REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE
MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL
SECRETARIADO TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO ELEITORAL (STAE)
Rua de Caicoli, Dili, Tel. 3317445 / 3317446
Comunicado de Imprensa
Díli, 4 de Maio de 2007
A preparação final para a Segunda Volta das Eleições Presidenciais em Timor-Leste, começa oficialmente com uma cerimónia de distribuição de material eleitoral, considerado sensível, para as sedes distritais, antes de chegarem ao destino final, os 504 Centros de Votação e respectivas 705 Estações de Voto espalhadas por ttodo o território timorense.
O simbólico evento está marcado para Sexta-Feira, dia 4 de Maio de 2007, na Sede do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) em Caicoli, Dili.
A cerimónia vai ser presidida pela Ministra da Administração Estatal, Ana Pessoa, conta com a presença do Ministro do Interior, Alcino Baris, representantes do STAE e da Comissão Nacional de Eleições (CNE), elementos da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), foram também convidados Observadores Nacionais e Internacionais.
Um camião e outro veículo de tracção às quatro rodas vão transportar, imediatamente após a cerimónia para doze dos treze Distritos de Timor-Leste, material eleitoral considerado sensível, como boletins de voto, carimbos e tinta. As colunas de veículos serão escoltados por patrulhas da UNPOL e PNTL desde Dili até à capital de cada Distrito. O transporte para o Distrito de Oecusse será feito por helicóptero..
Para a Segunda Volta da Eleiçõ Presidencial, foram impressos 630.000 boletins de voto, o que supera cerca de 20% o número total de eleitores recenseados, 522.903. Uma reserva desses boletins de voto será guardada nas sedes de Distrito para resonder às necessidades no dia da votação.
Os programas de Educação Cívica para a população e treino para os elementos que vão trabalhar nas Estações de Voto estão a acontecer em todo o país de acordo com o plano antecipadamente estabelecido pelo STAE.
O director da instituição, Tomás do Rosário Cabral, mostra grande expectativa em relação a esta Segunda Volta: “A afluência às urnas no dia 9 de Abril foi muito elevada, 81,69%, o que demonstra que a Educação Cívica chegou aos cidadãos e a participação dos eleitores revelou um grande espírito democrático da parte do povo Timorense. No entanto, queremos sempre melhorar. Intensificámos o treino ministrado aos elementos que vão trabalhar nas Estações de Voto para que o processo se torne ainda mais eficiente. É importante lembrar que o processo de contagem ao nível Distrital e Nacional já não é da nossa competência, mas da CNE. Não podemos esquecer, no entanto, que Timor-Leste é a mais jovem Nação independente do mundo, e estas são as primeiras eleições organizadas pelo Estado Timorense. Antes da primeira volta tivemos apenas quatro semanas para preparar toda a logística necessária e agora temos só mais uma semana pela frente, mas fizemos tudo para garantir eficiência. A CNE, como orgão independente, supervisiona as campanhas de Educação Cívica e de treino de pessoal, esperamos poder continuar a contar com esse apoio tão necessário para que a Segunda Volta seja também um sucesso”.
O processo de Educação Cívica do STAE inclui diversas formas. Ao longo dos últimos dias têm-se multiplicado os encontros com os Administradores de Sub-Distrito e Chefes de Suco, responsáveis por disseminação de informação relacionada com as eleições tal como: porque devem os timorenses votar, porque se realiza a segunda volta da Eleição Presidencial e a importância de uma eleição pacífica.
A informação é também difundida de outras formas, nomeadamente através de sessões nocturnas de projeccção de filmes de Educação Cívica e mensagens radiofónicas emitidas pelas Rádios Comunitárias.
Equipas especiais de Educação Cívica dirigem-se a escolas, mercados centros de saúde, paragens de microlete e à porta de igrejas, pontos usuais de concentração de população, para transmitirem, através de contacto directo, informação relativa ao processo eleitoral. 15.000 boletins de voto com candidatos ficcionados foram utilizados por muitos eleitores como documento de treino, para melhorar o acto eleitoral.
Por todo o país foram afixados 18.000 posters e distribuídos 15.000 panfletos e 13.000 autocolantes com informação sobre a Segunda Volta.
Um total de 4029 elementos responsáveis pelas operações nas Estações de Voto foram treinados antes da primeira volta da Eleição Presidencial e durante esta semana receberam um “reforço” dessa formação.
No dia 9 de Maio estarão a trabalhar em todos os 504 Centros de Votaão e 705 Estações de voto para garantirem que tudo corre de forma eficiente. Durante três dias, em Díli, os formadores foram também sujeitos a uma actualização da formação de carácter mais específico para esta Segunda Volta.
Todas estas operações foram levadas a cabo pelo STAE, o orgão eleitoral do governo Timorense integrado na tutela do Ministério da Administração Estatal. A Secção de Apoio Eleitoral da UNMIT garante o suporte logístico e técnico necessários ao STAE, de acordo com o que ficou estabelecido na Resolução 1704 do Conselho de Segurança. O PNUD Timor-Leste também colabora de forma significativa nestas Eleições, com apoio técnico e financeiro graças à contribuição dos doadores internacionais.
Para mais informações por favor contacte : Dulce Junior : 7288425 no Julio da Silva: 7250761 julio.dasilva@undp.org.
sexta-feira, maio 04, 2007
Cerimónia de entrega de material eleitoral para os Distritos
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Candidates' assets an issue in Timor poll East Timor
ABC Radio Australia
Last Updated 04/05/2007, 10:39:50
In East Timor, the personal wealth of Prime Minister Jose Ramos Horta is shaping up as an election issue in next week's presidential poll.
A second round of voting is scheduled for Wednesday.
The ruling Fretilin party candidate Francisco Guterres won the highest share of votes in last month's poll, ahead of Dr Ramos Horta, but failed to win the 50 percent required to prevent a run-off vote.
Mr Guterres has now released a statement of pecuniary interests, declaring he has few assets - no bank account, no savings, no shares or investments, and only a family home in the country's east.
He says Dr Ramos Horta has a moral obligation to declare his financial interests as well.
But the prime minister's office says there is no such constitutional requirement, and that his pecuniary interests are already in the public domain.
They include houses in Dili and Sydney and earnings from the international speaking circuit.
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Malai Azul 2
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ASEAN & Mais longe- Xanana Gusmão: Nenhum Problema se o meu Partido Perder
(Tradução da Margarida)
Tempo Magazine - No. 35/VII - Maio 01-07, 2007
Quero ser livre. Quero escrever poesia e pintar," disse Kay Rala Xanana Gusmão numa entrevista especial ao Tempo no ano passado. Talvez fosse um tanto romântico, talvez um pouco cansado. O que queria parecia ser um futuro pacífico. No fim de contas, tinha tido uma experiência movimentada antes de se tornar um ícone nacional.
Xanana, 61 anos, é o Presidente de Timor-Leste. É também uma figura carismática. Observa a atmosfera política caótica que rodeou as eleições e já não é mais o Xanana de há um ano atrás. Condena a Fretilin, de que está convencido distribuiu armas aos seus seguidores. Agora, preparando-se para liderar o seu novo partido, o Congresso Nacional para a Reconstrução Timorense (CNRT) para as eleições parlamentares em 30 de Junho, declarou a sua prontidão para se tornar primeiro-ministro se Ramos Horta se tornar presidente.
Falou com o Tempo no seu Gabinete no Palácio das Cinzas na área de Kaikoli de Dili, há duas semanas, parecendo relaxado e feliz. Cortou o tabaco de seis maços para um por dia.
Falando aos repórteres Ximenes Soares e mais tarde com Faisal Assegaf, clarificou uma série de questões incluindo as suas razões para se manter envolvido na política. Excertos:
Tempo: Como é que vê os últimos acontecimentos, Lu Olo à frente de Horta, o candidato que apoia?
Podemos olhar para isso de duas perspectivas. Primeiro, talvez quiséssemos encurtar o tempo de modo a que Horta pudesse ganhar na primeira volta com o apoio de todos os outros partidos da oposição. Mas estamos também a analisar isso doutro perspectiva, que é positiva porque indica as dinâmicas da democracia. Comparadas com os resultados das eleições de 2001 quando a Fretilin ganhou com 57 por cento dos votos, desta vez não alcançou os 30 por cento. Se estivesse no lugar da Fretilin, obviamente diria que foi uma derrota, por que para a Fretilin com a sua organização e máquina política que chega às aldeias e distritos, e apoiada por fundos ilimitados, o resultado foi bastante pobre. Podem ter ganho mas podem perder mais tarde. Com muito dinheiro, podem continuar a dá-lo.
Tempo: Porque é que apoia Horta?
Ramos Horta tem sido o meu candidato desde 2003, não é nenhuma novidade. No fim de cada ano as pessoas da administração vêem oferecer-me bençãos, e tenho dito consistentemente que Horta é a pessoa que me vai substituir. Em Nova Iorque, em Setembro de 2005, Alkatiri veio ao meu quarto, dizendo que a igreja e as pessoas e apoiam a nomeação do Chefe das Forças Armadas, Gen. Taur Matan Ruak, como o próximo presidente. Disse explicitamente que não. Não por causa de gostar de Ramos Horta e ele é como se fosse da minha família. A minha consideração era, porque em Maio de 2006 a UNMISET (a Missão da ONU de apoio em Timor-Leste) acabou a missão em Timor-Leste. Já temos financiamentos e petróleo. Há muitos conflitos no mundo portanto a atenção da comunidade internacional diminuirá. Por causa disto, falando nos interesses nacionais, a bem da boa governação e do povo, Horta é a pessoa certa para ser presidente. Conhece o mundo, é conhecido de muita gente, e sabe como trabalhar com as instituições internacionais. Se a Fretilin quer que Taur Matan Ruak seja presidente, será melhor se o prepararem para as eleições de 2012.
Tempo: Mas o resultado da primeira volta das eleições presidenciais indica que o nome bem conhecido de Horta não é nenhuma garantia.
Penso que a resposta é que temos de trabalhar mais. Esta foi uma boa lição para todos nós. Fiquei também surpreendido pelos resultados alcançados por um dos candidatos. Durante a noite e apenas numas poucas horas, o candidato ganhou mais de 30,000 votos apenas num distrito. Isto significa que do nada dispararam directamente para a lua. Muita gente escreveu-me cartas, questionam algo que não faz sentido. Indica que a máquina do partido está a trabalhar e a dirigir. Para o novo partido (CNRT), o desafio é nada mais que trabalho árduo.
Tempo: Mas o seu partido não tem nenhuma rede, os seus recursos humanos são limitados. Como é que pode acreditar que o seu partido vai ter sucesso?
O problema nesta altura é que sou ainda o presidente. O partido é também novo. Ainda estamos no processo de o registar oficialmente com o Departamento da Justiça e a prepararmos a nós próprios para um congresso. Contudo tenho andado a pensar acerca de em breve formarmos uma equipa de especialistas para aprendermos com eles e estudarmos todas as diferentes áreas de maneira geral. O mais importante, no primeiro ano devemos corrigir os nossos erros. O CNRT nasceu para reformar e para dar esperança, seja sozinho, seja colaborando com outros partidos.
Tempo: Disse uma vez que se queria retirar da política. Porque é que mudou de ideias?
Pensei em regressar à política cada vez mais durante a crise recente. Sabemos que houve armas distribuídas. Recebi informações que os que receberam as armas não podiam ser apenas uma ameaça para a Fretilin Mudanca (um grupo reformista no seio da Fretilin) mas também para as pessoas durante as eleições. Além disso, comecei a ver que existia uma situação extremamente perigosa. Mais ainda, todos sabemos que eles têm uma influência forte sobre a PNTL (a polícia) e também sobre as F-FDTL (as forças armadas). Dados estes desenvolvimentos, pensei que a situação não levava a uma mudança.
Se as armas estavam nas mãos dos que estavam no poder então as pessoas continuariam a sofrer. Como presidente, tentei seguir a Constituição. Mas, baseado na minha experiência, o presidente não tem suficiente influência e apenas segurando as rédeas de um novo governo podemos fazer algo para as pessoas e para a nação.
Tempo: Se for eleito primeiro-ministro, será capaz de resolver a crise?
Penso que sim. Algumas pessoas sentem que um bom primeiro-ministro devia ser formado de modo a resolver problemas. Disse e dei sempre um exemplo, Suharto como o Pai do Desenvolvimento na Indonésia. Obviamente que devemos diferenciar isso da questão da ditadura, violações dos direitos humanos e outras coisas negativas. Em relação a Suharto como o Pai do Desenvolvimento, o povo Indonésio conhece melhor do que eu. Mas, não foi ele próprio que fez o trabalho. Para se ser primeiro-ministro, temos de ter uma visão clara, boas ideias; temos de delegar poder a outras pessoas, deixá-los fazer o trabalho e será feito certamente. Lembro-me que em 1978, quando morreram todos os membros de topo do Comité Central da Fretilin e os comandantes das Falintil de mais alta categoria que eu próprio nas partes centrais e do oeste [de Timor-Leste], assumi a liderança. Mas não tinha que ir para as batalhas confrontar os soldados Indonésios. Fazia apenas os planos e determinava a estratégia.
Tempo: Mas talvez as pessoas possam perguntar: quando irrompeu a crise, houve apelos para declarar o estado de emergência, contudo hesitou a tomar tal decisão.
Como primeiro presidente eleito, tenho de salvaguardar e assegurar que a Constituição é respeitada.
Isso seria um mau precedente para mais tarde. Se não, daqui a uns tempos no futuro, durante uma crise, podíamos dissolver o parlamento. Obviamente isso não seria bom para a nação e para o Estado. Se há algo de que me orgulhe, é de ter tido sucesso em defender e honrar a Constituição, não por ter sido hesitante mas por respeito pela Constituição, mesmo apesar de ter havido apelos fortes por representantes de 13 distritos na altura.
Tempo: Está a regressar à política porque pensa que ninguém o pode substituir?
A geração mais jovem tem de saber que apenas a dinâmica não chega. Tem de haver uma combinação de experiência e maturidade. Agora todos têm de participar. Da nossa experiência dos últimos cinco ou seis anos, a política tem sido controlada apenas por um pequeno grupo de pessoas. Exclusivamente para eles. Foi isto que correu mal, foi isto que nos marginalizou a todos nós. Como tal, o CNRT usa a palavra reconstrução. Isto significa reconstrução das ideias, políticas, reformas, e de todas as coisas erradas. A participação das pessoas deve ser aberta tanto quanto possível. Por causa disto, temos de preparar as condições para ir nesta direcção. Os jovens devem preparar-se bem eles próprios.
Tempo: E se o seu partido perder as eleições parlamentares em Junho próximo?
Não penso que isso seja um problema. Se um outro partido nos convidar para nos juntarmos numa coligação, analisaremos a forma e juntaremos os programas. Claramente, isto não é possível com a Fretilin. O CNRT poderá cooperar com outros partidos de modo a que a coligação não seja apenas para obter votos ou lugares, mas mais importante, para dar benefícios significativos para as pessoas. Se não, será melhor estar na oposição. Se o CNRT não ganhar, significa que o povo quer ver os projectos a serem dominados apenas por uma família. A compra dos uniformes da polícia controlados por uma família, as armas para as F-FDTL controladas por uma única família, projectos para abrir estradas e para fechar estradas por essa mesma família também, e projectos de gasóleo e de arroz controlados por essa única família. Se o povo sentir que esta é a melhor situação para ele e para todos nós, assim seja e elejam-nos.
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Malai Azul 2
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UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Quinta-feira, 3 Maio 2007
(Tradução da Margarida)
Relatos dos Media Nacionais
Lu-Olo: “A Fretilin tem apenas um candidato”
Numa conferência de imprensa na Quarta-feira (02/05) no Comité Central da Fretilin (CCF) em Comoro Dili, o candidato presidencial Francisco Guterres Lu-Olo afirmou que há apenas um candidato presidencial da Fretilin.
Lu-Olo questionou porque é que Ramos Horta usou a Fretilin na sua campanha presidencial.
Explicou que Horta deixou a Fretilin em 1984, por isso não deve falar (como se fosse) membro ou candidato da Fretilin. (DN e TP)
Horta discute questões de segurança com os partidos políticos
O candidato presidencial e Primeiro-Ministro José Manuel Ramos Horta teve um encontro na Quarta-feira (02/05) na sua residência com os partidos políticos que o apoiam para discutir questões de segurança durante a segunda volta das eleições presidenciais.
“É importante (estar) preparado para incidentes de intimidação especialmente em áreas como Viqueque, Baucau e Los Palos – não apenas durante a Segunda volta das presidenciais como também durante as eleições parlamentares,” disse Horta.
No encontro estiveram presentes PSD, PD, ASDT, PMD, UNDERTIM, PST, e os ‘Reformistas’ da Fretilin incluindo o representante dos jovens do distrito de Viqueque. (DN)
Ramos Horta: Forças Australianas encontraram armas e dinheiros em carros da Fretilin
Em resposta à acusação pelo candidato presidencial José Ramos Horta que forças Australianas tinham encontrado armas e dinheiro em carros da Fretilin durante a campanha de Lu-Olo, o coordenador da campanha da Fretilin no distrito de Ermera, Domingos Sarmento, disse que levará as forças Australianas a tribunal se não encontrarem nenhuma evidência do caso. (TP e STL)
Relatório da ONU sobre a primeira volta das eleições: Horta acusa o STAE de manipulação
O candidato presidencial José Ramos Horta disse que o relatório da ONU sobre a primeira volta das eleições afirmou que houve muitos incidentes de manipulação pelo STAE, pelo governo e pela Fretilin. (TP)
IRI dá treino a quase 700 membros dos partidos políticos
Uma declaracção para a imprensa da USAID na Quarta-feira (02/05) afirmava que o USAID por intermédio do IRI continuará a apoiar Timor-Leste no processo eleitoral. Correntemente, dá treino a quase 700 membros dos partidos políticos; 50 participantes são mulheres.
O treino foca o desenvolvimento de mensagens, estratégias de campanha e comunicações internas.
“O treino ensina ideias novas em como abordar os apoiantes numa campanha,” disse um participante. (TP)
Líderes da Fretilin preocupados com a presença da ISF
Depois de ter participado na inauguração de uma livraria no Sábado passado (28/4) na aldeia Bercoli, o líder da Fretilin, José Maria dos Reis, disse que estava preocupado com a presença da ISF (Força Internacional de Estabilização) pelo país, particularmente na região I (Los Palos, Baucau, e Viqueque).
Disse que a ISF na região leste não está a coordenar com as autoridades locais. (TP)
CVA: muito dinheiro, nenhum resultado
De acordo com um relatório da Associação de Direitos Humanos e Justiça, o trabalho da Comissão da Verdade e Amizade (CVA) entre Timor-Leste e a Indonésia gastou muito dinheiro mas não alcançou nenhum resultado maior.
A CVA, que foi montada para estabelecer a verdade que rodeou o referendo, começará hoje uma terceira volta de interrogatórios. (TP)
Resignação: Ramos Horta espera uma carta oficial do CCF
O Primeiro-Minstro José Ramos Horta disse que está preparado para resignar quando receber uma carta oficial do Comité Central da Fretilin (CCF).
Horta disse que antes de tomar quaisquer decisões, o CCF deve consultar o presidente da República, Xanana Gusmão. (STL)
CNE não é imparcial
O Vice-Secretário-Geral da Fretilin, José Manuel Fernandes, observou que a CNE não foi imparcial durante a primeira volta das eleições presidenciais por ter apenas feito queixas publicamente contra a Fretilin. (STL)
Alguns candidates compram votos
O porta-voz da CNE padre Fr. Martinho Gusmão e Maria Angelina Lopes Sarmento disseram aos jornalistas numa conferência de imprensa na Quarta-feira (02/05) que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) recebeu queixas de vários distritos, nomeadamente em Dili, Ermera, Viqueque, Suai e Manatuto, que alguns candidatos começaram a distribuir arroz e a darem dinheiro para ganharem votos para a segunda volta das presidenciais. (STL)
HNGV vai entrar em greve se o governo não mudar os deslocados
O Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) ameaçou entrar em greve depois de ameaças contra médicos e enfermeiros por grupos não identificados.
Algumas janelas do hospital foram destruídas e alguns deslocados ficaram feridos.
“É melhor para nós morrermos numa greve do que sermos vítimas das acções deles. Anunciaremos isto publicamente e confirmaremos que não haverá tratamentos nesse período,” disse um médico. (STL)
Ramos Horta questiona o dinheiro encontrado com os seguidores de Lu-Olo
O candidato presidencial José Manuel Ramos Horta questionou se o dinheiro (US$5.000) e as armas encontradas pela ISF nos seguidores de Lu-Olo pertenciam ao governo ou à Fretilin.
O Ministro da Justiça Domingos Sarmento disse que o dinheiro pertencia ao governo para financiar vários projectos em Ermera, enquanto que António Lima da Fretilin afirmou que o dinheiro lhe pertence. (STL)
STAE viola a lei eleitoral
O presidente da comissão conjunta de monitorização das eleições gerais (KOMEG) padre Agostinho de Jesus Soares disse que a atitude do Director do STAE Director, que não permitiu a entrada dos comissários da CNE, ia contra a lei eleitoral No. 5/2006.
O padre Agostinho de Jesus Soares disse na Quarta-feira (02/05) que a CNE tem autoridade para controlar o processo eleitoral.
Relatos dos Media Internacionais
A ONU avalia a segurança das eleições em Timor-Leste
Quarta-feira, 02 Maio 2007 12:32:02
O Representante Especial da ONU começou uma volta por Timor-Leste para avaliar a segurança antes da segunda volta para as presidenciais na próxima semana.
Atul Khare encontrar-se-á com funcionários locais em áreas onde foram relatados desassossego e intimidação de eleitores durante a votação no mês passado, disse a missão numa declaração, conforme relatou a AFP na Terça-feira.
Está agendada para a próxima Quarta-feira uma segunda volta entre o laureado do Nobel José Ramos-Horta e o Presidente do Parlamento Francisco Guterres depois de nenhum ter ganho a maioria absoluta dos votos nas eleições de 9 de Abril.
"Em particular, o Representante Especial do Secretário-Geral visitará distritos que relataram incidentes de violência ou de intimidação, bem como daqueles que tiveram menor participação de eleitores na primeira volta," lê-se numa declaração da ONU.
A eleição, a primeira nesta nação inquieta desde que ganhou a independência em 2002, foi louvada como tendo sido pacífica com grande participação de eleitores excepto em áreas onde houve relatos isolados de intimidação.
Tropas estrangeiras lideradas pelos Australianos têm estado nas estradas durante quase um ano depois do desassossego entre facções dos militares e das polícias que acabaram em violência de gangs que mataram 37 pessoas e forçaram 150,000 ta fugirem das suas casas. AS/NDJ/BGH
Ramos-Horta: Tropas encontram pislola, dinheiro em carros da Fretilin em Timor-Leste
Maio 3, 2007: Última actualização 07:35 pm (hora local Tailandesa)
Fonte: The Nation
Dili – Tropas estrangeiras que fazem segurança em Timor-Leste encontraram uma pistola, outras armas e dinheiro numa caravana de carros que transportava membros da Fretilin na Quarta-feira, denuncia o candidato presidencial José Ramos-Horta.
Ramos-Horta fez o comentário quando se intensifica a campanha entre o laureado do Nobel e o seu opositor, o candidato da Fretilin Francisco Guterres, antes da votação da segunda volta na próxima semana, para presidente do país inquieto.
Ramos-Horta, correntemente o primeiro-ministro, disse que tinha sido informada da descoberta pelo Brigadeiro Mal Rerden, o responsável da força estrangeira liderada pelos Australianos que tem estado a restaurar a segurança em Timor-Leste quase há um ano.
Disse aos repórteres que o Ministro da Justiça Domingos Sarmento estava num dos carros, que se dirigiam para um comício da campanha da Fretilin.
"A ISF (Força Internacional de Estabilidade) estava a fazer o seu trabalho, gerindo um checkpoint antes de um comício da Fretilin, e num dos carros foi encontrado uma arma automática," disse Ramos-Horta.
Num outro carro foi encontrado 5,000 dólares em dinheiro, disse ele, acrescentando que foram também encontradas setas e projécteis Disse que Sarmento disse às tropas que o dinheiro era para ser usado em projectos ministeriais.
Nem Sarmento nem o Brigadeiro Rerden puderam ser de momento contactados para comentários sobre a denúncia.
Nem Ramos-Horta ou Guterres ganharam uma maioria absoluta nas eleições de 9 de Abril para presidente, levando à segunda volta na próxima Quarta-feira.
A eleição é a primeira desde que o empobrecido Timor-Leste ganhou a independência em 2002, após uma divisão sangrenta das forças ocupantes Indonésias.
Vários milhares de tropas têm estado a patrulhar as ruas desde que o desassossego das ruas do ano passado caiu em violência de gangs que deixaram mortas 37 pessoas e forçou mais 150,000 a fugirem das suas casas.
Ramos-Horta disse que procurará clarificar o incidente, na sua capacidade de primeiro-ministro, quando acabar a campanha oficial em 7 de Maio. AFP
Antigo chefe das forças armadas de Jacarta vai testemunhar sobre Timor
Publicado: Quarta-feira, 2 Maio, 2007, 08:37 AM hora de Doha
JAKARTA: O antigo chefe das forças militares da Indonésia, acusado por críticos de falhanço em acalmar a onda de violência em Timor-Leste depois de ter votado separar-se de Jacarta em 1999, está agendado testemunhar no Sábado numa comissão de verdade que investiga a desordem.
O General Wiranto era o comandante das forças armadas quando milícias pró-Jacarta entraram numa fúria violenta antes e depois dos Timorenses terem votado pela independência em Agosto de 1999.
A Comissão da Verdade e da Amizade montada pela Indonésia e Timor-Leste para estabelecer a verdade do que aconteceu por altura do referendo vai começar a terceira volta de interrogatórios hoje.
O co-Presidente da Comissão Benjamin Mangkoedilaga disse que Wiranto terá a oportunidade para contar a sua versão da história no Sábado.
“Esta é uma boa oportunidade para ele. Tenho a certeza que não a vai desperdiçar,” disse Mangkoedilaga numa conferência de imprensa.
Os grupos de direitos humanos dizem que Wiranto foi pelo menos moralmente responsável pela violência e deve enfrentar a justiça.
Wiranto negou isto, dizendo que fez o seu melhor para parar a violência.
A comissão não tem poder para punir esses responsáveis ou para recomendar a prossecução.
Wiranto concorreu sem sucesso às eleições presidenciais de 2004 na Indonésia e espera-se que concorra outra vez em 2009. Fundou um partido novo chamado Hanura.
A ONU estima que morreram cerca de 1,000 Timorenses durante a desordem pós-eleitoral, de que foram largamente acusadas milícias pró-Jacarta apoiadas por elementos das forças armadas Indonésias. A Indonésia invadiu Timor-Leste em 1975 no final da governação colonial Portuguesa e mais tarde nesse ano anexou o território, mantendo uma pesada e às vezes dura presença militar dado que combateu rebeldes durante mais de duas décadas.
Os Timorenses votaram em massa separarem-se da governação Indonésia mas alguns votantes pró-Jacarta e oficiais argumentaram que o referendo fora falsificado pela ONU, apesar de observadores independentes terem concluído que a votação foi largamente correcta.
O líder de milícia Eurico Guterres, a única pessoa presa na Indonésia pela violência, está a cumprir uma sentença de 10 anos numa prisão de Jacarta.–Reuters
Polícia sem poderes para parar a violência em Timor-Leste
De correspondentes em Jacarta
Maio 03, 2007 04:16am
Artigo de: Agence France-Presse
Um antigo chefe de polícia em Timor-Leste chorou quando contou numa comissão hoje que não tinha poderes para prevenir a violência mortal de escalar no país durante a votação em 1999 para a independência.
Hulman Gultom disse que a pobremente equipada polícia militar recusou tentar parar os confrontos mortais entre grupos que apoiavam a Indonésia, que tinha ocupado Timor-Leste, e facções pró-independência.
"Disseram que estavam apenas equipados para controlarem perturbações de ordem pública, enquanto as massas tinham catanas e setas," disse na comissão Indonésia-Timor-Leste que está a analisar o desassossego desse tempo inquieto.
Soçobrando em lágrimas, o Sr Gultom disse que ele e alguns dos oficiais voluntários, que também não tinham as armas adequadas, tinham decidido mesmo assim saírem para as ruas e tentar acabar com as agressões brutais e as desordens que estavam a ocorrer.
"Foi apenas o meu medo de Deus que me levou a fazer isso, eram todos família, fossem pró-integração ou pró-independência," disse o Sr Gultom, que foi chefe da polícia na capital de Timor-Leste, Dili.
"Não quero lembrar o que aconteceu, se formos sérios acerca da amizade devemos esquecer este período negro nas nossas vidas e avançar," disse a soluçar.
A comissão de 10 membros, montada em 2005, tem estado em cidades na Indonésia e Timor-Leste desde Fevereiro a ouvir testemunhas da violência.
Modelada com linhas similares à da Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul pós -apartheid, visa a reconciliação mais do que a recriminação.
Gangs de milícias, que a ONU disse terem sido recrutados e dirigidos por militares da Indonésia, prosseguiram com ataques incendiários e numa fúria de assassinatos antes e depois dos Timorenses terem votado pela independência na votação apadrinhada pela ONU em 1999.
Mataram cerca de 1400 pessoas e destruíram a maioria das infra-estruturas na meia ilha, que foi uma colónia Portuguesa antes da invasão pela Indonésia em 1975.
Dezoito pessoas estão agendadas para testemunhar esta semana na comissão em Jacarta, incluindo o antigo chefe das forças militares General Wiranto e o Inspector provincial da polícia Timorense General Timbul Silaen.
Um tribunal de direitos humanos na Indonésia montado para julgar oficiais e funcionários pelas atrocidades em Timor-Leste foi extensamente condenado como uma falsidade por não ter posto na prisão nenhum Indonésio.
The Advertise/Sunday Mail
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«Lu Olo» volta a atacar Horta na declaração de rendimentos
Notícias Lusófonas - 03.05.2007
O candidato da Fretilin às eleições presidenciais timorenses, Francisco Guterres "Lu Olo", acusou hoje o seu rival, Ramos-Horta, de estar "a fugir à sua obrigação moral" de apresentar por escrito os seus rendimentos.
"Lu Olo", que a 23 de Abril declarou por escrito todos os seus bens e rendimentos em Timor-Leste, disse que o seu opositor e primeiro-ministro também o deveria fazer, explicando ao povo a totalidade dos seus rendimentos e interesses patrimoniais, económicos e empresariais, incluindo ligações a estrangeiros.
"Ramos-Horta está moralmente obrigado a declarar por escrito os seus interesses de forma a que o povo de Timor-Leste possa efectuar uma decisão com todas as informações sobre quem deverá ser o Presidente da República", afirmou, salientando que ninguém deve escudar-se na inexistência de legislação que obriga à declaração de rendimentos para não o fazer.
Sublinhando "não entender" as razões que levam o seu opositor a não declarar os seus interesses por escrito, Francisco Guterres "Lu Olo" questionou o que tenta "esconder" Ramos-Horta do povo de Timor.
"Estará ele com receio de revelar os seus interesses financeiros por escrito e o povo de Timor-leste chegar a conclusão que está comprometido de alguma forma?", perguntou.
Entre outras coisas, "Lu Olo" diz pretender saber se Ramos-Horta tem interesses num barco que está atracado em Díli, ligado a um empresário australiano - Wayne Thomas - que tem ligações à política australiana.
Durante uma recente conferência de imprensa, concedida na sua residência, José Ramos-Horta explicou verbalmente a origem do seu património e como conseguiu adquirir uma residência em Díli e outra na Austrália, mas o seu adversário exige que o faça por escrito.
A três dias do encerramento da campanha eleitoral, "Lu Olo" sustenta que além de não prestar informações escritas, Ramos-Horta tentou também passar a mensagem de que a sua (de "Lu Olo") declaração não seria correcta e negou "ter uma pensão paga por Portugal ou ser proprietário de uma casa" Na sua declaração escrita, "Lu Olo" disse apenas ter uma casa da família (propriedade colectiva) em Ossu, aldeia natal, e um jipe com um valor aproximado de cinco mil dólares americanos, além do salário de presidente do parlamento nacional. Garantiu não possuir quotas em empresas e qualquer conta bancária, quer em Timor-Leste quer no estrangeiro.
José Ramos-Horta e Francisco Guterres "Lu Olo" disputam a 09 de Maio a segunda volta das presidenciais timorenses, e o próximo chefe de Estado, que sucederá a Xanana Gusmão, tomará posse a 20 de Maio.
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Timorenses controlam espaço aéreo em tempos de crise
Notícias Lusófonas - 03.05.2007
O Aeroporto Internacional de Díli, em Timor-Leste é o espelho das dificuldades com que se debate o país: não há autocarros para transportar os passageiros enquanto as malas são descarregadas à mão dos aviões.
Por José Costa Santos
da agência Lusa
Longe do "rebuliço" provocado pela chegada de um avião - diariamente no aeroporto de Díli são contabilizados mais de 20 movimentos de aeronaves mas apenas entre quatro a seis voos comerciais - estão os oito controladores aéreos que por falta de meios possuem apenas a responsabilidade de gerir uma área delimitada a 15 milhas para sul e 25 milhas para norte do aeroporto.
Um telefone directo para a Austrália e para a Indonésia informa os aviões que chegam naquele dia e a hora previsível da aterragem, feita na ausência dos modernos instrumentos de navegação.
"Não temos muitos aparelhos de comunicação nem de ajuda à navegação e comunicamos com as aeronaves através de um rádio VHF", explicou Zezinho Gusmão, um dos controladores no activo.
O sistema VOR - Very Omnidirectional Range - ajuda os pilotos a orientarem os aviões até ao contacto visual com a pista e durante a noite quando não está ninguém na torre de controlo e em alguma emergência, existe ainda a possibilidade do próprio piloto do avião em dificuldade ligar, via sistema PAL, as luzes da pista para efectuar a aterragem.
Actualmente, desde o início dos tumultos no país, em Abril de 2006, os oito controladores - entre as quais uma mulher, Filomena Soares - estão ao serviço entre as 08:00 e as 17:00 mas o horário normal de trabalho deveria ser cumprido entre as 06:30 e as 18:45.
"O problema é que cumprindo o horário normal de trabalho ficamos aqui entregues em nós próprios, sem qualquer segurança no edifício e por isso, há cerca de um mês, foi decidido encurtar o período de trabalho nestes tempos de crise", explicou Mário Silva, o chefe da Torre de controlo.
Com uma pista de 1.850 metros que limita o aeroporto à utilização apenas por aviões de médio porte do tipo do Boeing 737-200 ou 737-300, o movimento do aeroporto de Díli não justifica ainda a aquisição de novos equipamentos nem a aposta nas novas tecnologias existentes, mas também limita a actuação dos controladores.
"Se Timor-Leste quiser controlar quem passa no seu espaço aéreo então tem de adquirir capacidade técnica e apostar na nossa formação como controladores para que tenhamos a capacidade de gerir e de saber quem passa por esta região", disse Mário Silva.
Entre o avião que descolou e a próxima "missão" de fazer aterrar um avião em Díli irão ainda decorrer cerca de duas horas sem que esteja agendado qualquer movimento de aeronaves.
No entanto, é preciso ainda enviar para departamento de informações aeronáuticas de Díli a rota do Boeing que descolou poucos minutos antes para que o aeroporto de destino receba todos os dados do avião.
Pouco depois de explicarem os procedimentos de controlo de tráfego aéreo em Timor-Leste, os controladores, que estão a terminar a segunda fase da supervisão efectuada pela NAV PORTUGAL, receberiam das mãos do director da Aviação Civil as respectivas licenças de controladores de tráfego aéreo, as primeiras emitidas no país.
NOTA DE RODAPÉ:
Os aviões estacionam a cerca de 50 metros do terminal do aeroporto. Seriam precisos autocarros? Só se fosse para darem a volta à pista...
E não são os passageiros que descarregam as malas... São descarregadas por funcionários que as levam num carro próprio até ao terminal.
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Gough Whitlam vai depor sobre morte de jornalistas em 1975
Notícias Lusófonas - 03.05.2007
O antigo primeiro-ministro australiano Gough Whitlam vai apresentar-se na próxima semana como testemunha no tribunal que investiga a morte dos cinco jornalistas estrangeiros que cobriam a invasão militar indonésia de Timor-Leste, em 1975.
Segundo o magistrado provincial australiano Dorrele Pinch, citado pelo diário Sydney Morning Herald, Whitlam, actualmente com 90 anos, vai comparecer no tribunal na próxima terça-feira, juntamente com o seu então ministro da Defesa, Bill Morrison, e com o, na altura, seu chefe de gabinete, John Menadue.
Whitlam, que era primeiro-ministro quando as forças militares indonésias invadiram Timor-Leste, já afirmou num depoimento escrito que só soube da morte dos cinco jornalistas - dois australianos, dois britânicos e um neo-zelandês - a 21 de Outubro de 1975, cinco dias após o incidente.
"Além do que já disse, duvido que (Whitlam) tenha algo mais a acrescentar. No entanto, não seria bom se não investigássemos o assunto a fundo", afirmou Pinch, aludindo às mortes de Greg Shackleton, Gary Cunningham e Tony Stewart, do Channel Seven, e de Brian Peters e Malcolm Rennie, do Channel Nine.
Os cinco jornalistas morreram a 16 de Outubro de 1975, havendo ainda muitas dúvidas sobre as circunstâncias que rodearam as suas mortes, com versões contraditórias.
Pinch adiantou também que as investigações estão agora centradas na procura de seis homens, já identificados, que trabalhavam numa estação de contra-espionagem em Darwin na altura da morte dos jornalistas.
Segundo o magistrado provincial, os seis homens, que operavam no centro dos serviços secretos de Shoal Bay, em Darwin, poderão ajudar nas averiguações relacionadas com a morte do operador de câmara Brian Peters, pois, na altura, coligiam as comunicações da secreta indonésia.
Os seis homens procurados são Guy Peterson, Martin Robert Hicks, Michael Griggs, Clive Ronald Shepherd, Sam O'Shea e Brian Osborne, sobre quem Pinch pediu ajuda a todas as pessoas que possam ter indicações do respectivo paradeiro.
A 06 de Fevereiro último, em declarações prestadas num tribunal de Sydney, um antigo colaborador timorense do exército indonésio, identificado apenas pelo pseudónimo "Glebe 2", afirmou que um antigo comandante indonésio foi o primeiro a disparar sobre cinco jornalistas.
A testemunha adiantou que o comandante militar indonésio Yunus Yosfiah foi quem efectuou os disparos e garantiu que os cinco profissionais, que se encontravam em Balibó (oeste de Timor-Leste e próximo da fronteira com a Indonésia) não morreram em fogo cruzado como sempre afirmou a Indonésia durante o avanço das suas tropas.
Yunus Yosfiah, que na época da invasão era capitão das forcas especiais indonésias, chegando a ministro da Informação em 1980, rejeitou as acusações que classificou como mentiras.
"São tudo mentiras. Receio que essa pessoa queira iniciar uma nova vida na Austrália com essa história sensacional", disse o antigo militar à Associated Press.
O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, sempre declarou que não havia qualquer dúvida de que os jornalistas tinham sido deliberadamente assassinados pelas forças ocupantes indonésias e pediu a Jacarta para esclarecer o incidente, permitindo às famílias dos jornalistas ultrapassar este momento doloroso do passado.
"Pelo menos, deixem a verdade emergir para tranquilidade das famílias desses jornalistas", afirmou Ramos Horta.
Por seu lado, Adelino Gomes, jornalista português que se encontrava destacado pela estação de televisão RTP para cobrir uma previsível invasão de Timor-Leste, afirmou várias vezes publicamente não ter quaisquer dúvidas sobre o envolvimento das tropas indonésias no assassínio de cinco colegas e considerou "inverosímil" a versão de Jacarta.
Um relatório independente das Nações Unidas, elaborado em 2006, concluiu que, "provavelmente", os cinco jornalistas foram mortos pelos soldados indonésios.
A Indonésia invadiu a antiga colónia portuguesa em 1975, administrando-a até 1999, ano em que um plebiscito resultou numa votação esmagadora a favor da independência do território.
As forças de Jacarta em retirada e as suas milícias auxiliares destruíram a maior parte das infra-estruturas do território matando milhares de pessoas.
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ASEAN & Beyond - Xanana Gusmao: No Problem If My Party Loses
Tempo Magazine - No. 35/VII - May 01-07, 2007
I Want to be free. I want to write poetry and paint," said Kay Rala Xanana Gusmao in a special interview with Tempo last year. Perhaps he was a bit romantic, perhaps a little tired. What he wanted seemed to be a peaceful future. After all, he did go through an eventful experience before becoming a national icon.
Xanana, 61, is the President of Timor Leste. He is also a charismatic figure. He looks at the chaotic political atmosphere surrounding the elections and he is no longer the Xanana of a year ago. He condemns Fretilin, whom he is convinced distributed weapons to its followers. Now preparing to lead his new party, the National Congress for Timorese Reconstruction (CNRT) into the parliamentary elections on June 30, he has declared his readiness to become prime minister if Ramos Horta becomes president.
He spoke with Tempo at his office at the Palace of Ashes in the Kaikoli area of Dili, two weeks ago, appearing relaxed and genial. He has cut down his smoking from six packs a day to one.
Speaking with reporters Ximenes Soares and later with Faisal Assegaf, he clarified a number of issues including his reasons for staying involved in politics. Excerpts:
Tempo: How do you see the latest developments, Lu Olo leading Horta, the candidate you support?
We can look at it from two perspectives. First, perhaps we had wanted to shorten the time so that Horta could win in the first round with the support of all the other opposition parties. But we are also looking at it from the other perspective, which is positive because it indicates the dynamics of democracy. Compared to the 2001 election results when Fretilin won with 57 percent of the vote, this time it did not reach 30 percent. If I were in Fretilin's place, I would certainly say this is a defeat, because for Fretilin with its organization and political machinery reaching down to the villages and districts, and backed by unlimited funds, the result was still very poor. They may have won now but might lose later. With a lot of money, they can keep handing it out.
Tempo: Why do you support Horta?
Ramos Horta has been my candidate since 2003, it is nothing new. At the end of each year people from the administration come to offer blessings, and I have consistently told Horta that he is the person who will replace me. In New York, in September 2005, Alkatiri came to my room, saying that the church and the people support the nomination of Armed Forces Chief, Gen. Taur Matan Ruak, as the next president. I explicitly said no. Not because I like Ramos Horta and he is like my family. My consideration was, because in May 2006 UNMISET (United Nations Mission of Support in East Timor) ended its mission in Timor Leste. We already have funds and oil. There are many conflicts in the world so the attention of the international community will diminish. Because of this, speaking in the national interest, for the sake of good governance and the people, Horta is the right person to be president. He knows the world, is known by many figures, and understands how to work with international institutions. If Fretilin wants Taur Matan Ruak to be president, it would be better for them to prepare him for 2012 [elections].
Tempo: But the result of the first round of the presidential elections indicate Horta's well-known name is no guarantee.
I think the answer is that we must work hard. This was a lesson for all of us. I was also surprised by the results achieved by one of the candidates. Overnight or in just a few hours, the candidate gained more than 30,000 votes in just one district. This means that from nothing they shot directly to the moon. Many people have written letters to me, they question something that doesn't make sense. It indicates that the party machinery is running and working. For the new party (CNRT), the challenge is nothing more than hard work.
Tempo: But your new party has no network, its human resources are limited. How can you believe your party will succeed?
The problem right now is that I am still the president. The party is also new. We are still in the process of officially registering it with the Justice Department and preparing ourselves for a congress. However I have been thinking about soon forming a team of specialists to learn from and study all the different areas comprehensively. Most importantly, in the first year we must correct our mistakes. The CNRT was born to reform and to provide hope, either alone or by collaborating with other parties.
Tempo: You once said that you wanted to retire from politics. Why did you change your mind?
I thought about going back to politics more and more during the recent crisis. We know that there were weapons distributed. I received information that those who received the weapons would not just be a threat to Fretilin Mudanca (a reformist group within Fretilin) but also the people during elections. From this, I began to see that an extremely dangerous situation existed. What is more, we all know they have a strong influence over the PNTL (the police) and also FFDTL (the armed forces). Given these developments, I thought the situation would not be conducive to change.
If weapons were in the hands of those in power then people would continue to suffer. As president, I tried to follow the constitution. But, based on my experience, the president does not have enough influence and only by holding the reins of a new government can we do much for the people and the nation.
Tempo: If elected prime minister, would you be capable of resolving the crisis?
I believe so. Some people feel that a good prime minister must have a degree and so on, in order to solve problems. I have always said and given as an example, Suharto as the Father of Development in Indonesia. Of course we must differentiate this from the issue of his dictatorship, human rights violations and other negative things. With regard to Suharto as the Father of Development, the Indonesian people know better than I do. But, it was not he himself who did the work. In order to become prime minister, we must have a clear vision, good ideas; we must delegate power to other people, let them do the work and it will definitely be done. I remember in 1978, when all the senior members of Fretilin's Central Committee and the Falintil commanders more senior than myself in the central and western parts [of Timor Leste] had died, I took over the leadership. But I didn't have to go into the battle to confront the Indonesian soldiers. I just made the plans and determined the strategy.
Tempo: But perhaps people might ask: when crisis erupted, there were calls to enact a state of emergency, yet you hesitated in making a decision.
As the first elected president, I must safeguard and ensure that the constitution is respected.
This would be a bad precedent in later days. If not, some time in the future, during a crisis, we might dissolve parliament. This of course would not be good for the nation and the state. If there is something I am proud of, it was that I succeeded in defending and honoring the constitution, not by being hesitant but out of respect for the constitution, even though there were strong calls from the representatives of the 13 districts at the time.
Tempo: Are you returning to politics because you believe no one can replace you?
The younger generation must be aware that dynamics alone is not enough. There must be a combination of experience and maturity. Everyone must now participate. From our experience over the last five or six years, politics has been controlled only by a small group of people. Exclusively for them. This is what went wrong, this is what marginalized us all. As such, the CNRT uses the word reconstruction. This means reconstruction of the mindset, politics, reform, and all of the things that were wrong. Participation by people must be opened up as much as possible. Because of this, we must prepare the conditions to go in this direction. The young must prepare themselves well.
Tempo: What if your party loses in the parliamentary elections next June?
I don't think it will be a problem. If another party invites us to join a coalition, we will look at the form and joint programs. Clearly, this is not possible with the Fretilin Party. CNRT could cooperate with other parties so that the coalition is not just to get votes or seats, but most importantly, to provide significant benefits to the people. If not, it would be better to be part of the opposition. If the CNRT doesn't win, it means that the people want to see projects being dominated by just one family. The purchase of police uniforms controlled by one family, weapons for the FFDTL controlled by the same single family, projects to open roads and close roads by that very same family as well, and fuel and rice projects controlled by that one family. If the people feel that this is the best situation for them and for all of us, so be it and elect them.
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Padre Martinho da Silva e o futuro do país
Rádio Renascença - 03-05-2007 2:20
Seja qual for o vencedor da segunda volta das eleições presidenciais em Timor-Leste não será fácil superar as feridas do passado. A opinião é do porta-voz da Comissão Nacional de Eleições.
O padre Martinho da Silva fez estas declarações a propósito do próximo acto eleitoral marcado para 9 deste mês com Ramos Horta e Francisco Guterres a medirem forças.
Em entrevista ao jornalista Domingos Pinto, o presidente da Comissão Justiça e Paz timorense diz que os dois candidatos têm procurado colar-se à Igreja Católica para conseguir votos, fizeram promessas que o cargo que se propõem exercer não lhes permitirá cumprir e apresentam discursos diferentes.
Na opinião do padre Martinho da Silva, Ramos Horta tem um discurso mais consistente e Francisco Guterres Lu-Olo não tem originalidade.
Sublinha ainda o facto da campanha ter decorrido sem violência, apesar de algumas intimidações.
Declarações na íntegra em:
http://www.rr.pt/PopUpMedia.Aspx?&FileTypeId=1&FileId=316857&contentid=205790
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Rival urges Ramos Horta to declare personal wealth
ABC News Online
Last Update: Friday, May 4, 2007. 0:48am (AEST)
By Anne Barker
In East Timor, the personal wealth of Prime Minister Jose Ramos Horta is shaping up as an election issue in next week's presidential poll.
A second round of voting is scheduled for Wednesday.
The ruling Fretilin party's candidate, Francisco Guterres, won the highest share of votes in last month's poll, ahead of Dr Ramos Horta, who wants to change jobs.
Mr Guterres, known as Lu Olo, has released a statement of pecuniary interests, declaring he has few assets - no bank account, no savings, no shares or investments, and only a family home in the country's east.
He says Dr Ramos Horta has a moral obligation to declare his financial interests as well.
But Dr Ramos Horta's office says there is no such constitutional requirement, and his pecuniary interests are already in the public domain.
They include houses in Dili and Sydney and earnings from the international speaking circuit.
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quinta-feira, maio 03, 2007
UNMIT – MEDIA MONITORING - Thursday, 3 May 2007
National Media Reports
Lu-Olo: “Fretilin only has only one candidate”
At a press conference on Wednesday (02/05) at the Central Committee of Fretilin (CCF) in Comoro Dili, presidential candidate Francisco Guterres Lu-Olo affirmed that there is only one presidential candidate of Fretilin.
Lu-Olo questioned why Ramos Horta used Fretilin in his presidential campaign.
He explained that Horta left Fretilin in 1984, so he should not speak as a member or candidate of Fretilin. (DN and TP)
Horta discusses security issues with the political parties
Presidential candidate and Prime Minister Jose Manuel Ramos Horta held a meeting on Wednesday (02/05) at his residence with the political parties supporting him to discuss security issues during the run-off presidential election.
“It is important to prepare for incidents of intimidation especially in areas such as Viqueque, Baucau and Los palos - not only during the presidential run-off but also during the parliamentary election,” said Horta.
The meeting was attended by PSD, PD, ASDT, PMD, UNDERTIM, PST, and Fretilin ‘Reformist,’ including the youth representative from Viqueque district. (DN)
Australian forces find gun and cash in Fretilin cars: Ramos Horta
In response to the accusation by presidential candidate Jose Ramos Horta that Australian forces found weapons and cash in Fretilin’s cars during Lu-Olo’s campaign, the Fretilin campaign coordinator for Ermera district, Domingos Sarmento, said that he would bring the Australian forces to the tribunal if no evidence is found on the case. (TP and STL)
UN report on 1st round of election: Horta accuses STAE of manipulation
Presidential candidate Jose Ramos Horta reportedly said that the UN report on the first round of elections stated that there were many incidents of manipulation by STAE, the government and Fretilin. (TP)
IRI providing training to almost 700 members of political parties
A press statement from USAID on Wednesday (02/05) stated that USAID through the IRI will continually support Timor-Leste in the electoral process. Currently, it provides training to almost 700 members of political parties; 50 participants are women.
The training focuses on the development of messages, campaign strategy and internal communications.
“The trainings provide new idea on how to approach our supporters a campaign,” said a participant. (TP)
Fretilin’s leaders concerned with ISF presence
After officiating the inauguration of a library last Saturday (28/4) in Bercoli village, the Leader of the Fretilin party, Jose Maria dos Reis, said that he was concerned by the presence of the International Stabilization Forces (ISF) across the country, particularly in region I (Los palos, Baucau, and Viqueque).
He said that the ISF in the eastern region do not coordinate with local authorities. (TP)
CVA: big money, no results
According to the report from the Human Rights and Justice Association, the work of The Commission of Truth and Friendship (CVA) between Timor-Leste and Indonesia spent much money but did not achieve any major results.
CVA, which was set up to establish the truth regarding the referendum, will begin a third round of questioning today. (TP)
Resignation: Ramos Horta waiting for an official letter from CCF
Prime Minster Jose Ramos Horta said that he is prepared to resign when he receives the official letter from the Central Committee of Fretilin (CCF).
Horta said that before taking any decisions, CCF should consult with the president of the republic, Xanana Gusmão. (STL)
CNE is not impartial
Fretilin’s vice secretary-general, Jose Manuel Fernandes, observed that the CNE was not impartial during the first presidential election by only publicly declaring complaints against Fretilin. (STL)
Some candidates buying votes
CNE spokesperson Fr. Martinho Gusmão and Maria Angelina Lopes Sarmento told journalists at a press conference on Wednesday (02/05) that the National Elections Commission (CNE) received complaints from several districts, namely in Dili, Ermera, Viqueque, Suai and Manatuto, that some candidates started distributing rice and giving money to gain votes for the runoff presidential election. (STL)
HNGV will go on strike if the government does not move the IDPs
The National Hospital of Guido Valadares (HNGV) threatened to go on strike following threats to their doctors and nurses by unidentified groups.
Some windows of the hospital were destroyed and some IDPs were injured.
“It is better for us to be on strike rather than become victims of their actions. We will publicly announce this and confirm that no treatments will take place during this period,” said a doctor. (STL)
Ramos Horta questions the money found on Lu-Olo’s followers
Presidential candidate Jose Manuel Ramos Horta questioned whether the money (US$5.000) and weapons found by the ISF on Lu-Olo’s campaigners belonged to the government or Fretilin.
The Minister of Justice Domingos Sarmento said the money belonged to the government to fund several projects in Ermera, while Fretilin’s Antonio Lima claimed that the money belonged to him. (STL)
STAE violates electoral law
The Chairperson of Joint Commission Monitoring of General Election (KOMEG) Fr. Agostinho de Jesus Soares reportedly said that the attitude of the STAE Director, who did not allow entrance to the CNE commissioners, went against electoral law No. 5/2006.
Fr. Agostinho de Jesus Soares on Wednesday (02/05) said that the CNE has the authority to control the electoral process.
International Media Reports
UN to assess E. Timor poll security
Wed, 02 May 2007 12:32:02
The UN Special Representative has begun a tour of East Timor to assess security ahead of next week's runoff vote for the presidency.
Atul Khare will meet with local officials in areas where unrest and intimidation of voters were reported during the presidential poll last month, the mission said in a statement, AFP reported on Tuesday.
A runoff between Nobel laureate Jose Ramos-Horta and Parliament Speaker Francisco Guterres is scheduled for next Wednesday after neither candidate gained a majority of the vote in the April 9th election.
"In particular, the Special Representative of the Secretary General will visit districts that reported incidents of violence or intimidation, as well as those that experienced lower voter turnout during the first round," a UN statement said.
The election, the first in this troubled nation since it gained independence in 2002, was hailed as peaceful with high turnout of voters except in areas where there were isolated reports of intimidation.
Australian led foreign peacekeepers have been on the streets for almost a year after unrest between factions of the military and police descended into gang violence that killed 37 and forced 150,000 to flee their homes. AS/NDJ/BGH
East Timor troops find gun, cash in Fretilin cars: Ramos-Horta
May 3, 2007: Last updated 07:35 pm (Thai local time)
Source: The Nation
Dili - Foreign troops securing East Timor found a gun, other weapons and cash in a convoy of cars carrying ruling Fretilin party officials Wednesday, presidential candidate Jose Ramos-Horta claimed.
Ramos-Horta made the comments as the campaign intensified between the Nobel laureate and his opponent, Fretilin candidate Francisco Guterres, ahead of a second round of voting next week for president of the troubled country.
Ramos-Horta, currently the prime minister, said he had been briefed on the discovery by Brigadier Mal Rerden, the head of the Australian-led peacekeeping force that has been restoring security in East Timor for almost a year.
He told reporters that Justice Minister Domingos Sarmento was in one of the cars, which were all heading to a Fretilin campaign rally.
"The ISF (International Stability Force) was doing their job, manning a checkpoint before a Fretilin rally, and in one of the cars an automatic firearm was found," Ramos-Horta said.
Another car was found with 5,000 dollars in cash, he said, adding that arrows and slingshots were also found. He said Sarmento told the troops that the money was to be used for ministerial projects.
Sarmento and Brigadier Rerden could not immediately be contacted for comment on the claims.
Either Ramos-Horta or Guterres won an absolute majority in the April 9 election for president, prompting the runoff next Wednesday.
The election is the first since impoverished East Timor won independence in 2002, following a bloody split from occupying Indonesian forces.
Several thousand peacekeepers have been patrolling the streets since unrest last year descended into gang violence that left 37 people dead and forced 150,000 more to flee their homes.
Ramos-Horta said he would seek clarification of the incident, in his capacity as prime minister, when official campaigning ended on May 7. AFP
Former Jakarta army chief to testify on Timor
Published: Wednesday, 2 May, 2007, 08:37 AM Doha Time
JAKARTA: Indonesia’s former military chief, blamed by critics for failing to quell a wave of violence in East Timor after it voted to break away from Jakarta in 1999, is due to testify on Saturday at a truth commission probing the mayhem.
General Wiranto was armed forces commander when pro-Jakarta militiamen went on a violent rampage before and after East Timorese voted for independence in August 1999.
The Commission of Truth and Friendship set up by Indonesia and East Timor to establish the truth of what happened around the referendum is to open a third round of questioning today.
Commission co-chairman Benjamin Mangkoedilaga said Wiranto would have the chance to tell his side of the story on Saturday.
“This is a good opportunity for him. I’m sure he will not pass this up,” Mangkoedilaga told a news conference.
Human rights groups say Wiranto was at least morally responsible for the violence and should face justice.
Wiranto has denied this, saying he did his best to stop the violence.
The commission has no power to punish those responsible or recommend prosecution.
Wiranto stood unsuccessfully in Indonesia’s 2004 presidential elections and is expected to run again in 2009. He has set up a new party called Hanura.
The UN estimates that about 1,000 East Timorese died during the post-vote mayhem, which was blamed largely on pro-Jakarta militias backed by elements of the Indonesian army. Indonesia invaded East Timor in 1975 at the end of Portuguese colonial rule and annexed the territory later that year, maintaining a heavy and sometimes harsh military presence as it fought rebels for more than two decades.
East Timorese voted overwhelmingly to split from Indonesian rule but some pro-Jakarta voters and officials argued that the referendum had been rigged by the United Nations, although independent observers concluded the ballot was largely fair.
Militia leader Eurico Guterres, the only person jailed in Indonesia for the violence, is serving a 10-year sentence at a Jakarta prison.–Reuters
Police powerless to stop E Timor violence
From correspondents in Jakarta
May 03, 2007 04:16am
Article from: Agence France-Presse
A FORMER East Timor police chief cried as he told a commission today that he was powerless to prevent deadly violence from raging in the country during its 1999 vote for independence.
Hulman Gultom said that poorly equipped military police refused to try to stop the deadly clashes between groups backing Indonesia, which had occupied East Timor, and pro-independence factions.
"They said they were only equipped for riot control, while the masses had machetes and arrows," he said at the Indonesia-East Timor commission, which is looking into the unrest during that troubled time.
Breaking down in tears, Mr Gultom said he and some of his volunteer officers, who also lacked proper weapons, had decided anyway to go out onto the streets and try to break up the brutal beatings and riots that were occurring.
"It was only my fear to God that brought me to do it, they are all family, whether they are pro-integration or pro-independence," said Mr Gultom, who was police chief in East Timor's capital, Dili.
"I don't want to remember what happened, if we are serious about friendship we should forget this dark period in our lives and move on," he said as he sobbed.
The 10-member commission, setup in 2005, has been sitting in towns and cities in Indonesia and East Timor since February to hear from witnesses to the violence.
Modeled along lines similar to South Africa's post-apartheid Truth and Reconciliation Commission, it aims at reconciliation rather than recrimination.
Militia gangs, which the UN has said were recruited and directed by Indonesia's military, went on an arson and killing spree before and after the East Timorese voted for independence in the 1999 UN-sponsored ballot.
They killed about 1400 people and laid waste to much of the infrastructure in the half-island, which was a Portuguese colony before Indonesia invaded it in 1975.
Eighteen people are scheduled to testify this week at the commission sitting in Jakarta, including former military chief General Wiranto and East Timorese provincial police Inspector General Timbul Silaen.
An Indonesian rights court set up to try military officers and officials for atrocities in East Timor were widely condemned as a sham for failing to jail any Indonesians.
The Advertise/Sunday Mail
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Lu Olo pede que Ramos Horta declare imediatamente o seu património
Francisco Guterres Lu Olo for President
“Serei Presidente de todos e para todos”
Comunicado de Imprensa
3 de Maio de 2007
O Candidato presidencial da FRETILIN, Francisco Guterres ”Lu Olo” afirmou hoje que o seu opositor Ramos Horta está a fugir às suas obrigações morais de apresentar por escrito uma declaração com o seu património.
Lu Olo, que declarou por escrito o seu património há dez dias, em 23 de Abril, disse que Ramos Horta deveria declarar por escrito todas as suas fontes de receita, património, e negócios incluindo os que possa ter com estrangeiros.
Lu Olo disse:” Ramos Horta deve declarar por escrito todo o seu património de forma a que o povo de Timor-Leste possa estar informado antes de escolher quem deverá ser Presidente da República.”
“Eu não compreendo porque Ramos Horta se recusa a declarar por escrito os seus interesses pecuniários como eu fiz. O que é que Ramos Horta está a tentar esconder ao povo de Timor-Leste?”
“Terá ele medo de que revelando o seu património por escrito, o Povo de Timor-Leste chegue á conclusão que ele está comprometido com qualquer coisa?”
“Em contraste comigo, Ramos Horta limitou-se a fazer uma declaração verbal de apenas uma parte do seu património”
“Ele não divulgou alguns dos seus bens nem qualquer montante recebido de várias fontes de rendimento, incluindo honorários, que ele admitiu receber dos seminários que fez em universidades enquanto membro do governo em missão de serviço ”.
“Ele deveria também confirmar se tem ou não uma participação em negócios - incluindo interesses num barco em Díli - com o homem de negócios australiano, Sr. Wayne Thomas que tem estreitos laços com o Sr. Shane Stone, antigo presidente do Partido Liberal Australiano com ligação ao governo de Howard”.
“Horta também não declarou as suas contas bancárias .”
“Haverá mais alguma coisa que Ramos Horta não tenha declarado?” perguntou Lu Olo.
Lu Olo ridicularizou as declarações de Horta para a imprensa de Díli segundo as quais ele teria dito que divulgaria o seu património depois de ser eleito Presidente.
“ Isso será, com certeza, tarde de mais. Isso deveria ter sido feito no inicio da campanha de modo a dar tempo ao povo para questionar a declaração” disse Lu Olo.
“Assinar uma declaração de património é uma questão de integridade e transparência. Ramos Horta não se deve esconder atrás do facto de não existir lei que obrigue a fazer esta declaração. Eu apoio as ONG’s nacionais que pediram a Ramos Horta para fazer uma declaração franca e completa do seu património.”
Lu Olo disse que Ramos Horta recusa-se a fazer uma declaração por escrito, mas ao mesmo tempo, acusa-lhe com informações falsas e incompletas sobre o seu património.
“Eu declarei todo o meu património no dia 23 de Abril de 2007. Eu não tenho outros bens. Eu fui transparente. Posso responder a quaisquer perguntas”
“Contrariamente às declarações falsas de Ramos Horta, eu não recebo nenhuma pensão de Portugal, nem possuo uma moradia. A casa da minha familia em Ossú, foi construída pela minha família, é modesta e não pode ser descrita como uma mansão mesmo pelos padrões timorenses. Ramos Horta vive numa mansão e possui, pelo menos, uma residência na Austrália.”
“Eu fiz a minha declaração de património no início da campanha como um acto voluntário e unilateral de transparência. Estou feliz por este assunto ter levantado tanto interesse. Sinto que atingi o meu objectivo e iremos legislar sobre este assunto para garantir transparência no futuro.”
“Leis em vigor, tais como as leis sobre o Petróleo e sobre o Fundo do Petróleo demonstram a disposição do Governo da FRETILIN em revelar o património do Estado”.
Para mais informações, contacte com:
Harold Moucho (assessor político de Lu Olo) (+670) 723 0048
José Manuel Fernandes (reprezentante oficial de Lu Olo para as eleições) (+670) 734 2174
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RAMOS HORTA AMEAÇA AS FORÇAS INTERNACIONAIS
(Tradução da Margarida)
JORNAL DIÁRIO 30 ABRIL 2007
O Primeiro-Ministro, José Ramos Horta ameaçou hoje as forças internacionais para pararem as suas operações contra o major Alfredo Reinado senão declarará ao mundo que não concorda com esta operação.
Ramos Horta sublinhou isto numa conferência de imprensa que fez na sua residência na Areia Banca Dili, na Sexta-feira (27/4).
“Não tenho poderes nenhuns nessas operações mas o fórum trilateral já propôs responsabilizar-se por este diálogo e o embaixador Australiano também aceitou encontrar-se comigo no meu escritório para falar em relação a isto,” disse Horta.
“Mas eu disse às forças internacionais que se não pararem com estas operações que direi ao mundo que estou descontente com estas operações,” sublinhou Horta.
Horta sublinhou ainda, que discordava também porque Alfredo já contactou com o Procurador-Geral da República para entrar em diálogo mas até agora as operações ainda estão em curso.
Ao relação (ao facto) de o Primeiro-Ministro em exercício Estanislau da Silva ter rejeitado a cessação das operações das Forças Australianas contra Alfredo por causa disso não ter sido discutido no Conselho de Ministros e de não ter recebido nenhuma carta oficial, Horta declarou que considerava essas afirmações sem valor porque ele estava a falar de uma coisa e o Primeiro-Ministro em exercício referia-se a outra.
“Tem de haver diálogo para Alfredo falar a verdade através do sistema de justiça e quando ele se entregar ao sistema de justiça o Estado tratá-lo-á com dignidade e dar-lhe-á a segurança necessária para crias as condições para o diálogo,” disse Horta.
Acrescentou ainda, que o Presidente da República tem de dar a decisão oficial às forças internacionais e que terá de discutir isso com o fórum trilateral de modo a haver paz e que não acredita que a operação continuará.
Há gente que disse que para se resolver esta crise que Xanana e Horta terão de sair dos seus cargos mas Ramos Horta disse que não foi ele quem deu as ordens para distribuir as armas ao Railos. Se as pessoas acreditam que Mari Alkatiri e os seus amigos podem resolver a crise que escolham então Lu Olo nas eleições Presidenciais e escolham a FRETILIN nas eleições Parlamentares.
“Mari pode dizer que pode consertar este país mas não pode dizer que Ramos Horta é o autor desta crise mas isto depende do povo,” explicou.
Declarou ainda que se encontrou com Xanana e que ele concorda 100% em parar a operação, (que) o Presidente da República respeita também a sua opinião e que por causa disso ele vai tentar falar com o Brigadeiro Mal Rearden.
“Apesar de não ter os poderes tenho o direito de expressar a minha opinião que quero dialogar e que depois a operação tem de parar,” explicou Horta.
Disse também que a justice não está nas mãos do Primeiro-Ministro mas que o governo o tratará muito bem com dignidade e todo o tipo de segurança.
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Timor-Leste, Indonésia e complexidades morais
(Tradução da Margarida)
The Jakarta Post
3.05.2007
Franz Magnis-Suseno SJ, Jakarta
Na Terça-feira, Aboeprijadi Santoso expôs a hipocrisia moral que rodeia as audições em curso da Comissão Conjunta Indonésia-Timor-Leste para a Verdade e Amizada (CVA). Os factos a que aludiu estão acima de disputas. E a sua indignação moral parece apenas demasiadamente adequada. O escritor conclui que "a verdadeira amizade não deve ser baseada em mentiras para encobrir a verdade e perpetuar a impunidade".
Mas as coisas são na verdade tão simples assim? Quando a Indonésia e Timor-Leste estabeleceram conjuntamente a CVA fizeram-no não apenas em nome de verdade e amizade mas por causa de considerações políticas sérias. E com toda a razão. Porque como sublinha o filósofo Alemão Bernhard Sutor, a qualidade ética de uma decisão política não é medida por princípios de pura moral, mas pelas melhorias que realisticamente se podem esperar serem alcançadas por ela.
Ambos os líderes da Indonésia e de Timor-Leste reconheceram que a tarefa mais importante que enfrentavam não era compensação pelos crimes terríveis cometidos pela Indonésia de 1975 a 1999, mas o estabelecimento de relações normais, duradouras e positivas entre os dois países.
Os líderes Timorenses obviamente perceberam o que alguns estrangeiros moralmente indignados não perceberam : que a cessação de Timor-Leste foi um evento traumático não apenas para Timor-Leste, mas também para a Indonésia. Durante 24 anos Indonésios lutaram no Leste de Timor "para o bem da nação ". As famílias de muitos milhares de soldados caídos consolavam-se a si próprias com a ideia de que tinham morrido por uma causa justa. A oferta do referendo para a independência dos Timorenses pelo Presidente B.J. Habibie, corajosa mas completamente inesperada apanhou os Indonésios e obviamente os militares completamente de surpresa.
O resultado do referendo envergonhou seriamente a Indonésia. Envergonhar mais com a exposição dos crimes dos militares da Indonésia perante os olhos do mundo teria alienado a Indonésia de Timor-Leste por muito tempo e poderia mesmo resultar num retrocesso violento (lembro-me de um motorista de táxi Balinês dizer-me entusiasmado em Setembro de 1999 que estava pronto para ir para a guerra contra a Austrália).
Pensando mais tarde, pode-se perguntar porque é que os militares não usaram as suas milícias Timorenses para sabotar o referendo, o que teria sido bastante fácil. Pensavam mesmo na verdade que os Timorenses não votariam pela independência? Estavam de facto preparados para obedecer ao presidente, apesar de enraivecida e vingativamente?
De facto, a execução do referendo não foi obstruída significativamente. Houve, em 1999, duas vagas de violência especial, primeiro em Abril e depois o caos após a (prematura) publicação dos resultados do referendo. Ambas parecem terem sido mais a expressão de fúria e de ressentimento (o perigoso estado mental a que os Indonésios chamam keki ou dendam) do que actos de insubordinação.
Lembro-me de um chefe de milícia Timorense, penso que era Eurico Guterres, a dizer na televisão cerca de uma semana antes do referendo, que, caso houvesse uma maioria de votos pela independência, que ele garantia que nada que tivesse sido construído durante a governação pela Indonésia ficava em pé. E assim o fizeram. A devastação assassina de partes enormes de Timor-Leste foi na verdade uma expressão do ressentimento profundo sentido pelos militares Indonésios.
Mas há um ponto que tem sido completamente ignorado pela comunidade internacional que está a castigar a Indonésia por arrastar os pés para levar à justiça os perpetradores dos massacres e destruições pós-referendo. Nomeadamente que desde que os Indonésios retiraram em 1999 não ter havido um único exemplo sério de a Indonésia ou os seus militares tentarem criar problemas aos seus vizinhos do Leste.
Teria sido tão fácil. Lembram-se como em 1975 a Indonésia usou uma Guerra civil sangrenta e viciosa entre Timorenses – dezenas de milhares de Timorenses tinham fugido para território Indonésio – para intervir? Menos de oito anos depois de se libertar da Indonésia há, neste preciso momento, mais de 20,000 Timorenses a viverem em campos de refugiados – que, outra vez, tiveram de fugir dos seus próprios irmãos.
A aceitação da independência de Timor-Leste depois de 1999, e o facto de a Indonésia, incluindo os "negros" militares Indonésios, não tentarem usar os crescentes problemas internos de Timor-Leste para se vingarem eles próprios e desestabilizarem o país é um notável feito de responsabilidade.
Os líderes de Timor-Leste reconheceram este facto como da mais alta importância política para o seu país. Perceberam que a única coisa absolutamente a não fazer era levar a Indonésia, ou os militares da Indonésia ou alguns dos seus membros mais importantes a não se envergonharem outra vez.
por isso, concordaram na montagem da CVA na forma presente. Lamentar o âmbito limitado da comissão em nome da justiça ao mesmo tempo que se faz vista grossa da situação extremamente delicada em que se encontram a Indonésia e Timor-Leste, cheira-me a demasiadamente fácil auto-rectidão. Ainda não é a altura certa para abrir as profundezas da desumanidade deixadas por detrás da ocupação de Timor-Leste.
É sempre necessário tempo para se aceitar a verdade completa da história de cada um. A Indonésia ainda não foi capaz de enfrentar a verdade completa em relação aos acontecimentos de 1965 e de 1966, de 1998 (os motins em Jacarta com os mesmos números de mortes em três dias como em Timor-Leste em Setembro de 1999) e de muitas outras ocasiões. Mas este não é, de modo algum, um privilégio da Indonésia.
Os Japoneses não foram ainda capazes de reconhecer os crimes terríveis que cometeram entre 1930 e 1945 no Leste e no Sudeste da Ásia. Os Chineses estão calados sobre o anormal grau de desumanidade sob Mao-Zedong. No Cambodia os Khmer Vermelhos provavelmente nunca serão levados à justice pelo genocídio contra o seu próprio povo.
Mesmo em França, o povo e o governo ainda estão relutantes, mais de 60 anos depois dos acontecimentos, a reconhecer que muitos Franceses entregaram de bom grado judeus Franceses aos Alemães. E Checos e Polacos -- que, na verdade, sofreram bastante sob a Alemanha Nazi – ainda não querem reconhecer que, depois da II Guerra Mundial, cometeram atrocidades durante a expulsão de muitos milhões de Alemães.
Por isso, a CVA pode ficar aquém das exigências de alguns moralistas, mas nas condições prevalecentes é provavelmente o máximo a que se pode chegar. Ajudar os Indonésios a aceitar a existência de Timor-Leste é um serviço real que se presta a ambos os países.
O autor, um padre Jesuita, é professor na Escola de Filosofia Driyarkaraem Jacarta.
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RAMOS HORTA THREATENS INTERNATIONAL FORCES
JORNAL DIARIO 30 APRIL 2007 (Daily Journal)
Prime Minister, José Ramos Horta today threatened the international forces to stop its operations against Major Alfredo Reinado otherwise he will declare to th world that he does not agree with this operation.
Ramos Horta highlighted this at a press conference he held on Friday (27/4) at his residence at Areia Banca Dili.
“I do not have any powers on these operations but the trilateral forum already proposed to undertake dialogue and because of this Australian ambassador also accepted to meet me in my office to speak regarding this,” Horta said.
“But I said to the international forces that if you don’t stop these operations I will tell the world that I am dissatisfied with these operations,” Horta pointed out.
Horta also highlighted, that he also disagreed because Alfredo has already contacted the Prosecutor General of the Republic to enter into dialogue but until now the operations are still ongoing.
In relation to the Acting Prime Minister Estanislau da Silva who rejected the cessation of the Australian Forces’ operations against Alfredo because it had not been discussed in Council of Ministers and he has not received an official letter, Horta declared that he considered these statements as being of no value because he was speaking on something else and the Acting Prime Minister was referring to something else.
“There must be dialogue in order for Alfredo to speak out about the truth though the justice system when he surrenders himself to the justice system the state will treat him as person with dignity and will provide him with the security needed to create the conditions for dialogue,” Horta said.
He added also, the President of the Republic has to deliver an official decision to the international forces and will have to discuss it with the trilateral forum in order for there to be peace and he does not believe that he operation will continue.
There are some people who have said that in order to resolve this crisis Xanana an Horta will have to step down from their positions but Ramos Horta said e was not the one who gave order to distribute weapons to Railos. If the people believe Mari Alkatiri and his friends that they can resolve the crisis then choose Lu Olo in the Presidential elections and choose FRETILIN for the parliamentary elections.
“Mari can say he can fix this country but do not say Ramos Horta is the author of this crisis but that depends on the people,” he explained.
He also declared that he has met with Xanana and he agrees 100% to stop the operation, the President of the Republic also respects his opinion and because of this he will seek to speak to speak with Brigadier Mal Rearden.
“Despite not having the powers I have the right to express my opinion that I want to dialogue then the operation has to stop,” Horta explained.
He also said, that justice was not in the hands of the Prime Minister but the government would treat him well with dignity and all forms of security.
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Dos Leitores
Comentário na sua mensagem "HORTA, LONGUINHOS e RAILÓS":
E a respeito das leis de TL diz o Estatuto do Ministério Público que o Procurador-Geral da República é nomeado pelo PR, ouvido o Governo ( o que não aconteceu, pois o Xanana não deu cavaco ao Alkatiri e nomeou-o). Para além disso , a nomeação deve ser feita de entre individualidades de reconhecido mérito. Ora o Longuinhos que estava a fazer a formação que está em curso em TL para magistrados, procuradores, defensores e advogados foi dos primeiros a desistir da formação, pelo que qq um dos timorenses que com ele trabalham hoje tem mais formação que ele. Qual é o mérito que se lhe reconhece?
Eu digo-vos qual é o mérito que o PR lhe reconheceu: no relatório da Comissão Independente da ONU sobre a crise em Timor está lá escrito "preto no branco" que o PGR Longuinhos declarou que sendo nomeado pelo PR estava sujeito às instruções que este lhe desse. A recomendação da Comissão para que isto fosse investigado caiu em saco roto.
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Timor Leste, Indonesia and moral complexities
The Jakarta Post
3.05.2007
Franz Magnis-Suseno SJ, Jakarta
On Tuesday, Aboeprijadi Santoso exposed the moral hypocrisy surrounding the ongoing hearings of the Joint Indonesia-Timor Leste Commission for Truth and Friendship (CTF). The facts he alluded to are above dispute. And his moral outrage seems only too appropriate. The writer concludes that "real friendship should not be based on lies to cover the truth and perpetuate the impunity".
But is it really that easy? When Indonesia and Timor Leste jointly established the CTF they certainly did it not merely for the sake of truth and friendship, but because of serious political considerations. And rightly so. Because, as the German philosopher Bernhard Sutor points out, the ethical quality of a political decision is not measured by pure moral principles, but by the improvement that realistically can be hoped to be achieved by it.
Both Indonesia's and Timor Leste's leaders recognized that the most important task they faced was not retribution for the terrible crimes committed by Indonesia from 1975 to 1999, but the establishment of normal, enduring, positive relations between the two countries.
East-Timorese leaders obviously realized what some morally outraged foreigners overlooked: That the cessation of Timor Leste was a traumatic event not only for Timor Leste, but also for Indonesia. For 24 years Indonesians had fought in East Timor "for the sake of the nation". The families of many thousand of fallen soldiers consoled themselves with the idea that they died for a noble cause. President B.J. Habibie's courageous, but completely unexpected offer of a referendum on independence for the East-Timorese took Indonesians, and of course the military, completely by surprise.
The result of the referendum shamed Indonesia severely. Additional shaming by exposing the crimes of Indonesia's military openly before the eyes of the world would have alienated it from Timor Leste for a long time and could have even resulted in a violent backlash (I remember a Balinese taxi driver telling me enthusiastically in September 1999 that he was ready to go to war against Australia).
On afterthought one wonders why the military did not use their East Timorese militias to sabotage the referendum, which would have been easy enough. Did they really believe that the East-Timorese would not vote for independence? Were they actually prepared to obey their president, although grudgingly and vengefully?
In fact, the execution of the referendum was not significantly obstructed. There were, in 1999, two waves of special violence, first in April and then the mayhem following the (premature) publication of the results of the referendum. Both seem to have been more the expression of fury and resentment (the dangerous mental state Indonesians call keki or dendam) than acts of insubordination.
I remember an East Timorese militia chief, I believe it was Enrico Guterres, saying on television about a week before the referendum, that, should a majority vote for independence, he would make sure that nothing of what was built during Indonesia's reign would remain standing. And this they did. The murderous devastation of large parts of Timor Leste was indeed an expression of the deep resentment felt by the Indonesian military.
But there is a point that has been completely ignored by the international community that is chastising Indonesia for dragging its feet on bringing the perpetrators of the post-referendum havoc to justice. Namely that since the Indonesian pull-out in 1999 there has been not a single serious instance of Indonesia or its military trying to make trouble for their eastern neighbor.
It would have been so easy. Remember how in 1975 Indonesia used a bloody, vicious civil war among the East Timorese -- tens of thousand East Timorese had fled into Indonesian territory -- for intervention? Less than eight years after becoming free from Indonesia there are, at this very moment, more than 20,000 East-Timorese living in refugee camps -- who, again, had to flee from their own brethren.
The acceptance of Timor Leste's independence after 1999, and the fact that Indonesia, including "black" Indonesian military, did not try to use Timor Leste's growing internal troubles to avenge themselves and to destabilize the country is a remarkable feat of responsibility.
The leaders of Timor Leste recognized this fact as of highest political importance for their country. They understood that the only thing absolutely not to do was make Indonesia, or Indonesia's military, or some of its most important members, lose face again.
Therefore they agreed to setting up the CTF in the present form. Lamenting the limited scope of the commission in the name of justice while overlooking the extremely delicate situation Indonesia and Timor Leste find themselves for me smacks of all too easy self-righteousness. Time is not yet right to open up all the abysses of inhumanity left behind by the Indonesian occupation of Timor Leste.
Coming to terms with the full truth of one's own history always needs time. Indonesia has not yet been able to face the full truth regarding of the happenings in 1965 and 1966, in 1998 (the Jakarta riots with the same number of deaths during three days as in Timor Leste in September 1999) and many other occasions. But this is in no way a privilege of Indonesia.
The Japanese still have not been able to acknowledge the terrible crimes they committed between 1930 and 1945 in East and Southeast Asia. The Chinese are silent on the abnormal degree of inhumanity under Mao-Zedong. In Cambodia the Khmer Rouge will probably never be brought to justice for their genocide on their own people.
Even in France, the people and government are still reluctant, more than 60 years after the fact, to acknowledge that many French willingly surrendered French Jews to the Germans. And Czechs and Poles -- who, indeed, suffered terribly under Nazi Germany -- are still not willing to acknowledge that, after the World War II, they committed atrocities during the expulsion of many millions of Germans.
Thus, the CTF may fall short of the demands of some moralists, but under prevailing conditions it is probably the maximum that could be achieved. By helping Indonesians to accept Timor Leste's existence it does both countries a real service.
The author, a Jesuit priest, is a professor at the Driyarkara School of Philosophy in Jakarta.
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Lu Olo Congratula Todos Os Trabalhadores Timorenses
Blog Lu-Olo Ba Presidente - Comunicado de Imprensa - 1 de Maio de 2007
Francisco Guterres Lu Olo para Presidente - “Serei Presidente de todos e para todos”
O candidato presidencial da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, apelou a todo o povo de Timor-Leste para celebrarem o Dia do Trabalhador em honra do trabalho de toda a nação na construção de país independente mais novo do mundo.
“Para construir um país independente a partir das cinzas da guerra e ocupação coloniais, é necessário um trabalho de várias gerações”, disse Lu Olo. “Este não é um trabalho de uma só geração, mas sim de várias. Este trabalho de construção de uma nação independente requer paciência, coragem e compromisso, de cada um e de todos nós. Hoje, precisamos erguer-nos e estar orgulhosos do que já fizemos juntos.”
“Não devemos permitir que a crise dos últimos 12 meses, que ocorreu com mais impacto em Dili, nos cegue sobre os factos dos enormes progressos efectuados desde 2002,” disse Lu Olo.
“Devemos também usar o dia de hoje para lembrar que nada pode ser construído sem trabalho. Não existem soluções simples e rápidas para ajudar um país a sair da pobreza. O nosso próprio trabalho, como Timorenses, é a única coisa que irá garantir a nossa independência e prosperidade. Trabalhando juntos, os timorenses podem alcançar segurança e prosperidade. Nós precisamos aprender a trabalhar novamente em conjunto, como fizemos durante a resistência, ajudando uns aos outros e nos apoiando. Mas, nós devemos partilhar igualmente o melhor das nossas habilidades.
Nós não devemos deixar-nos cegar pelo falsa promessa de prosperidade, mas sim devemos trabalhar eficazmente, de acordo com planos aceites mutuamente, e atingir os nossos objectivos.
“Eu quero reconhecer os 17,000 funcionários públicos que estão a realizar um trabalho vital ara construir as instituições básicas da nossa nação. Isto inclui os nossos empregados públicos, professores, profissionais de saúde, polícia e soldados das F-FDTL. Eu quero reconhecer o trabalho das pessoas das pequenas empresas, e das pessoas do sector privado. E não devemos esquecer o trabalho de todas as milhares de mulheres nas suas casas, cuidando das crianças e muitas das tarefas importantes do dia-a-dia.
“Mas, acima de tudo, quero honrar o trabalho das 225,000 pessoas que trabalham na agricultura e pesca de subsistência, nas áreas rurais. Essas pessoas são a coluna vertebral do nosso país, assim como foram a coluna vertebral da nossa luta pela independência. Essas pessoas trabalham arduamente, todos os dias, por longas horas, e recebem pouco. Essas são as pessoas a quem devemos dar prioridade. Não com ofertas e falsas caridades, mas sim construindo as suas capacidades e das suas crianças para produzirem mais para eles próprios, para que possam gozar uma verdadeira independência.
Nós já temos um plano de desenvolvimento nacional para guiar o nosso trabalho. Nós temos prioridades, debatidas e aprovados pelo Parlamento Nacional. Agora não é o tempo para mudar o seu curso, para desistir do que já foi alcançado e tentar algo diferente.
O maior problema que nós enfrentamos é de como encontrar trabalho produtivo para os milhares de jovens que deixam as escolas, todos os anos. Muitos vêm para Dili, com a esperança de encontrarem trabalho, e ficam desapontados. Devemos encontrar meios para engajá-los em trabalhos de desenvolvimento rural e precisamos ajudá-los a construir novas habilidades, que iremos precisar para tornar a nossa economia mais produtiva e mais sustentável.
No Dia do Trabalhador, nós honramos o trabalho de cooperação, e podemos usar este dia para pensar em formas de cooperação para produzir o que é necessário, para alcançar a própria subsistência, e para reduzir a nossa dependência para com outros países. Nós já temos muitas cooperativas a serem formadas em zonas rurais.
A nossa constituição garante:
1. O direito ao trabalho, independente do sexo, com direito a escolher uma profissão.
2. O direito a um local de trabalho seguro e higiénico, com remuneração e férias.
3. Protecção contra despedimentos sem justa causa ou por razões políticas, religiosas ou ideológicas. 4. Trabalho forçado é proibido.
5. Direito a manifestar-se contra encerramento dos locais de trabalho.
6. Direito de se organizar para promover e proteger os sues próprios interesses e direitos.
“Eu fui Presidente da Assembleia Constituinte que garantiu na constituição estes direitos para os nossos trabalhadores, e a FRETILIN e eu próprio iremos sempre lutar para preserva-las contra as tendências, de alguns da nossa sociedade, para derrogarem-nas”, afirmou Lu Olo.
Para mais informações, contacte:
Harold Moucho (Assessor politico de Lu Olo) (+670) 723 0048 (Dili)
José Manuel Fernandes (Representante Oficial para CNE) (+670) 734 2174 (Dili)
Blog Lu-Olo Ba Presidente - Comunicado de Imprensa - 2 de Maio de 2007
Francisco Guterres Lu Olo para Presidente - “Serei Presidente de todos e para todos”
Lu Olo diz a Horta: Só existe um candidato da FRETILIN
O candidato da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, exigiu hoje que o seu adversário pare de usar, de forma enganadora, o nome da FRETILIN, na sua campanha.
“Porque é que o Sr Horta precisa usar o nome da FRETILIN? Ele conhece a verdade, que deixou a FRETILIN em 1984, numa altura muito complicada. O Sr Horta já não é um membro da FRETILIN, e não é um candidato da FRETILIN. Ele deveria afirmar-se de acordo com o que é, e não fingir que é algo que não é.”
“A FRETILIN protestou em relação a tentativa do Sr Horta de utilizar o nome da FRETILIN, durante a primeira volta das eleições. Agora ele está novamente a faze-lo, dizendo ao povo que foi ele quem trouxe a bandeira da FRETILIN para Timor-Leste. Ele sabe muito bem que as populações nas zonas rurais, especialmente, têm um grande respeito pela FRETILIN. Nós fomos os que sempre estiveram cá, desde o início, e ficamos até ao final.”
“O Sr Horta diz que irá salvar a FRETILIN, mas a FRETILIN foi salva em 2001, quando nós saímos do CNRT, e tornamo-nos um partido político, participando nas primeiras eleições.
“Fico muito feliz por ver muitos jovens nas nossas campanhas. A maioria do nosso povo quer manter viva a tradição da FRETILIN, para continuar a defender a nossa independência. A seguir ao debate na TVTL, eu recebi imensas mensagens de apoio de muitas pessoas por todo o país. Eu estou muito grato e orgulhos por receber este apoio. Demonstra que as pessoas apreciam uma mensagem clara do que oferecemos. Eu não quero mostrar ser algo que não sou.”
“Quero, também, agradecer à Jacob Xavier do PPT e Manuel Tilman do KOTA, que têm apelado aos seus apoiantes para votarem para mim. O seu apoio irá ajudar o povo a ver que as tentativas de dividir os timorenses, entre este e oeste, não irá funcionar. Nós somos um só povo, o povo Maubere, e eu serei um Presidente para todos.”
“Eu peço a cada cidadão deste país para votar pela independência, e pela unidade nacional. Só existe um Timor-Leste, e só existe uma FRETILIN. Desde Nicolau Lobato até Lu Olo, o mesmo pensamento, o mesmo desejo: a libertação do povo Maubere.”
Para mais informações, contacte:
Harold Moucho (Assessor politico de Lu Olo) (+670) 723 0048 (Dili)
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Ministros fazem primeira apreciação de relatório da Comissão de Notáveis
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
VICE-PRIMEIRO-MINISTRO
COMUNICADO À IMPRENSA
2 de MAIO de 2007
Os membros do governo reunidos hoje, Quarta-feira 2 de Maio, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, fizeram a primeira apreciação do relatório da Comissão dos Notáveis relativamente à situação dos chamados “peticionários”, que foi distribuído aos membros do governo antes da reunião.
Foi acordado pelos presentes que o assunto fosse agendado para o próximo Conselho de Ministros.
No referido encontro uma delegação composta por elementos da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste e pelas Forças Internacionais de Segurança fez a apresentação, aos membros do governo, do plano segurança do país durante o período das eleições presidenciais.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "