sábado, março 08, 2008

Timor president calls for a return to peace

The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
March 9, 2008

NOBEL laureate Jose Ramos Horta has appealed for a return to peace in East Timor in his first public statement since he was shot and seriously wounded in the February 11 attacks in Dili.

"Our nation will not be constructed of violence but from peace," Mr Ramos Horta said from his bed in Darwin's Private Hospital.

Mr Ramos Horta, East Timor's popular president, made the comments as negotiations continued for rebels responsible for the attacks to surrender and face justice.

Hopes were dashed on Friday when rebel leader Gastao Salsinha failed to fulfil a promise to appear in a village in the country's mist-shrouded mountains.

But negotiators are confident that Salsinha, the commander of 600 soldiers who were sacked in 2006, is set to surrender, ending the threat of a long-term armed insurgency in the country.

Australia's elite SAS commandos, who flew into East Timor within hours of the attacks to hunt the perpetrators, have stood down while Timorese authorities negotiate with Salsinha.

But government sources in Dili have told The Sunday Age that if Salsinha misses another opportunity to surrender, an order will be issued for him to be hunted and, if necessary, killed.

After undergoing his sixth operation since being shot outside his home on Dili's outskirts, Mr Ramos Horta yesterday timed his first public statement to support International Women's Day.

"The incidents of February 11 will not deter me or anybody in Timor to build a Timor based on respect for life and the dignity of the human being," Mr Ramos Horta said.

Despite calls in East Timor for the Government in Dili to show no mercy to the rebels, Mr Ramos Horta ruled out use of the death penalty, life imprisonment and "all other forms of violence perpetuated by state on its citizens".

Before the attacks Mr Ramos Horta had promised to push for an amnesty for rebels led by former Australian-trained Timorese army officer Alfredo Reinado, who was shot dead during a gun battle at Mr Ramos Horta's house.

And only days after waking from an induced coma in Royal Darwin Hospital, Mr Ramos Horta told Timorese leaders to forgive Reinado and to take care of his family.

Mr Ramos Horta will tomorrow be reunited for the first time since the attacks with East Timor's prime minister Xanana Gusmao, who was to travel to Darwin with his Australian wife Kirsty Sword-Gusmao. Mr Gusmao was also a target of the attacks but escaped after fleeing into the jungle near his house on a mountain overlooking Dili.

Mr Gusmao is expected to brief Mr Ramos Horta on the progress of the investigation into the attacks, particularly the testimony of Amaro Da Costa, alias "Susar", one of the rebels who surrendered last week.

Da Costa has co-operated fully with investigators, telling them of the circumstances that led to Reinado taking armed men to Mr Ramos Horta's house soon after dawn on the day of the attacks. Da Costa was at the house during the gun battle.


This story was found at: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/08/1204780131530.html


Tradução:

Presidente de Timor pede pelo regresso à paz

The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Março 9, 2008

O laureado do Nobel José Ramos Horta na sua primeira declaração pública pediu pelo regresso à paz em Timor-Leste desde que foi ferido com gravidade nos ataques de 11 de Fevereiro em Dili.

"A nossa nação será construída na paz, não na violência," disse o Sr Ramos Horta da sua cama do Hospital Privado de Darwin'.

O Sr Ramos Horta, o popular presidente de Timor-Leste, fez o comentário enquanto continuam negociações para os amotinados responsáveis pelos ataques se entreguem e enfrentem a justiça.

Esperanças saíram frustradas na Sexta-feira quando o líder amotinado Gastão Salsinha falhou no cumprimento da promessa de aparecer numa aldeia do país montanhoso.

Mas negociadores estão confiantes que Salsinha, o comandante dos 600 soldados que foram despedidos em 2006, se vai entregar, pondo fim à ameaça duma insurgência armada a longo prazo no país.

Os comandos de elite SAS da Austrália, que voaram para Timor-Leste poucas horas depois dos ataques para caçar os perpetradores, recuaram enquanto as autoridades Timorenses negociam com Salsinha.

Mas fontes do governo em Dili disseram ao The Sunday Age que se Salsinha falhar outra oportunidade para se entregar, será emitida uma ordem para ser caçado e, se necessário, morto.

Depois de passar pela sexta operação desde que foi baleado no exterior da sua casa nos subúrbios de Dili, o Sr Ramos Horta emitiu ontem a sua primeira declaração pública para apoiar o Dia Internacional da Mulher.

“Os incidentes de 11 de Fevereiro não me deterão nem deterão ninguém em Timor de construir um Timor baseado no respeito pela vida e na dignidade do ser humano.” disse o Sr Ramos Horta.

Apesar de apelos em Timor-Leste para o Governo em Dili não mostrar nenhuma misericórdia pelos amotinados, o Sr Ramos Horta descartou o uso da pena de morte, prisão perpétua e "todas as outras formas de violência perpetuada pelo Estado ou pelos seus cidadãos”.

Antes dos ataques o Sr Ramos Horta tinha prometido pugnar por uma amnistia para os amotinados liderados pelo antigo oficial das forças armadas formado pelos Australianos Alfredo Reinado, que foi morto a tiro durante um tiroteio na casa do Sr Ramos Horta.

E apenas dias depois de acordar dum coma induzido no Royal Darwin Hospital, o Sr Ramos Horta disse a líderes Timorenses para perdoarem a Reinado e cuidarem da sua família.

Amanhã o Sr Ramos Horta reunirá pela primeira vez desde os ataques com o primeiro-ministro de Timor-Leste Xanana Gusmão, que viajará para Darwin com a sua mulher Australiana Kirsty Sword-Gusmão. O Sr Gusmão foi também um alvo dos ataques mas escapou depois de fugir para o mato perto da sua casa numa montanha por cima de Dili.

Espera-se que o Sr Gusmão informe o Sr Ramos Horta sobre os progressos da investigação aos ataques, particularmente do testemunho de Amaro Da Costa, alias "Susar", um dos amotinados que se entregou na semana passada.

Da Costa tem cooperado totalmente com os investigadores, contando-lhes das circunstâncias que levaram Reinado a levar homens armados à casa do Sr Ramos Horta depois do nascer do dia dos ataques. Da Costa esteve na casa durante o tiroteio.


Esta história foi encontrada em: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/08/1204780131530.html

5 comentários:

Margarida disse...

Tradução:

Presidente de Timor pede pelo regresso à paz
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Março 9, 2008

O laureado do Nobel José Ramos Horta na sua primeira declaração pública pediu pelo regresso à paz em Timor-Leste desde que foi ferido com gravidade nos ataques de 11 de Fevereiro em Dili.

"A nossa nação será construída na paz, não na violência," disse o Sr Ramos Horta da sua cama do Hospital Privado de Darwin'.

O Sr Ramos Horta, o popular presidente de Timor-Leste, fez o comentário enquanto continuam negociações para os amotinados responsáveis pelos ataques se entreguem e enfrentem a justiça.

Esperanças saíram frustradas na Sexta-feira quando o líder amotinado Gastão Salsinha falhou no cumprimento da promessa de aparecer numa aldeia do país montanhoso.

Mas negociadores estão confiantes que Salsinha, o comandante dos 600 soldados que foram despedidos em 2006, se vai entregar, pondo fim à ameaça duma insurgência armada a longo prazo no país.

Os comandos de elite SAS da Austrália, que voaram para Timor-Leste poucas horas depois dos ataques para caçar os perpetradores, recuaram enquanto as autoridades Timorenses negociam com Salsinha.

Mas fontes do governo em Dili disseram ao The Sunday Age que se Salsinha falhar outra oportunidade para se entregar, será emitida uma ordem para ser caçado e, se necessário, morto.

Depois de passar pela sexta operação desde que foi baleado no exterior da sua casa nos subúrbios de Dili, o Sr Ramos Horta emitiu ontem a sua primeira declaração pública para apoiar o Dia Internacional da Mulher.

“Os incidentes de 11 de Fevereiro não me deterão nem deterão ninguém em Timor de construir um Timor baseado no respeito pela vida e na dignidade do ser humano.” disse o Sr Ramos Horta.

Apesar de apelos em Timor-Leste para o Governo em Dili não mostrar nenhuma misericórdia pelos amotinados, o Sr Ramos Horta descartou o uso da pena de morte, prisão perpétua e "todas as outras formas de violência perpetuada pelo Estado ou pelos seus cidadãos”.

Antes dos ataques o Sr Ramos Horta tinha prometido pugnar por uma amnistia para os amotinados liderados pelo antigo oficial das forças armadas formado pelos Australianos Alfredo Reinado, que foi morto a tiro durante um tiroteio na casa do Sr Ramos Horta.

E apenas dias depois de acordar dum coma induzido no Royal Darwin Hospital, o Sr Ramos Horta disse a líderes Timorenses para perdoarem a Reinado e cuidarem da sua família.

Amanhã o Sr Ramos Horta reunirá pela primeira vez desde os ataques com o primeiro-ministro de Timor-Leste Xanana Gusmão, que viajará para Darwin com a sua mulher Australiana Kirsty Sword-Gusmão. O Sr Gusmão foi também um alvo dos ataques mas escapou depois de fugir para o mato perto da sua casa numa montanha por cima de Dili.

Espera-se que o Sr Gusmão informe o Sr Ramos Horta sobre os progressos da investigação aos ataques, particularmente do testemunho de Amaro Da Costa, alias "Susar", um dos amotinados que se entregou na semana passada.

Da Costa tem cooperado totalmente com os investigadores, contando-lhes das circunstâncias que levaram Reinado a levar homens armados à casa do Sr Ramos Horta depois do nascer do dia dos ataques. Da Costa esteve na casa durante o tiroteio.


Esta história foi encontrada em: http://www.theage.com.au/articles/2008/03/08/1204780131530.html

Anónimo disse...

Da Costa tem cooperado totalmente com os investigadores, consta neste artigo.

Na imprensa ainda não saíu uma única palavra sobre isto.

Anónimo disse...

Mr. Lindsay, if you are an investigative journalist, do you mind doing your home work? Can you check out who was rightfully the man of Peace who deserved the Nobel Peace Prize? If you don't suffer from Amnesia, Bishop Belo the man who stood up for the people of East Timor risking his own life, was the one. Except that dirty games and manipulations from Horta's friends, lobbyed for the Prize to be shared with Ramos Horta, a man who also killed Timorese people in 1975 before he fled East Timor to save his skin.Why do you always have to use the name Laureate? Yet no one addresses Bichop Belo as the Laureate. Good grief!!! Grow up,have some integrity so that the readers can trust you

Anónimo disse...

Xanana eh que vai levar o informe sobre "os progressos da investigação aos ataques, particularmente do testemunho de Amaro Da Costa, alias "Susar"..."?

E ainda por cima acompanhado de sua mulher a australiana Kirsty? Que viboras!!!!!!!!!!!!!!!

O que vao inventar desta vez? Ou sera que vao arranjar outro bode expiatorio?

Ah, valha me Deus!!!! O presidente que se cuide.

Todo o mundo esta alerta para essas manobras.

Anónimo disse...

Segundo uma demonstração básica da matemática :

Se A=B, B=C, então A=C

podemos concluir o seguinte:

a) se Salsinha "pediu" mais 2 dias para se render, conforme conste no artigo do Correio da Manhã de 7 Março;

b) se Xanana viaja com a sua mulher australiana Kirsty Sword Gusmão amanhã,i.e, hoje, para Darwin com o intuito de visitar José Ramos Horta, de acordo com o artigo de Lindsay Murdoch datado
9 de Março

c) então A=C, i.e, pode ser a altura "ideal" em que decidiram suicidar Salsinha.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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