quinta-feira, abril 26, 2007

Indicted Indonesian General Leads Joint Military Exercise with U.S.

John M. Miller (718) 596 7668; (917) 690-4391 (cell)

April 26, 2007 - The East Timor and Indonesia Action Network (ETAN) today condemned the participation of Indonesian Major General Noer Muis in a joint U.S.-Indonesia military exercise this week. General Muis has been indicted for crimes against humanity in East Timor.

Photos of the general with U.S. Army, Pacific commander Lt. General John M Brown III are featured on the U.S. Army, Pacific website (http://www.usarpac.army.mil/news/GS2007/CGCheckProgress.htm) where Muis is described as co-director of a "command post" exercise, Garuda Shield, now taking place in West Java. It is scheduled to run from April 16-27.

"General Muis belongs in a courtroom, not a joint U.S.-Indonesia command center. The Bush administration has repeatedly stated that it supports accountability for the horrendous crimes committed in East Timor in 1999. Working with an accused mastermind of those crimes is a funny way to show it," said John M. Miller, ETAN's National Coordinator.

"That the U.S. Army should so proudly feature General Muis on its website, demonstrates the meaningless of administration pledges of vetting to keep Indonesian officers accused of human rights crimes from U.S. training programs and other direct cooperation," said Miller.

"This is further evidence that the administration's short-sighted rush to expand assistance to an unaccountable Indonesian military sacrifices human rights," he added.

Muis was tried and convicted for crimes against humanity by Indonesia's Ad Hoc Human Rights Court in 2003 for his role in brutal attacks on East Timor's Dili Diocese, East Timorese Bishop Belo's house and the Suai Church massacre in September 1999. His conviction and sentence of five years were overturned on appeal in that widely discredited process, in which all but one conviction was overturned.

A colonel at the time, Colonel Muis (variously spelled Nur Muis and Noer Moeis) became local military commander in East Timor two weeks prior to the August 30, 1999 independence referendum. In that
capacity, he bears major responsibility for the atrocities committed by his troops and their militia proxies. Just before the referendum results were announced, he described contingency plans to evacuate up to a quarter-million East Timorese from their homeland, a plan that was soon forcibly implemented.

On February 24, 2003, Muis was indicted with other senior officers by the UN-backed serious crimes process in East Timor. The indictment states that Muis "failed to take necessary and reasonable measures to prevent the crimes being committed by his subordinates and he failed to take necessary and reasonable measures to punish perpetrators of those crimes," despite being "repeatedly informed" of those crimes.

At least 1400 people died, hundreds of thousands were forcibly displaced, and most of East Timor's infrastructure was destroyed as the Indonesian military punished East Timor for its pro-independence vote.

Muis is currently commander of the 1st Infantry Division of the Army Strategic Reserve Command (Kostrad).

Additional information about Muis's role in 1999 can be found in the Masters of Terror database: http://www.villagechief.com/mot/Nur%20Muis.htm.


ETAN was formed in 1991. The U.S.-based organization advocates for democracy, justice and human rights for Timor-Leste and Indonesia.

For more information see ETAN's web site: http://www.etan.org.

3 comentários:

Anónimo disse...

Nao foi este General Indonesio que o Xanas e o RHorta foram abracar cordialmente em Jakarta? Esta tudo feito! Lobos da mesma alcateia nao se mordem uns aos outros!
Ze Cinico

Anónimo disse...

Não foi este. O da última barracada do Xanana foi o Wiranto que tem um mandado de captura emitido pelo "serius crimes" e que o Longuinhos nunca mandou para a INTERPOL por ordem do Xanana.

Margarida disse...

Tradução:
General Indonésio condenado lidera exercício militar conjunto com os USA
John M. Miller (718) 596 7668; (917) 690-4391 (cell)

Abril 26, 2007 – A ETAN (East Timor and Indonesia Action Network) condenou hoje a participação do Major General Indonésio Noer Muis num exercício militar conjunto USA-Indonésia esta semana. O General Muis foi condenado por crimes contra a humanidade em Timor-Leste.

Fotos do general com o Lt. General John M Brown III das Forças Armadas dos USA, comandante do Pacífico são mostradas no website das Forças Armadas dos USA, Pacífico (http://www.usarpac.army.mil/news/GS2007/CGCheckProgress.htm) onde Muis é sescrito como co-director de um "posto de comando" do exercício, Garuda Shield, que se realiza agora na Java Oeste. Está agendado decorrer de 16 a 27 de Abril.

"O General Muis devia estar numa sala de tribunal, não num centro de comando conjunto USA-Indonésia. A administração Bush tem afirmados repetidamente que apoia a responsabilização pelos horrendos crimes cometidos em Timor-Leste em 1999. Trabalhando com um organizador acusado desses crimes é um estranho modo de mostrar isso," disse John M. Miller, Coordenador Nacional do ETAN.

"Que as Forças Armadas dos USA mostrem tão orgulhosamente o General Muis no seu website, demonstra a falta de sentido das promessas da administração de vetar os oficiais Indonésios acusados de crimes de direitos humanos dos programas de treino e outra cooperação directa dos USA," disse Miller.

"Esta é mais uma prova de que a curteza de vistas da administração em correr para expandir a assistência às forças militares indonésias irresponsáveis sacrifica os direitos humanos," acrescentou.

Muis foi julgado e condenado por crimes contra a humanidade pelo Tribunal de Direitos Humanos Ad Hoc da Indonésia em 2003 pelo seu papel nos ataques brutais à Diocese de Dili em Timor-Leste, à casa do bispo Timorense Belo e ao massacre da Igreja de Suai em Setembro de 1999. A sua condenação e a sentença de cinco anos foram vencidas no recurso naquele processo largamente desacreditado, no qual todas excepto uma condenação foram vencidas.

Sendo um coronel na altura, o Coronel Muis (às vezes escrito Nur Muis e Noer Moeis) tornou-se o comandante militar local em Timor-Leste duas semanas antes do referendo de independência de 30 de Agosto de 1999. Nessa capacidade, ele tem a maior responsabilidade pelas atrocidades cometidas pelas suas tropas e pelas milícias próximas. Mesmo antes do anúncio dos resultados do referendo serem anunciados, descreveu planos de contingência para evacuar cerca de um quarto de milhão de Timorenses da sua pátria, um plano que em breve foi implementado à força.

Em 24 de Fevereiro, 2003, Muis foi condenado com outros oficiais de topo pelo processo dos crimes sérios em Timor-Leste apoiado pela ONU. A condenação afirma que Muis "falhou em tomar medidas necessárias e razoáveis para prevenir o cometimento de crimes pelos seus subordinados e falhou em tomar medidas necessárias e razoáveis para punir os perpetradores desses crimes," apesar de ser "informado repetidamente " desses crimes.

Pelo menos morreram 1400 pessoas, centenas de milhares de hoje foram deslocadas à força, e a maioria das infra-estruturas de Timor-Leste foram destruídas quando as forças armadas Indonésias puniram Timor-Leste pela sus votação pró-independência.

Muis é actualmente comandante da 1ª Divisão de Infantaria do Comando da Reserva Estratégica das Forças Armadas (Kostrad).

Informação adicional do papel de Muis em 1999 pode ser encontrada na base de dados Masters of Terror: http://www.villagechief.com/mot/Nur%20Muis.htm.


O ETAN foi formado em 1991. A organização baseada nos USA defende a democracia, justiça e direitos humanos em Timor-Leste e na Indonésia.

Para mais informação veja o web site do ETAN: http://www.etan.org.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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