domingo, maio 13, 2007

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Peticionários timorenses nas mãos de Ramos-Horta":

Disse o RH: “quero sobretudo com o comando das F-FDTL e os peticionários encontrar uma saída”.

Mas ficamos sem saber se essas conversas têm por base a análise do Relatório da Comissão dos Notáveis referente ao caso dos denominados Peticionários – assim como a sua proposta para resolver este assunto.

Se tiverem, tudo bem, mas é bom estarem vigilantes para verem se tudo não passa duma manobra – mais uma! – para ele tentar dar o mesmo estatuto de facções às F-DFTL e aos peticionários.

É que nessa manobra as F-FDTL nunca alinharam e esse foi sempre o objectivo tanto do RH como do XG e de todos os poderes nacionais e internacionais que apoiaram o golpe. Lembremos as múltiplas reuniões e encontros que tanto RH como XG tiveram com os tais “peticionários”, as “cerimónias” de entregas de armas com comandantes Australianos, a bênção de bispos, as presença do Procurador-Geral, corpo diplomático e as “reuniões” cobertas pelos media desses “peticionários” e seus “líderes” com Ian Martin e o então Representante Especial do SG da ONU (só para lembrar algumas) e a promoção constante dos media e as tentativas de conversão em “heróis” de desertores e assassinos em contraste com a demonização das F-FDTL e as mentiras e provocações – os inventados “massacres” de Abril de 2006 (por exemplo) – que chegaram ao cúmulo com a revista à viatura do Brigadeiro-General, .

Relembro o que disse o Brigadeiro-General das F-FDTL na despedida de XG: “É lugar-comum afirmar a neutralidade das forças armadas. Afirmo que não somos, ou seremos, neutros perante o nosso Povo e País, pois defendemos e defenderemos os princípios e valores que pautaram a nossa luta de libertação e estão consagrados na nossa Constituição. Estados haverá que sobrevivem sem Forças Armadas mas Timor-Leste não é um desses Estados, nem o será. Da mesma forma que formos merecedores do apoio do nosso Estado e da comunidade internacional durante o percurso evolutivo que vivemos enquanto instituição até ao presente, contamos com o apoio continuado e acrescido do Estado de Timor-Leste no futuro - a curto, médio e longo prazos.”

E espero que o que não conseguiram com um ano de crise, nunca o consigam agora.

Henry Kissinger diz que Timor-Leste «já sofreu o suficiente»

Diário Digital / Lusa
12-05-2006 12:28:00

O antigo secretário de Estado norte- americano Henry Kissinger afirmou esta sexta-feira esperar que a situação acalme em Timor-Leste, um país que «já sofreu o suficiente».

«Timor-Leste já sofreu o suficiente e lamentaria quaisquer problemas nas Forças Armadas», disse Kissinger, à saída de um encontro no Palácio de Belém, em Lisboa, com o Presidente da República, Cavaco Silva.

Timor-Leste vive um período de tensão provocado por incidentes protagonizados por ex-militares que alegam discriminação por parte da hierarquia das forças armadas.

Os confrontos com as forças da segurança no fim de Abril provocaram cinco mortos e o êxodo para as montanhas, nos primeiros dias, de 70% da população da capital, de acordo com as Nações Unidas.

O último incidente relacionado com a crise político-militar de que há registo verificou-se há cinco dias em Gleno, no distrito de Ermera, e fez um morto e dois feridos.

À saída da «calorosa e amistosa» audiência de cerca de 30 minutos com Cavaco Silva, o antigo secretário de Estado norte-americano comentou ainda a situação no Irão, considerando que a comunidade internacional «tem de impedir» a existência de armas nucleares naquele país, mas «fazendo o possível para impedir qualquer conflito».

«Apesar da retórica, espero que os últimos passos dados pelo Irão possam ser o início de um entendimento com a comunidade internacional», acrescentou.

Kissinger, uma das mais influentes personalidades da política externa norte-americana da década de 1970 (era secretário de Estado da administração de Richard Nixon quando se deu o 25 de Abril de 1974) manifestou também a sua satisfação por ver «como a transição demorou tão pouco tempo» em Portugal.

«Quando se olha hoje para o país parece que a democracia esteve aqui desde sempre», referiu, lembrando os «tempos turbulentos de 1974 e 1975», quando chegou a defender que Portugal estava «perdido» para os comunistas e que isso seria uma «vacina» para outros países como Itália e Espanha.

O ex-secretário de Estado ofereceu a Cavaco Silva uma edição especial do seu livro «Diplomacia».

NOTA DE RODAPÉ:

Diz um dos responsáveis por esse sofrimento...

Timor-Leste: Ajuda alimentar continua até às legislativas

Diário Digital / Lusa
12-05-2007 10:03:19

A distribuição de alimentos aos deslocados da crise de 2006 vai continuar até às eleições legislativas de 30 de Junho, anunciou hoje o primeiro-ministro José Ramos-Horta.

A partir de Julho, a assistência alimentar aos deslocados passará a operar «com base no programa de alimentação por trabalho», adiantou o chefe do Governo, à semelhança do programa já existente de dinheiro por trabalho.

«O timorense não gosta de esmolas, é muito orgulhoso e perante a possibilidade de obter alguma ajuda humanitária em troca do seu trabalho, ele prefere isso em vez de receber uma esmola», afirmou o primeiro-ministro.

O número de deslocados «é significativamente menor do que tem sido falado. Não chega a 20 ou 30 mil em Díli».

«No interior, há muito poucos deslocados. A maioria dos deslocados do interior não eram residentes de Díli, vieram para a cidade em 1999 ou depois. Quando há algum problema em Díli, regressam para as suas casas de origem onde têm as suas famílias e raízes», explicou.

«A maioria dos deslocados do interior estão em casa de familiares, pondo alguns encargos adicionais de espaço e de comida», acrescentou José Ramos-Horta.

Peticionários timorenses nas mãos de Ramos-Horta

Correio da Manhã, 2007-05-12 - 12:04:00

Crise militar

José Ramos-Horta foi este sábado mandatado para solucionar o problema dos peticionários com as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), afirmou o ainda primeiro-ministro e próximo Chefe de Estado.

“O Conselho de Ministros confiou no primeiro-ministro para encetar esforços de diálogo com o comando das F-FDTL e peticionários para a busca de uma solução do Problema”, anunciou Ramos-Horta, que é ainda primeiro-ministro, apesar de ter vencido as eleições presidenciais do país.

Para o primeiro-ministro, o problema dos peticionários “é uma questão complexa e sensível que tem implicações humanas, porque são centenas de militares que deixaram de receber salários”, acrescentando que “é uma questão política porque divide o país e afecta a própria instituição das Forças Armadas e por isso é um assunto prioritário”.

Para já, está marcada uma reunião com Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior das F-FDTL, “para numa conversa em família” se tentar chegar a um consenso. Ramos-Horta admite que uma solução poderá ser a reintegração dos peticionários mas “não necessariamente, ou não de todos”.

Queda "normal" de aparelho australiano

Público, 12.05.2007

O Presidente eleito de Timor--Leste, José Ramos-Horta, considerou "absolutamente normal" e "nada de espectacular" que um avião australiano não tripulado habitualmente utilizado em missões de espionagem tenha caído na semana passada sobre uma casa de Díli, que, por acaso, não se encontrava ocupada. "Não tivemos problemas com isso. (...) A vigilância é muito necessária", afirmou Ramos-Horta, citado pela imprensa da Austrália, onde está a ser investigado se o aparelho teria caído por falha técnica ou por erro operacional.

Timor-Leste: Xanana na hora da despedida

Correio da Manhã, 2007-05-12 - 00:00:00

A maior ameaça estava entre nós

O presidente cessante de Timor-Leste, Xanana Gusmão, despediu-se ontem dos militares, afirmando que “a ameaça mais concreta” estava, afinal, no seio dos timorenses.

Xanana Gusmão fazia, deste modo, uma referência directa à crise política e militar de Abril e Maio do ano passado, a qual culminou com violentos confrontos entre as Forças Armadas e a Polícia Nacional timorense. “Chegou a altura de transformar a guerrilha em forças convencionais”, considerou Xanana na despedida formal das Falintil/Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e representantes do corpo diplomático.

“Os tempos são outros, as necessidades são outras e, sem a progressiva profissionalização das Forças, não será possível a construção de um Estado democrático”, acrescentou o ainda presidente timorense, na cerimónia, realizada em Taci Tolu, na periferia de Díli. O quartel das F-FDTL em Taci Tolu foi, recorde-se, um dos palcos da crise do ano passado e onde ocorreram alguns dos mais graves confrontos.

Igualmente presente na cerimónia esteve o seu sucessor, José Ramos-Horta. Após a despedida do presidente cessante, o vencedor da segunda volta das presidenciais assumiu-se como o “capelão espiritual” das Forças Armadas. “Foi esse o trabalho que fiz”, declarou.

CAVACO SILVA FELICITA

Entretanto, sucedem-se as mensagens de felicitações dirigidas a Ramos-Horta, destacando-se a do Chefe de Estado português, Cavaco Silva, que prometeu o apoio de Portugal a Timor. Felicitaram ainda o novo presidente timorense, entre outros, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o candidato derrotado, Francisco (‘Lo Olo’) Guterres

Xanana despede-se com avisos sobre corrupção

Jornal de Notícias, 12/05/07

Ao mesmo tempo que Ramos-Horta recebia felicitações de todo o Mundo pela sua eleição para presidente de Timor-Leste, inclusive do candidato derrotado, "Lu Olo", Xanana Gusmão fazia uma dupla despedida. Às forças de segurança, o ainda presidente timorense afirmou que "corrupção, abuso de poder, favoritismo e partidarismo não são toleráveis na estrutura da Polícia", dando como exemplo o caso de Rogério Lobato que, desde anteontem, está na prisão de Becora, em Díli. O presidente cessante, como tinha feito na despedida das Falintil/Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), elogiou, perante a Polícia, o "apreço pelo trabalho desenvolvido pelos tribunais nacionais que actuaram de forma credível, independente e imparcial", e recordou o caso do major Alfredo Reinado. "Os órgãos do Estado analisaram a petição de Reinado cuidadosamente, para proceder a uma resposta que não contrarie os princípios da justiça e da equidade, mas que permita a solução pacífica do problema", informou Xanana Gusmão, acrescentando que "o Estado está empenhado no prevalecimento da justiça, a par de um clima de harmonia e paz". Falando aos militares, Ramos-Horta assumiu-se como o seu "capelão espiritual", prometendo liderar o processo de modernização. Admitiu, contudo, que também é preciso trabalhar na reconciliação, continuando o que tem vindo a ser feito desde a crise de Abril e Maio de 2006

Divisão timorense entre loromonu e lorosae

Público, 12.05.2007
Jorge Heitor

O primeiro-ministro Ramos-Horta ficou com mais de 69 por cento dos votos na segunda volta das presidenciais e "Lu-Olo" triunfou na região oriental

Os perto de 70 por cento dos votos com que o primeiro-ministro independente José Ramos-Horta ganhou à segunda volta as presidenciais timorenses de dia 9 deste mês foram essencialmente conseguidos nos 10 distritos que ficam mais próximos do território indonésio e que costumam ser designados por loromonu. O presidente do Parlamento e da Fretilin, Francisco Guterres, "Lu Olo", triunfou nos três distritos do Leste, a zona lorosae: Baucau, Viqueque e Lautém.

Os loromonus vivem nos distritos de Aileu, Ainaro, Bobonaro, Cova-Lima, Díli, Ermera, Liquiçá, Manatuto, Manufahi e Oécussi, este último um autêntico enclave já dentro do Timor indonésio. Falam essencialmente tétum e mambae, enquanto os lorosae (a que também chamam "firaku", "nós, os camaradas") falam sobretudo makasae.

O candidato que se ficou, no cômputo geral, por perto de 31 por cento dos votos expressos felicitou o vencedor, enquanto o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, admitia para breve a realização de um congresso extraordinário do partido, que, nas legislativas de Agosto de 2001, foi maioritário e agora está ameaçado de perder uma parte substancial do seu eleitorado.

Governo provisório

"O dr. Ramos-Horta tornar-se-á um bom Presidente", admitiu "Lu Olo", enquanto se sabia que Timor-Leste irá ter agora um Governo provisório, até ao apuramento do resultado das legislativas, marcadas para 30 de Junho e às quais concorrem tanto o partido de Alkatiri como o Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e o Partido Democrático, entre outras formações.

"Ramos-Horta deverá estabilizar o país", considerou o analista político Júlio Tomás, citado pela Reuters, numa altura em que todos os observadores procuram descortinar o que é que virá a ser a governação depois das presidenciais e das legislativas. De qualquer modo, admite-se que o CNRT, do Presidente cessante Xanana Gusmão, procure uma plataforma de entendimento com o Partido Democrático (PD), de Fernando "Lasama" Araújo, actualmente com a segunda bancada parlamentar, e com o Partido Social-Democrata (PSD), do antigo governador do período indonésio Mário Viegas Carrascalão.

Uma das primeiras preocupações do próximo Parlamento deverá ser encetar um processo de revisão do texto constitucional aprovado em 22 de Março de 2002, de modo a eventualmente reforçar os poderes do Presidente da República, depois de Xanana algumas vezes se ter queixado de que se sentia impotente, perante o peso de quem dominava o poder legislativo e executivo.

Ramos-Horta, formado em Direito Internacional, tem vindo a pautar a sua conduta pelo aparente desejo de que surja em Timor-Leste um quadro político inteiramente novo. E, num discurso feito em 23 de Março, defendeu que a Constituição revista venha a conter "uma referência significativa a Deus, aos valores morais e espirituais que Ele nos ensina, porque Ele é a definição do que é puro e justo em todo o Universo".

O Presidente que vai tomar posse no dia 20 propõe-se a "conduzir a luta contra a pobreza", num pequeno país da Oceânia onde os incidentes de há um ano afectaram bastante a actividade económica, tanto no sector público como no privado.

Comunicado da UDT

Em nome do CSP/Conselho Superior Político da UDT e na minha qualidade de Vice-Presidente, cumpre-me transmitir e associar-me à mensagem do Presidente da UDT, Eng.º João Viegas Carrascalão, por ocasião do 33º aniversário do partido.

“A UDT comemora hoje o 33º aniversário sobre a data da sua fundação.

A 11 de Maio de 1974, o aparecimento da União Democrática marcou uma nova era em Timor ao constituir-se no primeiro partido timorense a formar-se logo a seguir à Revolução Portuguesa de Vinte e Cinco de Abril.

As circunstâncias políticas e sociais do país em 1974 eram de instabilidade profunda e de dúvidas quanto ao futuro.

A UDT foi fundada tendo em vista o novo desafio que era colocado aos timorenses. Os novos tempos de Timor exigiam determinação, empenho, dedicação, tolerância, honestidade respeito e coragem, qualidades que ditaram o aparecimento do nosso partido e tem acompanhado a nossa conduta política ao longo destes 33 anos.

Na História actual de Timor-Leste, marcada pela crise social e política que se vive no país desde o ano passado, continuamos a pautar o nosso comportamento pelos princípios que sempre nortearam os caminhos da UDT.

Como partido político mais antigo, estamos cientes da nossa responsabilidade política, cumprindo os nossos princípios, mantendo a calma e a serenidade mesmo nos momentos mais conturbados, agindo dentro dos limites democráticos e defendendo intransigentemente a construção de um Estado de Direito onde todos os timorenses tenham os mesmos direitos e as mesmas obrigações.
Queremos servir o povo timorense animados dos mesmos propósitos de 1974 porque estamos convictos de que os princípios que defendemos vão de encontro aos anseios do nosso povo.
A UDT saúda todos os seus filiados, simpatizantes e amigos que, em Timor-Leste e no estrangeiro têm honrado a UDT, defendendo e difundindo convictamente os seus princípios.

A UDT presta a mais sentida homenagem a todos os seus heróis, aos que, desde 1975, perderam a vida, tendo sido barbaramente assassinados por amar este partido e por defenderem os seus ideais.

A UDT saúda todo o povo timorense, cujos interesses defendemos e quem queremos deixar uma mensagem de esperança num futuro melhor. Todos juntos vamos lutar por Timor-Leste, procurando contribuir para a construção de um Timor-Leste mais solidário, mais fraterno, mais justo, mais digno, mais democrático.

A UDT orgulha-se da sua História com a certeza da sua inquestionável necessidade na vida democrática de Timor-Leste, com a mesma certeza daqueles que, em 11 de Maio de 1974, fundaram a UDT.

Somos um partido necessário, somos um partido do futuro, porque ontem como hoje somos “Husi Povo, Ho povo, Ba Povo”!
Viva a UDT!!!”


Saudações udetistas!

Cipriano Gonçalves
Vice-Presidente do Conselho Superior Político da UDT

Ramos-Horta presidente

Jornal de Notícias, 11/05/07

Pedro Rosa Mendes, Em Díli

As coincidências não existem. Apenas acontecem. Como esta o próximo presidente da República de Timor-Leste foi confirmado, ainda que com resultados provisórios, exactamente à mesma hora a que um dos símbolos da luta de libertação e da hegemonia da Fretilin, Rogério Lobato, saía da sua casa para cumprir pena de prisão efectiva. De dois antigos camaradas de luta, os dois destinos não poderiam ter divergido mais do que aconteceu.

José Ramos-Horta saiu do Palácio das Cinzas, onde participou na reunião do Conselho de Estado ainda presidido por Xanana Gusmão, para fazer as primeiras declarações em tom de estadista. Rogério Lobato saía, à mesma hora, para cumprir, na prisão de Becora, em Díli, uma pena longa por ter armado um grupo de civis, em Abril e Maio do ano passado, com a finalidade de eliminar líderes da Oposição. Eram 18 horas quando o ex-ministro do Interior saiu do portão da sua vivenda, no bairro do Farol, para entrar num carro blindado do subagrupamento Bravo da GNR. Não ia algemado, porque "não constitui uma ameaça à segurança", comentou um dos agentes da Polícia das Nações Unidas que o foi buscar a casa. O destino a prisão de Becora, na perifeira leste de Díli, a mesma de onde fugiu, a 30 de Agosto passado, o major rebelde e ex-comandante da Polícia Militar Alfredo Reinado, o homem mais procurado do país.

Para José Ramos-Horta e Rogério Lobato, mas por razões opostas, este foi um dia que mudou as suas vidas. E foi um dia tão longo que começou, para ambos, há um ano, na crise política e militar que colocou Timor à beira da segunda guerra civil do país.

Rogério Lobato foi condenado a sete anos e meio de prisão por um colectivo de juízes do Tribunal Distrital de Díli, a 7 de Maio. A defesa recorreu da decisão, mas o Tribunal de Recurso concordou com o acórdão do juiz Ivo Rosa.

A meia hora que Rogério Lobato teve para se preparar para o longo internamento em Becora correu ao mesmo tempo que a conferência de Imprensa da Comissão Nacional de Eleições, onde a porta-voz Maria Angelina Sarmento deu os resultados provisórios das eleições de 9 de Maio. Já com 90% das estações de voto apuradas, Francisco Guterres "Lu Olo", presidente do Parlamento e candidato da Fretilin, obtinha 27% dos votos; José Ramos-Horta, primeiro-ministro e candidato independente, atingia os 73%.

Foi também neste fim de tarde, com Díli envolvida numa luz de mel e uma calma de feriado ou de desgraça, que Ramos-Horta saiu do Conselho de Estado para fazer, ainda oficiosamente, a sua primeira declaração de estadista.

"Sou fundador da Fretilin e esta é também uma vitória da Fretilin. Que fique claro que a Fretlin não é perdedora", afirmou o primeiro-ministro, na soleira do edifício onde voltará, no próximo dia 20, como chefe de Estado.

As ilhas são fechadas e Timor-Leste é só metade. Os destinos cruzam-se não apenas na hora do relógio. A casa ao lado da de Rogério Lobato é a de Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior das Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste. A seguir é a casa de Ana Pessoa, ministra da Administração Estatal e figura do núclero duro da Fretilin. Em frente, mora Estanislau da Silva, vice-primeiro-ministro durante as ausências de Ramos-Horta. E Rui Araújo, ministro da Saúde e segundo vice-primeiro-ministro

Confirmada a sentença de Lobato

Jornal de Notícias, 11/05/07

O ex-ministro do Interior timorense Rogério Lobato foi conduzido, ontem, à prisão de Becora, depois de o Tribunal de Recurso ter confirmado a pena de sete anos e meio de prisão por homicídio que tinha sido proferida pelo Tribunal Distrital de Díli.

Rogério Lobato saiu da sua residência no bairro do Farol, no centro de Díli, pouco depois das 18 horas locais, escoltado por elementos do subagrupamento Bravo da GNR. O ex-ministro do Interior no I Governo Constitucional de Timor-Leste foi conduzido à prisão de Becora, em Díli, dentro de um veículo blindado da GNR. O ambiente era de consternação entre a família e alguns amigos. Rogério Lobato não fez declarações quando saiu da sua casa directamente para o veículo blindado e pediu para não ser fotografado.

O ex-ministro do Interior foi condenado a 7 de Março, pelo colectivo de juízes presidido por Ivo Rosa e a defesa recorreu. O colectivo do Tribunal de Recurso confirmou a sentença num processo aberto por recomendação da Comissão Especial Independente de Inquérito aos eventos de Abril e Maio do ano passado, que culminaram em confrontos armados e na queda do Governo de Mari Alkatiri.

Rogério Lobato, ministro do Interior no I Governo Constitucional (de 2002 a 2006), foi julgado sob a acusação de 18 crimes de homicídio, 11 de homicídio na forma tentada e um crime de peculato. O ex-ministro do Interior foi absolvido do crime de peculato, de 14 crimes de homicídio e dos 11 crimes de homicídio na forma tentada, sendo condenado como autor indirecto de quatro crimes de homicídio. O tribunal deu como provado que Rogério Lobato entregou armas a civis, nomeadamente ao grupo de Vicente da Conceição "Railós", "para eliminar peticionários e líderes da Oposição" em Abril e Maio do ano passado.

Dos Leitores

Debaixo do Bulcão deixou um novo comentário na sua mensagem "Actual primeiro-ministro vai suceder a Xanana":

Tenho neste espaço uma das minhas referências jornalísticas na actualidade.
Quero dar os meus sinceros parabéns ao autor deste blog pelo excelente trabalho aqui apresentado.

É, na minha opinião, um óptimo exemplo de como se pode conciliar jornalismo sério, autêntico, com uma muito legítima e assumida opção política.

Informação isenta e comentário a complementar a informação - mas sempre assumindo e exibindo a "linha de demarcação" entre opinião e notícia... Assim mesmo é que deve ser!

Mais uma vez, parabéns! Continuem!

Oxalá outros "aprendessem" e seguissem o exemplo!

António Vitorino(http://vitorinices.blogspot.com)

Dos Leitores

Vi o blogsopt Timor Online e gostei imenso.

Eu sou Timothy Bancroft-Hinchey, director da versão portuguesa do jornal
online russo PRAVDA.Ru

http://port.pravda.ru

o projecto está no ar desde Setembro de 2002 e visa criar um organismo cultural entre a CPLP e a Federação Russa. estamos bem implantados em Brasil, Portugal e Angola especialmente e com um pico de 700.000 visitas, cremos que já chegamos a iniciar o caminho que prentedemos.

Mas sem Timor Leste, não podemos dizer que representamos a CPLP e por isso queria realçar cada vez mais os eventos no vosso país, por isso toda a informação e material que nos for enviado daí será tratado com o máximo de respeito.

Devo informar que a PRAVDA.Ru (versão inglesa) trabalhou longas horas quer na versão online, quer impressa, quer em contactos ao mais alto nivel mundial, sem bradar isso aos ceus, na altura da vossa luta pela independência.

Um grande abraço de amizade e de solidariedade.

Timothy

Milhares felicitam Ramos horta pela sua eleição para presidente

GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

INFORMAÇÃO À COMUNICAÇÃO SOCIAL 12 DE MAIO DE 2007

O Primeiro-Ministro Dr. José Ramos-Horta está muito emocionado com as felicitações e votos de êxito que, através de milhares de mensagens, tem recebido desde a sua eleição para Presidente da República.

Mensagens de encorajamento e apoio começaram a chegar nas horas que antecederam o dia da eleição e avolumaram-se, somando milhares nos últimos dias, vindas de todo o lado, de pessoas comuns de todas as regiões do país a presidentes da República e outros amigos de Timor-Leste em todo o mundo.

“Sinto-me muito comovido pelos milhares de mensagens e telefonemas que estou a receber de timorenses de todo o país, dos mais pobres e humildes até líderes locais. A confiança que demonstram contribui para a minha determinação de levar avante o compromisso de lutar contra a pobreza e promover o desenvolvimento económico da nossa sociedade”, disse o presidente-eleito Dr. José Ramos-Horta.

Entre as felicitações recebidas do estrangeiro estão as do Presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, do Presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, do Primeiro-Ministro da Austrália, John Howard, do Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e de líderes de outros países vizinhos.

“Apreciei os telefonemas dos presidentes Susilo Bambang Yudhoyono e Aníbal Cavaco Silva. Além das felicitações, convidaram-me a visitar os seus países e eu convidei-os a visitarem Timor-Leste. Os convites foram aceites”, declarou o Dr. Ramos-Horta.

A conversa telefónica com o Presidente Susilo permitiu ainda abordar assuntos da maior importância nas relações bilaterais.

“Falámos da questão da finalização da demarcação da fronteira terrestre e da aplicação do sistema de passes fronteiriços, que reforçará o comércio local e os laços familiares e económicos”, disse o Dr. Ramos-Horta.

“Também tive oportunidade de falar ao Presidente Cavaco Silva no nosso interesse em reforçar a cooperação bilateral. Entre outras áreas, Portugal pode alargar o seu apoio na formação policial e militar”, afirmou.

“O progresso e o desenvolvimento do nosso país estão há muito adiados e as expectativas são elevadas. Farei tudo o que esteja ao meu alcance para que a minha presidência contribua, no plano político e no plano económico, para que o nosso amado país alcance finalmente uma vida melhor, beneficiando todos os timorenses, especialmente os mais necessitados e humildes”, declarou o presidente eleito. – FIM

EAST TIMOR: PRESIDENTIAL WIN GIVES NO PARLIAMENTARY GUARANTEE

Dili, 11 May (AKI) - The clear victory of Jose Ramos Horta in the East Timor presidential race does not mean his party will neccessarily repeat that success in the parliamentary vote in June, according to Damian Kingsbury, an academic and Australian expert. In an interview with Adnkronos International (AKI) Kingsbury indicated that Fretilin, the party of the defeated candidate for president Francisco 'Lu-Olo' Guterres, will sweep the polls.

According to non official results, Horta has secured 73 percent of the vote in Wednesday's run off which passed off peacefully.

"The two main characteristics of the voting have been the high voter turn-out, and the consistency of the vote" he said.

More than 80 percent of the 524,000 eligible electors took part in the polls, the first since East Timor won its independence in 2002. In the first round, on 9 April, Guterres had obtained nearly 28 percent of the preferences. The six defeated candidates had then told their supporters to back Horta in the run-off.

Horta said he would "work to accelerate the economic development of the country promoting foreign investment, eradicating poverty and healing teh wounds of the violence of the past year."

The presidential elections come after a year of political tension and violence which has polarised much of the population, forced a change of government, forced 150,000 Timorese to abandon their homes. In the violence put down with the arrival of foreign peacekeeping troops in which scores of people were killed.

Kingsbury pointed out that Fretilin continues to have a hard core of supporters and it will probably be enough to make it win the elections on 30 June.

From this consistent voting behavior, it is now possible to assume that Fretilin will receive around 30 percent of the votes in the coming parliamentary elections in June, which should be enough to gain the majority.

The legislative elections are considered more important than the presidential vote as, in the Timorese political system, power resides with the prime ministers, the party member given the job of forming the government.

In any case, according to the predictions of analysts, Fretilin will need the support of the other parties to form the government and if the party of Guterres, led by the former prime minister Mari Alkatiri, does not manage to find a partner, the task of forming the government would go to the party which came second in the vote.

Among the top contenders Kingsbury indicated the party of the current president Xanana Gusmao, the National Congress for the Reconstruction of Timor, or Democratic Party.

(Fsc/Aki)

As Políticas Culturais no Espaço da CPLP e a Gestão de Projectos - 22 a 29 de Julho, Lisboa

PRIMEIRO CURSO DE VERÃO PARA AGENTES CULTURAIS DA CPLP

Iniciativa pretende reforçar cooperação e capacitar profissionais do sector. Lisboa será o palco da formação, num roteiro itinerante de sete dias, por várias instituições da cidade

Pela primeira vez, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tem um forte pretexto para aproximar e partilhar a dimensão política da cultura. O primeiro curso de Verão sobre políticas culturais e economia da cultura no espaço lusófono arranca em Julho (de 22 a 29) em Lisboa e é uma oportunidade para a profissionalização.

A iniciativa tem a assinatura da Agência INOVA / CultDigest, o apoio da CPLP e da Associação Portuguesa de Gestão Cultural e conta com a participação de oradores de renome, como Adriano Moreira, Mário Soares, Simonetta Luz Afonso e Eduardo Prado Coelho.

"O curso responde de forma inovadora a um conjunto de necessidades, sentidas pelos responsáveis culturais da CPLP" - ressalva Jorge Cerveira Pinto da Agência INOVA / CultDigest e um dos mentores da acção.

Mas que expectativas criar desta iniciativa? "Um dos resultados esperados deste curso é, sem dúvida, a aproximação e aprofundamento das relações entre os participantes, permitindo que no futuro próximo, surjam projectos e iniciativas conjuntas", resume Cerveira Pinto.

Mais: "[esta acção] permitirá conhecer as mais recentes tendências das políticas culturais, contextualizando-as às diferentes realidades da CPLP", confessa Helena Mesquita, coordenadora da iniciativa. "A lógica prevalecente será a da cooperação transnacional", conclui.

E quanto aos temas em debate? O terceiro sector e a participação democrática na vida cultural; liberdades e direitos culturais; legislação; desafios da gestão cultural e empresarial; emprego; novos empreendedores da cultura, entre outros. O curso desfia temas para reforçar a cooperação em rede, capacitar recursos humanos, apoiar o desenvolvimento e a implementação de politicas culturais.

Gostaria de participar?
Consulte o site CultDigest em www.cultdigest.online.pt ou contacte-nos:
CultDigest / Helena Mesquita telf: +351 213 140 265 / + 351 222 085 228
email: hmesquita@cultdigest.online.pt

sexta-feira, maio 11, 2007

Dos Leitores

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Alocução do Brigadeiro General Taur Matan Ruak":

(…) “Afirmo que não somos, ou seremos, neutros perante o nosso Povo e País, pois defendemos e defenderemos os princípios e valores que pautaram a nossa luta de libertação e estão consagrados na nossa Constituição.

Estados haverá que sobrevivem sem Forças Armadas mas Timor-Leste não é um desses Estados, nem o será. (…)

Estamos convictos que o nosso irmão, o cidadão Xanana Gusmão, está inteiramente consciente de que a soberania e a independência são batalhas que se travam diariamente. (…)” (Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, 11/05/07)

É o que se chama uma bofetada com luva! E estou certa que se ele tornar a esquecer “que a soberania e a independência são batalhas que se travam diariamente “aí estará o Brigadeiro-General Taur Matan Ruak a lembrar-lhe as vezes que forem necessárias.

Actual primeiro-ministro vai suceder a Xanana

Cavaco Silva garante a Ramos-Horta continuação do apoio de Portugal a Timor-Leste
11.05.2007 - 13h20 Lusa

O Presidente da República, Cavaco Silva, enviou hoje uma mensagem de felicitações ao Presidente eleito de Timor-Leste, José Ramos-Horta, e prometeu o apoio de Portugal "para ajudar a nação timorense a vencer os desafios".

O chefe de Estado realça a experiência de Ramos-Horta, desde os tempos da resistência à ocupação indonésia, e elogia "o apego aos valores da liberdade, democracia e tolerância" demonstrado pelos timorenses nas eleições presidenciais de quarta-feira.

José Ramos-Horta venceu as eleições com cerca de 70 por cento dos votos, sucedendo a Xanana Gusmão após derrotar o candidato da Fretilin, Francisco Guterres "Lu-Olo", que obteve 30,97 por cento.

"O povo timorense manifestou de forma expressiva o seu profundo apego aos valores da liberdade, democracia e tolerância", escreve o chefe do Estado português, considerando ainda que o resultado é uma prova de "inequívoca confiança" em Ramos-Horta "para prosseguir a edificação de uma nação soberana, próspera e solidária".

"A experiência e o conhecimento" que o até agora primeiro-ministro e antigo chefe da diplomacia timorense tem "da realidade do país muito contribuirão" para "o exercício da mais alta magistratura da nação".

Cavaco Silva lembra os tempos da resistência à ocupação indonésia de Timor-Leste, quando uma eleição presidencial como a de quarta-feira "pareceria a muitos uma realidade inalcançável".

O Presidente português recordou "o apoio com que sempre contou a causa da liberdade e da dignidade do povo timorense junto de Portugal e dos portugueses".

José Ramos-Horta toma posse no dia 20 deste mês.

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Quinta-feira, 10 Maio 2007

Tradução da Margarida:

Relatos dos Media Nacionais


KOMEG, Horta está à frente em Dili
O secretário-Geral do KOMEG João Travolta disse ontem à noite que nos 113 Centros de Votação no Distrito de Dili, o candidato presidencial José Ramos Horta lidera a contagem com 26.223 votos. A contagem está a ser monitorizada pela Coligação para Monitorizar as Eleições Gerais (KOMEG).

KOMEG disse que o outro candidate Presidencial Francisco Guterres Lu-Olo tem 5.284 votos.

Travolta disse que até ontem à noite a KOMEG não tinha recebido resultados das outras 12 regiões em Timor-Leste. (DN, TP e STL)

Julio: as pessoas estão apáticas na segunda volta das eleições

O observador military e politico Júlio Thomas Pinto declarou que a participação na segunda volta das eleições presidenciais está a ser diferente da primeira. Disse que as pessoas estavam a mostrar menos entusiasmo nas Estações de Votação em Dili.

“De acordo com a minha observação as pessoas não estão a mostrar o mesmo entusiasmo e não sabemos as razões. Talvez seja porque os candidatos delas tenham sido derrotados na primeira volta e pensem que ambos os candidatos são similares,” disse o Sr Pinto. (DN)

GNR e PNTL fizeram segurança no Centro de Votação do Farol

Oficiais da GNR e da PNTL contribuiram ambos para fazer a segurança nos Centros de Votação em Dili para assegurar que as eleições corressem suavemente e que o processo eleitoral se desenrolasse.

A observação foi relatada pelo Diario Nacional depois de observar a votação num Centro de Votação no Farol, Dili. (DN)

Horta: “Aceitarei os resultados das eleições”

O candidate presidencial José Ramos Horta disse aos jornalistas quando estava no Centro de Votaçãoda Escola do Nobel da Paz em Dili que aceitará o resultado da eleição depois de todos os recursos serem decididos pelo Tribunal de Recursos.

Acrescentou que caso tenha ou não tenha sucesso trabalhará para assegurar que a nação seja estabilizada. (DN and TP)

Lu-Olo: pronto para aceitar os resultados das eleições

O candidate presidencial Francisco Guterres Lu-Olo disse depois de ter votado na Quarta-feira no Centro de Votação do Farol em Dili que está pronto para aceitar os resultados das eleições como parte do processo democrático.

Disse que gostaria de ganhar ou de perder com dignidade. (DN e TP)

Xanana: “todos devem aceitar os resultados da segunda volta das eleições”

O Presidente da República Xanana Gusmão disse que independentemente de quem ganhar as eleições presidenciais, o resultado deve ser aceite calmamente.

“Apelo a todos para serem calmos hoje (Quarta-feira) porque as pessoas têm a grande decisão de eleger o presidente da República. Independentemente de quem ganhar ou perder é o processo democrático,” disse Xanana. (DN)

Thomas Cabral: participação eleitoral na segunda volta das eleições

Numa conferência de imprensa realizada pelo STAE na Quarta-feira em Caicoli Dili, o director do STAE Thomas do Rosário Cabral disse que houve uma boa participação eleitoral nas eleições presidenciais.

Disse que a percentagem podia ser similar à percentagem da primeira volta que foi de 81.67% Disse que espera fazer um anúncio nos próximos dias. (DN)

Rui: As pessoas têm suficiente maturidade para aceitarem os resultados das eleições

Depois de votar no Centro de Votação no Farol na Quarta-feira o vice-Primeiro-Ministro e também ministro da Saúde Rui Maria de Araújo disse que o povo de Timor~-Leste tem maturidade suficiente para aceitar o resultado da segunda volta da eleição presidencial.

Revelou que tal maturidade ficou demonstrada na primeira volta das eleições presidenciais no mês passado. (TP e DN)


Relatos dos Media Internacionais


Apoio a Ramos-Horta não garante uma vitória, dizem observadores
Abdul Khalik, the Jakarta Post, Dili

Apesar de ter o apoio da maioria dos candidates da corrida presidencial de Timor-Leste, há observadores que ainda não estão convencidos que o Primeiro-Ministro José Ramos-Horta ganhe a segunda volta contra Francisco Guterres `Olo' da Fretilin.

São cuidadosos ao sugerir que o apoio dos líderes de cinco dos seis partidos politicos que disputaram a primeira volta da votação se traduza em apoio dos seus membros, dada a forte influência tradicional da Fretilin ao nível das aldeias e os diferentes interesses dos líderes ao nível dos distritos.

Júlio Tomas Pinto, um perito politico e militar na Universidade da Paz em Dili, disse que se tudo correr conforme calculado Ramos-Horta ganhará a eleição porque tem o apoio massivo das elites políticas de Timor-Leste.

"Se basearmos os nossos calculus na primeira volta das eleições então os votos de Ramos-Horta mais os votos dos outros candidatos que o apoiam atingem mais de 50 por cento. Mas isto é política, não é matemática. Assim, fica para ver se os apoiantes a nível das bases seguirão os líderes " disse ao The Jakarta Post na Terça-feira.

Guterres e Ramos-Horta enfrentar-se-ão na segunda volta na Quarta-feira. Obtiveram mais de 29 por cento e 22 por cento na primeira volta em Abril, onde concorreram oito candidatos.

Em terceiro e quarto lugar ficaram Fernando de Araujo do Partido Democrático e Francisco Xavier do Amaral da ASDT com mais de 18 por cento e 12 por cento respectivamente, enquanto a única candadata mulher, Lúcia Maria Lobato do Partido Social Democrata (PSD), acabou em quinto, com perto de 10 por cento dos votos. Três outros candidatos -- Manuel Tilman, Avelino Maria Coelho da Silva e João Viegas Carrascalão – tiveram menos de 5 por cento dos votos.
Depois de pressões intensas, Ramos-Horta conseguiu assegurar o apoio de Lasama, do Amaral, Lúcia Lobato, Maria Coelho da Silva e João Viegas Carrascalão enquanto Manuel Tilman anunciou que apoiava Guterres.

Do Amaral e Carrascalão, que estiveram ambos presentes no evento de fim de campanha de Ramos-Horta em Dili no Domingo, anunciaram frente a milhares de pessoas o seu apoio a Ramos-Horta, enquanto outros enviaram os seus representantes para exprimirem o apoio ao primeiro-ministro.

"Devemos lembrarmos de duas coisas aqui em Timor-Leste. Uma é que a informação ao mais alto nível tem dificuldades em chegar ao nível das bases nas aldeias porque o país tem falta de media de informação, sendo a maior parte das informações passadas oralmente, o que abre a possibilidade de distorções. Em cidades grandes como Dili, as pessoas tomam conhecimento de novas informações com rapidez mas não ao nível das aldeias," disse Tomás Pinto.

O segundo factor que pode prejudicar a eficácia dos conselhos dos líderes nacionais aos seus apoiantes, acrescentou, é o facto de líderes políticos a nível do distrito poderem ter interesses diferentes.

"Em vários distritos e concelhos, várias personalidades da ASDT de Amaral e do Partido Democrata de Lasama, por exemplo, prometeram apoiar Guterres. Não se esqueçam ainda a possibilidade de muita gente ter perdido a motivação para votar dado que os seus candidatos não passaram à segunda volta," disse Tomás Pinto.

Um outro perito sobre Timor-Leste Nugroho Katjasungkana concordou com Tomás Pinto que a corrida estava ainda demasiado apertada para se decidir, dizendo que os aopoiantes podiam ser diferentes dos seus líderes.

"Uma outra questão que separa Amaral e Lasama dos seus apoiantes é o sentimento racial. Muita gente em Timor-Leste quer ter um Timorense nativo como presidente, e expressaram preocupações por Ramos-Horta ser apenas meio Timorense" disse ao Post.

Argumentou que a Fretilin ainda tem apoiantes tradicionais e militantes a nível das aldeias e dos distritos, especialmente em três grandes distritos no leste de Timor-Leste -- Baucau, Viqueque e Los Palos. Dez outros distritos estão localizados na parte oeste de Timor-Leste.

"Não se esqueçam que a maior parte dos burocratas e chefes de aldeias são apoiantes da Fretilin," disse.

Conquanto outros peritos sobre Timor-Leste concordem que sera uma corrida apertada, a maioria disse que Ramos-Horta ganhará as eleições, considerando a sua habilidade para atrair votos dos jovens e dos seguidores do Partido Democrata depois da sua ordem para pararem a perseguição ao líder amotinado major Alfredo Reinado, um símbolo de resistência dos jovens Timorenses, especialmente nos 10 distritos da parte oeste do país.

"A sua posição sobre Reinado e a habilidade para ganhar a confiança de Lasama e de Amaral podem ser as chaves para ganhar a presidência," disse um observador com base em Dili que pediu para não ser nomeado.

“Se perder, posso ajudar os que votarem em mim para aceitarem a vitória do nosso irmão Lu-Olo”

Revista de Imprensa: Público, Portugal

Numa entrevista dada ao Público (Lisboa) perguntaram ao Primeiro-Ministro Ramos-Horta como é que pôde aceitar Vicente da Conceição como elemento proeminente na sua campanha presidencial depois de ele ter admitido que aceitou armas para perseguir militantes da Fretilin. De acordo com José Ramos-Horta, Vicente Railos é visto por muitos como um “herói” porque teve a coragem para denunciar toda a história sórdida da distribuição de armas a civis. Em Julho do ano passado ele e os seus homens entregaram todas as armas. Tornou-se ele um criminoso, perguntou, acrescentando que os aspectos legais da questão não são para ele comentar.

Depois de lhe lembrarem uma declaração que fez há dois meses atrás que tinha chegado a altura para capturar Alfredo Reinado visto que não há ninguém acima da lei em Timor e de agora recentemente ter afirmado que as forças internacionais devem suspender as suas operações no país, perguntaram a José Ramos-Horta se o seu interesse de candidato devia prevalecer acima do interesse da justiça Timorense. Explicou que a única razão porque pediu a suspensão das operações era para facilitar o diálogo para o Alfredo Reinado se render. “É assim tão difícil entender a minha posição,” perguntou.

Perguntado para comentar sobre a gestão dos rendimentos do petróleo pelo seu predecessor, que ele próprio tem criticado e também para comentar os comentários feitos pelos seus adversários que afirmam que ele protege interesses estrangeiros, e que mudanças pretende introduzir em relação ao fundo do petróleo, disse, “Não tenho a intenção de fazer qualquer mudança”. “É patético que a administração prévia fale de ‘preservar o dinheiro’ di petróleo para as gerações futuras e que invista em participações do governo em Nova Iorque”. Sublinhou que Timor não pode esperar e que tem de investor agora para resolver os problemas prementes de hoje e preparar o futuro.

Perguntado para avaliar a sua actuação como Primeiro-Ministro, tomando em consideração três das situações cruciais relacionadas com a crise do ano passado e que ainda persistem, i.e. os peticionários, ameaças do major Reinado e os deslocados, Ramos-Horta disse que foi positiva dado que alcançou a reconciliação entre a polícia e as forças armadas para restaurar a confiança do povo.

Perguntado quais as três acções concretas que planeia desenvolver se for eleito Presidente, Ramos-Horta afirmou que quer reformar o sector da Defesa e da Segurança e modernizá-los e profissionalizá-los. Nomeará também um Alto Comissário contra a corrupção. Na sua agenda está ainda a criação de um grupo de trabalho contra a pobreza, em colaboração com o Parlamento, Governo e a sociedade civil.

Perguntado se tem a intenção de promover uma revisão da Constituição de modo a aumentar os poderes do presidente, Ramos-Horta disse que era uma possibilidade. Na sua opinião a corrente Constituição tira todos os poderes ao Presidente e que isso foi a raiz do conflito entre Alkatiri e Xanana Gusmão, disse. O modo como Alkatiri era capaz de governar sem impedimentos mas que isso criou uma briga entre ele e Xanana. Foi um erro negar um papel central a Xanana nos cinco primeiros anos, no fim de contas sem ele não teríamos alcançado a vitória em 1999, acrescentou.

Perguntado o que fará se ganhar as eleições presidenciais e a Fretilin as Parlamentares, José Ramos-Horta disse que como qualquer chefe de Estado trabalhará com qualquer Parlamento e Governo eleito. “Sei que a Fretilin fará o mesmo”, acrescentou. Caso perca as eleições, em primeiro lugar ajudará o Governo a chegar ao fim do mandato” e ajudará os que votarem nele “a aceitar a vitória do nosso irmão Lu-Olo.”

Xanana tem um ódio obsessivo contra a Fretilin
Revista de Imprensa: Público, Portugal

Comentando ao Público (Lisboa) sobre o facto de apenas um dos seis candidatos perdedores da primeira volta lhe ter dado apoio público, Lu-Olo diz que “o que temos visto é a expressão pública da vontade dos líderes e candidatos desses partidos”. Acreditou ter confiança que todos e cada um dos eleitores Timorenses votarão de acordo com a sua consciência. “Estou também confiante que a mensagem que transmiti às pessoas através dos meus compromissos eleitorais, durante a campanha e durante o debate televisivo representa a visão da maioria dos Timorenses.”

O Público lembrou-lhe que no último comício politico em Dili, o secretário-geral da Fretilin e antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri disse que Ramos-Horta era uma “pessoa que não tinha ideias próprias” acrecentando que “hoje diz uma coisa e amanhã outra” e perguntou a Lu-Olo então porque é que o convidaram para ser Primeiro-Ministro há menos de um ano. A nação estava em crise e à beira duma guerra civil se a Fretilin não concordasse com a exigência do Presidente Xanana de nomear Ramos-Horta como Primeiro-Ministro, disse Lu-Olo ao jornal. Ramos-Horta foi na altura o candidate escolhido para evitar um confronto com o presidente; na mesma altura alguma gente pensava que era a melhor maneira para resolver a crise. Contudo, acrescentou, “Agora podemos ver que esse não foi o caso”. “Ramos-Horta não resolveu nada.”

Comentando a afirmação do corrente Presidente Xanana Gusmão que se a Fretilin ganhar isso significa que as pessoas verão “Timor controlado por uma única família”, Lu-Olo negou que isso seja verdade e lembrou que o Presidente de Timor tem um “ódio obsessivo” contra a Fretilin e que os seus discursos difamatórios foram a causa principal da crise no ano passado.

Perguntado sobre as medidas concretas que tomará para resolver a crise do ano passado que nem Xanana Gusmão nem Alkatiri foram capazes de resolver, Lu-Olo disse que trabalhará para re-estabelecer a solidariedade e cooperação institucional e que Mari Alkatiri não teve a oportunidade para resolver a crise criada por outros, acrescentou que os adversários da Fretilin usaram a crise para remover Alkatiri do poder pensando que podiam resolver o problema.
Contudo isso não aconteceu porque nem Xanana nem Ramos-Horta foram capazes de resolver as causas de raiz – lei e ordem, segurança.

Perguntado se está a favor de uma revisão da Constituição para aumentar os poderes do Presidente, Lu-Olo disse que não pensa haver necessidade de mudar a Constituição. Acrescentou que não quer ter mais poderes; apenas quer ser um presidente que sabe como cooperar e resolver os desafios no futuro.

Respondendo à questão de no caso de ganhar as próximas eleições se vai convidar Mari Alkatiri a formar governo, Lu-Olo disse ao Público que Mari Alkatiri já anunciou publicamente que não tem a intenção de ser Primeiro-Ministro acrescentando que “ a Fretilin tem uma nova geração” que emergiu nos últimos cinco anos e está pronta para liderar.

Para acabar a entrevista, Lu-Olo disse que se perder estas eleições continuará a cumprir as suas funções de Presidente do Parlamento e de Presidente da Fretilin. “Obviamente trabalharei no duro para a Fretilin obter uma maioria absoluta nas eleições legislativas”.

Ramos-Horta projecta ser o novo presidente de Timor-Leste
The Jakarta Post
10 Maio 2007

DILI (AP): O vencedor do Nobel da Paz José Ramos-Horta está a ir para a vitória nas eleições presidenciais de Timor-Leste, de acordo com projecções nos media locais na Quinta-feira, quando os oficiais eleitorais se apressavam a contar os votos.

Esperam-se até Sexta-feira os resultados oficiais da segunda volta de Quarta-feira.

A votação foi pacífica, disse a comissão eleitoral, aumentando as esperanças de que a eleição possa ser um ponto de viragem para o país, que tem lutado contra a violência e a pobreza desde que se libertou de décadas de governação Indonésia em 1999.

Ramos-Horta, que é correntemente o primeiro-ministro da pequena nação, concorre contra o antigo combatente da resistência Francisco "Lu-Olo" Guterres nas eleições para o cargo largamente cerimonial, mas ainda influente.

O principal jornal de Timor-Leste, Suara Timor Lorosae, projectou que Ramos-Horta ganhará 75 por cento dos votos com base na sua própria contagem nas Estações de Votação.

Essas projecções misturadas com previsões de analistas de uma vitória sólida de solid Ramos-Horta na corrida, que se seguiu a uma primeira volta no mês passado que falharam em produzir um vencedor com maioria absoluta.

O novo presidente terá de sarar profundas divisões políticas e regionais no mais novo país da Ásia.

O ano passado, o país caiu na violência que matou dúzias de pessoas, tirou 155,000 outras das suas casas, e derrubou o governo.

"Se Ramos-Horta ganhar não será uma vitória sobre Lu-Olo mas uma vitória para a democracia e valores Timorenses," disse Maria Fernandes, uma professora de 46 anos. "Espero que Horta tenha a capacidade de abraçar todos os Timorenses."

Apesar de volumosos depósitos offshore de petróleo e de gás, perto de metade da força de trabalho de Timor-Leste está desempregada, cerca de 60 por cento das crianças com menos de 5 anos estão subnutridas e dezenas de milhares de deslocados no ano passado continuam em campos de tendas. (**)

Ramos Horta em frente para a presidência de Timor-Leste
Por Anne Barker
Última Actualização: Quinta-feira, Maio 10, 2007. 3:41pm (AEST)
ABC News Online

A comissão eleitoral de Timor-Leste confirmou que José Ramos Horta tomou a liderança na contagem das eleições presidenciais no país.

A Comissão Eleitoral diz que menos de metade dos votos foram contados na maioria dos 13 distritos de Timor-Leste.

Mas a contagem inicial coloca o Dr Ramos Horta claramente à frente. Outras fonts têm resultados similares.

A organização que representa 2,000 monitores independentes eleitorais dá ao Dr Ramos Horta 76 por cento dos votos nacionais e 24 por cento ao candidato da Fretilin Francisco Guterres, ou Lo-Olo.

Jornais em Dili e os próprios funcionários do gabinete do Primeiro-Ministro dizem que parece que Lo-Olo pode apenas ter vencido num dos 13 distritos de Timor-Leste com mais de um terço contados.
Mas levará mais um ou dois dias para haver resultados oficiais e o Dr Ramos Horta ainda não declarou vitória.

Queda de avião

Entretanto os chefes militares Australianos em Timor-Leste fizeram aterrar uma frota de aviões de vigilância não tripulados depois de um se ter despenhado sobre uma casa em Dili.

O avião de controlo remoto despenhou-se depois de levantar voo e mergulhou sob uma casa. No interior estava uma família de quarto pessoas mas ninguém ficou ferido e os estragos na casa são menores.

Uma equipa de investigação da Força Aérea Australiana voou para Timor-Leste para investigar o acidente.

Timor-Leste/Eleições: "Lu Olo" felicita Ramos-Horta, Alkatiri admite congresso

Díli, 11 Mai (Lusa) - Francisco Guterres "Lu Olo", o candidato derrotado da segunda volta das presidenciais timorenses, deu hoje os "parabéns" a José Ramos-Horta pela vitória.

À margem do discurso de derrota do candidato da Fretilin, na qual esteve ao lado de "Lu Olo", o secretário-geral do partido, Mari Allkatiri, admite a realização de um congresso extraordinário.

O congresso da Fretilin "pode acontecer antes ou depois das legislativas, mas não como resultado das eleições" presidenciais, explicou Mari Alkatiri.

Na sua intervenção, "Lu Olo" agradeceu ao partido, aos quadros e militantes, ao eleitorado e à família pelo apoio demonstrado nestas eleições.

Do próximo chefe de Estado, adiantou o presidente do Parlamento, "Lu Olo" espera "que seja como a Constituição pede o garante da independência e da unidade" do país.

Sobre a gestão governativa até às legislativas de 30 de Junho, "Lu Olo" explicou que "este Governo cai" e o Presidente da República Xanana Gusmão nomeia um novo Executivo.

O III Governo Constitucional de Timor-Leste terá um primeiro-ministro "saído do actual", defendeu Mari Alkatiri, sem explicar qual o nome preferido da Fretilin para assegurar a gestão nas cerca de oito semanas que antecedem as legislativas.

"Não vamos escolher alguém por dois meses", explicou.

Nem "Lu Olo" nem Mari Alkatiri quiseram revelar detalhes sobre a estratégia ou os nomes da Fretilin para as legislativas.

"Lu Olo" considerou, porém, que "a Fretilin continua a ser o maior partido timorense".

O presidente do Parlamento, que é também presidente da Fretilin, reconheceu que a sua vitória foi marcada no mapa: ganhou nos três distritos do Leste, Lautém, Baucau e Viqueque.

"Lu Olo" lançou um apelo à unidade e salientou que teve votos em todo o país.

PRM-Lusa/fim

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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