Francisco Guterres Lu Olo para Presidente
“Serei Presidente de todos e para todos”
Comunicado de Imprensa
28 de Abril de 2007
“ A democracia e a justiça para todos requerem a verdade e a cura”, disse o candidato presidencial da FRETILIN, Franscisco Guterres Lu’Olo. “Esta deve ser a primeira lição de construir uma paz sustentável numa nação a recuperar de um conflito violento.”
No aniversário da manifestação dos chamados Peticionários em 28 de Abril de 2006, que atirou Timor-Leste para o caos e violência, Lu’Olo apelou a todas as partes para não fazerem política sobre este assunto. Num comício em Aileu, disse aos jornalistas para serem cuidadosos ao examinar o que foi dito pelo PM Horta sobre as compensações para os Peticionários.
Peticionários são o grupo de 591soldados das F-FDTL que foram dispensados do exército em Março de 2006 depois de terem abandonado os quartéis reivindicando serem vitimas de descriminação.
Lu Olo reforçou a importância dos três orgãos do Estado, nomeadamente o Presidente da República, o Parlamento Nacional e o Governo de terem que trabalhar em unidade para encontrarem uma saída justa e definitiva para as preocupações dos peticionários.
“Nós precisamos de tratar a questão dos peticionários responsável e institucionalmente. Há um relatório da Comissão de Notáveis com recomendações. Este relatório foi entregue ao primeiro Ministro Ramos Horta na primeira semana de Fevereiro de 2007. Apesar de eu ter recebido uma cópia do relatório, o Parlamento Nacional ainda está à espera que o Primeiro Ministro Horta faça as suas recomendações. O Parlamento não pode resolver esta questão até que as propostas do primeiro ministro sejam recebidas. Que eu saiba, Horta ainda não distribuiu nem sequer distribuiu ou discutiu o relatório com o Conselho de Ministros, e certamente não fez nenhuma proposta para resolver esta questão. Porque este atraso? O público tem o direito de saber o que a Comissão descobriu”.
A Comissão de Notáveis, presidida pela Ministra Ana Pessoa, foi nomeada pelo então Primeiro Ministro Mari Alkatiri em Abril de 2006. Esta comissão levou a cabo uma profunda investigação sobre as alegações dos peticionários durante vários meses.
“Devemos ser cuidadosos em não causar uma nova ferida para curarmos outra”, advertiu.” Se nós decidirmos compensar os peticionários, qual será o impacto nos outros soldados?”, perguntou. “ Primeiro que tudo, para resolver um problema devemos compreender as suas causas mais profundas. Havia substância nas suas reivindicações?”
E acrescentou: “ Precisamos de ouvir a Comissão para saber a verdade. Há necessidade de se ser transparente em vez de explorar um assunto para ganhos políticos. O nosso dever é prevenir conflitos futuros de forma a sarar as divisões que os conflitos dos ultimos meses criaram.
Lu’Olo, que foi comandate das FALINTIL durante 24 anos, seguiu de perto o caso dos peticionários desde Fevereiro de 2006. “ As F-FDTL são uma instituição chave, instituida sob o artigo 146 da nossa Constituição. Eu continuarei a trabalhar com e a apoiar todos os órgãos de soberania de modo a encontrar uma solução justa e definitiva que assegure que a integridade das F-FDTL seja mantida”.
Para mais informações, contacte:
Harold Moucho (Assessor Político de Lu Olo) (+670) 723 0048 (Dili)
Jose Manuel Fernandes (Representante oficial de Lu Olo para a CNE) (+670) 734 2174 (Dili)
http://www.luolobapresidente.blogspot.com
http://luolo.blogspot.com
http://luolo.blogspot.com
http://www.timortruth.com
sábado, abril 28, 2007
Lu Olo exige acção sobre os peticionários
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Is Lu Olo the ‘true diplomat’?
28.04.2007
- from a Dili correspondent
FRETILIN leaders and militants are in high spirits tonight, after Timor-Leste’s televised Presidential debate. Their candidate Lu’Olo clearly out performed his opponent Ramos Horta on each of the five questions asked, on issues ranging from international relations to the current crisis and the priorities for development. The debate has many people wondering why Horta has been able to dominate media reports of the election, especially in Australia.
Lu’Olo was objective, and answered each question with confidence”, one younger supporter told me soon after the debate ended. “Mr Horta was vague, he strayed off the question, and he tried to be offensive. This will not go well with Timorese voters, who expect political candidates to
behave with civility to each other.”
“Lu Olo only went to Fourth Grade at school, and Dr Horta has a Ph D,” said another. "But every time Horta spoke, Lu’Olo had a better comment”.
Characteristically, Lu Olo made only one brief mention of his twenty four years as a guerrilla fighter for independence. Instead, his answers focused on the basic commitments from his election platform. By contrast, Horta spoke at length about himself, about his personal relations with world leaders, his closeness to the Catholic Church, and his status as a founder of FRETILIN itself.
FRETILIN leaders in Dili were surprised by the continued use by Horta of the anti communist propaganda which was used by Indonesia against the independence movement. He called FRETILIN ‘red rooster’ in Tetum, local slang for communist. He also referred to FRETILIN as a Marxist party, though he knows this has not been true for over twenty years. And he personally attacked one of FRETILIN’s younger generation leaders, Secretary of State for Youth and Sport, José Manuel Fernandes, as a “red FRETILIN comrade.” Speaking with supporters after the debate, Lu’olo himself referred to these tactics as “straw”, a local expression for worthless.
Horta spent some time talking of his personal relationship with Australian Prime Minister John Howard. “Horta said he can pick up the phone anytime and ring Howard,” said Filomena De Almeida, from FRETILIN’s Information Unit, who spent many years as a refugee in Australia. “This is a strange thing to use as a qualification to lead an independent country, which prides itself on its non-alignment. What happens if John Howard loses the next election?”
Horta mentioned his close personal relationships with several other leaders, including the Philippines President Aroyo and Indonesia’s President Yudiono. His most blatant attempt at name dropping was when he referred to his friendship with US Democrat leader, Nancy Pelosi,
mentioning her daughter had stayed with him for her holidays a few years ago.
“The irony was that Horta was claiming credit for his diplomatic experience, but Lu Olo was the one who behaved more like a true diplomat”, said FRETILIN Minister Jose Teixeira, who led the oil negotiations with Australia. “Lu Olo was dignified, civil, and respectful, which is how a
Head of State should be.” Lu Olo himself said that Horta misunderstood international relations, if he thought it could be based on personal contacts. And he reminded his opponent that the Indonesian President had said he would happily work with whoever won.
Clear differences emerged between the candidates on the question of the Constitutional separation of powers. Horta steered clear of the subject of his defence of the armed rebels, Reinado and Rai Los, whom he is attempting to recruit to his highly unlikely coalition of supporters. Lu Olo demanded that the President respect the judiciary’s independence and
use the powers he has under the Constitution to resolve the crisis. At one point, Horta referred to the separation of powers, and the separation of Church and state, as ‘modern’ ideas which do not belong in Timor- Leste.
“As a Catholic, I have three leaders”, said Horta, “the Pope and two Bishops. I met the Bishops every week. The Church has five hundred years experience in Timor-Leste.”
“We Timorese have been here since the beginning,” retorted Lu’Olo.
Horta attacked the record of the first government led by FRETILIN’s Mari Alaktiri, but he was careful not to denigrate Alakatiri’s achievement is establishing the petroleum fund, considered a model of international best practice. When Horta tried to argue that the oil funds should be spent more quickly, Lu’Olo reminded him the country had a National Development Plan, and that the law on the petroleum fund, which set the mechanisms for controlling the oil expenditure, was adopted by unanimous vote of all parties in the parliament.
The closing comments were perhaps the clearest indication of the difference between the two men. “Don’t vote for me because I was a founder of FRETILIN,” said Horta. “Choose me because I am a Nobel peace laureate.”
Lu’Olo thanked the people for voting peacefully in the first round, and reminded Horta that he was the only candidate who won votes in every district. “I am a FRETILIN candidate,” he said, “from the party that fought for independence for twenty five years. This is a big heritage. I give honour to those who died and I want to continue to serve their widows and orphans. That’s why I accepted – to defend the people, to defend our country and defend our national sovereignty.”
Horta fala por si. Patético.
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Novo CNRT em conversações com oposição para estratégia comum
Díli, 27 Abr (Lusa) - O novo Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) está em conversações com a oposição timorense para a definição de uma estratégia conjunta para as eleições legislativas de 30 de Junho, disse à agência Lusa o secretário-geral do partido.
"Tem havido alguns contactos para a definição de uma estratégia mas não há ainda nada de concreto definido para o futuro", afirmou Dionísio Babo, secretário-geral do CNRT, à margem de uma conferência de imprensa do candidato presidencial José Ramos Horta.
O responsável salientou que "há abertura total para discutir todas as possibilidades" mas "só após o congresso do próximo fim-de-semana e conforme o que ficar definido na reunião é que se pode definir um projecto".
"O que se pretende, independentemente do caminho, é conseguir os meios para uma mudança de política que permita desenvolvimento do país e a melhoria das condições de vida da população", afirmou ao salientar que perante tais objectivos "há que tentar todas as medidas para alcançar as metas que se pretendem atingir".
O Conselho Nacional da Reconstrução Timorense, que tem Xanana Gusmão como cabeça de cartaz, podendo, inclusive, assumir a condução de um governo, vai reunir entre sábado e segunda-feira em Díli cerca de 800 delegados oriundos dos 13 distritos do país e 200 observadores convidados num congresso que poderá marcar o regresso da união de esforços na condução dos destinos do país.
Ao longo do conclave do CNRT serão eleitos o presidente, vice-presidente, secretário-geral, Conselho Nacional e Comissão de Jurisdição do novo partido que vai enfrentar o seu primeiro acto eleitoral já em Junho, nas eleições para o Parlamento Nacional que irá definir o novo Governo do país.
JCS-Lusa/fim
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Ramos Horta denuncia ameaças e intimidações aos eleitores
Díli, 27 Abr (Lusa) - O candidato presidencial José Ramos Horta denunciou hoje em conferência de imprensa "ameaças" e "intimidações" alegadamente praticadas por elementos da Fretilin que pretendem comprar os cartões de eleitor de cidadãos opositores à candidatura do partido.
Sublinhando que tem vindo a receber denúncias concretas de populares, José Ramos Horta apelou a que "todos os que tenham sido contactados ou tenham conhecimento de acções praticadas por grupos" contactem as autoridades, a presidência da República ou o próprio candidato para que os autores sejam identificados.
Ramos Horta disse estar "convencido" que tanto Francisco Guterres "Lu Olo", o candidato da Fretilin e presidente do Parlamento Nacional, como Mari Alkatiri, ex-primeiro-ministro e secretário-geral da Fretilin, "não sabem do assunto".
"Não acredito que sancionem" [o que está a acontecer], afirmou Ramos Horta.
O candidato acrescentou que a actuação destes grupos de artes marciais "radicais da Fretilin", que ameaçam, intimidam e pagam entre cinco a vinte dólares norte-americanos pelo cartão de eleitor para que as pessoas não votem, "é um sinal" de que aprenderam que "não podem confiar no timorense que recebe dinheiro e depois não vota no candidato que eles querem".
"Estes grupos andam com milhares de dólares e assim compram o cartão de eleitor, convencendo as pessoas de que estas não podem votar" disse, ao sublinhar que todo o processo "é triste porque estão a comprar o direito de voto dos que nada têm".
"Exploram a miséria e a pobreza das pessoas", afirmou alertando também que foram alvo de abordagens pelos alegados membros da Fretilin de que "podem votar com outros documentos".
O chefe do Governo, que suspendeu funções para participar na campanha eleitoral da segunda volta das presidenciais timorenses que está a disputar com Francisco Guterres "Lu Olo", reagiu também a uma conferência de imprensa de alguns dos seus ministros descontentes com declarações de Ramos Horta em críticas à sua actuação, sublinhando que apesar de ser primeiro-ministro "o poder está no farol", numa alusão a que as decisões politicas continuam a ser tomadas sempre com o acordo de Mari Alkatiri.
Na conferência de imprensa, Ramos Horta falou também da declaração de rendimentos apresentada pelo seu opositor e lembrou que em 2001, quando a ONU fez uma proposta idêntica aos políticos timorenses, ele foi o único a "apresentar tal declaração por escrito a Sérgio Vieira de Mello".
No entanto, Ramos Horta explicou detalhadamente como conseguiu comprar a sua casa em Díli e uma casa em Sydney onde vive a mãe e alguns familiares, o que fez ao dinheiro do Prémio Nobel da Paz, à medalha "em ouro" que lhe foi atribuída pelo Nobel e quais os rendimentos, "poucos", que ainda consegue obter dos livros que escreveu e das conferências que fez.
JCS-Lusa/fim
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Energia: Galp entra na exploração petrolífera em Timor-leste e Moçambique
Lisboa, 26 Abr (Lusa) - A Galp Energia vai entrar na exploração petrolífera em Timor-Leste e Moçambique por via da aquisição de 10 por cento das concessões de direitos de prospecção e produção de petróleo, anunciou hoje a empresa portuguesa em comunicado.
Os contratos, assinados com a empresa italiana ENI, dizem respeito a cinco blocos em Timor-Leste e um em Moçambique.
De acordo com uma nota de imprensa da Galp, estas participações nos blocos em Timor-Leste e em Moçambique estão sujeitas à ratificação dos governos dos dois países.
Os blocos de Timor-Leste atribuem direitos de exploração em cinco áreas diferentes localizadas no mar, que totalizam uma área conjunta de 12.100 quilómetros quadrados.
As concessões atribuídas são de sete anos para a fase de exploração e de 25 anos para a fase de produção.
Em Moçambique, o bloco também se localiza no mar e tem uma área de 17.000 quilómetros quadrados, com o período de exploração a estender-se por oito anos e o de produção por 30 anos.
O consórcio para a exploração em Timor-Leste é constituído pela ENI (90 por cento) e a Galp Energia (10 por cento).
Em Moçambique, o consórcio é constituído pela ENI (80 por cento), a Galp energia (10 por cento) e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (10 por cento).
Na exploração "offshore", a empresa portuguesa tem participações em Angola (quatro blocos), Portugal (três) e Brasil (10 blocos).
No que diz respeito à exploração "onshore", a Galp Energia detém uma participação no bloco Cabinda Centro, em Angola, e em 44 blocos no Brasil.
RRA/EL-Lusa/Fim
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Sampaio é "profundo humanista e universalista" - José Ramos-Horta
Díli, 27 Abr (Lusa) - O ex-Presidente português Jorge Sampaio é um "profundo humanista e universalista" e a melhor escolha para alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações, disse hoje à agência Lusa o primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta.
"O secretário-geral Ban Ki-Moon não podia ter feito melhor escolha. O dr. Jorge Sampaio é um profundo humanista, universalista, conhecedor das grandes civilizações, culturas e sensibilidades humanas e políticas, poliglota e creio que é a melhor pessoa que podia ter sido escolhida (...) para esse cargo", afirmou o Nobel da Paz e candidato às eleições presidenciais timorenses.
Ramos-Horta acrescentou que "Timor-Leste quer participar activamente" nas acções que forem desenvolvidas por Jorge Sampaio ao mesmo tempo que, em nome pessoal, o candidato à chefia da mais nova Nação do mundo irá procurar ser um "colaborador activo de Jorge Sampaio neste diálogo das civilizações".
Numa nota emitida quinta-feira pelo seu gabinete, Jorge Sampaio dava conta de que iria ser o primeiro alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações, cargo que irá ocupar a convite do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.
O convite ao ex-chefe de Estado foi feito directamente por Ban Ki-Moon, ficando Jorge Sampaio com um cargo equiparável, no sistema das Nações Unidas, a sub-secretário-geral.
A decisão do secretário-geral da ONU resulta de um relatório redigido por um Grupo de Alto Nível, que em Novembro de 2006 apresentou as suas conclusões sobre a "Aliança das Civilizações".
O relatório preconizava a nomeação de um alto representante das Nações Unidas com o objectivo de dar visibilidade e continuidade ao projecto da Aliança das Civilizações e de superintender a aplicação das recomendações contidas no documento.
A Aliança das Civilizações, uma iniciativa lançada em Agosto de 2005 pelo antigo secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, conta com o co-patrocínio dos primeiros-ministros de Espanha e da Turquia.
"Justificando-se pelo aumento de tensões no mundo, do extremismo e de conflitos de raiz política, cultural e religiosa, a Aliança das Civilizações pretende ser um contraponto ao propalado choque de civilizações, que ameaçaria a paz e a estabilidade no mundo, e que nomeadamente oporia de forma inexorável as sociedades ocidental e muçulmana", refere o gabinete de Jorge Sampaio.
Sampaio irá ter, entre várias funções, as da promoção de iniciativas políticas para fomentar o diálogo e compreensão entre os povos no respeito pela diversidade das suas culturas, civilizações e religiões, bem como contribuir para o reforço da vontade política colectiva em abordar os problemas e desequilíbrios mundiais de forma concertada.
Está ainda previsto que o secretário-geral das Nações Unidas possa solicitar a colaboração do alto representante para a Aliança das Civilizações em períodos de crise, perante focos de conflitos causados por tensões culturais.
"No âmbito desta missão que lhe é agora confiada, o Dr. Jorge Sampaio reportará directamente ao secretário-geral, trabalhando em estreita colaboração com uma equipa 'ad-hoc' das Nações Unidas, que lhe dará todo o apoio administrativo, logístico e financeiro", refere o gabinete do ex-Presidente.
Segundo a mesma nota, "o alto representante deverá muito em breve debruçar-se sobre um plano de acção, preparado pelo Grupo de Alto Nível, que, depois de ajustado às suas próprias concepções e visão, apresentará ao secretário-geral das Nações Unidas".
Jorge Sampaio acumulará estas funções com as de enviado especial para a Luta contra a Tuberculose até Maio do próximo ano, data do fim deste mandato.
JCS/MSP-Lusa/fim
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Lu-Olo Só Conta Com O Apoio De Manuel Tilman - Será Que A Fretilin Tem Força Para Derrotar A “Australianização” De Timor-Leste?
Blog Timor Lorosa’e Nação – 27 de Abril de 2007
O terceiro classificado da primeira volta das eleições presidenciais timorenses, Fernando «Lasama», anunciou hoje em conferência de imprensa que apoia José Ramos-Horta na segunda volta que o primeiro-ministro está a disputar com o presidente do Parlamento Nacional. Ao que parece, o candidato da Fretilin, «Lu Olo» (que só conseguiu o apoio de Manuel Tilman) mete medo a muita gente. Será porque é, tal como foi Mari Alkatiri, «persona non grata» para a Austrália?
Fernando «Lasama» de Araújo e o seu Partido Democrático assinaram com José Ramos-Horta um acordo de apoio, fazendo com que o primeiro-ministro timorense e candidato à sucessão de Xanana Gusmão se torne, pelo menos "matematicamente", o mais sério candidato à chefia da mais nova nação do Mundo.
«Apoiamos porque vimos nele que pode representar e implementar os planos e os programas que prometemos ao povo durante a campanha», justificou Fernando «Lasama», quando questionado sobre as razões que levaram a sua candidatura e o seu partido a definirem um sentido de voto para a segunda volta das presidenciais.
Já Ramos-Horta disse estar muito «sensibilizado e satisfeitíssimo» com apoio do Partido Democrático que considera ser uma força política de «futuro» já que integra a «geração do futuro».
Ramos-Horta não deixou de sublinhar que o apoio do Partido Democrático e de Fernando «Lasama» de Araújo - que obteve 77.459 votos (19,18 por cento) - faz com que a sua candidatura passe "pelo menos aritmeticamente" a deter cerca de 70 por cento dos votos.
Ouvido pelo NL, o jornalista Orlando Castro (que acompanha com regularidade as questões timorenses para o Jornal de Notícias, de Portugal) diz acreditar que Ramos-Horta “venha a ser o vencedor” porque, acrescenta, “tem o apoio não só das altas figuras do Estado – caso de Xanana Gusmão – como também da Austrália para quem é mais fácil, muito mais fácil, negociar o petróleo com Horta do que com Lu Olo».
«Ramos-Horta é um político de hotel de cinco estrelas e não de um país onde o povo não tem comida», salienta Orlando Castro, referindo ainda «que há interesses estratégicos na região que colidem com as perspectivas políticas, económicas e sociais da Fretilin e que, por isso, tudo farão para tirar o tapete a Lu Olo, como o fizeram a Mari Alkatiri».
Se estivesse garantida a transferência de votos dos candidatos que já manifestaram aos seus apoiantes um sentido de voto - Avelino Coelho, Xavier do Amaral, Lúcia Lobato, João Carrascalão e Fernando «Lasama» -, Ramos Horta teria então 274.741 votos depois de ter conquistado sozinho 88.102 votos na primeira volta.
Já Francisco Guterres «Lu Olo», que ficou no primeiro lugar com 112.666 votos, recolhe apenas o apoio directo de Manuel Tilman ou 16.534 votos, o que traduz um total de 129.200 votos.
A segunda volta das presidenciais timorenses estão agendadas para 9 de Maio com a campanha eleitoral a terminar a 6 de Maio depois de ter tido início no domingo, 22 de Abril. Timor-Leste tem 522.933 eleitores inscritos tendo na primeira volta das eleições votado 427.198 pessoas nos 13 distritos do país.
- In “Notícias Lusófonas”
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De quem é a culpa?
Blog Público Timor – Quarta-feira, Abril 25, 2007
Ângela Carrascalão
Passou um ano sobre o início das manifestações e dos tumultos que se lhe seguiram.
Por essa altura, apesar de muito descrentes, ninguém poderia prever que a instabilidade se mantivesse por tanto tempo.
No fundo, todos tínhamos esperança – ainda que muito ténue - de que as coisas se resolvessem a bem, acreditando ainda que todos os timorenses tinham voltado definitivamente as costas à violência, tão grande fora o seu sofrimento durante os anos da ocupação indonésia.
Em vez de termos virado costas à violência, preferimos criar novos motivos para nos digladiarmos.
Sobra tempo para a invenção diária de novas armas, de novas formas de luta. Insultamo-nos, ameaçamo-nos, ferimo-nos, matamo-nos.
Vale tudo e tudo serve como arma de arremesso. As palavras e as pedras não são apenas utilizadas por jovens sem eira nem beira, por vândalos, bandidos ou bêbados. Somos todos francos atiradores e todas as oportunidades servem para praticarmos a pontaria!
Perdemos as referências e já nem os heróis da Resistência se salvam!
Todos somos bandidos. Todos somos inimigos. É assim que somos vistos pela outra parte, a que pensa diferente de nós. Por outros timorenses, como nós.
E como o perigo mora em todo o lado e espreita de qualquer esquina, aceitamos a presença das forças estrangeiras de arma em punho, patrulhando, guardando as ruas, garantindo a nossa segurança, guardando-nos do inimigo, outro timorense, que está em toda a parte...
O país está parado. As instituições do Estado quase fecharam. A maior parte dos ministros anda fora. Há outras prioridades. Como a campanha eleitoral. Como o Poder. O povo é que não é prioridade.Mas serve para dar votos. Fazem-se promessas. Distribuem-se uns rebuçados que o povo é pobre e é sensível a rebuçados!
E o povo espera, espera, espera que um dia sejam cumpridas todas as promessas que têm sido feitas desde que em 1974-75 se soube da existência de uma porta mágica para o armazém cheio de ouro do Tata Mai Lau até quando lhe foi prometida uma ponte Díli-Ataúro em 2001 ou, já na época do petróleo, em 2007, do petróleo canalizado, correndo nas nossas casas como corre a água nas torneiras...
Uns dão o arroz que faltou ainda não há muito tempo, outros dão cobertores, outros devolvem o dinheiro aos estudantes...
O país está parado, os campos de refugiados continuam cheios, o desemprego aumentou, os confrontos e os apedrejamentos mantêm-se.
A culpa é dos que não têm capacidade para resolver em dez meses a crise herdada de um governo que governou quatro anos; é dos capitalistas; é dos comunistas; é da oposição; é da FRETILIN; é dos malais; é dos mestiços, dos malai-oan; é dos Lorosae; é dos Loromunu; é dos quemak ou dos firacos; é dos bunak ou dos caladis; é dos partidos políticos; é das FDTL; é da PNTL; é dos que pensam diferente; é da Igreja; é dos tribunais; é dos refugiados; é dos vizinhos... A culpa é de todos os outros que não daquele timorense iluminado, único, que, de dedo em riste, aponta o Mundo à sua volta que teima em não seguir o que o único timorense iluminado ordena!
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Galp, ENI sign oil deals for Timor and Mozambique
Reuters/Forbes – Fri Apr 27, 2007 9:56 AM BST
Lisbon - Portuguese oil company Galp (GALP.LS: Quote, Profile , Research) has agreed to buy 10 percent of two oil exploration concessions operated by ENI that include five blocks in Timor and one in Mozambique, Galp said late on Thursday. Timor blocks have exploration rights in five different offshore areas, with a total area of 12,100 square kilometres and a water depth of between 0 and 2000 metres, Galp said.
The concession period in Timor includes seven years for exploration and 25 years for production.
"In Mozambique, the block is also located offshore, with a water depth of up to 2,000 meters and a total area of 17,000 km2," Galp said.
The exploration period is set to be eight years, with the production period reaching 30 years.
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Comentário na sua mensagem "UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Quinta-feira, 26...": "
O Sr Aarons notou que em cinco anos, a votação na Fretilin caíu de três em cada cinco Timorenses para um em quatro."28% é um pouco mais do que um em quatro.
Mas o Sr. Aarons esqueceu-se de referir que a queda de Xanana ainda foi maior: da esmagadora vitória de 2002 passou a 22%. Isto é pouco mais do que um em cada cinco timorenses.
Parece que os inflamados discursos e extensos artigos contra a Fretilin não resultaram. Até Fernando Lasama teve só menos 3% do que RH e para isso não precisou de discursos nem de artigos no jornal.
H. Correia
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UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Sexta-feira, 27 Abril 2007
(Tradução da Margarida)
Relatos dos Media Nacionais
PD apoia Ramos Horta
O presidente do Partido Democrático (PD), Fernando de Araujo Lasama, disse durante a assinatura de um acordo entre o PD e Horta em 26/4, que o PD nos 13 distritos decidiu apoiar o candidato presidencial José Ramos Horta na segunda volta das eleições presidenciais. Disse que Horta tem capacidade para liderar o país e que é capaz de reconhecer pessoas e partidos políticos diferentes. (DN, TP e STL)
Governo está à espera da carta oficial do PR para parar as operações contra Alfredo
O Vice-Primeiro-Ministro Estanislau Aleixo da Silva disse que o governo não recebeu nenhuma carta oficial do Presidente Gusmão a pedir a paragem da operação contra Alfredo.
“O governo está à espera da carta oficial do presidente da República,” disse Aleixo na Quinta-feira (26/4) no Palácio das Cinzas em Caicoli, Dili, depois de se encontrar com o Presidente Gusmão. (DN)
Horta: “Quero ser o presidente dos pobres”
A campanha da segunda volta do candidato presidencial José Ramos Horta começou na Quarta-feira (25/4) em Manufahi, Aldeia Dotik sub-distrito Alas, onde disse que se for eleito presidente fará da paz e da redução da pobreza uma prioridade. (DN)
UNMIT reabilitará estradas danificadas
O Representante Especial do Secretário-Geral da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, afirmou que a UNMIT procurará maneiras para reabilitar as estradas de modo a assegurar a segurança rodoviária e a minimizar acidentes de tráfego. (DN)
Horta pede à ISF para parar as operações contra Alfredo
O Primeiro-Ministro Horta pediu à ISF para parar a operação para capturar o foragido Reinado. Continuando a operação, a ISF estará a desafiar as decisões tomadas pelo presidente e pelo primeiro-ministro. (TP)
PDC pede a mudança do Presidente do Tribunal de Recursos
O Partido Cristão Democrático (PDC) propôs substituir o presidente do Tribunal de Recursos. O PDC disse que o Presidente actual toma decisões desadequadas.
O presidente do PDC mencionou que não foram tomadas decisões em 50 casos que foram apresentados ao Tribunal. (TP)
Alkatiri: Xanana e Ramos Horta devem ser removidos
O Secretário-Geral da Fretilin, Mari Alkatiri, disse que a remoção de Xanana e de Horta resolverá a crise do país.
“Xanana e Ramos Horta não resolverão a crise, pelo contrário aumentarão a crise,” disse Alkatiri no decurso da campanha de Francisco Lu-Olo em Manatuto na Quarta-feira (25/4). (STL)
UNMIT: os partidos políticos não devem envolver crianças na política
O Representante Especial do Secretário-Geral da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, apelou a todos os partidos políticos para não envolverem crianças nas actividades políticas.
“Reuni-me com a CNE e o STAE e pedi-lhes para encorajarem todos os partidos políticos e líderes a evitarem envolver crianças nas actividades políticas,” disse Khare numa conferência de imprensa na Quinta-feira (26/4) no QG da UNMIT em Dili. (STL)
Pedido que o STAE e a CNE sejam credíveis
O Presidente da Comissão Conjunta da Monitorização de Eleições (KOMEG), padre Agostinho de Jesus Soares, na Quinta-feira, numa conferência de imprensa no Centro dos Media para as Eleições (EMC) em Caicoli Dili, afirmou que o STAE e a CNE devem ser credíveis e imparciais e devem evitar manipulações durante a segunda volta das eleições presidenciais
KOMEG identificou ainda alguns membros da PNTL envolvidos no processo da contagem nos centros de votação. “Alguns membros da PNTL nalguns distritos não mostraram o seu profissionalismo e independência e alguns foram votar fardados e com armas,” disse o padre Agostinho. (STL, DN e TP)
O caso da PNTL em Viqueque está sob investigação
O chefe da comissão de investigação para o caso de Viqueque, Clementino dos Reis Amaral, disse que o Comité B do Parlamento Nacional vai investigar o envolvimento de membros da PNTL em casos de intimidação da população em Uatolari, Viqueque.
Afirmou que a comissão consiste em oito membros. (STL)
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Dos Leitores
Comentário na sua mensagem "UNMIT – MEDIA MONITORING - Thursday, 26 April 2007...":
A descrição pelo News Weekly da Fretilin como Marxista não é nenhuma surpresa.Esta revista é a voz do National Civic Council, um movimento reaccionário católico, cujo o presidente, B.A Santamaria, apoiou o regime Suharto e atacou os que apoiavam os direitos dos timorenses, como o James Dunn, como "comunista".
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sexta-feira, abril 27, 2007
The UNMIT Deputy Special Representative conducts assessment visits throughout the western part of the country ahead of run-off elections
UNMIT
27 April 2007
Dili, Timor-Leste – The Deputy Special Representative of the Secretary-General for Governance Support, Development and Humanitarian Coordination, Mr. Finn Reske-Nielsen, has travelled to Oecussi, Bobonaro and Covalima Districts, in the western part of the country, to meet with the local authorities and to assess the current situation on the ground ahead of the run-off Presidential Election next month.
The DSRSG explored the possibility to further improve the electoral process by taking into account the lessons learnt from the first round of presidential elections. “We are well aware of the difficulties you are facing in some remote areas and UNMIT will do its best to assist you in the run-off,” Mr. Reske-Nielsen said.
In Suai, Covalima District, the Deputy Special Representative was welcomed by the Deputy District Administrator, Mr. Francisco Mendonça da Costa, and other heads of various district departments. They expressed their appreciation for the visit and UNMIT’s concern for the district.
Mr. Reske-Nielsen also expressed UNMIT satisfaction for the conduct and the high turn out of the April 9 Presidential Election and commended the electoral staff and the PNTL for their assistance. He also acknowledged the peaceful climate that prevailed among the local population.
During the visit, the DSRSG also met with the UN staff deployed in those districts. Mr. Finn Reske-Nielsen was accompanied by the Deputy Police Commissioner, Hermanprit Singh and other senior UN officials.
For further information please contact UNMIT spokesperson Allison Cooper on +670 7230453
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Dos Leitores
H Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Vergonhoso. Ramos-Horta tem as funções de PM suspe...":
Se RH não gosta da "opção radical" da via militar, então porque não manda embora os militares australianos?
***
h correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Xanana E Horta Querem Reinado Em Dili Antes Das El...":
Já sabia que Xanana e RH eram multifacetados, mas fiquei agora a saber que também têm vocação para juízes, decidindo que Reinado vai ser submetido a prisão domiciliária.
Só não percebi em que domicílio...
Não sei para que servem os tribunais, juízes, procuradores, etc. Melhor seria despedir essa gente toda, vender os respectivos edifícios e encerrar a faculdade de Direito. Já agora, não sei para que se deram ao trabalho de redigir leis e códigos. Antes gastassem o dinheiro em outras coisas mais úteis.
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UNMIT – MEDIA MONITORING - Friday, 27 April 2007
National Media Reports
PD Supports Ramos Horta
The president of the Democratic Party (PD), Fernando de Araujo Lasama, during the signing of an accord between PD and Horta on 26/4, said that PD all across the 13 districts has decided to support presidential candidate Jose Ramos Horta during the second round of the presidential election. He said Horta has the capacity to lead the country and is able recognizes different people and political parties. (DN, TP and STL)
Government waiting for the official letter from PR to halt operations on Alfredo
Deputy Prime Minister Estanislau Aleixo da Silva said that the government has not received any official letter from President Gusmão requesting to halt the operation on Alfredo.
“The government is waiting for the official letter from the president of the republic,” said Aleixo on Thursday (26/4) at the Palacio das Cinzas in Caicoli, Dili, after meeting with President Gusmão. (DN)
Horta: “I want to be the president for the poor”
Presidential candidate Jose Ramos Horta’s second round of campaigning began on Wednesday (25/4) in Manufahi, Dotik Village sub-district Alas, where he said that if he is elected president he would make peace and poverty reduction a priority. (DN)
UNMIT will rehabilitate damaged roads
The UN Special Representative of Secretary-General in Timor-Leste, Atul Khare, stated that UNMIT would look into ways to rehabilitate the roads in order to ensure the road safety and minimize traffic accidents. (DN)
Horta asking ISF to halt the operation on Alfredo
Prime Minister Horta asked the ISF to cease the operation to capture fugitive Reinado. By continuing the operation, the ISF would be challenging the decisions made by the president and the prime minister. (TP)
PDC calls for changing the president of the court of appeals
The Christian Democratic Party (PDC) proposed to replace the president of the court of appeals. PDC said that the current president makes inappropriate decisions.
The PDC president mentioned that no decisions have yet been made on 50 cases which had been presented to the court. (TP)
Alkatiri: Xanana and Ramos Horta should be removed
Fretilin’s Secretary-General, Mari Alkatiri, said that removing Xanana and Horta would solve the country’s crisiss.
“Xanana and Ramos Horta will not resolve the crisis, but rather will increase the crisis,” said Alkatiri during Francisco Lu-Olo’s campaign in Manatuto on Wednesday (25/4). (STL)
UNMIT: Political Parties should not involve children in politics
The UN Special Representative of Secretary-General in Timor-Leste, Atul Khare, appealed to all political parties not to involve children in political activities.
“I have met with the CNE and STAE and asked them to encourage all political parties and leaders to avoid involving children in political activities,” said Khare at a press conference on Thursday (26/4) at the UNMIT HQ in Dili. (STL)
STAE and CNE asked to be credible
The Chairperson of Joint Commission of Monitoring for Election (KOMEG), Fr. Agostinho de Jesus Soares, at a press conference on Thursday (26/4) at the Elections Media Center (EMC) in Caicoli Dili, stated that STAE and CNE should be credible and impartial to avoid manipulation during the run-off presidential election.
KOMEG also identified some PNTL members involved in the counting process at the polling centers. “Some PNTL members in some districts did not show their professionalism and independence and some used their uniforms and weapons to vote,” said Fr. Agostinho. (STL, DN and TP)
PNTL case in Viqueque is under investigation
The chief of the investigation commission for the Viqueque case, Clementino dos Reis Amaral, reportedly said that Committee B of the National Parliament will proceed to investigate the involvement of PNTL members in cases of intimidation of the population in Uatolari, Viqueque.
He stated that the commission consists of eight members. (STL)
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UNMIT Security SDituation - Friday, April 27, 2007
This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.
The security situation in Dili and the country as a whole has been calm.
Today in Dili, UNPol had conducted a total of 32 patrols by midday and were required to attend only one incident, a traffic accident.
There were no security incidents reported from the districts. In terms of case follow-up, a man suspected of a murder that took place in January in Ermera was sentenced today to eight years in jail.
Across the country, the two remaining Presidential candidates are continuing their campaigns for the second round of elections. So far, there have been no serious security incidents linked with the campaigning.
The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Report any suspicious activities and avoid traveling the areas affected by disturbances. Call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.
This has been a daily broadcast of the UN Police in Timor-Leste, for the people of Timor-Leste
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UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Quinta-feira, 26 Abril 2007
(Tradução da Margarida)
Relatos dos Media Nacionais
Horta não tem princípios, KOTA apoia Lu-Olo
O Partido Timor Asswa (KOTA) decidiu apoiar o candidato da Fretilin, Lu-Olo porque ‘José Ramos Horta não tem princípios.’
O presidente do KOTA, Manuel Tilman, na Quarta-feira (25/4) no Parlamento Nacional declarou que mesmo apesar de o KOTA apoiar, não forçará os seus apoiantes a votarem em Lu-Olo. (DN)
Rerden: “A ISF não parou a operação contra Alfredo”
Em resposta à declaração de Horta e do Presidente Gusmão para parar as operações para capturar o foragido Reinado, o Comandante da ISF, Brigadeiro General Mal Rerden, disse que a ISF não parará a a operação até receber uma carta de clarificação do governo.
“A ISF não recebeu qualquer carta formal do governo a requerer a paragem da operação. Uma vez que a ISF receba a carta, discutirá a questão com o governo,” disse Rerden na Quarta-feira (25/4) no escritório da ISF em Caicoli Dili.
Rerden acrescentou que a operação para capturar Alfredo poderá ser facilmente parada, contudo uma declaração pública para o fazer deve vir primeiro do governo. (DN)
Procurador-Geral não quer mediar o caso de Alfredo
O Procurador-Geral (PG), Longuinhos Monteiro, disse que a PG não mediará um diálogo mas antes levará o caso adiante através do processo legal adequado.
“Não quero que a juventude ou a população em geral digam que o PG interveio de algum modo. O PG levará o caso adiante através do processo legal adequado,” disse Longuinhos na Quarta-feira (25/4) no seu Gabinete em Caicoli Dili. (DN)
Horta promete ser um presidente da paz
O candidato presidencial José Ramos Horta começou a campanha da segunda volta na Quarta-feira (25/4) em Manufahi, aldeia Dotik sub-distrito Alas.
Horta aproveitou esta oportunidade para afirmar que se for eleito presidente, será um presidente para a paz. Disse que a sua prioridade é manter a paz e trabalhar para reduzir a pobreza. (TP)
Sete membros do governo contra Ramos Horta
O candidato presidencial José Ramos Horta, que deixou o seu posto de Primeiro-Ministro para fazer a sua campanha da segunda volta, está agora a ser contestado por outros membros do governo.
Numa conferência de imprensa em 25/4 no edifício do MTRC em Caicoli Dili, o Ministro do Trabalho e Solidariedade, Arsenio Paixão Bano, acompanhado pelo Vice-Primeiro-Ministro, e pelos Ministros dos Transportes e Telecomunicações, Educação, Estado, Finanças, e ViceMinistros da Educação e Obras Públicas, o Secretário de Estado, e o Ministro da Presidência do Conselho, disse que Horta não tem nenhum direito de intervir nos assuntos do governo até estar completada a segunda volta das eleições. (TP)
Estanislau pede uma investigação ao caso da distribuição do arroz
Numa Conferência de Imprensa na Quarta-feira (25/4) no Gabinete do Ministério da Agricultura em Dili, o Ministro da Agricultura e adequado Vice-Primeiro-Ministro, Estanislau Aleixo da Silva, disse que se o Primeiro-Ministro Horta insiste numa investigação, então o Ministro do Trabalho e Solidariedade e Reinserção Comunitária, Arsenio Paixão Bano, deve ser investigado.
Explicou que o arroz foi distribuido à população em Balibo pelo MTRC como assistência do governo ao povo.
“Se o Primeiro-Ministro não concorda com isto, então o caso será investigado. Arsenio está a ser corajoso,” disse Estanislau. (TP)
CNE teve reunião com os partidos políticos
Depois de participar numa reunião com os comissários da CNE na Quarta-feira (25/4) no Gabinete da CNE em Kintal Boot Dili, o Secretário-Geral do Partido Democrático (PD), Osorio Mau Lequi, disse que a CNE teve uma reunião com os partidos políticos que se registaram no tribunal de recursos e esses partidos concorrerão nas próximas eleições parlamentares.
Disse que a reunião se focou nas maneiras com que os partidos políticos podem apresentar os seus candidatos às parlamentares e questões de segurança. (STL)
Governo ignora recomendações da CII
O Chefe dos Direitos Humanos Assosiasaun Hak, Aniceto Neves, disse na Quarta-feira aos jornalistas (25/4) no seu escritório em Farol Dili, que o governo está a ignorar as recomendações da Comissão Internacional de Investigação (CII), que foi formada pela ONU para investigar e analisar a atmosfera de Timor-Leste durante a crise.
Disse que ignorar as recomendações é uma maneira para o governo proteger os envolvidos na crise e que não foram ainda presos.
Disse que o governo não tem intenção de os levar a tribunal conforme foi recomendado pela CII. (STL)
População em Hudi Laran fugiu das suas casas para a Igreja Hosana
Nos dois últimos dias, pelo menos 13 famílias de Hudi Laran moveram-se para campos de deslocados devido a confrontos entre os grupos de artes marciais, 7-7 e PSHT no Bairo Pite.
Na Terça-feira à noite, alguns evacuaram para o Campo de Deslocados do Seminário Fatumeta e outros para o Hotel Hong Kong depois na Quarta-feira de manhã foram para a Catedral Villa Verde.
Membros do PSHT usaram armas caseiras, pilharam e estragaram propriedades e dispararam contra um homem, que foi logo levado a um hospital em Dili pela UNPol. (STL)
Relatos dos Media Internacionais
Eleições em Timor-Leste: o que é que se está a cozinhar?
As recentes eleições presidenciais de Timor-Leste têm sido caracterizadas por alegações de fraude e de irregularidades na votação, relata Peter Westmore
Apesar do desejo evidente de cerca de meio milhão de pessoas que votaram nas recentes eleições presidenciais em Timor-Leste, a contagem dos votos foi tão manchada por alegações de fraudes e de irregularidades que isso deve ser feito outra vez.
Apesar da ONU ter estado envolvida, a condução das eleições estava nas mãos de um órgão do governo Timorense, o STAE (o Secretariado Técnico de Administração das Eleições), um órgão tido por ser dominado por membros da Fretilin, o partido do governo.
A contagem inicial indicou altos níveis de apoio para Fernando de Araujo do Partido Democrático e para o Primeiro-Ministro José Ramos Horta, mas a contagem final mostrou que o candidato da Fretilin, Lu Olo, ganhou o maior número de votos, com o Sr Horta em segundo.
Se a contagem for confirmada pela Comissão Nacional de Eleições, esses dois candidatos irão à segunda volta das eleições, a realizar em 9 de Maio.
Seis dos oito candidatos, incluindo José Ramos Horta, indicaram publicamente que estavam preocupados com a condução das eleições.
Intimidação
Cinco deles escreveram ao presidente da Comissão Nacional de Eleições alegando que tinha havido um clima de intimidação da Fretilin contra os candidatos da oposição em três dos 14 distritos do país, Viqueque, Baucau e Ermera. Em dois destes, apoiantes da oposição tinham sido atacados, e alguns ficaram feridos.
Mais ainda, alegaram que alguns apoiantes de partidos da oposição tinham sido impedidos de votarem, que as caixas de votos não tinham sido guardadas, e que membros do governo tinham intervido nalguns centros de votação.
Uma carta, documentando alegações específicas, foi também emitida por Fernando de Araujo, presidente do Partido Democrático.
Alegaram que votos válidos a favor da oposição foram rejeitados por funcionários do STAE; que houve boletins de votos falsos encontrados nalguns centros de votação; e que pelo menos num distrito, o número de caixas de votos devolvidas no fim da contagem era maior que o número de caixas de votos emitidos.
Outras alegações foram que apenas foi permitido estarem presentes numa estação de votação a agentes da Fretilin, enquanto que a Ministra para a Administração do Estado, Ana Pessoa Pinto (uma associada próxima do secretário-geral da Fretilin Mari Alkatiri) foi vista a com 350 boletins de voto no exterior de uma estação de votação.
O Sr de Araujo disse, “Baseado nestes factos, a Equipa Eleitoral de Fernando 'Lasama' de Araujo pede à CNE [a Comissão Nacional de Eleições] para declarar inválida a Eleição Presidencial de 9 de Abril de 2007 em Timor-Leste e pedir às autoridades competentes para investigarem e punirem os responsáveis por actos de manipulação eleitoral tão repulsivos e antidemocráticos.”
A CNE entregou a matéria ao sistema judicial, mas a decisão não foi emitida até esta altura da publicação.
Foram confirmados pela CNE problemas sérios da administração de eleições. Descobriu mais de 100 violações da lei eleitoral e de irregularidades nas eleições Presidenciais.
A comissão planeia entregar as suas conclusões ao Tribunal Supremo, que decidirá se os casos afectam a validade legal das eleições.
O porta-voz da CNE Martinho G. da Silva Gusmão disse que depois de uma reunião plenária da CNE e de passarem dois dias a examinar os casos decidiram remetê-los para o tribunal.
“Descobrimos 50 casos apenas em Dili. Estamos ainda a verificar nos outros distritos, mas até agora descobrimos mais de 100 violações. Submeteremos os casos ao tribunal logo que completarmos a nossa verificação. Depois dependerá do tribunal decidir da validade das eleições,” disse.
Os transtornos da contagem parecem ser o resultado de problemas dos números oficiais compilados nos centros de votação, bem como nos gabinetes dos distritos para onde foram enviadas as caixas de votos depois do dia da votação.
Um dos mais surpreendentes aspectos do resultado foi a relativamente baixa participação eleitoral, conforme indicada pela contagem oficial das eleições.
De acordo com os números calculados por contagem não oficial, dias depois das eleições, havia cerca de 401,000 votos entrados nas urnas, comparados com os 523,000 eleitores registados, uma participação de 77 por cento, que foi mais baixa do que a esperada. Este número contradiz a observação empírica dos observadores, que fizeram notar que muitos milharfes de pessoas se alinharam durante mais de uma hora para votarem.
Pouco depois da primeira contagem não oficial ter sido emitida, a CNE descobriu “95 caixas de votos, contendo várias centenas de boletins de votos cada, que ou não foram contados ou não foram somados ao registo de informações da eleição. Cinquenta e nove das caixas vieram de Dili.”
Há uma grande pressão sobre o tribunal para reconhecer o resultado, apesar das irregularidades, porque a segunda volta está agendada para 9 de Maio, e as eleições parlamentares estão agendadas para o fim de Junho.
Atrasos na primeira volta causarão problemas com todo o calendário eleitoral. Contudo será errado endossar um processo eleitoral com falhas simplesmente para responder às pressões do calendário eleitoral. O resultado será o descrédito total da eleição e da pessoa que for eleita. The News Weekly
EDITORIAL: Implicações das eleições de Timor-Leste
Peter Westmore
Seja qual for resultado final das recentes eleições presidenciais em Timor-Leste, é altamente provável que a Fretilin perca as próximas eleições parlamentares.
Conquanto a contagem dos votos da primeira volta das eleições Presidenciais de Timor-Leste tem sido um fiasco completo, as eleições oferecem a perspectiva de mudanças fundamentais poderem estar em curso em Timor-Leste.
Apesar de as eleições terem sido conduzidas pelo governo, os resultados publicados mostram um declínio massivo na votação da Fretilin, o partido marxista que tem dirigido Timor-Leste desde a independência em 2002.
À luz do facto de a Fretilin ter usado recursos do governo para ajudar a sua campanha eleitoral, é significante que sobre os números publicados, tenha caído de 57 por cento em 2002 para cerca de 28 por cento em 2007, com muitos dos votos a virem das praças fortes da Fretilin em três distritos.
Igualmente importantes, os votos obtidos por José Ramos Horta, o favorito dos media internacionais e o candidato preferido de alguns governos estrangeiros (incluindo o da Austrália), foram apenas de 22 por cento – muito mais baixo do que era esperado.
Apesar de Horta se ter apresentado como independente, tinha a autoridade de ser o Primeiro-Ministro corrente de Timor-Leste e tinha o forte endosso, do Presidente que vai sair, Xanana Gusmão.
Horta também tentou apresentar-se ele próprio como o filho favorito da igreja católica, a religião a que está ligada a grande maioria dos Timorenses. A sua propaganda eleitoral mostravam-no ao lado do Bispo Carlos Belo, o antigo e reverenciado Bispo de Dili, quando foram presenteados com o Nobel da Paz em 1996.
Pouco Conforto
A votação, contudo, dá pouco conforto tanto ao candidato da Fretilin como a José Ramos Horta.
Por outro lado, os partido pró-democracia da oposição, que foram completamente marginalizados quando a Fretilin foi para o poder em 2002, fizeram melhor do que a maioria dos observadores internacionais esperavam.
Fernando de Araujo, o líder do Partido Democrático, teve cerca de 17 por cento dos votos; Xavier do Amaral, líder da ASDT, segurou 13 por cento; Lúcia Lobato do Partido Social Democrático ganhou cerca de 10 por cento, enquanto outros partidos da oposição tiveram partes menores.
A votação combinada desses partidos, que formaram uma coligação, é agora consideravelmente maior do que o da Fretilin ou de José Ramos Horta.
Um apoiante de há muito da Fretilin, Mark Aarons, escreveu recentemente uma analise esclarecedora do resultado das eleições no The Australian em 12 de Abril 12. Escreveu: “Numa votação fracturada, os resultados da primeira volta das eleições presidenciais é um golpe devastador contra a Fretilin.
“Nas eleições de 2001 para a assembleia constituinte, a Fretilin recebeu mais de 57 por cento da votação, garantindo a formação do primeiro governo quando a assembleia se transformou no parlamento. Então, a Fretilin teve a vantagem da boa vontade popular pelo seu papel na luta pela independência e a sua formidável organização baseada nas aldeias.”
O Sr Aarons notou que em cinco anos, a votação na Fretilin caíu de três em cada cinco Timorenses para um em quatro.
“As raízes desta mudança incrível têm a ver com a ala dominante da Fretilin liderada pelo antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri. Alkatiri pouco fez para contrariar a sua reputação de arrogância com a sua declaração pré-eleitoral de que o candidato da Fretilin ganharia na primeira volta com 60 por cento da votação. Ele estava 'com o povo' e sabia que eles votariam pela Fretilin, como sempre fizeram (e, presume-se como sempre farão).
“O problema com esta auto-ilusão foi que Alkatiri e o seu grupo tinha falhado em dar o básico ao povo quando tiveram a oportunidade: educação, saúde, empregos, estradas, electricidade e água potável,” anotou Aarons.
Um adicional factor importante foi o papel de Alkatiri e da Fretilin na violência que irromper o ano passado. Um dos mais próximos associados de Alkatiri, o antigo Ministro do Interior, Rogério Lobato, foi declarado culpado recentemente de fornecer armas do governo a um grupo de antigos soldados da Fretilin, que foram instruídos para assassinar líderes políticos rivais.
No decurso da violência do ano passado, as forças armadas e a polícia dividiu-se, irrompeu violência de gangs nas ruas com pessoas a serem apedrejadas e casas queimadas, dezenas de milhares de pessoas fugiram das suas casas, e alguns polícias foram assassinados a sangue frio.
A confusão só foi controlada quando forças Australianas e outras internacionais aterraram em Dili, desarmaram as facções da polícia e das forças armadas em luta, e os esquadrões de morte. Contudo, dezenas de milhares de pessoas em Dili mantém-se sem casa, e os responsáveis continuam a monte.
O que conta contra José Ramos Horta é que prometeu resolver a crise que Timor-Leste enfrentava quando foi nomeado Primeiro-Ministro o ano passado: mas nada aconteceu. É palpável o sentido de frustração que prevalece com o velho governo.
Seja qual for o resultado da eleição Presidencial, é altamente provável que a Fretilin não controle o próximo parlamento, que pode ter uma maioria democrática preparada para enfrentar as questões que a Fretilin não resolveu. The News Weekly
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Reuters erra
(Tradução da Margarida)
Última Actualização: Quinta-feira, Abril 26, 2007. 10:00pm (AEST)
Todos os candidatos perdedores Timorenses apoiam Ramos Horta para a presidência
O Primeiro-Ministro Timorense Dr José Ramos Horta tornou-se o candidato favorito para ganhar as presidenciais no seu país, com todos os candidatos perdedores da primeira volta a aconselhar os seus eleitores para votar nele.
O Dr Ramos Horta disputará uma segunda volta em 9 de Maio contra o candidato da Fretilin Francisco Guterres, conhecido como Lu Olo.
Nenhum deles teve uma maioria absoluta na primeira volta há duas semanas o que forçou a segunda volta.
As autoridades eleitorais do país confirmaram ainda que Timor-Leste irá a votos uma terceira vez em 30 de Junho para as eleições parlamentares e escolher um novo governo.
O candidato que ficou em terceiro lugar apelou aos seus apoiantes para votarem no Dr Ramos Horta na segunda volta do próximo mês.
O apoio de Fernando de Araujo, que teve 19 por cento em 9 de Abril, melhora as possibilidades do Dr Ramos Horta derrotar o Presidente do Parlamento e candidato da Fretilin, Francisco Guterres, na segunda volta em 8 de Maio.
O Sr de Araujo, 42 anos, tem o apoio de muitos jovens Timorenses que o vêem como uma alternativa à liderança presente dominada pela geração mais velha.
"Pedirei aos meus apoiantes para votarem em Ramos Horta porque temos os mesmos programas e eu garanto que ele será um presidente independente e responsável," disse o Sr De Araujo depois de assinar um acordo com o Dr Ramos Horta.
Dois outros candidatos perdedores com apoio significativo deram também o seu apoio ao Dr Ramos Horta.
O Dr Ramos Horta, um vencedor do Nobel, apelou à comunidade internacional para ajudar a melhorar a segurança em Timor-Leste e a enviar mais observadores eleitorais.
"Já estou satisfeito mas o que me faz ficar zangado é ver pessoas que são analfabetas, muito pobres, a única coisa que têm é o direito a votar, e mesmo esse apenas de cinco em cinco anos, são intimidadas, são atacadas e abusadas," disse depois de um encontro com embaixadores estrangeiros.
A campanha para a segunda volta, que começou na Terça-feira, tem sido pacífica mas a polícia da ONU e as tropas internacionais têm estado a patrulhar as ruas no caso de problemas.
As eleições francas levantaram preocupações acerca de nova instabilidade na nação empobrecida, ainda a sofrer profundas divisões cinco anos depois da independência.
- Reuters
Todos?! Não. Manuel Tilman apoia Lu-Olo.
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UNMIT – Situação da Segurança – Quinta-feira, Abril 26, 2007
(Tradução da Margarida)
Esta é uma emissão da Polícia da ONU em Timor-Leste para lhe dar informação sobre a situação da segurança no país.
A situação de segurança na maior parte de Dili tem estado relativamente calma, apesar de se manter volátil no Bairo Pite e Surik Mas.
Hoje em Dili, a UNPol conduziu um total de 34 patrulhas e foi-lhe pedido para atender em apenas cinco incidentes. Num, a UNPol respondeu a relatos de homens locais assediarem estudantes na escola pré-secundária de Fatumeta. A UNPol fez sete detenções e recuperou uma pistola improvisada. A UNPol foi também chamada a Surik Mas, onde alguns jovens tinham causado estragos menores numa casa. Separadamente, uma casa abandonada foi incendiada nessa área. A investigação a ambos os casos está em curso.
Ontem, nos distritos, houve relatos de jovens vestidos com roupas de artes marciais estarem a causar distúrbios no colégio da igreja da área de Bobonaro. A UNPol e a PNTL patrulharam vezes repetidas a área, mas não encontraram evidência dos homens. Similarmente, em Manufahi, a UNPol recebeu relatos de uma barreira ilegal na estrada em Datina. Contudo, não foi encontrada nenhuma barreira quando lá chegou.
Pelo país, os dois candidatos Presidenciais continuam nas suas campanhas para a segunda volta das eleições. Até agora, não houve incidentes sérios de segurança ligados à campanha.
A Polícia aconselha a evitar viajar durante a noite nas áreas mais afectadas. Relate qualquer actividade suspeita e evite viajar nas áreas afectadas por distúrbios. Chame o 112 ou o 7230365 para contactar a polícia 24 horas por dia, sete dias por semana.
Esta foi uma emissão diária da Polícia da ONU em Timor-Leste, para o povo de Timor-Leste.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "