terça-feira, junho 03, 2008

Interrupção até dia 16 de Junho

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Um abraço,

Malai Azul

22 comentários:

Anónimo disse...

teste

Anónimo disse...

Incompetência e ilegalidades na gestão da Escola Portuguesa em Díli provoca debandada de professores.

Com uma gestão incompetente e mesquinha, de carácter autista a Directora Ana e o seu homólogo João criaram um ambiente de intimidação e intriga entre os vários professores, bloquearam qualquer iniciativa para melhorar o funcionamento da Escola, tentam impor as suas ideias retrógadas e proibem qualquer iniciativa dos professores para melhorarem o ensino.

METADE dos professores, uns por chantagem e represália da direcção outros porque estão fartos de remar contra a maré, optaram por regressar a Portugal por sentirem que o seu trabalho é em vão.

Mais uma vez, como resultado da incompetência da Direcção, quem sai prejudicado são os alunos...

E assim continua Timor...

Anónimo disse...

Olá,
penso que é oportuno ver a entrevista que o Dr. Mari Alkatiri deu à SIC Noticias. Pode-se ver o video.

aqui está o link:

http://sic.aeiou.pt/online/noticias/mundo/20080609O+mundo+tem+os+olhos+em+Timor.htm

Abraço

Margarida disse...

Transcrição da entrevista de Mari Alkatiri à SIC em 9/06/08:

SIC: (...) Qual é o objectivo desta sua viagem pelo estrangeiro?

Mari Alkatiri: Em penso que todo o mundo tem ainda os olhos postos em Timor-Leste e há necessidade que como o maior partido do país, não é o maior partido da oposição, somos realmente o maior partido do país, consigamos fazer chegar aquilo que nós entendemos ser a versão mais correcta da explicação da situação actual em em Timor-Leste.

SIC: Quando diz que o mundo inteiro tem os olhos postos em Timor-Leste já não é pelas melhores razões, pois não?

Mari Alkatiri: Há uma preocupação muito grande do mundo em relação a Timor-Leste porque logo depois da restauração da independência fomos quase sempre elogiados pelas instituições internacionais e não só pelos países amigos pela forma como estávamos a conduzir o processo de reconstrução do país e fundamentalmente o processo da criação de um Estado democrático de direito.

SIC: Não está concretizado?

Mari Alkatiri: Naturalmente que sofreu um recuo tremendo a partir de 2006 com a crise que se verificou no nosso país e que ainda está em curso e com o novo governo que não tem nenhum sentido de Estado, não tem noção de Estado e que tudo tem feito no sentido de impor a vontade pessoal de uma só pessoa.

SIC: Xanana Gusmão?

Mari Alkatiri: Naturalmente...

SIC: Que o senhor considera que não tem capacidade para governar o país?

Mari Alkatiri: Eu considero sim que para além de não ter legitimidade para governar o país, porque perdeu as eleições, já demonstrou durante 8 meses de governação, quase 9 meses, que a governação para Xanana é gastar dinheiro e pouco mais...

SIC: O Senhor esteve em Angola, li declarações suas a dizer que tinha o apoio do MPLA, estes apoios que reúne o que é que pretende fazer com eles, pretende antecipar eleições em Timor?

Mari Alkatiri: A situação que vai determinar a antecipação das eleições é a situação interna no país...todos acompanharam...

SIC: Mas não há uma demissão de Xanana Gusmão ou há um golpe de Estado?

Mari Alkatiri: Não, não haverá um golpe de Estado. Nós já demonstrámos que não vamos repetir aquilo que os outros fizeram em 2006 contra o governo da Fretilin.
Nós pensamos que há a necessidade de um trabalho político mais profundo com a população para a população compreender perfeitamente a situação e ver a diferença entre a governação da Fretilin e a governação agora de Xanana e dos seus aliados. Naturalmente que a própria dita Aliança da Maioria Parlamentar já sofreu baixas. Há um partido da aliança que já abandonou a aliança, há outro que é a oposição interna da própria aliança portanto há baixas sistemáticas da própria aliança...
Neste momento podemos dizer que faltam só algumas medidas a serem tomadas para mostrar claramente a Xanana que a governação dele tem os dias contados”.

SIC: Que medidas são essas?

São medidas que têm a ver com auditorias a contas do governo para tirar absolutamente dúvidas, há alegações de corrupção de toda a ordem, de esbanjamento do erário público, há alegações de má governação, de actos legislativos que são ilegais e inconstitucionais, portanto tudo isso acho que é o suficiente para mostrar a Xanana Gusmão que não só não tem capacidade para governar como não tem legitimidade.

SIC: Quem são os seus apoios em Portugal?

Mari Alkatiri: Eu naturalmente que eu não quero de forma alguma que Portugal apoie A, B, ou C, eu quero que Portugal deve apoiar é o projecto nacional de criação de um Estado de direito democrático, e isso significa o reforço do primado da lei na vida do país, na área do reforço da justiça, uma administração pública transparente, uma boa governação para o país.

SIC: Se o Senhor não quisesse que Portugal tomasse posição não estaria em Portugal a tentar contactos com algumas individualidades . Com certeza que é a sua opinião que lhes veio transmitir?

Mari Alkatiri: Naturalmente que trago a minha opinião...

SIC: Por isso é que lhe perguntei que apoios é que já conseguiu com estas suas viagens...

Mari Alkatiri: O que eu acho que é fundamental, o que eu acho que é fundamental é continuarmos a manter em Portugal um consenso em torno de um Estado viável em Timor-Leste. Eu trago factos para comprovar que com Xanana não teremos um Estado viável.

SIC: O senhor geriu o petróleo com a criação de um fundo que já ultrapassou em muito as expectativas, que já atingiu o valor que era esperado ter em 2019. O que é que acontece em Timor para que este projecto não se consiga traduzir numa melhor qualidade de vida para a população?

Mari Alkatiri: Se Xanana continuar no governo com a sua aliança naturalmente que isto não acontecerá. Xanana está a governar o país com um orçamento equivalente a quatro anos de Orçamento de Estado do meu tempo. Mesmo assim há pura e simplesmente o esbanjamento. Subsidia consumos, o que cria mais dificuldades a uma certa competitividade da produção interna com o produto importado. O produto importado torna-se tão barato, tão barato pelos subsídios que ele impõe que naturalmente que desincentiva a produção interna o que significa que desincentiva a própria economia, o desenvolvimento da economia nacional. A continuar-se com esta maneira de governar naturalmente que o fundo de petróleo algum dia esgota e nada se faz no sentido de criar uma alternativa ao próprio fundo de petróleo

SIC: O que justifica após todos estes anos, com as riquezas naturais que Timor-Leste tem que não tenha havido da parte do investimento estrangeiro vontade de entrar no território e de o fazer desenvolver também. Há entraves por parte da governação?

Mari Alkatiri: Não, de forma alguma. A própria situação objectivamente desde 2002 a 2006 não era propícia a uma atracção de investimento externo, porque havia ausência de instituições com capacidade para gerir esse investimento, e ausência de infra-estruturas. Portanto a partir do momento em que começámos a receber as receitas do petróleo, do fundo de petróleo estaríamos em condições de avançar para o investimento público com agressividade, com ousadia para poder criar essas condições infra-estruturais e ao mesmo tempo capacitar as nossas instituições internas, as nossas instituições do Estado e também privadas, públicas e privadas e para poder realmente entrar para o mercado e também gerir esse investimento.

SIC: Mas há alguma economia capaz de absorver e de aproveitar esses fundos ou tinha tudo de ser feito com investimento público?

Mari Alkatiri: Não, o investimento público deve ser feito para criar as condições para que pudesse atrair mais investimento privado internacional.

SIC: Qual o papel de Ramos Horta no país neste momento

Mari Alkatiri: Neste momento Ramos Horta representa um papel de equilíbrio no país, porque no fundo apesar de ter sido eleito contra o candidato da Fretilin tem o apoio da Fretilin para poder garantir o equilíbrio político, o equilíbrio social em Timor-Leste.


SIC: Com quem é que o Senhor tem relações de Estado. O Senhor dá-se bem com Ramos Horta?

Mari Alkatiri: Relações de Estado com Ramos Horta são boas, naturalmente que há diferenças, sempre houve diferenças entre nós, mas neste momento ele está a ocupar uma posição cimeira no Estado de Timor-Leste e tem o nosso apoio no sentido de poder realmente ajudar a criar condições para se ultrapassar a crise.

SIC: Mari Alkatiri muito obrigado (...)

Anónimo disse...

FRETILIN TEM CAPACIDADE PARA GOVERNAR ISTO SIM!!!ENTÃO TINHAM PARA LUTAR CONTRA ALGUNS QUE ESTÃO NESTE MOMENTO NO AMP QUANDO ESTAVAM COM INDONESIA A MATAR O POVO DURANTE 24ANOS PORQUE NÃO HAVIA DE SER AGORA GOVERNAR TIMOR? VIVA FRETILIN

Anónimo disse...

Mas amigo Anonimo, o problema e que nao foi so a FRETILIN e que lutou contra a ocupacao Indonesia.Se voce for uma pessoa justa e honesta para consigo mesmo, voce ha-de reconhecer que o Alkatiri nao lutou nada. A sua familia porque era muculmana, nao sofreu o que os timorenses sofreram. Tao pouco o Ramos Horta lutou. Fugiu, foi para a ONU, ganhou amigos e portou-se como um menino mimado e malcriado. Basta voce olhar para reportagens de 1999 que o homenzinho chamava nomes a torto e direito sem qualquer modo diplomatico. Xanana lutou mas foi mais para salvar a sua pele. Houve muito mais herois que sao esquecidos porque o Horta e o Xanana foram mais expostos a mimos internacionais e julgam-se superiores.Como voce esta a ver, meu caro camarada, Xanana, Alkatiri e Horta pertencem ao passado que so pertence ao Museu. Entende? A questao nao e se a FRETILIN tem ou nao capacidade de governar mas sim, em que maos esta o Governo? em maos limpas ou sujas? em interesses pessoais ou interesse do Povo? Voce tire a sua conclusao se voce nao for um oportunista como os tres causadores da Crise.

Abraco de Railakan

Anónimo disse...

Afinal o que e que se passa com a Escola Portuguesa? O postador do dia 5/06 poderia explicar melhor, ou seja, de forma mais detalhada o que esta a acontecer?
E que eu sou uma pessoa muito interessada em questoes de educacao em geral, mas muito em particular do que se passa com instituicoes portuguesas, ou de projectos financiados com dinheiros portugueses, na area da educacao.
Se puder agradeco.

Anónimo disse...

Afinal o que e que se passa com a Escola Portuguesa? O postador do dia 5/06 poderia explicar melhor, ou seja, de forma mais detalhada o que esta a acontecer?
E que eu sou uma pessoa muito interessada em questoes de educacao em geral, mas muito em particular do que se passa com instituicoes portuguesas, ou de projectos financiados com dinheiros portugueses, na area da educacao.
Se puder agradeco.

Anónimo disse...

sim, espliquem lá o que se passa na Escola Portuguesa?

a embaixada não faz nada ou pactua com os interesses instalados?

Anónimo disse...

Será que a Embaixada percebe alguma coisa de Educação? Basata conhecê-los. A Escola Portuguesa sempre fez um excelente trabalho,os seus dirigentes são de uma dedicação sem igual, por vezes sem apoio, mas nunca desistem da missão que lhes foi confiada. Talvez mesmo por isso agora esteja a ser posta em causa.Trabalham, é uma chatice.........
Felizmente para uns claro está.
BEM HAJAM ANA MARIA; JOÃO e a EQUIPA QUE DIRIGEM

PARA O BEM DE TIMOR LESTE

Anónimo disse...

hahahaha os professores foram para Timor simplesmente fugir do desemprego em Portugal seus incompetentes!!!!

Margarida disse...

Segurança de Cavaco indicado para Timor
DN, !5/06/08
MANUEL CARLOS FREIRE

Segurança. Vaga para o cargo de comissário da Polícia da ONU em Díli

Decisão sobre vencedor do concurso das Nações Unidas está para breve

Portugal propôs o nome do chefe da segurança pessoal do Presidente da República, intendente Luís Carrilho, para o cargo de comissário da Polícia na Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).

O intendente da PSP Luís Carrilho tem um currículo de peso, desde logo pela sua experiência em Díli: foi o primeiro director da Academia de Polícia de Timor (2000), adjunto e chefe de gabinete do comandante da Polícia Civil da ONU ou porta-voz dessa força em Timor.

Fora da opção do Ministério da Administração Interna (MAI) ficou o major-general do Exército Luís Newton Parreira, actual comandante da Brigada Territorial 2 da GNR - apesar de as autoridades timorenses terem comunicado a sua vontade em ter um oficial da Guarda a ocupar aquele cargo das Nações Unidas em Díli, referiram ao DN várias fontes.

O actual comissário da Polícia na UNMIT é Rodolfo Asel Tor, um responsável policial filipino em funções desde Dezembro de 2006. Para lhe suceder há uma dezena de candidatos, entre os quais um australiano e um neozelandês - apontado como o mais forte por algumas das fontes.

Contra a candidatura do intendente Luís Carrilho poderá estar o seu posto, uma vez que a ONU quer um oficial de polícia - o que pode ter levado o MAI a não apoiar o general Newton Parreira - com a patente de superintendente. "Teríamos um candidato imbatível se fosse possível juntar os perfis [pessoais e profissionais] dos dois" para corresponder aos critérios do cargo, garantiu uma das fontes ao DN.

Mas a questão do posto também poderá ser um falso problema, tendo em conta a experiência profissional do intendente. No âmbito das Nações Unidas e como director da Academia de Polícia timorense, Luís Carrilho - então com a patente de comissário - teve como adjunto um superintendente norueguês.

A nível nacional, Luís Carrilho está novamente a desempenhar funções de posto acima do seu, pois o cargo de chefe da segurança pessoal do Chefe do Estado compete a um superintendente - a exemplo do de comandante do Corpo de Segurança Pessoal da PSP, que o oficial ocupou durante três anos como subintendente.

Quanto ao general Newton Parreira, que viveu em Timor na segunda metade dos anos 1960 e fala tetum, foi colega de escola dos principais dirigentes timorenses - o que poderia ser um factor adicional na preferência expressa por Díli de querer um oficial da GNR. A actuação desta força de segurança tem suscitado os maiores elogios, até pelo papel que desempenhou aquando do atentado falhado contra o Presidente Ramos--Horta. O comissário da Polícia da UNMIT tem sob as suas ordens cerca de 1500 elementos das forças de segurança - 10% dos quais da GNR - e 31 oficiais de ligação militares, além de quadros civis.

Anónimo disse...

A gestão da Escola Portuguesa é exactamente como qualquer outra gestão: é formada por pessoas que por vezes cometem erros, mas que tentam fazer o seu melhor. Quem não gosta deles, que se proponha a assumir o cargo, se acha que tem maior capacidade de gestão! E que assuma publicamente essa vontade, em vez de criticar anonimamente, sem dar oportunidade a quem é atacado de se defender.

Anónimo disse...

Porque não fazem um inquérito a todos os professores da escola portuguesa para se saber o que lá se passa? Aos que vão e aos que ficam...

Será que tem medo dos resultados?

Ou que se descubra que há professores que foram ameaçados e perseguidos pela direcção só por não concordarem com o que lá se passa?

Porque será que alguns se calam? talvez porque tenham medo de represálias e por terem cá os maridos não lhes dá jeito afrontar a direcção para não serem recambiados, por isso pactuam... ?

Se a direcção nada tem a temer, faça o inquérito e publique os resultados, ou será que está tão agarrada ao puleiro que inventa desculpas para não o fazer?

Metade dos professores optam por partir, isso é um facto, e merecia ser investigado...

Anónimo disse...

Ora bem, se metade dos professores opta por sair, é porque querem.Talvez não gostem do calor,têm saudades de casa, as que lhes dão e a forma como vivem não é aquela que pensaram quando deixaram a Pátria,há n coisas que podem ser apontadas como possíveis razões. Se calhar alguns até desabafaram, frustados por não conseguirem ficar apontando culpas à Direcção.As pessoas perante fragilidades emocionais têm destas coisas inexplicáveis. Claro que não é fácil estar em Timor Leste nos últimos tempos. É preciso avisarem as pessoas ao que vão antes da partida.
Mas apesar de todos os revés, as crianças timorenses não conseguem esquecer todo o resto?
Não acredito.
Alguém anda a pôr os professores contra a Direcção, que tudo faz pelas crianças e em quem os pais depositaram toda a confiança.
Que pena....

Anónimo disse...

De facto se há problemas na E.P.D. é preciso averiguar. Nisso o/ anónimo/a tem muita razão. Mas meus senhores nós não somos estúpidos: há aqui gentinha por detrás cuja forma de estar é...deplorável.
Meus caros, o Dr. Roseiro é igual a ele próprio. A sua postura, nada antiquada, incomoda muita gente - incomoda aqui em Timor, como incomoda em Lisboa. Ele sabe bem o que faz e, sobretudo, o que diz. Di-lo nos sítios certos sem refúgios.
Vocês, de facto não o conhecem. Atirem as flechas para outro lado, mas acertem.

Uma boa notícia: têm o caminho livre. Mostrem-se agora; mostrem que são capazes, assertivos, diligentes e, sobretudo, INTELIGENTES. Vá lá!
Aos docentes da EPD a minha eterna gratidão. A E.P.D. é o projecto mais sério que conheço.
Ao Senhor Professor João de Carvalho Roseiro reintero as maiores felicidades.
JM

Anónimo disse...

Não lhes dê a escola de bandeja!

Anónimo disse...

Força João e Ana Maria,afinal não estão sózinhos.

Anónimo disse...

Tenho acompanhados estes comentarios mas muito sinceramente estou como antes, na medida em que se diz que ha incompetencia e irregularidades mas as mesmas nao sao identificadas. Ora, caso haja pois entao que as apontem; caso contrario, melhor ficarem quietos e calados porque muitas vezes e assim o principio do assassinato do caracter de pessoas que, ate prova em contrario, sao inocentes.
Depois nao entendo a frase "Não lhes dê a escola de bandeja!". Mas a escola e uma instituicao que se da ou que se retira? A escola nao tem uma tutela que nomeia os seus responsaveis? Ou que os exonera quando a gestao se afasta daquilo que sao consideradas boas praticas?
Tambem que nao estao sozinhos! Mas quem dirige uma escola nao tem que estar sozinho ou acompanhado. O papel do gestor(es) e exactamente e somente esse, ou seja, gerir, sem receios de agradar ou de desagradar a alguem.
Nao sou gestor nem professor da Escola Portuguesa de Dili, e nem sequer tenho relacoes com nenhum dos seus dirigentes ou docentes mas duas coisas vos digo: a primeira, que o projecto da escola e muito importante no contexto timorense, pelo que a instituicao deve funcionar dentro de toda a normalidade de forma a cumprir as suas atribuicoes e a concretizar objectivos que decerto estao superiormente determinados; a segunda, que estou em crer que alguns "agentes educativos" portugueses que exercem a sua funcao em Timor-Leste ou nao tem preparacao para o seu exercicio de forma responsavel, seja a que nivel for, ou entao a sua intervencao no sector da educacao apenas pode resultar de um lapso a que urge por cobro, sob pena de os milhoes de euros gastos pelo Estado Portugues se tornarem completamente inuteis em termos dos resultados que se pretendem, servindo apenas para encher os bolsos dos que em Timor actuam neste sector.
Para se ser agente educativo, nomeadamente professor, nao basta ter uma licenciatura nem ser professor de nomeacao definitiva de uma qualquer escola. Ser professor implica a titularidade de um determinado tipo de perfil para o exercicio nao so da docencia mas tambem para um relacionamento correcto e sao no ambito da comunidade educativa, de forma a que os interesses individuais estejam sempre subordinados aos interesses colectivos.
Como portugues, amante de Portugal e de Timor-Leste, apaixonado pela Lingua Portuguesa, e com grande tristeza e estupefaccao que tenho acompanhado esta "novela" de surdos, onde nada se diz mas onde tudo se insinua.
Poderia sugerir alguns caminhos tendentes a clarificar a situacao mas nao o faco. Por um lado porque nada tenho a ver com a escola no sentido de que nao sou parte da comunidade educativa. Por outro, na medida em que o Estado Portugues deve ter alguem em Timor para tomar ou propor as medidas que em cada momento se entendam como necessarias.
Como ja me alonguei em demasia, por aqui e por hoje me fico.

Anónimo disse...

Interessante os comentários do João de apoio a ele póprio...

Tenho também lido atentamente estes comentáios, se há dúvidas, porque não se faz uma auditoria à escola?

Poque não se fazem inquéritos aos docentes»?

Seá que o que tem a esconder é mais grave do que já foi aqui dito?

Timor não tem um gabinete de cooperação para averiguar se o dinheio português está a ser bem aplicado?

muito estranho... muito estranho...

Anónimo disse...

Existe gabinete de cooperaccao!?

Anónimo disse...

Força Comandante Carrilho.
Iniciámos a obra, foi interrompida por razões, que não vêm ao caso, é justo que a terminemos.
A FORTIORI
António

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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