fretilin, Jose Manuel Fernandes reportedly said that in order to gain victory in the 2007 General Election, Fretilin members should be well-organized, mobilized, and consolidated to secure the party to win in the coming election. In addition, Mr. Fernandes reportedly called for the East Timorese Youths Association, known as Joventude Loriku Asu-Ain, to stand firmly for National Unity and to defend RDTL including the Fretilin Party.

Democratic Party (Partido Democrata) held its first district Congress in Ermera on Saturday, 16 September 2006

Speaking to the journalists post congress of PD in Ermera, the Secretary-General of the party, Mariano Sabino, reportedly said that PD is one of the best alternatives for the people of East Timor. He emphasized that PD is the alternative party that fully supports peace, justice, and unity of East Timor. He said that there is only one East Timor, no Lorosa’e & Loromonu. In a separated interview, the president of PD, Fernando de Araujo La-sama reportedly told the media that if PD gains the victory in the 2007 General Election, they will change the government system from a semi-presidential to a presidential system. The reasons stated are to shorten the bureaucracy and reduce the state expenses.

In addition, at the same occasion, PD also hosted the first congress for the organization of the democratic women (OMD). The Secretary General of OMD, Teresa Maria de Carvalho reportedly told the media that the main objective of the first congress is to overview the equality and gender issues on the party leadership and prepare themselves to the coming election.

The Minister of the Interior, Alcino Barris denied rumors of a plan to hold a demonstration

In relation to the plan to have a large demonstration on 18-20 September 2006, the Minister of Interior, Alcino Barris reportedly told the media that the rumour is not true. He then emphasized that any demonstration can only take place if the demonstrator’s representatives send a formal request and obtain authorization.

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Cooperation between UNPOL and Timorese Community Aids in Second Arrest for IDP Camp Shooting

United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) - 19 September 2006, Dili

UN Police (UNPOL) yesterday made a second arrest for an incident that occurred on 1 September at the Jardim Internally Displaced Persons’ (IDP) camp near the sea port in the capital of Dili in which five people suffered gun shot injuries when a group of men carrying firearms fired into the crowd at the camp.

An inactive officer of the national police (PNTL) was arrested earlier in the day by UNPOL’s Criminal Investigation Unit in relation to the shooting. A first suspect, also an inactive PNTL officer, was arrested and detained by International Police shortly after the incident occurred. Both suspects will face the Prosecutor-General on charges of attempted murder, riotous behaviour and possession of a firearm.

After the shooting incident, UNPOL and International Police of Timor-Leste (IPTL) Criminal Investigation elements made extensive enquiries, and gathering information, which enabled the police to identify the two suspects as former PNTL officers. Both were carrying Glock pistols.

The second arrest has been hailed as the result of thorough work by the UNPOL Criminal Investigation Unit and cooperation from the Timor-Leste community by providing information to the UNPOL. “This is an outstanding example of how the Timorese can help to create a sustainable path to a secure environment by cooperating with the UN Police in their ongoing investigations into crimes that have been committed against the Timorese people,” the Special Representative for the Secretary-General SRSG Sukehiro Hasegawa said. “With the help of responsible citizens in the community, justice will be served,” he said. Advocacy initiatives and the recent launching by UNMIT and the Ministry of Interior of a community-policing initiative are enhancing cooperation efforts between Police and communities, for the protection of all the population.

Hasegawa has further appealed to the citizens of Timor-Leste to assist the established Security Task Force which includes members of the international military forces and UNPOL in collecting illegal weapons in possession of civilians by offering any information available about those persons. Such information provided will be kept confidential. A hotline number operating 24 hours for citizens to call and provide any information on illegal possession of firearms as well as to call for police emergency response has been established: 7230365. Soon the national emergency number (112) will be reactivated in Dili.

PNTL officers are reminded to collaborate in the safety and security arrangements established and hence help surrender firearms in the possession of the population and in the possession of inactive PNTL officers to the international military or UNPOL immediately.

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SRSG Hasegawa: “Let us move forward, jointly, in developing this country”

United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) - 19 September 2006, Dili

The Special Representative of the Secretary General (SRSG) for Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa yesterday visited the mountainous district of Ainaro, south of the capital Dili, where he met with the Secretary of State for Region II, local government officials, Church and community leaders, national police officers (PNTL) and Timorese citizens to seek their views on the current situation in the country and how the United Nations could work together with local communities to assist them in maintaining a secure and peaceful environment and to further develop the country.

SRSG Hasegawa was accompanied by members of the diplomatic corps from Ireland, Malaysia and Portugal, and a UN team including the United Nations Police Commissioner (UNPOL), Acting Deputy Chief of the Military Liaison Group, and an Adviser to the Minister of Interior, all of whom participated in an interactive discussion on challenges facing local communities in Ainaro.

Deputy District Administrator Manuel Pereira pointed out that although the current security situation in Ainaro remained stable, the UN Mission should continue its efforts to maintain law and order throughout the country. Pereira suggested the launching of training and income-generating activities, which would not only stimulate the local economy, but also contribute to the stability in the country.

The Secretary of State for Region II, Mr. Adriano Corte Real, expressed concern about the unknown number of weapons in the hands of civilians. He called upon the Timorese to stop fighting each other and made a special appeal to the youth to listen to their leaders and to maintain calmness instead of engaging in criminal activities.

SRSG Hasegawa stated: “Believe in peace, and live and work in harmony with your neighbours. Don’t let distrust or fear divide your communities. Let us move forward, jointly, in developing this country.” He noted that the UN was about to complete the independent investigations into the violent incidents of April and May this year. “The process of justice may take time but eventually justice will prevail for all,” Hasegawa said.

UN Police Commissioner Antero Lopes briefed the PNTL and the district administration on UNPOL’s plans for helping communities reinstitute and maintain public security through the discharge of law and order duties, and assist in reconstituting and strengthening the capacity of PNTL. Lopes informed that the collection of weapons has been progressing well and reiterated: “It is the responsibility of each and every citizen to inform the international military forces or UNPOL about the location of illegal firearms as well as name everyone who is in the possession of illegal weapons.”

“It is not acceptable that police officers, who are mandated to protect the population, commit crimes against their own people. Each police officer has to abide by the Rule-of-Law and respect international human rights standards,” Lopes said. He further explained that a comprehensive PNTL screening programme has been launched which will soon allow PNTL officers and UN police to work side by side in carrying out policing duties. A total of about 200 police officers, including almost 150 PNTL and above 50 UNPOL will be working jointly in the district of Ainaro.

Later in the morning, SRSG Hasegawa held a meeting with the local community at the new market in Ainaro town. Some of the key issues addressed included general security concerns, the establishment of the United National police presence, as well as concerns about access to clean water and sanitation.

SRSG Hasegawa and the delegation also briefly visited the local church as well as the water pump in Ainaro, before returning to Dili.

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UN committed to take more steps to strengthen the national justice system

United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) - 19 September 2006, Dili

Sukehiro Hasegawa, the Special Representative of the Secretary-General for Timor-Leste, today stated that the newly established UN Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) is taking more steps to strengthen the national justice system, in close cooperation with the Timorese government, courts and prosecution service, and its international partners.

According to UNDP, the Council of Coordination (CoC) and UNDP already have in place two (2) international appeals court judges, three (3) district court judges, five (5) prosecutors, and three (3) public defenders – with support staff (clerks and interpreters). One additional district court judge will arrive this month. One more appeals court judge is under recruitment, and one district court judge and one public defender will be recruited over the coming weeks.

The legal officials provided through UNDP come from Brazil, Cape Verde,Guinea-Bissau, and Portugal. Their deployment in Timor-Leste has been made possible by voluntary contributions from Australia, Brazil, Ireland, Norway, and Portugal,. Their deployment was planned in 2005, as part of the "Justice System Programme" which is implemented by the CoC and UNDP.

When these UNDP deployments were planned last year, it was envisaged that the advisers would help in upholding service delivery in the judicial system after the end of UNOTIL, with its 17 advisers in the justice system. The present crisis and caseload were, however, not planned for at the time. "The number of advisers in the judiciary has always been a minimum. In order to address the unforeseen crisis, to enhance public confidence in the judiciary, and to prevent the accumulation of backlogs that could impede on the longer-term development of the judicial institutions, their number should be increased in the immediate term," commented Mr. Finn Reske-Nielsen, UNDP Resident Representative and Deputy Special Representative of the Secretary-General for Timor-Leste. "UNDP encourages all strategic partners to provide the necessary extra resources for the recruitment of advisers under the "Justice System Programme", and will soon present the donor community with a proposal to that effect," DSRSG Reske-Nielsen added.

The extra personnel soon-to-be proposed by UNDP will boost the effectiveness of present law enforcement efforts, and to reduce case backlogs that could impede on the longer-term development of institutional capacities in the justice system.

"I welcome UNDP efforts to strengthen the justice system. UNMIT is making arrangements for up to three additional prosecutors to be deployed on a three-month basis in order to enable the national prosecution services to respond to the increased case load that resulted from the recent crisis," Hasegawa announced. These three prosecutors will come as a supplement to the UNDP advisers and help process a high workload in the immediate term.

The national justice system, with the support of international experts is making efforts in handling the increased case load. During the month of August, and despite the fact that from 21 August to 1 September it was a judicial holiday, the court held 37 pre-trial hearings, 5 trial hearings and 9 expedite trials.

Hasegawa pointed out that the international community is aware of, and will respond to, the aspirations and demands for justice, and fair and equal treatment of everyone alleged of having committed a criminal act.

"What counts is that, in the end, justice be done for all by upholding the principles of integrity, impartiality and independence. That, after a fair trial, innocent people are acquitted and those individuals found guilty of criminal acts are convicted and sentenced in accordance with the law of the land," Hasegawa said.

The United Nations Integrated Mission in Timor-Leste will have the mandated task, inter alia, "to assist, in cooperation and coordination with other partners, in further building the capacity of State institutions in areas where specialized expertise is required, such as in the justice sector" and "in further strengthening national capacity and mechanisms for promoting justice," Hasegawa concluded.

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Manifestação contra governo adiada "sine die" - Major Alves Tara

Díli, 19 Set (Lusa) - A Frente Nacional para a Justiça e Paz (FNJP) de Timor-Leste anunciou hoje o adiamento por tempo indeterminado de manifestações c ontra o governo para aguardar respostas às suas reivindicações, que incluem a ex igência de uma remodelação governamental.

"O primeiro passo é encontrar condições de diálogo [com o governo] e só se não houver resposta positiva às nossas exigências é que tencionamos entregar a decisão ao povo, que decidirá então da realização da manifestação", disse à Lusa o coordenador da FNJP, major Alves Tara, após uma reunião com o segundo vice-primeiro-ministro timorense, Rui Araújo.

A 12 de Setembro, a FNJP tinha dado um prazo de uma semana ao governo l iderado por José Ramos-Horta para que fossem dadas respostas a reivindicações que vão desde uma remodelação governamental até reformas no sector da Justiça.

Findo esse prazo, a FNJP ameaçara promover manifestações em Díli contra o governo, que se esperavam a partir de quarta-feira.

A decisão de adiar as manifestações foi anunciada após um encontro, hoje à tarde (hora local) em Díli, entre uma delegação de oito dirigentes da FNJP, liderada por Alves Tara, e Rui Araújo.

Em declarações à Lusa, Rui Araújo disse ter-se tratado de um encontro preliminar, "preparatório de contactos futuros com o governo, possivelmente ainda esta semana".

Alves Tara, por seu lado, revelou que na próxima sexta-feira, em Díli, se deverá realizar um encontro mais formal, desta vez com o primeiro-ministro.

Em cima da mesa, a FNJP colocou várias reivindicações, que assentam na exigência de uma remodelação e reestruturação do actual governo, na necessidade de se reformar o sistema judicial timorense e na limitação da actividade do Parlamento à discussão e votação de legislação eleitoral.

A FNJP exige também a revitalização das forças armadas e da Polícia Nacional de Timor-Leste, tendo em conta a presença no país de forças militares e po liciais internacionais.

Segundo Rui Araújo, a decisão de adiar a manifestação "já estava tomada antes do encontro preliminar de hoje", e relativamente às reivindicações da FNJ P, salientou que algumas delas "não são da exclusiva competência do governo".

Quanto ao encontro de hoje, Rui Araújo frisou que o mesmo "se enquadra na vontade aberta do governo em dialogar com todos os cidadãos".

A Frente Nacional para a Justiça e Paz patrocinou as manifestações em D íli, em Junho passado, que contribuíram para derrubar o então primeiro-ministro Mari Alkatiri, substituído por José Ramos-Horta na chefia do governo.

O major Alves Tara foi um dos oficiais das forças armadas timorenses qu e abandonaram a cadeia de comando em Maio, na sequência da crise político-instit ucional iniciada em Abril.

A eventualidade da realização de novas manifestações levou diversas ent idades a adoptarem mecanismos de segurança, tendo o governo australiano alertado no passado fim-de-semana os seus cidadãos para a necessidade de se precaverem quando a possíveis distúrbios em Díli.

Também a vizinha Indonésia adoptou medidas adicionais de manutenção da segurança das suas fronteiras, tendo a agência noticiosa Antara reportado segunda-feira que iria reforçar o patrulhamento.

Segundo o contra-almirante Sunarto Sjoekronoputra, porta-voz do quartel-general das forças armadas indonésias (TNI), as patrulhas de rotina seriam reforçadas em todos os pontos de acesso.

Na sequência de rumores sobre a eventual realização da manifestação, verificou-se nos últimos dias um inusitado movimento de pessoas e viaturas a saírem de Díli, mas a actividade comercial não deu sinais de intranquilidade, com as lojas e mercados a continuarem a funcionar normalmente.

Também os habituais incidentes opondo grupos rivais, sobretudo junto a campos onde vivem milhares de deslocados, cessaram nos últimos dias.

Desde a passada sexta-feira, apenas uma vez, no domingo, os efectivos d a GNR estacionados em Timor-Leste foram chamados a intervir para repor a ordem pública.

"Há muito tempo que não tínhamos um período tão calmo", acrescentou uma fonte militar da GNR contactada pela Lusa.

EL-Lusa/Fim

Elections in Timor Leste must be free, fair: UN

The Jakarta Post - Tuesday, September 19, 2006


This month, the United Nations Office in Timor Leste (Unotil) is beginning to increase is presence in the country through a newly formed police force, which will number 1,800 by early next year. The special representative of the UN Secretary-General for Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, spoke to The Jakarta Post's Jonathan Dart about bringing peace and stability back to the troubled nation.

The UN Mission in Timor Leste was until a short time ago considered one of the great successes of the UN. Is that still the case?

We still have a chance that it will continue to be a success story. However, it will require an engagement in this country of a different nature. We should not just be providing assistance of the same nature as before. I think we must have a more robust engagement -- I would call it an "engagement".

A World Bank study has said that many of these newly independent countries after five years relapse into conflict. This is the real test.

I would say if there is even a risk there, we have to be careful. There are different political parties and different groups with different agenda and interests, and all of them are seeking power and access to resources; therefore the stakes are very high. And when the stakes are high, these groups may resort to extra-legal means to gain votes, or they may not accept the outcome of elections. There is a potential for major disagreement between the stakeholders.

What will the UN be doing as part of this "engagement"?

Let me give you one example on the electoral side. Next year, (Timor Leste is) going to have presidential and parliamentary elections. These are extremely important. They are the first national elections since independence, a period of five years.

I think the United Nations has a chance of showing that it can support the Timorese get these elections right. In other words, the elections have to be free, fair, transparent and credible. But to do so, we have to have a new modality of constructive engagement.

An example is the case in Indonesia two years ago, when Susilo Bambang Yudhoyono was elected. Remember that the elections were carried out by an independent national electoral commission. I spoke with Foreign Minister Hassan Wirayuda recently and he was saying the elections were conducted by an independent body and president Megawati Soekarnoputri accepted the result. I agreed that this country should indeed follow the good example set by Indonesia; that the elections be planned, organized, administered, monitored and supervised by an independent national electoral body.

Will the elections next year solve Timor Leste's problems?

I think the elections are the key to bringing permanence in legitimacy in the government. The current government is headed by a very admirable man, a person who I respect very much -- Jose Ramos-Horta. This country is very fortunate to have him.

But the government itself remains very much intact, not much has changed since before. The parliament is basically dominated by the Fretilin party and they continue to govern the country and there are some people -- Major Alfredo Reinado for instance -- who question the legitimacy of that government. I think the elections will bring about more permanence in the legitimacy.

Elections alone, however, will not solve the problem. There has to be accountability for the criminal acts that have been committed in the past.

The United Nations currently has an independent commission of inquiry which will finish its work in about four weeks. They are going to publish their findings and recommendations and these may lead to further criminal investigations and judicial processes. That process has to be carried out for this country to feel at ease with itself. You said the legitimacy of the current government is being disputed in Timor Leste. Foreign Minister Hassan recently supported Ramos-Horta. Do you think Indonesia should be seen to be taking sides at this time?

I think Indonesia should support the government here because, while some people may question its legitimacy, in my view this government is constitutional with the full approval and support of President (Xanana Gusmao).

In the end, Ramos-Horta was accepted by the president. He then decided to form this government, and they should stay in power until the next elections are held in April next year.

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Dili peacekeepers seize 1,700 weapons

Agence France-Presse - September 19, 2006



The Australian head of the multinational force says close to 2,000 guns have been rounded up in East Timor in an ongoing effort to get firearms off the country's violent streets.

"More than 1,700 firearms have already been collected and the weapons collection is proceeding," Brigadier General Mick Slater said in a United Nations (UN) statement.

"Thousands of traditional weapons have also been collected and destroyed."

Some 3,200 peacekeepers were deployed to East Timor in May amid a breakdown in security in the capital, which left at least 21 people dead.

Military and police factions waged street battles after some 600 deserting soldiers were sacked, while gangs aligned along eastern and western divisions also waged attacks on each other.

Since then, the UN has taken over policing in the half-island nation and peacekeepers have been struggling to contain sporadic gang violence, which left one person dead last week.

Brigadier Slater says military weapons have been safely secured while "the majority" of police weapons have now been accounted for.

The UN statement says the Security Task Force - involving the UN as well as the international forces - has "agreed to step-up the weapons collection campaign by working closely with existing local community structures".

Australia warned in a travel advisory on Sunday that East Timor, Asia's poorest nation, was likely to face an upsurge in anti-government protests and civil unrest this week and next.

Tens of thousands of refugees remain in camps in Dili and its surrounding districts, too afraid to return to their homes amid the uncertain security conditions.

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Notícias - Traduzidas pela Margarida

Tradução da Margarida.


TNI vai aumentar a segurança na fronteira com Timor-Leste
Jakarta (ANTARA News) – Os militares Indonésios (TNI) vão aumentar as suas patrulhas de segurança na fronteira com Timor –Leste no seguimento de relatos sobre uma planeada manifestação contra o Primeiro-Ministro Ramos Horta nesse país em 20 de Setembro.

O TNI aumentará as patrulhas de rotina em todos os locais de acesso ao país, disse aqui na Segunda-feira o porta-voz Rear Admitral Sunarto Sjoekronoputra na sede do TNI.

"Não o reforço militar mas somente um aumento no grau de alerta e na frequência das patrulhas ao longo da fronteira," disse.

O Primeiro-Ministro Ramos Horta disse na última Quarta-feira que estava pronto para resignar se as pessoas não o quisessem mais, acrescentando que nunca procurou o lugar em primeiro lugar.

Fez a declaração a seguir a rumores de que os seus opositores políticos lançariam uma manifestação em 20 de Setembro, nos seus esforços para o tirarem do lugar.

O medo sobre uma escalada da ameaça de segurança aumentou depois do líder amotinado Major Alfredo Reinado ter fugido duma prisão em Dili no mês passado com outros 56 presos.

Uma fonte oficial do governo Australiano disse mesmo que os protestos anti-governo e outras actividades de perturbação civil eram esperadas aumentar de 17 a 19 de Setembro e mais tarde (nessa) semana.

A ONU concordou enviar 1,000 elementos da polícia numa nova missão apesar de haver ainda uma disputa sobre se as tropas Australianas lá se mantêm independentes ou se se tornam parte da força da ONU. (*)


Avisos de desassossego renovado em Timor-Leste
New Zealand Herald – Terça-feira Setembro 19, 2006
Por John Martinkus

DILI – A Austrália avisa contra viagens para Timor-Leste, citando um risco aumentado de desassossego civil.

O Departamento de Negócios Estrangeiros e Comércio em Canberra disse que protestos anti-governamentais, manifestações de rua e outros desassossegos civis têm a probabilidade de aumentar nesta e na próxima semana, sem explicar o significado das datas.

Contudo, Dili foi inundada de rumores de protestos contra o Governo do Primeiro-Ministro José Ramos-Horta.

O consultivo de viagem do Governo da Nova Zelândia declara: "Há um alto risco para a vossa segurança em Timor-Leste e aconselhamos contra todos as viagens por turistas e outras não essenciais."

Os conselhos chegam entre afirmações de um antigo oficial da polícia de topo de Dili que a violência que rolou em Timor em Maio e que levou à resignação do Primeiro-Ministro Mari Alkatiri foi parte de um plano instigado pelo Presidente Xanana Gusmão.

Abilio "Mausoko" Mesquita, o antigo vice-comandante da polícia do distrito de Dili, alega que o Presidente Gusmão lhe ordenou para atacar a casa do Brigadeiro das Forças Armadas Taur Matan Ruak em 25 de Maio.

Mesquita foi filmado na cena e detido pelos oficiais da Polícia Federal Australiana em 19 de Junho.

Tinha espingardas automáticas na sua posse.

Numa declaração feita na Prisão Becora em Dili, Mesquita afirma que "durante os confrontos entre a PNTL [a polícia] e as F-FDTL [as forças armadas] e o tiroteio contra a casa do brigadeiro, o Comandante Supremo Sr Xanana deu o comando e ordenou o tiroteio ".

Mesquita disse que então realizou o ataque mas não antes de tr notificado o Brigadeiro Ruak e quatro comandantes de topo nas Forças Armadas das ordens que (recebeu) do Presidente.

Mesquita disse que prestou contas ao responsável da missão da ONU em Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, que o visitou na prisão depois de ter sido preso.

O antigo polícia diz que repetiu as afirmações ao Sr Ramos-Horta quando ele alegadamente visitou Mesquita na prisão em 13 de Agosto.

Mesquita permanece na prisão de Becora, depois de ficar para trás quando o Major Alfredo Reinado e 56 outros se escaparam da prisão, saindo simplesmente a pé em 30 de Agosto.

Foi dito que a declaração foi escrita na prisão e entregue à Embaixada dos Estados Unidos em Dili como um modo de Mesquita questionar a sua detenção e garantir a sua libertação.

Se for verdade, isso implica o Presidente no que foi efectivamente um golpe armado para criar as condições para a resignação do Sr Alkatiri, legalmente eleito.

O Sr Gusmão não respondeu às alegações de Mesquita.

A antiga colónia Portuguesa, que ganhou a independência total da Indonésia em 2002, mergulhou no caos há quatro meses atrás quando protestos sobre despedimentos nas forças armadas se desenvolveram em violência alargada.

Uma estimativa de 100,000 pessoas foram deslocadas na luta, o que levou ao destacamento duma força internacional de 2500 elementos, incluindo 1000 soldados e polícias Australianos.

Na semana passada o Sr Ramos-Horta disse que estava pronto a resignar se as pessoas não o quisessem mais, insistindo que não queria o lugar em primeiro lugar.

Os seus reparos seguiram-se a rumores de que os seus opositores encenariam um protesto amanhã para tentar desalojá-lo e exigir a dissolução do Parlamento.

As Nações Unidas concordaram numa nova missão em Timor-Leste, compreendendo 1600 polícias.

- Relato Adicional pela Reuters

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Xanana acusado de ordenar violência

Portugal Diário
Timor: GNR resolveu novos confrontos

O governo australiano recomendou este fim-de-semana aos seus cidadãos que reconsiderem a necessidade de viajar para Timor-Leste, devido à possibilidade de aumento da tensão política, com a eventual realização de manifestações na capital ao longo dos próximos dias, escreve a agência Lusa.

O alerta, emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, avisa para a realização de manifestações anti-governamentais até ao próximo dia 24, pelo que aconselha que se evitem edifícios governamentais como a Presidência da República, o Palácio do Governo, o Parlamento e o Tribunal de Recurso.

Timor-Leste vive desde Abril uma crise político-militar, com reflexos na paz social, tendo os confrontos ocorridos em Maio e Junho provocado cerca de 30 mortos e mais de 160 mil deslocados internos.

Naqueles meses, a crise timorense foi marcada por confrontos armados entre facções da polícia e das forças armadas, a que se associaram grupos de civis, armados pelas duas partes beligerantes.

Em resultado da crise, o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri pediu a demissão do cargo, tendo sido substituído por José Ramos-Horta.

Na passada quarta-feira, em declarações à agência Lusa, o primeiro-ministro José Ramos-Horta ameaçou que se demitiria do cargo, para que foi empossado no passado dia 10 de Julho, caso persista a instabilidade no país.

«Não estou agarrado à cadeira do poder. Eu não procurei o lugar de primeiro-ministro. Aceitei-o perante as responsabilidades que o Presidente (Xanana Gusmão) me pediu para assumir, mas assim como aceitei, tão prontamente poderei abandonar o posto de um momento para o outro», garantiu Ramos Horta à Lusa.

José Ramos Horta substituiu Mari Alkatiri em plena crise político-militar, alimentada pelas manifestações anti-governamentais convocadas pela Frente Nacional para a Justiça e Paz (FNJP), coordenada por Alves Tara, um major que em Maio abandonou a cadeia de comando das forças armadas timorenses.

A FNJP realizou no passado dia 12, em Gleno, 50 quilómetros a sul de Díli, um encontro preparatório para novas manifestações tendentes a pressionar o Presidente Xanana Gusmão a demitir o governo e a dissolver o parlamento, caso o executivo e os deputados não assegurem reformas no sector da Justiça e não aprovem as leis que regulamentarão as eleições legislativas e presidenciais, previstas para Abril ou Maio de 2007.

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De um leitor

They did it because they were dealing lay people who if the Court had not have touched on every point would have said "Oh but the court avoided looking at this point or that one, or just looked at this or that". It was something the court was entitle to do, and talk to any jurist who will tell you it was the most thoroug decision to ensure that the claimants/appellants were afforded justice in every respect, seeing as it was thrwoing it our for being out of time. It could have stopped there but wanted to ensure they understood it properly. it was in the name of transparency. It was funadamentally in the interests of justice. As a European jourist myself I say good on the Court of Appeal. You were dealing with a sensitive issue and you put it beyond doubt with sensitivity and propriety.

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De um leitor

Não vale a pena especular sobre o que teria acontecido se...

O Tribunal decidiu contra os requerentes, ponto final.

De resto, o Tribunal é soberano para se pronunciar sobre aquilo que quiser. O Tribunal é terreno e julga coisas terrenas. Como tal, não se pode abstrair da complexidade do universo humano que rodeia as questões legais. O Tribunal tem uma função importantíssima na sociedade e não pode ignorá-la, julgando do alto de um qualquer Olimpo. A pronúncia do Tribunal não foi sobre o caso concreto, porque não reunia os requisitos processuais para ser apreciado, mas sobre o caso abstracto, fazendo assim jurisprudência e um aviso à navegação, que diz que não vale a pena repetir a acção em casos análogos futuros, mesmo dentro do prazo legal.

Neste aspecto, o Tribunal até fez um favor aos potenciais impugnadores, poupando-lhes o trabalho e a despesa em vão. Se eles fossem gente educada até deveriam ter agradecido este serviço extra, que não lhes custou nada...

H. Correia
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De um leitor

The Court of Appeal recognised the sensitivity of the issue and sought to explain that even if the challenge to the vote had come in time, it would not have succeeded anyway. The Court's decision was important, not only because it clarified the position in relation to the voting by show of hands, but also because it rejected the use of judicial power by the President (ie it reinforced the separation of powers). The court's interpretation was purely legal, but unfortunately you see it as a political statement because it may not serve your interests.

Accept the decision and get on with your lives. And by the way, Guterres and de Jesus did not even nominate themselves for a leadership challenge because they couldn't get 20% of the delegates to support their nomination. On one argument, there was no need to even have a vote because there was only one leadership package put forward by the Congress, that of Alkatiri and Lu-Olo. It is so painful to hear the truth isn't it?

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De um leitor

There were the meetings.
The constant communications with Rebels/Petitioners.
The public support for Rebels/Petitioners.
The letters to Alfredo and Petitioners on the 29 April.
The payment of Alfredo's stay at the Pousada.
The Abilio Mesquita allegations.
The reluctance to be interviewed by foreign media re: coup.

Xanana has lots of explaining to do.

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De um leitor

Penso que a comunicação social está a fazer um trabalho demasiado superficial sobre Timor, tal como sempre aconteceu. Timor sempre foi uma terra longínqua e continua a sê-lo. Por isso, este texto poderia ser uma boa cartilha para os senhores jornalistas que se contentam em ouvir as declarações de certas pessoas, quando, se, como e onde elas quiserem, em vez de adoptarem uma atitude verdadeiramente jornalística de investigar para além daquilo que é aparente.

Em Portugal, Timor está quase sempre ausente dos telejornais, o que é lamentável.

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Warning of renewed unrest in East Timor

New Zealand Herald - Tuesday September 19, 2006
By John Martinkus

DILI - Australia is warning against travelling to East Timor, citing an increased risk of civil unrest.

The Department of Foreign Affairs and Trade in Canberra said anti-government protests, street demonstrations and other civil unrest were likely to increase this week and next, without explaining the significance of the dates.

However, Dili has been swept by rumours of protests against the Government of Prime Minister Jose Ramos-Horta.

The New Zealand Government's travel advisory states: "There is a high risk to your security in Timor Leste and we advise against all tourist and other non-essential travel."

The cautions come amid claims by a former senior Dili police officer that the violence that rocked Timor in May and led to the resignation of Prime Minister Mari Alkatiri was part of a plan instigated by President Xanana Gusmao.

Abilio "Mausoko" Mesquita, the former vice-commander of Dili district police, alleges President Gusmao ordered him to carry out an attack on the house of Army Brigadier Taur Matan Ruak on May 25.

Mesquita was filmed at the scene and arrested by Australian Federal Police officers on June 19.

He had automatic rifles in his possession.

In a statement taken in Dili's Becora prison, Mesquita claims that "during the confrontations between PNTL [the police] and FDTL [the Army] and the shooting at the brigadier's house, the Supreme Commander Mr Xanana gave the command and ordered the shooting".

Mesquita said he then carried out the attack but not until he had notified Brigadier Ruak and four senior commanders in the Army of his orders from the President.

Mesquita said he gave his account to the United Nations head of mission in East Timor, Sukehiro Hasegawa, who visited him in prison after his arrest.

The former policeman says he repeated the claims to Mr Ramos-Horta when he allegedly visited Mesquita in the jail on August 13.

Mesquita remains in Becora jail, after he stayed behind when Major Alfredo Reinado and 56 others escaped from the prison by simply walking out on August 30.

The statement was said to have been written in the prison and delivered to the United States Embassy in Dili as a method for Mesquita to question his detention and secure his release.

If true, it implicates the President in what was effectively an armed coup to create the conditions for the resignation of the legally elected Mr Alkatiri.

Mr Gusmao has not responded to Mesquita's allegations.

The former Portuguese colony, which gained full independence from Indonesia in 2002, plunged into chaos four months ago when protests over Army sackings developed into widespread violence.

An estimated 100,000 people were displaced in the strife, which led to the deployment of a 2500-strong international peacekeeping force, including 1000 Australian soldiers and police.

Last week Mr Ramos-Horta said he was ready to resign if his people no longer wanted him, insisting he had not wanted the job in the first place.

His remarks followed rumours that his opponents would stage a protest tomorrow to try to unseat him and demand that Parliament be dissolved.

The United Nations has agreed on a new mission to East Timor, comprising 1600 police.

- Additional reporting by Reuters

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TNI to increase security in border with E. Timor

Jakarta (ANTARA News) - The Indonesian military (TNI) will step up its security patrol on the border with East Timor following reports about a planned demonstration against Prime Minister Ramos Horta in that country on September 20.

The TNI will increase routine patrols across all points of access into the country, TNI Headquarters spokesman Rear Admitral Sunarto Sjoekronoputra said here on Monday.

"No military reinforcements but only an increase in alertness and patrol frequency along the border," he said.

Prime Minister Ramos Horta said last Wednesday he was ready to resign if people did not want him anymore, adding that he never sought for the post in the first place.

He made the statement following rumors that his political opponents would launch a demonstration on September 20 in their effort to unseat him.

Fear about an escalation of security threat rose after rebel leader Major Alfredo Reinado escaped from a prison in Dilo last month along with 50 other inmates.

An Australian government`s official source even said that anti-governemnt protests and other civil-disturbance activities were expected to increase on September 17 to 19 and in the week ahead.

The UN has agreed to send 1,000 police personnel on a new mission although there is still a dispute regarding whether the Australian troops there will remain independent or become part of the UN force. (*)

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Sobre a esquerda e a direita

Exigir que se faça justiça, lutar pela soberania do país ou denunciar o golpe de estado que está a acontecer em Timor-Leste, não são prerrogativas das pessoas de esquerda, ou de direita.

Podemos ter opiniões diferentes em relação ao que se passa noutros conflitos do mundo, como no Afeganistão, Iraque ou Líbano, ou na situação política de outros países como os Estados Unidos, Cuba ou Venezuela, onde a diferença das opiniões da esquerda ou da direita divergem.

Mas em Timor-Leste, pouco tem a ver se se é de esquerda ou de direita, quando se acredita que Mari Alkatiri foi, ou é, a melhor alternativa para governar Timor-Leste. Duvidamos que o Banco Mundial tenha uma política de esquerda e foi um dos maiores apoiantes das políticas liberais do governo liderado por Mari Alkatiri.

Mari Alkatiri é dos poucos políticos em Timor-Leste com visão. Talvez o único com capacidade de liderar um governo nas condições em que o país estava.

Caos e desordem, temos agora, como nunca. E sem alternativa à vista.

Os opositores de Mari Alkatiri e da Fretilin comportam-se como terroristas.

As declarações dos líderes da oposição, e dos membros da Igreja que os apoiam, são palavras de ordem de movimentos que procuram atingir os seus objectivos pela violência e pelo terror.

O golpe de Estado contra Mari Alkatiri foi levado a cabo por pessoas sem qualquer respeito pela dignidade da vida humana e pelos valores da democracia.

Lutar contra o terrorismo e contra a injustiça não implica ser de esquerda, ou de direita.

Democráticas, claro.

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Sobre Mausoko em Marabia no dia do ataque a casa do General Matan Ruak

De um leitor:

"Nao seja MENTIROSO!! O programa DATELINE nao mostra nenhum Mausoko em marabia em casa do Leandro. Ou veja outra vez o programa ou pare de mentir!Pelo cano abaixo eh o que vai acontecer as vossas mentiras quando os resultados do inquerito independente forem publicados."


Resposta:

Não sei onde estava o leitor nesse dia. Mas no dia em que a casa do General Matan Ruak foi atacada por um grupo liderado pelo comandante distrital da PNTL, Abílio Mesquita "Mausoko" nós estávamos lá.

E testemunhámos que o ataque partiu do monte de Marabia, onde fica a casa do deputado Leandro Isaac. Testemunhámos que os tiros começaram de lá e que os assaltantes desceram do monte em direcção à casa do General.

O ataque foi filmado e os investigadores têm o filme em seu poder.

Malai Azul.

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Mário Lino representa Portugal no Fórum entre China e lusofonia

Macau, China, 18 Set (Lusa) - O ministro português dos Transportes e Ob ras Públicas, Mário Lino, preside à delegação que participa na segunda reunião ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Oficial Portuguesa.

Fonte oficial em Macau confirmou à agência Lusa que Mário Lino vem a Macau para a reunião entre 24 e 25 de Setembro em substituição do ministro da Economia Manuel Pinho que, por razões de agenda, está impossibilitado de viajar para o Oriente.

A delegação portuguesa inclui também o secretário de Estado do Comércio , Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, que depois seguirá para o continente chinês em visita oficial.

Em representação da China estará em Macau o ministro do Comércio, Bo Xi lai, enquanto que Angola terá como líder da sua delegação o ministro do Comércio , Joaquim Muafumua.

O Brasil, em plena campanha eleitoral, terá na chefia da delegação o Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio, Ivan Ramalho, enquanto que Cabo-Verde estará representado pelo ministro da Economia, João Pereira da Silva.

A Guiné-Bissau tem como líder da delegação o ministro do Comércio e Ind ustria, Pascoal Domingos Baticã, Timor-Leste o ministro do Desenvolvimento, Arcanjo da Silva, e Moçambique o ministro do Desenvolvimento e Planificação, Aiuba C uerneia.

A fonte contactada pela Lusa acrescentou também que foi dirigido um con vite às autoridades de São Tomé e Príncipe - país que mantêm relações diplomáticas com Taiwan em detrimento de Pequim -, mas desconhece-se ainda qualquer decisã o do Governo daquele país africano quanto à sua participação como observador na reunião ministerial.

Recorde-se que na primeira reunião realizada em 2003, a República Popular da China convidou também o Governo de São Tomé e Príncipe a estar presente como observador, convite que na altura foi recusado com a alegação de impossibilidade de agenda dos ministros.

O Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, criado em 2003, foi lançado pela China para potenciar a s relações privilegiadas de Macau com os países de língua portuguesa e visa estreitar as relações multilaterais para potenciar a cooperação e as trocas comerciais.

JCS-Lusa/Fim

A Força-Tarefa de Segurança em Timor-Leste concorda em avançar o desarmamento – missão da ONU

Tradução da Margarida.

Centro de Notícias da ONU

Sukehiro Hasegawa

18 Setembro 2006 – Uma Força-Tarefa de Segurança em Timor-Leste, onde a violência mais cedo este ano causou mais de três dúzias de mortes e forçou algumas 150,000 pessoas a fugir das suas casas, concordou um montar uma campanha nacional de desarmamento, relatou a missão das Nações Unidas de lá (UNMIT).

A proposta veio na Sexta-feira durante uma reunião da Força-Tarefa de Segurança, onde Sukehiro Hasegawa, o Representante Especial do Secretário-Geral Annan, enfatizou a necessidade de recolher as armas que permanecem nas mãos dos civis.

Entre os presentes estava o Brigadeiro -General Mick Slater, que relatou que mais de 1,700 armas de fogo tinham sido já recolhidas e que o processo continua. “Milhares de armas tradicionais foram recolhidas e destruídas,” disse

Mr. Hasegawa enfatizou que a assistência dos Timorenses “será essencial na indicação dos locais das armas ilegais e na identificação das pessoas que têm na sua posse tais armas.”

Preocupações crescentes de segurança foram também expressas por uns tantos representantes de partidos políticos que participaram num encontro separado sobre o processo eleitoral, disse a UNMIT num comunicado de imprensa.

Os representantes dos partidos políticos enfatizaram a necessidade da ONU e das forces de segurança internacionais estabelecerem e manterem um ambiente seguro no período antes, durante e imediatamente após as eleições presidenciais e parlamentares de 2007.

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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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